PROJETO DE ESTÁGIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL BRIZOLA, Silene Francisca dos Santos. (UNEMAT) silenefsb@hotmail.com SILVA, Maria Ivonete da. (UNEMAT) ivonete0304@hotmail.com RESUMO Este projeto foi desenvolvido durante o estágio supervisionado, de uma disciplina do 7º Semestre de Pedagogia da UNEMAT, Campus Universitário de Juara, com uma turma de pré I, em uma escola municipal de Juara-MT. E teve como objetivo desenvolver um trabalho que partisse da realidade dos alunos, despertando interesse e envolvendo-os o máximo possível, acontecendo assim uma aprendizagem significativa. Ao iniciá-lo realizamos uma roda da conversa, na qual fizemos um levantamento dos conhecimentos prévios deles, para juntos elaborarmos o projeto de estágio, onde eles ao se apresentar, falaram bastante em animais de estimação, sendo que a partir desses relatos resolvemos realizar este trabalho em torno dessa temática. A proposta foi baseada em atividades envolvendo pesquisas, visitas, montagens de quebra-cabeças, trabalhos artísticos, vídeos, músicas, brincadeiras, imitações, teatro, leituras, escrita, entre outras. Buscando nos teóricos, enriquecer o trabalho como um todo, procurando envolver os alunos de forma dinâmica e significativa, estimulando-os a se sentissem capazes de buscar e construir algo novo, diferente. Com tudo, foi uma experiência única e que nos fez crescer, como educadoras, pois acreditamos que contribuímos de alguma maneira na formação de cidadãos críticos e reflexivos. Sendo que a partir das experiências vivenciadas, e a aproximação com as famílias, passamos a acreditar ainda mais, que é possível desenvolver um trabalho de parcerias, que nos leve a uma educação mais contextualizada. PALAVRAS-CHAVE: aprendizagem, conhecimento e educação. Introdução O presente trabalho faz parte de uma disciplina do sétimo semestre de Pedagogia da UNEMAT Campus Universitário de Juara. Que foi desenvolvido com uma turma de Pré I, em uma escola municipal de Juara-MT, objetivando desenvolver um trabalho que partisse do interesse dos alunos, envolvendo-os o máximo possível, acontecendo assim uma aprendizagem significativa.
Para que a realização do mesmo acontecesse de maneira satisfatória, buscamos apoio nos teóricos que abordam a educação infantil, considerando a realidade da sala de aula em que atuamos, e ampliando assim a nossa prática pedagógica. Relatamos, no entanto, os fatos decorrentes durante o desenvolvimento do estágio supervisionado, dividido-os em três momentos, sendo que no primeiro, descrevemos como a instituição está estruturada e a formação do corpo docente. Num segundo momento, relatamos os fatos observados no ambiente escolar durante o nosso período de observação e intervenção. E finalizando, mencionamos como aconteceu a intervenção Pedagógica e as metodologias utilizadas baseadas nos teóricos, os objetivos alcançados e alguns fatos relevantes neste período. Procedimentos Metodológicos Iniciamos o estágio com uma roda da conversa, na qual realizamos as apresentações e procuramos ouvir as crianças para realizar o levantamento dos conhecimentos prévios delas, para juntos elaborarmos o projeto do estágio. Foi onde falamos um pouco de nós e percebemos que os alunos ao falar das famílias enfatizavam mais os animais de estimação, e a partir dos relatos adquiridos nesta conversa desenvolvemos o projeto. Sendo que sobre esta atividade o RCNEI (2002) diz que: a participação na roda permite que as crianças aprendam a olhar e a ouvir os amigos, trocando experiências (RCNEI vol.3, 2002, p.138). A proposta foi baseada em atividades envolvendo pesquisa nas quais os alunos buscaram com seus familiares, sanar dúvidas, como também realizaram atividades em sala de recortes em revistas, jornais e livros, figuras de animais para confecção de cartaz, e de palavras contendo a vogal A, para melhor identificação. Realizamos, no entanto, uma visita a casa de uma das crianças, para conhecer o seu animal de estimação. Pois de acordo com o RCNEI (2002), o professor pode, por exemplo, promover algumas excursões ao espaço externo da instituição com o objetivo de identificar e observar a diversidade de pequenos animais presentes ali (RCNEI vol.3, 2002 p.178). E como suporte à pratica educativa, os alunos montaram quebra-cabeças, com a finalidade de trabalhar o processo de reprodução dos animais. Na realização da mesma, eles formaram duplas para melhor desempenho e participação de todos. Sendo que o RCNEI (2002), afirma que: [...] as possibilidades de cooperação oferecidas pelo trabalho em grupo, em que as crianças conversam sobre o trabalho que fazem e se
ajudam mutuamente, constitui-se num valioso recurso educativo (RCNEI, vol.2, 2002 p. 40). Os alunos desenvolveram também trabalhos artísticos de desenhos, pinturas, recortes e colagens de diversos animais; Como nos traz Aroeira, Soares e Mendes, (1996, p.53), os desenhos e pinturas refletem as relações da criança consigo mesma e com o meio, mostrando seu grau de desenvolvimento social. Exibimos para eles, vídeos sobre animais, instigando-os a realizarem interpretações orais e através de desenhos livres e dirigidos. E também promovemos um teatro com fantoches de animais, os quais apresentaram suas principais características. Segundo Aroeira, Soares e Mendes, (1996), as capacidades de representações podem ser expressas através de imitações, jogos, brincadeiras de faz-de-conta, desenhos, imagens e linguagens. Dorin (1978) vem afirmar que a imitação, é uma forma de aprendizagem, e quando uma pessoa observa outra e procura reproduzir seus movimentos, não se trata de mera reprodução, mas, que em toda imitação existe uma criação do imitador, sendo que é quase impossível sair perfeita. Desenvolvemos então, atividades com músicas, brincadeiras, dinâmicas, mímicas, imitações e jogos, as quais auxiliaram na socialização entre os alunos. De acordo com os RCNEI, (vol. 3, 2002), podemos utilizar a música como suporte para atingir vários objetivos, como a formação de hábitos, atitudes e comportamentos. E diz ainda que: A linguagem musical é excelente meio para o desenvolvimento de expressão, do equilíbrio, da auto-estima e auto-conhecimento, além de poderoso meio de interação social (RCNEI, vol.3, 2002, p.47). Com relação às brincadeiras e jogos, Bruner (1976) Apud Kishimoto, considera que a brincadeira permite uma flexibilidade de conduta e conduz a um comportamento exploratório. Da mesma forma, em outras pesquisas com pré-escolares conclui que o jogo infantil contribui para a solução de problemas (KISHIMOTO, 2003, p.45). Realizamos com eles, leituras de diferentes gêneros textuais (fábulas, adivinhações, trava-língua e histórias) através de desenhos e representações gráficas. Sendo que para Moyles, (2002), a leitura de histórias pode ser uma forma de brincar com as palavras e figuras e é uma atividade imediatamente prazerosa para as crianças e adultos, além de proporcionar uma rica fonte para a imaginação (MOYLES, 2002, p.65). Orientamos os alunos na escrita da vogal A e dos numerais 1 e 2. Pois o RCNEI
(2001), diz que atividades como esta, pode ser feita: primeiro com o corpo (andar sobre linhas, fazer o contorno das letras na areia ou na lixa etc.), seguida de uma atividade oral de identificação de letras, cópia e, posteriormente, a permissão para escrevê-la sem copiar (RCNEI vol. 1, 2001, p.120). Utilizamos para isso: livros; CD-Rom; TV, vídeo e DVD; sulfites ; tintas; pincéis; câmera digital; lápis coloridos; canetinhas; revistas; jornais; livros de literatura infantil; cola; tesoura; espelho; figuras; bichos de pelúcia; quadro de giz; Giz e fantoches de animais. Considerações finais Tivemos com este trabalho a oportunidade de colocar em prática conhecimentos adquiridos na academia, mesmo que já atuávamos como professoras na educação infantil. Sendo que, este foi construído junto com os alunos, a partir da realidade deles, ouvindo-os, questionando-os e instigando-os a trazer de casa o que seus familiares já sabiam do assunto em estudo, no caso Animais de Estimação o que norteou todo o estágio supervisionado. Buscamos nos teóricos, incrementar as aulas e o trabalho como um todo, procurando desenvolver um trabalho dinâmico e significativo, estimulando o envolvimento das crianças no processo de forma que se sentissem capazes de buscar e construir algo novo, diferente. Com estas estratégias educativas buscamos oportunizar aos alunos situações desafiadoras que os levaram a compreender melhor as atividades propostas. Através da avaliação processual, considerando a realidade, interesses e participação das crianças em sala de aula. Como também o desenvolvimento dos educandos; o relacionamento com os colegas e professores; cumprimentos das tarefas escolares; capacidades de cooperação; aproveitamento de tempo, porém respeitando o ritmo de aprendizagem de cada um e trabalhos produzidos espontaneamente. Concluímos, que esta foi uma experiência única e que nos fez crescer, como educadoras, pois acreditamos que contribuímos de alguma maneira na formação de cidadãos críticos e reflexivos. Sendo que a partir das experiências vivenciadas, as trocas de saberes, e a aproximação com as famílias, passamos a acreditar ainda mais, que é possível desenvolver um trabalho de parcerias, que nos leve a uma educação mais significativa e contextualizada.
Referências bibliográficas AROEIRA, SOARES e MENDES, Maria Luísa C. Aroeira, Maria Inês B. Soares e Rosa Emília A. Mendes.Didática de pré-escola: vida criança: brincar e aprender. São Paulo: FTD, 1996. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação MEC/SEF, vol. 1, 2001., Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação MEC/SEF, vol. 2, 2002., Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação MEC/SEF, vol. 3, 2002. DORIN, Lannoy. Psicologia educacional. São Paulo, ed. do Brasil, 1978. MOYLIES, Janet R. Só brincar? O papel do brincar na educação infantil; trad. Maria Adriana Veronese. _ Porto Alegre: Artmed, 2002. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.