CONTEÚDO DA AULA DE HOJE

Documentos relacionados
Custo de Oportunidade do Capital

Capítulo 11. Custo de capital. Objetivos de aprendizagem. Visão geral do custo de capital. Algumas premissas fundamentais

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

FINANÇAS AS EM PROJETOS DE TI

Entretanto, este benefício se restringe a um teto de 12% da renda total tributável. O plano VGBL é vantajoso em relação ao PGBL para quem:

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO

Avaliação de Empresas Profa. Patricia Maria Bortolon

M =C J, fórmula do montante

Lucratividade: Crescer, Sobreviver ou Morrer

Custo de Capital. Taxa de Descontos. Mesmo significado. Custo de Capital de Terceiros - RT

Vantagens e desvantagens da utilização do patrimônio líquido pelo seu valor de mercado na avaliação de empresas

Caderno de Exercícios*

Probabilidade. Luiz Carlos Terra

Teoria da Firma. Capítulo VI. Introdução. Introdução. Medição de custos: quais custos considerar?

Economia da SHT. Custos e benefícios da segurança

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER YIELD VIP REFERENCIADO DI CRÉDITO PRIVADO / Informações referentes a Maio de 2016

MODELAGENS. Modelagem Estratégica

O QUE É CUSTO DE CAPITAL PARTE l

LFG MAPS. 2 - ( Prova: CESPE Polícia Federal - Agente da Polícia Federal / Contabilidade Geral / Contabilidade -

mercado de cartões de crédito, envolvendo um histórico desde o surgimento do produto, os agentes envolvidos e a forma de operação do produto, a

Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

[RESOLUÇÃO] Economia I; 2012/2013 (2º semestre) Prova da Época Recurso 3 de Julho de 2013

Modelo de Dividendos Descontados

Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio Formulário de candidatura Boas Práticas

CONFIGURAçÃO E GERAÇÃO DO LALUR. Parâmetros

Modelo de Precificação de A0vos Financeiros (CAPM) e Hipótese do Mercado Eficiente (HME) Aula de Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO Módulo 1 Princípios de Economia

1Por que o Sistema CNDL está promovendo uma reestruturação no seu modelo de governança?

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SANTANDER FIC RENDA FIXA SIMPLES / Informações referentes a Maio de 2016

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 32. Tributos sobre o Lucro

VALE RIO DOCE S/A. No resultado de 2013 a receita líquida da companhia tinha a seguinte divisão:

Etapa 1. Etapa 2. Etapa 3. Etapa 4

FLUXO DE CAIXA UNIFORME & FLUXO DE CAIXA IRREGULAR ANDRÉ LUIZ AULA: 14/04

Fluxo de caixa, valor presente líquido e taxa interna de retorno 1

BLUMENAU: SITUAÇÃO FINANCEIRA A economia dos municípios depende do cenário nacional

Avaliação do Risco Isolado

Introdução à Matemática Financeira e Análise de Investimentos

Registro de Retenções Tributárias e Pagamentos

Prof. Eugênio Carlos Stieler

RENDIMENTOS DE CAPITAIS

Índice. Conteúdo. Planilha Profissional Para Cálculo de Preços de Artesanato

BALANÇO PATRIMONIAL AMBIENTAL - EXERCÍCIO COMENTADO Prof Alan

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital

Análise Qualitativa no Gerenciamento de Riscos de Projetos

Rabobank International Brazil

Ao considerar o impacto ambiental das empilhadeiras, observe toda cadeia de suprimentos, da fonte de energia ao ponto de uso

NavegadorContábil. Sim. Não. Sim. Não. Número de agosto de Contabilização de operações de duplicata descontada e vendor

Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI

Profa. Cleide de Freitas. Unidade II PLANO DE NEGÓCIOS

Análise de viabilidade de empreendimentos de geração

COMO DETERMINAR O 1º PREÇO DE VENDA DE UM PRODUTO NOVO

Avaliação Econômica Projeto de Inclusão Digital. Naercio Aquino Menezes Filho Centro de Políticas Públicas Insper FEA-USP e Fundação Itaú Social

SONDAGEM ESPECIAL. Exportações ganham importância para indústria brasileira. Comércio Exterior. Opinião CNI

O Papel do Gerente/Administrador Financeiro das Empresas

Módulo de Equações do Segundo Grau. Equações do Segundo Grau: Resultados Básicos. Nono Ano

Administração e Economia para Engenharia

Prospeto a publicar nas ofertas públicas de valores mobiliários

LEI 8.849, DE 28 DE JANEIRO DE 1994

CATÁLOGO DE APLICAÇÕES Rateio CC Contas a Pagar

Inteligência Artificial

GUIA PARA ELABORAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE IR PREVIDÊNCIA

DIRECTRIZ CONTABILÍSTICA Nº 24 EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 1. OBJECTIVO 1 2. DEFINIÇÕES 2 3. TIPOS DE EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 2

Fundo de Investimento em Ações - FIA

Tabela de Temporalidade de Documentos de Pessoa Física

EXAME DE SUFICIÊNCIA - 01/2000 I - CONTABILIDADE GERAL

PEQUENAS EMPRESAS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS TENDÊNCIAS E PRÁTICAS ADOTADAS PELAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Instruções para o cadastramento da Operação de Transporte e geração do Código Identificador da Operação de Transporte CIOT.

NOTA EXPLICATIVA À INSTRUÇÃO CVM Nº 489, DE 14 DE JANEIRO DE 2011

MBA em Gerenciamento de Projetos. Teoria Geral do Planejamento. Professora: Maria Erileuza do Nascimento de Paula

Informações e orientações para organização do processo decisório

TELEFÓNICA, S.A. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E RELATÓRIO DE GESTÃO CORRESPONDENTES AO EXERCÍCIO DE 2008

REGIMENTO INTERNO RECOMENDADO PARA O ROTARY CLUB

Custos do Mercado. Regulamento n.º 1/2005, de 22 de Janeiro de 2007 B.O n.º 4 - I Série

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS AVANÇADOS DO EXCEL EM FINANÇAS (PARTE III): GERENCIAMENTO DE CENÁRIOS

Mecken Golden Corporation 1439 S Ocean Blvd, FL Phone:

Finanças Empresariais I. Cap. 4

Biblioteca de Custos

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O AGORA BOLSA FIC DE FIA / Informações referentes a Abril de 2016

Aula 03. Processadores. Prof. Ricardo Palma

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DA BRASKEM

Aula 2 - Avaliação de fluxos de caixa pelos métodos do Valor Presente Líquido

PESQUISA OPERACIONAL -PROGRAMAÇÃO LINEAR. Prof. Angelo Augusto Frozza, M.Sc.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Módulo 1 - Mês 1- Aula 3

GUIA DO CRÉDITO CONSCIENTE

13. Derivativos 1/3/2009 1

Institute of Finance - Consultoria e Treinamento de Executivos em Finanças consulte o nosso site: CASES PARA ESTUDO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Dicas Gerenciais Como devo definir o preço de venda de cada produto? Processo de Formação de Preços em uma Loja de Varejo de Alimentos.

Cálculo do custo de produção na empresa rural (2)

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA TELEFONICA, S.A. (ITEM V DA ORDEM DO DIA)

Brazilian Depositary Receipt BDR Nível I Não Patrocinado

Manual de preenchimento da planilha de cálculo do índice de nacionalização

Exercícios resolvidos do livro: Matemática Financeira Aplicada em Análise da Viabilidade de Projetos com HP-12C e Excel Célio Tavares

COMO UTILIZAR CORRETAMENTE O CUSTO MÉDIO

Resolução da Lista de Exercício 6

Transcrição:

CONTEÚDO DA AULA DE HOJE DECISÕES FINANCEIRAS DE LONGO PRAZO: VISÃO GERAL DO CUSTO DE CAPITAL CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS CUSTO DAS AÇÕES PREFERENCIAIS CUSTO DAS AÇÕES ORDINÁRIAS CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL CUSTO MARGINAL E DECISÕES DE INVESTIMENTO LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 1

VISÃO GERAL DO CUSTO DE CAPITAL CUSTO DE CAPITAL: taxa de retorno que uma empresa deve obter nos projetos em que investe, para manter seu valor de mercado e atrair fundos O CUSTO DE CAPITAL É O NÚMERO MÁGICO USADO PARA DECIDIR SE UM INVESTIMENTO PROPOSTO PODERÁ AUMENTAR OU DIMINUIR O PREÇO DA AÇÃO DA EMPRESA: se o risco for mantido constante, os projetos com taxa de retorno superior ao custo de capital elevarão o valor da empresa, e aqueles com taxa de retorno inferior reduzirão o valor da empresa O CUSTO DE CAPITAL É ESTIMADO EM UM MOMENTO ESPECÍFICO E REFLETE O CUSTO FUTURO MÉDIO ESPERADO DOS FUNDOS NO LONGO PRAZO LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 2

VISÃO GERAL DO CUSTO DE CAPITAL AS EMPRESAS CONTAM COM QUATRO FONTES BÁSICAS DE FUNDOS DE LONGO PRAZO: dívida de longo prazo, ações preferenciais, ações ordinárias e lucros retidos BALANÇO PATRIMONIAL CADA FONTE DE FINANCIAMENTO POSSUI UM CUSTO ESPECÍFICO, MAS A TOMADA DE DECISÃO SOBRE UM DETERMINADO INVESTIMENTO DEVE CONSIDERAR SEMPRE O CUSTO MÉDIO PONDERADO DA EMPRESA LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 3

VISÃO GERAL DO CUSTO DE CAPITAL EXEMPLO: Suponha que uma empresa possua atualmente a seguinte oportunidade de investimento: Investimento total: $ 100.000; Vida útil: 20 anos; TIR: 7% Custo da melhor fonte de financiamento disponível: 6% (capital de terceiros) Como consegue obter um retorno de 7% sobre investimento de fundos que custam apenas 6%, a empresa decide aproveitar a oportunidade. Imagine que uma semana depois apareça uma nova oportunidade de investimento: Investimento total: $ 100.000; Vida útil: 20 anos; TIR: 12% Custo da melhor fonte de financiamento disponível: 14% (capital próprio) Nesse caso, a empresa rejeita a oportunidade de investimento, pois o custo de financiamento de 14% é superior ao retorno esperado de 12%. LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 4

VISÃO GERAL DO CUSTO DE CAPITAL EXEMPLO (continuação): As decisões da empresa atenderam aos interesses de seus proprietários? Não, porque ela aceitou um projeto com retorno de 7% e rejeitou outro de 12%. Para evitar esse tipo de problema, a empresa deve considerar o custo médio ponderado que reflete como as decisões de financiamento se inter-relacionam. Supondo que o mix de capital da empresa seja de 50% de capital de terceiros e 50% de capital próprio, o custo médio ponderado seria: Considerando o custo médio ponderado, a primeira oportunidade de investimento teria sido rejeitada (TIR = 7% < custo médio ponderado = 10%) e a segunda, aceita (TIR = 12% > custo médio ponderado = 10%). Esse resultado atende melhor aos interesses dos proprietários. LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 5

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS DE LONGO PRAZO: custo atual, após o imposto de renda, da contração de novos empréstimos de longo prazo A MAIOR PARTE DAS DÍVIDAS EMPRESARIAIS DE LONGO PRAZO É ASSUMIDA POR MEIO DA VENDA DE OBRIGAÇÕES: nesse caso, o custo do capital de terceiros antes do imposto de renda é a TIR dos fluxos de caixa da obrigação, levando em consideração apenas os recebimentos líquidos de sua emissão Recebimento líquido Recebimento esperado Custos de lançamento LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 6

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS EXEMPLO: Uma grande fabricante de computadores está estudando a possibilidade de vender $ 10 milhões em obrigações com prazo de 20 anos, cupom de 9% (taxa de juros anual declarada), cada uma com valor de face de $ 1.000. Como outras obrigações com risco semelhante rendem mais do que 9%, a empresa deve vender suas obrigações a $ 980, para compensar o cupom inferior. Os custos de lançamento são de 2% do valor de face da obrigação (0,02 x $1.000 = $ 20). Os recebimentos líquidos pela empresa com a venda de cada obrigação serão, portanto, de: LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 7

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS DO PONTO DE VISTA DA EMPRESA QUE EMITE A OBRIGAÇÃO, SEU FLUXO DE CAIXA É O INVERSO DE UM FLUXO DE CAIXA CONVENCIONAL RECEBIMENTO LÍQUIDO 1 2 3 4... n 0 PAGAMENTOS DE JUROS LIQUIDAÇÃO DO PRINCIPAL Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda TIR dos fluxos de caixa da dívida de longo prazo (do ponto de vista da empresa) LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 8

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS EXEMPLO: No exemplo anterior, determinamos que os recebimentos líquidos de uma obrigação de $ 1.000, com cupom de 9% e prazo de 20 anos, seriam $ 960. À essa entrada inicial de $ 960, seguem-se saídas anuais de juros de $ 90 (cupom de 9% * valor de face de $ 1.000) ao longo dos 20 anos do prazo da obrigação. No vigésimo ano, ocorre uma saída de $ 1.000 (a quitação do principal). O custo de capital de terceiros antes do imposto de renda pode ser calculado por meio da TIR, que é a taxa de desconto que faz com que o valor presente das saídas seja igual à entrada inicial: VPL 0 r TIR VPL FC t1 VPL $960 $90 0 $960 $90 0 n FC 1 r 20 t1 t t 20 t1 $1.000 t 1 r 1 r 1 1 $1.000 20 1 t 20 1 TIR 1 TIR 1 LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 9

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS O CUSTO DE CAPITAL DEVE SER MEDIDO SEMPRE APÓS O IMPOSTO DE RENDA: como os juros do capital de terceiros são dedutíveis para os fins de apuração do imposto de renda, o custo do capital de terceiros após o imposto de renda pode ser calculado da seguinte forma: Custo do capital de terceiros após o impostode renda Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda 1 alíquota do imposto de renda ( r i ) (TIR) LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 10

CUSTO DO CAPITAL DE TERCEIROS EXEMPLO: Se a empresa do exemplo anterior está sujeita à alíquota do imposto de renda de 40% e considerando o custo de capital de terceiros antes do imposto de renda de 9,45% calculado anteriormente, o seu custo de capital de terceiros após o imposto de renda será: Custo do capital de terceiros após o impostode renda Custo do capital de terceiros antes do imposto de renda 1 alíquota do imposto de renda ( r i ) (TIR) Para qualquer empresa, o custo do capital de terceiros de longo prazo normalmente é menor do que o de quaisquer outras formas de financiamento de longo prazo, principalmente por causa da dedutibilidade fiscal dos juros LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 11

CUSTO DAS AÇÕES PREFERENCIAIS OS DIVIDENDOS PAGOS POR UMA EMPRESA AOS ACIONISTAS PREFERENCIAIS NORMALMENTE SÃO UM VALOR FIXO: por isso, o modelo de crescimento nulo para as ações ordinárias também pode ser utilizado para calcular o valor de uma ação preferencial D D2 D P0 1 D r CUSTO DAS AÇÕES PREFERÊNCIAIS (r p ): quociente entre o dividendo prometido ao acionista preferencial (D p ) e o recebimento líquido pela empresa com a venda das ações (N p ) r p D N p p LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 12

CUSTO DAS AÇÕES PREFERENCIAIS EXEMPLO: A grande fabricante de computadores também está examinando a possibilidade de emitir ações preferenciais que espera vender ao valor de face de $ 87 por ação, devendo pagar ao titular $ 8,70 ao ano em dividendo. O custo de emissão e venda deve ser de $ 5 por ação. Como Recebimento líquido Recebimento esperado Custos de lançamento Assim, o custo de capital das ações preferenciais será LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 13

CUSTO DAS AÇÕES ORDINÁRIAS NO CASO DAS AÇÕES ORDINÁRIAS, UM DOS MODELOS MAIS UTILIZADOS PARA CALCULAR SEU VALOR É O MODELO DE GORDON: como o valor dos dividendos pagos varia ao longo do tempo, esse modelo presume que isso acontece a uma taxa de crescimento constante D t D1 1 g t P 0 D 1 r g CUSTO DAS AÇÕES ORDINÁRIAS (r n ): quociente entre o dividendo por ação esperado ao final do primeiro ano (D 1 ) e o recebimento líquido pela empresa com a venda das ações (N n ) mais a taxa esperada de crescimento (g) r n D N 1 g LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 14 n

CUSTO DAS AÇÕES ORDINÁRIAS EXEMPLO: Para determinar o custo de novas ações ordinárias, a fabricante de computadores estimou que ações com valor de face de $50 podem ser vendidas a $47. O custo de lançamento da ação, pago para emitir e vender novas ações é de $2,50. Como Recebimento líquido Recebimento esperado Custos de lançamento Considerando que a empresa espera pagar dividendos de $4 ao fim do próximo ano e que a expectativa de taxa de crescimento anual dos dividendos é de 5%, o custo de capital das ações ordinárias será: LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 15

CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (CMPC, ou WACC - weighted average cost of capital): reflete o custo futuro médio esperado dos fundos de longo prazo. É a média ponderada do custo de cada tipo específico de capital pela sua participação na estrutura de capital da empresa WACC w r w r w r i i w i = participação do capital de terceiros de longo prazo na estrutura de capital r i = custo do capital de terceiros após o imposto de renda w p = participação das ações preferenciais na estrutura de capital r p = custo de capital das ações preferenciais w n = participação do capital próprio (ações ordinárias + lucros retidos) na estrutura de capital r n = custo de capital das ações ordinárias w i + w p + w n = 1 p p n LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 16 n

CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL EXEMPLO: Nos exemplos anteriores, identificamos os custos dos diversos tipos de capital para a fabricante de computadores: Custo de capital de terceiros: 5,6% Custo das ações preferenciais: 10,6% Custo das ações ordinárias: 14,0% A empresa usa os seguintes pesos para calcular o custo médio ponderado de capital: FONTE DE CAPITAL PESO (1) Capital de terceiros de longo prazo 0,40 Ações preferenciais 0,10 CUSTO (2) CUSTO PONDERADO [(1) x (2)] Capital próprio 0,50 TOTAL 1,00 O custo médio ponderado de capital (WACC) da empresa é de 10,3%. Ou seja, admitindo um nível constante de risco, a empresa deveria aceitar todos os projetos com retorno superior a 10,3%. LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 17

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL O CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (CMPC ou WACC) PODE VARIAR COM O TEMPO: com o aumento do volume de financiamento, os custos dos diversos tipos de financiamento aumentarão, elevando o WACC da empresa CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL (CMgPC, ou WMCC de weighted marginal cost of capital): custo associado à próxima unidade monetária de novo financiamento de capital PONTO DE RUPTURA: nível do novo financiamento total em que o custo de um dos componentes do financiamento é elevado, causando um aumento do custo marginal ponderado de capital (WMCC) LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 18

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL DETERMINAÇÃO DOS PONTOS DE RUPTURA: PR j VF w j j PR j = ponto de ruptura da fonte de financiamento j VF j = volume de fundos disponível a partir da fonte de financiamento j a um determinado custo w j = peso na estrutura de capital da fonte de financiamento j CÁLCULO DO WMCC: uma vez determinados os pontos de ruptura, o passo seguinte é calcular o custo médio ponderado de capital para cada faixa de novo financiamento total entre os pontos de ruptura LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 19

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL EXEMPLO: Voltando ao exemplo, a fabricante de computadores espera tomar apenas $400.000 em capital de terceiros a um custo de 5,6%; qualquer endividamento adicional terá custo depois do imposto de renda de 8,4%. Além disso, se a empresa emitir mais de $300.000 em ações ordinárias, estima-se que a diluição dos acionistas existentes eleve o custo de capital das ações ordinárias de 14,0% para 16,5%. Existem, portanto, dois pontos de ruptura: (1) Quando é ultrapassado o limite de $400.000 de capital de terceiros de longo prazo (2) Quando são emitidos mais de $300.000 em ações ordinárias FONTE DE CAPITAL PESO Capital de terceiros de longo prazo 0,40 Ações preferenciais 0,10 Capital próprio 0,50 PR j VF w j j PR capitaldeterceiros PR capitalpróprio LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 20

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL EXEMPLO (continuação): PR j VF w j j PR PR capitalpróprio capitaldeterceiros Esses dois pontos de ruptura criam três faixas de custo de novos financiamentos para a fabricante de computadores: (de $0 a $600.000), (de $600.000 a $1.000.000) e (acima de 1.000.000): CUSTO POR FAIXA DE FINANCIAMENTO de $0 a $600.000 Capital de terceiros de longo prazo 5,6% Ações preferenciais 10,6% Capital próprio 14,0% de $600.000 a $1.000.000 acima de $1.000.000 LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 21

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL EXEMPLO (continuação): FAIXA DO NOVO FINANCIAMENTO TOTAL de $0 a $600.000 de $600.000 a $1.000.000 acima de $1.000.000 FONTE DE CAPITAL PESO (1) Capital de terceiros 0,40 Ações preferenciais 0,10 CUSTO (2) CUSTO PONDERADO [(1) x (2)] Capital próprio 0,50 Capital de terceiros 0,40 Ações preferenciais 0,10 WACC: Capital próprio 0,50 Capital de terceiros 0,40 Ações preferenciais 0,10 WACC: Capital próprio 0,50 WACC: LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 22

CUSTO MARGINAL PONDERADO DE CAPITAL EXEMPLO (continuação): LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 23

BIBLIOGRAFIA GITMAN: Capítulo 11 Custo de capital LES-718 / Luiz Fernando Satolo / ESALQ 24