RETENÇÃO DE IMPOSTOS NA FONTE

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Transcrição:

RETENÇÃO DE IMPOSTOS NA FONTE

Simples Nacional na condição de prestador: Dispensado de reter PIS/COFINS/CSLL na fonte de acordo com o art. 32º III da Lei 10.833/03; Dispensado de reter IR na fonte de acordo com o art. 1º da IN RFB 765/07c/c os artigos 170 a 174 do RIR/99;

Simples Nacional na condição de tomador: Dispensado de efetuar retenção PIS/COFINS/CSLL na fonte de acordo com o art. 30º 2º da Lei 10.833/03; e IN SRF nº459/04 - art. 1º - 6º; Obrigado a reter IR na fonte por falta de previsão legal de dispensa;

RETENÇÃO DE ISS DOS OPTANTES A retenção do ISS será realizada nos serviços prestados em que o imposto seja devido no local de prestação do serviço, nos casos em que os serviços são prestados em local diferente (outro município) do estabelecimento prestador (sede, filial, escritório).

RETENÇÃO DE ISS DOS OPTANTES Para identificar se o serviço prestado sofrerá retenção do ISS, o prestador deverá consultar o artigo 3 da Lei Complementar nº 116/2003, abrangerá diversos serviços especificados nos incisos I ao XXII do referido artigo. Se o ISS devido sobre a operação for de responsabilidade do tomador (art. 3 e parágrafo 2º do art. 6º da LC nº 116/2003), o prestador deverá informar na Nota Fiscal de Serviço o percentual do imposto devido de acordo com a faixa de enquadramento no Simples Nacional, sob pena de sofrer retenção de acordo com a alíquota do município do tomador.

RETENÇÃO DE ISS DOS OPTANTES A retenção do ISS deve estar prevista na legislação do município em que foi prestado o serviço. Caso contrário, não deve ser recolhido imposto pelo tomador.

RETENÇÃO DE INSS DOS OPTANTES As empresas optantes pelo Simples Nacional, com o advento da Instrução Normativa RFB n 971/2009, passaram a ter uma incidência da retenção previdenciária de uma forma diferenciada. De acordo com o art. 191 da referida Instrução Normativa, as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional não estão sujeitas à retenção previdenciária, exceto aquelas tributadas na forma do Anexo IV da Lei Complementar 123/2006. Vejamos: Art. 191. As ME e EPP optantes pelo Simples Nacional que prestarem serviços mediante cessão de mão de obra ou empreitada não estão sujeitas à retenção referida no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços emitidos, excetuada: I a ME ou a EPP tributada na forma do anexo IV e V da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para os fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2008; e II a ME ou a EPP tributada na forma do anexo IV da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para os fatos ocorridos a partir de 1º de Janeiro de 2009.

RETENÇÃO DE INSS DOS OPTANTES Desta forma, percebe-se claramente que a partir de janeiro de 2009 a incidência da retenção previdenciária sobre os serviços prestados por empresas optantes pelo Simples Nacional se restringiu àquelas atividades tributadas pelo Anexo IV da Lei Complementar nº 123/2006, no percentual de 11%.

RETENÇÃO DE INSS DOS OPTANTES Os serviços tributados pelo referido anexo, que ensejam a retenção previdenciária, constam do art. 18, 5º-C da lei complementar 123/2006. São eles: a) construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores; e b) serviço de vigilância, limpeza ou conservação. Assim, resta claro que a maioria dos serviços prestados por optantes pelo Simples Nacional não sofre mais retenção de INSS a partir de 2009. Já os serviços de limpeza e conservação, bem como vigilância, construção de imóveis e obras de engenharia em geral, permanecem sujeitos à retenção, independentemente da condição de optante do prestador.

É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer. Aristóteles