Como viver bem com diabetes
Sumário 3 5 7 8 10 12 14 15 16 17 19 O que é diabetes? Como saber se tenho diabetes? Por que controlar bem o diabetes? Alimentação Por que fazer exercícios físicos? Tratamento Locais de aplicação Hipoglicemia Cuidados com os pés Cuidados em geral Bibliografia
O que é diabetes? O diabetes mellitus é uma doença crônica que tem como consequência o aumento dos níveis de glicose no sangue. Quando nos alimentamos, a comida absorvida pelo trato digestivo é transformada em açúcar, também chamada de glicose. A glicose circulante pode, então, ser utilizada como energia pelo 3
organismo. Para que o corpo possa utilizar a glicose, é necessária a presença da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A glicose pode não ser adequadamente utilizada e, portanto, ficar acima do nível normal no sangue em duas situações: quando há falta de insulina ou quando a insulina produzida não é capaz de agir de maneira correta (resistência à insulina). Existem dois tipos principais de diabetes: o diabetes mellitus tipo 1 e o diabetes mellitus tipo 2. O diabetes tipo 1 é mais frequente em crianças e jovens. Nesse caso, há ausência total da produção de insulina e, por isso, deve ser tratado com reposição de insulina. O diabetes tipo 2, que tem maior número de casos na população, em geral aparece em pessoas obesas ou com sobrepeso com mais de 40 anos de idade, mas, ultimamente, tem acometido os mais jovens por causa do sedentarismo e da má alimentação. Pode ser tratado inicialmente com medicamentos orais, mas pode haver necessidade de uso de insulina em razão da progressão da doença. 4
Como saber se tenho diabetes? A principal característica do diabetes é a elevação dos níveis de glicose no sangue, também chamada de hiperglicemia. Os sinais e sintomas do diabetes, mais evidentes no tipo 1, são: urinar com muita frequência, inclusive no meio da noite; sede em excesso; perda rápida de 5
peso; cansaço; aumento do apetite; visão embaçada ou turva; e infecções frequentes, principalmente de pele. No diabetes tipo 2, esses sintomas podem não estar presentes, pois a doença se instala de forma lenta e gradual. Por isso, quase metade dos diabéticos não sabe que tem a doença e só procura ajuda médica quando surge uma complicação (veja adiante quais são as principais complicações relacionadas ao diabetes). O diagnóstico de diabetes é feito por meio de exames de sangue no laboratório. O nível normal de glicose no sangue em jejum é de 70 mg/dl a 99 mg/dl. Se o resultado do exame de glicemia com oito horas ou mais de jejum for acima de 126 mg/dl, confirma-se o diagnóstico de diabetes. Um novo exame será solicitado para confirmar o resultado inicial. Valores entre 100 mg/dl e 125 mg/dl em jejum exigem a realização de outros exames para avaliação e diagnóstico. 6
Por que controlar bem o diabetes? O diabetes mal controlado pode causar graves complicações, como cegueira, insuficiência renal, obstrução de artérias, alteração da sensibilidade das mãos e dos pés e dificuldades de cicatrização. Diabéticos ainda têm risco aumentado de apresentar doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio. Essas complicações podem ser evitadas se o diabético, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, mantiver o controle dos níveis de glicose no sangue. É importante também seguir à risca o tratamento 7
indicado, ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos, controlar o peso e fazer os exames necessários regularmente. A boa notícia é que, se a glicemia for bem controlada, é possível evitar as complicações crônicas da doença. Alimentação A dieta é parte importante do tratamento do diabético. Elaborada por um nutricionista, ela fornecerá a quantidade de 8
calorias necessárias por dia levando em conta seu nível de atividade física, para que seja possível atingir e manter o peso ideal. A dieta deve ser adequada ao seu estilo de vida e às suas preferências, ou seja, deve incluir os alimentos dos quais você gosta. É preciso lembrar que fazer dieta não significa cortar todos os alimentos de que gosta, mas disciplinar e balancear a sua alimentação. A quantidade de gorduras deve ser reduzida e o açúcar substituído pelos adoçantes. A base da alimentação são os carboidratos pães, cereais, arroz e massas, preferencialmente os integrais que contêm fibras. Depois vêm as verduras e os legumes; as frutas; o leite desnatado e queijos magros; e as proteínas carnes magras de peixes e aves, feijões e leguminosas. O sal deve ser usado com moderação. A alimentação deve ser feita em horários regulares, dividida em quatro a seis refeições diárias. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser limitado. 9
Proteína Verduras Legumes Carboidratos Gorduras e óleos Leites e derivados Proteínas Verduras e legumes Frutas Carboidratos Por que fazer exercícios físicos? Exercícios físicos são especialmente recomendados para quem tem diabetes, pois ajudam a manter a doença sob controle, estabilizando as taxas de glicose no sangue. Os benefícios dos exercícios físicos vão muito além do controle da doença, porque eles melhoram o condicionamento físico, reduzem as dores musculares e articulares e produzem uma sensação de bem-estar. Caminhar, subir escadas ou dançar são exemplos de atividades físicas que podem 10
ser praticadas pelo diabético, porém devem ser feitas com regularidade. Caminhar, nadar, fazer hidroginástica, andar de bicicleta ou andar na esteira de 40 a 60 minutos por dia, três ou quatro vezes por semana, pode trazer benefícios importantes à sua saúde e bem-estar. Converse com seu médico sobre qual a melhor atividade para você e sobre a necessidade de se fazer uma avaliação física antes de iniciá-la. Tarefas diárias, como 11
limpar a casa, lavar roupa e caminhar até o trabalho, também são consideradas atividades físicas, mas podem não ser suficientes para se obter o benefício que se espera dos exercícios. Tratamento O diabetes tipo 1 é tratado com insulina, que é um medicamento injetável. 12
A insulina faz com que as células do organismo sejam capazes de utilizar a glicose do sangue. Existem diferentes tipos de insulina, de acordo com a origem e a duração de ação. Para o diabetes tipo 2, que responde por 90% dos casos de diabetes registrados no Brasil, o tratamento normalmente inclui dieta, redução de peso, exercícios físicos e medicamentos, os antidiabéticos orais ou injetáveis. Quando o diagnóstico de diabetes tipo 2 é feito, orienta-se dieta e exercícios, ações essenciais para o bom controle da doença e inicia-se medicação. Se os níveis de açúcar não baixarem, o médico deverá prescrever outros medicamentos associados e, até insulina. O tratamento do diabetes tem como objetivo normalizar os níveis de glicose no sangue e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida do diabético; prevenir as complicações da doença; e reduzir a taxa de mortalidade causada por essas complicações. 13
Locais de aplicação É muito importante alternar o local de aplicação da insulina e outros antidiabéticos injetáveis, a fim de se evitar alterações do tecido subcutâneo (gordura que fica abaixo da pele). A absorção da insulina pode variar de acordo com o local aplicado. Converse com o seu médico sobre qual será a melhor forma de se fazer o rodízio do local de aplicação. 14
Hipoglicemia Um dos problemas mais comumente enfrentados por diabéticos que usam insulina ou alguns tipos específicos de medicamentos orais é a hipoglicemia. Hipoglicemia significa que o nível de açúcar no sangue está baixo demais, ou seja, abaixo de 70 mg/dl. A hipoglicemia pode instalar-se rapidamente, causando fome, palidez, tremores, palpitações e, em casos mais graves, desmaios e convulsões. Pode ser causada por uma dose excessiva de medicamentos (ex: sulfonilureias ou de insulina, atraso no horário da refeição ou exercício vigoroso demais, sem a reposição necessária de glicose). O diagnóstico pode ser feito pela dosagem da glicose sanguínea, e o tratamento tem que ser imediato. Se estiver em casa, o diabético com hipoglicemia pode ingerir glicose, água com açúcar, refrigerante não dietético, suco de laranja ou um copo de leite. O ideal é ter sempre à mão algum alimento, 15
para esses momentos de emergência. Esse cuidado pode resolver prontamente os sintomas. Cuidados com os pés Os pés podem ser o ponto fraco do diabético. O chamado pé diabético é uma complicação que pode surgir por causa da perda da sensibilidade e por má circulação do sangue na região. Para prevenir essa complicação, observe seus pés diariamente procurando sinais de irritação, manchas vermelhas, calos, bolhas, frieiras ou unhas encravadas. É preciso procurar o médico se notar qualquer alteração. No dia a dia, não ande descalço nem mesmo dentro de casa, não use chinelos e mantenha seus pés protegidos usando calçados flexíveis e macios. Quando for usar sapatos novos é preciso verificar a cada duas horas se há algum sinal de pressão, 16
machucado ou qualquer alteração. Meias de lã ou acolchoadas são úteis para evitar lesões nos pés. Também é recomendado o uso de palmilhas. As medidas preventivas incluem ainda a hidratação com cremes, já que a pele seca produz rachaduras que podem, posteriormente, infeccionar e se transformar em úlceras. É importante um tratamento cuidadoso das calosidades e que o corte das unhas seja feito por profissional treinado. Cuidados em geral Seguimento O esquema de cuidados com o diabetes quando a doença está controlada inclui uma visita ao médico a cada três 17
meses para fazer avaliação do controle da diabetes (exemplo: hemoglobina glicada) dentre outras avaliações necessárias como comorbidade (hipertensão, dislipidemia etc.) e possíveis complicações associadas ao diabetes: oftalmopatia, nefropatia, neuropatia e alterações cardiovasculares. Olhos Diabéticos podem ter problemas de visão, por isso, é recomendada a avaliação oftalmológica anual. Se notar qualquer alteração, vá ao oftalmologista para que o problema seja tratado precocemente. Em viagens Leve seus medicamentos e suprimentos de insulina, tendo o cuidado de levar o dobro da quantidade que vai utilizar. Proteja a insulina do sol e do calor e mantenha seus medicamentos de acordo com o indicado na bula. Febre ou infecção Mantenha a medicação se ficar doente. Além disso, é necessário medir os níveis de glicose no sangue com mais 18
frequência e conversar com o médico, pois pode ser que você precise alterar a dose dos medicamentos em períodos como esse. Identificação Leve sempre o cartão de identificação do diabético, ele é útil em um atendimento de emergência. Bibliografia Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto. asp?idconteudo=3256>. Acesso em jul/13. Lucchese, F. Desembarcando o diabetes. 7. ed. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007. Portal do Ministério da Saúde. Disponível em: <http:/ www. brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/11/14/levantamentoaponta-para-estabilizacao-das-internacoes-nos-casos-dodiabetes>. Acesso em: jun/2013. Salgado, LR. Diabetes. São Paulo: Contexto, 1998. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://www. diabetes.org.br/para-o-publico/tudo-sobre-diabetes>. Acesso em: jun/2013. O conteúdo desta obra é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es). Produzido por Segmento Farma Editores Ltda., sob encomenda de Novo Nordisk, em janeiro de 2014. Rua Anseriz, 27, Campo Belo 04618-050 São Paulo, SP. Fone: 11 3093-3300 www.segmentofarma.com.br segmentofarma@segmentofarma.com.br Cód. da publicação: 15118.01.2014
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