CONTABILIDADE E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

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Anteriormente vimos que... Estado bem-comum recursos financeiros (dinheiro); Dinheiro tributos, empréstimos, repasses, leilões; Tributo 2 tipos: vinculado ou não-vinculado; 3 funções: fiscal, extrafiscal e parafiscal; Sujeitos Tributários Sujeito ativo e Sujeito Passivo; Sujeito Passivo Direto (contribuinte) e Indireto (responsável) MODALIDADES DE TRIBUTOS Como vimos tributo seria a receita do Estado, que pode estar ou não vinculada a uma contra-prestação. Entretanto existem modalidades distintas para a arrecadação destes recursos, a saber: Impostos; Taxas; Contribuições; Empréstimos compulsórios; 2

IMPOSTO Segundo o CTN é um tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. IMPOSTO Podem ser classificados pela incidência: Sobre o comércio exterior II IE Sobre produção e circulação IPI ICMS Sobre renda e patrimônio IR IPVA 3

CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS DIRETOS: são aqueles em que o valor econômico da obrigação tributária é suportado exclusivamente pelo contribuinte sem que o ônus seja repassado para terceiros. Os impostos diretos incidem sobre o patrimônio e a renda, e são considerados tributos de responsabilidade pessoal. Exemplo: IRPF, IRPJ, IPTU, ITR, IPVA e etc. CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS INDIRETOS: são aqueles em que a carga financeira decorrente da obrigação tributária é transferida para terceiros ficando o sujeito passivo obrigado a recolher o respectivo valor, mas o ônus fica transferido para outrem. 4

CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS Os impostos indiretos são aqueles que incidem sobre a produção e a circulação de bens e serviços e são repassados para o preço, pelo produtor, vendedor ou prestador de serviço. Exemplo: IPI e ICMS. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA A CF (Constituição Federal), permite a cada ente da federação instituir os impostos de sua competência. 5

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Federais II - Imposto sobre importação IE - Imposto sobre exportação IR - Imposto de renda e provento de qualquer natureza IPI - Imposto sobre produtos industrializados IOF - Imposto sobre operações financeiras ITR - Imposto sobre propriedade territorial rural COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Federais II - Imposto sobre importação IE - Imposto sobre exportação IR - Imposto de renda e provento de qualquer natureza IPI - Imposto sobre produtos industrializados IOF - Imposto sobre operações financeiras ITR - Imposto sobre propriedade territorial rural 6

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Estaduais ITCD - Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos ICMS - Operações relativo à circulação de mercadoria e sobre prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação IPVA - Imposto sobre propriedade de veiculo automotores COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Estaduais ITCD - Transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens e direitos ICMS - Operações relativo à circulação de mercadoria e sobre prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação IPVA - Imposto sobre propriedade de veiculo automotores 7

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Municipais IPTU Imposto sobre propriedade predial e territorial urbano ISSQN Imposto sobre serviços de qualquer natureza ITBI Imposto sobre transmissão de bens imóveis por ato oneroso "inter vivos" COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Impostos Municipais IPTU Imposto sobre propriedade predial e territorial urbano ISSQN Imposto sobre serviços de qualquer natureza ITBI Imposto sobre transmissão de bens imóveis por ato oneroso "inter vivos" 8

TAXA É a modalidade escolhida pela Constituição para permitir a cobrança, pelo Estado, de valores por ele despendidos em função de uma atividade sua. Consiste na cobrança que a administração faz em troca de algum serviço público, atentando-se que neste caso, há um destino certo para a aplicação do dinheiro. TAXA Diferentemente do imposto, a taxa não possui uma base de cálculo e seu valor depende do serviço prestado. Exemplo: taxa de iluminação pública, taxa de limpeza pública, taxa de emissão de CND municipal, taxa de emissão de nota fiscal avulsa, etc. 9

ESPÉCIES DE TAXAS As taxas podem ser divididas em duas espécies segundo seus fatos geradores, a saber: Serviço Público; Poder de Polícia; ESPÉCIES DE TAXAS Serviço Público: há que se observar-se que o serviço público prestado deve ser específico e divisível. Dizem-se específicos os serviços que podem ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilização ou de necessidades públicas, e divisíveis, quando passíveis de utilização separadamente por parte de cada um dos usuários. 10

ESPÉCIES DE TAXAS Em suma seria a prestação efetiva de serviço público específico e divisível, utilizado de forma efetiva ou de forma potencial pelo contribuinte. ESPÉCIES DE TAXAS Atente-se para que de forma potencial indica que não há necessidade de o usuário ou o destinatário do serviço vir a fazer efetivo uso dele. A pura e simples colocação de um serviço público à disposição do cidadão já proporciona ao Estado o direito de arrecadar as taxas. Isso decorre do caráter tributário das taxas. Elas são impostas por força de lei. 11

ESPÉCIES DE TAXAS Outro ponto é que a taxa tem de manter correspondência com o custo do serviço prestado - é o chamado caráter indenizatório, segundo o qual fica proibido o Estado de valer-se das taxas como forma de auferir receitas não ligadas ao serviço prestado. ESPÉCIES DE TAXAS Poder de polícia: é toda atividade, preventiva ou repressiva, exercida pela Administração com o propósito de disciplinar o exercício dos direitos individuais, de molde a compatibilizá-lo com o exercício de outros direitos dessa natureza, ou até mesmo com igual direito de outras pessoas. 12

ESPÉCIES DE TAXAS Embora essa atividade vise o bem comum, a Administração, toda vez que se vir compelida a atuar através de medidas concretas, como, por exemplo, concedendo alvarás, interditando estabelecimentos, fiscalizando certas atividades e a publicidade na paisagem urbana, poderá impor ao administrado uma taxa pelo exercício do poder de polícia. CONTRIBUIÇÕES As contribuições são também modalidades de tributos e se dividem em dois tipos: Contribuição de melhoria Contribuições especiais ou sociais 13

CONTRIBUIÇÕES Contribuição de melhoria: cobrada pelas esferas públicas, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada, e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Exemplo: asfaltamento de uma rua que valoriza o imóvel. CONTRIBUIÇÕES ATENÇÃO: Quando existir desvalorização imobiliária: à luz do art. 145, par. 1, da Constituição, não deve haver tributação. Não houve o fato gerador, que é a valorização imobiliária. 14

CONTRIBUIÇÕES Contribuições especiais: compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. As contribuições especiais possuem finalidade e destino certo, definidos na lei que institui cada contribuição. Exemplo: INSS, SENAC, SESI, CRC, OAB. CONTRIBUIÇÕES Apesar de apenas a União ter competência para instituir contribuições, a Constituição Federal prevê que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistema de previdência e assistência social. Exemplo: LavrasPrev (Previdência dos funcionários públicos municipais de Lavras) 15

EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS É uma espécie de tributo cobrado pela União, previsto sua instituição somente em casos excepcionais dividindo-se assim em dois tipos: Ordinário: no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional; Extraordinário: para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; 16