METODOLOGIA DO EXAME CLÍNICO

Documentos relacionados
Exame Clínico das Mamas

Curso Continuado de Cirurgia Geral

Manejo Ambulatorial de Massas Anexiais

ORGANIZADOR. Página 1 de 6

ANAMNESE (ENTREVISTA)

TUMORES DE PELE E TECIDO SUBCUTÂNEO EM CÃES E GATOS

Abordagem a Linfonodomegalia Periférica. Guilherme Medeiros Reunião Clínica Real Hospital Português

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE ESTOMATOLOGIA DISCIPLINA DE ESTOMATOLOGIA

Lesões e Condições Pré-neoplásicas da Cavidade Oral

D I S C I P L I N A D E S E M I O L O G I A U N I V E R S I D A D E D E M O G I D A S C R U Z E S FA C U L D A D E D E M E D I C I N A

Programa Analítico de Disciplina EFG210 Habilidades em Enfermagem I

Residente em Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Trabalho de biologia

FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO

ANAMNESE, EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 15. Profª. Lívia Bahia

PERFIL DO PACIENTE ATENDIDO NO PROJETO DE EXTENSÃO:

Responda às perguntas seguintes usando exclusivamente o glossário.

Carcinoma adenoide cístico de nasofaringe localmente avançado: Relato de caso

SEMIOLOGIA DE GRANDES ANIMAIS AULA 4

ODONTOLOGIA PREVENTIVA. Saúde Bucal. Dores na mandíbula e na face.

Sinais Vitais Considerações Iniciais

26/10/2013 PROGRAMA DE EXERCÍCIOS: POR ONDE COMEÇAR? ANALISAR AS CARACTERÍSITCAS INDIVIDUAIS DO IDOSO AVALIAÇÃO FÍSICA/FUNCIONAL

Guião de Referenciação à Consulta Externa - Cirurgia

Atualmente, câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células.

1 a ETAPA - PROVA C/NP NEUROLOGIA PEDIÁTRICA

Caso clínico. Homem, 50 anos, desempregado, casado, sem filhos, Gondomar. parestesias diminuição da força muscular. astenia anorexia emagrecimento

Gaudencio Barbosa R3 CCP HUWC - 01/2012

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC UFC

Caso do mês. Sociedade Brasileira de Patologia. Apresentadores: Dra. Sheila Ap. Coelho Siqueira Dr. Ariel Barreto Nogueira

Conceito e Uso do PET/CT em Cabeça e Pescoço. Carlos Eduardo Anselmi

Propedêutica Ortopédica e Traumatológica. Prof André Montillo

COORDENAÇÃO DO NÚCLEO CURRICULAR FLEXÍVEL PRÁTICAS EDUCATIVAS FICHA DE OBSERVAÇÃO - 1

Inclusão do Cirurgião Dentista na Equipe Multiprofissional no Tratamento de Pacientes de Álcool e Drogas

A SISTEMATIZAÇÃO DO EXAME FÍSICO GERAL

Caso Clínico - Tumores Joana Bento Rodrigues

Universidade Federal do Ceará Módulo em Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Tumores das Glândulas Salivares. Ubiranei Oliveira Silva

PATOLOGIA E CLÍNICA CIRÚRGICA

Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Jônatas Catunda de Freitas

Identificação J.J.S., masculino, 48 anos, caminhoneiro, negro, residente em Campo Grande, MS.

QUESTÕES PROVA DISCURSIVA TEMA 2018

ASSOCIAÇÃO NACIONAL CONTRA A FIBROMIALGIA E SÍNDROME DEFADIGACRÓNICA (MYOS) APIFARMA / ASSOCIAÇÕES DE DOENTES NOTAS DE UMA PARCERIA

Tumores renais. 17/08/ Dra. Marcela Noronha.

Como Escrever a Anamnese e o Exame Físico no Prontuário Médico

CASO CLÍNICO. Medicina-UFC. Everton Rodrigues

Puericultura para crianças de 1 a 4 anos de idade

ENFERMAGEM ATENÇÃO BÁSICA E SAÚDE DA FAMÍLIA. Parte 14. Profª. Lívia Bahia

Terapia conservadora da mama em casos multifocais/multicêntricos

Noções de Oncologia. EO Karin Bienemann

TOMOTERAPIA E CANCRO DA OROFARINGE CASO CLÍNICO

CÂNCER LARINGE. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Hospital Walter Cantídio Residência em Cirurgia de Cabeça e Pescoço CÂNCER DE LARINGE

A avaliação na ponta dos dedos

EXAME FÍSICO. Exame Físico. Parte 2. Profª. PolyAparecida

Controles e Sinais Vitais

Sistemas CAD em Patologia Mamária

Múltiplos nódulos pulmonares, que diagnóstico?

ESTADO DE SANTA CATARINA MUNICÍPIO DE PORTO BELO

Tuberculose Juliana Aquino

- termo utilizado para designar uma Dilatação Permanente de um. - Considerado aneurisma dilatação de mais de 50% num segmento vascular

1.DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Merkel Cell Carcinoma Tratamento imunológico

PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA 2015 EDITAL N. 001/2014 CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

Exame Físico Ortopédico

ADENOMA PLEOMÓRFICO: DESAFIOS DO TRATAMENTO A Propósito de Um Caso Clínico

FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS VI JORNADA ACADÊMICA DE ODONTOLOGIA (JOAO) PAINEIS ÁREA 1: DENTÍSTICA, PRÓTESE DENTÁRIA E DISFUNÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR

26/08/2016. Clínica Médica em Exercícios para Concursos

ANAMNESE OCUPACIONAL. defesadotrabalhador.blogspo...trabalhadores.jpg412 x k - jpg

Gaudencio Barbosa R3 CCP Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Hospital Universitário Walter Cantído UFC

SOAP e a CIAP na prática da ESF

FINALIDADE Realizar avaliação física do sistema cardiovascular e fornecer dados para determinar o estado de saúde de paciente.

Sobre o câncer de pulmão

RELAÇÃO DE PONTOS PARA A PROVA ESCRITA E AULA PÚBLICA

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DO PACIENTE

Ementário do Curso Técnico em Massoterapia

CASO CLÍNICO SOBRE MORTE E MORRER

Propedêutica Ortopédica e Traumatológica

Primeiros Socorros. Primeiros Socorros. Primeiros Socorros. Primeiros Socorros. Primeiros Socorros. Primeiros Socorros. Esterilização.

O DESAFIO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA ASSOCIADO A GESTAÇÃO: ENSAIO PICTÓRICO

PROCEDIMENTOS DE RADIOTERAPIA PARA TUMORES DE CABEÇA E PESCOÇO

AULAS TEÓRICAS QUINTA- FEIRA HABILIDADES E ATITUDES MÉDICAS III - 3ª FASE 2010/2

SABAA SISTEMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO BÁSICO DO ABDOME AGUDO

Boas Práticas em Oftalmologia 2008 Elementos Clínicos de Avaliação e Referenciação

Jobert Mitson Silva dos Santos

TÍTULO: TRATAMENTO DE ÚLCERA VENOSA: A APLICAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL COMO TERAPIA COMPLEMENTAR

Gaudencio Barbosa R3 CCP HUWC 10/2011

XXVIII CONGRESSO DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DE SÃO PAULO UBATUBA Abril de Curso Gestão da Informação em Saúde

Transcrição:

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA 3 o e 4 o Períodos Disciplina: SEMIOLOGIA METODOLOGIA DO EXAME CLÍNICO Parte I Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira http://lucinei.wikispaces.com 2014

Levantamentos Epidemiológicos Clássicos Exame Clínico Nível de Doença não detectada Exames Complementares Novos Métodos

EXAME CLÍNICO o Engloba: * Anamnese * Exame Físico (GERAL E REGIONAL) Extrabucal Intrabucal

PRONTUÁRIO e FICHA CLÍNICA PRONTUÁRIO ODONTOLÓGICO Documento básico que comprova as atividades de assistência, pesquisa, ensino, controle administrativo e acompanhamento jurídico do profissional da Odontologia. Elemento de comunicação Caráter legal, sigiloso e cienefico

METODOLOGIA DO EXAME CLÍNICO Considerações iniciais Exame clínico: Realizar de forma criteriosa o preenchimento da ficha clínica FICHA CLÍNICA

Anamnese o Origina-se de ana = trazer de novo e mnesis = memória o Trazer de volta à mente todos os fatos relacionados à doença e à pessoa doente

METODOLOGIA DO EXAME CLÍNICO Anamnese o Maneiras de condução: * Anamnese livre * Anamnese dirigida

METODOLOGIA DO EXAME CLÍNICO Anamnese - Deve ser realizada de maneira descontraída e de forma a criar vínculo entre paciente/profissional - Deve ser realizada em ambiente tranquilo, com o profissional portando apenas ficha e caneta nas mãos

Anamnese o Partes componentes da anamnese: Identificação Queixa principal História da doença atual (HDA) História médica (Antecedentes pessoais fisiológicos e patológicos) Antecedentes familiares Hábitos de vida Condições socioeconômicas e culturais do paciente

ANAMNESE Identificação Nome Idade Sexo Cor (raça) Estado civil Profissão (atual e ocupações anteriores) Local de trabalho Naturalidade Residência

ANAMNESE Queixa principal o Queixa que levou o paciente a procurar o dentista, repetindo, se possível, as expressões por ele utilizadas o Procurar não ultrapassar 3 queixas

FOUFMG Queixa Principal

ANAMNESE Sintoma-Guia o Sintoma mais salientado pelo paciente o Servirá de base para a fase de construção da história da doença atual (HDA)

ANAMNESE História da Doença Atual (HDA) o o Parte principal da anamnese Costuma ser fundamental para se chegar ao diagnóstico

Esquematização da HDA Esquema para Análise de Um Sintoma o Os seguintes elementos compõem o esquema para a análise de qualquer sintoma: 1. Início (súbito, gradativo) e Duração 2. Características (localização, intensidade, relação com funções do organismo) 3. Evolução ( influência de tratamentos ) 4. Relação com outras queixas 5. Situação do sintoma no momento atual

Antecedentes Pessoais Doenças sofridas pelo paciente na infância e vida adulta Alergias Cirurgias prévias Traumatismos

ANAMNESE ANTECEDENTES FAMILIARES o Estado de saúde dos pais, irmãos... o Causas de óbitos em familiares próximos o Doenças hereditárias o Sempre indagar por patologias como diabetes, hipertensão, câncer, doenças alérgicas, tuberculose...

EXAME FÍSICO

Exame Clínico EXAME FÍSICO GERAL SINAIS VITAIS o Deambulação o Pressão arterial o Pulso o Peso e variações o Temperatura ALTERAÇÕES CUTÂNEAS

Exame Clínico EXAME FÍSICO REGIONAL (Extrabucal) CABEÇA E PESCOÇO o Dor o Olhos, ouvidos o Aparelho auditivo o Nariz e seios paranasais (epistaxe, secreção, prurido, crises de espirro) o Pescoço: protuberâncias, nódulos, odinofagia, dor ao movimento

Exame Clínico EXAME FÍSICO REGIONAL (Extrabucal) Exame dos tecidos moles peri-orais

Exame Clínico EXAME FÍSICO REGIONAL (Extrabucal)

Gânglios linfáticos

Gânglios linfáticos Localização Auriculares: pré-auriculares, pós-auriculares Occiptais Submandibulares Cervicais: anteriores, posteriores Claviculares: supraclaviculares, infraclaviculares Axilares Epitrocleares Intercostais Inguinais Poplíteos

Investigação de Tumefações É muito importante encontrar tumefações associadas, particularmente em relação às lesões malignas. - Os LINFONODOS CERVICAIS aumentados devido à metástase regional do carcinoma de células escamosas são um bom exemplo.

CADEIA GANGLIONAR DE IMPORTÂNCIA PARA A ODONTOLOGIA

Exame detumefações Inspecione a massa cuidadosamente,notando qualquer mudança de cor ou características da superfície. Palpe gentilmente para detectar dor à palpação e qualquer mudança de temperatura. Utilize a palpação para definir o local e forma da tumefação. Verifique o tamanho da tumefação e registre os achados por meio de diagrama.

Gânglios linfáticos Caracterização Local Quantidade Tamanho Consistência Mobilidade Sensibilidade Coalescência Estado da pele Temperatura, fístula, eritema

Gânglios linfáticos Caracterização Inflamatórios: -evolução rápida -sinais flogísticos -doloroso -pele hiperemiada -hipertermia -múltiplos -superfície regular e lisa -< 2cm -flutuação -celulite nos tecidos vizinhos Neoplásicos: -evolução progressiva -sem sinais flogísticos -indolor -pele normal no início -normotermia -único -superfície irregular - > 2cm -sem flutuação -sem celulite

FIM DA PARTE 1