CLASSIFICAÇÃO E TIPICAÇÃO DE CARCAÇAS OBJETIVOS OBJETIVOS

Documentos relacionados
Porcentagem de carne magra Década de a a a ,5 a ,5 a 57,5 Atual Mais de 59

CARACTERÍSTICAS QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS DA CARCAÇA

CARCAÇAS BOVINAS E QUALIDADE DA CARNE

Tipificação e Classificação de Carcaças Bovinas (2/3)

Ultrassonografia como suporte para a seleção de características de carcaça e de qualidade da carne

Aproveitamento de cortes da carcaça bovina e formação de preços ao produtor e na indústria

Exterior do Suíno. Exterior do Suíno

Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina CETERC

NORMATIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DA TIPIFICAÇÃO DE CARCAÇAS DE SUÍNOS NO BRASIL - ASPECTOS POSITIVOS E RESTRIÇÕES

Ultrassonografia como suporte para a seleção de características de carcaça e de qualidade da carne

TIPIFICAÇÃO DE CARCAÇA E SEUS BENEFÍCIOS

Com diversas opções de cortes temperados, que oferecem mais sabor e praticidade para o dia a dia do consumidor, a linha Apreciatta torna seus

Melhoramento da qualidade da carcaça e da carne de bovinos no Brasil

RASTREABILIDADE. Rastreabilidade Classificação e Tipificação de Carcaça. Qualidade da carne. Como assegurar essa qualidade?

AVALIAÇÃO DE CARCAÇAS BOVINAS

MELHORAMENTO GENÉTICO DE SUÍNOS

MANUAL CLASSIFICAÇÃO MORFOLOGICA

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em: <

Site: 2. Relação de Produtos Fabricados

Cortes de Carne Suína. Rendimento de carcaça Cortes de carne padronizado Cortes de carne especiais Rendimento de cortes

Sistema Canadense de Avaliação de

ANEXO I NOMENCLATURA DE CARNES E DERIVADOS DE AVES E COELHOS

Introdução à Anatomia

PROCESSO DE QUALIDADE NO ABATE

USDA Yield Grade. André Mendes Jorge. Professor Adjunto Livre Docente Departamento de Produção Animal. Departamento de Produção Animal

CLASSIFICAÇÃO DE CARCAÇA BOVINA PELO ACABAMENTO

DEFINIÇÃO MATÉRIA DOS ANIMAIS UTILIZADA COMO ALIMENTO

Carnes frescas de Suíno

A ULTRASSONOGRAFIA COMO CRITÉRIO DE ABATE EM BOVINOS DE CORTE

CatalogofProducts. CatálogodeProdutos. A mais selecionada das carnes

Melhoramento Genético de Suínos

CARCAÇABOVINA Assessment of yield on swine carcass compared with bovine carcass

Sistema Neozelandês de Classificação de Carcaça Bovina

Anterior mais desenvolvido. Defesa e ataque a outros animais. Menor necessidade de defesa; Alimento disponível sem esforço;

Produção e Qualidade

CARCAÇA BOVINA E CORTES COMERCIAIS

Características da carcaça e da carne de tourinhos terminados em confinamento com dietas contendo grão de milheto e inclusão de glicerina bruta

ABATE, CARCAÇA E CORTES DE CARNE OVINA. 2º semestre 2013 Profa. Alda Monteiro

Departamento de Produção Animal. Avaliação de Ovinos.

CORTES PORCINOS MERCADO INTERNO Y EXTERNO EXPEDITO TADEU FACCO SILVEIRA

ESCORE DE CONDIÇÃO CORPORAL EM BUBALINOS

Tipificação de Carcaça Bovina usando Redes Neurais Convolucionais

Panorama da Industrialização do Pescado. Arno Soares Seerig Gerente de Produção

ÍNDICE VOCÊ É O CHEF! GOURMET...8 PRATICIDADE...10 TEMPERADOS CONGELADOS...14 TEMPERADOS RESFRIADOS...16 FESTA...18 FOOD SERVICES FATIADOS...

CLASSIFICAÇÃO E CORTES DA CARNE BOVINA ANA BEATRIZ MESSAS RODRIGUES PINTO TÉCNICA DE LINHAS ESPECIAIS MARFRIG GROUP

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO OESTE CEO DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA ELISON LUCIANO SALLES

Suinocultura. Revisão. Luciano Hauschild Departamento de Zootecnia Sistemas de produção; Modelos de produção;

OSSOS ESCÁPULA CLAVÍCULA ÚMERO

ANATOMIA APLICADA. Roteiro de Dissecação do Abdome. 1- Região Abdominal Ventral

Aquisição de gêneros alimentícios (carnes, salgados e frios).

Relatório de Abate Técnico CV Fazenda Campina Caiuá - SP

QUALIDADE DA CARCAÇA E RENDIMENTO DE CORTES CÁRNEOS DE MACHOS INTEIROS E CASTRADOS DE DIFERENTES GRUPOS GENÉTICOS TERMINADOS EM CONFINAMENTO 1

NERVOS ESPINHAIS. Relação das Raízes Nervosas com as Vértebras

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

31/03/2013 PRODUTOS CAPRINOS E SEUS DERIVADOS. Por que consumir carne caprina? CARNE CAPRINA. Produtos caprinos e seus derivados - Carne

Avaliação microbiológica da carne maturada de bovinos

Melhoramento Animal. Prova de Avaliação a Campo PAC-Embrapa. Seleção. Efeito da seleção QUAL É O MELHOR ANIMAL? 12/08/2013. Marcos Jun-Iti Yokoo

Catálogo de Produtos

Todo e qualquer tecido animal propício para consumo humano. Músculo, glândulas, órgãos (língua, fígado, coração, rins, cérebro) pele, etc.

MANUAL DE QUALIDADE DO FRIGORÍFICO. Módulo I Qualidade da Carne 1. INTRODUÇÃO

A Carne Suína: Legislação, Cortes e Comércio (Uma Revisão) Jakeline Santos de Sousa

Ferramentas de Impacto no Melhoramento de Gado de Corte

Anexo I Especificação de carne completa

CLASSIFICAÇÃO E TIPIFICAÇÃO DE CARCAÇAS

NOÇÕES DO SISTEMA ESQUELÉTICO OU

AVALIAÇÃO DE CARCAÇAS DA RAÇA ABERDEEN ANGUS

RELATÓRIO DE PESQUISA - 42

Qualidade da carcaça e rendimento de cortes suínos com o uso de ractopamina

ANEXO I - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

PRODUÇÃO DE CARNES OVINA E CAPRINA E CORTES DA CARCAÇA

DISCIPLINA DE ANATOMIA E FISIOLOGIA ANIMAL PLANOS E EIXOS. Prof. Dra. Camila da Silva Frade

DESEMPENHO E CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA DE SUÍNOS EM TERMINAÇÃO SUPLEMENTADOS COM DIFERENTES NÍVEIS DE RACTOPAMINA NA DIETA

CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA CARCAÇA DE CORDEIROS MORADA NOVA ALIMENTADOS COM FARELO DE BISCOITO

Potencial de IG para raças locais: caso do Bovino Pantaneiro. Raquel Soares Juliano

15/03/2016 OSTEOLOGIA GERAL E ESQUELETO AXIAL TERMINOLOGIA PARTES DE UM OSSO TERMINOLOGIA TERMINOLOGIA O SISTEMA ESQUELÉTICO EPÍFISE

CATÁLOGO DE PRODUTOS UM INVESTIMENTO DAS COOPERATIVAS

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE CARCAÇA DE VACAS NELORE SUBMETIDAS À RESTRIÇÃO NUTRICIONAL E COM DOIS NÍVEIS DE RECUPERAÇÃO DE PESO

15/03/2016 ESQUELETO APENDICULAR OSTEOLOGIA DO ESQUELETO APENDICULAR MEMBRO TORÁCICO. Constituído por ossos dos membros torácico e pélvico

Transcrição:

CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO E TIPICAÇÃO DE CARCAÇAS AS DE SUÍNOS Agrupar por classe produtos que tem características semelhantes. Classifica os animais em raça, sexo, maturidade, acabamento e conformação ão. TIPIFICAÇÃO Prof. Dra. Ana Maria Bridi Departamento de Zootecnia Universidade Estadual de Londrina Uma diferenciação das classes em tipos hierarquizados segundo critérios rios que incluem as categorias da classificação já mencionadas e outras como gordura de cobertura, conformação e marmoreio OBJETIVOS OBJETIVOS Separar animais que apresentam diferentes rendimentos e qualidade de carne Auxilia na comercialização de suínos entre produtores e frigoríficos ficos que praticam a bonificação Garante ao consumidor especificações diferenciadas de cortes e produtos suínos Reflexos da tipificação sobre o setor produtivo Busca de material genético apropriado Melhoria na nutrição e manejo Comprometimento com a sanidade Viabilizou a rastreabilidade da matéria prima A tipificação de carcaças as de suínos deve contemplar Base de valor pago ao produtor Conceituação de carcaça Definição de carne Cálculo do porcentual de carne na carcaça Métodos de dissecação de carcaça a para obtenção de porcentual de carne magra Métodos de predição de carne na carcaça a baseado em medidas objetivas 1

Evolução de porcentual médio m de carne nas carcaças as de suínos observados nos frigoríficos ficos de Santa Catarina DEFINIÇÃO DE CARCAÇA A SUÍNA ANO Porcentagem de carne magra Década de 80 46 a 48 1990 1995 49 a 50 1996 50 a 52 1999 52,5 a 56 2000 53,5 a 57,5 Atual Mais de 59 Segundo ABCS: o suíno morto, despojado de vísceras, inclusive rins e gordura dos rins, cerdas e unhas, permanecendo a cabeça, extremidade dos membros, couro e cauda. Regulamento 2810/95 da CE: o suíno abatido, sangrado e eviscerado e que tenham tirados as cerdas e unhas. Podem ser apresentados com ou sem cabeça, pés, banha, rins, rabo, diafragma, espinha medular, mioleira, língua e mamílos (fêmas) TIPIFICAÇÃO ELETRÔNICA Local de inserção da pistola: na altura da última costela, a seis centímetros da linha de corte 2

Medida manual da profundidade de músculo e espessura de gordura Local: Na altura da última costela a 6 cm da linha de corte (imita a pistola) Na altura da décima d costela (corte entre a décima d e décima d primeira) Comprimento de olho de lombo Profundidade de toucinho Profundidade do músculo na altura da última costela 3

Profundidade do músculo na altura da última costela Espessura de gordura na altura da última costela Comprimento de olho de lombo na altura da décima costela Medida da espessura de toucinho na décima costela: a ¾ da distância de sua extremidade dorsal, a medida deve ser feita na perpendicular que cruza uma tangente imaginária Ex: comprimento de (95,43/4) x 3 = 71,57 Comprimento da carcaça É tomado do bordo cranial da sínfese pubiana ao bordo cranio-ventral do atlas ou Da borda cranial da sínfese pubiana até a borda cranial média da primeira costela 4

Área de olho de lombo: músculo Longissimus dorsi Espessura de toucinho na primeira costela Parte-se do atlas contando 7 vértebras cervicais, a vértebra logo a seguir é a primeira torácica Espessura de toucinho na primeira costela A medida tomada perpendicularmente à linha dorso-lombar, na altura da porção média m da primeira vértebra v torácica. Uma extremidade do paquímetro é colocada acima do couro, enquanto que a outra deve ser colocada na linha de separação da manta de toucinho com a carne ou gordura do topo da paleta. 5

Espessura de toucinho na última costela Conta-se o número de costela do animal. Parte-se do atlas, contando as vértebras: - 7 vértebras cervicais - Vértebras torácicas = número de costelas contadas Ex: Se foram encontradas 14 costelas, deve-se contar 21 vértebras Espessura de toucinho na última costela A medida é tomada na altura da inserção da última vértebra v torácica com a primeira lombar, perpendicular à linha dorso- lombar Espessura de toucinho na última lombar O número n de vértebras v lombares variam de 5 a 7. As vértebras v sacrais diferenciam das lombares por serem soldadas entre si. A medida é tomada na altura da articulação da penúltima vértebra v lombar com a última lombar. Equações (altura da última costela) Rendimento de carne na carcaça(%) a(%) = 60 - (ET mm x 0,58) + (PMLD mm x 0,10) 6

Cor 1 = L* 61; 2 = L* 55; 3 = L* 49; 4 = L* 43; 5 = L* 37; 6 = L* 31 Marmoreio 1 = 1% de gordura pela extração com éter (carne 1 é boa para o processamento, 2 e 3 para o consumo in natura ) Objetivos do National Pork Producer s Council -USA CARACTERÍSTICAS Coloração ph Maciez Sabor Gordura Intramuscular Perda de água OBJETIVOS 3,0 a 5,0 5,6 a 5,9 Menor que 3,2 kg Sabor Intenso 2 a 4% Não mais que 2% OBSERVAÇÕES Em uma escala de 6 Força de cisalhamento Warner-Bratzer, aos 7 dias Sem sabor desejável 7

Rendimento de carcaça a de suíno IDADE DO SUÍNO PARA ABATE 135 DIAS PEDO DE ABATE 91,80 Kg PESO DA CARCAÇA A QUENTE 68,90 Kg RENDIMENTO DE CARCAÇA 75,05% PERDA DE PESO NO RESFRIAMENTO 2,02% PESO DA CARCAÇA A FRIA 67,50 Kg 8

9

Paleta: localizada no terço o dianteiro da carcaça. a. É obtida pela secção dos músculos que formam o membro anterior do animal, em torno da região escapular e branquial (corte entre a segunda e terceira costela, limitando- se da cartilagem superior da escápula até a articulação rádio-carpo-ulnar) Sobrepaleta: é um corte constituído das massas musculares que formam o pescoço. o. É obtido pela separação das massas musculares das vértebras v cervicais. Barriga: É composto pelas massas musculares, gordura e pele do flanco do animal. É obtido pela se4paração da região do vazio do pernil e do dorso. Na região da costela, toma-se o cuidado de não retirar os músculos m mais exteriores desta. Pernil: é obtido serrando-se a articulação entre a última e a penúltima vértebras v lombares, perpendicularmente à linha dorsal. Tabela 12 - COMPOSIÇÃO DE UMA CARCAÇA SUÍNA DE 67,50 Kg Pernis 17,55 26 Paletas 12,83 19 Carré 14,85 22 Barriga 16,87 25 Copa 5,40 8 TOTAL Aurora, 1999 67,50 100 Tabela 13 Composição de um pernil (17,55 kg) de suíno Pernil Industrial 9,48 54 Músculos 2,11 12 Gordura 2,80 16 Retalhos 0,35 2 Pele 0,70 4 Ossos 2,11 12 TOTAL 17,55 100 Aurora, 1999. 10

Tabela 14 Composição da paleta (12,83 kg) de suíno Paleta Industrial 6,42 50 Gordura 2,69 21 Ossos 1,54 12 Músculos 1,41 11 Pele 0,51 4 Retalhos 0,26 2 TOTAL Aurora, 1999 12,83 100 Tabela 15 Composição da barriga (16,87 kg) de um suíno Barriga 7,25 43 Costela 4,05 24 Retalhos 2,87 17 Pele 2,03 12 Toucinho 0,67 4 TOTAL 16,87 100 Aurora, 1999. Tabela 16 Composição do Carré (14,85 kg) de suíno Lombo 4,75 32 Toucinho 2,38 16 Retalhos 1,93 13 Ossos 1,93 13 Gordura 1,34 9 Pele 1,04 7 Costelinha 0,89 6 Filezinho 0,59 4 TOTAL Aurora, 1999 14,85 100 Tabela 17 Composição da Copa (5,40 kg) de suíno Copa Industrial 3,73 69 Ossos 1,40 26 Gordura 0,22 4 Retalhos 0,05 1 TOTAL 5,40 100 Aurora, 1999. 11