QBQ0313 2015 Lipídeos e Membranas Flavia Carla Meotti flaviam@iq.usp.br
Funções dos Lipídeos estoque de energia emulsificantes membranas impermeabilidade comunicação celular cofatores de enzimas/vitaminas pigmentos...
Aspectos Nutricionais dos Lipídios Papel dos Lipídios na Dieta Um indivíduo adulto ingere em média de 60-150g de lipídios/dia A presença de gordura na dieta aumenta a palatabilidade do alimento e a sensação de saciedade, sendo também requerida para a absorção de vitaminas lipossolúveis.
Tipos de lipídeos: para estoque e de membranas
Ácidos Graxos Ácidos Graxos Saturados e Insaturados Grupo Carboxila ( Região Polar) Grupo Carboxila (Região Polar) Cadeia hidrocarbonada (Região Apolar) Cadeia hidrocarbonada (Região Apolar) Saturado Insaturado
C-18 (w) Os Ácidos Graxos Numeração dos carbonos a partir de C1 C-10 Região Polar C-2 (a) Região Apolar C-9 C-1 C-3 (b)
Os Ácidos Graxos Numeração dos carbonos a partir do último carbono (C-18) w w2 w3 w9 Região Apolar Região Polar w10 w18 C-1
Os Ácidos Graxos: Notação Simplificada A partir do C1 (carboxila) 18:0 18:1 (9) ou 18:1 (D 9 ) ou 18:1-D 9 ou 18:1;9 Número de carbonos Número de ligas duplas Posição da liga dupla A partir do Cw (último carbono) 18:1 w9
Ácidos Graxos Saturados de Ocorrência Natural Ácido N de Carbonos Fórmula Láurico 12 CH 3 (CH 2 ) 10 CO 2 H Mirístico 14 CH 3 (CH 2 ) 12 CO 2 H Palmítico 16 CH 3 (CH 2 ) 14 CO 2 H Esteárico 18 CH 3 (CH 2 ) 16 CO 2 H Araquídico 20 CH 3 (CH 2 ) 18 CO 2 H
Ácidos Graxos Insaturados de Ocorrência Natural Ácido N de Carbonos Grau de Insaturação Palmitoléico 16 16:1(D 9 ) Oléico 18 18:1(D 9 ) Fórmula CH 3 (CH 2 ) 5CH=CH(CH 2 ) 7CO 2 H CH 3 (CH 2 ) 7CH=CH(CH 2 ) 7CO 2 H Linoléico 18 18:2(D 9 12 ) CH 3 (CH 2 ) 4CH=CH(CH 2 )CH=CH(CH 2 ) 7CO 2 H Linolênico 18 18:3(D 9 12 15 ) CH 3 (CH 2 CH=CH) 3(CH 2 ) 7CO 2 H Araquidônico 20 20:4(D 5 8 11 14 ) CH 3(CH 2 ) 4(CH=CHCH 2 ) 4(CH) 2 CO 2 H
Os Ácidos Graxos Nome Sistemático Nome Comum Abreviatura Nome Sistemático Palmítico 16:0 Hexadecanóico Esteárico 18:0 Octadecanóico Araquídico 20:0 Eicosanóico Palmitoléico 16:1(9) Hexadecenóico Oléico 18:1(9) Octadecenóico Linoléico 18:2(9,12) Octadecadienóico Linolênico 18:3(9,12,15) Octadecatrienóico Araquidônico 20:4(5,811,14) Eicosatetraenóico
Ácidos Graxos cis e trans Ácido Esteárico Ácido Graxo Cis Ácido Oléico Ácido Graxo Trans Ácido Elaídico Ácido Graxo Cis Ácido Linolênico
Solubilidade dos Ácidos Graxos Solubilidade Número de Carbonos
Pontos de Fusão e Ebulição dos Ácidos Graxos Ácidos Graxos Saturados Mistura de Ácidos Graxos Saturados e Inasturados Maior interação entre as moléculas Menor interação entre as moléculas
Pontos de Fusão de Ácidos Graxos Saturados ( Blanco,A. Química Biológica,1991) Nome Nº de Carbonos Ponto de Fusão ( C) Láurico 12 43,9 Mirístico 14 54,1 Palmítico 16 62,7 Esteárico 18 69,9 Araquídico 20 75,4 Pontos de Fusão de Ácidos Graxos Insaturados Nome Nº de Nº de Ligas Ponto de Carbonos Duplas Fusão ( C) Palmitoléico 16 1 0,5 Oléico 18 1 13,4 Linoléico 18 2-5,0 Linolênico 18 3-10,0 Araquidônico 20 4-49,5
Propriedade de Detergência dos Ácidos Graxos R-COOH + NaOH R-COONa + H 2 O R-COONa + H 2 O R-COO - + Na + + H 2 O
Reações químicas dos Ácidos Graxos Oxidação O 2
Reações químicas dos Ácidos Graxos Hidrogenação
Reações químicas dos Ácidos Graxos Formação de Ésteres Fosfolipídeos Triacilgliceróis Ligação éster
Os Acilgliceróis São ésteres de ácidos graxos com o glicerol Ácidos graxo Ácidos graxo Ácidos graxo Estrutura do glicerol Nº de Carbonos
Acilgliceróis Monoacilglicerol Diacilglicerol Triacilglicerol
227 Os Acilgliceróis Alguns valores de referência para triacilgliceróis (Motta,V. Bioquímica Clínica, 1989) Idade Homens Mulheres (mg/dl) (mg/dl) 10-19 37-125 44-112 20-29 50-171 42-137 30-39 57-250 45-170 40-49 69-218 51-180 50-59 75-210 58-229 Reserva Energética 60-69 65-227 66-221
Os Acilgliceróis Hipertrigliceridemias Podem ter causa: Genética: hiperlipidemias Secundária: diabetes, obesidade, alcoolismo, terapia por estrogênios, enfermidade hepática, pancreatite e estresse Risco para doença cardiovascular
Tipos de lipídeos: para estoque e de membranas
Glicerofosfolipídeo Estrutura geral
Glicerofosfolipídeo
Esfingolipídeo X = Fosfocolina AG = Ácido oléico Esfingosina Ex.: Esfingomielina
Esfingolipídeo
Glicolipídeo
Colesterol
Organização do lipídeos na membrana
Organização???? dos lipídeos na membrana Os lipídeos não são estáticos na membrana http://higheredbcs.wiley.com/legacy/college/voet/0470570954/guided_exps/4e_ch12_gex_11/fluid_mosiac_4e.html
Por que os lipídeos de membrana formam a bicamada?????
Modelo do mosaico fluido http://higheredbcs.wiley.com/legacy/college/voet/0470570954/guided_exps/4e_ch12_gex_11/fluid_mosiac_4e.html http://www.youtube.com/watch?v=y59p4p5d9va
Tipos de associação das proteínas na membrana Integrais Periféricas Anfitrópicas
Proteínas integrais de membrana Alfa-hélices hidrofóbicas ou anfipáticas
Proteínas integrais de membrana Barris b
Proteínas integrais de membrana Lipoproteínas ligadas a: Ácidos graxos isoprenóides esteróis glicerofosfatidilisositol (GPI)
Membrana podem ter regiões mais ou menos definidas Rafts (jangadas) concentram lipídeos de cadeias mais longas Maior concentração de lipoproteínas Facilita interação entre proteínas de vias de sinalização
Funções dos Lipídeos estoque de energia emulsificantes membranas impermeabilidade comunicação celular cofatores de enzimas/vitaminas pigmentos...
Vitaminas Lipossolúveis E K A D
VITAMINA E α-tocoferol Fontes: germem de trigo, óleos vegetais, folhas verdes, amêndoas Valor recomendável: 8 10 mg / dia Importância biológica: proteção antioxidante, principalmente em lipoproteínas, em função do seu caráter lipofílico proteção contra doenças cardiovasculares
VITAMINA E Para que serve um antioxidante? por Guilherme Batchtold
VITAMINA E A peroxidação de lipídeos e a ação da vitamina E por Larissa Naomi Lima Akamine
VITAMINA A Retinol, 11-cis-Retinal, Ácido Retinóico
VITAMINA A Fontes: - Manteiga e leite integral - Fígado - Gema de ovo Fontes β-caroteno: - Vegetais verdes escuros e amarelos O β-caroteno é um importante antioxidante
VITAMINA D Fontes: - Peixes de água salgada (salmão, sardinha) - Fígado - Gema de ovo Suplementação adicionada ao leite e manteiga Ergocalciferol (vitamina D 2 )
VITAMINA K COENZIMA Sintética Plantas e algas Bactérias K 2
VITAMINA K Distribuição: vegetais, fígado e clara de ovo Valor recomendável: 70 140 mg/dia Deficiência: tempo de coagulação aumentado hemorragias; problemas ósseos