1. Título: INSTALAÇÃO E CUIDADOS COM A TELEMETRIA 2. Definição: Consiste na monitorização eletrocardiográfica contínua por meio da telemetria. 3. Objetivo: É a monitorização eletrocardiográfica, através da transmissão de ondas de rádio a partir de um transmissor movido à bateria usado pelo paciente, seja adulto ou pediátrico. 4. Indicação: Flagrar arritmias graves; Monitorização da saturação. 4.1 Contra-Indicação: Pacientes que não necessitam de monitorização contínua por meio da telemetria. 5. Responsáveis: Enfermeiro e técnico de enfermagem. 6. Orientações Pré e Pós Procedimento: Orientar o paciente quanto à finalidade da instalação da telemetria; Orientar que a telemetria não captura sintomas que o paciente possa vir a sentir, orientando-o a comunicar eventual sintoma a equipe de enfermagem; Preparar a pele secando-a, para eliminar células e oleosidade; Trocar os eletrodos a cada 24 h. 7. Frequência: Sempre que houver a necessidade de monitoração eletrocardiográfica em pacientes que estão em alto risco para disritmias ou para monitorar a saturação de oxigênio, após prescrição médica.
8. Materiais: EPI s: Luva de procedimento; Telemetria; Bateria; Cinco eletrodos; Sensor acessório para medir a SpO2. 9. Passos do Processo 9.1 Monitorização de ECG por telemetria Confirmar a solicitação de instalação em prescrição médica; Reunir material necessário; Paramentar-se com os EPI s; Posicionar o paciente em posição dorsal; Inserir uma bateria no transmissor, seguindo o diagrama +/- que está no interior do compartimento; Conectar o conjunto de cabos no transmissor, empurrando-o para baixo com firmeza até que se encaixe; Secar a pele para eliminar células e oleosidade, caso necessário; Conectar os eletrodos aos cabos, retirar o revestimento do eletrodo e aplicar os eletrodos no tórax do paciente (seguindo instruções de posicionamento que contém na própria telemetria); Recompor o paciente; Reunir e desprezar todo o material utilizado no procedimento; Checar o procedimento na prescrição médica; Registrar o procedimento em documento de prontuário;
Admitir o paciente no sistema, no monitor (nome completo e data de nascimento), de acordo com o número da telemetria que você utilizou para monitorar o paciente. 9.2 Monitorização de SpO2 por telemetria Confirmar a solicitação de instalação em prescrição médica; Reunir material necessário; Paramentar-se com os EPI s; Posicionar o paciente em posição dorsal; Inserir uma bateria no transmissor; Selecione um sensor apropriado (pacientes adultos ou pediátricos); Conecte o cabo do sensor no transmissor (telemetria); Conecte os sensores reutilizáveis diretamente no transmissor ou se utilizar os sensores descartáveis conecte no cabo adaptador e depois, conecte o cabo adaptador no transmissor; Inspecionar o local regularmente quanto ao aspecto da pele e alinhamento ótico correto. A colocação adequada do sensor é essencial para a monitorização precisa de SpO2; Recompor o paciente; Reunir e desprezar todo o material utilizado no procedimento; Checar o procedimento na prescrição médica; Registrar o procedimento em documento de prontuário; Admitir o paciente no sistema, no monitor (nome completo e data de nascimento), de acordo com o número da telemetria que utilizou para monitorizar o paciente. 10. Considerações gerais: Trocar os eletrodos a cada 24 h ou sempre que necessário;
Inspecionar a pele do paciente diariamente e realizar o rodízio do oxímetro, para evitar queimaduras; Secar a pele do tórax sempre antes de conectar os eletrodos. 11. Padrões de prática: Ausência de interferências no monitor. 12. Pontos Críticos/Riscos: Pacientes que apresenta muito pêlo no tórax; Extremidades frias; Bateria fraca. 13. Ações Corretivas: Aplicar os eletrodos afastados dos pêlos; Aquecer as extremidades do paciente; Trocar a bateria. 14. Indicadores de qualidade: Ausência de eventos adversos. 15. Periodicidade de Treinamento: Admissional ou sempre que necessário. 16. Registro: Registrar em prontuário no sistema MV o dia da instalação da telemetria e sua finalidade. 17. Referências: YSTEMS, P.M. Sistema de telemetria Philips. Copryright: 2º Ed, maio 2002. SMELTZER, S. C; BARE, B. G. Tratado de enfermagem médico cirúrgica. 10. ed. v. 2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Dados do Documento: Data: Elaboração: Kátia Neuza Guedes 09/2011 Revisão: Maria do Rosário D. M. Wanderley 10/2013 Aprovação: Maria do Rosário D. M. Wanderley 10/2013