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Transcrição:

Diversidade na Natação Luis Gustavo Oliveira 1 Resumo A demanda por vagas em instituições e/ou escolas para inserção de alunos com síndromes e/ou deficiências nos últimos anos tornou-se fenômeno nacional. Esse novo quadro fundamenta a construção de programas ou projetos voltados a essa necessidade. Nas aulas de natação, no Centro de Referência Esportiva, buscamos, através de nossas práticas, melhorar a capacidade funcional destes alunos, promovendo a qualidade de vida desta população. O respeito à diversidade em nossas aulas teve um caráter extremamente positivo. Palavras chaves: natação, diversidade, estratégias de aula. O princípio da diversidade consiste em perceber, reconhecer e valorizar as diferenças entre as pessoas no que se refere à etnia, cor, religião, gênero, biótipo, níveis de habilidades. Entendendo a diversidade como uma oportunidade de aprender com as diferenças, é importante diversificar as metodologias de ensino, favorecendo a convivência e a aprendizagem compartilhada. (I.E.E.,2013). Uma fábula para refletir a educação Era uma vez uma escola para animais. Os professores tinham certeza que possuíam um programa de ensino inclusivo, porém, por algum motivo, todos os 1 Professor do Centro de Referência Esportiva Rio Grande

animais estavam indo mal. O pato era a estrela da natação, porém não conseguia subir nas árvores. O macaco era excelente subindo em árvores, mas era reprovado na natação. Os frangos se destacavam nos estudos sobre os grãos, mas desorganizavam tanto a aula de subir em árvores que sempre acabavam na sala do diretor. Os coelhos eram sensacionais nas corridas, mas precisavam de aulas particulares em natação. O mais triste de tudo era ver as tartarugas, que, depois de vários exames e testes foram diagnosticados como tendo atraso de desenvolvimento. De fato, foram enviadas para classe de educação especial numa distante toca de esquilos. A pergunta é: Quem eram os verdadeiros fracassados? Diferença entre síndrome e deficiência Segundo a Organização Mundial de Saúde, deficiência é o substantivo atribuído a toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. Refere-se, portanto, à biologia do ser humano. A medicina indica que uma síndrome não deve ser classificada como uma doença, indicando que no caso de uma síndrome, os fatores que causam sinais ou sintomas nem sempre são conhecidos, o que acontece (quase sempre) no caso de uma doença. No sentido figurado, o termo designa um conjunto de características que, quando associadas a situações críticas, podem gerar insegurança ou medo. Por exemplo: "síndrome da violência urbana". Deficiências A pessoa especial pode ser portadora de deficiência única ou de deficiência múltipla (associação de uma ou mais deficiências). As várias deficiências podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos, sendo eles: Deficiência visual, Deficiência motora, Deficiência mental, Deficiência auditiva. Síndromes Existem mais de cem, as mais comuns são: Síndrome de Down, Turner, Klinefelter, Patau e Edwards, AIDS,etc. No Projeto de Esporte Educacional, no Centro de Referência Esportiva, núcleo Rio Grande, estão matriculados mais de cem alunos, destes 12 possuem algum tipo de deficiência e/ou síndrome. (dados referentes ao ano base de 2013).

N ALUNOS (12) DOWN (2) DEF. VISUAL (2) DEF. AUDITIVA (1) DEF. MOTORA (2) DEF. MENTAL (2) T.O.C. (1) AUTISMO (2) Destes 12 alunos, 11 são meninos e apenas uma menina. Estratégias de aprendizagem Nos últimos anos as estratégias de aprendizagem têm adquirido uma importância cada vez maior tanto na investigação psicológica como na prática educativa. Nesse processo de construção, não ocorre uma simples associação, mas uma interação entre os conceitos pré-existentes e a nova informação, os quais servem de ancoradouro para que o novo possa adquirir significado para o sujeito. Assim sendo, as novas informações são incorporadas e assimiladas, porém essa relação acaba por modificar esses esquemas prévios, ocasionando uma transformação do conhecimento. Para tanto, é necessário que sejam desenvolvidas diferentes estratégias de ensino aprendizagem de forma a proporcionar ao aluno melhor interação, participação e desenvolvimento deste nas atividades propostas, possibilitandolhe o acesso ao conhecimento das praticas esportivas. Através da utilização das estratégias é estabelecido o que é necessário para desenvolver e resolver as atividades apresentadas e determinam quais as técnicas mais adequadas para se utilizar na execução das mesmas dentro do processo de aprendizagem. Inclusão do aluno com deficiência A Constituição Federal determina que deva ser garantido a todos o direito de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística,

de acordo com a capacidade de cada um (art. 208, V) e que o Ensino Fundamental completo é obrigatório. Por isso, é inegável que as práticas de ensino devem acolher as peculiaridades de cada aluno, independentemente de terem ou não deficiência. "O pressuposto fundamental de qualquer trabalho educacional é acreditar na possibilidade de mudança do outro. (A.D.). Estratégias nas aulas de natação As estratégias são elaboradas a partir da inscrição do aluno no projeto. Procuramos estabelecer relações com a família, professores das escolas especializadas no assunto, equipe médica, saúde, profissionais do Centro de Referência para que possamos ter uma base de como inserir este aluno com os demais participantes da turma. O aluno inserido primeiramente tem um envolvimento com o meio líquido, para depois ser apresentado à turma e consequentemente inserido nas atividades. No que se refere à natação, as estratégias são elaboradas a partir do enquadramento do aluno nas atividades, nas quais todos os alunos devem se inserir e, portanto, na prática, todos, sem distinção, passam a construir o conhecimento pelos caminhos traçados pelos procedimentos pedagógicos, previamente estipulados. Desta forma, o professor precisa planejar variadas estratégias de ensino, pois nem todos os alunos constroem o conhecimento pelos mesmos caminhos, ou seja, os alunos têm diferentes estilos de aprendizagem. Para que possamos dar mais qualidade às práticas usamos materiais complementares tais como: artigos, relatórios com especialistas na área, literatura psicopedagógica, conversa com pais ou responsáveis, especialização na área. Todas essas estratégias tem ajudado a aperfeiçoar os conhecimentos, melhorando muito as aulas.

RESULTADOS N ALUNOS 12 Alunos inseridos nas atividades (9) Alunos com dificuldades nas atividades (3) Os resultados mostraram que: 75% alunos estiveram inseridos nas atividades; 25% alunos tiveram dificuldades de inserção nas atividades; 90% dos alunos (total) respeitaram as diferenças entre eles; 10% dos pais manifestaram algum incômodo com o aluno deficiente em relação ao grupo. RESULTADOS POSITIVOS A tabela mostra que dos 75% dos alunos inseridos na turma, a maioria 70% conseguiu assimilar as três dimensões. A interação professor e equipe multidisciplinar (CREEP) foram ótimas, ajudandonos muito para que os resultados gradativamente fossem considerados satisfatórios.

RESULTADOS NEGATIVOS 80% 60% 40% 20% 0% TOTAL DE ALUNOS (3) TOTAL DE ALUNOS (3) Segundo a tabela acima: Todos os três alunos (25% do total) representados no gráfico acima não conseguiram assimilar as três dimensões do esporte educacional. Dois destes três alunos conseguiram assimilar as dimensões conceituais e atitudinal, enquanto apenas um conseguiu entender a dimensão procedimental. Outro fator negativo foram as constantes obras na piscina térmica o que ocasionou uma falta de qualidade em nossas aulas. CONCLUSÃO Na nossa profissão, o professor deve buscar conhecer e descobrir, na criança, suas capacidades e limitações. É essencial que o aluno crie um vínculo mesmo que seja com pouca comunicação ou afeto. Gradativamente iremos ajudar este aluno a atuar em grupo, a fim de que o indivíduo deficiente ou não, adquira autoconfiança e tome iniciativas. Após analisar literaturas referentes às adversidades, em especial à infantil, concluímos que o fato de a criança, na maioria dos casos, não conseguir manifestar seus anseios ou desconfortos, inclusive em casa, nos obriga a um embasamento teórico e/ou prático mais profundo. Isso garantirá subsídios sobre como enfrentar estas situações, não apenas como profissionais da saúde e/ou educação, mas também como pais. Os resultados estão aparecendo de forma gradativa e positiva, trazendo satisfação profissional e pessoal para nós, educadores, do Centro de Referência Esportiva-RG/RS.

ANEXOS