1. Introdução A monitorização de capnometria e capnografia servem como parâmetros da estimativa da pressão arterial de dióxido de carbono (PaCo 2 ) nos intervalos entre as gasometrias arteriais e, portanto da ventilação, do metabolismo e do débito cardíaco. 2. Objetivo Obter valores da pressão parcial de dióxido de carbono no final da expiração. Avaliar a ventilação alveolar, condição de fluxo das vias aéreas.. 3. Campos de aplicação Este POP se aplica a todas as áreas envolvidas com a assistência de enfermagem prestada ao beneficiário / servidor do HGIP. 4. Referências normativas COREN- MG. Lei 7.498. 25 de Junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Em específico o que diz das competências privativas do enfermeiro, em especial, no que concerne ao manejo de beneficiários graves com risco de vida e cuidados de maior complexidade (art.11). 5. Responsabilidade/ competência Compete ao enfermeiro e ao técnico de enfermagem instalar e realizar a medida. Compete ao enfermeiro supervisionar a instalação feita pelo técnico de enfermagem. 6. Definições 7. Conteúdo do padrão 7.1 Recursos necessários Monitor com entrada para medida capnografia e capnometria Módulo de capnometria da Dixtal e cabo em Y no caso de monitor da Drager Cabo de conexão do módulo ao circuito respiratório com câmera de absorção de luz e 26
detector de fazes. Sensor para adaptação entre o tubo endotraqueal (ou traqueinha de TQT) e ao circuito respiratório. Luvas de procedimentos Chumaço de algodão Álcool gel 7.2 Principais passos Higienizar as mãos conforme PRS 32 Reunir todo o material necessário Identificar-se ao beneficiário Explicar ao beneficiário o procedimento e seu propósito Friccionar as mãos com álcool gel por 30 segundos Calçar luvas de procedimentos Conectar o módulo e o cabo de capnometria ao monitor. O sistema começará a aquecer a câmera/detector Conectar a célula entre a via aérea artificial e o circuito respiratório Conectar o sensor na célula de zeragem ( O ), localizada no próprio cabo do módulo. Observar o processo no monitor ( calibrando zero ) e após ser concluído prossiga Conectar o sensor na célula de referência ( REF ) quando for solicitado pelo monitor, localizada também no próprio cabo. Observe no monitor a conclusão do processo ( calibração ok ) e prossiga Conectar a câmera/detector no sensor que está adaptado entre a via aérea artificial e o circuito respiratório Observar no monitor a formação da curva (capnografia) e o valor numérico da ETCO2 27
(capnometria) Desprezar as luvas de procedimentos e higienizar as mãos conforme PRS 32 Registrar o valor da ETCO2 no registro controle de sinais vitais e balanço hídrico Registrar a instalação dessa monitoração na observação de enfermagem e no PEP 7.3 Cuidados especiais Observar na câmera/detector e nas células-teste as setas indicativas do encaixe correto entre as peças Conectar a câmera/detector no sensor pelo lado de cima do mesmo, para reduzir a interferência na leitura produzida pelo acúmulo de líquidos e secreções Mantenha limpas as lentes do sensor e das células de teste Secar as lentes com chumaço de algodão se houver acúmulo de umidade Observar e controlar o aquecimento e a umidificação do circuito respiratório, pois a condensação do vapor de água produz falsas leituras elevadas Trocar a célula em presença de secreção em seu lúmen e encaminhá-la para esterilização. Se houver sujidade sobre as lentes remova com um chumaço de algodão e proceda a desinfecção com outro chumaço umedecido com álcool a 70% Recalibrar a câmera/detector sempre que: *Houver a desconexão do sensor e/ou do circuito respiratório *Quando o monitor solicitar *Após a limpeza e desinfecção das lentes do sensor ou da câmera/detector Verificar a funcionalidade dos materiais necessários par a o procedimento 8. Siglas POP Procedimento Operacional Padrão HGIP Hospital Governador Israel Pinheiro 28
ETCO2 Extração de dióxido de carbono TQT Traqueostomia AE Auxiliar de Enfermagem TE Técnico de Enfermagem % por cento ml mililitros (unidade de medida) mmhg milímetros de Mercúrio PRS Procedimento Sistêmico PEP- Prontuário Eletrônico do Paciente 9. Indicadores 10. Gerenciamento de riscos Categoria de risco Falhas potenciais geradoras de riscos Evento Ações de prevenção Ações frente ao evento 11. Referências KNOBEL, Elias. Condutas no paciente grave 1º edição São Paulo: Atheneu,1994 cap 21 p. 289-311 NETTINA, m.s, et al. Prática de Enfermagem. 7º edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.,2003, Cap. 10 p.189,261. 12. Anexos 29