Modelos Matemáticose Classificaçãode Robôs



Documentos relacionados
Robótica Industrial. Professor: José Alberto Naves Cocota Júnior. UNIP Campus Brasília Curso: Engenharia Elétrica (Eletrônica) Turmas: EE8P30 e EE9P30

Aula 2 Projetos Mecatrônicos Visão Geral. Prof a. Michelle Mendes Santos

CONTEÚDO Efetuadores Projeto 01 Motor de Passo

APLICAÇÕES DE ROBÔS INDUSTRIAIS COM GARRAS MECÂNICAS RESUMO. Palavras-Chaves: Robótica, Indústria Automotiva, Mão-de-obra, Garras Mecânicas.

ASPECTOS CONSTRUTIVOS DE ROBÔS

Fenômenos de Transporte

INTRODUÇÃO A ROBÓTICA. Prof. MSc. Luiz Carlos Branquinho Caixeta Ferreira

Mecânica Geral. Aula 04 Carregamento, Vínculo e Momento de uma força

Controle de Robôs Manipuladores. Prof. Valdir Grassi Junior sala 2986 (prédio antigo)

Até mm (0.1mm usualmente) Aceleração Até 25 m/s 2. A partir de 2 a 3 kg até limites ~ 350kg. Relação Peso/Carga Em torno de 30 a 40

Aula 01 Introdução Custo de um algoritmo, Funções de complexidad e Recursão

ROBOTICA INDUSTRIAL BAÇO ROBÓTICO CAPITULO 3

ANEXO I MATRIZ CURRICULAR

PLANEJAMENTO E MODELAGEM

Programa da cadeira Física I Cursos: Matemática, Engenharia Informática, Engenharia de Telecomunicações e Redes

Modelagem de Sólidos. 35T56 Sala 3E1 Bruno Motta de Carvalho DIMAp Sala 15 Ramal 227 DIM102

UNIDADE DE FECHAMENTO

Classificação. Classificação. Classificação. Classificação. Classificação. Introdução à Robótica Manipuladores e Robótica Móvel (classificação)

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

Ferramenta 8: Fluxograma

1. Noção de algoritmo

Classificação. Classificação. Classificação. Classificação. Classificação 03/23/2016

INTEGRAÇÃO JAVA COM ARDUINO

PORTFÓLIO DE SERVIÇOS DO I.A.R.

Capítulo II. Elementos de Circuitos

Disciplina: Robótica Aula 02: Conceitos Básicos

DESENVOLVIMENTO DE UM ROBÔ ANTROPOMÓRFICO COM PUNHO ESFÉRICO PARA PRÁ- TICAS DE ROBÓTICA COM ALUNOS DE GRADUAÇÃO

GRADE CURRICULAR LICENCIATURA EM MATEMÁTICA I MATÉRIAS OBRIGATÓRIAS

RESOLUÇÃO. Artigo 2º - O Curso, ora criado, será oferecido no turno noturno, com 10 semestres de duração e com 50 vagas iniciais.

Plantas de Classificação de Áreas 25/03/

Sistemas de Tempo Real

Física Experimental - Mecânica - Conjunto para mecânica com painel multiuso - EQ032G.

Introdução aos sistemas pneumáticos

Parker, Tornando possível o desenvolvimento intelectual e tecnológico.

Circuitos Elétricos e Eletrotécnica para Engenharia Mecânica: Primeiro Semestre

Árvores Parte 1. Aleardo Manacero Jr. DCCE/UNESP Grupo de Sistemas Paralelos e Distribuídos

Geometria Analítica. Geometria Analítica. Geometria Analítica 15/08/2012. Objetivos gerais da disciplina. Prof. Luiz Antonio do Nascimento

MÉTODOS BÁSICOS DA ANÁLISE DE ESTRUTURAS

Antropometria. Antropometria. Antropometria. Diferenças individuais

MECATRÔNICA MANIPULADORES ROBÓTICOS

ERIC. Um robô que também joga XADREZ.

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENHO TÉCNICO

Turbina eólica: conceitos

de rede são comumente utilizadas nos dias de hoje. Um dos grandes desafios para a tecnologia de redes sem fio no momento é o handoff vertical, onde

Informática Aplicada

4444W-02 Sistemas Robotizados

Sistemas Robotizados

CURSO: Engenharia de Controle e Automação Campus Praça XI Missão

EXPLORANDO A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM O MAPLE

FEUP-DEMEGI-SDI Desenho Técnico APL-1.1. Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica DESENHO TÉCNICO. (1º ano)

LINHAS MESTRAS; FASES; DISCIPLINAS; PRINCÍPIOS E MELHORES PRÁTICAS.

DEFINIÇÃO DE ROBÔ INDUSTRIAL

Introdução. Introdução. Introdução Controle. Introdução Controle. Controle Conceitos básicos 05/30/2016. Introdução à Robótica Controle

FSP FACULDADE SUDOESTE PAULISTA. Curso: Engenharia Civil. Prof.ª Amansleone da S. Temóteo APONTAMENTO DA AULA

Matrizes e Sistemas Lineares. Professor: Juliano de Bem Francisco. Departamento de Matemática Universidade Federal de Santa Catarina.

1- INTRODUÇÃO AOS ROBÔS INDUSTRIAIS

30/set - Informações Específicas para a Etapa da Prova Escrita

Requisitos de Software

Laboratório de Robótica XT95

Árvores de Decisão Matemática Discreta

BANCO DE DADOS. Professor: André Dutton

Cinesiologia 19/4/2011. Classificação planar da posição e dos movimentos. Cinemática: Ciência do movimento dos corpos no espaço. Prof.

Informação-Prova de Equivalência à disciplina de: Aplicações Informáticas B. 1. Introdução. Ensino Secundário. Ano letivo de 2011/12

Princípios Básicos de CLP

MODELAGEM MATEMÁTICA DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM MÉDIA TENSÃO 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.

Computação Gráfica Aula 0. Alexandre de Barros Barreto - Ms

INTRODUÇÃO À ROBÓTICA. Professor HENRIQUE

Prof. Michel Sadalla Filho

Disciplina: Processos de Soldagem.

Manipulador 2R Trabalho Final - Sistemas Não Lineares

Sinais, sistemas, e processamento de sinais; Classificação de sinais; O conceito de freqüência em sinais de tempo contínuo e discreto

PNV 3100 INTRODUÇÃO À ENGENHARIA

1- INTRODUÇÃO AOS ROBÔS INDUSTRIAIS MODELAGEM GEOMÉTRICA

Elementos de Robótica

Matemática Básica Intervalos

CONTROLE DE UM PROCESSO INDUSTRIAL ROBOTIZADO

Avaliação e Desempenho Aula 1 - Simulação

Introdução. Software Básico Aula 3. Prof. Dr. Rogério Vargas.

v = velocidade média, m/s; a = aceleração média do corpo, m/s 2 ;

Estrutura e características gerais dos robôs. - Configuração básica de um robô - Articulações - Movimento e precisão

UNIPAC Araguari FACAE - Faculdade de Ciências Administrativas e Exatas SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE ILHA SOLTEIRA ILHA SOLTEIRA

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR EIXO TECNOLÓGICO: PRODUÇÃO INDUSTRIAL HABILITAÇÃO: TÉCNICO EM FABRICAÇÃO MECÂNICA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA

ESTRATÉGIA DE DESVIO DE OBSTÁCULOS E PLANEJAMENTO DE TRAJETÓRIA PARA UMA CADEIRA DE RODAS AUTÔNOMA

PLOTTER CNC PARA CONFECÇÃO DE PLACAS DE CIRCUITO IMPRESSO RESUMO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA ENERGIA E FENÔMENOS DE TRANSPORTE

Metodologias de Programação

Controle de um sistema Bola- Barra com realimentação através de imagem

Seminário: Uso de Simuladores no Ensino da Robótica

- Campus Salto. Disciplina: Sistemas de Arquivos Docente: Fernando Santorsula

Processo de Desenvolvimento de Software

Semana 7 Resolução de Sistemas Lineares

Física II Ondas, Fluidos e Termodinâmica USP Prof. Antônio Roque Aula 14

Tipos de problemas de programação inteira (PI) Programação Inteira. Abordagem para solução de problemas de PI. Programação inteira

CURSO DE MATEMÁTICA BÁSICA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL CENTRO DE ENGENHARIA DA MOBILIDADE

Resumo. l Hierarquia de Armazenamento l Discos Magnéticos l Mapeamento de Endereços l Tempos de Acesso l Exemplos l Referências

Transcrição:

Modelos Matemáticose Classificaçãode Robôs Curso Engenharia de Controle e Automação Alex Vidigal Bastos www.decom.ufop.br/alex/unipac.html alexvbh@gmail.com 1

Agenda Introdução Modelos Matemáticos de Robôs Espaço de Configuração ÁreadeTrabalho Classificação de Manipuladores 2

Introdução Dentre alguns fundamentos importantes para a robótica podemos destacar: Dinâmica da Cinemática; Planejamento de Movimentos; Visão Computacional; Controle; 3

Introdução O entendimento da complexidade dos robôs e as aplicações requerem conhecimentos nas áreas: Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; Sistemas e Engenharia Industrial; Ciência da Computação; Economia; Matemática; Dentre outras; 4

Definição Virtualmente qualquer coisa que opera com algum grau de autonomia, usualmente sobre controle computacional, em algum momento pode ser chamado de robô 5

Robôs Neste caso, o robô pode significar um manipulador industrial controlado computacionalmente, conforme figura abaixo. Esse tipo de robô é essencialmente, um braço mecânico operando sobre o controle computacional. ABB IRB6600 Robot 6

Definição Oficial Um Robô é um manipulador multifuncional reprogramável, designado para mover objetos, partes, ferramentas, ou, dispositivos especializados através de movimentos programáveis para executar uma variedade de tarefas 7

Vantagens Diminui os custos de trabalho; Precisão e Produtividade Aumentada; Flexibilidade Aumentada em comparação com máquinas especializadas; Repetitividade e trabalhos perigosos executados por robôs. 8

Definição A definição de robôs nasceu do casamento de duas tecnologias antigas: Teleoperators; Numerically Controlled Milling Machines; 9

História O primeiro robô essencialmente combinado com linkages (ligações) mecânicas do teleoperador com a autonomia e programação foram as máquinas CNC. 10

Modelos Matemáticos Métodos para representar os aspectos da geometria básica da manipulação de robôs, aspectos dinâmicos da manipulação e vários sensores avaliados em sistemas de robôs modernos. Baseados nestes modelos, nós somos habilitados para desenvolver métodos para planejamento e controle de movimento de robôs para executar tarefas específicas. 11

Representação Símbolos links(ligações); joints(articulações); Joints Rotary(revolute); Linear(prismatic); 12

Representação Símbolos Revolute Joint é como uma dobradiça e permite a rotação relativa entre dois links(ligações). Prismatic Joint permite um movimento linear entre dois links (ligações). São denotadas por: RevoluteJoint-R PrismaticJoint-P 13

Exemplos 14

Espaço de Configuração A configuração de um manipulador é a especificação completa da localização de cada ponto do manipulador. O conjunto de todas as configurações possíveis é denominado Espaço de Configurações. q i =ɵ i -> jointrevolute q i =d i -> jointprismatic 15

Degrees-of-freedom(DOF) Um objeto tem n graus de liberdade (DOF) se a sua configuração for especificada por n parâmetros. O número de DOF é igual para a dimensão do espaço de configurações. Para um robô manipulador, o número de joints determina o DOF. 16

Degrees-of-freedom(DOF) Um objeto rígido tridimensional, tem 6 DOF; 3 DOF para posições e 3 DOF para orientações. 17

O Espaço de Estado A configuração provê uma descrição instantânea da geometria do manipulador, mas não diz nada sobre sua resposta dinâmica. Em contrário, o Estado do manipulador é um conjunto de variáveis que, juntamente com a descrição da dinâmica e entrada do manipulador, são suficientes para determinar qualquer estado futuro do manipulador. OEspaçoEstadoéumconjuntodetodospossíveisestados. A dimensão do espaço de estado é, portanto, 2n se o sistema tiver ndof. 18

Área de Trabalho (Workspace) A área de trabalho de um manipulador é o volume total varrido pela garra do manipulador executando todos possíveis movimentos. O espaço de trabalho é limitado pela geometria do manipulador, bem como as restrições mecânicas sobre as articulações. 19

Dispositivos mecânicos de um robô Existe um número de aspectos físicos para manipuladores robóticos que não são necessários considerar quando desenvolvemos nossos modelos matemáticos. Estes incluem aspectos mecânicos 20

Classificação de Manipuladores Robóticos Robôs Manipuladores podem ser classificados conforme diversos critérios, sendo: Recuros de Energia; Geometria; Estrutura Cinemática; Área de Aplicação; Métodos de Controle; 21

Classificação de Manipuladores Robóticos RecurosdeEnergia: Hidráulicos; Elétricos; Pneumáticos; 22

Classificação de Manipuladores Robóticos Geometria: Articulado(RRR); Esférico(RRP); SCARA(RRP); Cilindrico(RPP); Cartesiano(PPP); 23

Sistemas Robóticos 24

Precisão e Repetibilidade Precisão -> A precisão de um manipulador é uma medida de quão perto o manipulador pode chegar a um determinado ponto dentro de seu espaço de trabalho; Repetibilidade -> É uma medida de como um manipulador pode retornar para um ponto previamente ensinado; 25

Linear X Rotacional 26

Punhos(Wrists) e Garras (Endeffector) 27

Punhos(Wrists) e Garras (Endeffector) 28

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Embora haja muitas maneiras possíveis usar juntas prismáticas e revolutas para construir cadeias cinemáticas, na prática, apenas alguns destes são normalmente usados. Aqui descrevemos brevemente diversos arranjos que são mais típicas: 29

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Articulado(RRR) ABB IRB1440 Robot 30

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Articulado(RRR) Motoman SK16 31

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Articulado(RRR) Estrutura 32

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Articulado(RRR) Workspace 33

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Esférico(RRP) Stanford Arm 34

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Esférico(RRP) Estrutura 35

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Esférico(RRP) Workspace 36

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores SCARA (RRP) Selective Compliant Articulated Robot for Assembly E2L653S_SCARA 37

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores SCARA(RRP) Estrutura 38

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores SCARA(RRP) Workspace 39

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cilíndrico(RPP) Estrutura 40

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cilíndrico(RPP) RT3300 41

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cilíndrico(RPP) Workspace 42

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cartesiano(PPP) Estrutura 43

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cartesiano(PPP) Workspace 44

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Cartesiano(PPP) Workspace 45

Cinemática Comum de Arranjos de Manipuladores Manipulador Paralelo ABB_IRB940 46

Manipulador Industrial Two link planar robot example 47

Manipulador Industrial Quais sãoas questõesbásicasparaseremresolvidase o que devemos fazer para programarmos o robô para executar tais tarefas? 48

Manipulador Industrial Cinemática Direta; Cinemática Inversa; Velocidade; Planejamento de caminha e geração de trajetória; Dinâmica; Controle de Posição; Controle de Força; Visão; Controle baseado na visão; 49

Exercícios 50

Perguntas 51