Generalidades sobre Funções

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Transcrição:

FICHA DE TRABALHO N.º 6 (Generalidades sobre Funções) Generalidades sobre Funções TURMAS:10.ºA/10.ºB 2019/2020 Conceito de Função Sejam A e B dois conjuntos. Damos o nome de função (ou aplicação) de A em B a uma correspondência que a cada elemento de A associa um e um só elemento de B. Por exemplo, a correspondência ao lado é uma função, pois a cada elemento de A (ou objeto) corresponde um e um só elemento de B (ou imagem). Nesta função, dizemos que:. o objeto 1 tem imagem 5. os objetos 2 e 3 têm imagem 9 Dizemos também que:. A é o domínio (conjunto dos objetos). B é o conjunto de chegada. {5, 9} é o contradomínio (conjunto das imagens) Exercício 1 Explica porque as seguintes correspondências não são funções de A em B Exercício 2 Indica, justificando, se é necessariamente uma função a relação que: 2.1. a cada mãe faz corresponder o(s) seu(s) filho(s); 2.2. a cada pessoa faz corresponder o seu número de identificação nacional; 2.3. ao comprimento do lado de um quadrado faz corresponder o seu perímetro; 2.4. ao tempo despendido numa viagem faz corresponder a distância percorrida; 2.5. à hora de entrada de um aluno na escola faz corresponder o dia da semana; 2.6. numa escola, a cada número de aluno de uma turma faz corresponder o respetivo aluno. Página 1

AAsimm Formas de representação de uma função Consideremos a função f : A B definida pelo diagrama de setas representado na figura ao lado. Esta função pode ser representada, ainda:. pelo gráfico O gráfico de uma função é o conjunto de pares ordenados (x, y), onde x pertence a A e y pertence a B, sendo. O gráfico denota-se por. G f f : A B Assim: Gf {( 1,2),(0,1),(1,2),(2,5)}. pelo gráfico cartesiano y f ( x). pela tabela. pela expressão algébrica Neste exemplo podia ser f x 2 ( ) x 1 com o D { 1,0,1,2} f Nota: Nas diferentes formas de definir uma função tem que ser sempre conhecido o domínio, o conjunto de chegada e a correspondência entre os elementos do domínio e os elementos do conjunto de chegada. Página 2

Exercício 3 Na figura seguinte está representada uma correspondência entre a idade, em anos, e o respetivo número de horas de sono. 3.1. De acordo com o gráfico cartesiano, indica: 3.1.1. o número de horas que deve dormir o João que tem 12 anos; 3.1.2. a idade da Joana, sabendo que precisa de dormir 9 horas. 3.2. Justifica que se trata de uma função. 3.3. Indica o domínio, o contradomínio, a variável independente e a variável dependente. 3.4. Qual é a imagem de 6? 3.5. Qual é o objeto que tem por imagem 12? 3.6. Designando por f a função representada, completa: 3.6.1. f(2) = 3.6.2. f(..) = 9 Exercício 4 Considera o gráfico de uma função g definida por Gg {(1,3),(2,6),(3,9),(4,12)} 4.1. Identifica o domínio e o contradomínio de g 4.2. Representa a função g num diagrama de setas supondo que o contradomínio coincide com o conjunto de chegada. 4.3. Supõe que o contradomínio de g não coincide com o conjunto de chegada. Representa a função g por um diagrama de setas. 4.4. Determina uma expressão algébrica que defina o valor de g(x) para qualquer x no domínio de g. Página 3

Leitura e interpretação de gráficos cartesianos associados a uma função Exercício 5 Por vezes, o comprimento da diagonal do ecrã de um televisor é indicado em polegadas. No gráfico cartesiano apresentado na figura ao lado, pode ver a relação aproximada existente entre esta unidade de comprimento e o centímetro. 5.1. Uma polegada a quantos centímetros corresponde? Apresenta o resultado arredondado às centésimas. 5.2. A quantas polegadas correspondem 60 cm? 5.3. A quantos centímetros correspondem 15 polegadas? 5.4. Qual das quatro igualdades que se seguem permite calcular a diagonal do ecrã de um televisor, em centímetros (c), dado o seu comprimento em polegadas (p)? (A) c 1, 27 p (B) c 2,54 p (C) 1 c p (D) 1,27 c 1 2,54 p Exercício 6 O gráfico cartesiano mostra a relação entre o tempo t, em minutos, gasto no percurso da viagem do João e a distância d, em quilómetros, a sua casa. O João saiu de casa, esperou pelo autocarro, saiu do autocarro e foi tomar café; em seguida, foi para a universidade. Quando saiu das aulas dirigiu-se a um centro comercial onde foi fazer compras. Depois de ter feito as compras dirigiu-se para a paragem do autocarro e esperou de novo por este, que o levou até casa. Página 4

6.1. Qual é a distância da casa do João à universidade? 6.2. Quantos metros percorreu o João a pé? 6.3. Quanto tempo esperou o João pelos autocarros? 6.4. Sabendo que o João entrou no centro comercial às 11h40 min, diz a que horas chegou à universidade. 6.5. Nas duas viagens de autocarro, o João andou a velocidades médias diferentes. Calcula cada uma dessas velocidades e compare-as. Exercício 7 A Ana estava sentada no baloiço. A mãe deu-lhe uma ajuda, no início, e depois a Ana tentou chegar o mais alto possível. Dos gráficos seguintes apenas um deles pode representar a distância, h, da Ana ao solo, em função do tempo, t, enquanto a Ana anda de baloiço. Numa pequena composição, explica por que é que os outros três gráficos estão incorretos, apresentando, para cada um deles, uma razão pela qual o rejeita. Exercício 8 A bandeira de uma dada instituição é hasteada por um sistema elétrico, subindo e descendo a uma velocidade constante. O sistema avariou e a bandeira subiu e desceu três vezes acontecendo que à terceira descida o fio quebrou e a bandeira caiu ao chão. Dos gráficos seguintes apenas um deles pode representar a distância, d, da bandeira ao solo em função do tempo, t, enquanto o sistema esteve avariado. Numa pequena composição, explica por que é que os outros três gráficos estão incorretos, apresentando, para cada um deles, uma razão pela qual o rejeita. Página 5

Lógica Matemática Quantificador universal A expressão qualquer que seja representa-se pelo símbolo. Dada uma condição p(x), a proposição x, p( x) é verdadeira quando e apenas quando se obtém uma proposição verdadeira sempre que se substituiu x em p(x) por um objeto qualquer do universo da condição. Quantificador existencial A expressão existe pelo menos um representa-se pelo símbolo. Dada uma condição p(x), a proposição é verdadeira quando e apenas quando para, pelo menos, um objeto a do universo da condição, p(a) for verdadeira. x : p( x) Implicação de condições Quando se tem x, p( x) q( x), diz-se que:. p(x) é condição suficiente para que se verifique q(x). q(x) é condição necessária para que se verifique p(x) Exemplo: x é português x é europeu Ser português é condição suficiente para ser europeu. É necessário ser europeu para ser português. Em conjuntos, se x, p( x) q( x) então podemos afirmar que P Q Equivalência de condições Quando se tem x, p( x) q( x), a condição p(x) diz-se necessária e suficiente para que se verifique q(x). Exemplo: X é triângulo equilátero x é um triângulo com os ângulos iguais Em conjuntos, se x, p( x) q( x) então podemos afirmar que P Q Página 6

Restrição de uma função Dados os conjuntos A e B, uma função f : A B e um conjunto C, a restrição de f a C é a função f : C C A B, tal que: x C A, f C ( x) f ( x). Exemplo: Considera o gráfico de função f G {(1,2),(2,3),(3,4),(4,5),(5,6)} f O gráfico de uma restrição da função f é por exemplo: Gf {(1,2),(2,3),(3,4)} C Exercício 9 Considera os conjuntos: A { Abel, Berta, Carlos, Dulce, Eva} e B {1,2,3,4,5,6} Seja f : A B a função que faz corresponder a cada nome o seu número de letras. 9.1. Constrói um diagrama de setas que defina a função f. 9.2. Considera o conjunto: C { Abel, Berta, Célia, Daniel, Eva, Flávio} 9.2.1. Indica o domínio e o contradomínio da função f C 9.2.2. Constrói um diagrama de setas que defina a função f C Exercício 10 Considera os conjuntos: H {2, 4, 6,8,10} e I {2,3, 6, 7,12,15,18} Seja g : H I a função que faz corresponder a cada elemento de H a soma dos seus divisores. 10.1. Define a função g por meio de uma tabela. 10.2. Seja J {2, 6,10} e seja g J a restrição da função g ao conjunto J. 10.2.1. Indica o domínio, o contradomínio e o conjunto de chegada da função g J 10.2.2. Define a função g J por meio do seu gráfico. Página 7

Funções injetivas, sobrejetivas e bijetivas Função injetiva Uma função diz-se injetiva se objetos diferentes tiverem sempre imagens diferentes, isto é: f : A B é injetiva see só se x1, x2 A, x1 x2 f ( x1 ) f ( x2) Função sobrejetiva Uma função diz-se sobrejetiva se o contradomínio coincidir com o conjunto de chegada, isto é: f : A Bé sobrejetiva see só se y B, x A: y f ( x) Função bijetiva Uma função diz-se bijetiva se for simultaneamente injetiva e sobrejetiva. Exemplo:. A função. A função f ( x) x 2 f ( x) 2x é não injetiva e não sobrejetiva é injetiva e sobrejetiva Exercício 11 Considera o conjunto A { 2, 1, 0,1,3} Sejam f e g as funções de A em Z (conjunto dos números inteiros) assim definidas: f ( x) x e g( x) x 3 11.1. Elabora uma tabela para cada função 11.2. Estuda as funções f e g quanto à injetividade. Exercício 12 Considera os conjuntos: A { 2, 0,1, 2} e B {0,1, 2,3} Seja f : A B tal que f ( x) x 1 12.1. Constrói uma tabela para a função f. 12.2. A função f é sobrejetiva? Justifica a tua resposta. Exercício 13 Considera os conjuntos A { a, e, i, o, u} e B {1,2,3,4} Seja f : A B a função definida por: x a e i o u f(x) 3 4 2 3 1 A função f é bijetiva? Justifica a tua resposta. Página 8