Plano Diretor DPZ 1997-2020



Documentos relacionados
PORTO DE VITÓRIA Abaixo estão as Tabelas com as tarifas referentes à utilização da infra-estrutura portuária dos portos da Codesa.

Conferência sobre Administração Executiva para a América Latina e Caribe

Micro-Química Produtos para Laboratórios Ltda.

ANTAQ SUPERINTENDÊNCIA DE NAVEGAÇÃO SNA ANA MARIA PINTO CANELLAS

1.7 Serviços de consultoria contratados por demanda para análise de estudos e projetos propostos a esta Autoridade Portuária (máximo 200 horas);

Fórum Porto-Cidade do Rio de Janeiro. Plano de Expansão e Modernização Portuária Sustentáveis

GESPÚBLICA. Brasília ǀ 25 de Setembro de 2012

REFERÊNCIA Transporte Rodoviário Agenda Setorial 2012 Acompanhamento/Monitoramento da política pública de transporte rodoviário

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL DAS EMPRESAS ELETROBRAS

Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga TRANSPORTE E LOGÍSTICA NO BRASIL VISÃO DO SETOR PRIVADO

PRODUTOS DO COMPONENTE Modelo de Gestão Organizacional Formulado e Regulamentado

RESOLUÇÃO Nº ANTAQ, DE 8 DE JANEIRO DE 2014.

Política de Sustentabilidade das Empresas Eletrobras

EMENTA CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

Planejamento e Gestão Estratégica

ANEXO 2 - DIRETRIZES TÉCNICAS E PARÂMETROS DO ARRENDAMENTO

NOTA DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL - Perguntas e Respostas sobre o processo de concessão Viernes 30 de Septiembre de :32

ANEXO 2 - DIRETRIZES TÉCNICAS E PARÂMETROS DO ARRENDAMENTO

DIRETORIA COMERCIAL PLANO DE OCUPAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DA COELCE

Programa de Gestão Estratégica da chapa 1

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE GRAVATAÍ

MÓDULO IX ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA PÓS-GRADUAÇÃO

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI E A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SOBRE TRANSPORTE FLUVIAL E LACUSTRE NA HIDROVIA URUGUAI-BRASIL

O Papel do Operador Portuário Privado. Desafios para o investimento e para a exploração

ESCO COMO INSTRUMENTO DE FOMENTO A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

PROGRAMAS E PROJETOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO ECOTURISMO NO PÓLO DO CANTÃO

TARIFAS DO PORTO DE ANGRA DOS REIS Operações Portuárias Comerciais

Desenvolve Minas. Modelo de Excelência da Gestão

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COOPERATIVISMO: QUEM MOVIMENTA SÃO AS PESSOAS

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS NO SETOR PORTUÁRIO TERMINAIS PORTUÁRIOS DE PASSAGEIROS

Planejamento estratégico

Organização dos Estados Ibero-americanos. Para a Educação, a Ciência e a Cultura

TARIFAS DO PORTO DE ANGRA DOS REIS Operações Portuárias

JUSTIFICATIVA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

Estabelecer os procedimentos para o gerenciamento dos processos de trabalho do TJAC.

9º Encontro Nacional SINAENCO Novas formas de contratação 1º. de dezembro de 2011

Logística do Agronegócio: Entraves e Potencialidades para o setor. Andréa Leda Ramos de Oliveira Pesquisadora Científica andrealeda@gmail.

E S T A D O D O P A R A N Á SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA. Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina Superintendência

Planejamento Estratégico Setorial para a Internacionalização

ESTADO DE ALAGOAS PROCURADORIA GERAL DO ESTADO CONSELHO SUPERIOR DA PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO RESOLUÇÃO Nº 003/2008

ANEXO AO MODELO DO PLANO DE AULA DO PROCESSO SELETIVO DOCENTE GERAL (PSD-G)

RESOLUÇÃO Nº 11, DE 04 DE NOVEMBRO DE Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo, a Norma de Capacitação de Servidores da APO.

Oportunidades e Riscos

ANEXO 1 PROJETO BÁSICO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL E ORGANIZACIONAL DE ENTIDADES CIVIS DE DEFESA DO CONSUMIDOR

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE DO GRUPO INVEPAR

REMUNERAÇÃO ESTRATÉGICA SETEMBRO 2.011

Gestão e estratégia de TI Conhecimento do negócio aliado à excelência em serviços de tecnologia

NOSSA VISÃO NOSSOS VALORES

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria do Tesouro Nacional TERMO DE REFERÊNCIA

A GESTÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO NA INCUBADORA TÉCNOLÓGICA UNIVAP

Grupo de Apoio ao Planejamento Institucional. Projeto de Governança do Planejamento Estratégico do Ministério Público do Estado do Pará

Os desafios de Competitividade de um Porto Privado. Osmari de Castilho Ribas

RESPONSÁVEL PELA APRESENTAÇÃO ORAL: Lourival Rodrigues dos Santos

PRÊMIO INOVAR BH EDITAL SMARH N

Planejamento: Uma Visão Estratégica Compartilhada pela Liderança

17 a 20 de agosto de 2010, Rio de Janeiro. Projeto Web Grupo Águas do Brasil Flavia Garcia

A gestão da prática do voluntariado como responsabilidade social, no contexto da estratégia organizacional. Fundação ArcelorMittal

(MAPAS VIVOS DA UFCG) PPA-UFCG RELATÓRIO DE AUTO-AVALIAÇÃO DA UFCG CICLO ANEXO (PARTE 2) DIAGNÓSTICOS E RECOMENDAÇÕES

REGULAMENTO INSTITUCIONAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO E NÃO OBRIGATÓRIO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Sumário 1 APRESENTAÇÃO LINHAS GERAIS Diretrizes Básicas Objetivos Público-Alvo... 4

Política de Gestão de Riscos das Empresas Eletrobras

ANEXO I-A FICHA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO GRUPO GERENCIAL ANO: 1. Identificação AVALIADO Nome: Matrícula: Cargo: AVALIADOR Nome: Matrícula: Cargo:

Última atualização em: 23/4/2014 Resolução Sicoob Confederação ª edição em 14/6/2012 Resolução Sicoob Confederação 031 1/5

ARRANJO PRODUTIVO LOCAL METALMECANICO GRANDE ABC

29/05/2012. Gestão de Projetos. Luciano Gonçalves de Carvalho FATEC. Agenda. Gerenciamento de Integração do Projeto Exercícios Referências FATEC

O Grupo Actcon e a Rede Educar Brasil

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

Financial Services. Precisão competitiva. Metodologias específicas e profissionais especializados na indústria de seguros

PLANO DE OCUPAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DA AMPLA ENERGIA E SERVIÇOS S/A

1 Nome do Projeto Centro de Treinamento e Capacitação Corporativa. 2 Coordenador (a) Eng. Mec. Vinício Duarte Ferreira. 3 Gestor (a) 4 Programa

Como atingir eficazmente uma organização altamente dispersa no aspecto geográfico: Desafios de estruturar uma auditoria interna e gestão de riscos

ANEXO I MATRIZ DE INDICADORES E METAS

LMA, Solução em Sistemas

GESTÃO DE PROGRAMAS AÇÕES DA FATEC INTEGRADAS COM PROJETOS DA UFSM

FACULDADE DO NORTE NOVO DE APUCARANA FACNOPAR PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

Ministério Público do Estado de Goiás

Política de Eficiência Energética das empresas Eletrobras

POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

PROJETO DE FORTALECIMENTO TECNOLÓGICO DO APL DE CAL E CALCÁRIO DO PARANÁ

Planejamento Estratégico da UNICAMP PLANES/UNICAMP

Transcrição:

Plano Diretor DPZ 1997-2020 Plano diretor de desenvolvimento do Porto de Fortaleza A alternativa de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Fortaleza, a seguir apresentada, busca obter o atendimento às demandas através do melhoramento das instalações existente com reforço estrutural e aprofundamento dos diversos trechos de cais acostável propondo, também, nova organização espacial, evitando-se a construção de novos berços ou terminais, preservando as áreas ao longo do molhe de abrigo, principalmente a praia mansa, para usos alternativos ao atendimento de navios de transporte de cargas. Alternativa de desenvolvimento e zoneamento O porto demandará, para atender ao tráfego projetado para os próximos 20 anos, da disponibilização de terminais para as movimentações de grãos (trigo/milho); de carga geral, contêineres e fertilizantes; e de soja, além de instalações para atender aos navios de cruzeiros marítimos, havendo necessidade de maiores profundidades para o tráfego de contêineres e para as exportações de soja, limitando-se, entretanto, à faixa de 12,0 a 12,5 metros. De uma maneira geral, considerando-se as condicionantes e as necessidades de atendimento às demandas projetadas, o PDZ proposto para o horizonte do ano 2020 contempla: - Um berço para embarcações de tráfego interno do porto e barcos de recreio/passeio turísticos, com profundidades da ordem de 3,5 a 5m metros; - Um terminal de passageiros de cruzeiros marítimos, com profundidade de 8,0 metros; - Um terminal especializado para descarregamento de navios de grãos de trigo e milho; - Um terminal de múltiplo uso, com dois berços com profundidade limitada a 10,0 metros, para atender navios de carga geral,contêineres e fertilizantes, e, eventualmente, exportação de grãos. Com a construção de terminais especializados para contêineres e para exportação de grãos, em novas áreas, esses mesmos dois berços, servirão ao tráfego de carga geral e fertilizantes; - Especialização na movimentação de contêineres em um novo terminal, com profundidade de 12,0 a 12,5 metros; - Um terminal de exportação de soja, cujas características dependerão do tamanho dos navios a serem utilizados, do tamanho de carregamento e de freqüência e sazonalidade dos embarques; e - O píer petroleiro permanecerá com a movimentação de combustíveis líquidos e matérias primas para as fábricas de asfalto e de lubrificantes naftênicos.

Agenda Estratégica INTRODUÇÃO A agenda estratégica (2003-2008) é um instrumento de planejamento estratégico, cuja finalidade é a de alinhar, por consenso, distintas visões de futuro, cenários, macro-objetivos, ações prioritárias, projetos e indicadores de avaliação que cada participante do processo tem e entende que se deva considerar coletivamente, em um horizonte de médio prazo. Tem como referência expectativas individuais e coletivas, o estrutural e o conjuntural da realidade portuária, as diretrizes políticas de desenvolvimento nacional e local, a capacidade de obtenção de recursos e os planos existentes com horizontes de longo prazo. A proposta da agenda estratégica surge por se compreender que o cenário macroeconômico em época de globalização é sensível, vulnerável e altamente mutável, com alto grau de incerteza, seja regional, nacional e internacional. Diante de tal fato, portanto, aliado à elaboração de planos com horizontes de longo prazo, especialmente na administração pública, como planos-diretores ou diretrizes estratégicas de longo prazo, torna-se relevante a adoção de agendas estratégicas como valioso instrumento do processo de planejamento estratégico. A agenda estratégica é realizada mediante processos participativos que estimulam o pensamento sistêmico e de prospecção, aproveitando a experiência acumulada dos participantes, o diálogo-problematizador, a integração das diferenças, o consenso e o agir comprometido em direção a um horizonte próximo ou de médio prazo (5 anos). Ao final do processo participativo, se obtém a agenda, fruto da contribuição individual e do consenso, da vontade coletiva de dialogar, de se entender e buscar, conjuntamente, caminhos para a superação dos problemas atuais e para o enfrentamento que os desafios de se criar o futuro impõe a todos aqueles que assumem a responsabilidade e o compromisso pelo amanhã, no caso, do nosso Porto de Fortaleza, Estado do Ceará.

FASES DE CONSTRUÇÃO DA AGENDA ESTRATÉGICA Fase 1 Seminário de Construção da Agenda Estratégica do Porto de Fortaleza pela Comunidade Portuária Participante. 5 encontros mês de Abril de 2004 Participantes: Cia. Docas, Marinha Brasileira, Usuários, Armadores, Agentes de Navegação, Sindicatos, OGMO e Órgãos Intervinientes. Fase 2 Rodas de Diálogo com funcionários da Cia Docas do Ceará. 14 encontros meses de maio, junho, julho e agosto de 2004. Participantes: Presidente, Assessores, Coordenadores e funcionários. Fase 3 Apresentação da Agenda Estratégica do Porto de Fortaleza. Reunião Gerencial da CDC para avaliar e referendar o trabalho realizado; Apresentação e discussão no CAP; e Devolução da agenda para toda a comunidade portuária participante. Setembro e outubro de 2004 Cenários Cenário 1: Sem investimentos em infra e super-estrutura haverá esvaziamento do Porto de Fortaleza por evasão de cargas para outros portos. Cenário 2: Ocorrendo os investimentos, mais especificamente Aprofundamento do Porto e instalação de equipamentos para movimentação de mercadorias, o Porto de Fortaleza será fortalecido ao longo dos próximos anos. Visão de Futuro Vemos uma ampla movimentação de cargas no Porto de Fortaleza, navios de maior calado, de cabotagem e de longo curso, chegando e saindo do porto. Estamos entre os 15 portos de maior destaque no cenário nacional em tonelagem e entre os cinco maiores em cabotagem de carga conteinerizada. A imagem do Porto é altamente positiva entre os exportadores/importadores.

É um Porto certificado, de máxima segurança. Somos um porto com alto nível de automação e informatização, com uma equipe de funcionários altamente treinada. O Porto está presente na vida da cidade de Fortaleza, como história, cultura e serviço. MACROS-OBJETIVOS, AÇÕES ESTRATÉGICAS E PROJETOS 1. Macro-objetivo: Melhorar a infra e super-estrutura portuárias, garantindo sua ampla utilização no atendimento à demanda crescente da exportação/importação. Ações Estratégicas e Projetos: 1.1. Dragar o Porto para a profundidade de 13,0 metros e calado de 12,5 metros, para adequá-lo aos novos padrões marítimos internacionais. Aprofundamento do Porto. 1.2. Ampliar e/ou adequar berços, pátios e armazéns para melhor receber navios e cargas Adequar a estrutura do A-3 e A-4 para movimentação de granel sólido. Instalar Câmara de Inspeção Frigoríficada e Armazém Frigorífico. Ampliar pátio de contêineres. Transformar o A-5 em pátio de contêineres. Implantar nova área de armazenagem para granel sólido. Implantar Projeto Turístico na área da Praia Mansa. Construir armazém C-5 para carga geral. 1.3. Viabilizar a aquisição de equipamentos de movimentação de carga geral e granel sólido para aumentar a eficiência na movimentação de cargas. Instalar equipamentos de movimentação de granel sólido, contêineres e carga geral. 1.4. Manter permanentemente o Sistema de Segurança do Porto dentro dos padrões internacionais.

Consolidar a implantação do Plano de Segurança. 2. Macro-objetivo: Atrair cargas para o Porto de Fortaleza, objetivando a utilização de plena capacidade de suas instalações, tornando-o destaque no cenário portuário nacional. Ações Estratégicas e Projetos: 2.1. Atuar com ênfase mercadológica junto aos armadores, donos de mercadoria e operadores logísticos. Participar em feiras e eventos e realizar ações comerciais junto aos armadores, donos de mercadoria e operadores logísticos. 2.2. Estabelecer estrutura tarifária competitiva. Realizar estudo de tarifa portuária e de otimização de custos. 2.3. Agilizar os despachos de mercadorias. Implantar o Centro Integrado de Atendimento ao Usuário. 3. Macro-objetivo: Construir e comunicar uma imagem portuária, com ênfase nas áreas comercial, cultural, de segurança e de capacidade de pleno atendimento, junto aos usuários e sociedade em geral. Ações Estratégicas e Projetos: 3.1. Fortalecer e ampliar a percepção positiva que os diferentes públicos, usuários, instituições e sociedade em geral têm sobre o Porto de Fortaleza. Efetivar a publicação e distribuição de jornal interno e externo. Manter atualizados vídeo, folder e site institucionais.

3.2. Implantar a governança eletrônica, visando a transparência das ações e agilidade na troca de informações e na prestação de serviços. Consolidar sistemas informatizados de: Inteligência de Negócios, Controle de Compras e Processos, Intranet, troca de informações com parceiros da operação portuária e Acompanhamento de Serviços do Porto. Implantar a Sala de Controle do Porto e CFTV para área operacional. 3.3. Manter os usuários e a população em geral envolvidos com fatos, ações e realizações culturais do Porto. Criar Salão de Imagens e Objetos do Porto e definir Calendário de eventos. 4. Macro-objetivo: Desenvolver a organização de forma integrada e participativa, visando aumentar seu estado de otimização e realização. Ações Estratégicas e Projetos: 4.1. Atualizar e modernizar o processo de trabalho, buscando maior eficiência organizacional. Atualizar o Manual de Organização. Implantar metas organizacionais, setoriais e de desempenho. Adequar as instalações físicas e quadro funcional às necessidades do trabalho. 4.2. Valorizar e aperfeiçoar o profissional visando um maior desempenho e satisfação no trabalho. Implantar Sistema de Capacitação Profissional e Desenvolvimento Humano e Programas de Desenvolvimento das Unidades de Trabalho e de Aperfeiçoamento Gerencial.

Programa de Arrendamento (Aguardando aprovação da ANTAQ) I APRESENTAÇÃO A Companhia Docas do Ceará, como Autoridade Portuária e gestora do patrimônio público, conduz o processo de modernização do Porto de Fortaleza, cujo objetivo maior é torná-lo cada vez mais um porto ágil, competitivo e de baixos custos operacionais, com maior participação da iniciativa privada na gestão e nos investimentos para seu reaparelhamento. No exercício do seu papel que abrange a destinação, ocupação, uso e preservação de áreas portuárias terrestres marítimas e instalações, tem entre seus objetivos a intensificação gradativa do arrendamento de áreas e instalações portuárias. Nesse contexto, apresentamos a Proposta do PROGRAMA DE ARRENDAMENTO DE ÁREAS E INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS PROAP PORTO DE FORTALEZA, em consonância com os preceitos da LEI Nº 8.630/93 e Norma sobre Arrendamento de Áreas e Instalações Portuárias destinadas à movimentação Armazenagem de Cargas e ao Embarque e Desembarque de Passageiros, aprovada pela Resolução Nº 055 ANTAQ, de 16 de dezembro de 2002. O plano de arrendamento de áreas e instalações portuárias será efetuado com base nas áreas definidas no Plano Diretor de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Fortaleza, vigente para o período 1997 2020 e na Agenda Estratégica desenvolvida no ano de 2004, aprovados pelo Conselho de Autoridade Portuária CAP através da Deliberação nº - 002/97 e Deliberação nº - 004/04, respectivamente. II OBJETIVOS: Arrendar áreas e instalações à iniciativa privada; Reduzir custos portuários; Atrair investimentos privados; Otimizar o desempenho; Maximizar o aproveitamento econômico da infra-estrutura portuária; Contribuir para a modernização do porto de Fortaleza e para o desenvolvimento do Estado do Ceará; Credenciar projetos com a mais alta viabilidade técnica e financeira e maior contribuição ao desenvolvimento estratégico do Porto de Fortaleza.

III ÁREAS ARRENDADAS Área 1 Empresa: M. DIAS BRANCO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA Localização: Pátio B1 Área: 6.000m 2 Prazo: 20 anos Vigência: 13.02.1991 a 12.02.2011 Objetivo: Implantação de um conjunto de silos para cereais a granel e moinho para industrialização de trigo e seus derivados. Obrigação: Movimentar 180.000 toneladas/ano Movimentação: 180.000 toneladas/ano Área 2 Empresa: M. DIAS BRANCO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA Localização: Pátio B2 Lote 1 Área: 1.800m 2 Prazo: 20 anos Vigência: 20.02.1995 a 12.02.2015 Objetivo: Destinado à construção de um conjunto de silos verticais para armazenagem de grãos com capacidade estática mínima de 15.000 toneladas. Obrigação: Movimentar 80.000 toneladas/ano Movimentação: 149.000 toneladas/ano Área 3 Empresa: M. DIAS BRANCO S/A COMÉRCIO E INDÚSTRIA Localização: Pátio B2 Lote 2 Área: 1.800m 2 Prazo: 25 anos Vigência: 17.01.1997 a 16.01.2022 Objetivo: Uso exclusivo de armazenamento, em silos, de cereais a granel movimentados no porto de Fortaleza. Movimentação: 120.000 toneladas/ano Área 4 Empresa: J. MACEDO ALIMENTOS S/A Localização: Armazém A-1 Área: 6.000m 2 Prazo: 10 anos Vigência: 26.06.1997 a 22.06.2007

Objetivo: Arrendamento do Armazém A-1 do Porto de Fortaleza, para uso exclusivo de armazenamento de granéis sólidos. Movimentação: 48.000 toneladas/ano Área 5 Empresa: TERGAN Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda Localização: Armazém A-2 Área: 6.174m 2 Prazo: 30 anos Vigência: 22.05.1997 a 21.05.2027 Objetivo: Uso exclusivo de armazenamento de granéis sólidos Movimentação: 410.000 toneladas/ano Área 6 Empresa: DE FRANCESCO ALIMENTOS LTDA Localização: Áreas 1 e 2 Cais Pesqueiro Área: 9.500m 2 Prazo: 25 anos Vigência: 28.05.1997 a 27.05.2022 Objetivo: Uso exclusivo para armazenamento de contêineres, carga geral ou óleos vegetais. IV ÁREAS A SEREM ARRENDADAS 1. PRAIA MANSA Área de 108.000 m² destinada à construção de um terminal de embarque/desembarque para passageiros de navios de cruzeiros marítimos, com profundidade de 8,00 metros, associado a um projeto turístico. Justificativa: O arrendamento desta área, hoje não aproveitada, para implantação de píer para navios de passageiros, integrado a uma Estação de Passageiros e equipamentos turísticos, trará como vantagens: aumento da receita da CDC através do arrendamento da área, melhores condições de preservação ambiental da área e revitalização desta área não operacional para fins culturais, recreativos e comerciais. 2. ARMAZÉM A-3 e A-4 Armazéns com 6.000 m2 de área cada, destinados à movimentação de granéis sólidos. Justificativa: O arrendamento implicará em melhor aproveitamento destes armazéns com instalação de equipamentos modernos de movimentação de granéis sólidos, atraindo para o Porto de Fortaleza novas cargas e promovendo ambiente equilibrado de competição na operação e exploração

portuária, visto que já existem outros arrendamentos de armazéns para o mesmo fim. Ressaltamos a vocação do porto para movimentação deste tipo de carga. 3. ARMAZÉM C-3 (GALPÃO DA MANUTENÇÃO) Armazém com 1.800 m2 de área, destinado à instalação de estrutura frigorificada para consolidação de produtos da fruticultura e pesca. Justificativa: Este arrendamento trará melhoria no desempenho operacional e da qualidade de serviços prestados pelo porto a seus usuários, visto que pelo porto escoam frutas tropicais e pescado. Com a instalação de um armazém frigorífico para consolidação destas cargas, o custo destes produtos sofrerá redução ensejando melhor competitividade dos produtos na exportação. 4. PÁTIO B2 LOTE 3 Pátio com 2.500 m2 de área, destinado à instalação de silos para movimentação de granéis sólidos. Justificativa: Este arrendamento trará melhor aproveitamento da infraestrutura existente, visto que o pátio em questão é contíguo a outras instalações de granel sólido existentes. Esta área tem vocação natural para construção de novos silos para granéis sólidos atendendo à demanda de movimentação de soja, malte e milho já existente no porto, mas feita em pequena escala devido à ausência de instalações apropriadas.

Quadro de Obras