CAPÍTULO 1 REVISÃO DE LÓGICA COMBINACIONAL



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Transcrição:

1 CAPÍTULO 1 REVISÃO DE LÓGICA COMBINACIONAL Sumário 1.1. Sistemas de Numeração... 3 1.1.1. Conversão Decimal Binária... 3 1.1.2. Conversão Binária Decimal... 3 1.1.3. Conversão Binária Hexadecimal... 4 1.1.4. Conversão Decimal Hexadecimal... 5 1.2. Portas Lógicas... 6 1.2.1. Porta AND... 6 1.2.2. Porta OR... 6 1.2.3. Porta NOT... 6 1.2.4. Porta XOR... 7 1.2.5. Porta XNOR... 7 1.2.6. Porta NAND... 8 1.2.7. Porta NOR... 8 1.3. Teoremas da Álgebra Booleana... 9 1.3.1. Identidades Booleanas... 9 1.3.2. Propriedades Associativa e Distributiva... 9 1.3.3. Identidades Auxiliares... 10 1.3.4. Teoremas de D Morgan... 10 1.4. Equivalência entre Blocos Lógicos... 11 1.5. Mapa de Veitch-Karnaugh... 12 1.5.1. Mapa de Veitch-Karnaugh de 3 variáveis... 12 1.5.2. Mapa de Veitch-Karnaugh de 4 variáveis... 12 1.5.2. Mapa de Veitch-Karnaugh de 5 variáveis... 13 1.5.3. Exemplos de utilização do Mapa de Veitch-Karnaugh... 15 1.6. Exercícios de Fixação... 16

2 CAPÍTULO 1 REVISÃO DE LÓGICA COMBINACIONAL O campo da eletrônica digital é basicamente dividido em duas áreas: Lógica Combinacional e Lógica Sequencial. Nesse primeiro capítulo, vamos revisar os principais itens de lógica combinacional necessários para o desenvolvimento de sistemas que utilizam lógica sequencial. Após esse capítulo você deverá ser capaz de: (1) Fazer a conversão de números entre as bases decimal, binária e hexadecimal; (2) Compreender o funcionamento das portas lógicas tais como seus símbolos, funções, equivalências e os teoremas da álgebra booleana; (3) Utilizar o Mapa de Veitch-Karnaugh como ferramenta de simplificação de circuitos lógicos; e (4) Revisar, através de exercícios, a montagem de projetos de circuitos combinacionais.

3 1.1. Sistemas de Numeração Sobre Sistemas de Numeração, o principal item a ser utilizado são as conversões entre as bases decimal, binária e hexadecimal. 1.1.1. Conversão Decimal Binária Para a conversão entre as bases Decimal e Binária utilizamos a técnica das divisões sucessivas, onde dividimos o número a ser convertido pelo valor da base pretendida, no caso, dividimos o valor a ser convertido por 2, que corresponde à base. Utilizamos os restos dessas divisões como sendo um dos algarismos do número convertido. Ao quociente dessa divisão, aplicamos uma nova divisão e novamente utilizamos o resto como algarismo. Esse processo se repete até que o quociente da divisão Q(x) seja menor que o valor da base, ou seja, até que Q(x) seja igual a 0 ou 1, onde se pegam todos os restos e o último quociente, a partir dele, formando o número convertido. A figura 1.1 ilustra o processo de conversão do número 19 na base decimal para a base 2 ou binária. Figura 1.1 Processo de conversão de um número decimal para a base binária. Logo, a partir da figura 1.1, observamos que o número decimal 19 convertido para a base 2 equivale a 10011 2. 1.1.2. Conversão Binária Decimal Para a conversão de um número binário para um número decimal, utilizamos o processo da Notação Posicional (NP), onde busca-se estabelecer o peso relativo de cada algarismo expresso pelo número. Considere um número binário de n dígitos b n... b3b2b1 b0, para convertê-lo para decimal utilizando o processo da Notação Posicional, precisamos da equação (1) expressa abaixo:

4 n n i 0 1 2 3 n 3 2b1b 0) bi 2 b0 2 b1 2 b2 2 b3 2... bn 2 i 0 NP( b... b b (1) onde NP é o valor do número convertido para decimal. Utilizando como exemplo a conversão do número binário 10011 2 para decimal temos: NP (10011) 4 b i i 0 2 i 1.2 0 1.2 1 0.2 2 0.2 3 1.2 4 19 1.1.3. Conversão Binária Hexadecimal Cada 4 dígitos binários resultam em 1 dígito hexadecimal e vice-versa. Para realizar a conversão basta fazer uso da tabela 1.1 abaixo: Tabela 1.1 Conversão entre números binários e hexadecimais. Binário Hexadecimal 0000 0 0001 1 0010 2 0011 3 0100 4 0101 5 0110 6 0111 7 1000 8 1001 9 1010 A 1011 B 1100 C 1101 D 1110 E 1111 F Vamos utilizar como exemplo a conversão do número 110011101 2 para a base hexadecimal. Separando o número binário de 4 em 4 algarismos, completando com 0 o último conjunto de 4 algarismos caso esteja incompleto, e consultando a tabela 1.1 obtemos: Binário 0001 1001 1101 Hexa 1 9 D Logo, o número binário 110011101 2 equivale à 19D h.

5 1.1.4. Conversão Decimal Hexadecimal Para essa conversão, os mecanismos das Divisões Sucessivas e Notação Posicional podem ser aplicados, porém a maneira mais fácil é utilizar a base binária como ponte, ou seja, converter primeiramente o número para a base binária e depois para a base escolhida, no caso decimal ou hexadecimal, por um desses processos. Inicialmente, isso parece dobrar o trabalho, porém, com práticas nas conversões anteriores, a conversão entre as bases decimal e hexadecimal utilizando a base binária como ponte se torna muito mais fácil e rápida.

6 1.2. Portas Lógicas Continuando os itens de revisão, vamos relembrar as sete portas lógicas: as portas lógicas básicas (AND, OR e NOT), as comparadoras (XOR e XNOR) e as universais (NAND e NOR). Vamos relembrar seus símbolos elétricos, tabelas-verdade e diagrama de ligação a partir de chaves NA e NF. AND. 1.2.1. Porta AND A figura 1.2 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta (a) a b y 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 (b) Figura 1.2 Porta lógica AND e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação. (c) OR. 1.2.2. Porta OR A figura 1.3 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta (a) a b y 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 1 Figura 1.3 Porta lógica OR e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação. (b) (c) NOT. 1.2.3. Porta NOT A figura 1.4 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta

7 a y 0 1 1 0 (b) (a) (c) Figura 1.4 Porta lógica NOT e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação. 1.2.4. Porta XOR A figura 1.5 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta XOR. Por serem portas comparadoras, tanto as portas XOR quanto as XNOR só possuem 2 entradas. a b y 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 0 (a) (b) (c) Figura 1.5 Porta lógica XOR e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação. XOR. 1.2.5. Porta XNOR A figura 1.6 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta a b y 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 1 (a) (b) (c) Figura 1.6 Porta lógica XNOR e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação.

8 XOR. 1.2.6. Porta NAND A figura 1.7 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta a b y 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 (a) (b) (c) Figura 1.7 Porta lógica NAND e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação. XOR. 1.2.7. Porta NOR A figura 1.8 apresenta o símbolo padrão, a tabela-verdade e o diagrama de ligação da porta a b y 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 (a) (c) (b) Figura 1.8 Porta lógica NOR e seu (a) símbolo padrão, (b) tabela-verdade e (c) diagrama de ligação.

9 1.3. Teoremas da Álgebra Booleana Vamos apresentar agora os principais teoremas da álgebra booleana: 1.3.1. Identidades Booleanas Cada identidade booleana pode ser demonstrada a partir das operações AND, OR e NOT. A tabela 1.2 demonstra essas identidades. Tabela 1.2 Identidades Booleanas AND OR NOT a. 0 = 0 a. 1 = a a. a = 0 a. a = a a + 0 = a a + 1 = 1 a + a = 1 a + a = a 0 = 1 1 = 0 a = a 1.3.2. Propriedades Associativa e Distributiva A tabela 1.3 demonstra essas propriedades. Tabela 1.3 Propriedades Associativa e Distributiva OR AND Associativa (a + b) + c = a + (b + c) (a. b). c = a. (b. c) Distributiva a + b = b + a a. b = b. a A propriedade distributiva também é válida em álgebra booleana: a. (b + c) = a.b + a.c Na álgebra booleana, também é valida a 2ª lei da distributiva: (a + b). (a + c) = a + b.c Prova: (a + b). (a + c) = a.a + a.c + b.a + bc = a + a.c + a.b + b.c = a. (1 + c + b) b.c = a.1 + b.c = a + b.c

10 1.3.3. Identidades Auxiliares São utilizadas para simplificar funções booleanas. Abaixo, demonstramos essas identidades. 1. a + a.b = a 2. a + a.b = a + b Lembrando: a = a + a.b 3. a + a.b = a + b 4. a + a.b = a 5. a + a.b = a 6. a + a.b = a 7. a + a.b = a + b 8. a + a.b = a + b 1.3.4. Teoremas de D Morgan 1. O complemento dos produtos é idêntico à soma dos complementos. (a. b) = a + b 2. O complemento da soma é idêntico ao produto dos complementos. (a + b) = a. b

11 1.4. Equivalência entre Blocos Lógicos A tabela 1.4 apresenta blocos lógicos e seus blocos equivalentes. Bloco Lógico Tabela 1.4 Blocos Lógicos e seus Blocos Equivalentes. Bloco Equivalente

12 1.5. Mapa de Veitch-Karnaugh O Mapa de Veitch-Karnaugh é uma das ferramentas mais utilizadas na eletrônica digital na simplificação de circuito combinacionais. Como nosso objetivo é fazer uma revisão sobre os conceitos já estudados, serão mostrados abaixo as estruturas do mapa de Veitch-Karnaugh para 3, 4 e 5 variáveis, utilizando como endereçamento das variáveis o código de Gray. 1.5.1. Mapa de Veitch-Karnaugh de 3 variáveis Como conceituado anteriormente, para uma simplificação no mapa de Karnaugh, basta colocar o valor da saída de cada linha da tabela verdade no mapa, utilizando os endereços codificados por código de Gray, e laçar células adjacentes potências de 2. Para cada laço utilizado, buscar as variáveis que não alteram seu valor durante a extensão das células marcadas. Após isso cada laço gera um termo na expressão do circuito. A estrutura do mapa de Veitch-Karnaugh de 3 variáveis é descrita na figura 1.9. Figura 1.9 Mapa de Veitch-Karnaugh de 3 variáveis. (FLOYD) 1.5.2. Mapa de Veitch-Karnaugh de 4 variáveis Utilizando a mesma estrutura do código de Gray, a figura 1.10 mostra o mapa de Karnaugh para 4 variáveis. Na simplificação, utilizam-se os mesmo conceitos citados no item 1.5.1.

13 Figura 1.10 Mapa de Veitch-Karnaugh de 4 variáveis. (FLOYD) 1.5.2. Mapa de Veitch-Karnaugh de 5 variáveis Utilizando a mesma estrutura do código de Gray, a figura 1.11 mostra o mapa de Karnaugh para 5 variáveis e como utilizá-lo. Na simplificação, utilizam-se os mesmo conceitos citados no item 1.5.1.

14 Figura 1.11 Mapa de Veitch-Karnaugh de 5 variáveis. (FLOYD)

15 1.5.3. Exemplos de utilização do Mapa de Veitch-Karnaugh A figura 1.12 mostra alguns exemplos de utilização de Mapas de Veitch-Karnaugh de 3 e 4 variáveis: Figura 1.12 Exemplos de utilização do Mapa de Veitch-Karnaugh de 3 e 4 variáveis. (FLOYD)

16 1.6. Exercícios de Fixação 1. Converta os seguintes números decimais para números binários: (a) 25 (b) 33 (c) 45 (d) 128 (e) 567 (f) 48 2. Converta os seguintes números decimais para números hexadecimais: (a) 8 (b) 28 (c) 38 (d) 58 (e) 99 (f) 128 3. Converta os números abaixo para decimal: (a) 10110110110 2 (b) 100101101 2 (c) 177564 8 (d) 111FFA 16 (e) FACA h (f) 111011010011 2 (g) 123456789A h (h) ABCDE h 4. Converta cada um dos números abaixo para as bases pedidas: (a) 101001 2 = ( ) 8 (b) 10101101 2 = ( ) 16 (c) 11101001 2 = ( ) 10 (d) 10101101 2 = ( ) 8

17 (e) 11101001010 2 = ( ) 8 (f) 11101001010 2 = ( (g) 7654 8 = ( ) 10 (h) 76534 8 = ( ) 16 (i) 7634 8 = ( ) 2 ) h (j) FACAF0CA 16 = ( ) 2 (k) DED0 16 = ( ) 8 6. Expresse cada número decimal a seguir em um número binário do tipo sinal-magnitude de 8 bits: (a) + 29 (b) + 78 (c) 90 (d) + 121 (e) 11 (f) 123 (g) + 67 (h) 51 (i) 39 (j) + 88 (k) 77 7. Expresse cada número decimal a seguir em um número binário do tipo complemento de 2 de 8 bits: (a) 12 (b) 28 (c) 98 (d) 102 (e) 56 (f) 97 (g) 77 (h) 111

18 8. Determine o valor decimal de cada número sinalizado a seguir na forma sinal-magnitude: (a) 10001001 2 (b) 10010110 2 (c) 01010101 2 (d) 01001010 2 (e) 10101010 2 (f) 11110000 2 (g) 00001111 2 (h) 10010010 2 9. Determine o valor decimal de cada número sinalizado a seguir na forma complemento de 2: (a) 10010011 2 (b) 01011110 2 (c) 10110001 2 (d) 11001000 2 (e) 10101111 2 (f) 00110010 2 (g) 00100010 2 (h) 10001110 2 10. Obtenha as expressões booleanas a partir dos circuitos lógicos abaixo: (a) (b)

19 (c) 11. Obtenha as tabelas verdade e implemente os circuitos lógicos a partir das expressões booleanas abaixo: (a) (b) (c) (d) 12. Obtenha as tabelas verdade a partir dos circuitos lógicos abaixo: (a) (b) (c) 13. Demonstre que:

20 14. Um aparelho de ar-condicionado é controlado por quatro variáveis: temperatura, T, umidade, U, horário do dia, H; e o dia da semana, D, que são definidas por; 1 T = 0 1 U = 0 T 78 0 F outra condição U 85% outra condição 1 entre 8h00 e17h00 H = 0 outra condição 1 D = 0 Segunda a sexta outra condição O ar-condicionado deve ser ligado ( 1 ) em qualquer uma das circunstâncias dadas abaixo: 1. A temperatura ultrapassa 78 0 F, horário do dia esta entre 8h e 17h e não é final de semana; 2. A umidade excede 85% e é final de semana; 3. A umidade excede 85%, a temperatura ultrapassa 78 º F, e é um dia semanal; A partir das condições descritas acima, implemente o circuito lógico simplificado, responsável pelo controle desse ar-condicionado, utilizando como ferramenta de simplificação o mapa de Veitch-Karnaugh. 15. A figura a seguir mostra a interseção de uma via preferencial com uma outra secundária. Vários sensores detecção de veículos estão colocados ao longo das mãos de direção C e D (via principal) e A e B (via secundária). A saída de tais sensores está em nível lógico BAIXO quando nenhum veículo foi detectado, e no nível lógico ALTO quando pelo menos um veículo estiver sido detectado. O sinal de tráfego no cruzamento deve ser controlado como se segue: 1. A luz do sinal leste-oeste (LO) deverá ser verde, sempre que houver veículos em ambas as mãos de direção C e D.

21 2. A luz LO deverá estar verde, sempre que houver veículos ou em C ou em D, estando A ou B sem nenhum veículo detectado. 3. A luz do sinal norte-sul (NS) deverá ser verde sempre que houver veículos em A e B, estando C ou D desocupados. 4. A luz NS deverá estar verde, quando ou A ou B estiver ocupado, enquanto C e D estão ambas vazias. 5. A luz LO deve estar verde quando nenhum veículo tiver sido detectado pelo sensor. Usando as saídas dos sensores A, B, C e D como entradas, projete um circuito lógico simplificado, para controlar os sinais LO e NS. As saídas LO e NS deverão ir para nível lógico ALTO quando a luz correspondente às mesmas estiver verde. 16. Determine as expressões booleanas dos circuitos abaixo: a.

22 b. c. d.

23 17. Implemente os circuitos lógicos simplificados a partir das tabelas verdade abaixo: a. b. 18. Desenhe o sinal de saída do circuito abaixo: 19. Mostre que o circuito abaixo é um ou exclusivo:

24 20. Mostre que o circuito abaixo é um coincidência: 21. Esquematize o circuito ou exclusivo utilizando apenas portas NOR. 22. Esquematize o circuito coincidência utilizando apenas portas NAND. 23. Uma máquina possui quatro motores. Os motores têm uma seqüência de operação definida por botoeiras (A, B, C e D), de tal forma que a somatória das potências dos motores em funcionamento não ultrapasse 120HP. Caso isto ocorra, o sistema deve retirar o motor de menor potência em funcionamento. Se a somatória continuar maior que o limite mencionado, o segundo motor de menor potência deve ser retirado, e isto deve ser repetido até que o limite de 120HP não seja excedido. Considerando-se: M 1 = 20HP, M 2 = 30HP, M 3 = 70HP e M 4 = 100HP. =, e que A aciona M 1, B aciona M 2, C aciona M 3 e D aciona M 4. Projete um circuito lógico que satisfaça a exigência citada. 24. Projetar um circuito lógico para realizar o controle de um silo de armazenamento de grãos. Observe a figura abaixo:

25 Os elementos A, B e C são os sensores de entrada que monitoram o nível máximo, mínimo e a presença do caminhão, respectivamente. Os elementos S 1 e S 2 são as saídas, motores que comandam a abertura e o fechamento dos compartimentos de enchimento e esvaziamento do silo. As seguintes condições devem ser respeitadas na implementação do sistema de controle: a. se a quantidade de grãos estiver abaixo do nível mínimo, deve-se desligar S 1 e ligar S 2 para realizar o armazenamento de grãos; b. se o silo tiver um nível de grãos acima do mínimo e o sensor C acusar a presença de um caminhão, a saída S 1 pode ser aberta; c. quando atingir o nível máximo, automaticamente a saída S 2 deve ser desligada; d. se o sensor A acusar nível máximo e o sensor B acusar que o silo está vazio, um sinal de alarme deve ser acionado; e. os grãos somente serão liberados para o caminhão se o nível de armazenamento estiver acima do mínimo. 25. Projete um circuito multiplexador de 8 entradas. O circuito deve possuir um sinal de habilitação, ativo baixo, que habilita a operação do mesmo. A tabela verdade, a função de saída, e o esquemático do circuito devem ser apresentados. 26. Projete um circuito combinacional cujas entradas são: CH 1, CH 2, CH 3 e CH 4, e que acionadas na seqüência, CH 1 a CH 4, façam aparecer em um display do tipo 7 segmentos anodo comum as letras: A, L, E, e H, respectivamente. Considere: - nunca acontecerá que todas as chaves estejam desligadas; - nunca duas ou mais chaves podem estar ligadas simultaneamente; A tabela verdade, as funções booleanas de saída bem como o circuito esquemático devem ser apresentados na solução. 27. Projete um circuito multiplexador 8:1 a partir de circuitos multiplexadores 2:1.

26 28. Projete um sistema digital que divida um número binário de 4 bits por 2 para produzir o quociente binário de 3 bits (parte inteira). Assuma que o número binário de entrada está na faixa de 0 10 a 12 10 e que os números de 13 10 a 15 10 nunca ocorrerão como entrada. 29. Usando um único circuito decodificador 3X8, mais portas lógicas adicionais, implemente as seguintes funções booleanas: F 1 (A,B,C) = (0,1,4) e F 2 (A,B,C) = (0,4,6,7) A tabela de operação do decodificador é: ENTRADAS SAÍDAS A B C Z 0 Z 1 Z 2 Z 3 Z 4 Z 5 Z 6 Z 7 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 30. Responda: a. Qual a função de um circuito multiplexador? b. Qual a função de um circuito decodificador? c. Qual a função de um circuito codificador? d. Qual a função de um circuito comparador de magnitude? e. Qual a principal diferença existente entre um circuito decodificador e um circuito demultiplexador?