1/6 PROGRAMA DE DISCIPLINA DISCIPLINA: GESTÃO DO SISTEMA DE SAÚDE CÓDIGO: ENA019 CARGA HORÁRIA TEÓRICA 45H CARGA HORÁRIA PRÁTICA 30H CRÉDITOS 5 VERSÃO CURRICULAR: 2010/2 PERÍODO: 3º DEPTO: ENA PRÉ-REQUISITOS NENHUM CLASSIFICAÇÃO DA DISCIPLINA OBRIGATÓRIA EMENTA Concepção, organização, funcionamento e financiamento do SUS. Articulação e gestão dos serviços de saúde nos diversos níveis de atenção (atenção básica, média e alta complexidade). Articulação entre as diversas instâncias de governo e esferas de gestão do SUS (fóruns deliberativos e de controle social). Instrumentos de gestão do SUS nos diferentes níveis de governo (normas operacionais, planos de saúde, orçamento. Plano Diretor de Regionalização - PDR, Programação Pactuada Integrada - PPI, Pacto pela Saúde e sistema de informação em saúde). Avaliação, controle e regulação do SUS. Agências reguladoras e Saúde Suplementar. OBJETIVO GERAL Conhecer a concepção, organização e funcionamento do sistema de saúde no que se refere à gestão da rede assistencial, articulação entre os níveis de atenção, fluxos e trajetória do usuário nos serviços de saúde dos distritos sanitários/sus de Belo Horizonte; OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compreender os valores, os princípios e os direitos sociais que embasam o sistema e as políticas de saúde no Brasil; Conhecer o desenho institucional, organização, mecanismos de planejamento, gestão e financiamento do SUS;
2/6 Identificar a oferta e demanda dos serviços de saúde, caracterizando a trajetória do usuário nos distintos níveis de atenção do SUS de Belo Horizonte; Recohecer as especificidades, fluxos, redes e ações dos serviços de saúde nos diferentes níveis de atenção que compõem os distritos sanitários/sus de Belo Horizonte; Estudar os principais mecanismos de gestão, instrumentos de planejamento, organização dos serviços, financiamento, controle e regulação da rede assistencial no âmbito do SUS. METODOLOGIA Pauta-se na concepção dialógica da aprendizagem, centrada no aluno crítico e recriador de realidades. A didática contempla discussões em salas, trabalho em grupo, observação participante nos serviços de saúde que compõem os Distritos Sanitários da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA- BH), mesa-redonda, debates de filmes, textos e jogo didático, que aritulam o conteúdo da disciplina. As atividades teóricas são intercaladas com atividades práticas nos serviços de saúde, relacionando a temática abordada em sala com a realidade do SUS. Faz-se discussão teórica e reconhecimentos da gestão do SUS nos serviços de saúde de diferentes distritos sanitários, com vistas a construão de uma linha de cuidado. Propõe-se que o aluno realize as atividades práticas num determinado Distrito Sanitário de Belo Horizonte, identificando os diversos níveis de atenção e a interrelação entre os serviços de saúde. Assim, a cada atividade prática o discente vivencia a realidade de um determinado serviço de saúde: a UBS, as policlínicas e/ou ambulatórios de especialidades, o atendimento Préhospitalar, o Programa de Assistência Domiciliar, CERSAM/Centro de Convivência e hospital. AVALIAÇÃO Avaliação processual ao longo da disciplina, realizada sobre o conteúdo, as técnicas de ensino empregadas e as abordagens utlizadas pelos professores. O discentes serão avaliados considerando a participação, o envolvimento e o desempenho nos objetivos de aprendizagegm. Os valores de cada uma das atividades serão: Atividade avaliativa Atividades práticas Linhas de cuidado na atenção básica Conteúdo Programático Reconhecimento dos serviços de saúde. Entrega de um diário de campo (individual) Texto descritivo e reflexivo sobre os fluxogramas analisadores e as linhas de cuidado construídas nas atividades práticas Apresentação em forma de Seminário Valor 20,0 15,0 10,0
3/6 Estudo de caso em duplas Filmes com sessão comentada e debate Jogo do IndicaSUS Autoavaliação Total Estudo de caso englobando o conteúdo teórico e prático da disciplina das aulas de Arcabouço Jurídico, instrumentos de gestão e financiamento do SUS. Preparação da sessão comentada e do debate Jogo Roda de discussão e síntese das principais questões que surgiram durante o jogo Avaliação da disciplina 15,0 10,0 20,0 10,0 100,0 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. Organização do Sistema e das políticas de saúde no Brasil 1.1. Reforma Sanitária e a implantação do SUS: Concepções, princípios e caminhos percorridos; 1.2. Sistema de Saúde e seguridade social: conceitos, componentes e dinâmicas; 1.3. Sistema Único de Saúde: desenho institucional, gestão, fóruns de pactuação e organização; 1.4. O mix Público-privado na saúde o setor complementar da saúde (planos de seguros privados); 2. Gestão e planejamento do SUS 2.1. Modelos de atenção e gestão da rede assistencial no SUS: Atenção Primária, média e alta complexidade; 2.2 Instrumentos de gestão, planejamento e programação no SUS: Planos de saúde, PDR, PPI, parâmetros de programação, indicadores de oferta, sistema de informação em saúde. 2.3. Financiamento da política e do sistema de saúde: responsabilidade por níveis de governo, fontes de receita, fundos de saúde, transferências intergovernamentais, custeio e gastos dos serviços de saúde. REFERÊNCIAS UNIDADE 1. ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA E DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL. 1.1. Reforma Sanitária e a implantação do SUS: Concepçãoes, princípios e caminhos percorridos PAIM, JS. Uma analise sobre o processo de Reforma Sanitária Brasileira. In: Saúde em Debate, Rio de Janeiro. V. 33, n. 81, p. 27-37, jan/abr. 2009 (disponível on line )
4/6 DOCUMENTO CEBES - Vinte anos do SUS: celebrar o conquistado, repudiar o inaceitável. Saúde em Debate, Rio de Janeiro: v. 33, n. 81, p. 185-188, jan./abr. 2009. *Complementar: Saúde em Debate - 20 ANOS DE SUS, Rio de Janeiro. V.33, n.81, jan/abr. 2009. 1.2. Sistemas de saúde e seguridade social: conceitos, componentes e dinâmicas; LOBATO, LVC; GIOVANELLA, L. Sistemas de Saúde: origens, componentes e dinâmica. IN: GIOVANELLA, L. (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. 1.3. Sistema Único de Saúde: desenho institucional, gestão, fóruns de pactuação e organização; BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Legislação estruturante do SUS. Brasília: Conass, 2007. (disponível em http://www.canass.org.br) NORONHA, JC; LIMA, LD; MACHADO, CV. O Sistema Único de Saúde. IN: GIOVANELLA, L (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. 1.4. O mix Público-privado na saúde e o setor complementar da saúde (planos e seguros privados); BAHIA, L. Planos e seguros privados na saúde. IN: GIOVANELLA, L (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. SANTOS, M.A.B.; GERSCHMAN, S. As segmentações da oferta de serviços de saúde no Brasil: arranjos institucionais, credores, pagadores e provedores. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 9, n.3, 2004, p. 795-806 (disponível on line ) CAMPOS, GWS. Reforma Política e sanitária: a sustentabilidade do SUS em questão? In: Ver. Ciência & Saúde Coletiva 12(2): 301-306.2007 (disponível on line ) UNIDADE 2. GESTÃO E PLANEJAMENTO DO SUS 2.1. Modelos de atenção e gestão da rede assistencial no SUS: Atenção Primária, média e alta complexidade; PAIM, JS. Modelos de atenção à saúde no Brasil. IN: GIOVANELLA, L. (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008; SOLLA, J. CHIORO, A. Atenção Ambulatorial e especializada. IN: GIOVANELLA, L. (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008; GOTTEMS, LBD e PIRES, MRGM. Para além da atenção básica: reorganização do SUS por meio da intercessão do político com o econômico. In: Revista Saúde e Sociedade, v. 18(2), 189-198, 2009 (disponível on line )
5/6 NETO, FCB; BARBOSA, PR; SANTOS, IS. Atenção Hopitalar: evolução histórica e tendências. IN: GIOVANELLA, L (Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. PIRES, M.R.G.M. et al. Oferta e demanda por média complexidade no SUS: relação com a atenção básica. Ciênc. Saúde coletiva [online]. 2010, vol. 15, suppl.1, pp. 1009-1019 2.2. Instrumentos de gestão, planejamento e programação no SUS: Planos de saúde, PDR, PPI, parâmetros de programação, indicadores de ofera, sistema de informação em saúde. PEREIRA, MPB. BARCELLOS, C. O território no Programa Saúde da Família. HYGEIA, Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde. Hygeia, 2(2): 47-55, jun 2006 (disponível online); BRASIL, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os sistemas de informação em saúde (Livro 1, cap. 4) In: Brasil, Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saude (coleção progestores - para atender a gestão do SUS, v. 1). Brasília: Conass, 2007; (disponível em http://www.conass.org.br); BRASIL, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Regulação em saúde (Livro 10, capítulo 5 - PPI). In: Brasil, Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde (coleção progestores - para atender a gestão do SUS, v.1). Brasília: Conass, 2007; (disponível em http://www.conass.org.br); 2.3. Financiamento da política e do sistema de saúde: responsabilidades por niveisde governo, fontes de receita, fundos de saúde, transferências intergovernamentais, custeio e gastos dos serviços de saúde. UGÁ, MA; PORTO, SM. Financiamento e alocação de recusos em saúde no Brasil. IN: GIOVANELLA, L Org.) Política e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008. BAHIA, L. Padrões e mudanças no financiamento e regulação do Sistema de Saúde Brasileiro: impactos sobre as relações entre o público e privado. IN: Revista Saúde e Sociedade. São Paulo, vol. 14, n.2, p.9-30, mai-ago, 2005 (disponível on line); BRASIL, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Financiamento da saúde (Livro 3, capítulo 5 e 6). In: Brail, Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde (coleção progestores - para atender a gestão do SUS, v. 1). Brasília: Conass, 2007; (disponível em http://www.conass.org.br); 2.4. As vigilâncias do campo de saúde: aportes e implicações para a gestão de sistemas e de serviços de saúde. SETA, M.H. de; REIS, L.G. da C.; PEPE, V.L.E. Vigilâncias do campo da saúde: conceitos fundamentais e processos de trabalho. In Qualificação de Gestores do SUS. Disponível em http://www.ead.fiocruz.br SETA, M.H. de; reis, L.G. da C. Construção, estuturaão e gestão das vigilâncias do camo de saúde. In Qualificiação de Gestores do SUS. Disponível em http://www.ead.fiocruz.br
6/6 SETA, M.H.de; DELAMARQUE, E.V.; REIS, L.G. da C. Trajetórias, desafios e perspectivas das vigilâncias do campo da saúde. In Qualificação de Gestores do SUS. Disponível em http://www.ead.fiocruz.br OUTRAS REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. "Reforma do Sistema de Atenção Hospitalar Brasileiro". (cadernos de Atenção Especializada). Brasília: 2004. BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). SUS: avanços e desafios. Brasília: Conass, 2006 (disponível em http://www.conass.org.br/pdfs/livro_sus_avancos_desafios.pdf, acesso em 31/01/2007); BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Para atender o pacto (Nota técnica 06/2006). Brasília: Conass, 2006. CAMPOS, GWS et all. Tratado de Saúde Coletiva (Parte IV-Política, Gestão e Atenção em Saúde). São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec/Fiocruz, 2006. GADELHA, CAG. O complexo industrial da saúde e a necessidade de um enfoque dinâmico na economia da saúde. IN: Revista Ciência & Saúde Coletiva, v. 8, nº 2, p. 521-535, 2003. MARQUES, RM e UGÁ, MAD. Financiamento do SUS: trajetória, contexto e constrangimentos. In: Lima, NT et all. Saúde e Democracia: história e perspectivas do SUS. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005. MATOS, CA. e POMPEU, JC. Onde estão os contratos? Análise da relação entre os prestadores privados de serviços de saúde e o SUS. IN: Revista Ciência & Saúde Coletiva, v.8, nº 2, p. 621-628. 2003. MENDES, NA e MARQUES, RM. Os (des)caminhos do financiamento do SUS. IN: Revista Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 27, nº 65, p. 389-404, set-dez 2003. SANTOS, AS e MIRANDA, SMRC. A enfermagem na gestão em atenção primária à saúde. Bueri-São Paulo: Manole, 2007. SANTOS, L e ANDRADE, LO. SUS: O espaço da gestão inovada e dos consensos interfederativos: aspectos jurídicos, administrativos e financeiros. Campinas-SP: Instituto de Direito Sanitário Aplicado, 2007. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. A transformação da gestão de hospitais na América Latina e Caribe. Brasília: OPAS-OMS, 2004. DESCRIÇÃO DOS CENÁRIOS DE PRÁTICA/ESTÁGIO