Matemática Discreta - 02



Documentos relacionados
Unidade Curricular Matemática para Computação Prof. Angelo Gonçalves da Luz Lógica Formal

Lógica Proposicional

Lista de Exercícios 1: Soluções Fundamentos da Lógica Lógica Proposicional

Representação de Conhecimento. Lógica Proposicional

Representação do Conhecimento

Lógica Proposicional (Consequência lógica / Dedução formal)

Matemática Discreta - 03

Lógica Formal. Lógica Proposicional. Lógica Proposicional. Enigma motivador. Visão geral do estudo da Lógica

Lógica Proposicional Parte II. Raquel de Souza Francisco Bravo 25 de outubro de 2016

Raciocínio Lógico - Parte IV

APOSTILA DE LÓGICA. # Proposições Logicamente Equivalentes. # Equivalências Básicas

Dois eventos são disjuntos ou mutuamente exclusivos quando não tem elementos em comum. Isto é, A B = Φ

QUANTIFICADORES. Existem frases declarativas que não há como decidir se são verdadeiras ou falsas. Por exemplo: (a) Ele é um campeão da Fórmula 1.

Eventos independentes

NA LOJA DE CHAPÉUS. Karl Valentin. Personagens. Vendedora. Valentin ATO ÚNICO

COMO MINIMIZAR AS DÍVIDAS DE UM IMÓVEL ARREMATADO

A Torre de Hanói e o Princípio da Indução Matemática

INE5403 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA

Como erguer um piano sem fazer força

Exercícios Teóricos Resolvidos

MATERIAL DE AULA CURSO DE PORTUGUÊS APLICADO PROF. EDUARDO SABBAG REDE LFG

Realizando cálculos para o aparelho divisor (I)

1) Eficiência e Equilíbrio Walrasiano: Uma Empresa


Lista de Exercícios Tratamento de Incerteza baseado em Probabilidade

MD Sequências e Indução Matemática 1

Sérgio Carvalho Matemática Financeira

A 'BC' e, com uma régua, obteve estas medidas: = h = 3,6. Portanto a área do triângulo ABC vale = 7,56cm

Lógica Computacional

2 Pesquisa de valores em uma lista de dados

OBJETIVO VISÃO GERAL SUAS ANOTAÇÕES

Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao SBT

MÓDULO 5 O SENSO COMUM

ANALISE COMBINATORIA Um pouco de probabilidade

Resolução da Prova de Raciocínio Lógico do TCE/SP, aplicada em 06/12/2015.

Data de Equivalência no Futuro Data de Equivalência no Passado Equivalência de Capitais Desconto Comercial...

01. Considere as seguintes proposições:

INSTITUTO TECNOLÓGICO

Entenda a tributação dos fundos de previdência privada O Pequeno Investidor 04/11/2013

Raciocínio Lógico-Quantitativo Correção da Prova APO 2010 Gabarito 1 Prof. Moraes Junior RACIOCÍNIO LÓGICO-QUANTITATIVO

Contas. Osni Moura Ribeiro ; Contabilidade Fundamental 1, Editora Saraiva- ISBN

Para colocar a vida em ordem é preciso primeiro cuidar do coração. O coração é a dimensão mais interior da nossa existência

O momento do gol. Parece muito fácil marcar um gol de pênalti, mas na verdade o espaço que a bola tem para entrar é pequeno. Observe na Figura 1:

Aula 4 Estatística Conceitos básicos

Falso: F = Low voltage: L = 0

REPRESENTAÇÃO DE DADOS EM SISTEMAS DE COMPUTAÇÃO AULA 03 Arquitetura de Computadores Gil Eduardo de Andrade

Atenção: o conjunto vazio é representado por { } 1.2 Pertinência e Inclusão

CURSO BÁSICO DE CRIAÇÃO DE SITES MÓDULO 2 AULA 3

O mercado monetário. Mercado Financeiro - Prof. Marco Arbex. Os mercados financeiros são subdivididos em quatro categorias (ASSAF NETO, 2012):

MINICURSO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA NO DIA A DIA

Morfologia Matemática Binária

A Parábola dos Talentos

3 - CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS

5 Dicas para Começar a Ganhar Dinheiro na Internet

A OFERTA DE UM REI (I Crônicas 29:1-9). 5 - Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR?

ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 09 DE JUNHO DE 2014 Às vinte horas do dia nove de junho de dois mil e quatorze, na sede da Câmara Municipal, reuniu-se

Juros Simples, Compostos, e Contínuos

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

PREVISÃO DE DEMANDA - O QUE PREVISÃO DE DEMANDA - TIPOS E TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA - MÉTODOS DE PREVISÃO - EXERCÍCIOS

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/08/2009. Humanos aprimorados versus humanos comuns

Dicas para investir em Imóveis

Prog A B C A e B A e C B e C A,B e C Nenhum Pref

Título do TCC. Nome do Aluno

01. Caro(a) candidato(a):

ISO/IEC Avaliação da conformidade Declaração de conformidade do fornecedor Parte 1: Requisitos gerais

Programação em papel quadriculado

Numa turma de 26 alunos, o número de raparigas excede em 4 o número de rapazes. Quantos rapazes há nesta turma?

Universidade Federal de Goiás Campus Catalão Departamento de Matemática

Capítulo II O QUE REALMENTE QUEREMOS

Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro

Densímetro de posto de gasolina

Unidade 5: Sistemas de Representação

A TEORIA DA PROPOSIÇÃO APRESENTADA NO PERIÉRMENEIAS: AS DIVISÃO DAS PRO- POSIÇÕES DO JUÍZO.

Configurando a emissão de boletos no sistema

OFICINA DA PESQUISA DISCIPLINA: LÓGICA MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL APOSTILA 2 CONCEITOS BÁSICOS

Resoluções comentadas de Raciocínio Lógico e Estatística SEFAZ - Analista em Finanças Públicas Prova realizada em 04/12/2011 pelo CEPERJ

4. Metodologia. Capítulo 4 - Metodologia

PROGRAMAÇÃO BÁSICA DE CLP

Matemática Discreta para Computação e Informática

Um jogo de preencher casas

este ano está igualzinho ao ano passado! viu? eu não falei pra você? o quê? foi você que jogou esta bola de neve em mim?

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Conteúdos: Pronomes possessivos e demonstrativos

(ROA) 1) % %. A

Microsoft Access INTRODUÇÃO. Sumário INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO. O que é Banco de Dados?

FUNÇÃO DE 1º GRAU. = mx + n, sendo m e n números reais. Questão 01 Dadas as funções f de IR em IR, identifique com um X, aquelas que são do 1º grau.

NCE UNEMAT 2005 NÍVEL SUPERIOR

Raciocínio Lógico para o INSS Resolução de questões Prof. Adeilson de melo REVISÃO 01 - conjuntos e porcentagens

MATEMÁTICA DISCRETA LISTA DE EXERCÍCIOS 3

Resolverei neste artigo uma prova da fundação VUNESP realizada em 2010.

Paridades. Paridade do Poder de Compra

Disponibilizo a íntegra das 8 questões elaboradas para o Simulado, no qual foram aproveitadas 4 questões, com as respectivas resoluções comentadas.

Lógica Indutiva. Aula 4. Prof. André Martins

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA. Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC) GUIA SISTEC

COMO VENDER MAIS USANDO FUNIL DE VENDAS. Capítulo II: Metas de atividade

Notas de Aula - Álgebra de Boole Parte 1

b) a 0 e 0 d) a 0 e 0

Tecnologia da Informação Prof. Mário Henrique de Souza Pardo Resumo Aula 4

Transcrição:

Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav 1

Argumento O objetivo de um argumento é justificar uma afirmação que se faz, ou dar as razões para uma certa conclusão obtida. Exemplo: Você me enganou. Pois, disse que ia estudar e meu irmão lhe viu jogando bola. Um argumento demonstra/prova como a partir dos dados de um problema chegou-se a uma conclusão. 2

Argumento - Raciocínio e Inferência Para convencer que você sabe a resposta (que não é um chute!) você tem de expor as razões que o levaram a conclusão (justificar). Pontos de Partida Caminhos Seguidos Raciocínio ou Processo de Inferência Conclusão Um argumento poderia ser considerado uma reconstrução explícita do raciocínio efetuado 3

Argumento - Raciocínio e Inferência Inferência é a relação que permite passar das premissas para a conclusão (um encadeamento lógico ) A palavra inferência vem do latim, Inferre, e significa conduzir para. O objeto de estudo da lógica é determinar se a conclusão de um argumento é ou não decorrente das premissas (uma inferência). 4

Validade de um Argumento Em um argumento válido, as premissas são consideradas provas evidentes da verdade da conclusão, caso contrário não é válido. Quando é válido, podemos dizer que a conclusão é uma consequência lógica das premissas, ou ainda que a conclusão é uma inferência decorrente das premissas. 5

As formas simbólicas como fbfs em lógica formal para representar proposições são chamadas fbfs proposicionais. Usando ferramentas da lógica formal, podemos chegar a conclusões de proposições dadas. O sistema formal que usa fbfs proposicionais é chamado de lógica proposicional, lógica declarativa ou cálculo proposicional. Argumentos Válidos: um argumento pode ser representado em forma simbólica como: P 1 P 2 P 3... P n Q P 1,...P n são as proposições dadas, chamadas de hipóteses do argumento e Q é a conclusão do argumento. P e Q representam fbfs e não somente letras de proposição. Quando um argumento pode ser considerado válido? 6

Q é uma conclusão lógica de P 1,...P n sempre que a verdade das proposições P 1,...P n implica na verdade de Q. Uma fbf proposicional P 1 P 2 P 3... P n Q é um argumento válido quando for uma tautologia. Para testarmos se P 1 P 2 P 3... P n Q é uma tautologia, podemos construir uma tabela verdade, ou mais simplificadamente, utilizaremos um sistema de regras de dedução. Essas regras modificam uma fbf sem modificar seu valor lógico. Começando a partir das hipóteses P 1,...P n (supostas verdadeiras) para se chegar à conclusão Q verdadeira. 7

Uma sequência de demonstração é uma sequência de fbfs nas quais cada fbf é uma hipótese ou resultado de se aplicar uma das regras de dedução às fbfs anteriores na sequência. Usando lógica formal para provar que Q é uma conclusão válida de P 1,...P n, vamos produzir uma sequência de demonstração da forma: P 1 (hipótese) P 2... (hipótese) P n (hipótese) fbf 1 (obtida aplicando-se uma regra de dedução às anteriores) fbf 2... Q (obtida aplicando-se uma regra de dedução às anteriores) 8

Regras de Dedução para a Lógica Proposicional Dois tipos: equivalências e inferência. As regras de equivalência permitem que fbfs individuais sejam reescritas mantendo o mesmo valor lógico. As regras de inferência permitem a dedução de novas fbfs a partir de fbfs anteriores na sequência de demonstração. As regras de equivalência dizem que determinados pares de fbfs são equivalentes (R S, onde R S é uma tautologia). R pode ser substituído por S sem mudança do valor lógico. As regras preservam os valores 9

Regras de Equivalência Expressão Equivalente a Nome/Abreviação P Q P Q (P Q) R (P Q) R (P Q) (P Q) Q P Q P P (Q R) P (Q R) P Q P Q Comutatividade / Com Associatividade / Ass Leis de De Morgan / De Morgan P Q P Q Condicional / Cond (*) P (P ) Dupla negação / Dn P Q (P Q) (Q P) Equivalência / Equi (*) Demonstrar. 10

11

Regras de Equivalência Ex.: Suponha que uma hipótese de um argumento proposicional pode ser simbolizada como (A B ) C Então, o primeiro passo de uma sequência de demonstração para o argumento poderia ser: 1. (A B ) C (Hip) 2. (A B) C (De Morgan) 3. (A B) C (Cond) 12

Regras de Inferência Se uma ou mais fbfs fazem parte de uma sequência de demonstração, então podemos adicionar uma nova fbf na sequência, substituindo uma anterior por uma nova fbf correspondente. Ao contrário das regras de equivalência, as regras de inferência não funcionam em ambas as direções. A idéia básica de se utilizar inferência é da dedução de novas proposições a partir de proposições já conhecidas. 13

Regras de Inferência De Podemos Deduzir Nome/Abreviação P, P Q Q Modus ponens / mp P Q, Q P Modus Tollens / mt P, Q P Q Conjunção / conj P Q P, Q Simplificação / simp P P Q Adição / ad Ex.: P P Q Q V V? V F? F V? F V? Se P, então Q. P. Portanto Q. 1. Se chover, então fico em casa. 2. Choveu. 3. Portanto fico em casa. 14

Regras de Inferência Ex.: P Q Q P V F F Se P, então Q. Q é falso. então P é falso 1. Se existe fogo aqui, então tem oxigênio 2. Não há oxigênio aqui 3. Então aqui não há fogo 15

Regras de Inferência Ex.: 1. A (B C) - hip 2. A - hip 3. B C 1,2 mp Ex.: 1. (A B ) C - hip 2. C - hip 3. (A B ) 1,2 mt Ex.: 1. (A B) C - hip 2. A - hip 3.? (mp não se aplica) Para usar uma regra de dedução, as fbfs tem que ter a mesma forma descrita na regra. 16

Usando a lógica proposicional, provar que o argumento abaixo é válido. A (B C) [(A B) (D C )] B D 1. A hip 2. B C hip 3. (A B) (D C ) hip 4. B hip 5. C 2,4, mp 6. A B 1,4, conj 7. D C 3,6, mp 8. C D 7, com 9. C D 8, cond 10. D 5, 9, mp 17

Usando a lógica proposicional, provar que o argumento abaixo é válido. [(A B ) C)] (C D) A D 1. (A B ) C hip 2. C D hip 3. A hip 4. A B 3, ad 5. C 1,4, mp 6. D 2,5, mp 18

Exercícios Usando a lógica proposicional, provar que os argumentos abaixo são válidos. a) (A B) A (B V C) C b) (A C B ) A C B c) (A B ) B (A C) C Regra de equivalência - Contraposição 19

Sugestões de Dedução Modus ponens é a regra mais intuitiva e deve ser usada muitas vezes. Fbfs da forma (P Q) e (P Q) dificilmente são úteis em uma sequência de demonstração. Usar as leis de De Morgan para convertê-las em P Q e P Q respectivamente. Fbfs na forma P Q também não são úteis em sequências de demonstração. Usar a dupla negação para converter P Q em (P ) Q e depois usar a condicional para obter P Q. 20

Métodos Dedutivos e Outras Regras Suponha que o argumento que queremos provar tem a forma: P1 P2 P3... Pn (R S) A conclusão é uma implicação. Mas, ao invés de usar P 1,...P n como hipóteses e inferir R S, o método dedutivo nos permite adicionar R como hipótese adicional e depois inferir S, na seguinte forma: P1 P2 P3... Pn R S A vantagem é que nos dá mais uma hipótese para demonstração. 21

Use a lógica proposicional, usando o método dedutivo, para provar que o argumento abaixo é válido. [A (A B)] (A B) [A (A B)] A B 1. A (A B) hip 2. A hip 3. A B 1,2, mp 4. B 2,3, mp 22

Use a lógica proposicional, usando o método dedutivo, para provar que o argumento abaixo é válido. (A B) (B C) (A C) (A B) (B C) A C 1. A B hip 2. B C hip 3. A hip 4. B 1,3, mp 5. C 2,4, mp A demonstração acima descreve a regra para o Silogismo Hipotético. 23

Silogismo Hipotético De P Q e Q R pode-se deduzir P R. De maneira formal: (P Q) (Q R) (P R) Por ser uma outra regra de dedução legítima, o silogismo hipotético pode ser usado em um passo de uma demonstração. Ex.: Demonstrar a validade do argumento abaixo. (A B) (B C) (A C) 1. A B hip 2. B C hip 3. A B 1, cond 4. A C 2,3, sh 24

Silogismo Disjuntivo De P Q e P, pode-se deduzir Q. De maneira formal: (P Q) P Q É outra regra de dedução adicional, chamada de silogismo disjuntivo, que pode ser usada em um passo de uma demonstração. Ex.: Demonstrar a validade do argumento abaixo. (A B) A B 1. A B hip 2. A hip 3. A B 1, cond 4. B 2,3, mp 25

Argumentos Verbais Um argumento verbal formado por declarações simples, pode ser testado logicamente por um processo de duas etapas: 1. Simbolize cada declaração usando fbfs proposicionais. 2. Prove a validade do argumento construindo uma sequência de demonstração através das regras de dedução. Considere o argumento: Se as taxas de juros caírem, o mercado imobiliário vai melhorar. Ou a taxa federal de descontos vai cair, ou o mercado imobiliário não vai melhorar. As taxas de juros vão cair. Portanto, a taxa federal de descontos vai cair. Definir a notação do argumento em lógica proposicional e provar a validade do argumento, por sequência de demonstração. 26

Se as taxas de juros caírem, o mercado imobiliário vai melhorar. Ou a taxa federal de descontos vai cair, ou o mercado imobiliário não vai melhorar. As taxas de juros vão cair. Portanto, a taxa federal de descontos vai cair. Usando a notação: J A taxa de juros vai cair. I O mercado imobiliário vai melhorar. F A taxa federal de descontos vai cair. O argumento fica: (J I) (F I ) J F 1.J I hip 2.(F I ) hip 3.J hip 4.I F 2, com 5.I F 4, cond 6.J F 1,5, sh 7.F 3,6 mp 27

Nos exercícios abaixo que regra de inferência é ilustrada pelo argumento dado. 1) Se Martins é o autor, então o livro é de ficção. Mas o livro não é de ficção. Portanto, Martins não é o autor. 2) Se a firma falir, todos os seus bens tem que ser confiscados. A firma faliu. Então todos os bens foram confiscados. 3) Se Paulo é um bom nadador, então ele é um bom corredor. Se Paulo é um bom corredor, então ele é um bom ciclista. Portanto, se Paulo é um bom nadador, então ele é um bom ciclista. 28

Nos exercícios abaixo que regra de inferência é ilustrada pelo argumento dado. 4) A condição suficiente para que a caixa d água encha é que a válvula esteja aberta. Sabe-se que a válvula está aberta. Portanto a caixa d água vai encher. 5) A moqueca não pode ser feita nem de Baiacu e nem de Cação. Isto é equivalente a dizer que é falso afirmar que: a moqueca é feita de Baiacu ou de Cação. 6) Se o show deu muita gente então é porque fez sol. Mas, sabe-se que não fez sol. Portanto o show não deu muita gente. 29

Ex.: Verifique a validade do argumento: Meu cliente é canhoto mas, se o diário não tiver sumido, então meu cliente não é canhoto; portanto, o diário sumiu. Usando a notação: C Meu cliente é canhoto D O diário sumiu. O argumento fica: C (D C ) D 1.C hip 2.(D C ) hip 3.(D ) C 2, cond 4.D C 3, dn 5.C D 4, com 6.C D 5, cond 7.D 1,6 mp Obs: A validade do argumento é uma função apenas do seu formato lógico e não tem nada a ver com a verdade fatual de nenhum dos seus componentes. 30

Ex.: Verifique a validade do argumento: Se a segurança é um problema, então o controle será aumentado. Se a segurança não é um problema, então os negócios na internet irão aumentar. Portanto, se o controle não for aumentado, os negócios na internet crescerão. Usando as letras de proposição S, C, N: 31

Você foi convocado a participar de um júri em um processo criminal. Jason está sendo acusado de um crime. O advogado de defesa faz o seguinte argumento: Se meu cliente fosse culpado, a faca estaria na gaveta. Ou a faca não estava na gaveta ou Jason viu a faca. Se a faca não estava lá no dia 10 de outubro então Jason não viu a faca. Além disso, se a faca estava lá no dia 10 de outubro, então a faca estava na gaveta e o martelo estava no celeiro. Mas todos sabemos que o martelo não estava no celeiro. Portanto, senhoras e senhores, meu cliente é inocente. O argumento do advogado está correto? Verifique a validade do argumento. Como você votaria? 32