Síndromes Neurológicas Felipe D. G. Dantas. Síndromes Neurológicas Síndrome Piramidal Síndrome do II Neurônio Motor Síndrome Hemiplégica Síndrome Cerebelar Síndrome Radículo-Cordonal Posterior Síndrome de Brown-Séquard Síndrome Meníngea Síndrome de Compressão Medular Hipertensão intracraniana é definida como uma pressão intracraniana maior que 15 mmhg ou 20cmH2O Cefaléia Fase Inicial: Ocasional, Moderada e Localizada. Fase Avançada: Constante, Intensa e Global Decorre da compressão ou tração das estruturas intracranianas sensíveis. Vômitos Ocorrem depois de transcorrido algum tempo da doença; Predomínio pela manhã; Independe da alimentação; Vômitos em jato ; Não apresenta período nauseoso antecedente. Vertigens Não muito frequentes; Geralmente surgem com a movimentação abrupta da cabeça; Mais comuns nas neoplasia da fossa posterior. 1
Edema de Papila Pode não ocorrer nas fases iniciais da HIC; Fase inicial: sem prejuízo para a acuidade visual; Fase avançada: pode propiciar atrofia do nervo óptico levando à amaurose definitiva. Podem ocorrer outras manifestações reconhecidas à fundoscopia. Convulsões Pouco frequentes; Ocorre geralmente em crianças e quando a HIC evolui de modo rápido; Pode ser generalizada ou focal. Paralisia de nervos cranianos Na maioria dos casos o VI par é afetado; Pode ser uni- ou bilateral; Manifestações: estrabismo convergente e diplopia; Ocorre devido ao seu trajeto e disposição anatômica na base do crânio. Distúrbios Psíquicos Mais comuns nas fases avançadas; Irritabilidade; Desinteresse; Raciocínio lento; Indiferença; Confusão; Desatenção; Falta de iniciativa. Distúrbios Vegetativos Nos períodos tardios da HIC; Bradicardia e hipertensão arterial (Reflexo de Cushing); Respiração taquipnéica, de Cheyne-Stokes ou de Biot. Macrocrania Apenas em crianças de baixa idade; Presença de abaulamento da fantanela anterior quando aberta. 2
Causas Tumores Meningite Hemorragia Traumatismo Edema Cerebral Intoxicações Exógenas Tromboflebite Cerebral HA Maligna Estenose Congênita do aqueduto silviano Neurocisticercose Medicamentosa HIC benigna Síndrome Piramidal Também conhecida como síndrome do I neurônio motor; Interrupção anatômica ou funcional da via corticospinal. Via corticospinal Síndrome Piramidal Sintomas deficitários ou negativos Perda ou diminuição da motricidade; Diminuição ou abolição dos reflexos cutâneoabdominais; Atrofia Muscular Síndrome Piramidal Sintomas de liberação ou positivos Sincinesias; Sinal de Babisnki; Exagero do reflexo de automatismo ou de defesa; Hiper-reflexia profunda: policinesia e sinreflexia; Espasticidade. Síndrome Piramidal Causas AVE Tumores Doenças desmielinizantes Processos degenerativos Traumatismos Infecções 3
Via corticospinal Síndrome do II neurônio motor II Neurônio Motor Síndrome do II neurônio motor Paralisia Hipotonia Arreflexia Fasciculação Atrofia Síndrome do II neurônio motor Síndrome Hemiplégica Causas Polimielite anterior aguda Esclerose Lateral Amiotrófica Amiotrofia Mielopática Infantil Siringomielia Polineuropatia periférica Radiculopatias Mononeuropatias Neuropatias múltiplas Lesão da via piramidal Perda da motricidade de uma metade do corpo; Sintomas que constitui a síndrome do I neurônio motor; 4
Síndrome Hemiplégica Causas AVE; Tumores; Traumatismos; Infecções; Doenças desmielizantes. Alterações da coordenação e do tono muscular; Lesões do vermis: Afeta predominantemente o tronco; Lesões Hemisféricas: Afetam sempre os membros do mesmo lado. Síndrome de Arquicerebelo Síndrome do Paleocerebelo Síndrome do Neocerebelo 5
Síndrome do Arquicerebelo Ocorre frequentemente em crianças menores de 10 anos; Há somente perda de equilíbrio; Nenhuma alteração do tono muscular; Quando deitadas a coordenação é praticamente normal. Síndrome do Paleocerebelo Ocorre no alcoolismo crônico Manifestada por perda do equilíbrio Base alargada e ataxia dos membros inferiores ao andar Síndrome do Neocerebelo Dismetria Decomposição Disdiadococinesia Rechaço Tremor Nistagmo Disgrafia Alterações do tono (hipotonia): Diminuição da consistência das massas musculares; Aumento da passividade; Reflexos patelar e tricipital pendular. Sinal de Romberb negativo Causas: Tumores, incluindo abscessos; Infecções; Distúrbios vasculares; Intoxicações exógenas; Uso de medicamentos; Doenças desmielinizantes. Síndrome radículo-cordonal posterior Disbasia Aumento da base de sustentação Prova de Romberg Positiva Ataxia Hipotonia Abolição dos reflexos profundos Abolição do tato epicrítico, sensibilidade vibratória e propriocepção consciente 6
Síndrome radículo-cordonal posterior Síndrome de Brown-Séquard Causas Sífilis Nervosa (Tabes dorsalis) Doença de Friedreich (Ataxia epinocerebelar) Degeneração combinada da medula Hemissecção transversa lateral da medula Síndrome piramidal do lado da lesão Síndrome cordonal-posterior do lado da lesão Abolição da sensibilidade dolorosa e térmica do lado oposto da lesão. Síndrome de Brown-Séquard Síndrome de Brown-Séquard Causas Traumatismos, em especial por projétil de arma de fogo; Neoplasias; Infecções Síndrome Meníngea Processo irritativo das meninges e as ra[izes nervosas por elas envolvidas Causas Infecção (meningite): mais ou menos rapidamente; Hemorragia (meníngea ou subaracnóidea) : sempre súbito e inesperado. Síndrome Meníngea Principais características semiológicas: Síndrome da HIC; Síndrome Radicular; Síndrome Infecciosa. 7
Síndrome Radicular Hiperestesia sensitiva e sensorial; Fotofobia Raquialgia Postura Antálgica Decúbito lateral com membros inferiores semifletidos; Rigidez da nuca Positividade das provas de Kerning, Brudzinski e Lasègue Síndrome Meníngea Síndrome Infecciosa Febre Prostração Astenia Anorexia Taquicardia Síndrome de compressão medular Manifestações medulares e radiculares que surgem de modo agudo ou gradativo. Agudo: Processos expansivos intraraquiano ou intramedular. Síndrome de compressão medular Gradativo Distúrbios da sensibilidade Subjetiva: dor radicular em forma de cinta e parestesia acompanhada de sensação dolorosa. Objetiva: diminuição ou abolição das várias modalidades de sensibilidade Síndrome de compressão medular Distúrbios da motricidade: paresia progredindo para paralisia completa dos membros; Distúrbios dos reflexos: sinal de Babisnki, hiperatividade dos reflexos profundos e exagero do reflexo de automatismo e de defesa; Síndrome de compressão medular Distúrbios do tono: aumento progressivo nos membros atingidos (espasticidade); Outros Distúrbios: Urgência miccional, incontinência retrovesical, impotência para ereção, incapacidade de ejaculação. 8
Na neuroanatomia humana, o sistema extrapiramidal é uma rede neural localizada no cérebro humano que faz parte do sistema motor envolvido na coordenação dos movimentos. O sistema é chamado de "extrapiramidal" para diferenciá-lo dos tratos do córtex motor que atingem seus destinos passando através das "pirâmides" da medula. Síndromes Hipocinéticas Parkinsonismo Geralmente depois de 50 anos de idade Tremor de repouso Rigidez resultante de hipertonia Oligocinesia (lentidão) Lesões da substância negra (neurônios dopaminérgicos) Marcha festinante Hipertonia plástica Fácies em máscara Postura cifótica Síndromes Hipercinéticas Coréia Atetose Hemibalismo Distonia Tremor Tique Coréia Termo grego que significa dança; Movimentos involuntários de extremidade; Rápidos, de breve duração e grande amplitude; Desaparece com o sono e é mais ativo com excitação; Coréia Infecciosa de Sydenham (febre reumática); Coréia de Huntington (degenerativa); Coréia Gravídica (somente durante a gravidez). Atetose Movimentos involuntários, lentos e sinuosos; Contrações vigorosas Desaparece com o sono e é mais ativa com a excitação Existe a distonia de torção 9
Hemibalismo Movimentos involuntários, rápidos e violentos; Podem não desaparecem durante o sono; Lesão do núcleo subtalâmico. Distonia Movimentos involuntários, lentos e contração vigorosa e de longa duração; Músculo isolado ou grupamentos musculares; Caráter de contração de rotação; Mais observados: face, tronco, ombros, pescoço, porção proximal dos membros; Posturas bizarras Possível presença de dor. Lesões do putame Etiologia: Idiopática e medicamentosa Tremor Movimentos involuntários, estereotipados, rítmicos, com contrações alternadas por segmento corpóreo; Tipos: fisiológico, essencial, 2. a doenças sistêmicas, 2. a doenças neurológicas específicas. Tiques Movimentos involuntários, repetitivos e estereotipados com controle voluntário por curto período de tempo; Relacionados com a tensão emocional; Controla voluntariamente mas não consegue manter-se sem o tique; O paciente tem pouca percepção. Referências Bibliográficas MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Atheneu: São Paulo, 2000. PORTO, Celmo Celeno. Exame Clínico. 6. ed. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2008.. Semiologia Médica. 4. ed. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2001. 10