INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS



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Transcrição:

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS 1

Não interessa responder se a religião é ou não verdadeira; Analisa a religião como fenômeno social. Enfoque da Sociologia 2

Encontrada em todas as sociedades Única que não se baseia apenas em necessidades físicas do homem A instituição religião 3

Acadêmico americano Professor da Yale College Escreveu vários livros e ensaios sobre história americana, história econômica, teoria política, sociologia e antropologia Primeiro a lecionar um curso intitulado sociologia nos EUA William Graham Sumner (30 de outubro de 1840-12 de abril de 1910) 4

A instituição: Meio pelo qual homem procura ajustar-se ao ambiente. Existem três níveis de ambientes: o natural, o social e o sobrenatural. A instituição religião seria o meio pelo qual o homem se ajusta a seu ambiente sobrenatural. Proposições de Sumner 5

É evidentemente imaginário ENTRETANTO: a) Crença na existência de um mundo sobrenatural (espíritos e/ou seres sobre-humanos); b) Pressupõe necessidade de se ajustar a esse mundo (com nos outros dois ambientes). O ambiente sobrenatural 6

Coisa em cuja existência se acredita, baseando-se em provas não fundamentadas pela ciência. O sobrenatural 7

Não são empíricas! DESSE MODO: a) A ciência não pode demonstrar que existem ou que não existem. b) As ideias religiosas não são científicas. As entidades sobrenaturais 8

Seres (deuses, anjos, demônios, duendes, fadas); Lugares (céu, inferno, limbo, purgatório, éden); Forças (Espírito Santo, carma, mana); Entidades (almas). Divisões do Sobrenatural 9

Sistema unificado de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, a coisas colocadas à parte e proibidas crenças e práticas que unem numa comunidade moral única todos os que as adotam. Religião segundo Durkheim 10

Teoria do medo Teoria aminatista Teoria animista Teoria do totemismo Teoria sociológica Teoria do elemento aleatório Teorias sobre a Origem da Religião 11

a) Medo das forças naturais, b) Levou o homem a crer em divindades (ou forças misteriosas e sobrenaturais), c) Que poderiam controlar a natureza. ASSIM: A gênese das crenças religiosas seria o medo do sobrenatural. Teoria do medo 12

a) Existência de um poder impessoal, b) Capaz de penetrar nos objetos vegetais, animais e pessoas, c) Conferindo-lhes capacidades e propriedades superiores. Como por exemplo: O fluido denominado mana pelos melanésios e polinésios Teoria aminatista (mana) 13

a) Existência de outro eu, b) Com propriedades extracorpóreas e imortal, c) Deixa o mundo material e volta à sua origem após a morte do corpo. Teoria animista (alma) 14

Alma ou espírito: Dotados de poderes superiores ao homem; Formas imateriais (como nos sonhos); Diferença entre um homem vivo e seu cadáver. Espíritos desencarnados podiam entrar no corpo dos vivos, aumentando-lhes a força e a vitalidade, ou provocando doenças e males. Teoria animista (alma) 15

a) Descendência de um antepassado animal ou vegetal, b) Essa origem comum gera c) Reverência para com os representantes dessa fauna ou flora específica. Etiqueta coletiva tribal de caráter religioso que classifica as coisas entre sagradas ou profanas. Teoria do totemismo (totem) 16

Teoria do totemismo (totem) 17

Surgiram os ritos ou cerimônias (dança e o canto), Intensificam as emoções, levando-as ao êxtase, Levando o homem a acreditar incorporação de poderes excepcionais. Histeria causada por rituais de canto e dança levou à crença em seres espirituais. ou deuses Teoria sociológica (magia) 18

Poderes sobrenaturais intimamente ligados ao elemento sorte, Obtenção de atenção favorável desses poderes, Evitava a má sorte e propiciar a boa sina. Sem o elemento aleatório a religião poderia não ter surgido. Teoria do elemento aleatório (sorte) 19

Distingue o pensamento religioso; Coisas ou forças sobrenaturais são sagradas dependendo do significado que têm para o crente; Coisas sobrenaturais, consideradas más, são ímpias; A violação das regras é considerada profanação; O que não é sagrado ou ímpio é profano. O Sagrado e o Profano 20

Tudo que é considerado útil, prático ou familiar, que pertence ao mundo cotidiano, e não possui significado emocional característico do sagrado. O profano 21

Aspecto cognitivo da religião; Explicar a natureza e a origem das coisas sagradas; Baseia-se em atitudes habituais, na fé, e as noções dela derivadas. Mesmo quando coincidem com a ciência, não se fundamentam nas observações e no tipo de evidência próprios desta última. A crença religiosa 22

Lado ativo da religião. Apresenta as seguintes formas: Manipulação de objetos sagrados; Ação instrumental de conteúdo simbólico; Tipos de conduta. O ritual religioso 23

Despertar uma disposição de espírito favorável em relação ao sagrado Reforçar a fé dos participantes. A finalidade do ritual 24

Comemoração de ocasiões importantes referentes à vida do indivíduo ou do grupo. INDIVÍDUO GRUPO Nascimento Semeadura Puberdade Colheita Casamento Chegada das chuvas Nascimento de filhos Início de campanha militar Morte Vitória alcançada Os ritos de passagem 25

Tentativa de explicação para eventos que fogem ao entendimento humano; Forma lendária, poética (mitologia grega) ou fabulosa. Não confundir com dogma de fé, que significa verdade revelada, nem sempre ao alcance do entendimento humano. O mito 26

Distinções: Natureza dos fins visados. Tipos de atitudes envolvidas Tipo de ação sobrenatural Tipo de conduta Religião e Magia 27

Natureza dos fins visados: Religião: metas transcendentais ou de caráter geral (salvação, iluminação). Magia: metas imediatas e específicas, geralmente pessoais (boa colheita, sucesso nos negócios ou no amor, morte de um inimigo). Religião e Magia 28

Tipos de atitudes envolvidas: Religião: atitude subjetiva dos participantes, despertando sentimentos de temor respeitoso, reverência em relação ao que é santo. Magia: atitude casual e prosaica. (Espera-se que as forças da natureza obedeçam às forças do mágico). Religião e Magia 29

Tipo de ação sobrenatural: Religião: busca a atuação do mundo sobrenatural, habitado por seres sensíveis aos desejos e sofrimentos humanos. Magia: a ação sobrenatural muitas vezes nada mais é que uma força ou princípio imaginário, atribuído a certos objetos. Religião e Magia 30

Tipo de conduta: Religião: salvação da alma, princípios morais e éticos. Magia: (pode ser) empregada para satisfazer objetivos tais como vingança, aquisição de bens, assassínio, enriquecimento pessoal etc. Religião e Magia 31

Crenças práticas relacionadas à obtenção de efeitos; Intervenção, no curso dos acontecimentos, por meio da manipulação de forças ou agentes sobrenaturais. Magia 32

Hinduísmo Budismo Confucionismo Judaísmo Cristianismo Islamismo Formas de religião 33

Originário do sistema religioso védico-bramânico. Hinduísmo 34

Brama Vishnu Shiva Três maiores deuses do hinduísmo 35

Centro Origem de toda a criação Início Fim de tudo Brama 36

Transmigração Carma Samsara Dharma Dogmas básicos 37

Todas as almas sempre existiram; As almas não são criação de um deus; As almas vivem através de uma longa série de renascimentos ou reencarnações. Transmigração 38

As almas têm efeitos sobre o seu destino A alma reencarnará, como animal ou como homem, dependendo de seu comportamento anterior. Carma 39

Esquema para a reencarnação, Estabelece o ciclo de mortes e renascimentos sucessivos. A alma purificada integra-se à Brama, perdendo sua personalidade para sempre. Samsara 40

Código de deveres, Cumprimento de rituais religiosos Fundamento do sistema de castas. Dharma 41

Imobilismo social Sistema de castas Consequências práticas na sociedade 42

A posição de cada um é determinada pelas divindades Todos devem se conformar com seu destino. Imobilismo social 43

Não há passagem de um nível para outro As funções na sociedade são vitalícias e hereditárias Sistema de castas 44

Surge numa época de contestação e luta social Budismo 45

Siddhartha Gautama, chamado de Buda (o Iluminado) Fundador 46

Regras e modos de vida Purificação do indivíduo Busca do Nirvana Dogmas básicos 47

Estado de transcendência espiritual Desapego das coisas terrestres A vitória sobre a dor O triunfo sobre a morte A conclusão da transmigração carmânica Fim da individualidade Nirvana 48

Respeito aos mais velhos, tidos como sábios, Anciãos têm melhores condições de alcançar o Nirvana. Consequências práticas na sociedade 49

Baseado no pensamento chinês antigo Crença do universo como um todo Misto de filosofia e religião Culto aos antepassados e ao lar Confucionismo 50

Confúcio (K'ung fu-tzu) Fundador 51

Yin (princípio feminino, negativo) Yang (princípio masculino, positivo) Forças celestes (correspondentes e opostas) 52

Harmonia entre Terra e o homem Correlação entre o homem e o universo Forças celestes (correspondentes e opostas) 53

Tien Princípio cósmico imaterial Shangti Deus antropomórfico e pai do universo Tao (caminho) Divindades e forças 54

Práticas morais Regras de conduta social Normas gerais para a manutenção de uma ordem social baseada nas leis cósmicas. Tradicionalismo, Conservantismo rígido. Preservação dos valores antigos Consequências práticas na sociedade 55

Aliança com o povo eleito Doutrina revelada pelos profetas Relacionamento permanente entre o grupo e Deus Esperança de salvação da humanidade após a vinda do Messias Resquícios henoteístas Judaísmo 56

Essencialmente monoteísta Não adota o dualismo moral e metafísico do bem contra o mal Dogmas e doutrinas 57

Origem: Abraão Deus: Jeová único, criador do Céu e da Terra Deus supratemporal de poder, justiça e misericórdia Origem 58

Pentateuco ou Tora Profetas Escritos Sagrados Talmude Livros Sagrados 59

Crença em um Deus único Deus subsiste em três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) Filho: Jesus de Nazaré Natureza humana; Morreu, ressuscitou, voltou para junto do Pai Retornará no fim dos tempos. Cristianismo 60

A salvação da humanidade foi alcançada pelo sacrifício de Cristo que é "revivido" pela celebração da Igreja. Doutrina 61

Revoga aspectos mais conservadores do pensamento judaico Valoriza o homem e instaurando uma religião universalista Princípios 62

Promove a mulher, o pobre e o escravo Propagação entre as camadas sociais inferiores. Valores perdidos na idade das trevas (perda de seu caráter progressista) Consequências práticas na sociedade 63

Século XI Ocidental (Apostólico Romano) Igrejas Orientais (Ortodoxas) Século XVI Protestantismo Ramos do cristianismo 64

Grande Cisma do Oriente: Data da divisão do Império Romano em oriental e ocidental Transferência da capital de Roma para Constantinopla, no século IV. Ramos do cristianismo 65

Diferença de pontos de vista Ocidente influência de povos como os germanos Oriente permaneceu ligado à tradição da cristandade helenística (herdeiro do mundo clássico) Grande Cisma do Oriente 66

Cristianismo: Novo Testamento Judaísmo: Tora Islamismo 67

Profeta Maomé Livro sagrado Corão Islamismo 68

Unidade de Deus - Essência da fé Missão dos profetas e dos livros revelados Existência dos anjos, Juízo final Ressurreição dos mortos. Meca é a cidade sagrada Islamismo 69

Representou a integração dos nômades na sociedade Presa a elementos do passado Conservou aspectos formais da realidade social anterior Sociedade continuou patriarcal Poligamia permitida A religião que conserva seus princípios mais intactos Consequências práticas na sociedade 70

Fim 71

Fim 72