Inovação no Financiamento José Mendes Ribeiro Covilhã,18 de Maio de 2007 UBI_JMR_Maio 2007 Três perguntas simples...... de resposta muito complexa! Quem financia, hoje, a SAÚDE? Onde é gasto o dinheiro? Como podemos gastar melhor?
Quem financia hoje a Saúde? O financiamento da Saúde o lado da PROCURA está disperso por um conjunto de entidades públicas e privadas, por vezes com vários níveis de sobreposição Estado Seguradoras Privados Orçamento Estado para Ministério da Saúde Orçamento Estado para o Serviço Nacional de Saúde Orçamento dos subsistemas (ADSE, Militar, etc.) Seguros de saúde (individuais e empresas) Seguros de acidentes de trabalho (empresas) Seguros pessoais Taxas moderadoras no âmbito do SNS Co-pagamentos nos seguros de saúde Despesas directas dos próprios utilizadores Capitações no sistema público ADSE Beneficiários: 1,3 M pessoas Orçamento 2007: 867 M Financiamento: 727 M Orçamento Estado 2007 140 M Desconto Funcionários Descontos 2007: 1,5% Funcionários 1% Pensionistas Custo/pessoa: 669 SNS Orçamento 2007: 8.578 M INEM: 43 M (43 RP) INFARMED: 28 M (2 UE+26 RP) ERS: 4 M (1 OE+3 RP) SNS: 8.421 M (7.709 OE+53 UE+659 RP) Despesa Min Saúde/PIB = 5,4% Despesa MS/Despesa Admin. Central = 15,7% Custo/pessoa: 926
Dimensão do mercado segurador Seguradoras (Saúde) Prémios emitidos: 405 M Beneficiários: 1,5 M pessoas Crescimento 2006: 9,7% Tx Sinistralidade: 80% Seguradoras (AT s) Prémios Emitidos: 755 M Crescimento 2005: 0,3% Custos c/ Sinistros: 584 M Tx Sinistralidade: 77,3% Quota mercado: Multicare > 40% Médis n.d. AdvanceCare n.d. Quota mercado: Fidelidade Mundial 19,5% Império Bonança 12,6% Axa Portugal 10,5% Onde é gasto o dinheiro da Saúde? Os gastos ou despesas em Saúde o lado da OFERTA correspondem aos serviços oferecidos pelo mercado e pelo SNS Prestação Cuidados Saúde Oferta Pública Oferta Privada e Social Dispositivo de Saúde Pública Serviços de Emergência e Aconselhamento Rede de Cuidados Primários (Centros de Saúde) Rede de Hospitais SPA e EPE Rede de Cuidados Continuados Gestão da Comparticipação de medicamentos Sector convencionado de MCDT Hospitais e outras unidades com internamento Hospitais em PPP Rede de Farmácias Prática Médica Liberal
Onde é gasto o dinheiro da Saúde? Há uma tipologia diversa de entidades, com funções diferentes no SISTEMA DE SAÚDE português: Nível I Nível II Nível III Nível IV Administração do Sistema de Saúde Regulação (MS, ERS, INFARMED, DGS...) Gestão central do Serviço Nacional de Saúde Gestão da ADSE e outros sub-sistemas públicos Prestação Directa pelo Estado de Cuidados de Saúde Gestão Pública dos Hospitais SPA e EPE Gestão Pública de Centros de Saúde Prestação Indirecta de Cuidados pelo SNS Unidades Privadas e Sociais, com e sem internamento Hospitais e serviços em PPP Rede de convencionados de MCDT, SIGIC e Farmácias Prestação Privada de Cuidados Prestadores individuais Como podemos gastar melhor? 3 imperativos fundamentais para o financiamento efectivo do Sistema de Saúde : 1. Informação fiável para a tomada de decisão; 2. Uniformização da oferta de serviços e benefícios; 3. Inovação no modelo de financiamento do sistema.
1. Informação fiável para a tomada de decisão Forte investimento em sistemas de informação na área da gestão e dos processos clínicos; Automatização de procedimentos sem valor acrescentado; Utilização do CARTÃO DE UTENTE como meio de pagamento no sistema. 2. Uniformização da oferta de serviços e benefícios Progressiva redução de capacidade pública hospitalar instalada através de concentração e fusão de serviços; Definição de uma carteira mínima de serviços e de coberturas com liberdade de escolha, para os restantes patamares da oferta; Progressiva transferência de risco para os operadores de mercado (PPP s, SIGIC); Introdução de mecanismos mercado na selecção de prestadores convencionados (especialização, concorrência).
3. Inovação no modelo financiamento do sistema (I) Separação total do papel do Estado enquanto financiador e prestador de cuidados; Concentração do financiamento público à saúde numa única instituição (SNS, ADSE, ADM S,..); Alteração do mix dos financiadores através de estímulo fiscal (menos Estado, mais seguros); Utilização do financiamento como instrumento de eficiência da rede de prestação e incentivo da qualidade ( outcomes ) Identificação única perante o Sistema de Saúde, através do CARTÃO DE UTENTE; 3. Inovação no modelo financiamento do sistema (II) Universalização das garantias do SNS e ADSE a todos os cidadãos; Liberdade de escolha do prestador; Incentivo financeiro aos programas de promoção da saúde; Pagamento à produção nos hospitais (contrato programa); Pagamento por capitação, nos cuidados primários; Experiência piloto de gestão integrada numa Região de Saúde, por um operador privado, através de capitação.
Gestão de uma Região de Saúde por um Operador Privado Região Piloto Modelo de Pagamento Produto Capitação: Minimização do risco para o Estado através de transferência para o Operador; Gestão de ULS integrando tanto os Hospitais como os Centros de Saúde População-alvo: Cerca de 200/300 mil pessoas; Solução Win-Win (População, Estado e Operador) Éo melhor para a População: Uma só entidade com quem dialoga, responsabilizada de forma efectiva pelos resultados; Éo melhor para o Estado: Minimiza o risco, e estabelece um tecto contribuindo para a redução do Deficit ; Éo melhor para o Operador: Implementa, de forma articulada e integrada, todas as ferramentas de gestão de que dispõe.