Câncer de Bexiga - Parte II
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- Denílson Garrido Madureira
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1 Câncer de Bexiga - Parte II Autoria: Sociedade Brasileira de Urologia Sociedade Brasileira de Patologia Elaboração Final: 27 de junho de 2006 Participantes: Pompeo ACL, Carrerette FB, Glina S, Ortiz V, Ferreira U, Fonseca CEC, Wroclawski ER, Bretas FFH, Snitcovsky I, Coelho JMC, Fonseca Fº LL, Berger M, Monti PR, Matheus WE, Clark O, Freitas LAR O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizar condutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidas neste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela conduta a ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente. 1
2 DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DE EVIDÊNCIA: Revisão da literatura. GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA: A: Estudos experimentais ou observacionais de melhor consistência. B: Estudos experimentais ou observacionais de menor consistência. C: Relatos de casos (estudos não controlados). D: Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais. OBJETIVO: Oferecer um guia prático, adequado à realidade brasileira, destacando as melhores evidências disponíveis relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de bexiga. CONFLITO DE INTERESSE: Os conflitos de interesse declarados pelos participantes da elaboração desta diretriz estão detalhados na página 11 2 Câncer de Bexiga - Parte II
3 CARCINOMA INVASIVO CISTECTOMIA RADICAL O carcinoma urotelial invasivo de bexiga é uma doença potencialmente letal, requer tratamento agressivo e menos de 15% dos pacientes sobrevivem dois anos, se não tratados. Os objetivos do tratamento são a prevenção de recorrência local ou distante e oferecer sobrevida longa, com boa qualidade de vida. A cistectomia radical permanece como a opção de escolha para tumor de bexiga com invasão da camada muscular. Confirmada a invasão muscular após a ressecção transuretral, a cistectomia deve ser realizada o mais breve possível. Há evidência de que uma demora maior do que três meses entre a ressecção transuretral e a cistectomia altera o estadiamento, piorando o prognóstico 1 (C). As taxas de sobrevida total e livre de doença relacionam-se significativamente com o estadio patológico e a condição dos linfonodos pélvicos. A cistectomia radical em pt2-pt3a oferece controle local e aumento de sobrevida. Nestes estadios, com linfonodos negativos, a sobrevida livre de doença em 5 e 10 anos pode chegar, nas melhores séries, a 85% e 82%, respectivamente. Em pt3b e pt4, caem para 58% e 55%, respectivamente, e, havendo linfonodos comprometidos, para 35% e 34%. Nos casos de doença loco-regional ou metastática, a cistectomia pode ser indicada com finalidade paliativa. O procedimento padrão consiste em linfadenectomia pélvica bilateral associada à cistoprostatovesiculectomia, no homem, e à exenteração pélvica anterior, na mulher, o que inclui útero, tubas uterinas, ovários, bexiga, uretra e parede vaginal anterior. O objetivo é realizar uma ampla ressecção, incluindo toda a gordura perivesical e tecidos adjacentes, para se obter margens cirúrgicas negativas. A linfadenectomia recomendada consiste na remoção de todos os linfonodos situados na porção distal das artérias ilíacas comuns, hipogástricas, obturadoras e ilíacas externas, o que resulta em 10 a 14 linfonodos. Há evidência fraca de que o resultado relacionado à recidiva local e sobrevida é proporcional ao número de linfonodos removidos, mesmo que não comprometidos 2 (C). Câncer de Bexiga - Parte II 3
4 CISTECTOMIA PARCIAL A cistectomia parcial pode ser feita em casos excepcionais e sempre acompanhada de linfadenectomia uni ou bilateral. Em série recente, foi realizada em 6,2% dos tumores invasivos de bexiga, sendo indicações restritas a tumor único, ausência de carcinoma in situ, não recidivados e em local passível de ressecção. Os resultados são semelhantes aos da cistectomia radical, com a vantagem da preservação da bexiga. É opção válida para tratamento de tumores em divertículos 3 (C). MANUSEIO DA URETRA Estudo recente mostrou que, em homens, o comprometimento da uretra pelo carcinoma urotelial da bexiga é de 6,2%, enquanto a taxa de recidiva de carcinoma urotelial na uretra após cistectomia ocorre em 8,1% 4 (C). A comparação de biópsia prévia da uretra prostática com biópsia de congelação intraoperatória da margem uretral indicou a última como melhor fator preditivo de recorrência uretral em homens 5 (C). Caso ela seja positiva, escolhe-se outro tipo de derivação e indica-se a uretrectomia total. Em mulheres, a incidência de carcinoma urotelial em uretra, na peça da cistectomia, gira em torno de 2%, sendo o tumor em colo vesical o fator prognóstico mais importante, com incidência em 40% dos casos 6 (D). Há uma tendência atual em se utilizar a biópsia de congelação da margem do colo vesical como critério para a preservação da uretra 4 (C) 6 (D). Caso não haja indicação de neobexiga ortotópica, a uretra deve ser ressecada. A cistectomia com preservação da próstata (cápsula) e vesículas seminais ou dos órgãos genitais internos na mulher tem sido proposta recentemente 7,8 (C). Os resultados funcionais e oncológicos são controversos e não há base segura para recomendar sua aplicação. RECONSTRUÇÃO URINÁRIA Das diversas opções possíveis, as mais utilizadas são neobexiga ortotópica, conduto ileal e derivação urinária cutânea continente. Atualmente, a primeira opção tem sido a neobexiga ortotópica, que oferece melhor qualidade de vida. É contra-indicada em casos de comprometimento da margem cirúrgica uretral, função renal alterada com creatinina >2,5 mg/dl, doença intestinal inflamatória ou condições gerais que dificultem o cateterismo intermitente, se necessário. QUIMIOTERAPIA PERIOPERATÓRIA O carcinoma urotelial de bexiga tem uma alta taxa de resposta a vários esquemas de quimioterapia combinada que têm por base a cisplatina. Tais esquemas têm sido largamente usados em doença avançada e sua aplicação antes (neoadjuvante) ou após (adjuvante) a cistectomia objetiva melhorar os índices de recidiva local e sobrevida. A quimioterapia neoadjuvante tem como vantagens o tratamento de micrometástases, a avaliação objetiva da quimiossensibilidade do tumor, a administração de citostáticos na ausência da morbidade pós-operatória e o potencial de rebaixar o estadiamento tumoral. Nos casos de resposta completa (pt0), há aumento da sobrevida global 9 (C). 4 Câncer de Bexiga - Parte II
5 Constitui desvantagem submeter os pacientes a cistectomia em condições clínicas desfavoráveis, pelos efeitos tóxicos da QT, além de retardar o tratamento cirúrgico. Revisão sistemática, envolvendo 2605 pacientes em 11 estudos, demonstrou que a quimioterapia neoadjuvante resultou em vantagem na sobrevida global de 6,5% (IC 95% 2-11%) 9 (C). Outra revisão mostrou-se inconclusiva quanto aos benefícios do tratamento adjuvante 10 (C). Há uma tendência a oferecer quimioterapia perioperatória a pacientes com T3-T4 e/ou N+, considerando-se a faixa etária, a condição física geral, as funções cardiovascular e renal e o desejo do paciente. Entretanto, esta conduta não tem benefício estabelecido. A quimioterapia neoadjuvante tem indicação particular em casos de doença localmente avançada, como tentativa para viabilizar a cistectomia. RADIOTERAPIA PERIOPERATÓRIA A radioterapia pré-cistectomia foi muito utilizada na década de 70, mas não mostrou vantagens quanto ao controle local e à sobrevida 11 (A). A radioterapia pré e pós-cistectomia, em sanduíche, ou somente pós-operatória promoveu melhor controle local em doença localmente avançada (pt3b ou pt4), porém às custas de importante toxicidade gastrointestinal 12 (A). Atualmente, a radioterapia perioperatória não tem sido usada. Aguardam-se resultados com as novas técnicas radioterápicas. A radioterapia exclusiva pode ser utilizada em pacientes com indicação de cistectomia radical sem condições clínicas de serem submetidos à cirurgia 12 (A). PROTOCOLOS DE CONSERVAÇÃO VESICAL Regimes terapêuticos empregando ressecção transuretral isolada ou conjugada à radioterapia e quimioterapia têm sido usados como tentativa de preservação da bexiga. Existe evidência de que este tipo de tratamento possa ser utilizado em casos selecionados com tumores favoráveis, tais como pacientes sem condições de cistectomia, idosos ou os que recusam o tratamento padrão 13 (B) 14 (C). TRATAMENTO DO CÂNCER DE BEXIGA METASTÁTICO A quimioterapia citotóxica é a única modalidade terapêutica capaz de prolongar a sobrevida dos pacientes portadores de câncer de bexiga metastático. O tratamento combinando metotrexate 30 mg/m 2 dias 1, 15, 22, vinblastina 3 mg/m 2, dias 2, 15, 22 e doxorrubicina 30 mg/m 2 dia 2, cisplatina 70 mg/m 2 dia 2, a cada 28 dias (MVAC), produz taxa de resposta de 72%, acarretando sobrevida mediana em torno de 13 meses, sendo que somente 4% dos pacientes alcançam sobrevida em 5 anos. A desvantagem desse esquema é a alta taxa de toxicidade, que inclui vômitos, mucosite e neutropenia febril, acarretando 3% de mortalidade. A presença de metástases viscerais, em pulmões, fígado e ossos, juntamente com índice Karnofsky abaixo de 80%, são fatores preditivos de baixa resposta e menor sobrevida com tratamento com MVAC 15 (B) 16 (C). Câncer de Bexiga - Parte II 5
6 Um esquema de quimioterapia mais recente envolve o uso de gencitabina 1000 mg/m 2 dias 1, 8 e 15 e cisplatina 70 mg/m 2 dia 2 a cada 28 dias (GC). Este esquema foi comparado ao MVAC e mostrou melhor perfil de toxicidade com mesma sobrevida na avaliação de longo prazo 17 (A). Este estudo de fase III randomizou 405 pacientes para MVAC ou GC e mostrou sobrevida global de 14,8 meses versus 13,8 meses, para MVAC e GC, respectivamente (p=0,75). Devido à menor toxicidade, o GC tem sido o esquema preferencial no tratamento do câncer de bexiga 17 (A). Deve-se ressalvar, entretanto, que este estudo foi desenhado para detectar superioridade do GC e não equivalência entre ambos. PROGNÓSTICO A evolução do tumor de bexiga depende de fatores como o grau histológico, estadiamento, multifocalidade, tamanho e aspecto endoscópico do tumor, presença de carcinoma in situ plano (Cis) e tempo de recidiva após o trata- Recomendações Tumores superficiais 1. Ressecção transuretral de bexiga é o tratamento padrão. 2. Quimioterapia intravesical, com exceção da thiotepa, em dose única é recomendável nas primeiras 24 horas após a ressecção transuretral. 3. Re-ressecção transuretral, realizada 3 a 6 semanas após, é recomendável em ressecções incompletas e em todos os T1 de alto grau. 4. Tumores com moderado ou alto risco de recidiva ou progressão, após a ressecção transuretral, devem ser tratados com terapia intravesical adjuvante, preferencialmente, com esquemas de BCG de indução e manutenção por períodos variados. 5. Cistectomia radical poderá ser indicada para tumores superficiais, recidivados, refratários à terapia intravesical e é recomendável nos casos de T1 de alto grau recorrente, principalmente associado a Tis. 6. Aumento da ingestão hídrica e abandono do fumo são medidas recomendadas para reduzir o risco de recorrências. Tumores invasivos 1. Cistectomia radical com linfadenectomia pélvica ampliada é o tratamento recomendado para o câncer de bexiga com invasão de camada muscular. 2. Uretrectomia total está indicada em ambos os sexos, durante a cistectomia, quando a margem uretral estiver comprometida na congelação. 3. Cistectomia parcial pode ser indicada em tumor único, não recidivado, na ausência de carcinoma in situ e em local passível de ressecção. 4. QT peri-operatória pode ser oferecida a pacientes com câncer de bexiga em casos selecionados com estadiamento clínico T3, T4 e/ou N+ (neoadjuvante). 5. Ressecção transuretral isolada ou conjugada à radioterapia, com ou sem quimioterapia, pode ser utilizada em casos selecionados, como tentativa de preservação da bexiga Tumor metastático 1. O tratamento padrão para o câncer metastático é a quimioterapia com os esquemas MVAC ou GC. 6 Câncer de Bexiga - Parte II
7 mento. Outros fatores importantes são: invasão linfo-vascular, idade, ploidia tumoral, marcadores tumorais, perfuração vesical durante a ressecção transuretral da bexiga e invasão prostática 18,19 (C) 20 (D). Como regra geral, quanto mais profunda a invasão da parede vesical e mais indiferenciado o tumor, pior é o prognóstico 21,22 (D). Quanto à diferenciação celular, o grau 3, que é o mais indiferenciado, tem maior chance de recorrência, progressão e maior índice de mortalidade 20,23 (D). TUMORES SUPERFICIAIS Multifocalidade Considera-se tumor multifocal, a presença de mais de 3 lesões intravesicais 24 (C) 25 (D). Portadores de tumores múltiplos apresentam maior taxa de recidiva e progressão tumoral 26 (C) 27 (D). Tamanho Tumoral Embora controverso, existe evidência que tumores maiores que 3 cm estão associados a maior taxa de recidiva e progressão tumoral 24,28 (C). Recidiva Tumoral Quanto mais precoce a recidiva, pior o prognóstico, sobretudo se esta ocorrer no primeiro trimestre após a ressecção transuretral, ou nas fases iniciais de imunoterapia com o BCG 29 (C). Presença de Cis O Cis apresenta um comportamento imprevisível, com altas taxas de recidiva, progressão e metástases 26 (C) 27 (D). Pode ocorrer na forma focal ou difusa, associado ou não a lesões papilíferas. Os Cis estão associados em 50% dos casos aos tumores pt1g3 e, raramente, aos pta. Pacientes com Cis focal têm cerca de 8% de probabilidade de desenvolver doença invasiva, enquanto que na forma difusa esta evolução ocorre em 78% dos casos. O Cis apresenta taxa de recidiva de 63% a 92% 20 (D). Aspecto Endoscópico Os tumores de aspecto séssil ou sólido apresentam comportamento mais agressivo do que os tumores papilíferos 30 (D). Invasão Linfo-Vascular A invasão vascular e/ou linfática ocorre em 7% a 20% dos pacientes com tumores pt1. A presença desse tipo de invasão, em pacientes submetidos a cistectomia, está associada a maior acometimento de linfonodos, e é fator prognóstico independente para maior recidiva tumoral e menor sobrevida global 31,32 (C). Idade Pacientes com idade inferior a 45 anos apresentam, mais comumente, tumores de comportamento menos agressivo, com baixa taxa de recorrência e progressão 33 (B) 34 (D). Ploidia Tumoral Embora alguns estudos sugiram que a ploidia de DNA tumoral guarde relação com o grau histológico do tumor, não há consenso quanto ao seu uso clínico como fator prognóstico 35,36 (C). Marcadores Tumorais Dos vários marcadores tumorais estudados, o mais promissor e mais investigado até o momento é o p53. Em alguns estudos, a expressão Câncer de Bexiga - Parte II 7
8 do p53 (mutado) foi associada a maior progressão tumoral. Entretanto, seu uso ainda não é realizado de forma rotineira, devido ao seu alto custo e ao questionamento de seu valor como fator prognóstico independente 37 (C) 34 (D). Perfuração Vesical durante Ressecção Transuretral de Bexiga A perfuração vesical durante a ressecção transuretral apresenta mau prognóstico, principalmente se houver lesão intraperitoneal 19 (C). Invasão Prostática A invasão prostática também representa fator de risco adverso 29 (C). TUMORES INVASIVOS O risco de progressão após a cistectomia radical ou radioterapia pélvica para os tumores invasivos depende, predominantemente, do estadio histopatológico do tumor e é maior durante os primeiros dois anos do tratamento, reduzindo-se consideravelmente após três anos 39 (C). SEGUIMENTO DOS TUMORES SUPERFICIAIS Cistoscopia A primeira cistoscopia deve ser realizada no 3º mês para todos os casos, pois pode existir ressecção incompleta da lesão primária ou Recomendações Classificação de Risco para os Tumores Superficiais 38 (C) 27 (D) Tumores de baixo risco: únicos, ptag1, < 3cm de diâmetro Tumores de risco intermediário: ptag2-3, pt1g1-2, ou >3cm de diâmetro, ou tumores de baixo risco recidivados ou multifocais Tumores de alto risco: pt1g3, presença de Cis, tumores de risco intermediário multifocais ou recidivados Recomendações Fatores Prognósticos Adversos para Tumores Invasivos Gerais Anemia Emagrecimento Loco-regionais Hidronefrose Tumores de grande volume Aspecto endoscópico séssil Tumor fixo ao toque bimanual (anestesia geral) Histopatológicos Estadio e grau avançado Padrão de infiltração muscular multifocal Invasão linfo-vascular 8 Câncer de Bexiga - Parte II
9 recidivas tumorais precoces 40,41 (C) 42,43 (D). A freqüência com que as cistoscopias subseqüentes devem ser realizadas está na dependência dos fatores prognósticos de cada caso. A maioria das recidivas ocorre nos primeiros dois anos, razão pela qual após este intervalo os exames cistoscópicos tornam-se menos freqüentes 44,45 (C) 46 (D). Biópsias aleatórias da bexiga normal durante a cistoscopia devem ser evitadas 47 (B). Citologia Oncótica Nos tumores superficiais de alto grau e na presença de Cis, a citologia oncótica é positiva em cerca de 60% a 90% dos casos 41 (C). Marcadores Tumorais O papel dos novos marcadores tumorais (BTA Stat, BTA Trak, NMP22) ainda não está definido 48 (B) 49 (C) 50 (D). Exames de Imagem A ultra-sonografia tem sido utilizada em alguns centros como alternativa à cistoscopia para seguimento de tumores papilares de baixo risco 43 (D). Entretanto, não existem estudos comparativos com bom nível de evidência entre a ultra-sonografia e a cistoscopia nesta situação. A presença de tumor urotelial do trato urinário superior concomitante ao tumor superficial de bexiga ocorre em menos de 5% dos casos 51 (B). Assim, os exames de imagem devem focalizar, preferencialmente, os pacientes com maior risco. O exame clássico recomendado é a urografia excretora 51 (B). Exames mais recentes, como tomografia helicoidal e ressonância magnética, têm recebido a preferência; a pielografia ascendente também constitui uma alternativa em casos selecionados 42,43 (D); ainda não existem estudos comparativos consistentes entre estes métodos. Recomendações Seguimento Sugerido dos Tumores Superficiais 41 (C) 42,43 (D) Baixo risco Cistoscopia de controle com três meses Cistoscopias posteriores com intervalos semestrais, até o 2º ano e anual, até cinco anos Risco intermediário e alto Cistoscopia de controle com três meses Cistoscopias posteriores, a cada três meses, por dois anos, semestrais, por mais dois anos e, depois anuais, por mais seis anos Citologia oncótica a cada três meses, por dois anos, semestral, por mais dois anos e anual, até o 10º ano Imagem do trato urinário superior (ver texto) a cada 1 ou 2 anos, durante o tempo de seguimento Marcadores moleculares são opcionais Recomenda-se nova ressecção endoscópica antes do 3º mês para os tumores de alto risco ou ressecção incompleta Câncer de Bexiga - Parte II 9
10 SEGUIMENTO TUMORES INVASIVOS O maior benefício dos exames de seguimento se concentra nos primeiros 3 anos após o tratamento radical, período em que ocorre a maioria das recidivas 52 (B). A primeira avaliação deve ser realizada no 3º mês e inclui exame físico completo, testes de função hepática e renal, ultra-sonografia do abdome total e radiografia do tórax. Em casos de exames normais, controles a cada 4, 6 ou 12 meses são recomendados 41 (C) 42,43 (D). Nos casos de tumores avançados (pt3-t4 ou N+), deve-se realizar tomografia abdominal e pélvica (TC), a cada 3 ou 6 meses, por 2 anos e depois a critério clínico 42 (D). Mapeamento Ósseo deve ser Individualizado 52 (B) 42,43 (D) Pacientes com Cis associado devem ter avaliação freqüente do trato urinário superior 51 (B) 45 (C). Pacientes com preservação da uretra desfuncionalizada necessitam de citologia oncótica seriada e/ou uretroscopia 52 (B) 53 (C). Como não existe evidência de que o risco de recidiva neoplásica na uretra diminua com o tempo, a monitorização uretral deve ser feita por período de tempo indefinido 52 (B). Para pacientes com preservação vesical após radioterapia, deve-se realizar cistoscopia e citologia oncótica a cada três meses, pois há um alto risco de recidiva na bexiga 54 (A) 55 (C) 42,43 (D). TUMORES METASTÁTICOS Não existem critérios bem definidos sobre qual o melhor esquema de seguimento para estes pacientes 56 (B). Exame físico geral e exames laboratoriais e de imagem devem ser feitos a critério clínico. Recomendações Seguimento dos Tumores Invasivos 47 (B) 42,43 (D) Para todos os casos Avaliação clínica, testes de função hepática, testes de função renal, eletrólitos, ultrasonografia do abdome e radiografia do tórax, no 3º mês PO, e a cada 6 a 12 meses, indefinidamente Nos tumores pt3-t4 ou N+, a TC do abdome e pelve deve substituir a ultra-sonografia e ser realizada no 3º mês e a cada seis meses por dois anos e depois a critério clínico Mapeamento ósseo a critério clínico Para pacientes com uretra desfuncionalizada, acrescentar Citologia oncótica do lavado uretral a cada 6 a 12 meses, durante todo o seguimento Uretroscopia, quando citologia positiva e/ou uretrorragia Para pacientes com derivações urinárias ou reservatórios continentes, acrescentar Citologia oncótica da urina a cada 6 a 12 meses, durante todo o seguimento Para pacientes com preservação vesical, acrescentar Cistoscopia e citologia oncótica urinária trimestral por um ano e depois com intervalos progressivamente maiores TC do abdome e pelve anual ou ultra-sonografia do abdome ou urografia excretora anual 10 Câncer de Bexiga - Parte II
11 CONFLITO DE INTERESSE Glina S: é palestrante de eventos patrocinados pelos laboratórios Lilly, Bayer, Gsk, Pfizer, Baldacci, Janssen-Cilag, Astra-Zeneca, Novartis, Serono, Schering-Plough, MAS e Medley; participa de estudos clínicos e/ou experimentais subvencionados pelos laboratórios Lilly, Bayer, Gsk, Pfizer, Baldacci, Amgen, Handle-Cook, Janssen- Cilag, Astra-Zeneca, Novartis, Serono, Schering-Plough; é membro de conselho consultivo ou diretivo dos laboratórios Lilly, Bayer, Pfizer, Janssen-Cilag, Schering, Medley; participa de comitês normativos de estudos científicos patrocinados pelos laboratórios Cristalia e Baldacci; prepara textos científicos ou periódicos patrocinados pelos laboratórios Lilly, Pfizer e Schering. Clark O: Recebeu reembolso por comparecimento a simpósio; honorários por apresentação, conferência, palestras, organização de atividade de ensino, consultoria e também recebeu financiamento para realização de pesquisas das empresas Schering-Plough, Astra-Zeneca, Novartis, Bayer, Bristol-Mayers, Eurofarma, Janssen-Cylag, Unimed e Sociedade Brasileira de Urologia nos últimos 5 anos. Câncer de Bexiga - Parte II 11
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