Medidas de Frequência de. Doenças
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- Vitória Minho Pinto
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1 Universidade Federal do Rio de Janeiro Centro de Ciências da Saúde Faculdade de Medicina / Instituto de Estudos em Saúde Coletiva - IESC Departamento Medicina Preventiva Disciplina de Epidemiologia Medidas de Frequência de Doenças
2 Freqüências absolutas Foram notificados casos de aids Onde, ou em que população? No Brasil Na América do Sul No Estado do Rio de Janeiro Quando? Entre 1980 e 1997 Entre 1980 e 1988 Em 1991
3 Freqüências relativas (I) 7,6% da população residente em algumas capitais de estados brasileiros, com idade entre 30 e 69 anos, apresentavam diabetes mellitus, entre 1986 e 1988 (COMISSÃO COORDENADORA CENTRAL DO ESTUDO SOBRE PREVALÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NO BRASIL, 1992)
4 Freqüências relativas (II) Após a menopausa, entre cada mulheres acompanhadas por um período de um ano, 85,1 desenvolveram um episódio de doença coronariana (STAMPFER et al, 1985)
5 Conceitos epidemiológicos Incidência fundamentais Freqüência com que surgem novos casos de uma doença, num intervalo de tempo. Prevalência Freqüência de casos de uma doença, existentes em um dado momento
6 Incidência Medida dinâmica ; refere-se à uma mudança de estado de saúde: casos novos detectados através de mais de 1 observação Doenças recorrentes: incidência de primeiros episódios ou de quaisquer episódios Expressa como uma proporção (incidência acumulada) ou como uma taxa (taxa de incidência)
7 Incidência acumulada (I) Proporção de uma população fixa que adoece durante um determinado período de tempo (é adimensional) IC Uma população é caracterizada como fixa quando nenhum indivíduo é nela incluído após o início do período de observação Valores variam de 0 a 1 = I N ( t 0, t ) ' 0
8 Incidência acumulada (II) EXEMPLO (Adaptado de O Globo, 11/02/97) Um surto de intoxicação alimentar foi detectado durante um fim de semana, entre jovens que participavam de um retiro espiritual em uma cidade da grande São Paulo. Dos 132 participantes, 90 apresentaram um quadro clínico de gastroenterite aguda (GEA) no domingo. IC = 90 casos novos de GEA 132 participantes = 0.68 ou 68% por dia
9 Incidência acumulada (III) É uma medida adimensional, porém é necessário referi-la a um determinado período de tempo 0,68 por dia 0,68 por semana 0,68 por mês Expressa o risco de adoecimento ( average risk ): probabilidade de um indivíduo desenvolver uma doença durante um determinado período de tempo, condicionada à ausência de outros riscos relacionados a outras doenças
10 Taxa de incidência (I) (Densidade de incidência) Razão entre o número de casos novos de uma doença e a soma dos períodos durante os quais cada indivíduo componente da população esteve exposto ao risco de adoecer e foi observado (quantidade de pessoa-tempo de exposição) Pessoa-tempo: Medida composta pelos i indivíduos que integram uma população, e pelo intervalo de tempo t i durante o qual cada um deles se expõe ao risco de adoecer
11 Taxa de incidência (II) TI ( t 0, t ) = I PT onde PT = N ' i = 1 t i Pode ser utilizada para populações dinâmicas, com períodos de exposição/observação individuais variáveis
12 Taxa de incidência (II) Casos de acidente de trabalho em duas fábricas de eletrodomésticos durante o ano de 1996 (dados fictícios) Fábrica A Fábrica B Casos Empregados (total) 12 meses 9 meses 6 meses 3 meses Taxa de incidência de acidentes de trabalho na fábrica A TI = 40 casos [(100x1,0)+(200x0,75)+(500x0,5)+(200x0,25)] pessoas-ano = 72,7 casos por pessoas-ano
13 Incidência cumulativa e taxa de incidência Assumindo-se que a taxa de incidência de uma doença ao longo de um período é constante, a incidência cumulativa ou risco (médio) de adoecimento pode ser estimada como IC t = TI. t quando (TI.t) < 0.1
14 Prevalência (I) Medida estática,: casos existentes detectados através de uma única observação Expressa como uma proporção ( valores variam de 0 a 1) P t = C N t t
15 Prevalência (II) Prevalência do diabetes mellitus na população de 30 a 69 anos segundo grupos etários, em algumas capitais brasileiras, novembro de 1986 a julho de Grupo etário (anos) Casos (C t ) Amostra (N t ) Prevalência (P t - %) , , , ,43 Total ,57 Fonte: COMISSÃO COORDENADORA CENTRAL DO ESTUDO SOBRE PREVALÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NO BRASIL, 1992
16 Prevalência (III) Fatores determinantes da prevalência de uma doença - incidência - duração da doença - mortalidade - cura - migração Prevalência pontual e prevalência de período
17 Incidência e prevalência Assumindo-se que uma determinada população dinâmica é estável e que tanto a prevalência como a taxa de incidência são constantes ao longo do tempo, P ( 1 P ) = TI. D Se a prevalência é baixa (< 0.1), então P TI. D
18 Mortalidade (I) Medida análoga à incidência, quando o evento de interesse é o óbito ao invés da ocorrência de casos novos. Expressa como uma proporção (mortalidade cumulativa) ou como uma taxa (taxa ou densidade de mortalidade), cujos significados são análogos aos das respectivas medidas de incidência. Notar as diferenças nos denominadores, que incluem doentes e não doentes (exceto o da letalidade). Pode ser referida a uma ou mais causas de óbito, assim como a todas as causas.
19 Mortalidade (II) Letalidade óbitos pela doença X casos da doença X Sobrevida Função da incidência (ou mortalidade) S=1-I
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