Quando utilizar a pesquisa quantitativa?
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- Otávio Delgado Caldeira
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2 Quando utilizar a pesquisa quantitativa?
3 Utilizar pesquisa quantitativa Existem dados numéricos assecíveis e que possam ser medidos; Quando os dados numéricos parecem ser a resposta correta e óbvia; Há um problema de pesquisa bem definido; Há informação e teoria a respeito do conhecimento/foco de pesquisa Então... A pesquisa de natureza quantitativa deve ser realizada quando se conhece as qualidades e se tem controle do que se vai pesquisar (Silva & Simon, 2005)
4 Pesquisa Qualitativa Pesquisa Quantitativa Tema não familiar ; Pesquisa exploratória; Busca-se o significado; Exige flexibilidade para lidar com o inesperado; Aprofunda-se em questões casos ou eventos. Tema claro e familiar; Não há problemas em termos de mensuração; Busca-se descrição numérica de amostra representativa; Necessidade de mensuração; Busca-se generalização de resul-tados e comparação através de populações.
5 Nível de conhecimento sobre o tema Pesquisa Quali X Pesquisa Quanti Pesquisa quantitativa Pesquisa Qualitativa Representação alegórica dos domínios das duas modalidades de pesquisa. Adaptado de Silva e Simon (2005)
6 Relação entre Epidemiologia e Pesquisa Quantitativa Por que saber os conceitos básicos de epidemiologia ao se tratar da pesquisa quantitativa?
7 Epidemiologia Epidemiologia é uma ciência que utiliza métodos quantitativos para o estudo dos problemas de saúde.
8 Hipócrates Pierre Louis William Farr John Graunt Louis René Villermé John Snow Pasteur Epidemiologia Moderna Histórico da epidemiologia estudo clínicopatológico sobre tuberculose e febre tifóide, em Paris. Método estatístico Classificação das doenças ±430 ac Sec. XIX tabelas mortuárias em Londres, na qual analisa a mortalidade por sexo e região Relatório analisando a mortalidade nos diferentes bairros de Paris concluindo que era condicionada sobretudo pelo nível de renda. Conduziu numerosas investigações, as quais provaram que o consumo de água poluída era o motivo do desenvolvimento de diversas doenças. Epidemiologia de campo
9 Epidemiologia Moderna Ciências Biológicas Clínica Patologia Microbiologia Parasitologia Imunologia Epidemiologia clínica e aplicação do método epidemiológico na clínica Interfaces da Epidemiologia Ciências Sociais Determinação social da doença Estatística Coleta de dados Análise de dados
10 Epidemiologia Clínica Método Epidemiológico Tem como objetivo conhecer o ambiente imediato em que vive o paciente de modo a verificar as circunstâncias que possibilitam o aparecimento da doença. Consiste na aplicação dos fundamentos epidemiológicos modernos ao diagnóstico clínico e ao cuidado direto com o paciente 4a Etapa Confirmação ou não das hipóteses 1a Etapa Epidemiologia descritiva 3a Etapa Epidemiologia Analítica 2a Etapa Elaboração de Hipóteses
11 Áreas de Interesse da Epidemiologia O que? Quem? Quando? Onde? Por quê? Epidemiologia descritiva: -Tem o objetivo de descrever epidemiologicamente um evento; - Informa sobre freqüência e a distribuição de um evento. Epidemiologia analítica: -Tem o objetivo de investigar com profundidade a associação entre dois eventos, com intuito de estabelecer explicações para uma eventual relação entre eles; - Busca os fatores determinantes dos eventos
12 Epidemiologia Descritiva Quando estuda-se a distribuição de um agravo à saúde exige, previamente, a organização das informações no tocante às características: Das pessoas; Do lugar; Do tempo. Este procedimento caracteriza a epidemiologia descritiva.
13 Epidemiologia descritiva estuda o comportamento das doenças (o que) em uma comunidade, isto é, em que situações elas ocorrem na coletividade, segundo características ligadas à pessoa (quem), ao lugar ou espaço físico (onde) e ao tempo (quando) fornecendo elementos importantes para se decidir que medidas de prevenção e controle estão mais indicadas para o problema em questão e também avaliar se as estratégias adotadas causaram impacto, diminuindo e controlando a ocorrência da doença em estudo.
14 Variáveis relativas às pessoas Considerações Gerais: Fontes de dados DATASUS Classificação de variáveis descritivas Agrupadas segundo presença no nascimento ou adquiridas posteriormente; Agrupadas em demográficas, sociais e comportamentais Usos do conhecimento sobre distribuição de doenças Expor situações de saúde em subgrupos da população; Fornece subsídios para levantamento de hipóteses Define prioridades de intervenção, influenciando as medidas de prevenção e controle
15 Variáveis relativas às pessoas Classificação das variáveis Demográficas Idade, sexo egrupo étnico Sociais Estado civil, renda, ocupação e instrução Variáveis que expressam estilo de vida Hábito de fumar, consumo alimentar, prática de exercício físico e uso de drogas
16 Variáveis relativas ao lugar Usos Indicar risco para a população Acompanhar disseminação de agravos à saúde Subsídios para explicações causais Definir prioridade de intervenção Avaliar o impacto da intervenção Fonte de dados e unidade de observação IBGE, DATASUS
17 Variáveis relativas ao lugar Principais comparações Entre países Entre unidades administrativas dentro de um país Entre áreas rurais e urbanas Em nível local Mobilidade da população e saúde Migração populacional Transferência de doenças de uma região para outra Urbanização (doenças infecciosas e não infecciosas) Disseminação de doenças
18 Variáveis relativas ao lugar
19 Variáveis relativas ao Tempo Usos Indicar os riscos a que as pessoas estão sujeitas; Monitorizar a saúde da população Prever a ocorrência de eventos Fornecer subsídios para explicações casuais Auxiliar no planejamento de saúde Avaliar o impacto das intervenções
20 Variáveis relativas ao Tempo Considerações: Mudanças bruscas nas frequências Após campanhas de vacinação em massa; Mudanças graduais nas frequências Relação entre consumo de cigarro e mortalidade cancer de pulmão Mudanças na forma de apresentação das doenças Diferentes forma de apresentar estruturas etárias por exemplo Mudanças nas características das pessoas e do lugar Mudanças no tamanho e estrutura da população.
21 Estado de saúde da população
22 Medidas de Saúde Há dificuldades para medir a saúde; O nível de saúde é medido com a investigação de dados negativos Morte Doença Agravo
23 Medidas de Saúde - Risco Senso Comum Perigo Potencial Matemática Probabilidade Epidemiologia Probabilidade de ocorrência de um evento OU
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25 Quem devo investigar? Quais características investigar? O Evento acontece com alguma população específica? Todos têm o mesmo risco? O Risco varia de acordo com as características?
26 Podemos perguntar: Qual o risco de câncer de colo uterino?
27 Podemos perguntar: Qual o risco de câncer de colo uterino? Qual o risco da população desenvolver câncer de colo uterino? OU Qual o risco de existir câncer de colo uterino na população? Há diferença????
28 Incidência X Prevalência Incidência Frequência de casos novos de uma doença ou problema de saúde São obtidas nos estudos que envolvem seguimento. Medem a frequência com que as pessoas adoecem independentemente do tempo que ficam doentes oriundos de uma população sob risco de adoecimento, ao longo de um determinado período de tempo necessário que cada indivíduo seja observado em no mínimo duas ocasiões Prevalência Frequência das doenças ou outras características em um momento determinado casos antigos + casos novos Descreve a força com que subsistem as doenças nas coletividades Descreve a proporção da população afetada por uma doença em um momento determinado
29 Incidência X Prevalência
30 Incidência X Prevalência
31 Fatores que influenciam a Prevalência Aumento Maior duração da doença; Aumento da incidência (I); Aumento da sobrevida, sem cura; Imigração de casos ou emigração de pessoas sadias; Melhoria dos recursos diagnósticos; Melhoria do sistema de informação. Redução Menor duração da doença; Diminuição da incidência (I); Maior letalidade; Imigração de pessoas sadias ou emigração de casos; Aumento da taxa de cura.
32 Indicadores de saúde 1. Demográficos 2. Socioeconômicos 3. Mortalidade 4. Morbidade e fatores de risco 5. Recursos 6. Cobertura.
33 Indicadores de saúde Demográficos População total Razão de sexos Proporção de idosos Grau de urbanização Socioeconômicos Taxa de analfabetismo Proporção de pobres Níveis de escolaridade Taxa de desemprego Taxa de trabalho infantil
34 Indicadores de saúde Mortalidade Taxa de mortalidade infantil Taxa de mortalidade por causa específica Taxa de mortalidade por causas externas Taxa de mortalidade por acidentes de trabalho Morbidade e fatores de risco Incidência de febre amarela Taxa de incidência de doenças relacionadas ao trabalho Prevalência de pacientes em diálise (SUS) Proporção de nascidos vivos por idade materna
35 Indicadores de saúde Recursos Número de leitos por habitante Gasto médio por atendimento ambulatorial Gasto público com saúde, como proporção do PIB Gasto federal com saneamento Cobertura Proporção de partos cesáreos Número de consultas médicas SUS por habitante Coberta de planos e seguros privados de saúde suplementar Cobertura vacinal no primeiro ano de vida
36 Risco X Fator de Risco Risco Probabilidade de um indivíduo desenvolver um resultado (doença ou outro desfecho clínico), em um certo período de tempo Fator de Risco Característica do indivíduo, herdada ou adquirida, associada à maior probabilidade de este mesmo indivíduo apresentar, no futuro, um dano a saúde
37 Risco Absoluto Risco Relativo Estudos que utilzam incidência Odds Ratio Estudos que utilizam prevalência Medidas de Associação para Fatores de Risco
38 Exemplo: Em um estudo buscou-se atribuir o risco para câncer do aparelho digestivo entre bebedores de cerveja (comparados com não-bebedores), do sexo masculino, na Bélgica. Local do câncer Risco Relativo Intervalo de Confiança Esôfago 3,16 1,53 7,21 Estômago 0,85 0,59 1,20 Cólon 0,88 0,62 1,23 Reto 1,05 0,74 1,49
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