Cuidar do Ambiente. É responsabilidade de todos nós
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- Ângelo de Lacerda Martins
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1 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MARTIM DE FREITAS Cuidar do Ambiente É responsabilidade de todos nós Projeto Eco- Escolas 2013/2014
2 Todos somos chamados a desempenhar um papel essencial, não pelo que dizemos, mas pela maneira com vivemos. 2
3 Índice INTRODUÇÃO... 4 OBJETIVOS... 5 RECURSOS HUMANOS... 5 RECURSOS EXTERNOS... 6 PÚBLICO- ALVO... 6 ATIVIDADES A DESENVOLVER E SUA CALENDARIZAÇÃO... 7 Durante o Ano Lectivo Atividades transversais a todas as temáticas: METODOLOGIAS AVALIAÇÃO Considerações finais
4 INTRODUÇÃO Os cientistas dizem que a Humanidade está a chegar ao limite do uso dos recursos naturais existentes na Terra. Preveem o fim de alguns minérios para daqui a uns anos. Fenómenos devastadores cada vez mais frequentes (ciclones, fogos, florestais, chuvas torrenciais, inundações) são o resultado do abuso da Natureza e dos seus recursos. Portugal foi um dos países pioneiros no investimento em energias renováveis, como o sol, o vento, o mar, etc, apostando, por exemplo, nas turbinas eólicas para a produção de eletricidade. Com este projeto queremos contribuir para uma maior consciencialização em relação à preservação do nosso planeta. Com pequenos gestos (por exemplo: reparação, reciclagem e reúso) estaremos a dar o nosso contributo para um mundo mais sustentável. O Projeto Educativo da Escola Martim e Freitas contempla a criação de espaços de aprendizagem diversificada e enriquecedora de saberes não curriculares, aliados às práticas pedagógicas de carácter disciplinar. É neste contexto que o projeto Eco- Escolas permite explorar diversos domínios de aprendizagem, onde os alunos possam desenvolver competências de domínio técnico, científico e cívico no contexto ambiental. O Eco- Escolas é um Programa de âmbito internacional que pretende encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental/Desenvolvimento Sustentável. É um Programa vocacionado para a Educação Ambiental, para a Sustentabilidade e para a Cidadania. Aos alunos é- lhes dirigido o desafio de se habituarem a participar nos processos de decisão e a tomarem consciência da importância do Ambiente no dia- a- dia da sua vida pessoal, familiar e comunitária. O Programa procura igualmente, estimular a criação de parcerias locais entre a escola e as autarquias, procurando contribuir para um maior envolvimento e participação em todo o processo dos municípios, empresas, órgãos comunicação social, ONGA's e outros agentes interessados em contribuir para o Desenvolvimento Sustentável. A prova do nosso fracasso coletivo é que quase mil milhões de pessoas estão subnutridas e que mais de mil milhões de pessoas sofrem de excesso de peso ou obesidade O ano letivo 2013/2014 será o quinto ano em que o Agrupamento participará no Programa. Tendo em conta os problemas diagnosticados, pretende- se levar a cabo iniciativas que tenham um 4
5 carácter informativo e prático que possam conduzir, num futuro próximo, a ações e tomadas de decisão assertivas no que ao Ambiente diz respeito. De realçar que os efeitos de um projeto desta envergadura nunca podem ser estimados ao fim de quatro ou cinco anos e que para se conseguirem obter resultados francamente positivos é necessário o envolvimento de toda a Comunidade Educativa e dar continuidade ao lema da nossa escola, Cuidar do Ambiente é Responsabilidade de todos nós. Contamos, por isso, com a colaboração e apoio de todos na transformação ecológica do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas! OBJECTIVOS Em consonância com o exposto, os objetivos gerais do Programa Eco- Escolas são: Sensibilizar a Comunidade Educativa para os problemas ambientais; Promover o desenvolvimento de competências que permitam escolhas e tomadas de decisões assertivas; Promover uma reflexão crítica, principalmente por parte dos alunos, acerca dos seus comportamentos na área da Sustentabilidade; Encorajar ações para a Educação Ambiental e para Cidadania; Reconhecer o trabalho desenvolvido pela Escola em benefício do Ambiente; Envolver todo o Agrupamento e a Comunidade Local, no sentido de desenvolver esforços para implementar os princípios de ação do projeto; Estabelecer novas parcerias com empresas/entidades locais de carácter público e privado; Promover o Empreendedorismo; Dar resposta às várias solicitações e dúvidas da Comunidade Escolar no âmbito do Programa. RECURSOS HUMANOS Por indicação da Diretora da Escola, o Projeto de Eco- Escolas será coordenado pela professora Maria Nilza Lopes e contará com a colaboração direta da professora Ana Paula Lucas, dos professores das disciplinas de Educação Visual e Tecnológica, de Ciências da Natureza, de 5
6 Educação Musical, dos diretores de turma, dos professores do pré- escolar e do 1º ciclo do Agrupamento. Será importante uma cooperação entre este projeto e outros Projetos e Clubes já existentes na escola. Nomeadamente, o Projeto de Educação para a Saúde (PES), o Clube de Cerâmica e o ATL. Nas atividades a desenvolver intervirão outros professores do Agrupamento, alunos, auxiliares de ação educativa, entidades com as quais estabelecemos parcerias, Associação de Pais e Encarregados de Educação. A colaboração dos professores dos vários departamentos é uma condição essencial à obtenção de resultados positivos, de modo a que, os assuntos ambientais que são estudados na sala de aula influenciem a forma de funcionamento da Escola. RECURSOS EXTERNOS Nos anos anteriores contámos com a colaboração da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, com a Câmara Municipal de Coimbra, com a Associação Bandeira Azul da Europa, ABAE, com a QUERCUS, com o projeto Escola Eletrão, com a AMI, com a VALORMED, o Continente, os Escuteiros da Adémia e com a empresa TORRESTIR. Neste ano, serão renovadas as parcerias anteriores e tentar- se- ão as parcerias com a Universidade de Coimbra (Faculdades, Jardim Botânico e Museus), Green Cork e outras empresas/entidades regionais e nacionais de carácter público e privado. As parcerias irão no sentido da obtenção de informação, material de apoio e ações junto da Comunidade Escolar nas diversas vertentes do Programa Eco- Escolas. A Comunidade Local constitui igualmente um recurso para a execução do Programa. Eventualmente, poderão surgir outras parcerias no decorrer do ano letivo. PÚBLICO- ALVO Uma das ideias deste projeto é que seja dos alunos para os alunos, com o devido acompanhamento e orientação por parte dos professores. Independentemente do número de turmas aderentes ao Programa, tentaremos fazer um esforço de envolvimento de toda a Escola e da Comunidade Local. Esse objetivo será alcançado de modo a focar a atenção da comunidade no trabalho desenvolvido, realçando a evolução do desempenho ambiental da escola. Não podemos esquecer que para termos o que nunca tivemos, temos de fazer o que nunca fizemos! 6
7 O envolvimento da Comunidade é fundamental e traz benefícios mútuos. Projeto Eco- Escolas 2013/ 2014 ATIVIDADES A DESENVOLVER E SUA CALENDARIZAÇÃO Todas estas iniciativas serão implementadas nas atividades curriculares e no Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, nas turmas de Ciências do 8º ano, nas turmas do pré- escolar e do 1º ciclo das escolas do Agrupamento. Outras atividades serão de cariz transdisciplinar que são promovidas no âmbito das Semanas Científico culturais da escola, bem como de outras atividades e efemérides comemoradas anualmente pela escola. Todas as atividades a desenvolver procurarão estar integradas no Projeto Educativo da Escola e no Plano Anual de Atividades. Procuraremos articular sempre que possível, a implementação do Programa com trabalho a desenvolver nas disciplinas. Pretende- se também responder aos interesses da Comunidade Escolar e no caso dos alunos é necessário ter ainda em consideração a sua faixa etária. Para a consecução positiva das atividades é necessário o empenho de todos os intervenientes. Na organização das atividades procuraremos sempre potencializar os recursos locais. De salientar que as atividades propostas podem ser reformuladas ou acrescentadas outras, caso venham a ser pertinentes. Algumas ações são de execução contínua e, por outro, estamos dependentes da articulação prática de coordenação e de uso dos meios materiais, com outras atividades de complemento curricular. Vamos renovar as parcerias com as entidades que colaboraram connosco durante este ano e preparar o início do novo ano letivo, a fim de darmos continuidade ao trabalho que já iniciámos e que foi gratificante para todos os elementos envolvidos. Ao longo destes anos notou- se alguma consciencialização e melhoria nas práticas ambientais. No início do ano letivo pretendemos fazer a divulgação do Programa através de campanhas que já iniciámos nos anos anteriores e continuaremos a desenvolver no próximo ano. Uma campanha na qual se incluirá a divulgação do Eco- Código, aprovado no Conselho Eco - Escolas de Maio de 2013, e das datas alusivas à proteção e Conservação da Natureza, a assinalar ao longo do ano letivo. 7
8 Continuaremos com o nosso Painel Eco- Escolas, através do qual procuramos divulgar a agenda de trabalhos, relatar algumas atividades de significativa importância ambiental para a escola, retratar atividades levadas a cabo e divulgar informações importantes aos alunos, pais, professores e funcionários. Continuaremos, tal como aconteceu nestes anos letivos anteriores a tentar dar resposta aos desafios que nos foram lançados pela ABAE. Seguidamente iremos formar e reunir o Conselho Eco- Escolas que é a força motriz do nosso projeto (em meados de Novembro) e registaremos em atas, todas as decisões tomadas. Depois da renovação da inscrição da escola no programa Eco- Escolas, em Outubro de 2013, proceder- se- á à constituição do Conselho Eco- Escolas. Este Conselho Eco- Escolas conta com a participação da professora coordenadora do projeto, professores colaboradores, professora representante do 1º ciclo, professora representante do pré- escolar, da coordenadora dos Diretores de turma, da técnica do ATL, Professores de Ciências e de Educação Visual, da representante do pessoal não docente, da representante da Câmara, da representante da junta de freguesia, da representante dos pais e Encarregados de Educação e representantes dos alunos do pré- escolar e dos 1º,2º e 3º ciclos. Todas as medidas, sugestões e atividades debatidas e previstas em Conselho Eco- Escolas, são do conhecimento e aprovadas pelo Órgão de Gestão da Escola, bem como serão dadas a conhecer aos Responsáveis Municipais pelo projeto Eco- Escolas. Elaboraremos de seguida o Plano de Ação da nossa escola que é dinâmico, pelo que, durante a sua execução e, caso seja necessário, serão introduzidos ajustamentos. As metas estabelecidas, quando atingidas, serão celebradas com entusiasmo e as avaliações menos positivas servirão igualmente para tirarmos conclusões dos fatores que a isso conduziram e reformular estratégias. A nossa grande meta é mudar comportamentos sócio - ambientais de modo a atingir a sustentabilidade. Sendo a escola um local de formação pessoal nas suas diversas vertentes, a realização de projetos que complementem e preparem o indivíduo como agente consciente e ativo pelo ambiente é essencial. 8
9 De seguida será feita a Auditoria Ambiental, no sentido de diagnosticar e avaliar as condições existentes, para identificação do que necessita ser corrigido e/ou melhorado De acordo com as especificidades do Agrupamento e dando continuidade ao trabalho já iniciado, são 4 as temáticas consideradas mais relevantes. A saber: Água, Resíduos, Energia, Florestas e Agricultura Biológica. Enumeram- se de seguida as atividades a realizar em cada área, assim como a sua calendarização prevista. Água, e Resíduos Visita de estudo ao Pavilhão da Água no Porto - 1 de Outubro 2013 Visita de estudo à ETAR do Choupal - Data a definir Campanha de recolha de vários resíduos (rolhas, TAC s, entres outros) todo o ano Campanha recolha de Medicamentos fora do prazo de Validade - Colaboração com a Farmácia S. José (para Professores e Funcionários) Visita de estudo ao Museu da Ciência e Jardim Botânico data a definir Projeto Interrecycling - recolhas de REEE Recolha de tinteiros Limpeza da escola Sessões do Ciclo da Água, Águas de Coimbra- Novembro de 2013 Sessão sobre Gestão Sustentável dos Recursos, pela Quercus Abril 2014 Energia e Florestas Comemoração do dia 21 de Março - Dia Mundial da Floresta. As florestas são um monumento vivo, a melhor memória e a melhor herança que podemos deixar para os próximos cem anos e para as gerações futuras. Dia Eco- Escolas realiza- se nesse dia, uma exposição de vários trabalhos elaborados pelos alunos durante o presente ano letivo e atividades relacionadas com a temática. Atividades do Museu da Ciência Divulgação dos trabalhos dos alunos 9
10 Palestras/Workshops com cientistas, responsáveis da ABAE, da DECO, da Câmara Municipal de Coimbra e da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais Intercâmbios com outras Eco- Escolas - A troca de experiências, a convivência entre as crianças e professores é uma mais- valia para a melhoria da nossa multiculturalidade. Participação no Seminário Eco- Escolas. Monitorização do consumo energético em tempo real Participação no Dia da Escola Aberta Concurso Poster Eco - Código com a colaboração do grupo disciplinar de Educação Visual Construção de uma Horta Biológica. Durante o Ano Letivo Recolha de Consumíveis informáticos e Telemóveis no Depositrão; Pilhão com recolha de pilhas; Rolhão com recolha de rolhas e cortiça; Tampas e garrafas de plástico em colaboração com o PES; Oleão com recolha de óleos domésticos usados; Eletrão com recolha de eletrodomésticos velhos e usados. Atividades transversais a todas as temáticas: Todas as iniciativas dos alunos envolvidos, serão sempre que possível divulgadas à restante comunidade educativa, através dos vários meios disponíveis. Divulgação de trabalhos (via caderneta do aluno, página da escola, faxes, etc) Conselho Eco- Escolas; Reuniões com as professoras do pré- escolar e do 1º ciclo; Conselho de Diretores de Turma; Painel Eco- Escolas; Campanhas de sensibilização; Palestras e Workshops; Exibição de filmes e documentários; Colaboração com o jornal da nossa escola "ARTEFACTOS" e com os diários locais; 10
11 Poderão ser desenvolvidas outras atividades que pareçam oportunas no momento. METODOLOGIAS As metodologias a usar serão diversificadas e prevê- se que o trabalho e esforço de todos sejam de carácter contínuo, de forma a focar a atenção da comunidade no trabalho desenvolvido, realçando a evolução do desempenho ambiental da escola. Destacam- se algumas das metodologias a que se pretende recorrer na dinamização do projeto: Atividades de pesquisa Campanhas/comemorações de eventos Exposições de trabalhos Palestras/debates/sessões de informações sensibilização Formação Atividades educativas ao ar livre Dinâmicas de grupo Seminários/congressos/workshops Aplicação de Questionários e outros instrumentos de medida Estratégias de envolvimento das famílias Estratégias de envolvimento da Comunidade AVALIAÇÃO A avaliação do trabalho realizado será feita através da: Observação direta do envolvimento dos alunos e restantes elementos da Comunidade Educativa; Diálogo com os intervenientes em cada atividade e percentagem de adesão da Comunidade Educativa às atividades propostas. Relatórios nos finais dos períodos sobre o trabalho desenvolvido. Candidatura ao galardão 11
12 Considerações finais Ao implementar um projeto de educação para o ambiente, estaremos a facilitar aos alunos, uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilização e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta. Desenvolveremos assim, as competências e valores que conduzirão a repensar e avaliar de outra maneira as suas atitudes diárias e as suas consequências no meio ambiente em que vivem. Educar para a sustentabilidade é acima de tudo um ato de cuidado e de amor, e é com esses poderosos ingredientes que o trabalho educativo nas escolas, junto da comunidade, na nossa cidade, no nosso país e planeta poderá de facto fazer a diferença. O que pode fazer a diferença é a atitude com que enfrentamos as dificuldades do presente e os desafios do futuro: o otimismo, a resistência e a esperança, a criatividade e a capacidade de nos darmos as mãos para vencer os desafios do futuro. Temos de prestar atenção uns aos outros, para nos estimularmos no amor e nas boas obras! Para termos o que nunca tivemos, temos de fazer o que nunca fizemos! Coimbra, 3 de Setembro de 2013 As professoras Maria Nilza Lopes Ana Paula Lucas 12
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