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- Maria Eduarda Belmonte Caires
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1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO - FORMAL
2 Definições: Educação Ambiental não - formal: pode ser definida como as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização na defesa da qualidade do meio ambiente - Lei n de 27/04/1999.
3 Por educação ambiental formal entende-se o tipo de educação organizada com uma determinada seqüência e proporcionada pelas escolas, enquanto que a designação educação informal abrange todas as possibilidades educativas no decurso da vida do indivíduo, constituindo um processo permanente e não organizado.
4 A educação não - formal, embora obedeça também a uma estrutura e a uma organização e possa levar a uma certificação, diverge ainda da educação formal no que respeita à não fixação de tempos e locais e à flexibilidade na adaptação dos conteúdos de aprendizagem a cada grupo concreto. Afonso A.J., 1989, citado por Simson et al 2001.
5 2 - Considerações fundamentais: A Educação Ambiental não - formal não indica que não exista uma formalidade e espaço educacional, ambas devem estar presentes, porém diferente da escola tradicional. Segundo Simson 2001, restritamente o termo diz respeito às instituições, associações, organizações e grupos que trabalham com a Educação.
6 Em Educação Ambiental não - formal, o compromisso educacional é focado em assuntos considerados importantes pelos envolvidos com a questão. A transmissão do conhecimento deve acontecer de forma não obrigatória sem a existência de mecanismo de repreensão em caso de não aprendizado.
7 As atividades precisam ser vivenciadas com prazer, permitindo o improviso, possibilitando a troca de experiências e formação de grupos. A Educação Ambiental não - formal deve ter como princípio funcionar como espaço e vivência social, reforçando o coletivo e estabelecendo laços de afetividade com a causa.
8 - O educador deve atuar como facilitador/animador/organizador, buscando propiciar oportunidades para refletir sobre atitudes, posturas em relação às causas ambientais, possibilitando caminhos para a transformação social. - A Educação Ambiental não - formal deve possibilitar condições para os atores participarem da mudança social, interferindo na história por meio da reflexão e transformação.
9 Segundo Simson, 2001, os espaços da Educação não - formal deverão ser desenvolvidos seguindo alguns princípios como: - apresentar caráter voluntário - proporcionar elementos para socialização e solidariedade
10 - visar ao desenvolvimento social - evitar formalidades e hierarquias - favorecer a participação coletiva - proporcionar a investigação - proporcionar a participação de forma descentralizada.
11 Pontos fundamentais para ações afetivas: - considerar os desejos e anseios das pessoas - estudar a realidade do local/comunidade - buscar integração de características atuais e futuras - propostas com ações planejadas.
12 ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA FRENTE ÀS QUESTÕES AMBIENTAIS
13 QUESTÕES AMBIENTAIS SISTEMA AMBIENTAL DINÂMICA AMBIENTAL MEIO FÍSICO MEIO BIÓTICO MEIO ANTRÓPICO
14 O AMBIENTE ANTRÓPICO - escola - saúde - lazer - segurança O homem e a sociedade - trabalho - moradia - transporte - poluição visual - lixo
15 - FAUNA O AMBIENTE BIÓTICO - animais - animais domésticos - animais silvestres - insetos e outros - microorganismos patogênicos - FLORA - fragmentos florestais - arborização urbana - vegetação ciliar - áreas de parques e jardins - florestas exóticas - microorganismos patogênicos - plantas agrícolas O homem, as plantas, os animais e microorganismos
16 O AMBIENTE FÍSICO - SOLO - ÁGUA - uso e ocupação - encostas - impermeabilização - agricultura - poluição - consumo humano - consumo industrial - consumo agrícola - mananciais - chuvas torrenciais ácidas - poluição - O AR - temperatura aquecimento global frio - umidade relativa - ventos - poluição - SOM - poluição sonora - LUZ - poluição luminosa
17 Participação como princípio mediador da Gestão Ambiental As questões ambientais muito mais do que técnicas são questões políticas A participação necessariamente tem que ser constituída entre os setores público, privado e organizações de interesse (terceiro setor ONG s ) Necessariamente tem que: - Rever os objetivos e estratégias do desenvolvimento local - Contabilizar o planejamento e o mercado - Criar alternativas com visão do conjunto de problemas Permitir aos indivíduos clara consciência da realidade Nas questões ambientais a comunidade não pode esperar só uma ação governamental, pois se ela não vier temos um agravamento ou um impacto
18 Elementos para êxito da Organização comunitária A- Organização Social B- Capacitação C- Participação Consciente D- Responsabilização
19 A) Organização Social - Grupos de interesse comum - Igrejas, Sociedade beneficentes, Clubes, Sindicatos, ONGs, etc - Mecanismos para ampliação da representação ambiental nas áreas especificas de atuação - Organizações sociais como indicador de políticas ambientais
20 B) Capacitação - Passo inicial para um trabalho eficiente e qualificado - Entendimento da questão ambiental como um impacto que é pontual, espacial e temporal - Aperfeiçoamento de técnicas para o trabalho participativo e para elaboração de planos estratégicos - Aplicação de técnicas como Oficinas de Gestão com aprendizado interativo Aprender Fazendo
21 C) Participação e Conscientização - No âmbito da organização social a leitura e compreensão da sua realidade ambiental - Entendimento dos efeitos ambientais de existência humana local - Formulação de propostas para ultrapassagem do cotidiano da própria comunidade - Busca da auto-gestão, co-gestão democrática do desenvolvimento ambiental
22 D) Responsabilização - Como princípio de resgate da formação humana - Como forma de repartir o poder - Significa tomada de decisão consciente para melhorias ambientais - Convênios e propostas com papel definitivo na realização da propostas
23 Construção da Cidadania Ambiental Plano Estratégico de Desenvolvimento Ambiental 3 Elementos Básicos Diagnostico Ambiental Analise de Cenários Futuros Programas Operacionais
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