LUIS CARLOS MEDEIROS JUNIOR
|
|
|
- Rubens Fartaria Peres
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 LUIS CARLOS MEDEIROS JUNIOR ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS DO ÍNDICE DE NORBERG E OFA LIKE SCORE PARA A AVALIAÇÃO DE DISPLASIA COXOFEMORAL EM GATOS Tese apresentada à Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina para obtenção do Título de Doutor em Ciências. Orientador: Prof. Dr. Sérgio Aron Ajzen SÃO PAULO 2009
2 Medeiros Junior, Luis Carlos Estudo Comparativo Entre Os Métodos Do Índice De Norberg E Ofa Like Score Para A Avaliação De Displasia Coxofemoral Em Gatos / Luis Carlos Medeiros Junior. -- São Paulo, xii, 83. Tese (Doutorado) Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Programa de Pós-graduação em Radiologia e Ciências Radiológicas. Título em inglês: Comparative Study Between Norberg Angle And Ofa Like Score Methods For Hip Dysplasia Evaluation in Domestic Cats. 1. Displasia. 2. Coxofemoral. 3. Gatos. 4. Radiologia. 5. OFA. Copyright 2009 by Luis Carlos Medeiros Junior
3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Chefe do Departamento: Prof. Dr. Sergio Aron Ajzen Coordenador da Pós-graduação: Prof. Dr. Giuseppe D`Ippólito iii
4 Porque Dele e por Dele, e para Dele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. iv
5 Agradecimentos Mônica o grande amor de minha vida Meus pais que entenderam e apoiaram meu desejo de ser Médico Veterinário Prof. Sérgio, Prof. Sturion e Dr. Dejaldo - que pavimentaram os caminhos do meu conhecimento A equipe do Vetimagem Unidade Pompéia (André, Eliane, Daniella) e meus estagiários que ao longo dos anos que ajudaram na realização dos exames Aos profissionais da OFA, em especial ao Dr. Keller e Dra. Nichols Aos gatos vira-latas que participaram de minha pesquisa e apesar do desconforto que lhes foi causado, nunca deixaram de abanar as caudas (em especial ao Steve o mais amarelo de todos) Aos meus gatos Ronin (Baby Pai), Tornado (Baby Jr.) In memorian, Electra (Bebê) e aos meus cães Dog, Cockie e Júnior (Malucão) A Marina, Rosa, Célia, Patrícia e Andréia que me aturaram no DDI desde 2002 Aos meus amigos da Célula P-III pelo suporte espiritual E em especial ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo da promessa. v
6 Agradecimento especial Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo incentivo e pelo apoio desta pesquisa, contribuindo assim, com os avanços da ciência e da Medicina Veterinária. N.º do curso: M5 Nível: doutorado vi
7 Sumário Dedicatória... Agradecimentos Listas Resumo iv v viii xii 1 INTRODUÇÃO Objetivos 4 2 REVISÃO DA LITERATURA Histórico Anatomia da articulação coxofemoral Estrutura Óssea e Ligamentar Características do Desenvolvimento da Articulação Coxofemoral Displasia Coxofemoral Sinais Clínicos Exames Clínicos Avaliação da Conformação Pélvica Palpação com o Animal em Movimento Teste da Subluxação da Cabeça Femoral Avaliação Radiográfica Posicionamento e contenção Sinais Radiográficos Classificação radiográfica da articulação coxofemoral 29 3 METODOLOGIA Materiais Método Análise estatística 46 4 RESULTADOS 48 5 DISCUSSÃO 66 6 CONCLUSÕES 73 7 ANEXOS 74 8 REFERÊNCIAS 57 Abstract Bibliografia consultada vii
8 Lista de figuras FIGURA 01. Gatos displásicos 17 FIGURA 02. Avaliação da conformação pélvica 20 FIGURA 03. Teste da subluxação da cabeça femoral 21 FIGURA 04. Posicionamento para exame radiográfico de HD 25 FIGURA 05. Erro de técnica radiográfica 26 FIGURA 06. Posicionamento radiográfico adequado 27 FIGURA 07. Articulação coxofemoral normal pelos padrões do CBRV 30 FIGURA 08. Articulação coxofemoral quase normal pelos padrões do 31 CBRV FIGURA 09. Displasia leve pelos padrões do CBRV 32 FIGURA 10. Displasia moderada pelos padrões do CBRV 33 FIGURA 11. Displasia grave pelos padrões do CBRV 34 FIGURA 12. Articulação coxofemoral excelente pelos padrões da OFA 36 FIGURA 13. Articulação coxofemoral boa pelos padrões da OFA 37 FIGURA 14. Articulação coxofemoral razoável pelos padrões da OFA 38 FIGURA 15. Articulação coxofemoral limite pelos padrões da OFA 39 FIGURA 16. Displasia coxofemoral leve pelos padrões da OFA 40 FIGURA 17. Displasia coxofemoral moderada pelos padrões da OFA 41 FIGURA 18. Displasia coxofemoral grave pelos padrões da OFA 42 viii
9 Lista de quadros e tabelas Quadro 01. Número de animais doméstico (em milhões de 03 exemplares) nos EUA Tabela 1. Classificação da displasia coxofemoral segundo Norberg 43 Tabela 2. Distribuição dos animais, segundo o gênero 48 Tabela 3. Distribuição dos animais, segundo a classificação 49 morfológica das articulações coxofemorais Tabela 4. Medidas-resumo da porcentagem de cobertura e ângulo de 50 Norberg, segundo o gênero Tabela 5. Medidas-resumo da porcentagem de cobertura e ângulo de 52 Norberg, segundo classificação morfológica das articulações coxofemorais Tabela 6. Distribuição dos animais, segundo a classificação dos 57 animais em normais ou displásicos Tabela 7. Medidas-resumo da porcentagem de cobertura e ângulo de 59 Norberg, para a classificação dos animais em normais ou displásicos Tabela 8. Curvas de referência entre a porcentagem de cobertura e o 00 ângulo de Norberg para animais com articulação normal Tabela 9. Curvas de referência entre a porcentagem de cobertura e o 00 ângulo de Norberg para animais displásicos ix
10 Lista de gráficos Gráfico 1. Distribuição dos animais, segundo o gênero 48 Gráfico 2. Distribuição dos animais, segundo a classificação morfológica das articulações coxofemorais 49 Gráfico 3. Boxplot da porcentagem de cobertura, segundo o gênero 51 Gráfico 4. Boxplot ângulo de Norberg, segundo o gênero 51 Gráfico 5. Boxplot da porcentagem de cobertura, segundo classificação morfológica das articulações coxofemorais Gráfico 6. Boxplot do ângulo de Norberg, segundo classificação morfológica das articulações coxofemorais Gráfico 7. Diagrama de dispersão entre porcentagem de cobertura e ângulo de Norberg, segundo o gênero Gráfico 8. Diagrama de dispersão entre porcentagem de cobertura e ângulo de Norberg, segundo classificação morfológica das articulações coxofemorais Gráfico 9. Distribuição dos animais, segundo a classificação em normais ou displásicos Gráfico 10. Diagrama de dispersão entre porcentagem de cobertura e ângulo de Norberg, segundo a classificação em normais ou displásicos Gráfico 11. Boxplot da porcentagem de cobertura, segundo a classificação em normais ou displásicos Gráfico 12. Boxplot do ângulo de Norgerg, segundo a classificação em normais ou displásicos Gráfico 13. Curvas de referência de ordem 2,5%, 50,0% e 97,5% entre a porcentagem de cobertura e o ângulo de Norberg para animais com articulação normal Gráfico 14. Curvas de referência de ordem 2,5%, 50,0% e 97,5% entre a porcentagem de cobertura e o ângulo de Norberg para animais displásicos Gráfico 15. Representação esquemática de um gráfico boxplot 63 x
11 Lista de abreviaturas e símbolos DCF AN OLS OFA SRD NIH IMMP CBRV ABRV PC HDR N ma KV Cm mg/kg Displasia coxofemoral Ângulo de Norberg OFA Like Score Orthopedic Foundation For Animals Sem raça definida National Institute of Health Índice de massa muscular pélvica. Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária Associação Brasileira de Radiologia Veterinária Porcentagem de cobertura da cabeça do fêmur pelo acetábulo Hip Dysplasia Registry Nível numérico Miliamperagem Quilovoltagem Centímetros Miligramas por quilograma de peso corpóreo % Porcentagem º Angulação em graus xi
12 Resumo A displasia coxofemoral em gatos tem sido um tema pouco explorado pela medicina veterinária, mesmo que, em tese de mestrado publicada pelo DDI / EPM / UNIFESP comprovou-se que 40% dos gatos possuem algum grau de displasia coxofemoral, quando avaliados pelo índice do ângulo de Norberg. No Brasil, este método é o padrão adotado para avaliação de displasia coxofemoral. Outro método aceito internacionalmente é o OFA Like Score realizado pela Orthopedic Foundation For Animals que avalia a articulação morfologicamente e também a porcentagem de cobertura da cabeça do fêmur pelo acetábulo, além do ângulo de Norberg e tem grande aceitação na maioria dos outros países. Objetivos: Esta pesquisa propõe avaliar a ocorrência de displasia coxofemoral nos animais da amostra através dos métodos do ângulo de Norberg e do OFA Like Score; classificar morfologicamente os animais da amostra segundo o padrão anatômico da OFA; estabelecer uma correlação, para gatos, entre os valores obtidos do ângulo de Norberg e do OFA Like Score e associálos à classificação morfológica, determinando valores de classificação, para gatos, segundo os métodos do ângulo de Norberg e do OFA Like Score. Resultados: Através dos dados obtidos foi possível estabelecer curvas de referência de ordem 2,5%, 50,0% e 97,5% entre a porcentagem de cobertura e o ângulo de Norberg para animais com articulação normal e para animais displásicos. Conclusão: A classificação para displasia coxofemoral em gatos deve ser revista uma vez que os valores, tanto da porcentagem de cobertura como do ângulo de Norberg, citados em literatura são diferentes dos obtidos nesta amostra. xii
13 1 INTRODUÇÃO A displasia coxofemoral (DCF) tem-se destacado ao longo dos anos como a patologia mais estudada pela medicina veterinária ortopédica. Porém os estudos concentram-se nos cães, sendo que as pesquisas envolvendo gatos representam apenas uma pequena parte destes estudos. Os estudos mais recentes são sobre a transmissão genética em cães. Entretanto, as pesquisas com gatos são poucas (1). Os felinos domésticos, principalmente os animais idosos podem apresentar, em maior ou menor grau, algum tipo de lesão articular. Contudo, nem sempre essas lesões manifestam sinais clínicos evidentes, o que dificulta em muito o diagnóstico da doença (2). Outro fator a ser considerado é que devido ao seu temperamento e dificuldade de contenção, é difícil realizar um exame clínico adequado nos gatos domésticos dificultando ainda mais a observação de sinais clínicos que possam indicar se um animal é displásico ou não. Quando os animais afetados começam a demonstrar sintomas relacionados à lesão articular, ou mesmo uma simples relutância em andar associada à perda do apetite e dos hábitos comuns aos gatos é bem provável que a DCF já esteja em um grau avançado de progressão que muitas vezes é incompatível com a vida, deixando a eutanásia como única opção para evitar um sofrimento maior dos pacientes. A OFA recomenda a avaliação radiográfica das articulações coxofemorais em animais acima de dois anos de idade visando minimizar os danos articulares causados, bem como diminuir a propagação genética da doença. Entretanto a grande maioria das solicitações é para exames em cães. A procura pelo exame é feita apenas para os
14 2 gatos de raças de grande porte como o Maine Coon, ficando o controle profilático restrito a uma pequena parcela da população de felinos. Entre janeiro de 1974 e dezembro 2006 a OFA recebeu 942 pedidos para avaliação da conformação anatômica das articulações coxofemorais em gatos da raça Maine Coon e 23,1% dos pacientes foram considerados displásicos de acordo com os padrões estabelecidos pela entidade (3). Em uma tese de mestrado publicada pelo Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, demonstrou-se que 40% dos gatos sem raça definida com idades entre 02 e 08 anos são portadores de algum grau de displasia coxofemoral quando avaliados pelo AN (4). Se houvesse, para os gatos domésticos, uma avaliação radiográfica profilática das articulações coxofemorais tão efetiva como há para muitas raças de cães, os criadores comerciais poderiam retirar de seu plantel aqueles animais que fossem portadores da doença evitando, ou pelo menos minimizando, sua disseminação. Para as pessoas que possuem gatos sem raça definida, (SRD) apenas como animais de estimação, descobrir precocemente a existência da DCF seria de grande valia, pois o animal poderia ser tratado adequadamente e a degeneração articular progressiva poderia ser contida ou pelo menos retardada de forma que não trouxesse inconvenientes para o bem estar do animal. Sendo assim, seriam evitados gastos excessivos com terapias paliativas de poucos resultados em uma fase crônica da doença, além de transtornos sentimentais causados aos proprietários pela decisão de ter que autorizar a eutanásia em seu animal de estimação quando o curso da doença fosse incompatível com a vida. A necessidade de se ter uma avaliação profilática da DCF em gatos é reforçada ainda mais quando se observam dados demonstrando que os gatos, principalmente os
15 3 sem raça definida estão se tornando os animais de estimação preferidos pela maioria das pessoas, principalmente as que vivem em centros urbanos e que dispõem de pouco espaço em suas residências ou que moram em condomínios onde o silêncio é imperativo. A procura por gatos SRD é extremamente grande no Brasil onde existem várias feiras de doação, instituições não-governamentais de proteção aos animais e pet-shops que além de vender gatos e cães de raça, possuem um setor para doação daqueles que são abandonados. Existe um apelo sentimental muito forte com os animais adotados, que por vezes, é até maior do que para com os que foram comprados. Sendo assim, os proprietários não medem esforços para dar uma vida confortável para um animal que foi tirado da rua. Portanto incluir a avaliação radiográfica das articulações coxofemorais no protocolo de orientação de criação e manejo dos gatos é tão importante quanto o esquema de vacinação, vermifugação e alimentação, porque os danos causados pela DCF em sua fase crônica são tão graves quanto uma doença viral, uma parasitose intensa ou mesmo uma lesão de ordem alimentar causada no trato urinário que são afecções comuns à maioria dos gatos domésticos. QUADRO 01. NÚMERO DE ANIMAIS DOMÉSTICO (EM MILHÕES DE EXEMPLARES) NOS EUA. Animais Número de animais Peixes de água doce 185,00 Gatos 77,70 Cães 65,00 Aves 17,30 Pequenos animais 16,80 Répteis 8,80 Peixes marinhos 7,00 Fonte: Revista Cães & Cia ano XXV, no. 293, out. 2003, pg. 06.
16 4 1.1 Objetivos 1. Avaliar a ocorrência de displasia coxofemoral nos gatos da amostra através dos métodos do ângulo de Noberg e do OFA Like Score; 2. Classificar morfologicamente os animais da amostra segundo o padrão anatômico da OFA; 3. Estabelecer uma correlação, para gatos, entre os valores obtidos do ângulo de Norberg e do OFA Like Score e associá-los à classificação morfológica, estabelecendo valores de classificação, para gatos, segundo os métodos do ângulo de Norberg e do OFA Like Score.
17 5 2 REVISÃO DA LITERATURA 02.1 Histórico Durante a segunda metade do século passado, nenhum assunto foi tão abordado pela medicina veterinária ortopédica como a DCF. Os estudos começaram no final da década de 20 quando o doutor Gerry Schnelle adquiriu para o Angel Memorial Animal Hospital de Boston um aparelho de raios-x e passou a radiografar a maior parte de seus pacientes por indicação clínica ou meramente por curiosidade. Com suas pesquisas radiográficas descobriu que uma grande parte dos cães de grande porte, especialmente os pastores alemães, apresentava articulações coxofemorais defeituosas e mais da metade de seus pacientes apresentavam algum tipo de alteração morfológica nas estruturas formadoras desta articulação. Estas alterações foram denominadas de displasia coxofemoral (5). Logo após a descoberta da DCF nas raças de grande porte, foi descrito que esta enfermidade também afetava os animais de pequeno porte. Posteriormente verificou-se que em alguns cães de raças pequenas a evolução da doença era diferente e as lesões tinham início na cabeça femoral e não no acetábulo como nos animais de raças maiores. Estas alterações se assemelhavam à doença de Legg-Calvé-Perthes (necrose avascular da cabeça femoral) observada em crianças. Com isso os clínicos passaram a acreditar que a ocorrência de DCF em cães pequenos e em gatos era rara (5). Em 1959, o National Institute of Health (NIH) patrocinou uma conferência sobre patologia comparada entre artrite e reumatismo para que fosse verificado se o conhecimento das doenças esqueléticas que afetavam os animais poderia contribuir para a melhor compreensão destas enfermidades em seres humanos e a DCF foi o assunto de maior destaque (6).
18 6 Neste evento levantou-se a hipótese de que a causa da DCF em seres humanos bem como nos animais era a instabilidade articular e que o fator biomecânico era a disparidade entre a massa muscular e o crescimento do esqueleto. Sugeriu-se também que a falta de sustentação permite que a cabeça femoral deslize sobre o acetábulo provocando algum grau de luxação, dando início a uma série de eventos que culminarão na DCF e na degeneração articular progressiva (7). A imensa repercussão a respeito da DCF fez com que se buscasse uma oportunidade de avaliar as hipóteses levantadas na conferência do NIH e foram tomadas providências para que o instituto patrocinasse uma bolsa para o estudo da DCF nos cães pastores alemães. Por haver grande interesse militar nesta raça, as forças armadas americanas através do Armed Forces Institute of Pathology forneceu espaço físico, material, um grande número de cães desta raça, além de orientação para que os veterinários pudessem por em prática estudos mais avançados sobre a DCF (6). Os cães pastores alemães foram utilizados nesta pesquisa devido ao fato de terem atraído grande atenção do povo americano para a raça no final da primeira guerra mundial. Em poucos anos após o termino da guerra os Estados Unidos estavam literalmente infestados por estes animais que ganharam espaço na polícia, exército e no cinema (5). A pesquisa teve início com a coleta de todo material que já havia sido publicado a respeito da DCF e posteriormente as articulações de 500 cães foram radiografadas revelando que mais da metade dos cães tinham a doença. Os animais foram dissecados e os músculos associados à articulação foram pesados e seccionados. Descobriu-se então que havia uma correlação positiva onde uma maior massa muscular pélvica reduzia a prevalência de DCF (8).
19 7 A origem hereditária da DCF foi descrita primeiramente em 1947 (9) e posteriormente, em 1959 foi descrita como má formação e indicou-se o exame radiográfico para seu diagnóstico (10). Já em 1964 o crescimento rápido e precoce além do ganho de peso de pastores alemães foram relacionados à transmissão genética (11). A má formação hereditária e a subluxação coxofemoral foram consideradas como conseqüência da alteração anatômica das estruturas formadoras das articulares em 1966 (12). 2.2 Anatomia da articulação coxofemoral A articulação do coxal é do tipo sinovial e se caracteriza por apresentar líquido sinovial, cartilagem, cápsula e cavidade articular. A cartilagem e o líquido sinovial permitem realização de movimentos sob baixa fricção (13) Estrutura Óssea e Ligamentar A articulação coxofemoral é constituída de duas estruturas ósseas: a cabeça femoral; componente articular da região proximal do fêmur, de aspecto hemisférico, e receptáculo côncavo situado no coxal, denominado acetábulo. Sua configuração anatômica proporciona estabilidade, congruência e, ao mesmo tempo, permite grande amplitude de movimentos (14). O acetábulo é uma cavidade formada pelos ossos ílio, ísquio, púbis e fossa acetabular (13). A entrada do acetábulo, nas articulações coxofemorais saudáveis, está direcionada caudolateralmente. No acetábulo, existe uma região em forma de ferradura revestida de cartilagem articular, denominada de superfície semilunar, que apresenta, em sua borda craniodorsal, osso subcondral espesso e resistente, próprio para suportar elevadas pressões durante a marcha (15). Na fossa acetabular, área deprimida
20 8 e delgada situada no centro da ferradura, se inserem os ligamentos redondo e o acetabular transversal. Este último se estende e envolve a região ventral da cabeça femoral, aumentando a profundidade do acetábulo e a estabilidade da articulação. A cabeça femoral hemisférica é coberta de cartilagem até o colo femoral, excetuando-se uma depressão em sua porção caudomedial denominada fóvea, região destinada à inserção do ligamento redondo (13). O ligamento redondo, por ser de estrutura fibroelástica, quando exigido, desenvolve hipertrofia compensatória para aumentar sua resistência (16). Entretanto, ao contrário do que se possa imaginar, a hipertrofia ligamentar presente na DCF agrava a instabilidade articular, uma vez que ocupa mais espaço intra-articular e favorece a subluxação da cabeça femoral (17). Logo abaixo da cartilagem articular, está presente uma delgada lâmina de osso denso, conhecida como osso subcondral (18). A organização desse tecido é singular, entretanto, sua ultra-estrutura e constituição bioquímica são as mesmas apresentadas pelos outros ossos. Seu córtex, denominado placa terminal, é mais delgado que a cortical dos ossos diafisários. A combinação dessas estruturas proporciona muita elasticidade e desempenha importante papel na absorção de impacto, protegendo a cartilagem contra lesões traumáticas. Nas doenças articulares degenerativas, como a DCF, o osso subcondral sofre enrijecimento e perde elasticidade, já que ocorre sobrecarga na cartilagem, acarretando lesões adicionais e morte dos condrócitos (19) Características do Desenvolvimento da Articulação Coxofemoral A pressão sobre as articulações se inicia no momento que os neonatos movimentam-se em direção a mama de suas mães e posteriormente, quando começam a andar. O crescimento e o desenvolvimento do acetábulo e da cabeça
21 9 femoral ocorrem de forma sincrônica e dependem da boa lubrificação e congruência articular (20). Portanto, o esculpimento biológico, que formará a articulação coxofemoral do adulto, começa logo após o nascimento e prossegue por toda a vida, sendo influenciado pela inter-relação das estruturas articulares. Para se ter idéia das modificações processadas do nascimento ao pleno desenvolvimento da articulação do coxal, as forças mecânicas aumentarão ao redor de 25 vezes e as estruturas articulares ficarão, em média, 20 vezes maiores (21). Quaisquer alterações, tais como, distração, compressão, lesão muscular grave, lubrificação articular inadequada ou alteração na congruência podem afetar desenvolvimento e a maturação normal da articulação (6). A manifestação fenotípica da DCF pode ser prevenida se a congruência articular for mantida até que haja consolidação do acetábulo e fortalecimento dos tecidos moles de sustentação (22). Até os seis meses de idade, a função, a resistência tecidual e a ossificação dos tecidos duros vão se fortalecendo progressivamente e evitam a doença em circunstâncias habituais. Porém, se o estresse sobre as estruturas excede a resistência dos tecidos moles, pode ocorrer lesão muscular ou nos ligamentos de sustentação. Quando esse tipo de lesão ocorre em articulações, as quais dependem da força muscular para manter sua estabilidade, é como se fosse disparado um gatilho, de modo que eventos ocorrem em cascata e proporcionam instabilidade articular e, posteriormente, desenvolvimento de doença articular degenerativa (23) Displasia Coxofemoral A DCF é um dos problemas articulares mais questionados pela medicina veterinária ortopédica e tem sido objeto de pesquisa em muitos países para promover o melhor entendimento da patologia e, conseqüentemente, o seu controle (24). Foi
22 10 descrita pela primeira vez na medicina veterinária por Schenelle em 1930 (25) como sendo uma anormalidade no desenvolvimento ou crescimento da articulação coxofemoral (26), apresentando incidência em todas as raças de cães, principalmente nas de grande porte e de crescimento rápido (27). É assinalada em cães de pequeno porte, bem como nos gatos (28). É uma moléstia complexa com uma concentração de fatores de debilidade genética associados à influência ambiental sendo o seu grau de envolvimento variável. As lesões apresentadas vão desde discretas alterações na estrutura óssea até a destruição total das estruturas articulares (29). Atinge na mesma proporção, machos e fêmeas castrados ou não, podendo comprometer uma ou ambas as articulações, sendo o curso bilateral o mais comum, produzindo alterações anatomopatológicas e funcionais (30). O animal neonato apresenta uma conformação articular normal, porém, em indivíduos geneticamente pré-dispostos podem ocorrer mudanças entre o primeiro e o segundo mês de vida causando crescimento anormal da articulação. O momento mais crítico do desenvolvimento ocorre até os 60 dias de vida, neste período, os músculos e os nervos do coxal estão imaturos e seu funcionamento é limitado (31). Nesta idade imatura a falta de harmonia entre o acetábulo e a cabeça femoral deflagram uma série de eventos que retardam seu desenvolvimento normal, tracionando as estruturas articulares para fora de sua posição anatômica habitual (7). Caso o limite elástico da musculatura correspondente à articulação for excedido, o relaxamento e a incongruência articular tornam-se irreversíveis e conseqüentemente será produzido um movimento articular anormal chamado de instabilidade articular (32).
23 11 Animais jovens podem apresentar graus variáveis de subluxação ou luxação completa da cabeça femoral que na idade adulta provoca doença articular degenerativa grave (33). Ainda não foi identificado o número de genes, mas sabe-se que a DCF é transmitida hereditariamente (34),(35), podendo também ser devido a traumas decorrentes à obesidade, trabalho precoce, exercícios forçados e pisos lisos onde o equilíbrio e a sustentação do animal são deficientes (36). É necessário ainda considerar uma distensão de ligamentos e músculos como causas concomitantes, sendo importante também à pressão da cabeça do fêmur sobre o acetábulo durante a etapa de desenvolvimento do esqueleto (37). Esta condição pode causar instabilidade e raseamento de um ou ambos os acetábulos, alterações uni ou bilaterais da cabeça e colo do fêmur, as quais se desenvolvem ao longo do primeiro ano de vida, conduzindo a um fenômeno de deficiência funcional ao final de um período variável (38). Foram encontradas articulações coxofemorais incongruentes em animais de conformação pequena como gatos e até mesmo em chinchilas, mas as alterações ósseas não se assemelhavam àquelas encontradas nos animais de grande porte. A altura, peso, velocidade de crescimento e massa muscular pélvica são os aspectos anatômicos que mais influenciam na percentagem de ocorrência da doença (39). A DCF é particularmente comum em cães de raças de grande porte, tais como São Bernardo, Alaskan Malamute, Buldogue, Boxer, Collie, Doberman Pinscher, Rottweiler, Pastor Alemão, Golden Retriever, Husky Siberiano, Labrador Retriever, Old English Sheepdog, Pointer e Poodle; entretanto, animais de raças menores não estão isentos de sofrer este distúrbio. Acredita-se, que os gatos, assim como os cães de
24 12 menor porte, sofram menores pressões sobre suas articulações, não apresentando desta forma uma sintomatologia evidente (40). Os animais displásicos nascem com articulações coxofemorais normais, porém estas tendem a sofrer alterações estruturais progressivas, que são identificadas ao exame clinicopatológico ou radiográfico. As alterações comumente encontradas são as seguintes: frouxidão articular; cavidades acetabulares superficiais; subluxação; tumefação, desgaste e ruptura do ligamento redondo da cabeça femoral; erosão da cartilagem articular e eburnação do osso subcondral; remodelamento da margem acetabular; achatamento da cabeça femoral; produção de osteófitos periarticulares e formação de entesófitos (41). A etiopatogênese da DCF em animais não é bem compreendida e seu estudo tem sido frustrante. Pesquisas realizadas durante os últimos 20 anos não conseguiram elucidar a natureza essencial desta afecção. Foi identificada a base genética, porém o padrão da herança é multifatorial, não explicado pela genética mendeliana simples (40). Fatores ambientais e nutricionais estão envolvidos na expressão do fenótipo anormal, havendo controvérsia sobre a causa fundamental ser intrínseca ou extrínseca à articulação coxofemoral. Aqueles que propõem uma causa intrínseca acreditam que a alteração primária ocorre no próprio desenvolvimento da articulação coxofemoral. Já os proponentes de uma causa extrínseca, acreditam que as anormalidades do coxal são secundárias a anomalias físicas ou inadequações nos músculos que sustentam a articulação coxofemoral durante seu desenvolvimento. Qualquer que seja a causa, o resultado final é uma articulação instável e predisposta à degeneração (41). Foi estudada a relação existente entre a massa muscular pélvica e a DCF. Levando-se em conta o índice de massa muscular pélvica (IMMP), observou-se que quanto maior o IMMP, menor a incidência de DCF. A desproporção entre a musculatura
25 13 pélvica e o crescimento rápido do esqueleto é mais um fator desencadeante da DCF, sabendo-se que para a estabilidade articular é necessário um volume muscular adequado (20). Já foi observado que animais displásicos submetidos à necropsia apresentam maior tensão no músculo pectíneo em comparação aos outros músculos da região pélvica, conduzindo a suspeita de que o espasmo ou encurtamento desse músculo resultaria em DCF, o que foi confirmado posteriormente em estudos experimentais. Essa diminuição do volume do músculo pectíneo é causada pela diminuição das miofibras do tipo I e II, cuja gênese ainda não foi esclarecida (43). Outros fatores foram apontados como causas da DCF, dentre eles destaca-se o hiperestrogenismo materno. A idéia de que a DCF ocorre no feto em desenvolvimento, exposto a elevadas concentrações de estrógeno no útero, surgiu após a observação feita no início dos anos 50 de que mães de crianças com DCF possuíam altas concentrações de estrógeno no sangue e na urina. Apesar de os animais apresentarem níveis sangüíneos de estrógeno muito mais baixos, a administração de pequenas doses de benzoato de estradiol, durante o terço final da gestação, possibilitou a reprodução experimental da doença. Sabe-se que o estrógeno, em condições normais, antagoniza o hormônio do crescimento, sendo assim, atuaria inibindo a mitose dos condrócitos, comprometendo o crescimento ósseo. O fato de não haver crescimento ósseo adequado, poderia resultar em instabilidade articular e suas possíveis conseqüências (44). Um aspecto característico da DCF é a instabilidade articular. Dentro do contexto da doença, afrouxamento refere-se ao grau de mobilidade da cabeça femoral no interior do acetábulo e da cápsula articular. A causa de seu aumento é desconhecida, mas dados sugeriram que está associado à sinovite e ao aumento de volume do
26 14 ligamento redondo e líquido sinovial. Alguns cães anestesiados apresentam aumento no afrouxamento da articulação coxofemoral por ocasião da palpação, mas parecem normais nos exames radiográficos. Não foi identificada base anatômica para esta inconsistência, mas as explicações possíveis são: a precisão no posicionamento do paciente, a força utilizada durante a palpação e a profundidade da anestesia (40). O relaxamento dos ligamentos pélvicos que causaria o afrouxamento da articulação coxofemoral pode estar relacionado com o aumento dos níveis de estrógeno e à ação da relaxina ao final da gestação (45). Medindo-se as concentrações plasmáticas de relaxina em animais prenhes e em filhotes no período de aleitamento, foi observado que sua forma ativa é transmitida pelo leite. Devido aos altos níveis encontrados foi verificado que esse hormônio era responsável pela instabilidade articular nos filhotes, uma vez que a relaxina exerce alterações nos tecidos conectivos da pélvis e essa instabilidade articular poderia levar ao desenvolvimento da DCF (46). A DCF ocorre em gatos, mas são poucos os casos documentados. Uma vez que estes animais raramente manifestam sinais clínicos perceptíveis de lesão articular, a displasia felina tem recebido pouca atenção (47). Os gatos têm hábitos alimentares e comportamentais que podem gerar fatores que causam a DCF. O rápido ganho de peso e o crescimento excessivo devido à suplementação alimentar inadequada podem provocar disparidade no desenvolvimento dos tecidos ósseos e tecidos moles de sustentação, alterando significativamente a biomecânica articular levando à DCF. Este fato, associado a pequenos e repetidos traumas que provocam inflamação da membrana sinovial e conseqüente subluxação femoral contribuem para a ocorrência da doença (33).
27 Sinais Clínicos Muitos animais com DCF vivem toda sua vida com sinais clínicos tão leves que a deformidade não é detectada clinicamente. A tolerância à lesão varia consideravelmente, alguns animais com alterações articulares brandas mostram fadiga precoce quando submetidos a um esforço maior, enquanto que outros que se exercitam por períodos longos não demonstram sinais evidentes de terem sentido a lesão (5). O diagnóstico clínico está baseado na história relatada pelo proprietário que normalmente é de apatia, inapetência alimentar, limitação de movimentos e claudicação; e nos resultados de exames proprioceptivos específicos da articulação coxofemoral, como o teste da estação bípede, teste de abdução com rotação externa e teste de Ortolani (25). As primeiras manifestações clínicas encontradas são a diminuição da atividade e dor articular em grau variável (40). A manifestação da DCF ocorre principalmente entre os quatro meses até menos de um ano de vida. Os animais poderão apresentar dificuldades para levantar, caminhar, correr, saltar e subir escadas. A locomoção pode ser dificultada em lugares lisos. Para correr poderão imitar o movimento feito por coelhos (48). A claudicação poderá afetar um ou ambos os membros. Observa-se que os animais deslocam o peso mais sobre os membros anteriores, desenvolvendo a musculatura torácica desproporcionalmente em relação a dos posteriores. As passadas podem ser mais curtas, podendo ocorrer relutância aos exercícios, observando-se preferência pelo sentar ou deitar (48).
28 16 Episódios anormais de agressividade são algumas vezes observados, inclusive com o proprietário. A DCF pode provocar dor intensa, andar imperfeito, afetando a resistência do animal (48). Os animais displásicos podem apresentar claudicação uni ou bilateral, dorso arqueado, peso corporal deslocado em direção aos membros torácicos, rotação lateral desses membros e andar bamboleante (49). Os achados clínicos variam com a idade do animal. Há dois grupos clinicamente reconhecíveis: Os animais jovens entre cinco e oito meses de idade e os animais adultos acima de 24 meses que apresentam a forma crônica da doença (17). Nos animais jovens é constatado um curso unilateral que ocasionalmente se apresenta bilateral. Clinicamente observa-se posicionamento assimétrico entre os membros pélvicos, claudicação, redução das atividades normais do animal, sensibilidade dolorosa local, dificuldade de soerguer-se, redução do desejo de andar, correr, subir escadas, além do fato da maioria dos pacientes apresentarem sinal de Ortolani positivo (este sinal se apresenta como um clique produzido pela cabeça femoral quando ela escorrega para dentro e para fora do acetábulo em conseqüência de movimentos de adução seguido de abdução) (50). Os animais idosos apresentam um quadro clínico diferente devido à degeneração crônica da articulação. A claudicação é intermitente e pode ser uni ou bilateral após exercícios prolongados ou forçados, o seu andar se assemelha a requebros havendo freqüente crepitação e limitação na amplitude de movimento. O animal prefere sentar-se ao invés de posicionar-se em estação, apresenta dificuldade ao se levantar e o faz lentamente. Visualiza-se cifose toracolombar, atrofia muscular dos membros pélvicos por desuso e hipertrofia dos músculos que envolvem a escápula e o úmero por sobrecarga (51).
29 FIGURA 01 Gatos displásicos: (A) animal idoso com atrofia dos membros pélvicos e cifose toracolombar. (B) animal jovem com assimetria de posicionamento dos membros pélvicos e rotação lateral das articulações do joelho. 17
30 18 Nos gatos os sinais clínicos são mais brandos, entretanto as alterações radiográficas são semelhantes às observadas nos cães (52). A sintomatologia clínica muitas vezes passa despercebida pelos proprietários devido ao próprio comportamento e postura do animal. Em um gato persa, macho, adulto, castrado, com peso adequado á idade e radiograficamente positivo para DCF, foram descritos sintomas de inapetência, rotação externa dos membros quando em posição de descanso, limitação de movimentos e inabilidade em subir escadas e saltar (53) Exames clínicos Alguns exames clínicos são de fácil realização e podem fornecer dados importantes para o diagnóstico da DCF. Esses exames são aplicáveis tantos em cães como em gatos e dependendo do tipo de temperamento que o paciente apresente, podem ser realizados sem sedação ou apenas com uma leve tranqüilização, contudo o teste de Ortolani descrito anteriormente deve ser realizado com o animal sob efeito de anestesia geral, pois os movimentos realizados causam um grande incomodo articular e o animal irá se debater ou tentar se livrar da contenção prejudicando a realização do teste. Um outro fator a ser levado em consideração é o temperamento dos gatos que quando submetidos a situações de estresse ou dor intensa tornam-se agressivos. Por serem animais de grande agilidade podem atacar as pessoas presentes no momento do exame, esconder-se em lugares de difícil acesso ou mesmo fugir para fora do consultório. Portanto durante a realização do exame clínico é essencial que as portas e janelas da sala de consulta estejam fechadas e que possíveis refúgios sejam bloqueados. Além destas medidas é imperativo de seja feita uma contenção física de
31 19 forma a restringir totalmente seus os movimento proporcionando ao clínico maior segurança durante os exames e assegurando a eficácia dos testes Avaliação da conformação pélvica Em um animal portador de DCF crônica ou mesmo nos casos agudos com grau elevado de luxação, existe uma tendência à alteração da conformação do coxal. Nos casos crônicos a atrofia dos membros por desuso e a queda dos membros posteriores em virtude da dor são de fácil observação. Nos casos agudos com alto grau de luxação, o deslocamento da cabeça femoral irá causar uma deformação na parte caudal do coxal. O animal é examinado por trás, avaliando-se o contorno pélvico que, quando se apresenta normal, é maciço, arredondado e curvado ventralmente em direção às vértebras caudais. Descreve-se, em animais displásicos, a pelve em forma de caixa com mudança no contorno da garupa, que passa de arredondada para retangular. Essa mudança deve-se a subluxação da cabeça femoral deslocada lateral e dorsalmente, projetando externamente o trocanter maior do fêmur (25) Palpação com o animal em movimento Quando é necessário examinar um animal indócil ou que se estressa facilmente a manipulação, a observação do andar é muito importante para a determinação de anormalidades funcionais. As crepitações são resultado da redução da luxação articular durante o caminhar. Para isso deve-se posicionar a mão sobre a articulação coxofemoral enquanto o paciente caminha o que possibilita sentir a cabeça femoral luxada reduzir-se, ou até mesmo escutar o som dessa redução articular. A presença de crepitações articulares indica doença degenerativa avançada. As articulações nesse
32 20 estágio indicam que o acetábulo perdeu a capacidade de manter a cabeça femoral reduzida (25). Este teste clínico pode ser de difícil realização em animais pequenos e em gatos indóceis sendo aconselhável apenas para animais sabidamente calmos. FIGURA 02 Avaliação da conformação pélvica Teste da subluxação da cabeça femoral Este teste é específico para a avaliação da DCF e é mais facilmente realizado em gatos do que nos cães. Por ser um teste de resposta dolorosa à distensão da cápsula articular, cada membro deve ser avaliado separadamente. É importante lembrar que os gatos são extremamente ágeis e portanto, faz-se necessário uma contenção física adequada. Para a realização do exame o animal é colocado em decúbito lateral, os dedos do examinador devem ser posicionados na face medial do fêmur próximo à epífise
33 21 proximal enquanto o polegar é colocado sobre a asa do ílio. Uma pressão de elevação lateral no fêmur deve ser feita simultaneamente a uma pressão realizada com o polegar no ílio. Em casos onde existe um processo inflamatório da cápsula articular a resposta dolorosa é positiva (25). FIGURA 03 Teste da subluxação da cabeça femoral: Avaliação com pressão dos dedos sobre a articulação coxofemoral durante movimentos de abdução (A) e adução (B).
34 Avaliação Radiográfica A habilidade em diagnosticar a DCF prematuramente é economicamente útil para os criadores comerciais e poderia tranqüilizar consideravelmente, o proprietário que se torna muito apegado ao seu animal de estimação (20). O exame radiográfico pode demonstrar a DCF em seu curso inicial e favorecer seu tratamento precoce, além de acompanhar a evolução da progressão da doença. Para se estabelecer um diagnóstico correto e controlar a disseminação da doença é indispensável recorrer a uma investigação radiológica, mas a avaliação da radiografia pode ser deturpada se não houver um procedimento técnico adequado em relação ao posicionamento padrão do animal (35) Posicionamento e contenção A radiografia pode ser feita na posição ventrodorsal, com os membros posteriores bem estendidos e os fêmures paralelos entre si em relação à coluna vertebral, devendo a patela ficar sobreposta medialmente em relação ao plano sagital do fêmur, e a pélvis em simetria. Este posicionamento revela anormalidades que não seriam vistas em outras posições (54). Em cães e animais de grande porte, o centro de cada cabeça femoral deve estar localizado medialmente à borda cranial do acetábulo, e mais de 50% da área projetada da cabeça femoral deve ficar sobreposta pela borda dorsal do acetábulo (40). O tamanho do filme deve ser suficiente para abranger a área compreendida entre as asas dos ílios e as articulações dos joelhos e o feixe primário de raios-x centrado entre as articulações coxofemorais (55). Para um correto posicionamento deve-se utilizar anestesia geral ou sedação profunda. São poucos os animais que toleram uma condição tão desconfortável como o
35 23 decúbito dorsal, principalmente mantendo-se os membros sob tração e rotação interna, procedimento que pode ser doloroso para os animais acometidos pela DCF (56). A OFA, uma instituição sem fins lucrativos criada em 1966 para promover primariamente a padronização do diagnóstico de DCF, determinou a incidência ventrodorsal com os membros pélvicos distendidos e paralelos como padrão para o exame radiográfico e a mensuração do AN (que é a angulação interna entre o centro da cabeça femoral e o bordo acetabular dorsal) como método de avaliação para a classificação do grau de lesão articular (57). Para a confecção de um diagnóstico correto, são necessárias radiografias adequadas e de alta qualidade técnica (58). Ao se realizar uma radiografia para o diagnóstico de DCF, faz-se necessário que o animal fique em jejum sólido de 12 horas e hídrico de duas horas e uma anestesia geral de curta duração, de 10 a 15 minutos, de tal forma que o paciente não tenha de qualquer reação o que facilita seu correto posicionamento (59). São consideradas radiografias inadequadas para a avaliação de DCF todas aquelas sem o posicionamento apropriado, sub ou superexpostas (claras ou escuras respectivamente), as radiografias manchadas, tremidas, mal reveladas, com presença de artefatos, bem como aquelas sem os dados que identificação do paciente no filme. A radiografia deve ser perfeitamente nítida, com um bom contraste, evidenciando o bordo acetabular dorsal e a estrutura trabecular da cabeça e colo femorais (60). Segundo a recomendação da OFA e do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária (CBRV), na identificação mínima permanente no filme, em sua emulsão, deverá constar o nome, sexo, raça, número do registro do animal, data de nascimento, data do exame radiográfico e a identificação da articulação coxofemoral direita ou esquerda (61).
36 24 Sobre a identificação, o Médico Veterinário ao realizar a radiografia deverá, obrigatoriamente, identificar os animais, mediante o uso de tatuagem e / ou microchip, para posterior controle, além de evitar que ocorram fraudes em relação ao pedigree do animal (41). Como a tatuagem geralmente é feita na orelha, para os gatos o melhor meio de identificação é o microchip. O diagnóstico da alteração inicial pode ser feito entre seis e nove meses, embora cerca de 80% dos animais displásicos só mostrem evidências radiográficas aos 12 meses de idade (17). A avaliação radiográfica das condições articulares será feita conclusivamente a partir dos 12 meses completos de idade nos gatos e na maior parte das raças de cães, com exceção das raças grandes e gigantes, cujo exame radiográfico deverá ser realizado com idade mínima de 18 meses de idade (49). Algumas instituições, dentre elas a OFA e o CBRV, emitem o parecer definitivo apenas aos 24 meses de idade com o propósito de diminuir a possibilidade de erro no diagnóstico (24). A confiança na avaliação radiográfica da DCF está em função da idade do animal. A eficácia do diagnóstico é de 70% aos 12 meses, 83% aos 18 meses e 95% aos 24 meses de idade (51). A incidência padrão é a ventrodorsal, e o animal deve ser colocado em decúbito dorsal com os membros posteriores estendidos caudalmente, de igual comprimento, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, estando rotacionados medialmente (62). O posicionamento adequado é obtido com a utilização de uma calha, de modo que o paciente deite sobre ela com a pelve para fora e sobre o chassi, que deverá ser suficientemente grande para incluir no filme toda a pelve e os joelhos. A pelve deve estar paralela à superfície da mesa, ou seja, sem inclinação (61).
37 25 Nestas circunstâncias devem ser observadas as seguintes características da imagem radiográfica, conforme o descrito por SOMMER & GRIECO (1997): Asas ilíacas simétricas, isto é, com mesma largura; Canal pélvico de forma ovalada, havendo simetria de contornos entre cada metade do canal, quando este é dividido sagitalmente; Foramens obturadores apresentando-se iguais em tamanho, e de contornos simétricos; Fêmures paralelos entre si e em relação à coluna vertebral; Patelas sobrepostas aos sulcos trocleares. FIGURA 04 Posicionamento para exame radiográfico de displasia coxofemoral
38 FIGURA 05 Erro de técnica radiográfica 26
FIGURA 06 Posicionamento radiográfico adequado
FIGURA 06 Posicionamento radiográfico adequado 27 28 2.6.2 Sinais Radiográficos Os sinais radiográficos comuns da DCF a todas as espécies são o raseamento acetabular, incongruência entre a cabeça femoral
A IMPORTÂNCIA DO RAIOS X PARA O DIAGNÓSTICO DE DISPLASIA COXOFEMORAL
XV JORNADA CIENTÍFICA DOS CAMPOS GERAIS Ponta Grossa, 25 a 27 de outubro de 2017 A IMPORTÂNCIA DO RAIOS X PARA O DIAGNÓSTICO DE DISPLASIA COXOFEMORAL Ariane Alberti 1 Dionei Pereira de França 2 Rosemara
DA DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES.
NORMAS DO COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA VETERINÁRIA (CBRV) PARA AVALIAÇÃO DA DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES. As imagens ou filmes radiográficos podem ser produzidos por qualquer médico veterinário regularmente
ARTICULAÇÕES. Luxação Coxofemoral. Luxação Coxofemoral 12/09/2016. Saída da cabeça do fêmur do acetábulo. Sinais clínicos.
Luxação Coxofemoral ARTICULAÇÕES Saída da cabeça do fêmur do acetábulo Luxação Coxofemoral Sinais clínicos Membro menor e rotacionado p/ dentro Crepitação Dor súbita Diagnóstico: Radiográfico: VD (mostra
DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES
DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES ROCHA, Fábio Perón Coelho da SILVA, Danilo da BENEDETTE, Marcelo Francischinelli SANTOS, Denise Almeida Nogueira dos COSTA, Eduardo Augusto de Alessandro Acadêmicos da Faculdade
Displasia Coxo-femoral
Displasia Coxo-femoral A Displasia coxo-femoral foi descrita no cão no ano de 1935. A diferença entre o homem e o cão é que a displasia coxo-femoral no cão é uma doença hereditária, mas não é congénita:
Lesões ortopédicas do posterior em pequenos animais
Lesões ortopédicas do posterior em pequenos animais Displasia Coxo-femoral Luxação do quadril Necrose asséptica Ruptura do ligamento cruzado cranial Luxação patelar Fraturas Lesões ortopédicas do posterior
15/03/2016 ESQUELETO APENDICULAR OSTEOLOGIA DO ESQUELETO APENDICULAR MEMBRO TORÁCICO. Constituído por ossos dos membros torácico e pélvico
ESQUELETO APENDICULAR Constituído por ossos dos membros torácico e pélvico OSTEOLOGIA DO ESQUELETO APENDICULAR Ombro - Escápula Braço - Úmero Antebraço Rádio e Ulna Joelho - Carpos Canela - Metacarpos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESDADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG. Revisão Ortopedia
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESDADO DO RIO DE JANEIRO - UNIRIO Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - HUGG Revisão Ortopedia Ossificação Endocondral Estudo do Quadril Momento de Força Estudo do Quadril Atua
SERVIÇOS EM ORTOPEDIA VETERINÁRIA
SERVIÇOS EM ORTOPEDIA VETERINÁRIA ANDRADE, Ana Paula Pereira de 1 ; SILVA, Estela Vieira de Souza 2 ; PAULA, Franciele Alves da Silva de 2 ; BRITO, Greiciele de Souza 2 ; CARNEIRO, Severiana Cândida Mendonça
Pelve: Ossos, Articulações e Ligamentos. Dante Pascali
CAPÍTULO 1 Pelve: Ossos, Articulações e Ligamentos Dante Pascali Capítulo 1 Pelve: Ossos, Articulações e Ligamentos 3 OSSOS PÉLVICOS A pelve é a base óssea na qual o tronco se apóia e através da qual o
Traumatologia Infantil. O Esqueleto da Criança Não É O Esqueleto do Adulto em Miniatura
O Esqueleto da Criança Não É O Esqueleto do Adulto em Miniatura Formação do Osso e Ossificação Esboço Cartilaginoso Pontos de Ossificação Primária Pontos de Ossificação Secundária Formação da Epífise
ANATOMIA RADIOLÓGICA DOS MMII. Prof.: Gustavo Martins Pires
ANATOMIA RADIOLÓGICA DOS MMII Prof.: Gustavo Martins Pires OSSOS DO MEMBRO INFERIOR OSSOS DO MEMBRO INFERIOR Tem por principal função de locomoção e sustentação do peso. Os ossos do quadril, constituem
OS 10 FATORES MAIS IMPORTANTES PARA SABER SOBRE DISPLASIA CANINA DE QUADRIL
OS 10 FATORES MAIS IMPORTANTES PARA SABER SOBRE DISPLASIA CANINA DE QUADRIL 12/11/2015 By Carol Beuchat PhD A displasia de quadril (ou displasia coxo femoral) é um tema recorrente quando o assunto são
Existem algumas enfermidades ósseas de causas desconhecidas, ou ainda, não muito bem definidas. Dentre essas, vale ressaltar:
Radiologia das afecções ósseas II Existem algumas enfermidades ósseas de causas desconhecidas, ou ainda, não muito bem definidas. Dentre essas, vale ressaltar: Osteodistrofia Hipertrófica Outras enfermidades
Prof André Montillo
Prof André Montillo www.montillo.com.br Ossificação Endocondral O Tecido ósseo é o único que no final de sua cicatrização originará tecido ósseo verdadeiro e não fibrose como os demais tecidos Tecido Ósseo
Síndromes de dor nos membros
www.printo.it/pediatric-rheumatology/br/intro Síndromes de dor nos membros Versão de 2016 10. Osteocondrose (sinônimos: osteonecrose, necrose avascular) 10.1 O que é? A palavra "osteocondrite" significa
ENFERMAGEM ANATOMIA. SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Aula 4. Profª. Tatiane da Silva Campos
ENFERMAGEM ANATOMIA SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Aula 4 Profª. Tatiane da Silva Campos Ossos do pé mantêm-se unidos por meio de fortes ligamentos que lhe permitem sustentar o peso corporal e funcionar como
Esta patologia ocorre quando existe um stress na epífise de crescimento próximo a área da tuberosidade tibial.
INTRODUÇÃO Osgood-Schlatter (OS) constitui uma doença osteo-muscular, extra articular, comum em adolescentes (esqueleto em desenvolvimento). Surge na adolescência na fase denominada estirão do crescimento.
Ergonomia. Prof. Izonel Fajardo
Ergonomia Prof. Izonel Fajardo Biomecânica I Para se realizar um movimento são acionados diversos músculos, ligamentos e articulações do corpo. Os músculos fornecem força, os ligamentos desempenham funções
Radiologia do Esqueleto Apendicular Fraturas e complicações
Radiologia do Esqueleto Apendicular Fraturas e complicações Profa. Tilde Rodrigues Froes - UFPR PRINCIPIOS DA TÉCNICA Sempre realize no mínimo duas projeções, com feixes a 90 graus. Inclua articulações
Osteologia e Artrologia. Tema F Descrição e caraterização funcional do sistema ósseo e articular do membro inferior.
Tema F Descrição e caraterização funcional do 1 Cintura pélvica; 2 Bacia 3 Articulação coxo-femural e seu funcionamento nos movimentos da coxa. 4 Complexo articular do joelho e seu funcionamento nos movimentos
Fraturas: Prof.: Sabrina Cunha da Fonseca
Fraturas: Prof.: Sabrina Cunha da Fonseca Fraturas: É a ruptura total ou parcial do osso e podem ser fechadas ou expostas. CLASSIFICAÇÃO: Fratura fechada ou interna: Na fratura fechada não há rompimento
Luxação do Ombro. Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo. Dr. Marcello Castiglia
Luxação do Ombro Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo A articulação do ombro é a articulação mais móvel do corpo. Ela pode se mover em diversas direções, mas essa vantagem
AVALIAÇÃO DO OMBRO. 1. Anatomia Aplicada:
AVALIAÇÃO DO OMBRO 1. Anatomia Aplicada: Articulação esternoclavicular: É uma articulação sinovial em forma de sela com 3 graus de liberdade; A artic. esternoclavicular e a acromioclavicular habilitam
SISTEMA ÓSSEO OSSOS OSSOS 04/05/2017 RADIOGRAFIA ESTRUTURA OSSO LONGO
OSSOS SISTEMA ÓSSEO Profa. Dra. Juliana Peloi Vides Constituído por cálcio e fósforo Relativamente denso facilmente observado ao exame radiográfico Desenvolvimento: ossificação endocondral ossificação
AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO FÊMUR DE UM CÃO COM NECROSE ASSÉPTICA DA CABEÇA DO FÊMUR
AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DO FÊMUR DE UM CÃO COM NECROSE ASSÉPTICA DA CABEÇA DO FÊMUR RAFAELA PRESTES 3, MAYARA NOBREGA GOMES DA SILVA¹, INGRID RIOS LIMA MACHADO², MARIA LIGIA DE ARRUDA MISTIERI², CAROLINE
Educação Física 1ºs anos CAPACIDADES FÍSICAS
Educação Física 1ºs anos CAPACIDADES FÍSICAS Capacidades Físicas são definidas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis
SIMPÓSIO DE CIRURGIA GERAL
SIMPÓSIO DE CIRURGIA GERAL Lesões do Anel Pélvico Jânio Costa Médico Assistente do Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Clínica Multiperfil Novembro / 2017 Lesão Pélvica Posterior GRAU DE DESLOCAMENTO
TÉCNICAS RADIOLÓGICAS APLICADAS NOS ESTUDOS DAS INSTABILIDADES
TÉCNICAS RADIOLÓGICAS APLICADAS NOS ESTUDOS DAS INSTABILIDADES FEMOROPATELARES Abelardo Raimundo de Souza* INTRODUÇÃO A articulação femoropatelar é de fundamental importância para o aparelho extensor,
Fraturas e Luxações Prof Fabio Azevedo Definição Fratura é a ruptura total ou parcial da estrutura óssea 1 Fraturas Raramente representam causa de morte, quando isoladas. Porém quando combinadas a outras
Fraturas Diáfise Umeral
Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Fraturas Diáfise Umeral As fraturas diafisárias do úmero, ocorrem na sua maioria das vezes por trauma
Roteiro de Aula - Artrologia
Roteiro de Aula - Artrologia O que é uma Articulação? Articulação ou "juntura" é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens) Essas uniões colocam as pecas do esqueleto em contato,
MEMBROS INFERIORES: OSSOS. Profa. Dra. Cecília Helena A Gouveia Departamento de Anatomia, ICB-USP
MEMBROS INFERIORES: OSSOS Profa. Dra. Cecília Helena A Gouveia Departamento de Anatomia, ICB-USP FUNÇÃO DOS MMII LOCOMOÇÃO SUSTENTAÇAO DE PESO OSSOS DO MEMBRO INFERIOR (62) OSSO DO QUADRIL (ILÍACO) (2)
Exame Físico Ortopédico
TAKE HOME MESSAGES! Exame Físico Ortopédico ANAMNESE REALIZAR UMA HISTÓRIA CLÍNICA DETALHADA, LEMBRANDO QUE DETALHES DA IDENTIFICAÇÃO COMO SEXO, IDADE E PROFISSÃO SÃO FUNDAMENTAIS, POIS MUITAS DOENÇAS
MOBILIZAÇÕES DAS ARTICULAÇÕES PERIFÉRICAS
Pontifícia Universidade Católica de Goiás MOBILIZAÇÕES DAS ARTICULAÇÕES PERIFÉRICAS Professor Esp. Kemil Sousa DEFINIÇÃO Técnicas de terapia manual usadas para modular a dor e tratar as disfunções articulares
Defeitos osteoarticulares
Osteoartrite Descrição Osteoartrite ou doença articular degenerativa ( artrose ) caracteriza-se pela perda progressiva da cartilagem articular e alterações reacionais no osso subcondral e margens articulares,
Prof. Kemil Rocha Sousa
Prof. Kemil Rocha Sousa Miostática (miogênica)- A unidade musculotendínea está adaptativamente encurtada com perda significativa de ADM, mas sem patologia muscular específica. Embora possa haver uma redução
Fraturas do Anel Pélvico: Bacia Generalidades: Representam 3% das fraturas nas emergências Mais freqüentes nos jovens Politraumatizado: Traumas de
Prof André Montillo Fraturas do Anel Pélvico: Bacia Generalidades: Representam 3% das fraturas nas emergências Mais freqüentes nos jovens Politraumatizado: Traumas de Alta Energia Fraturas: Instabilidade:
AVALIAR A ANATOMIA DE SUPERFÍCIE DO MEMBRO PÉLVICO DO CÃO.
AVALIAR A ANATOMIA DE SUPERFÍCIE DO MEMBRO PÉLVICO DO CÃO. Orientar o membro em relação a sua posição in vivo. Usando os esqueletos da sala de dissecação, como auxílio, orientar o membro e decidir se você
Luxação Congênita do Quadril (Displasia Acetabular) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise. Prof André Montillo UVA
Luxação Congênita do Quadril (Displasia Acetabular) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise Prof André Montillo UVA Estudo do Quadril Momento de Força Estudo do Quadril Estudo do Quadril Abdução do
Estudo por imagem do trauma.
Estudo por imagem do trauma Dr. Ricardo Ferreira Mestre em radiologia UFTP Prof. Assist. Radiologia FEPAR Prof. Assist. Anatomia FEPAR Md radiologista do Centro Diagnostico Água Verde Md radiologista do
Prof André Montillo
Prof André Montillo www.montillo.com.br Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Fraturas Proximal do Fêmur: Anatomia: Elementos Ósseos Cabeça do Fêmur
APARELHO LOCOMOTOR. sistema esquelético, sistema muscular, sistema articular
Aparelho locomotor APARELHO LOCOMOTOR APARELHO LOCOMOTOR sistema esquelético, sistema muscular, sistema articular APARELHO LOCOMOTOR SISTEMA ESQUELÉTICO Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que
Sustentação do corpo Proteção dos órgãos nobres Cérebro Pulmões Coração.
ESQUELETO ARTICULAÇÃO LESÕES MUSCULARES, ESQUELÉTICAS E ARTICULARES Sustentação do corpo Proteção dos órgãos nobres Cérebro Pulmões Coração. Junção de ossos (dois ou mais) Estruturas Ligamentos Ligar ossos
AVALIAÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL
AVALIAÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL COLUNA CERVICAL FUNÇÕES: Suporte e estabilidade à cabeça Dar mobilidade à cabeça Abrigar, conduzir e proteger a medula espinhal e a artéria vertebral INSPEÇÃO Postura Global
Informações para o paciente referente à prótese de disco intervertebral Prodisc-L para a coluna lombar.
Informações para o paciente referente à prótese de disco intervertebral Prodisc-L para a coluna lombar. Tarefas e funções da coluna vertebral Estabilidade A coluna vertebral provê estabilidade para a cabeça
Dr. Ricardo Anatomia dos membros inferiores junho site recomendado para estudar anatomia KENHUB
WWW.cedav.com.br Dr. Ricardo Anatomia dos membros inferiores junho 2017 site recomendado para estudar anatomia KENHUB Ossos da bacia Sacro Ilíacos Crista ilíaca Espinhas ilíacas anteriores Ísquios Espinhas
Marcha Normal. José Eduardo Pompeu
Marcha Normal José Eduardo Pompeu Marcha Humana Deslocamento de um local para outro Percorrer curtas distâncias. Versatilidade funcional dos MMII para se acomodar a: degraus, mudanças de superfícies e
COLUNA: SEGMENTO TORÁCICO
COLUNA: SEGMENTO TORÁCICO Ft. Ms. Adriana de Sousa do Espírito Santo ANATOMIA 12 vértebras. 1a. e 2a. São de transição. O corpo possui o d ântero-posterior e transversal iguais e apresenta semifacetas
Tratamento de Displasia Coxofemoral Com Uso de Medicamento Homeopático
Tratamento de Displasia Coxofemoral Com Uso de Medicamento Homeopático 1 Fabiane Branco, 2 Patrícia M. de Rezende, 3 R.H. Hoshino, 4 Dr. Claudio Martins Real. 1 Médica veterinária, supervisora comercial
Esqueleto Apendicular e Axial, e articulação do joelho. Marina Roizenblatt 75 Monitora de Anatomia
Esqueleto Apendicular e Axial, e articulação do joelho Marina Roizenblatt 75 Monitora de Anatomia Coluna Vertebral Canal Vertebral Forames intervertebrais Características de uma vértebra típica Corpo vertebral
Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores
Prof André Montillo Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores Lesões do Joelho: Lesões Ósseas: Fratura Distal do Fêmur Fratura da Patela Fratura Proximal da Tíbia: Platô Tibial Anatomia: Lesões Traumáticas
Imagens para prova prática diagnóstico por imagem Professora: Juliana Peloi Vides
Imagens para prova prática diagnóstico por imagem Professora: Juliana Peloi Vides Imagem 1 Projeções Ventro-dorsal e Látero-lateral de cavidade abdominal. Nas imagens radiográficas foi possível observar
Prof.ª Leticia Pedroso SISTEMA ESQUELÉTICO
Prof.ª Leticia Pedroso SISTEMA ESQUELÉTICO SISTEMA ESQUELÉTICO Composto de ossos e cartilagens. É uma forma especializada de tecido conjuntivo cuja a principal característica é a mineralização (cálcio)
Hemograma Material...: SANGUE COM E.D.T.A. Equipamento: PENTRA 120 DX
Endereço Fone : : R Herculano De Freitas (11) 3237-1518 Hemograma Material...: SANGUE COM E.D.T.A. Equipamento: PENTRA 120 DX Eritrograma Eritrócitos... 7,13 milhões/mm³ 5,7 A 7,4 milhões/mm³ Hemoglobina...
Deformidades Angulares dos Membros Inferiores I - Joelhos - Prof André Montillo
Deformidades Angulares dos Membros Inferiores I - Joelhos - Prof André Montillo www.montillo.com.br Desenvolvimento Fisiológico do Eixo dos Joelhos: Geno Varo e Geno Valgo Normal Geno Varo Geno Valgo Deformidades
SISTEMA ESQUELÉTICO. O sistema esquelético é composto de ossos e cartilagens.
SISTEMA ESQUELÉTICO Conceito de Sistema Esquelético O sistema esquelético é composto de ossos e cartilagens. Conceito de Ossos: Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que unindos-se aos outros,
AVALIAÇÃO DO JOELHO. Clique para adicionar texto
AVALIAÇÃO DO JOELHO Clique para adicionar texto ANATOMIA PALPATÓRIA Fêmur Côndilos femurais ( Medial e Lateral ) Sulco Troclear ou Fossa Intercondiliana Epicôndilos femurais ( Medial e Lateral ) Tíbia
s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1
1 O Ombro é uma articulação de bastante importância para todos nós, visto que para fazermos até as atividades mais simples, como escovar os dentes e dirigir, precisamos dele. Devido a esta característica,
Causas, incidência e fatores de risco:
Núcleo de Atividade Física Adaptada e Saúde-NAFAS Escola de Postura - CEPEUSP Luzimar Teixeira e Milena Dutra O que é Condromalacia? Também conhecida como Síndrome patelofemoral ou Dor na parte anterior
Artrite Idiopática Juvenil
www.printo.it/pediatric-rheumatology/br/intro Artrite Idiopática Juvenil Versão de 2016 2. DIFERENTES TIPOS DE AIJ 2.1 Existem tipos diferentes da doença? Existem várias formas de AIJ. Distinguem-se principalmente
Avaliação Fisioterapêutica do Ombro
Avaliação Fisioterapêutica do Ombro Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional-FMUSP Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação Esternoclavicular: Artic.
Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João
Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Articulação do Quadril: É uma articulação sinovial esferóidea com 3 graus de liberdade; Posição de
Conceitos Gerais de Osteologia, Artrologia e Miologia.
Conceitos Gerais de Osteologia, Artrologia e Miologia 1 Conceitos Gerais de Osteologia, Artrologia e Miologia. 1 - Formação do Aparelho Locomotor: a) Sistema Esquelético parte passiva Ossos, cartilagens,
Imagem 1: destacada em vermelho a redução do espaço articular.
Radiografia Análise das Imagens Observação: As seguintes alterações estão presentes em todas as imagens, mas foram destacadas separadamente para melhor demonstração. Imagem 1: destacada em vermelho a redução
Protocolo de Tomografia para Membros Superiores
Protocolo de Tomografia para Membros Superiores POSICIONAMENTO DE OMBRO (CINTURA ESCAPULAR) Posicionamento para Ombro POSIÇÃO: posição de supino. RADIOGRAFIA DIGITAL: frente. PLANO: axial, SEM ANGULAÇÃO
Anatomia e dinâmica da Articulação Temporomandibular. Instituto de Ciências Biomédicas da USP Departamento de Anatomia
Anatomia e dinâmica da Articulação Temporomandibular Instituto de Ciências Biomédicas da USP Departamento de Anatomia Articulações Sinoviais Elementos constituintes: Cápsula articular Superfície articular
Roteiro de Aula Prática Femoropatelar
Roteiro de Aula Prática Femoropatelar Disciplina de Fisioterapia Aplicada à Ortopedia e Traumatologia Docente: Profa. Dra. Débora Bevilaqua-Grossi 1) Palpação de estruturas Responsáveis: Marcelo Camargo
Anatomia Radiológica (MMSS) Prof.: Gustavo Martins Pires
Anatomia Radiológica (MMSS) Prof.: Gustavo Martins Pires Membros Superiores (MMSS) Membros Superiores (MMSS) A escápula está mergulhada na massa muscular do dorso do indivíduo, sem qualquer fixação direta
www.institutodetratamentodador.com.br ANATOMIA EXAME E MANOBRAS INSPEÇÃO MOVIMENTOS AMPLITUDE PASSIVA MOVIMENTOS ACESSÓRIOS INSPEÇÃO Deformidades: Valgo, Varo, Flexão, Hiperextensão Edema: Sinovite, Bursite,
ALTERAÇÕES DAS CURVAS DA COLUNA VERTEBRAL
PROBLEMAS POSTURAIS * Profª Érica Verderi ALTERAÇÕES DAS CURVAS DA COLUNA VERTEBRAL Hipercifose É aumento da curvatura da região dorsal, ou seja, é o aumento da convexidade posterior no plano sagital,
Luxação Congênita do Quadril (Displasia Acetabular) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise. Prof André Montillo UVA
Luxação Congênita do Quadril (Displasia Acetabular) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise Prof André Montillo UVA Patologia Evolução Fisiológica A Partir dos 4 anos de idade haverá uma Obstrução da
Reunião de casos. LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1)
Reunião de casos www.digimaxdiagnostico.com.br/ LUCAS MERTEN Residente de RDI da DIGIMAX (R1) CASO 1 Identificação: M. D. A.; masculino; 13 anos Queixa principal: Dor no quadril esquerdo há 3 meses, com
3/11/2010 LESÕES DO ESPORTE LESÕES DOS TECIDOS MUSCULOESQUELÉTICOS
LESÕES DO ESPORTE CLASSIFICAÇÃO GERAL AGUDA Lesão inicial, ocorre subtamente; Ex: fraturas, cortes, contusões. CRÔNICA Lesão que se desenvolve em um longo período ou perdura por muito tempo; Ex: cotovelo
Lesões Traumáticas do Membro Superior. Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão
André Montillo UVA Lesões Traumáticas do Membro Superior Lesões do Ombro e Braço Lesões do Cotovelo e Antebraço Lesões do Punho e Mão Fratura Distal do Úmero Fratura da Cabeça do Rádio Fratura do Olecrâneo
FISIOTERAPIA NA ESCOLA: ALTERAÇÃO POSTURAL DA COLUNA VERTEBRAL EM ESCOLARES
15. CONEX Resumo Expandido - ISSN 2238-9113 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TECNOLOGIA
AVALIAÇÃO POSTURAL O QUE É UMA AVALIAÇÃO POSTURAL? 16/09/2014
AVALIAÇÃO POSTURAL O QUE É UMA AVALIAÇÃO POSTURAL? A AVALIAÇÃO POSTURAL CONSISTE EM DETERMINAR E REGISTRAR SE POSSÍVEL ATRAVÉS DE FOTOS, OS DESVIOS OU ATITUDES POSTURAIS DOS INDIVÍDUOS, ONDE O MESMO É
Bursite Tem Cura? Causas, Tratamentos e Dicas Seg, 17 de Julho de :49 - Última atualização Seg, 17 de Julho de :53
Ao longo dos últimos anos, houve um aumento expressivo dos casos de pessoas que sofrem com problemas relacionados às dores articulares. As lesões causadas por esforços repetitivos fazem parte dos problemas
INTRODUÇÃO AO SISTEMA ESQUELÉTICO
INTRODUÇÃO AO SISTEMA ESQUELÉTICO O QUE É O OSSO? É um órgão composto por diversos tecidos diferentes funcionando em conjunto: tecido ósseo, cartilagem, tecido conjuntivo denso, epitélio, tecido adiposo
O Fixador Verona Fix Dinâmico Axial é um sistema monolateral e um método de correção onde é realizada uma osteotomia de abertura gradual da tíbia OAG.
Vesão 1.1 O Fixador Verona Fix Dinâmico Axial é um sistema monolateral e um método de correção onde é realizada uma osteotomia de abertura gradual da tíbia OAG. Através do uso do Fixador Verona Fix Dinâmico
PARÂMETROS GENÉTICOS PARA CARACTERÍSTICAS DE CONFORMAÇÃO DE APRUMOS E DISTÚRBIOS PODAIS DE VACAS LEITEIRAS
Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Veterinária Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária PARÂMETROS GENÉTICOS PARA CARACTERÍSTICAS DE CONFORMAÇÃO DE APRUMOS E DISTÚRBIOS PODAIS DE VACAS
Pubalgia. Fig. 1 fortes grupos musculares que concentram esforços na sínfise púbica.
Pubalgia É uma síndrome caracterizada por dor na sínfise púbica, com irradiação para as regiões inguinais (virilha) e inferior do abdome, podendo estar associada a graus variáveis de impotência funcional
Sistema muscular Resistência Muscular Localizada Flexibilidade Osteoporose Esteróides Anabolizantes
MÚSCULOS, ARTICULAÇÕES, FORÇA, FLEXIBILIDADE E ATIVIDADE FÍSICAF Sistema muscular Resistência Muscular Localizada Flexibilidade Osteoporose Esteróides Anabolizantes APARELHO LOCOMOTOR HUMANO Constituição
ESTUDO DE CASO CLÍNICO
Universidade Estadual do Oeste do Paraná Unioeste/ Cascavel PR Centro de Ciências Biológicas e da Saúde CCBS Curso de Odontologia Disciplina de Semiologia Bucal e Radiológica ESTUDO DE CASO CLÍNICO DISCIPLINA
Fisioterapeuta Priscila Souza
Fisioterapeuta Priscila Souza * Passou de 7 bilhões o número de celulares no mundo. (União Internacional de Telecomunicações UIT, 2015) *Segundo a ONU em 2000 o número de aparelhos celulares era de 738
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (Displasia Acetabular - LCQ) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise
Displasia do Desenvolvimento do Quadril (Displasia Acetabular - LCQ) Doença de Legg-Perthes-Calvet Epifisiólise Prof André Montillo www.montillo.com.br Displasia do Desenvolvimento do Quadril (Displasia
DOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVA ARTROSE Diagnóstico- Prevenção - Tratamento
DOENÇA ARTICULAR DEGENERATIVA ARTROSE Diagnóstico- Prevenção - Tratamento Carlos Alberto Souza Macedo Professor da Faculdade de Medicina da UFRGS Doutorado em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da UFRGS
ENFERMAGEM CUIDADOS DE ENFERMAGEM. Aula 11. Profª. Tatiane da Silva Campos
ENFERMAGEM Aula 11 Profª. Tatiane da Silva Campos Cuidados de enfermagem em Traumatismos Músculo esqueléticos lesão = mau funcionamento dos músculos, articulações e tendões adjacentes, mobilidade da área
Apostila de Cinesiologia
1 FACIS - Faculdade de Ciências da Saúde Fisioterapia Apostila de Cinesiologia Aula Prática Coxo Femoral Este material é fruto do trabalho iniciado na monitoria de 2009. Ainda esta em fase de construção.
Lesões Traumáticas do Punho e Mão. Prof. Reinaldo Hashimoto
Lesões Traumáticas do Punho e Mão Prof. Reinaldo Hashimoto Anatomia Óssea Articulação Vascular Nervosa Anatomia Óssea Anatomia Anatomia Articular Rádio carpiana Carpal Anatomia Vasculo Nervosa Fratura
MOVIMENTOS DA CINTURA ESCAPULAR. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior
MOVIMENTOS DA CINTURA ESCAPULAR Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior O que é Cintura Escapular? Duas clavículas e duas escápulas. Trata-se de uma estrutura que sofreu adaptações à bipedia, onde as
POSICIONAMENTOS DOS MEMBROS INFERIORES. Prof.ª Célia santos
POSICIONAMENTOS DOS MEMBROS INFERIORES Prof.ª Célia santos DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS PÉ PÉ PÉ PÉ PÉ PÉ PÉ CALCÂNEO CALCÂNEO TORNOZELO TORNOZELO TORNOZELO TORNOZELO TORNOZELO TORNOZELO
CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA INSTRUTOR E PROFESSOR DE TAEKWONDO GRÃO MESTRE ANTONIO JUSSERI DIRETOR TÉCNICO DA FEBRAT
CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA INSTRUTOR E PROFESSOR DE TAEKWONDO GRÃO MESTRE ANTONIO JUSSERI DIRETOR TÉCNICO DA FEBRAT Alongamento é o exercício para preparar e melhorar a flexibilidade muscular, ou seja,
Introdução à Anatomia
ESTRUTURA ANIMAL 1 Introdução à Anatomia : É o fundamento de todas as outras ciências médicas. Função: Fornecer noções preciosas para as aplicações na prática médico-cirúrgica Anatomia vem do grego; Significa
Posicionamento. Posicionamento. Posicionamento preciso Feixe centrado Feixe colimado
Posicionamento Posicionamento Posicionamento preciso Feixe centrado Feixe colimado 1 24-03-2009 Posicionamento Regras gerais Área de interesse o mais próximo possível da película Centrado sobre área de
