Sistemas de Referência
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- Salvador Ferretti Neves
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1 Sistemas de Referência Um sistema de coordenada é denominado de Sistema de Referência quando servir para alguma finalidade específica; Aspectos a serem observados na definição de um sistema de referência: Unidade de referência básica; Limites extremos dos valores aceitos para descrever os objetos. Alguns sistemas recebem denominação especial: Sistema de Referência do Universo SRU; Sistema de Referência do Objeto SRO; Sistema de Referência Normalizado SRN; Sistema de Referência do Dispositivo SRD. Página Computação Gráfica Parte 4
2 Sistemas de Referência Sistema de Referência do Universo SRU Descreve os objetos em termos das coordenadas utilizadas pelo usuário em determinada aplicação; Cada tipo de aplicação especifica o seu universo de trabalho próprio. Por exemplo, uma aplicação CAD de arquitetura o universo é dado em metros ou centímetros. Para uma aplicação de mecânica de precisão, o universo estará em milímetros ou nanômetros. Cada um destes sistemas tem uma escala e seus limites extremos (coordenadas mínimas e máximas do universo). (5, 5) (9, 5) Limite: cm (5, 3) (9, 3) Página 3 Computação Gráfica Parte 4
3 Sistemas de Referência Sistema de Referência do Objeto SRO É o sistema de coordenadas onde se definem os modelos dos objetos da aplicação. Trata o objeto como um miniuniverso individual; Cada objeto tem suas particularidades descritas em função de seu sistema; Geralmente o centro do sistema de coordenadas coincide com o seu centro de gravidade (pivô). (-,) (,) (-,-) (,-) Página 4 Computação Gráfica Parte 4
4 Sistemas de Referência Sistema de Referência Normalizado SRN; Trabalha com coordenadas normalizadas (valores entre e, onde x e y ); Serve como um sistema de referência intermediário entre o SRU e o SRD; Torna a geração das imagens independente do dispositivo. (.,.) (.4,.) (.,.) (.4,.) Página 5 Computação Gráfica Parte 4
5 Sistemas de Referência Sistema de Referência do Dispositivo SRD Utiliza coordenadas que podem ser fornecidas diretamente para um dispositivo de saída específico; Em vídeo pode indicar o número máximo de pixels que podem ser acesos ou a resolução especificada na configuração do sistema operacional. Ex. (8 x 6), (.4 x768) Nesse caso, a origem é o canto superior esquerdo do dispositivo. Resolução 8 x 6 (,4) (4,4) (,48) (4,48) Página 6 Computação Gráfica Parte 4
6 Conversões entre Sistemas de Referência Normalmente quando se cria um modelo as informações gráficas dizem respeito à aplicação e não ao dispositivo. Para visualizar dados num dispositivo gráfico qualquer, é necessário que se efetue algumas transformações entre os sistemas de referência estudados. Para tal é preciso definir as razões e proporções entre cada um dos sistemas. O Processo de conversão é chamado de Mapeamento e é uma das etapas do processo de visualização de imagens D e 3D (a ser visto em breve). Página 7 Computação Gráfica Parte 4
7 Conversões entre Sistemas de Referência Mapeamento Permite que se exiba em uma tela, ou em outro dispositivo, um conjunto de instâncias com coordenadas totalmente diferentes daquelas nas quais a tela está definida. Nas figuras a seguir pode-se observar um exemplo de um desenho criado em coordenadas totalmente distintas da tela sendo mapeado para a mesma Página 8 Computação Gráfica Parte 4
8 Conversões entre Sistemas de Referência Como fazer o mapeamento de uma imagem? Limites do SRU Limites do SRD Mínimo (,) (,) Máximo (,5) (64,48) Página 9 Computação Gráfica Parte 4
9 Conversões entre Sistemas de Referência Componente x: Página Computação Gráfica Parte 4
10 Conversões entre Sistemas de Referência Componente y: Atenção para o sentido do eixo As equações de conversão são: Xd = (Xu * 64)/ e Yd =[ (Yu * (-48)/5)]+48 Página Computação Gráfica Parte 4
11 Conversões entre Sistemas de Referência Exercício: Considere um SRU com Xu min = e Xu max =, Yu min =, Yu max =8, e que o objeto definido pelos pontos abaixo foi mapeado para um dispositivo de 8 X 4. Apresente as coordenadas do objeto no SRD. P =(3,) P =(4,7) P 3 =(5,) P 4 =(,6) P 5 =(6,6) Página Computação Gráfica Parte 4
12 São operações que podem alterar algumas características do objeto a ser desenhado; Transformações geométricas podem ser representadas por equações; Permitem representar um objeto em diversas posições no espaço; Importante em diversas aplicações de computação gráfica. Tipos: Translação Rotação Escala Cisalhamento Reflexão Página 3 Computação Gráfica Parte 4
13 Translação Transladar significa movimentar o objeto. Transladamos um objeto transladando todos os seus pontos. É possível efetuar a translação de pontos no plano (x,y) adicionando quantidades às suas coordenadas. Cada ponto em (x,y) pode ser movido por Tx unidades em relação ao eixo x, e por Ty unidades em relação ao eixo y. Ty Tx Página 4 Computação Gráfica Parte 4
14 Translação A nova posição do ponto (x,y) passa a ser (x,y ), que pode ser escrito como: x = x + Tx y = y + Ty O mesmo ocorre se o ponto P for definido em 3D pelas coordenadas (x,y,z). O ponto p definido por (x,y,z) pode ser reposicionado pelo uso de fatores de translação. x = x + Tx y = y + Ty z = z + Tz Com a notação matricial, essa translação ficaria da seguinte forma: [x,y,z ] = [x,y,z] + [Tx,Ty,Tz] Página 5 Computação Gráfica Parte 4
15 Translação Página 6 Computação Gráfica Parte 4
16 Escala Redimensiona o objeto; Os valores das coordenadas de cada ponto é modificado a partir da multiplicação por fatores de escala; Se o objeto não estiver definido em relação à origem ocorrerá também uma translação. Página 7 Computação Gráfica Parte 4
17 Escala Exemplo: x = x * S x y = y * S y Representação no formato matricial: [x, y ] = [x,y] * S x S y De acordo com os valores atribuídos a Sx e Sy podem ocorrer as seguintes situações: Se Sx, Sy > objeto será ampliado; Se Sx, Sy < objeto será reduzido; Se Sx = Sy objeto manterá proporções relativas em x e y; Se Sx <> Sy objeto será deformado. Página 8 Computação Gráfica Parte 4
18 Escala Página 9 Computação Gráfica Parte 4
19 Rotação Gira o objeto em torno da origem, a partir de um ângulo Se o objeto não estiver definido na origem, ocorrerá também uma translação. Página Computação Gráfica Parte 4
20 Rotação Se um ponto de coordenadas (x,y), distante r = (x + y ) / da origem do sistema de coordenadas, for rotacionado de um ângulo em torno da origem, suas coordenadas, que antes eram definidas como x = r cos(), y = r sen(), passam a ser descritas como (x,y ) dadas por: x = r. cos( + φ) = r. cos φ. cos - r. sen φ. sen y = r. cos( + φ) = r. sen φ. cos + r. cos φ. sen Página Computação Gráfica Parte 4
21 Rotação Equivalente a expressão: x = x cos () y sen () y = y cos () + x sen () As expressões anteriores, podem ser descritas pela multiplicação do vetor de coordenadas do ponto (x,y) pela matriz: cos sen -sen cos Essa matriz é denominada matriz de rotação no plano xy por um ângulo. Página Computação Gráfica Parte 4
22 Rotação Página 3 Computação Gráfica Parte 4
23 Rotação com eixo fora da origem (ponto qualquer) Translação para origem Rotação Translação para a posição original. E as novas coordenadas podem ser obtidas a partir de: X = (X-Xr)*cos - (Y-Yr)* sen Y = (Y-Yr)*cos + (X-Xr)* sen (Xr, Yr) é o ponto de referência em torno do qual será feita a rotação. Página 4 Computação Gráfica Parte 4
24 Reflexão Também conhecida como espelhamento ( flip ); Produz um novo objeto espelhado; Pode ser considerado sobre o eixo vertical ou horizontal, ou ainda, em torno de ambos os eixos; Página 5 Computação Gráfica Parte 4
25 Reflexão A reflexão é possível através da inversão de coordenadas, conforme a matriz de transformação adequada: Reflexão em X (inversão de Y) x y = x y = x y Reflexão em Y (inversão de X) x y = y x = x y Página 6 Computação Gráfica Parte 4
26 Reflexão Reflexão em torno da origem XY - - Página 7 Computação Gráfica Parte 4
27 Cisalhamento Cisalhamento (Shearing ou Skew) é uma transformação que distorce o formato do objeto; Deforma o objeto linearmente, ao longo do eixo X, do eixo Y ou de ambos. x = x + S x y y = y + S y x Página 8 Computação Gráfica Parte 4
28 Cisalhamento Uma distorção na direção x, proporcional a coordenada y, pode ser produzida com a seguinte matriz de transformação: S Nesse exemplo, as coordenadas do objeto são transformadas da seguinte forma: x = x + Sy, y = y e z = z S é um valor fixo qualquer. Página 9 Computação Gráfica Parte 4
29 A ordem das transformações A questão deve ser considerada na composição de matrizes; A ordem da multiplicação das matrizes, assim como da aplicação das transformações geométricas, altera a matriz resultante. Página 3 Computação Gráfica Parte 4
30 A ordem das transformações Escala.5 Rotação 45 o Rotação 45 o Escala.5 Página 3 Computação Gráfica Parte 4
31 A ordem das transformações Transl. (,) Escala.5 Escala.5 Transl. (,) Página 3 Computação Gráfica Parte 4
32 Coordenadas Homogêneas A aplicação sucessiva de várias composições pode levar à perda de precisão, além de uma evidente sobrecarga de cálculos. As transformações compostas podem ser mais otimizadas com o uso de coordenadas homogêneas. Coordenadas homogêneas são uma representação especial de pontos, vetores e matrizes a qual facilita a generalização das operações entre esses tipos de objetos. A idéia é representar um ponto (x,y) por (x,y,h), onde h assume o valor da unidade (x,y,). Ao se expressar posições em coordenadas homogêneas, as equações de transformações geométricas ficam reduzidas a multiplicação de matrizes de 3 X 3 elementos. Página 33 Computação Gráfica Parte 4
33 Computação Gráfica Parte 4 Página 34 Transformações Geométricas D Coordenadas Homogêneas As coordenadas originais são representadas por colunas (vetores) de três elementos: Translação Rotação Escala = y x. Ty Tx y x = y x. cos sen sen cos y x = y x. Sy Sx y x P =T(Tx,Ty). P P =R(). P P =S(Sx,Sy). P
34 Coordenadas Homogêneas - Concatenações Translação Se duas translações sucessivas são aplicadas a uma posição P, a posição P é dada por P =T(Tx,Ty ). {T(Tx,Ty ). P} = {T(Tx,Ty ). T(Tx,Ty )}.P Na forma matricial: Tx Ty. Tx Ty = Tx Ty + + Tx Ty Ou T(Tx,Ty ). T(Tx,Ty ). = T(Tx + Tx,, Ty +Ty ) As translações consecutivas são aditivas. Página 35 Computação Gráfica Parte 4
35 Coordenadas Homogêneas - Concatenações Rotação Se duas rotações sucessivas são aplicadas a uma posição P, a posição P é dada por P =R( ). {R( ). P} = {R( ). {R( )}.P Na forma matricial: cos sen cos sen sen cos. sen cos = coscos sensen cossen sencos sencos + cossen sensen + coscos coscos sensen = cos( + ) Como: sen cos + cossen = sen( + ) Página 36 Computação Gráfica Parte 4
36 Computação Gráfica Parte 4 Página 37 Transformações Geométricas D Coordenadas Homogêneas - Concatenações Rotação (Cont.) = ) cos( ) sen( ) sen( ) cos( cos sen sen cos. cos sen sen cos Então: Ou R( ). R( ) = R( + ) As rotações consecutivas são aditivas.
37 Computação Gráfica Parte 4 Página 38 Transformações Geométricas D Coordenadas Homogêneas Escala - Se duas escalas sucessivas são aplicadas a uma posição P, a posição P é dada por P =S(Sx,Sy ). {T(Sx,Sy ). P} = {S(Sx,Sy ). S(Sx,Sy )}.P Sy Sx. Sy Sx = Sy Sy Sx Sx Sy Sx. Sy Sx Ou S(Sx,Sy ). S(Sx,Sy ). = S(Sx Sx,, Sy Sy ) As escalas consecutivas são multiplicativas.
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