Doenças do Sistema Nervoso

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1 Doenças do Sistema Nervoso Prof. Carlos Junior Almeida de Brito Introdução a Fisiopalogia do Sistema Nervoso Doenças Neurodegenerativas A fisiopatologia do sistema nervoso abrange doenças neurodegenerativas, doenças motoras e deficiências mentais. Conceito Doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela cronicidade, progressão e perda seletiva e simétrica de neurônios no sistema motor, sensório ou cognitivo. Depende do da doença específica. 1

2 Mal de Huntington Algumas doenças Neurodegenerativas Doença de Huntington Doença de Huntington ou mal de Huntington é um distúrbio neurológico hereditário raro. Deve seu nome ao médico norteamericano George Hutington. A doença de Huntington é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central e provoca movimentos involuntários dos braços, das pernas e do rosto. Também é conhecida por "coreia de Huntington". Esses movimentos são rápidos, involuntários e bruscos. 2

3 Movimentos involuntários, bruscos e irregulares, dos braços, das pernas e do rosto; Perda progressiva de memória e senilidade mental precoce, podendo evoluir para demência Depressão Coreia (movimentos involuntários, rápidos, irregulares e sem finalidade dos membros, da face e/ou do tronco, geralmente associados à hipotonia e à diminuição da força muscular Disartria (perda gradativa dos músculos da fala, com voz pastosa) Face (tiques e caretas) Fala indistinta, hesitante, explosiva e mais adiante sem compreensão Não existe atualmente nenhum tratamento específico. Os medicamentos receitados são efetivamente escolhidos pelo médico em função dos sintomas observados de forma a aliviá-los, existindo numerosos efeitos colaterais: boca seca, vertigens, perturbações da visão, retenção hídrica, dificuldade de linguagem. Mal de Alzheimer Doença de Alzheimer O Alzheimer, é uma doença degenerativa atualmente incurável, mas que possui tratamento. Deve seu nome ao médico alemão Alois Alzheimer. Comportamental É uma condição que provoca deficiência no ato de adquirir um conhecimento, sentir, pensar, perceber, lembrar, raciocinar, e dar respostas. Humor, depressão, apatia, choro e baixa autoestima; Agressão verbal e física deambulação e inquietação; Percepção paranoia delírios e alucinações; Sono e peso; Apetite aumentado para doces. 3

4 Mal de Parkinson O tratamento visa minimizar os sintomas, proteger o sistema nervoso e retardar o máximo possível à evolução da doença. Doença de Parkinson Deve seu nome a o médico James Parkinson. É uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base. É uma doença degenerativa do sistema nervoso central. É idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Tipos de Parkinson Após o diagnóstico, passa-se a identificação da causa do parkinsonismo. Podendo ser classificada em 3 tipos básicos: Parkinsonismo Primário (DP idiopática) Parkinsonismo Secundário Parkinsonismo Atípico ou Plus Tremor de, repouso, bradicinesia, rigidez, acinesia, micrografia, expressões como máscara, instabilidade postural, alterações na marcha e postura encurvada para a frente. 4

5 Farmacológico Levodopa Agonista da Dopamina Inibidor da MAO Inibidor da COMT Ações Anticolinérgicas Drogas que aumentam liberação de dopamina na fenda sináptica fisioterápico Cirúrgico Fisioterapia, fonoaudiológia e a terapia ocupacional desempenham um papel fundamental na DP. Possibilita melhora acentuada na marcha, postura, movimentos da mímica facial, na fala, etc. Talamotomia Indicado para pacientes com tremor, alivia a rigidez e diminui a dependência farmacológica. Pode ser feito a lesão no Núcleo Ventral lateral ou no Núcleo Ventral Intermediário Palidotomia Indicado para pacientes com bradicinesia e acinesia acentuada, também apresenta melhora significativa na rigidez, até 90% de melhora, e no controle dos tremores. Acidente Vascular Cerebral/Encefálico Doença neurológica que ocorre devido a uma interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro, que pode ser por obstrução de uma artéria que o supre ou por ruptura de um vaso. Definições AVC isquémico: (mais comum) Embolia; Trombose. Pode ser definitivo ou temporário. AVC hemorrágico: Aneurisma; Ruptura de uma parede arterial. Interior do cérebro Hemorragia Líquido cefalorraquidiano 5

6 dietoterápico Dificuldade de mover o rosto; Dificuldade em movimentar os braços adequadamente; Dificuldade de falar e se expressar; Fraqueza nas pernas; Problemas de visão. Mudanças nos hábitos alimentares durante a recuperação. Regularizar os horários das refeições para que se possa aumentar o fracionamento. Selecionar uma grande variedade de alimentos. Os alimentos devem ser bem cozidos e servidos em consistência pastosa na forma de papas, purês, cremes e mingaus. Esclerose Múltipla Esclerose Múltipla É uma doença inflamatória crônica, provavelmente autoimune. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. Atriz Claudia Rodrigues Definições Degeneração na bainha de mielina devido a esclerose multipla Por motivos genéticos ou ambientais, na esclerose múltipla, o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina (capa que envolve todos os axônios) que recobre os neurônios e isso compromete a função do sistema nervoso. 6

7 A pessoa pode passar dois ou três anos apresentando pequenos sintomas sensitivos, pequenos turvações da visão ou pequenas alterações no controle da urina sem dar importância a esses sinais, porque, depois de alguns dias eles desaparecem. Com a evolução do quadro, aparecem sintomas sensitivos, motores e cerebelares de maior magnitude representados por fraqueza, entorpecimento ou formigamento nas pernas ou de um lado do corpo, diplopia (visão dupla) ou perda visual prolongada, desequilíbrio, tremor e descontrole dos esfíncteres. Uma vez confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença inflamatória desmielizante, com manifestação remitenterecorrente, o tratamento tem dois objetivos principais: abreviar a fase aguda e tentar aumentar o intervalo entre um surto e outro. No primeiro caso, os corticosteroides são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos. Deficiências Mentais Dislexia A deficiência mental ou deficiência intelectual é a redução da capacidade intelectual, situada abaixo dos padrões considerados normais para idade, se criança, ou inferiores à média da população, quando adultas. É uma dificuldade específica no aprendizado da linguagem. A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto). Atraso no desenvolvimento psicomotor; Atraso ou deficiência na aquisição da fala; Dificuldade em entender o que está ouvindo; Distúrbios do sono; Desatenção e dispersão; Dificuldade de copiar de livros e lousa; Dificuldade de coordenação motora fina e grossa; Desorganização geral; Confusão entre direita e esquerda; Vocabulário pobre; Dificuldade de memória a curto prazo; 7

8 Epilepsia Deve ser multissensorial e cumulativo; Sintonia entre profissional, família e escola; Enfatizar a terapia de método fônico (relação entre letra e som/ fonema grafema); Trabalhar a memória imediata, percepção visual e auditiva. Fatores para o desenvolvimento de crises Epilepsia é um conjunto comum e diversificado de desordens neurológicas caracterizadas por descargas elétricas anormais dos neurônios, as quais podem gerar convulsões. O mecanismo desencadeador das crises pode ser multifatorial; Estímulos visuais e auditivos; (Principal) Nem toda crise convulsiva é caracterizada como epilepsia; Para isso ocorrer é necessário o paciente apresentar duas crises no período de 12 meses, sem apresentar febre, ingestão de álcool, intoxicação por drogas ou abstinência durantes as crises. s Alterações motoras e sensoriais; Perda de consciência e perda do controle esfincteriano; Mal estar gástrico Dormência no corpo Sonolência Odores desagradáveis Distorções de imagens. Através de medicações que possam controlar a atividade anormal dos neurônios, diminuindo as cargas cerebrais anormais; Cirurgia da epilepsia, consiste na retirada de parte da lesão ou das conexões cerebrais que levam a propagação das descargas anormais. 8

9 Agnosia Perda da habilidade de compreender o significado ou reconhecer a importância de várias formas de estimulação que não podem ser atribuídas á deficiência de uma modalidade sensorial primata. Tipos de Agnosia Causas Visual: o canal sensorial não consegue ativar a memória que tem dos objetos. Ocorre devido a lesões do lobo occipital na região da cissura calcariana; Tátil: incapacidade para reconhecer objetos mediante o sentido do tato. Ocorre devido ao canal sensorial visual não consegue ativar a memória que tem dos objetos; Auditiva: não consegue identificar sons e ruídos. A Agnosia NÂO é uma doenças, é um sintoma! Geralmente é decorrente de doenças neurológicas como um tumor, AVC e doenças degenerativas como o Alzheimer. Meningite Exacerbar as funções cerebrais intactas para compensar as funções perdidas é uma boa estratégia de reabilitação. 9

10 Definições Meningite é a inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros microrganismos e, menos comumente, por certas drogas. Causas Bacteriana As bactérias são sem dúvida os agentes etiológicos mais importantes na meningite. Diversas espécies bacterianas têm capacidade de invadir a barreira hemato-encefálica. Principais bactérias: S. pneumoniae; Meningococos; H. influenzae... Virais Os vírus que podem causar meningite incluem enterovírus, vírus da caxumba, HIV e LCMV... Parasitária Uma causa parasitária geralmente é presumida quando há predomínio de eosinófilos no líquor. Os parasitas implicados mais comuns são Angiostrongylus cantonensis e Gnathostoma spinigerum. Tuberculose, sífilis, criptococose e coccidiodomico se são causas raras de meningite. Tumores Cerebrais Na Meningite bacteriana: Antibióticos Corticóides Na Meningite viral: A meningite viral geralmente requer apenas a terapia de suporte, a maioria dos vírus responsável por causar a meningite não são passíveis de tratamento específico. A palavra tumor significa qualquer crescimento anormal de células de uma parte do corpo. Tumores podem ser benignos ou malignos. Os tumores malignos são denominados de câncer. Nem todos os tumores cerebrais são câncer, mas como o crânio é uma caixa fechada, mesmo os tumores benignos do SNC podem ser muito graves, pois comprimem estruturas vitais do cérebro. Tumores do SNC afetam diferentes funções e podem causar diferentes sintomas: Dor de cabeça, náuseas e vômitos persistentes; Alterações visuais e auditivas; Convulsão; Agitação motora; Fraqueza ou rigidez muscular; Perda de sensibilidade em qualquer parte do corpo; Falta de coordenação; Dificuldade para falar ou entender o que é dito; Esquecimento das palavras; Problemas com leitura e escrita de modo inexplicável; Movimentos involuntários. 10

11 Referência Bibliográfica O tratamento do tumor cerebral é feito de modo multidisciplinar, com a decisão conjunta entre um neurocirurgião, um radio terapeuta, um oncologista, e frequentemente um neurologista. A combinação individualizada das diversas modalidades de tratamento (cirurgia, radioterapia, tratamento sistêmico) oferece as melhores possibilidades terapêuticas aos pacientes

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