MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DE ESPUMANTES
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- Yago Castilhos Canário
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1 MÉTODOS DE ELABORAÇÃO DE ESPUMANTES Pesquisador Vinícius Caliari
2 ESPUMANTE É UMA BEBIDA DE INICIAÇÃO, DE COMEMORAÇÃO MAS PRINCIPALMENTE DE HARMONIZAÇÃO COM TODOS OS PRATOS
3 HISTÓRICO GARRAFAS ROLHAS
4 INTRODUÇÃO Diferentes técnicas de elaboração de vinhos espumantes; Proveniente de uvas brancas (blanc de blancs) ou uvas brancas e tintas (blanc de noirs); Varietais (uma única uva) ou assemblage coupage (duas ou mais uvas e safras); Vinho Base Asti; Segunda Fermentação (Charmat ou Clássico); O tempo de contato com a borra das leveduras é um dos mais importantes fatores que afetam a qualidade sensorial de espumantes; No Brasil aumento de 68,42% na quantidade e 284,73% no valor das exportações;
5 Vinho espumante é definido como (Vinho Espumante Natural) é o vinho espumante cujo anidrido carbônico (dióxido de carbono) seja unicamente resultante da segunda fermentação alcoólica do vinho, em garrafa (Tradicional) ou grande recipiente (autoclave, charmat), com graduação alcoólica de 10 a 13% volume a 20ºC e a pressão mínima de 3 atm a 10ºC (BRASIL 2004).
6 Vinho Moscatel Espumante (processo Asti) ou vinho moscato espumante é o vinho com graduação alcoólica de 7 a 10% volume, resultante de uma única fermentação alcoólica do mosto da uva da variedade moscatel (moscato), em garrafa (champenoise) ou grande recipiente (charmat) e com pressão mínima de 3 atmosferas (atm) a 10ºC.
7 AÇÚCAR
8 UVAS Chardonnay Pinot Noir Pinot Grigio
9 UVAS Moscato Giallo Prosecco Riesling Renano
10 UVAS Manzoni Bianco Moscato Embrapa Villenave
11 UVAS Niagara Goethe Lorena
12 Composição química do Vinho O vinho apresenta estrutura dinâmica variável; Além das cultivares depende também dos fatores agrícolas (clima, solo, maturação); Processos utilizados na sua elaboração; Matriz muito complexa; Mais de 700 compostos aromáticos 160 ésteres concentrações de 10-4 a 10-9 g.l -1.
13 Composição química do Vinho Álcoois No vinho influenciam na estabilidade e nas propriedades sensoriais, no corpo e no sabor; O etanol 7-10% e 10-13%; Álcoois superiores produzidos pela glicose ou aminoácidos; Em espumantes produzidos na 1ª e na 2ª fermentação; Polióis maior representante é o glicerol.
14 Álcoois superiores em espumantes. Álcool Variação de concentração (mg.l -1 ) 1-Propanol 13,30 27,0 a Iso-butanol 2-metil-1-Butanol 3-metil-1-Butanol Cis-3-Hexen-1-ol 1-Hexanol Fenil-etanol Cis-3-Hexen-1-ol Fenil-etanol 17,40 46,60 a 20,69 b 8,50-16,10 c 20,07 41,26 a 113,87 201,26 a 150,95 b 0,59 1,40 a 0,22-0,60 c 0,24-0,47 d 0,29 0,41 a 0,20-21,33 b 0,38-15,7 c 0,67-13,5 d a.pozo-bayón et al. 2010; b.campo; CACHO; FERREIRA, 2008; c. RIU-AUMATELL et al. 2006; d. COELHO et al
15 Composição química do Vinho Ésteres Oriundos do processo fermentativo responsáveis pelo aroma frutado; Baixas concentrações, mas o efeito sinérgico aumenta o impacto olfativo; Encontram-se poucos ésteres na uva e seu maior representante é o antranilato de metila, aroma FOXY; O Podem ser classificados em dois grupos, os formados enzimaticamente e os formados durante o processo de envelhecimento pela reação de esterificação. NH 2 O CH 3
16 a. POZO-BAYÓN et al. 2010; b. SUMBY et al. 2010; c. RIU-AUMATELL et al. 2006; d. CAMPO; CACHO; FERREIRA, 2008; e. AZNAR; ARROYO 2007; CLARKE; BAKKER 2004; GOMEZ-MIGUEL et al. 2007; f. GURBUZ et al n.d. não detectado *CAS-RN Número de identificação internacional de compostos químicos Composto *CAS-RN Aroma característico relatado e Concentração (mg.l -1 ) Acetato de etila Frutado(<100 mg.l -1 ), solvente, 31,68 69,50 a balsâmico 5,00-63,00 b Isovaleriato de etila Abacaxi, Limão, Frutas Doces Traços-0,07 b n.d, 0,58 c 0,46 d Hexanoato de etila Maçã verde, morango 0,27-1,56 a Hexanoato de etila 0,15-1,64 b 0,04-2,65 c 0,67 d Octanoato de etila Doce, fruta madura 0,08-2,76 a 0,14-2,61 b 0,80-2,29 c 0,67 d Decanoato de etila Oleoso, Floral 0,02-1,15 a Decanoato de etila Ésteres em espumantes. 0,01-0,70 b Butanoato de etila Floral, frutado 0,02-0,20 a 0,07-0,53 b Acetato de hexila Herbáceo, verde, uva n.d,-0,11 a Acetato de isoamila Traços-3,90 b 0,30-6,84 c Acetato de isoamila Banana 0,08-1,55 a 0,03-5,52 b 2,79-5,87 c 0,34 d
17 Composição química do Vinho Ácidos Orgânicos Apresentam contribuição a estabilidade, principalmente nos brancos. Os ácidos provenientes da uva. HO O OH O OH OH HO O OH O OH HO O HO COOH O OH Ácido L(+) Tartárico Ácido L(-) Málico Ácido cítrico Os ácidos provenientes dos processos fermentativos O O HO CH 3 OH HO O OH Ácido Succínico Ácido L(-) Lático
18 Composição química do Vinho Compostos Fenólicos Metabólitos secundários presentes tanto na uva como no vinho; O perfil de polifenóis depende das condições edafoclimáticas e das práticas tecnológicas; São importantes parâmetros da qualidade do vinho; Características sensoriais (cor, adstringência e amargor); São importantes antioxidantes; Nível oxidativo;
19 OH COMPOSTOS FENÓLICOS OH OH H 3 C O O CH 3 H 3 C H 2 C OH OH NÃO FLAVONÓIDES FLAVONÓIDES Etil guaiacol Vinil guaiacol Tirosol Fenil-etanol HO OH Estilbenos Ácidos fenólicos Álcoois fenólicos HO Trans-Resveratrol
20 COMPOSTOS FENÓLICOS A 5 O C 4 6' 2 1' 3 5' B 2' 4' 3' O + OH HO OH HO O Antocianinas NÃO FLAVONÓIDES OH R 1 R 2 O R 4 R 3 OH OH Flavonóis Procianidinas RFLAVONÓIDES 1 R 2 R 3 R 4 B1 OH H H OH B2 OH H OH H B3 H OH H OH B4 H OH OH H Flavanóis Flavan-3-4-diois
21 Composição química do Vinho Perfil Volátil Famílias químicas diversas como álcoois, ésteres, pirazinas, terpenos C13- Norisoprenóides entre outros. Descritores Limiar de detecção
22 Composição química do Vinho Perfil Volátil PRIMÁRIOS (VARIETAIS) SECUNDÁRIOS TERCIÁRIOS
23 AROMAS PRIMÁRIOS (VARIETAIS) Frutado Floral Rosa, vegetal CH HO 3 CH CH 3 3 Podem ser subdivididos em três grupos: N Substâncias aromáticas estreitamente relacionadas com a variedade Precursores N O não voláteis e não N odoríferos O C como glicosídeos, N Oácidos CH 3 CH 3 CH 3 H 3 C fenólicos, ácidos graxos CH 2 N CH3 Linalol CH 3 -Terpineol Nerol CH 3 2-metóxi-3-isobutilpirazina 2-metóxi-3-isopropilpirazina 2-metóxi-3-sec-butilpirazina Precursores que por instabilidade transformam-se em compostos de aroma H 3 C CH 3 CH 3 C13- Norisoprenóides, sesquiterpenóides, carotenóides HO H 3 CH 3 CH 3 N CH 3 H 3 C CH 3 Limão, menta Floral Flor de Gerânio Floral C H 3 OH OHCH 3 OH OH CH 2 H 3 C CH 3 Citronelol H 3 C CH 3 Geraniol H 2 C CH 3 Ho-trienol
24 AROMAS SECUNDÁRIOS FERMENTATIVOS Base aromática Álcoois, ésteres, fenóis voláteis, sulfurados e nitrogenados
25 AROMAS TERCIÁRIOS PÓS-FERMENTATIVOS Barricas de carvalho Lactonas Ex: Whiskey-lactona Aldeídos fenólicos Ex: Vanilina e siringaldeído Em espumantes Envelhecimento na garrafa pelo método Tradicional, Vitispirano (2,6,6-trimetil-10 metileno-1-oxaspiro[4,5]dec-8-eno)
26 Métodos Clássico Charmat Asti
27 Vinho base (Adição de licor de tirage, açúcar. Aditivos e levedura) Envase em garrafa, bidule e tampa corona Fermentação e envelhecimento Remuage (Giro ¼ e inclinação pupitre) Estabilização em câmara fria 0ºC Resfriamento -4ºC Congelamento dos bicos -30ºC Licor de expedição Rolhamento, engaiolamento e armazenamento
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30 Cavas mais conhecidas Codorniu e Freixenet.
31 Talento Sekt
32 Charmat Vinho base (Adição de licor de tirage, açúcar. Aditivos e levedura) Fermentação e envelhecimento Estabilização 0ºC Filtração isobárica Envase Rolhamento, engaiolamento e armazenamento
33 Asti Mosto (Aditivos e levedura) Fermentação Fechamento autoclave Debourbagem e filtração Estabilização 0ºC Filtração isobárica Envase Rolhamento, engaiolamento e armazenamento
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36 OBRIGADO PELA ATENÇÃO!
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