FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICAS:
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- Jonathan Jardim Ferrão
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1 FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICAS: APRENDIZAGEM DOCENTE E CONSTITUIÇÃO PROFISSIONAL SITUADAS EM UM ESTÁGIO SUPERVISIONADO INTERDISCIPLINAR Jenny P. A. Rincón Dario Fiorentini Pesquisa en desenvolvimento com o apoio da Fapesp (Processo 2015/ )
2 O Estágio da FE/Unicamp A Licenciatura na Unicamp tem 4 estágios, 2 deles são desenvolvidos no próprio Instituto. As disciplinas Estágio Supervisionado I e II são oferecidas pela FE. O Estágio na FE recebe alunos das diferentes licenciaturas tentando se desenvolver de forma interdisciplinar. Os estagiários podem problematizar situações próprias da prática pedagógica independente da disciplina a que pertencem, e transcendê-las.
3 Referencial Teórico Teoria Social de Aprendizagem (Lave e Wenger, 1996). PARTICIPAÇÃO SOCIAL A participação se baseia sempre em negociações e renegociações de significados situadas no mundo. APRENDIZAJE SITUADA Situada nas práticas de ensinaraprender nos três cenários de participação. IDENTIDADE e CONSTITUIÇÃO PROFISSIONAL Desenvolvida na participação do estagiário nas diferentes comunidades de prática.
4 A participação social como processo de aprender
5 Cenários de aprendizagem
6 Desenvolvimento da pesquisa Abordagem qualitativa (FIORENTINI e LORENZATO, 2012) Uso de análise narrativa (CLANDININ E CONNELLY, 2008)
7 Estagiários participantes da pesquisa
8 Comunidades de Prática da Disciplina (CdP D)
9 Produção de dados da pesquisa
10 Algumas reflexões sobre as vozes dos participantes. Nas discussões dos alunos e nos registros em diário dos estagiários, é visível que as interlocuções têm sido mobilizadas a partir do que é vivenciado nas escolas campo em que realizam o estágio, assim como da literatura acadêmica que se leva à sala de aula da disciplina Estágio Supervisionado I, na Unicamp. Foi interessante evidenciar o a mobilização de recursos (diários, vozes e literatura) na aprendizagem dos estagiários, assim como as reflexões realizadas durante o semestre. A dinâmica da disciplina e a colaboração da turma contribuiu para a definição das temáticas emergentes de diários, reflexões e negociação de significados, com o objetivo de transformar suas futuras práticas profissionais.
11 Algumas reflexões sobre o estágio interdisciplinar da FE/Unicamp O fato de os alunos serem de diferentes licenciaturas promove, dentro da sala de aula na universidade, uma diversidade de discursos e posições dos futuros professores. Em geral, cada uma das leituras feitas desde os olhares de diferentes disciplinas (das licenciaturas) contribui para produzir, nas aulas de estágio na Unicamp, uma variedade de interpretações e significações nas interlocuções com a literatura, e na análise das práticas escolares trazidas pelos estagiários da escola campo.
12 Algumas reflexões sobre a aprendizagem situada Os alunos estagiários, ao refletir sobre suas concepções e idealizações da prática escolar, produzem novas compreensões e habilitam-se a projetar e planejar propostas de intervenção pedagógica na prática escolar, promovendo, assim, sua própria aprendizagem profissional e a possibilidade de transformar a prática de ensinar e aprender na escola básica. A análise dos dados obtidos até agora, nos permitem descrever e caracterizar os cenários onde são desenvolvidas as aulas da disciplina Estágio Supervisionado e identificar algumas aprendizagens dos estagiários.
13 Algumas reflexões sobre as CdP Ao interagir na sala de aula da disciplina de Estágio Supervisionado I, os futuros professores reconheceram os aportes que seus colegas têm para compartilhar durante o desenvolvimento da disciplina. É importante saber o poder que tem a participação das pessoas em práticas de sala de aula, como processo que contribui para a aprendizagem do estagiário e também da comunidade local de estagiários. Além da participação que foi mudando de periférica a legítima, o estágio transdisciplinar ajudou no desenvolvimento das temáticas que inicialmente foram emergentes, e também na constituição dos grupos de estudo/intervenção, bem como na constituição de uma identidade de aprendizagem.
14 Referências Bibliográficas BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, p. BORBA, M. & ARAUJO, L. Pesquisa qualitativa em Educação Matemática: notas introdutórias. In BORBA, M.; ARAÚJO, L. (Org.). Pesquisa qualitativa em Educação Matemática. Belo Horizonte: Ed. Autêntica, p CARAVALHO, D. & FIORENTINI, D. Refletir e investigar a própia prática de ensinaraprender matemática na escola. In: Caravalho, D., Fiorentini, D. (Org.). Análises narrativas em aulas de matemáticas. Campinas: Pedro e João Editores, f. COCHRAN-SMITH, M., & LYTLE, S. The Teacher Research Movement: A Decade Later. Journal Educational Researcher, 28 (7), p Inquiry as Stance: Practitioner Research for the Next Generation. New York: Teachers College Press, 2009, 392p. FIORENTINI, D. Uma história de reflexão e escrita sobre a prática escolar em matemática. In: Fiorentini, D.; Cristovão, E.M. (Org.). Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática. Campinas: Alínea Editora, 2006, p FIORENTINI, D. Uma história de reflexão e escrita sobre a prática escolar em matemática. In: Fiorentini, D.; Cristovão, E.M. (Org.). Histórias e Investigações de/em Aulas de Matemática. Campinas: Alínea Editora, 2006, p
15 Referências Bibliográficas. Pesquisando com professores: reflexões sobre o processo de produção e ressignificação dos saberes da profissão docente. Investigação em Educação Matemática perspectivas e problemas. Lisboa: APM, 2000, p Pesquisar práticas colaborativas ou pesquisar colaborativamente? qualitativa em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p In: Borba, M.; Araújo, J. L. (Org.). Pesquisa. Learning and professional development of mathematics teacher in research communities. Sisyphus Journal of Education. v. 1, n. 3, p , Disponível em: Acesso em: FIORENTINI, D. & CARVALHO, D. L. O GdS como lócus de experiências de formação e aprendizagem docente. In: Fiorentini, D.; Fernandes, F. L. P.; Carvalho, D. L. (Org.). Narrativas de Práticas de Aprendizagem Docente em Matemática. São Carlos: Pedro & João Editores, 2015, p FIORENTINI, D. & CRECCI, V. M. Aprendizagem docente na formação inicial mediante análise de práticas de ensinaraprender matemática. (No prelo a ser publicado pela SBEM). FREITAS, M. T. M. & FIORENTINI, D. As possibilidades formativas e investigativas da narrativa em educação matemática. Horizontes, Bragança Paulista, v. 25, p , 2007.
16 Referências Bibliográficas LAVE, J. The practice of learning. In: Chaiklin, S. & Lave, J. Understanding practice. Cambride: Cambridge University Press, 1996, p La práctica del Aprendizaje. In Chaiklin, S & Lave, J. Estudiar las prácticas. Perspectivas sobre actividad y contexto, 2001, Edición en Castellano, Colección agenda educativa, Buenos Aires: Amorrortu Editores. Trad. Ofelia Castillo del Original en Inglés, LAVE, J. & WENGER, E. Cognition in practice: mind, mathematics and culture in everyday life. Cambridge: Cambridge University Press, f.. Prátice, person, social world. In Situtated Learning: legitimate peripherial participation, Cambridge: Cambridge University Press, p LEVY, L. A Formação inicial de professores de matemática em atividades investigativas durante o Estágio. 2013, 220 f. Tese de Doutorado em educação em matemáticas e ciências, Universidade Federal do Pará, Instituto de Educação Matemática e Científica, Disponível em: Acesso em: 7 de abril MELO, M. V. As práticas de formação no Estágio curricular supervisionado na Licenciatura em Matemática: o que revelam as pesquisas acadêmicas brasileiras na década Tese (Doutorado Em Educação). Faculdade de Educação, Unicamp, Campinas (SP), f.
17 Referências Bibliográficas NICOLESCU, B. O Manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo: TRION, p.. La transdisciplinariedade: Manifiesto. In: Multidiversidad Mundo Real. Traducido del original en francés por: Mercedes Vallejo (1996). México, 2000,108p. OLIVEIRA, R. & SANTOS, V. Inserção inicial do futuro professor na profissão docente: contribuições do Estágio curricular supervisionado na condição de contexto de aprendizagem situada. Revista Educação Matemática Pesquisa. v. 13, n. 1, 2011, p PIMIENTA, S. & LIMA, M. Estágio e docência. Coleção docência em formação. Série saberes pedagógicos. São Paulo: Cortez. 7a. Eds p WENGER, E. Uma teoria social da aprendizagem. In Illeris, K. (org). Teorias contemporâneas da aprendizagem. Traduzido do original por Ronaldo Cataldo Costa, Porto Alegre: Ed. Penso, 2013, p
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