PATRÍCIA MARTINS BIFF
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- Edison Alcântara Dreer
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1 PATRÍCIA MARTINS BIFF ANÁLISE DAS INTERNAÇÕES POR PIELONEFRITE AGUDA EM GESTANTES NO PERÍODO DE 01 DE AGOSTO DE 2004 A 31 DE JULHO DE 2006 NA MATERNIDADE CARMELA DUTRA EM FLORIANÓPOLIS-SC Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a conclusão do Curso de Graduação em Medicina. Florianópolis Universidade Federal de Santa Catarina 2007
2 PATRÍCIA MARTINS BIFF ANÁLISE DAS INTERNAÇÕES POR PIELONEFRITE AGUDA EM GESTANTES NO PERÍODO DE 01 DE AGOSTO DE 2004 A 31 DE JULHO DE 2006 NA MATERNIDADE CARMELA DUTRA EM FLORIANÓPOLIS-SC Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a conclusão do Curso de Graduação em Medicina. Presidente do Colegiado: Prof. Dr. Maurício José Lopes Pereima Professor Orientador: Prof. Dr. Jorge Abi Saab Neto Florianópolis Universidade Federal de Santa Catarina 2007
3 Aos meus queridos pais, Jorge e Vera, pelo inestimável apoio nesses seis anos de formação acadêmica. iii
4 iv AGRADECIMENTOS Aos meus pais Jorge Biff Sobrinho e Vera Lúcia Martins Biff, pelo amor e dedicação ao longo de toda a minha vida. Aos meus irmãos Lucas Martins Biff e Marina Martins Biff, por estarem presentes em todos os momentos como amigos e irmãos. Ao meu namorado Sérgio Beduschi Filho, pelo carinho, compreensão e auxílio na elaboração deste trabalho. A todos os funcionários do SAME e do centro de estudos da Maternidade Carmela Dutra, que sempre se mostraram colaborativos, minha gratidão pela ajuda e por facilitarem minha coleta de dados. Por fim, ao meu orientador, Prof Dr Jorge Abi Saab Neto pela paciência e disponibilidade durante o estudo e, por guiar-me na execução deste trabalho.
5 v RESUMO Objetivos: Analisar o perfil das internações por pielonefrite aguda em gestantes, na Maternidade Carmela Dutra (MCD), Florianópolis, SC. Método: Estudo retrospectivo, descritivo, transversal, revisando-se 94 prontuários de pacientes hospitalizadas por pielonefrite aguda na MCD no período de 01 de agosto de 2004 a 31 de julho de Pesquisou-se dados referentes à: idade, idade gestacional, paridade, duração da hospitalização, quadro clínico, internação prévia, urocultura, antibiograma, ultrassonografia de rins e vias urinárias, antibioticoterapia e evolução clínica. As variáveis foram expressas em números absolutos, percentuais e proporções. Resultados: Ocorreram 111 casos nas 94 gestantes internadas, sendo que 14 delas reinternaram. A idade média foi de 23,9 anos. Houve predominância de casos no terceiro trimestre (51,4%). Em 51,4% dos casos, havia ao menos uma gestação prévia. O sintoma predominante foi dor lombar em 74,8% dos casos, seguido de febre (69,4%) e náuseas (50,5%). A freqüência de comorbidades foi de 9%, e a predominante foi litíase renal. O patógeno isolado em 89,1% das culturas foi a E. coli. A freqüência de complicações foi de 13,5%, sendo o trabalho de parto prematuro (TPP) a mais freqüente (93,3%). As cefalosporinas de primeira geração e ampicilinas foram utilizadas como primeira escolha, ambas com 43,2% dos casos. Em 20 gestantes (18%) fez-se necessária a troca de antibióticos, 13 que utilizaram a ampicilina como tratamento inicial, e 7 cefalosporinas de primeira geração. Conclusões: A E. coli foi o patógeno mais isolado nas gestantes com pielonefrite (89,1%). O sintoma predominante foi dor lombar, e a complicação mais freqüente foi o TPP.
6 vi ABSTRACT Objectives: To analyze the profile of hospital admissions for acute pyelonephritis in pregnant women at Maternidade Carmela Dutra (MCD). Method: This is a retrospective, descriptive, transversal study based on information from 94 medical records of patients that were admitted at MCD for acute pyelonephritis between 01/08/2004 and 31/07/2006. We have analyzed the following data: age, gestational age, parity, clinical manifestations, duration of admission, amount of previous admissions, kidney and urinary tract ultrasound, antibiogram, uroculture and clinical evolution. The variables were expressed in absolut numbers, percentuals and rates. Results: There were 111 episodes of urinary tract infection in 94 hospitalized pregnancies, and 14 of them were admitted more than once. The median age was 23,9 years. Most case (51,4%) occurred at the third trimester. There were at least one previous gestation in 51,4% of the cases. The main symptom was lumbar pain (74,8%), followed by fever (69,4%) and nausea (50,5%). Comorbities happened in 9%, and the most frequent was nephrolithiasis. E. coli strains were isolated in 89,1% from the urocultures. The frequency of complications was 13,5%, and 93,3% of them were premature labour. First generation cephalosporin and ampicillin were first choice treatment in 43,2% of the cases each. In 20 patients (18%), the change of antibiotics was needed; 13 of them used first ampicillin, and 7 used first generation cephalosporin. Conclusions: E. coli was the most commonly isolated agent in hospitalized pregnant women (89,1%). Predominant symptom was lumbar pain, and the most frequent complication was premature labour.
7 vii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS USG Ultra-sonografia ITU Infecção do trato urinário MCD Maternidade Carmela Dutra TSA Teste de sensibilidade aos antimicrobianos SAME Serviço de Arquivo Médico e Estatístico TPP Trabalho de parto prematuro RPMO Ruptura prematura de membranas ovulares DM Diabetes mellitus S. saprophyticus Staphylococcus saprophyticus S. epidermidis Staphylococcus epidermidis E. coli Escherichia coli TMP Trimetoprim SMX Sulfametoxazol Piper Piperacilina Ampi Ampicilina
8 viii LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição em faixas etárias das pacientes... 9 Tabela 2 Distribuição quanto à paridade... 9 Tabela 3 Presença de ITU prévia na gestação Tabela 4 Distribuição quanto às complicações encontradas Tabela 5 Distribuição quanto às comorbidades associadas Tabela 6 Resultados das uroculturas Tabela 7 Distribuição quanto aos patógenos isolados nas uroculturas Tabela 8 Resultados dos antibiogramas realizados incluindo todos os patógenos Tabela 9 - Resultados dos antibiogramas realizados incluindo somente a E. coli Tabela 10 Distribuição quanto aos antibióticos utilizados como primeira escolha...14 Tabela 11 Distribuição quanto à necessidade de troca de antibióticos Tabela 12 Antibióticos substitutivos nos casos em que houve mudança terapêutica Tabela 13 Resultados dos hemogramas Tabela 14 Resultados dos exames parciais de urina quanto à leucocitúria... 16
9 ix LISTA DE FIGURAS Figura 1 Distribuição quanto à idade gestacional Figura 2 Resultados das ultrassonografias Figura 3 Distribuição dos sinais e sintomas presentes nas pacientes...16 Figura 4 Distribuição quanto à proteinúria, nitritúria, bacteriúria e leucocitúria dos exames parciais de urina... 17
10 x SUMÁRIO FALSA FOLHA DE ROSTO...i FOLHA DE ROSTO... ii DEDICATÓRIA....iii AGRADECIMENTOS...iv RESUMO...v ABSTRACT...vi LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS...vii LISTA DE TABELAS... viii LISTA DE FIGURAS... ix SUMÁRIO... x 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS MÉTODOS Casuística Critério de inclusão Procedimentos Delineamento do estudo Coleta de dados Análise estatística Aspectos éticos RESULTADOS DISCUSSÃO CONCLUSÕES...25 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...26 NORMAS ADOTADAS...29 ANEXO I...30 ANEXO II... 32
11 1 1 INTRODUÇÃO A infecção do trato urinário (ITU) representa uma das doenças infecciosas mais comuns durante a gestação, com freqüência variando de 5% a 10%. 1,2 Essa infecção pode ter ou não sintomatologia, notando-se na gravidez a ocorrência de fatores que facilitam a mudança de infecções assintomáticas para sintomáticas. 2,3 Além da incidência aumentada dessas infecções entre gestantes, é justamente neste período que as possibilidades profiláticas e terapêuticas são mais restritas, considerando-se a toxicidade das drogas para o feto e para a mãe. 4 A estase urinária, alterações físico-químicas da urina e as modificações imunológicas são responsáveis pela maior gravidade dessas infecções. A ação miorrelaxante da progesterona sobre a musculatura ureteral, associada à compressão mecânica do útero sobre os ureteres, diminuição do tônus vesical e aumento do débito urinário, facilitam o esvaziamento incompleto e conseqüente refluxo vesicoureteral e pielonefrites na gravidez. 5 Além disso, o rim perde sua capacidade máxima de concentrar a urina, reduzindo sua atividade antimicrobiana, e passa a excretar quantidades maiores de glicose e aminoácidos, fornecendo meio apropriado para a proliferação bacteriana. 2,5 Outras situações como urolitíase, doenças sistêmicas que causem disfunção vesical, anormalidades anatômicas do trato genitourinário e instrumentação de vias urinárias, também aumentam a susceptibilidade às ITU complicadas. 6 A virulência bacteriana é outro componente importante na patogenia da infecção urinária na gestante. 5 As infecções do trato urinário podem ser classificadas em complicadas ou não complicadas, as primeiras tendo maior risco de falha terapêutica e sendo associadas a fatores que favorecem a ocorrência da infecção. Diz-se complicada quando ocorre em um aparelho urinário com alterações estruturais ou funcionais, como a gravidez. Habitualmente, as cistites são infecções não complicadas, ao contrário das pielonefrites, pois estas em geral resultam da ascensão de microrganismos do trato urinário inferior e estão freqüentemente associadas com a presença de cálculos renais. 7 A bacteriúria assintomática é definida como a ocorrência de proliferação bacteriana na urina de pacientes com ausência de sinais e sintomas de infecção aguda. Para considerá-la significante e diferenciá-la de contaminação é necessário, pelo menos, a realização de duas culturas de urina, nas quais, o mesmo germe deve ser isolado e a contagem de colônias em
12 2 placas deve ser superior ou igual a UFC/mL. 8 Na gravidez, estima-se que até 10% das gestantes apresentarão algum episódio de bacteriúria assintomática 9, que tende a ser persistente e tem um baixo índice de cura espontânea, podendo evoluir até pielonefrite aguda se não tratada. 10 Dois terços das pacientes com pielonefrite apresentaram bacteriúria assintomática previamente. 5 Devido ao significativo risco de complicações, preconiza-se que exames de rastreio devem ser feitos desde a primeira avaliação pré-natal. 10 Os agentes etiológicos mais freqüentemente envolvidos com ITU adquirida na comunidade são, em ordem de freqüência: a Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus, espécies de Proteus e de Klebsiella e o Enterococcus faecalis. A E. coli, isolada, é responsável por 70% a 85% das infecções do trato urinário comunitárias. 11,12 A presença de bactérias com sintomatologia urinária baixa, incluindo disúria, urgência miccional, polaciúria, dor suprapúbica e hematúria, constituem o quadro de cistite. A infecção do trato urinário alto, pielonefrite, é habitualmente acompanhada de febre, de calafrios e de dor lombar, uni ou bilateral. Ocorre em 1 a 2% das gestações, comprometendo principalmente sistema coletor e medula renal. 4,9 Os sintomas sistêmicos de um processo infeccioso como queda de estado geral e náuseas, também podem estar presentes e são diretamente proporcionais à gravidade da pielonefrite. A maioria das pacientes refere história prévia de cistite, geralmente detectada nos últimos seis meses. 11,12 Após a suspeita clínica, deve-se complementar o diagnóstico com exames laboratoriais. Alterações no parcial de urina associadas à sintomatologia, são suficientes para o início de antibioticoterapia empírica. Modificações no hemograma, como aumento do número de bastonados, leucocitose e desvio à esquerda, também auxiliam no diagnóstico. Deverão também ser solicitados, urocultura e antibiograma. Apesar de essenciais para avaliação do perfil microbiológico, seus resultados tornam-se mais importantes para o seguimento terapêutico da pielonefrite, para avaliar adequada correspondência entre o antimicrobiano escolhido e a sensibilidade do agente etiológico. 13,14 A urocultura positiva é padrão-ouro para o diagnóstico de infecção do trato urinário. Deve ser colhida através de técnicas assépticas, a partir do jato médio. Quando em vigência de antibioticoterapia, não apresenta resultados fidedignos. Considera-se positiva para ITU, quando a contagem de colônias for igual ou superior a 10 5 UFC/mL em associação à sintomatologia. 12,13 Culturas com crescimento de múltiplos microorganismos deverão ser consideradas negativas e, se possível, repetidas. 13 Pode-se, também, solicitar hemocultura, com indicação de avaliar possível quadro séptico. 13
13 3 A terapêutica da pielonefrite durante a gestação deve ser realizada, inicialmente, em regime de hospitalização, dando preferência à antibioticoterapia endovenosa no início do tratamento, para se atingir mais rapidamente níveis séricos adequados e também sendo úteis nas pacientes que apresentam vômitos. 12,14,15 Com suspeita clínica e alterações em exame de urina tipo I, deve-se instituir antibioticoterapia empírica, 8,16,17,18 visando o controle ou a prevenção do desenvolvimento de sepse e das conseqüências inflamatórias da pielonefrite, além do controle da recorrência precoce e erradicação do microorganismo. 14,19 Os antibióticos de escolha para o tratamento de pielonefrite na gravidez são as ampicilinas (do grupo das penicilinas) e as cefalosporinas. 12,14,20 As cefalosporinas de segunda ou terceira geração têm sido apontadas como melhor opção, devido ao aumento da resistência dos agentes etiológicos mais comuns à ampicilina. 18,21,22 O uso de quinolonas deve ser feito com cautela, pois são classificadas como droga de risco C na gestação, isto é, sem estudos controlados em mulheres, mas com alterações na formação das cartilagens, quando pesquisado em animais de experimentação. 21 Os aminoglicosídeos pertencem à classe D de drogas na gravidez, isto é, há evidências positivas de risco fetal humano, porém os benefícios do uso em gestantes podem ser aceitáveis, quando a indicação clínica for mandatória. No entanto, preconiza-se que seu uso seja uma opção somente no segundo e terceiro trimestres, já que há indícios de danos ototóxicos para o feto. As sulfonamidas estão proscritas no final de gestação, classificadas como drogas B e D, em animais de experimentação apresentou efeito teratogênico e podem causar hiperbilirrubinemia em prematuros. Trimetoprim deve ser evitado no início da gestação, sendo que não há estudos controlados que demonstrem seu efeito nos segundo e terceiro trimestres. A eritromicina pode ser administrado somente sob forma de estearato, já as tetraciclinas têm seu uso proscrito, com efeito teratogênico confirmado, pertencendo a classe X de medicamentos. Repouso e hidratação também são itens essenciais na terapêutica. 23 A profilaxia de ITU está indicada, principalmente, em gestantes com infecção recorrente, devendo ser administradas baixas doses de antibióticos como nitrofurantoína e cefalexina. 24 Em relação aos exames de imagem, a ultra-sonografia dos rins e vias urinárias é um exame complementar de baixo custo e importante nos casos de infecção urinária. Pode fornecer importantes informações envolvidas no quadro clínico, como a presença de cálculos e suas possíveis repercussões no trato urinário, refluxo vesicoureteral, hidronefrose e dilatação pielocalicial. 25 Não obstante, as alterações hormonais e anatômicas próprias da gravidez,
14 4 também podem produzir algum grau de dilatação da pelve e dos cálices renais, sendo o rim direito o mais afetado, e mais comumente no terceiro trimestre. 2 Dentre as possíveis complicações causadas por infecção do trato urinário na gestação, destacam-se trabalho de parto prematuro, ruptura prematura das membranas amnióticas, restrição de crescimento intrauterino, pré-eclâmpsia, septicemia e óbito perinatal. 2,3,26 A presença de inflamação causa a liberação de citoquinas inflamatórias, como o fator de necrose tumoral e a interleucina-1, que têm como produto final as prostaglandinas, podendo culminar em TPP, principal complicação relacionada à ITU. 5,27,28 Por ser uma doença que se reveste de grande importância e interesse em razão de sua elevada incidência no período gravídico, o presente estudo almeja a descrição do perfil das internações por pielonefrite aguda, bem como a evolução clínica e a eficácia da terapêutica estabelecida.
15 5 2 OBJETIVOS Analisar o perfil das internações por pielonefrite aguda em gestantes, na Maternidade Carmela Dutra, no período de 01 de agosto de 2004 a 31 de julho de 2006, verificando dados clínicos de admissão, exames complementares, eficácia da terapêutica instituída, evolução clínica e possíveis complicações.
16 6 3 MÉTODOS 3.1 Casuística No período entre 08 de fevereiro a 23 de março de 2007, foram analisados 94 prontuários médicos de pacientes admitidas entre 01 de agosto de 2004 a 31 de julho de 2006 na MCD na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, com diagnóstico de pielonefrite aguda Critério de inclusão Pacientes admitidas na MCD com o diagnóstico de pielonefrite aguda no período gravídico, que ficaram hospitalizadas na unidade de alto risco. 3.2 Procedimentos Delineamento do estudo Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e transversal que se baseou na análise de prontuários médicos Coleta de dados Foi realizada uma seleção prévia dos prontuários através do livro de registros de internações na unidade de alto risco, na qual foram hospitalizadas as gestantes em estudo. O acesso aos prontuários foi realizado através do Serviço de Arquivo Médico e Estatístico (SAME) da Maternidade Carmela Dutra. A coleta dos dados foi baseada em um protocolo previamente elaborado (anexo 1), avaliando-se as seguintes variáveis: idade das pacientes, idade gestacional (pela data da última menstruação e por ultrassonografia), paridade, data de internação hospitalar, data de alta hospitalar, manifestações clínicas, ITU prévia na gestação, internação prévia por pielonefrite na gestação, antibioticoterapia anterior à internação, comorbidades, complicações apresentadas durante a hospitalização, hemograma, parcial de urina, urocultura, testes de sensibilidade aos antimicrobianos, ultrassonografia de rins e vias urinárias, antibiótico de primeira escolha; avaliação da necessidade de troca ou não do antibiótico de 1 a escolha, duração da antibioticoterapia, quimioprofilaxia e evolução clínica.
17 7 Com as datas de internação e alta hospitalar, foram calculadas as durações, em dias, de hospitalização. Quanto à paridade, as pacientes foram classificadas em primigestas e multigestas (quando apresentavam ao menos uma gestação prévia). A idade gestacional foi classificada em primeiro, segundo e terceiro trimestres. As comorbidades pesquisadas foram litíase renal, má formação renal, síndrome da imunodeficiência adquirida e Diabetes mellitus. Considerou-se como urocultura positiva o achado de 10 5 colônias, ou mais, por mililitro de um único microorganismo. Nas uroculturas em que houve crescimento de múltiplos microorganismos foram consideradas negativas. O teste de sensibilidade aos antimicrobianos foi realizado pelo laboratório de referência da MCD e avaliou a sensibilidade à ampicilina, ampicilina/sulbactam, cefalotina, cefotaxime, ceftazidime, ciprofloxacino, piperacilina/tazobactam, gentamicina e trimetropim-sulfametoxazol. Quanto às manifestações clínicas, foram pesquisadas dor lombar (unilateral e bilateral), febre, disúria, polaciúria, urina turva, urgência miccional, dor abdominal, náuseas, vômitos e sinal de Giordano. As complicações pesquisadas associadas à pielonefrite durante a hospitalização foram trabalho de parto prematuro (TPP), corioamnionite, RMPO, óbito perinatal e sepse. Os itens avaliados no hemograma foram os níveis de hematócrito, hemoglobina, contagem de leucócitos e presença de desvio à esquerda. No parcial de urina, foram pesquisados leucocitúria, proteinúria, cristais, cilindros, glicosúria, bacteriúria e presença de nitritos. Quanto à ultra-sonografia, foi pesquisado a realização ou não do exame, e a presença de possíveis alterações Análise estatística As variáveis quantitativas foram descritas por meio de medidas de tendência central e dispersão. As variáveis qualitativas, foram descritas através de razões, taxas e proporções. Utilizou-se o programa Excel 2000 (Microsoft) para a construção de uma base de dados para o armazenamento das variáveis. Os dados foram analisados estatisticamente no Epi Info 2000.
18 Aspectos éticos O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com Seres Humanos da Maternidade Carmela Dutra, conforme anexo 2.
19 9 4 RESULTADOS No período de 01 agosto de 2004 e 31 de julho de 2006 foram encontrados 111 registros de gestantes hospitalizadas por pielonefrite aguda. Estes casos ocorreram em 94 pacientes. Quatorze destas, reinternaram durante a mesma gestação com quadro de pielonefrite aguda, sendo que 12 gestantes foram hospitalizadas duas vezes, uma por três e outra por quatro ocasiões. A média de idades das gestantes hospitalizadas foi de 23,9 anos. (Tabela 1) Em relação à paridade, houve um discreto predomínio entre as multigestas. (Tabela 2) Tabela 1 Distribuição, quanto à idade das pacientes internadas na MCD por pielonefrite aguda na gravidez, no período entre agosto/2004 a julho de Faixa etária (anos) N de casos % Menos de ,7 15 a ,1 21 a ,8 31 a ,6 Mais de ,8 Fonte: SAME/MCD Total Tabela 2 Distribuição, quanto à paridade, das pacientes internadas na MCD por pielonefrite aguda na gravidez, no período compreendido entre agosto/2004 a julho de Paridade N de casos % Primigestas 54 48,6 Multigestas 57 51,4 Total % Fonte: SAME/MCD
20 10 A maioria dos casos de pielonefrite em gestantes ocorreu no terceiro e segundo trimestres. (Figura 1) IDADE GESTACIONAL 4,5% 51,4% 44,1% 1 Trimestre 2 Trimestre 3 Trimestre Figura 1 Distribuição de idade gestacional das gestantes hospitalizadas, por pielonefrite, na MCD entre agosto/2004 a julho/2006. Dentre as gestantes hospitalizadas com pielonefrite, cerca de 71,2% das pacientes não apresentavam história de ITU prévia na gestação. (Tabela 3) Tabela 3 Presença de ITU prévia na gravidez, em gestantes internadas na MCD entre agosto/2004 a julho/2006, por pielonefrite aguda. ITU na gestação Nº de casos % Sim 32 28,8 Não 79 71,2 Total % Fonte: SAME/MCD Possíveis complicações na gestação por pielonefrite aguda foram encontrados em 13,5% dos casos, sendo que trabalho de parto prematuro foi a mais encontrada. (Tabela 4)
21 11 Tabela 4 Distribuição, quanto à presença de complicações, nas pacientes internadas na MCD por pielonefrite aguda na gravidez, no período compreendido entre agosto/2004 a julho de Presença de complicações Complicação N de casos % TPP 14 93,3 RPMO 1 6,7 Sepse 0 0 Óbito perinatal 0 0 Corioamnionite 0 0 Total % Fonte: SAME/MCD A freqüência de comorbidades encontradas foi de 9% (10 casos). A tabela 5 ilustra a distribuição das comorbidades nas gestantes em estudo. Em 64,2% das pacientes que necessitaram de reinternação, havia alguma doença concomitante. Tabela 5 Distribuição, quanto à presença de comorbidades, nas pacientes internadas na MCD por pielonefrite aguda na gravidez, no período compreendido entre agosto/2004 a julho de Presença de comorbidades Comorbidades Nº de casos % Litíase renal 5 50 DM 3 30 HIV 2 20 Total % Fonte: SAME/MCD
22 12 A ecografia de rins e vias urinárias foi realizada em 38 casos (34,2%), sendo realizado ao menos uma vez em todos os casos de recidiva. A distribuição dos resultados das ecografias realizadas encontra-se na Figura 2. RESULTADOS DAS 38 ECOGRAFIAS REALIZADAS 23,9% 2,6% normal litíase renal 13,1% 52,6% hidronefrose dilatação pielocalicial 7,8% síndrome da veia ovariana direita Figura 2 Distribuição dos resultados das ultrassonografias realizadas nas pacientes internadas por pielonefrite aguda na MCD de agosto/2004 a julho de A urocultura foi obtida em 105 casos (94,5%). Os resultados das uroculturas obtidas estão apresentados na Tabela 6. Das 13 pacientes com resultados negativos, 6 delas (46,1%) fizeram uso de antibiótico previamente à coleta realizada na internação. Tabela 6 Distribuição, quanto ao resultado das uroculturas obtidas nas gestantes internadas por pielonefrite aguda na MCD entre agosto/2004 a julho/2006. Resultados Nº de casos % Positiva 92 82,8 Negativa 13 11,7 Ignoradas 06 5,5 Total Fonte: SAME/MCD
23 13 O patógeno mais freqüentemente encontrado foi a E.coli. A distribuição dos patógenos encontrados nas uroculturas encontra-se na tabela 7. Tabela 7 Patógenos isolados nas uroculturas nos casos de pielonefrite de gestantes hospitalizadas na MCD entre agosto/2004 e Julho/2006. Uroculturas positivas Patógenos Casos Nº % E. coli 82 89,1 Klebsiella 4 4,3 Staphylococcus 3 3,3 saprophyticus Staphylococcus 1 1,1 epidermidis Proteus 1 1,1 Enterobacter 1 1,1 Total Fonte: SAME/MCD O teste de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA) foi realizado em todos os casos que a urocultura foi positiva (Tabela 8). A E. coli, microorganismo mais encontrado nas uroculturas realizadas, teve uma taxa de resistência à ampicilina de 43,9% e de 28% a TMP+SMX. (Tabela 9) Tabela 8 Distribuição dos resultados dos 92 antibiogramas realizados, incluindo todos os patógenos encontrados, das pacientes internadas por pielonefrite aguda na MCD no período de agosto/2004 a julho Antibióticos TSA Resistente Sensível Intermediário Nº % Nº % Nº % Ampicilina 43 46, ,0 2 2,3 Ampi/Sulbactam 11 11, , ,3 Cefotaxime 1 1, ,8 1 1,1 Ceftazidime 1 1, ,8 1 1,1 Cefalotina 6 6, ,0 4 5,5 Ciprofloxacina ,9 1 1,1 Gentamicina 3 3, ,7 0 0 Piper/tazobactam TMP+SMX 25 27, ,3 5 5,6 Fonte: SAME/MCD
24 14 Tabela 9 Distribuição dos resultados dos 82 antibiogramas realizados, incluindo somente o patógeno E. coli como microorganismo pesquisado. Antibióticos TSA Resistente Sensível Intermediário Nº % Nº % Nº % Ampicilina 36 43, ,9 1 1,2 Ampi/Sulbactam 10 12, , ,9 Cefotaxime 1 1, ,8 0 0 Ceftazidime 1 1, ,8 0 0 Cefalotina 5 6, ,0 4 4,9 Ciprofloxacina Gentamicina 2 2, ,6 0 0 Piper/tazobactam TMP+SMX 23 28, ,1 4 4,9 Fonte: SAME/MCD A antibioticoterapia foi instituída nos 111 casos, inicialmente com antimicrobianos via endovenosa, e posteriormente via oral. A tabela 10 mostra a distribuição da antibioticoterapia de primeira escolha. Tabela 10 Distribuição, quanto à primeira escolha, de antibióticos usados em pacientes internadas na MCD com diagnóstico de pielonefrite aguda no período de agosto/2004 a julho/2006. Terapêutica Antibiótico Casos % Penicilinas 48 43,2% Cefalosporinas 1ª 48 43,2% geração Cefalosporinas 3ª 13 11,8% geração* Aminoglicosídeos* 1 0,9% Quinolonas* 1 0,9% Total % * Foram usados somente nas recidivas de pielonefrite. Fonte: SAME/MCD Em 18% dos casos (20 pacientes) fez-se necessária a troca de antibióticos, quando não houve melhora clínica ou o antibiograma mostrou resistência ao antibiótico. A tabela 11
25 15 ilustra os casos em que houve necessidade de mudança terapêutica, relacionando aos antibióticos de primeira escolha. Tabela 11 Distribuição, quanto à necessidade de troca terapêutica nas gestantes hospitalizadas por pielonefrite aguda na MCD no período de agosto/2004 a julho/2006. Troca de antibiótico Antibiótico inicial Nº de casos % Ampicilina Cefalosporinas de ª geração Total % Fonte: SAME/MCD Os antimicrobianos utilizados para a substituição terapêutica, na mesma internação, foram as cefalosporinas de 1ª geração em 50% dos casos. (Tabela 12) Tabela 12 Distribuição dos antibióticos usados para substituição terapêutica, dos 20 casos em que houve necessidade de troca, nas gestantes hospitalizadas por pielonefrite aguda na MCD no período de agosto/2004 a julho/2006. Troca de antibiótico Antibiótico substitutivo Nº de casos % Cefalosporinas 1ª geração Cefalosporinas de ª geração Quinolonas 2 10 Aminoglicosídeos 1 5 Total % Fonte: SAME/MCD Dentre os sinais e sintomas apresentados pelas gestantes, o que mais esteve presente foi a dor lombar em 74,8% das pacientes, seguido de febre e náuseas. (Figura 3)
26 ,8% 69,4% 60 50,5% (%) 0 36,0% 36,0% 9,9% 1,8% dor lombar febre disúria polaciúria vômitos náuseas urina turva urgência miccional 0% 33,3% Giordano positivo Figura 3 Distribuição dos sinais e sintomas nas pacientes hospitalizadas na MCD no período de agosto/2004 a julho/2006 por pielonefrite aguda.(%) Em todos os casos foi solicitado hemograma e exame de urina tipo I. A tabela 13 ilustra os resultados obtidos nos hemogramas. A tabela 14 e figura 4 demonstram os valores de leucocitúria e presença de proteinúria, bacteriúria e nitritúria encontrados. Tabela 13 Resultados dos 111 hemogramas das gestantes internadas na MCD por pielonefrite aguda no período de agosto/2004 a julho/2006. Hemograma Resultados Casos % Hemoglobina < 11g/dL 62 55,9 Leucócitos > ,4 Leucócitos > ,2 Bastões > 5% 33 29,7 Fonte: SAME/MCD
27 17 Tabela 14 Resultados dos exames parciais de urina, quanto à leucocitúria, das gestantes internadas na MCD por pielonefrite aguda no período de agosto/2004 a julho/2006. Parcial de Urina Leucócitos Casos % Até , , ,8 Mais de ,4 Fonte: SAME/MCD Na figura 4, pode-se observar a distribuição percentual da presença de proteinúria, bacteriúria, nitrito e leucocitúria (%) 100% 95,4% 39,6% 27,9% Leucocitúria Nitritúria Bacteriúria Proteinúria Figura 4 Resultados dos exames de urina tipo I das gestantes internadas na MCD com o diagnóstico de pielonefrite aguda, quanto à presença de nitritos, proteínas, bactérias e leucócitos.
28 18 As pacientes permaneceram internadas na unidade de alto risco da MCD 4,7 dias, em média, coincidindo com o tempo médio de uso de antimicrobianos durante a internação. Vale ressaltar que as pacientes foram orientadas a terminar a antibioticoterapia em âmbito domiciliar. A quimioprofilaxia foi indicada para 14 gestantes, sendo utilizada a nitrofurantoína em todos os casos. Das 111 hospitalizações, 107 casos tiveram alta hospitalar e 3 pacientes foram encaminhadas ao centro obstétrico por apresentarem gestação a termo. Em somente um dos casos, houve trabalho de parto prematuro com conseqüente parto pré-termo (36 semanas e 5 dias por USG de 13 semanas). No entanto, não houve complicações maternas e fetais, provavelmente devido à iminência da data adequada ao parto.
29 19 5 DISCUSSÃO Pielonefrite aguda é uma doença comum na gestação, sendo uma das principais causas de hospitalização no período gravídico 29, com uma incidência de aproximadamente 1% a 2%. 13 A presença de ITU, principalmente as complicadas e as que acometem sistema coletor e medula renal, associa-se com piores prognósticos maternos e fetais, 2 como trabalho de parto prematuro. 30 A gravidade da ITU é proporcional às possíveis conseqüências, e por conseguinte, seu diagnóstico e tratamento precoces previnem o surgimento de complicações. Wing et al (2000) 20 encontraram como média de idade das gestantes hospitalizadas por pielonefrite 23,7 anos, aproximando-se dos resultados do presente estudo. Entre as 111 hospitalizações analisadas, a média de idade encontrada foi de 23,9 anos (tabela 1), superior à encontrada por outros autores. 2,4 Analisando-se a idade gestacional, Duarte et al (2002) 2 e Eyng (2006) 4 demonstraram discreta predominância de casos no segundo trimestre, diferentemente dos resultados aqui descritos, com 51,4% das pacientes no terceiro trimestre de gravidez (figura 1). Em contrapartida, outros estudos vão ao encontro dos resultados aqui obtidos, justificando o risco de infecção urinária sintomática com o aumento da idade gestacional. 29 A literatura associa uma incidência aumentada de ITU à multiparidade, 13,30,31 corroborando a prevalência de 51,4% nas pacientes multigestas deste estudo (tabela 2). A duração média das internações foi de 4,7 dias. Foxman (2002) 14 em seu estudo, demonstrou os altos custos de hospitalizações por ITU em mulheres, e em seus grupos de risco, como grávidas e pacientes que se submetem a manipulações do trato urinário periodicamente. Desta forma, o diagnóstico precoce além de melhorar os prognósticos maternos e fetais, diminui os gastos governamentais com hospitalizações e tratamento de pielonefrites em gestantes. Os resultados referentes à sintomatologia apresentados por Wing et al (1995) 20 e Eyng (2006) 4 aproximam-se dos obtidos no presente estudo. Os sintomas clínicos mais encontrados foram a dor lombar (74,8%), febre (69,4%) e sintomas urinários baixos (disúria e polaciúria), ambos em 36% das pacientes. De acordo com Behr et al (1996) 32, é comum e de caráter benigno a duração de até três dias da febre, após início do tratamento. Vale ressaltar, que por se tratar de uma doença sistêmica, no presente estudo também se encontrou elevada a
30 20 presença de náuseas no quadro clínico, em 50,5% dos casos. O sinal de Giordano, equivalente à punhopercussão dolorosa em região lombar que evidencia irritação extraperitonial, de origem renal, foi encontrado em somente 33,3% das pacientes. Dentre os fatores predisponentes ao desenvolvimento de ITU, estão: urolitíase, pacientes hospitalizados, HIV, DM, instrumentação freqüente de vias urinárias e anomalias anatômicas do trato genito-urinário. 2,5,12 A urolitíase facilita a ocorrência de quadros de infecção urinária no período gravídico 35, sendo freqüente causa de dor e internação neste período. No presente estudo, nos 9% dos casos (10 pacientes) em que havia comorbidades, a litíase renal respondeu por 50% das vezes, seguidos de DM e HIV. Nos pacientes portadores do vírus HIV, a infecção; por si só, é um fator de risco para ITU, aumentando em relação direta com a queda dos níveis dos linfócitos CD Em um estudo de coorte realizado por Foxman et al (1990) 34, observou-se a recorrência de ITUs em 26,6% das mulheres em estudo, com uma infecção prévia. Como exposto por Hooton et al (2007) 35, alguns fatores como predisposição genética, anomalias anatômicas do trato genitourinário, litíase, DM, mulheres na pós-menopausa, uso de diafragma e elevada freqüência de relações sexuais, podem facilitar os casos de recorrência. Dentre as gestantes pertencentes ao estudo, 14 delas tiveram episódios de recorrência e foi necessária a reinternação. Em doze casos, precisou-se reinternar uma vez, em outros 2 casos, reinternaram duas ou três vezes. A freqüência de comorbidades associada à reinternação foi de 64,2%, sendo que todas as pacientes que tinham DM, tiveram recorrência de pielonefrite. O trabalho de parto prematuro está associado a alguns fatores, dentre eles, RPMO, corioamnionite e pielonefrite, ou seja, freqüentemente relacionado à infecção e inflamação intrauterina. Estima-se que, pelo menos, 40% de todos os partos prematuros decorrem de processo infeccioso, muitas vezes expressado de forma subclínica. 36 A ascensão de microorganismos, promove a liberação de substâncias tóxicas e estimula a produção de prostaglandinas, induzindo à fragilidade do colo uterino e das membranas, e por conseguinte, surgimento de contrações uterinas. 36 Dentre a distribuição e prevalência de complicações expostos por Eyng (2006) 4 e Wing et al (1995), 20 o presente estudo obteve dados semelhantes aos apresentados pelos autores, sendo que 93,3% foram representadas por trabalho de parto prematuro. Não houve casos com sepse ou óbito perinatal. Em uma metanálise realizada por Romero et al (1989) 37, encontrou-se uma proporção de evolução à pielonefrite, de 30% a 50% das pacientes que apresentaram episódios de bacteriúria assintomática na gravidez. Em contrapartida, um pré-natal adequado seguido de antibioticoterapia em casos de bacteriúria assintomática, associa-se à diminuição da
31 21 incidência de trabalho de parto prematuro e fetos com baixo peso (O.R. 0.6, 95% IC ) 38, por conseguinte, diminuição de gastos públicos com saúde perinatal. Por se tratar de doença de acometimento sistêmico e com possíveis repercussões graves maternas e fetais, o diagnóstico precoce de pielonefrite torna-se essencial para um bom prognóstico. Os sinais e sintomas sugeridos pelo quadro clínico, associados às alterações em exames de urina tipo I e hemograma, são suficientes para instituição terapêutica empírica imediata. Todas as pacientes foram submetidas à avaliação laboratorial, durante a admissão hospitalar, incluindo, no mínimo, hemograma e parcial de urina. Neste estudo, considerou-se como valores de referência, os preconizados pelo Manual de Assistência Pré-Natal do Ministério da Saúde. 39 Os valores foram considerados normais quando hemoglobina > 11g/dL, leucócitos < (no período gravídico) e presença de bastões <5%. As modificações hematimétricas refletidas pelos exames laboratoriais de uma gestante são semelhantes àquelas numa mulher não-grávida com deficiência de ferro, com diminuição de hematócrito, hemoglobina e ferritina. Entretanto, diz-se anemia fisiológica, pois decorre de uma expansão do volume plasmático maior do que a expansão eritrocitária, atingindo valores de hemoglobina de até 11g/dL. Abaixo deste nível, preconiza-se complementação com sulfato ferroso. 40 Duarte et al (2002) 2 demonstraram dosagem normal de hemoglobina em 43% das 136 pacientes em estudo, e alterações do nível de hemoglobina em 57%, aproximando-se dos resultados desta pesquisa, com níveis de hemoglobina anormais na faixa de 55,9%. A gestação tem sido associada à supressão da função imunológica (humoral e celular) devido à necessidade do organismo materno acomodar-se ao concepto. Há evidências de que a função dos leucócitos polimorfonucleares começa a diminuir no segundo trimestre, continuando esta tendência durante toda a gestação. A produção de todas as citocinas mensuráveis do nosso organismo encontra-se diminuída durante a gravidez. 40 A leucocitose dita fisiológica no período gravídico, deve-se principalmente ao aumento dos granulócitos neutrófilos, permanecendo na gestação na média de 8.000/mm 3 a /mm 3. Este número tende a decrescer a partir do sexto dia do puerpério. 39,40 Foram encontradas 38 pacientes (34,2%) com leucocitose acima de /mm 3, equivalente a 34,2%, valor superior aos obtidos por Duarte et al (2002) 2 que encontraram alterações na contagem de leucócitos em apenas 20,6%. Vale ressaltar, que em 22,6% dos leucogramas, a contagem de glóbulos brancos obtida encontrava-se dentro dos níveis da normalidade. Observou-se desvio à esquerda em somente 33 casos (29,7%), semelhantes aos obtidos na literatura. 2,20
32 22 Na análise do exame tipo I de urina, observou-se bacteriúria em 95,4% e leucocitúria (acima de 4 leucócitos por campo) em 100% dos casos. Entretanto, para se obter uma análise de possível contaminação, as proporções encontradas foram analisadas em faixas: até 10 mil leucócitos; ; ; acima de Segundo a literatura, a presença de piúria no parcial de urina é praticamente presente em todos os casos de pielonefrite aguda 41. Em 60,4% dos casos observou-se piúria com contagem superior a leucócitos no exame de urina, isto é, com menores probabilidades refletirem possível contaminação pela coleta inadequada da urina. O nitrito esteve presente em 27,9% dos exames e proteinúria em 39,6%, índices menores em comparação aos obtidos em outros estudos. 2 As uroculturas podem ser negativas porque as infecções do trato urinário tendem a recorrer e as pacientes podem automedicar-se com antimicrobianos utilizados anteriormente e apenas uma única dose oral de antibiótico pode tornar a urocultura negativa. 4,19 A urina para a urocultura deve ser obtida a partir do jato médio e colhida através de técnicas assépticas, não em vigência de antibioticoterapia. Das 13 pacientes com uroculturas negativas, 46,1% fizeram uso de antibiótico no período anterior à hospitalização. O número de colônias necessário para o diagnóstico de ITU é considerado igual ou superior a 10 5 colônias/ml de urina. Nos 105 casos em que foram obtidas as urinoculturas, 82,8% apresentaram crescimento suficiente para diagnóstico de ITU, valores superiores aos encontrados na literatura. 2,4 Por se tratar de pesquisa de avaliação retrospectiva por prontuários médicos, algumas uroculturas (5,5%) não puderam ser analisadas devido à ausência de documentação do exame. O espectro de agentes etiológicos é semelhante tanto nas infecções do trato urinário baixo (cistite) como nas do trato urinário alto (pielonefrite), quando agudas, não complicadas e de origem comunitária: Escherichia coli (70% - 95%), Staphylococcus saprophyticus (5% - 20%) e, ocasionalmente, Proteus mirabilis, Klebsiella sp e Enterococcus (principalmente E. faecalis). 12 Corroborando outros estudos, 2,4,11,12,31 o principal uropatógeno isolado nas urinoculturas foi a E. coli, em 89,1% dos casos. Na gestação, 80% a 90% das pielonefrites por E. coli ocorrem por bactérias portadoras de adesinas. 42 Outros microorganismos como Klebsiella, Staphylococcus saprophyticus, Staphylococcus epidermidis, Proteus e Enterobacter correspondem aos 10,9%. Diversas cepas de E. coli apresentam maior aderência ao epitélio urinário devido à presença de fímbrias ou adesinas. 42
33 23 Analisando-se os antibiogramas das 92 culturas positivas, verificou-se que a maioria das bactérias apresentam altos índices de sensibilidade aos antimicrobianos cefalotina, cefotaxime, ceftazidime, aminoglicosídeos e quinolonas. O grupo das penicilinas, representado pela ampicilina, teve um índice de resistência de 46,7%. A maioria dos estudos de resistência aos antimicrobianos in vitro não leva em conta a severidade da infecção ou fatores demográficos da paciente. A susceptibilidade aos antimicrobianos é baseada em concentrações séricas e a maioria dos agentes utilizados atingem altas concentrações urinárias, excedendo as concentrações séricas observadas. Assim, a presença de resistência pode não predizer falha terapêutica. Em contrapartida, estudos sugerem menor erradicação bacteriana e menor taxa de cura, em mulheres não-grávidas, com ITU causadas por patógenos resistentes. 4,22 Devido à eminente prevalência de E. coli dentre as uroculturas pesquisadas, faz-se necessária uma análise do antibiograma específica para o microorganismo. No presente estudo, obteve-se um índice de resistência de E. coli à ampicilina de 43,9% e a TMP + SMX de 28%. Estes dados aproximam-se dos resultados obtidos por outros autores. 2,4 Dos antibióticos utilizados nas pacientes no presente estudo, as cefalosporinas de 1ª geração e de 3ª geração apresentaram uma resposta terapêutica mais favorável do que quando se utilizou ampicilina. Dos 20 casos (18%) em que houve necessidade de troca do antimicrobiano, 65% corresponderam à terapia inicial com ampicilina, e 35% com cefalosporinas de 1ª geração (tabela 11). Duarte et al (2002) 2, descreveram troca do antibiótico em 8,1%, sendo que a maioria destes casos teve como antimicrobiano inicial a cefalotina (72,7%). O diagnóstico por imagem é mais utilizado em ITU complicada, para se avaliar possíveis anormalidades que predisponham à infecção e para se analisar a presença de repercussões no trato urinário. 25 Das 38 ecografias de rins e vias urinárias realizadas, em 52,6% dos casos não foram observadas alterações, e em 23,9% foi observado algum grau de dilatação pielocalicial. Em contrapartida, sabe-se que em mais de 80% das gestantes há dilatação da pelve e cálices renais devido às alterações anatômicas e hormonais, sendo o rim direito mais afetado que o esquerdo. 43 Devido ao baixo custo e rapidez na realização, comparando-se a outros exames de imagem, é o método ideal na gravidez para se diagnosticar urolitíase pois não expõe o feto à radiação ionizante. 44 Em uma das ultras-sonografias realizadas, teve-se o diagnóstico radiológico de síndrome da veia ovariana direita, que corresponde à compressão ureteral por uma veia ovariana dilatada. Tem etiologia multifatorial, bom prognóstico, e de acordo com a literatura,
34 24 sem comprometimento de função renal na maioria dos casos. O tratamento de escolha é cirúrgico (embolização ou laparotomia) quando já existem repercussões e sintomatologia, entretanto, devido ao caráter benigno, em grávidas preconiza-se observação clínica. 45 A profilaxia de ITU está indicada principalmente em mulheres com ITU recorrente, que apresentem mais do que duas infecções por ano, ou quando da presença de fatores que mantêm a infecção como cálculos. As drogas mais utilizadas com fins profiláticos são a nitrofurantoína, recomendada nos 14 casos em que se orientou quimioprofilaxia domiciliar, e quinolonas. 19 Além da antibioticoterapia profilática, deve-se orientar às gestantes para aumentar a ingesta hídrica, urinar em intervalos de aproximadamente 3 horas, urinar após coito, evitar uso de diafragma e evitar duchas vaginais. 19 Em todos os casos houve melhora clínica e orientações para término do esquema terapêutico em âmbito domiciliar. Três pacientes foram encaminhadas ao centro obstétrico da MCD em trabalho de parto, sendo somente uma pré-termo.
35 25 6 CONCLUSÕES Dentre as internações observadas, pôde-se verificar uma maior prevalência entre gestantes multigestas, na terceira década de vida e no terceiro trimestre de gestação. O sintoma mais comum foi a dor lombar, e a presença de leucocitose com desvio à esquerda esteve em somente 29,7% dos casos. O patógeno isolado em 89,1% dos casos foi a E. coli. O trabalho de parto prematuro representou a complicação mais encontrada nas pacientes em estudo, e a nefrolitíase representou 50% das comorbidades observadas. Em 65% dos casos que houve necessidade de mudança terapêutica, o antibiótico inicialmente usado foi a ampicilina.
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