INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO NA CRIANÇA
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- Maria das Neves Cabral Jardim
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1 INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO NA CRIANÇA
2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 APRESENTAÇÃO CLÍNICA... 3 ABORDAGEM CLÍNICA NA CRIANÇA COM SUSPEITA DE ITU... 4 DIAGNÓSTICO... 4 Coleta de Urina... 4 Interpretação dos resultados para diagnóstico de ITU... 5 AVALIAÇÃO MORFOFUNCIONAL DO TRATO URINÁRIO... 9 Exames radiológicos: Exames funcionais: Medicina Nuclear Estudo urodinâmico ORIENTAÇÃO PARA INVESTIGAÇÃO REFLUXO VESICOURETERAL REFERENCIAS
3 INTRODUÇÃO A infecção do trato urinário (ITU) é uma doença frequente na clínica diária. Pode acarretar prejuízo da função renal por lesão do parênquima ou disseminação bacteriana, principalmente nos recém-nascidos ou nas crianças mais novas. O aparelho urinário é estéril, exceto no terço terminal da uretra. O principal mecanismo de proteção contra a infecção é o fluxo livre da urina do parênquima até a micção. As uropatias e as disfunções miccionais (disfunção do trato urinário inferior DTUI) são os fatores mais importantes na predisposição à ITU na criança. Cerca de 50% das crianças com ITU têm uropatia, obstrutiva ou não, a maioria embriogenética, como o refluxo vesicoureteral (RVU), a válvula de uretra posterior (VUP), as obstruções ureterais altas e baixas, as duplicações com implantações anômalas dos ureteres e as ureteroceles. 1,2 A ITU é uma doença de grande incidência na infância 3, e pelo menos um episódio sintomático de ITU ocorre até os 11 anos de idade em 3% das meninas e em 1,1% dos meninos. 4 Há uma maior incidência de ITU no primeiro ano de vida. Após essa idade, há redução acentuada da incidência nos meninos, mantendo-se relativamente alta nas meninas até os seis anos. A recorrência é elevada, cerca de 30% das meninas recidivam no primeiro ano após o episódio inicial, 50% em cinco anos; e nos meninos isso ocorre em torno de 15 a 20% e raramente após o primeiro ano de vida. APRESENTAÇÃO CLÍNICA Pode variar desde bacteriúria assintomática até pielonefrite aguda, ou sépsis de origem no trato urinário. Recém-nascidos Geralmente com quadro séptico (dificuldade de sucção, vômitos, pele acinzentada, palidez, cianose, icterícia, choro, irritabilidade, hipoatividade, convulsões). Alguns recém-nascidos exibem quadros menos agudos, com recusa alimentar, ganho de peso insuficiente, vômitos e palidez cutânea. Há alto risco de bacteremia com possibilidade de óbito. Lactentes A febre é a principal manifestação. Raramente ocorrem sintomatologias específicas (polaciúria, gotejamento urinário, disúria, urina com odor fétido, dor lombar). Podem apresentar manifestações inespecíficas como baixo ganho de peso, hiporexia, vômitos, dor abdominal. Em serviços de urgência, a prevalência está em torno de 3% de ITU nos lactentes com febre acima de 38,5 C de origem inexplicada. 5 Pré-escolares e escolares A febre é muito frequente, geralmente apresentam-se com sinais e sintomas relacionados ao trato urinário. A presença de adinamia, febre alta, calafrios, dor abdominal e nos flancos sugere pielonefrite aguda. Polaciúria, disúria, enurese, urgência, incontinência e/ou retenção urinária, com urina fétida e turva são muito sugestivos de cistite. A presença de disúria nem sempre corresponde à presença de ITU, podendo ser por balanopostites, vulvovaginites, irritação perineal e uretral. 3
4 Adolescentes Geralmente apresenta-se com disúria, polaciúria, dor à micção ou urgência miccional, hematúria e febre. O início da atividade sexual nas adolescentes pode ser acompanhado de surtos de ITU. Uma importante característica da ITU em crianças e adolescentes, em qualquer idade, é a recidiva. 6,7,8 ABORDAGEM CLÍNICA NA CRIANÇA COM SUSPEITA DE ITU Anamnese Verificar a ocorrência de disúria, polaciúria, alteração na aparência e no odor da urina, no jato urinário e alterações sugestivas de DTUI: padrão miccional anormal para a idade, perdas urinárias involuntárias (molhar a roupa com pequenas perdas sem perceber), segurar muito a urina (passar longos períodos sem urinar), fazer manobras de contenção, incontinência, enurese noturna secundária e associação com constipação intestinal. Avaliar a ocorrência de febre, vômitos, dor abdominal, diarreia e inapetência que podem influenciar a opção terapêutica. Investigar surtos prévios de ITU e seu tratamento. É importante verificar os resultados das ultrassonografias realizadas na gravidez. Investigar a história familiar de uropatias e outras enfermidades relacionadas ao trato urinário. Exame físico Deve ser minucioso, com avaliação do crescimento e do desenvolvimento, palpação abdominal e das lojas renais e região da bexiga. Gotejamento urinário, jato fino e curto podem sugerir obstrução baixa ou disfunção vesical. Na genitália, descartar vulvovaginite ou balanopostite. É fundamental a medida da pressão arterial. DIAGNÓSTICO A anamnese e o exame físico direcionam ao diagnóstico, os exames de urina rotina e bacterioscopia pelo gram reforçam a suspeita. Porém, a confirmação da ITU é feita pela cultura da urina. O hemograma e a PCR podem estar normais nas ITU baixas, mas estão geralmente alterados nas pielonefrites. COLETA DE URINA A urina deve ser coletada de forma adequada para evitar resultados falsos. É necessário avaliar as condições de higiene e a normalidade da genitália; coletar a amostra no laboratório, após limpeza da genitália com água, sem antissépticos. Se necessário, usar sabão ou sabonete comum para a limpeza, que deverá ser totalmente removido com água. Nos pacientes com controle miccional, o jato médio é o modo ideal de coleta de urina, para ambos os sexos, com intervalo mínimo de 2 horas, após a última micção. Nos pacientes sem controle miccional, a urina pode ser coletada de três maneiras: saco coletor, punção suprapúbica e cateterismo vesical. a) Saco coletor: após higiene local, devem ser realizadas trocas do saco coletor de 30 em 30 minutos, se não houver micção. 4
5 b) Punção suprapúbica (PSP): é indicada quando a coleta por via natural pode suscitar dúvidas (diarreia, dermatite perineal, vulvogaginites e balanopostites). C) Cateterismo vesical: é um método invasivo, agressivo, podendo lesar a mucosa uretral, oferece menos segurança e é pouco prático, considerando-se o grande número de exames que são realizados. O cateterismo vesical está indicado nas crianças com retenção urinária, desde que não apresentem vulvovaginite ou balanopostite. Se as condições da genitália não permitirem uma coleta confiável, a PSP deverá ser usada. É fundamental que a urina seja imediatamente processada, para cultura, bacterioscopia pelo gram e exame de rotina. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS PARA DIAGNÓSTICO DE ITU Exame de urina rotina A piúria (cinco ou mais leucócitos por campo) é sugestiva de ITU e praticamente certa quando se encontram campos repletos de piócitos. O valor preditivo positivo de piúria é de 40 a 80%, podendo estar ausente em cerca de 23 a 50%. A presença de cilindros piocitários sugere pielonefrite. Algumas condições podem apresentar piúria sem significar ITU: febre, desidratação grave, apendicite, injúria química do trato urinário, glomerulonefrites e tumores. A esterase leucocitária detecta a presença de mais de cinco leucócitos por campo, e o nitrito positivo, a presença de bactérias gram negativas na urina. A flora bacteriana muito aumentada, quando associada com os outros achados, reforça a suspeita de ITU. A albuminúria e/ou hematúria podem ser transitórias. Bacterioscopia em gota de urina não centrifugada (gram de gota) A presença de uma ou mais bactérias gram-negativas correlaciona-se fortemente com bacteriúria significativa na urocultura (sensibilidade de 94%, especificidade de 92% e valor preditivo de 85%, quando associado à piúria). Esse exame é muito útil considerando que é rápido, de fácil realização e de baixo custo. Urocultura O diagnóstico de ITU é confirmado pela presença de um número igual ou superior a UFC (unidades formadoras de colônias) de uma única bactéria. Um resultado inferior a UFC é considerado negativo e, entre e UFC, um exame duvidoso que deve ser repetido. A identificação de duas ou mais cepas de bactérias diferentes é considerada, a princípio, como contaminação. Quadros clínicos sugestivos, associados a uroculturas com valores abaixo de UFC/ml podem ser devido à hidratação excessiva, à quimioprofilaxia ou à antibioticoterapia prévia. O número de UFC/ml considerado significativo varia com o método usado para a coleta da urina. Considera-se como resultado positivo o crescimento de qualquer número de unidades formadoras de colônias bacterianas (UFC) quando a coleta for por punção supra-púbica, exceto para estafilococo coagulase negativo, quando a exigência é de 2-3 x10 3 UFC; quando colhida a urina por sondagem vesical, os valores de positividade são de a UFC. Coleta por jato médio e por saco coletor é considerada positiva quando houver crescimento de ou mais UFC. No QUADRO 1 podem ser observados os valores recomendados como diagnóstico de ITU. O exame de urina, apesar de ser de fácil realização, com grande frequência apresenta falhas na sua realização, 5
6 tanto do ponto de vista de contaminação na coleta, como na demora no intervalo de tempo entre a coleta e a semeadura da cultura ou mesmo a manipulação da urina para outros procedimentos. Também o uso prévio ou atual de agentes antimicrobianos pode falsear os resultados; assim, os agentes infecciosos que não se desenvolvem nos meios de cultura usuais. Quadro 1. Interpretação da urocultura no diagnóstico de infecção do trato urinário na criança Método de coleta Aspiração suprapúbica Cateterização uretral Jato médio Saco coletor ITU Crescimento bacteriano em qualquer número (exceto 2-3 x 10 3 * UFC/ml de estafilococo coagulase-negativo) Entre a UFC/ml de um patógeno urinário único Mais de 10 5 UFC/ml de um patógeno urinário único Mais de 10 5 UFC/ml de um patógeno urinário único FONTE: Adaptado de Hellerstein S. Urinary tractinfections. Old and new concepts.pediatr. Clin. North Am. 42: No QUADRO 2, estão as principais falhas na interpretação da urocultura. Quadro 2. Causas mais frequentes de erros na realização e na análise das uroculturas Erro Falso-positivo Falso-negativo Causas Coleta inadequada Demora no processamento de urina Contaminação vaginal ou bálano-prepucial ph urinário abaixo de 5 Diluição urinária (densidade menor que 1003) Contaminação com agentes bacteriostáticos usados na genitália Pacientes em uso de antimicrobianos Curto período de incubação urinária na bexiga Obstrução total do ureter que drena o rim afetado Bactérias de difícil crescimento: lactobacilos, difteroides, micoplasma FONTE: Adaptado de Adelman RD.Urinary tract infections in children.in: Brenner BM, Stein A maioria dos episódios de ITU é causada por Enterobactérias, bacilos gram-negativos aeróbico principalmente a Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter e Proteus mirabilis. A Escherichia coli é responsável por cerca de 80-90% das ITU e o Proteus mirabilis por 30% das infecções nos meninos. O Staphylococcus saprophyticus é o germe mais comum em adolescentes de ambos os sexos. A flora anaeróbica raramente causa ITU. Bacteriúria assintomática A bacteriúria assintomática é caracterizada por três uroculturas consecutivas positivas na ausência de sintomas urinários e/ou sistêmicos. Cerca de 95% das meninas com bacteriúria assintomática ficam sem evidências laboratoriais da presença de bactérias na urina em um ano sem tratamento. 9 Geralmente a bacteriúria assintomática desaparece em dias ou semanas e dificilmente recidiva. UFC= unidade formadora de colônias 6
7 Não deve ser tratada, porque propicia infecção por cepas mais virulentas. As bacteriúrias assintomáticas não favorecem o desenvolvimento de pielonefrite e cicatrizes renais. 10,11,12,13 TRATAMENTO O tratamento envolve o alívio dos sintomas, a erradicação do agente infeccioso (seguida da quimioprofilaxia) e a procura por anomalias funcionais e anatômicas, diagnosticando os pacientes de alto risco para desenvolver lesões no parênquima renal. Alívio dos sintomas A dor e a febre são tratadas com analgésicos e antitérmicos em doses usuais e, se necessário, antiespasmódicos. Nas crianças mais novas, deve-se ter a atenção para sinais e/ou sintomas de choque. A hidratação, se necessária, deve ser prontamente iniciada por via oral ou parenteral quando indicada. Tratamento antimicrobiano Iniciar antibioticoterapia imediatamente após a coleta da urina. Crianças acima de três meses de vida, sem toxemia, hidratadas, com ingestão oral preservada, devem receber tratamento ambulatorial. Aquelas, com febre alta e sinais de toxemia, desidratadas e com vômitos persistentes, devem ser hospitalizadas. Os recém-nascidos e os lactentes jovens são considerados portadores de ITU potencialmente grave. Como a bactéria mais frequentemente na ITU é a Escherichia coli, seguida das outras enterobactérias, deve ser usado antibiótico de espectro adequado, não nefrotóxico, de boa eliminação renal, de sabor agradável e por via oral (cefalosporinas de 1ª geração, sulfametoxazol + trimetoprim ou nitrofurantoína). Deve-se considerar a baixa tolerância via oral da nitrofurantoína e o aumento da resistência bacteriana ao sulfametoxazol+trimetoprim. Espera-se melhora do estado geral e o desaparecimento da febre em 48 a 72 horas. Caso não haja resposta clínica nesse período, avaliar a urocultura para modificação terapêutica. O tempo médio do tratamento deve ser de 10 dias, variando entre 7 e 14 dias (QUADRO 3). A antibioticoterapia parenteral, assim que possível, deve ser trocada pela via para oral. As opções de tratamento por via parenteral são as cefalosporinas de 3ª geração (ceftriaxona ou ceftazidima), ou os aminoglicosídeos (QUADRO 4). Quadro 3. Opções de antibióticos por via oral para tratamento da ITU por 10 a 14 dias Droga Dose: mg/kg/dia Número de doses / dia Sulfametoxazol +Trimetoprim 40 mg + 8mg 2 Cefadroxila mg 2 Cefalexina mg 4 Ácido Nalidíxico 60 mg 4 Amoxicilina + Clavulanato 40 mg 2 7
8 Quadro 4. Opções de antibióticos por via parental para tratamento da ITU Droga Dose: mg/kg/dia Via Número de doses / dia Ceftriaxona mg EV ou IM 1 a 2 Gentamicina 7,5 mg EV ou IM 3 Amicacina 15 mg EV ou IM 1 a 2 FONTE:JH. Pediatric Nephrology. Churchill Livingstone: New York, Cap. 4, p As infecções por Pseudomonas sp. são raras. Quando presentes e com acometimento sistêmico, o tratamento deve considerar o uso de quinolonas ou cefalosporinas combinadas com aminoglicosídeo. A cultura positiva para Pseudomonas sp, na maioria das vezes, deve-se à contaminação. Em recém-nascidos iniciar o tratamento, com a associação de penicilina ou ampicilina com aminoglicosídeo. Nos pacientes com ITU por Staphylococcus ou Enterococcus, recomenda-se a associação de vancomicina com aminoglicosídeo. As infecções por Candida deverão ser tratadas com anfotericina ou fluconazol isolado ou associado com flucitosina. O tratamento deve ser monitorado por meio dos níveis séricos das drogas empregadas para prevenir a nefrotoxicidade. Tratamento profilático Deve-se iniciar a profilaxia imediatamente após o término do tratamento antimicrobiano erradicador. A profilaxia está indicada nas seguintes situações: 1) durante a investigação morfofuncional do trato urinário, após o primeiro episódio de ITU; 2) nas anomalias obstrutivas do trato urinário até a realização da correção cirúrgica; 3) na presença de refluxo vesicoureteral (RVU) de graus III a V; 4) nas crianças com recidivas frequentes, sem alterações anatômicas a profilaxia deve ser realizada por 6 a 12 meses, podendo ser prolongada. Quadro 5. Opções de drogas para profilaxia da ITU Droga Dose (mg/kg/dia) Posologia Nitrofurantoína 1 a 2 mg Dose única diária Sulfametoxazol/Trimetoprim 1 a 2 mg de Trimetoprim Dose única diária Cefalosporina 1 ª geração ¼ dose de tratamento (até 3 meses de vida) Dose única diária As drogas de uso prolongado relacionadas no QUADRO 5 têm boa segurança. A de melhor eficácia e segurança é a nitrofurantoína, apesar da possibilidade de intolerância gástrica. Outras drogas utilizadas para a profilaxia são o sulfametoxazol + trimetoprim e/ou cefalosporina de 1ª geração. Esta última é usada no recém-nascido até 60 dias de vida, quando deverá ser substituída por nitrofurantoína ou por sulfametoxazol+trimetoprim. A cefalosporina deve ser reservada para possíveis tratamentos de recidivas, uma vez que apresenta boa eficácia e tolerância e induz maior incidência de resistência, quando usada como profilaxia. 8
9 AVALIAÇÃO MORFOFUNCIONAL DO TRATO URINÁRIO A investigação por imagens do trato urinário está indicada após o primeiro episódio comprovado de infecção urinária, em crianças e adolescentes (em adultos não é dessa forma), para ambos os sexos. Não existe um método único que permita a avaliação do trato urinário de forma completa. Dessa forma, devem ser realizados exames que se complementam. Ultrassonografia (US) Deve ser o método inicial da propedêutica que avalia o trato urinário alto (volume e tamanho renal, parênquima, pelve, diferenciação corticomedular) e baixo (espessura da parede vesical, resíduo pós-miccional, morfologia dos ureteres). A US pode mostrar crescimento do parênquima renal, anomalias de posição e localização renais, hidronefrose, cálculos, abscesso renal entre outras alterações. A US deve incluir a investigação funcional da bexiga e a dinâmica da micção. Essa técnica, chamada de ultrassonografia dinâmica ou ultrassonografia da dinâmica miccional, evidencia sinais sugestivos de obstrução e de disfunções vesicais. Entretanto, tem baixa sensibilidade para detecção do RVU. 14 Sua vantagem é que avalia capacidade vesical, presença de contrações do detrusor, perdas urinárias associadas e o resíduo pós-miccional de forma não agressiva, sem uso de sondas vesicais. É muito útil para o acompanhamento de crianças com bexiga neurogênica ou instabilidade vesical por causas diversas. 15,16 A US, durante a gravidez, pode identificar a hidronefrose fetal, permitindo atuação no pré ou no pós-natal imediato. Deve ser ressaltado que esse exame é examinador e equipamento dependente. Figura 1. Ultrassonografia com rim esquerdo hidronefrótico e direito normal 9
10 Figura 2. Dilatação ureteres distais acentuado a esquerda Exames radiológicos: uretrocistografia miccional (UCM) É um método invasivo que avalia a uretra (estenoses e válvula), bexiga (espessura da parede, divertículos e ureteroceles) e ureteres (RVU e seus graus). Deve ser realizada somente após o término do tratamento antimicrobiano erradicador, para se evitar disseminação da infecção e com a criança em uso de antibioticoprofilaxia para reduzir os riscos de ITU iatrogênica. Figura 3. Refluxo vesicoureteral (RVU) à esquerda. Figura 4. Refluxo vesicoureteral (RVU) bilateral. 10
11 Urografia excretora (UE) Atualmente é utilizada apenas em situações especiais como no pré-operatório de patologias do trato urinário. Deve ser evitada na insuficiência renal crônica, nos pacientes com alergia aos contrastes iodados e nos recém-nascidos e lactentes muito jovens. Exames funcionais: Medicina Nuclear Cintilografia renal estática Utiliza o ácido dimercaptosuccínico (DMSA) ligado ao 99m Tc. Esse exame permite a avaliação morfológica e funcional quantitativa (captação relativa ou absoluta). É muito sensível no diagnóstico precoce das lesões corticais agudas. Para o diagnóstico das lesões cicatriciais, é necessário aguardar quatro a seis meses após um episódio de ITU, uma vez que 50% das lesões agudas não progridem para cicatrizes definitivas. A dose de radiação é semelhante a uma radiografia simples da coluna lombar. Figura 5. A - Lesão aguda renal (polo superior) vista pela cintilografia renal estática. b Lesão definitiva um ano após. A B Figura 6. DMSA evidenciando RD com captação heterogênea e várias cicatrizes. Rim esquerdo hipodistrófico. 11
12 Cintilografia renal dinâmica Utiliza o ácido dietilenotriaminopentacético (DTPA) ligado ao 99mTc, obtendo imagens sequenciais, define se o sistema excretor urinário está pérvio e possibilita diferenciar processos obstrutivos funcionais dos anatômicos. Está indicada nos casos de ITU associada à hidronefrose sem RVU. Figura 7. Cistografiaradioisotópica direta É utilizada para pesquisar RVU. Consiste na infusão de pertecnetato (99mTcO4) por sonda vesical, e a aquisição das imagens é feita de forma sequencial, o que permite o diagnósticos de refluxos leves. Figura 8. 12
13 Estudo urodinâmico É um exame invasivo em que se utiliza sonda vesical e eletrodos e está indicado em casos de bexiga neurogênica e de distúrbios miccionais. O US dinâmico supre grande parte das informações do estudo urodinâmico. Estudo endoscópico (uretrocistoscopia) É um procedimento invasivo, com indicação específica em alguns casos, como nas ectopias ureterais e nas VUP. ORIENTAÇÃO PARA INVESTIGAÇÃO Não há consenso na literatura quanto à sequência de exames, que devem ser individualizados para se evitarem iatrogenias. Todas as crianças, após episódio confirmado de ITU, devem realizar US do trato urinário. Naquelas abaixo dos três anos, em antibioticoprofilaxia, deve-se realizar a UCM ou DMSA quatro a seis meses após cura da ITU. 17,18,19,20,21 Nos casos de RVU, deve-se realizar DMSA, que, se alterado, será complementado com DMSA ou UCM. Nos casos sem RVU e com dilatação do trato urinário, o exame de preferência deve ser o DTPA. Nas crianças acima de três anos, fazer US. Se estiver normal, deve ser acompanhado anualmente. Em caso de anormalidade ou se houver recidiva da ITU, deve-se proceder como nas crianças abaixo de três anos. É importante que essas crianças sejam acompanhadas com ênfase no seu desenvolvimento global e na prevenção de recidivas. 13
14 Figura 9. Algoritmo para avaliação do trato urinário após episódio de infecção urinária US: ultrassonografia; UCM: uretrocistografia miccional; DMSA: cintilografia estática; DTPA: cintilografia dinâmica; RVU: refluxo vesicoureteral); DTUI: disfunção do trato urinário inferior ver texto para maiores detalhes. REFLUXO VESICOURETERAL O refluxo vesicoureteral primário (RVU) é uma anormalidade da junção ureterovesical (segmento submucoso curto do ureter), que permite retorno da urina da bexiga até os ureteres e os rins. Classifica-se o RVU em cinco graus: leve (I e II), moderado (III) e grave (IV e V). Grau I: ureter sem dilatação e contraste até a porção média / inferior; Grau II: contraste até pelve sem dilatação do ureter; Grau III: dilatação leve do ureter até pelve sem dilatação das papilas; Grau IV: dilatação moderada do ureter e borramento das papilas e Grau V: grau IV com dolicomegaureter. 22 O RVU ocorre em cerca de 1% da população pediátrica e em 30 a 40% das crianças com infecção urinária, e, geralmente, tem resolução espontânea. 23,24,25 Os pacientes com RVU podem ser classificados em três grupos (baixo, médio e alto risco) quanto às chances de pior evolução (FIG.10), considerando os seguintes aspectos: grau e persistência do refluxo, cicatrizes renais, hipertensão arterial ou perda da função renal. 14
15 Figura 10. Baixo risco Médio risco Alto risco Grau I/II uni ou bilateral Sem lesão renal Sem disfunção de eliminações Grau III uni ou bilateral Grau IV unilateral Lesão localizada Disfunção ausente/leve Grau IV bilateral Grau V uni ou bilateral Lesão renal moderada/grave Rim único Disfunção de eliminações Pacientes de baixo risco: graus de refluxo I e II uni ou bilateral, sem lesões cicatriciais e sem DTUI. Médio risco: refluxo grau III uni ou bilateral, os de grau IV unilateral, cicatriz localizada, sem DTUI ou disfunção leve. Alto risco: refluxo graus IV bilateral e V uni ou bilateral, lesão renal moderada ou grave, rim único ou com DTUI. Também os lactentes, pois têm maior o risco de pielonefrites com formação de cicatrizes. 17 A estratificação de risco pode levar à indicação de correção cirúrgica (reimplante ureteral ou injeção endoscópica de dextranômero/hialuronato(deflux ). A resolução espontânea do RVU, por outro lado, pode ser obtida com o tratamento conservador (profilaxia com antibióticos por longo prazo). Estudos recentes mostraram menor incidência de ITU febril no grupo de reimplante ureteral, porém sem diferença quanto a novas cicatrizes, função renal e desenvolvimento das crianças. 26 Outros estudos questionam o valor da profilaxia com antibióticos. 27,28,29,30 A tendência atual é indicar a profilaxia antimicrobiana para as crianças que apresentem RVU de graus III a V. 30 Atualmente, não há indicação de tratamento cirúrgico do refluxo vesicoureteral, exceto nos casos de refluxo obstrutivo e naqueles associados a defeitos anatômicos da bexiga, estando contraindicada na presença de bexigas disfuncionais. Os pacientes com essas disfunções devem ser acompanhados pelo pediatra e pelo clínico de adultos para a identificação e a intervenção precoce em prováveis disfunções renais. 15
16 REFERÊNCIAS 1. Davis TK, Hoshi M, Jain S. To bud or not to bud: RET perspective in CAKUT. Pediatr Nephrol Apr;29(4): Weber S. Novel genetic aspects of congenital anomalies of kidney and urinary tract. Curr Opin Pediatr 2012; 24 (2) Hoberman A, Wald ER, Reynolds EA, Penchansky L, Charron M. Pyuria and bacteriuria in urine specimens obtained by catheter from young children with fever. J. Pediatr. 124: , Hellstrom A, Hanson E, Hansson S, Hjalmas K, Jodal U. Association between urinary symptoms at 7 years old and previous urinary tract infection. Arch. Dis. Child. 66: , Shaw KN, Gorelick M, McGowan KL. Prevalence of urinary tract infection in febrile young children in the emergency departament. Pediatrics. 1998; 102:e Craig JC, Simpson JM, Williams GJ. Antibiotic profilaxis and recurrent urinary tract infection in children. N Engl J Med 2009; 361: Pennesi M, Travan L, Peratoner L. Is antibiotic profilaxis in children with vesicoureteral reflux effective in preventing pyelonephritis and renal scars? A randomized, controlled trial. Pediatrics 2008; 121: e Paintsil E. Update on recent guidelines for the managment of urinary tract infections in children: the shifting paradigm. Curr Opin Pediatr 2013, 25: Lindberg U, Hanson LA, Jodal U, Lidin-Janson G, Lincoln K, Olling S. Asymptomatic bacteriuria in schoolgirls. II. Differences in escherichia coli causing asymptomatic bacteriuria. ActaPaediatr. Scand. 1975; 64: Wettergren B, Jodal U. Spontaneous Clearance of asyntomatic bacteriuria in infants. Acta Paediatr Sacnd 1990; 79: Wettergren B, Hellstrom M, Stokland E, Jodal U. Six year follow up of infants with bacteriuria on screening. Br Med J 1990; 301: Negibil T, Tumer N. Asymptomatic urinary tract infection in childhood. Eur J Pediatr. 1992; 151: Tullus K. Difficulties in diagnosing urinary tract infections in small children. Pediatr Nephrol 2011; 26: Hiraoka M, Hashimoto G, Hori C. Use of ultrasonography in the detection of ureteric reflux in children suspected of having urinary infection. J. Clin. Ultrasound. 25: , Lima EM, Filgueiras MT, Vasconcelos M. Bladder dysfunction in children: ultrasonographicvs urodynamic study. Pediatr. Nephol. 12: C70, Filgueiras MF, Lima EM, Sanchez TM, Goulart EM, Menezes AC, Pires CR. Bladder dysfunction: diagnosis with dynamic US. Radiology 2003; 227:
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