ENTEROCOCCUS RESISTENTE A VANCOMICINA (VRE)
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- Pietra de Lacerda Fidalgo
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1 ENTEROCOCCUS RESISTENTE A VANCOMICINA (VRE) Profa Andréa d Avila Freitas CCIH-HUPE/UERJ
2 Murray BE; N Engl J Med 2000;342:
3 Características e tipos de resistência a Glicopeptídeos Característica Tipo Van-A Van-B Van-C Van-D Van-E Determinante genético Ad. Ad. Intríns. Ad. Ad. Espécies +freqüentes E. faecium, E. faecium E. gallinarum E. faecium E. faecalis E. faecalis E. faecalis E. casseliflavus Fenótipo Vanco Vanco Vanco Vanco Vanco e Teico e Teico Transferível SIM SIM Não Não Não Adaptado de : Murray BE; N Engl J Med 2000;342: Cetinkaya Y et al; Clin Microbiol Rev 2000;13:
4 VRE no Brasil º caso - Paraná º caso - São Paulo º caso - São Paulo Diversos hospitais brasileiros
5 VRE NO RJ casos autóctones(hupe) casos importados (RJ) (Niterói) 1caso autóctone (HUAP) (Niterói) 1caso importado (HCN) casos autóctones (Niterói)
6 Situação atual RJ Niterói HCN- 5 casos (autóctones) RJ: HUPE 7 casos (autóctones) HGB- 5 casos (autóctones) Barra D Or- 1 caso (autóctone) HLJ- 1 caso (?) HGV- 1 caso (?)
7 Variação geográfica da ocorrência de infecções causadas por Enterococcus - Programa SENTRY ( ) Ocorrência por sítio de infecção: total de amostras isoladas de Enterococcus (%) País ou região Sangue Respiratório Feridas Urina Ásia-Pacífico (4.6) (2.6) (4.8) (10.7) Canadá (9.2) (0.3) (5.1) (16.8) Europa 10, (6.8) (1.7) (6.7) (11.7) América latina (3.0) (2.0) (8.0) (4.2) EUA 17, (9.9) (0.9) (9.1) (12.7)
8 Incidência de espécies de Enterococccus isolados de infecções pelo Programa SENTRY ( ) Espécie Incidência (%) entre Enterococcus isolados Canadá EUA América Europa Ásia- Latina Pacífico E.faecalis E. faecium E. durans E. avium
9 Susceptibilidade antimicrobiana de Enterococcus isolados na América Latina Programa Sentry ( ) Amostras (%) sensíveis Antimicrobiano Ampicilina Vancomicina Teicoplanina Gentamicina Estreptomicina Ciprofloxacina Gatifloxacina
10 Fatores de risco para aquisição de VRE Uso prévio de vancomicina e/ou terapia múltipla Doenças de base graves Imunossupressão, Pacientes em hemodiálise, Transplantados Cirurgia abdominal Internações prolongadas (> 3 semanas) Contactante de outro paciente portador de VRE Assistência por equipe de enfermagem que atenda a outros pacientes VRE-positivos Hospitalização prévia em instituições com elevado índice de VRE Uso de cefalosporinas de terceira gerarão e anti-anaeróbicos Uso de alimentação enteral Risco de clonização cruzada quando pressão de colonização ( número de pacientes já colonizados) for elevado ( >50%)
11 VRE, QUANDO TRATAR? Tratar: Endocardite, ITU, bacteremia secundária a foco abdominal,infecções graves de partes moles Avaliar: BCI-CR, geralmente resolução espontânea com remoção de CVC (tratar em portadores de próteses e lesões valvares)
12 TRATAMENTO -VRE Ampicilina e gentamicina S (E. faecalis): Ampicilina + gentamicina Ampicilina e gentamicina R : (E. faecalis) Oxazolidinona ( Linezolida) 600 mg de 12/12hs Ampicilina e gentamicina R : (E. faecium) Oxazolidinona (Linezolida) 600mg de 12/12h ou Estretogramina (Quinupristin-Dalfopristin) 7,5 mg/kg de 8/8hs
13 Como Controlar a Disseminação Vigilância por busca ativa em setores de risco (UTI, Hemodiálise, Transplantados, Imunossuprimidos,hematologia, oncologia) e todos os pacientes com internação >3 semanas e em uso de ATB Rastreamento semanal de pacientes contactantes de outro paciente VRE+ Rastreamento na admissão hospitalar (transferidos, re-internação, ex-vre, presença de fatores de risco para VRE)
14 COMO RASTREAR : - Coleta de swab retal: umidecer swab com água destilada ou solução fisiologia estéril; - Introduzir toda a ponta revestida com algodão na ampola retal e realizar movimento giratório (360º) permitindo o contato do swab com fezes e/ou mucosa retal. Pacientes com diarréia também devem ser rastreados; - Retirar o swab e introduzi-lo no tubo de vidro, mantendo a ponta com algodão totalmente imersa no meio de transporte; - Todo paciente em rastreamento deve permanecer em precauções de contato até conclusão final da cultura do swab retal
15 Sensibilidade do swab retal: 58% (0 a 100%) densidade de bactérias/gr de fezes 7,5 log 10 = 100% densidade de bactérias/gr de fezes 4,5 log 10 = 0% Proporção Colonização/ infecção= 10:1
16 Local de internação - Instalar precauções de contato (capote de mangas longas e luvas); -Se possível, internar em quarto privativo ou enfermaria exclusiva para casos suspeitos ou confirmados (COORTE); -Usar Kit (termômetro, estetoscópio, aparelho de pressão) exclusivo para cada paciente; - Informar a todos os setores (imagem, laboratório, limpeza, endoscopia, broncoscopia, Serviço de nutrição, centro cirúrgico) auditores internos, chefias de serviço, andares, administração sobre a situação atual e medidas de controle a serem adotadas por cada setor; -Ao realizar o transporte do paciente para outros locais, usar luvas e capotes; - No momento da alta hospitalar deverá ser comunicado por escrito a unidade de Internação e alta que o paciente é portador de VRE
17 Cuidados com equipamentos - Encaminhar para reprocessamento todo material utilizado no banho de leito, após uso. Reforçamos que os materiais utilizados no banho devem ser de uso único para cada paciente. - Lavar com água e sabão ou realizar desinfecção com álcool a 70% de todos os manguitos de aparelho de pressão; limpar também os relógios e borrachas com pano umidecido com água e sabão e fricção posterior com álcool. O mesmo deve ser feito com oxímetros e cabos de monitorização.
18 Recomendações quanto a limpeza - Funcionários da limpeza deverão usar capote de mangas longas e luvas de borracha; após o término da limpeza, enviar capote para lavanderia, lavar as luvas de borracha com água e sabão -Os panos de chão e baldes deverão ser lavados após a limpeza do quarto e banheiro de um paciente VRE positivo, antes de ser utilizado novamente - Realizar limpeza terminal (piso, parede) e desinfecção de todas as superfícies, mobiliário, equipamentos, portas, maçanetas, suportes de soro, dispensadores de álcool gel e sabão, bombas de infusão, cabos e aparelho de ECG, superfície externa dos respiradores, monitores, estantes com álcool a 70%.
19 SUGESTÕES PARA DEBATE - VALE A PENA RASTREAR? - CUSTO X BENEFÍCIO DA VIGILÂNCIA POR BUSCA ATIVA AGRADECIMENTOS: - Dra Lúcia Teixeira (Instituto de Microbiologia- UFRJ) - Dra Efigênia Amorim (LSF) - Dra Elizabeth Marquez (HUPE/UERJ) - Dra Vânia (FCM/UERJ)
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