Controle de Processos Aula: Controle em Cascata
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1 Controle de Processos Aula: Controle em Cascata Prof. Eduardo Stockler Departamento de Engenharia Elétrica Universidade de Brasília 1º Semestre 2015
2 (Exemplo) CONTROLE DE UM REATOR
3 Realimentação Simples
4 O Processo Reação exotérmica no reator A -> B Reagente A disponível a uma temp. baixa Variável controlada: T R 1ª Estratégia: MV= fluxo do refrigerante (não forneceu a capacidade de resfriamento necessária) 2ª Estratégia: MV= fluxo combustível pré-aquecedor (válvula do refrigerante 100% aberta) Em processo, observado que T R desviava-se do SP o suficiente para o produto ficar fora das especificações: Distúrbios no reator (variações temp. refrigerante e fluxo) Pré-aquecedor (variações T A entrada, aquecimento, etc )
5 Estratégia de Controle Variação T Ae variação T H variação T R atuação na MV (combustível) correção lenta Melhoria: Variação T Ae variação T H atuação na MV (combustível) Controle em cascata: 2 sensores-transmissores, 2 controladores e 1 válvula Controlador da variável controlada (primária): controlador mestre, externo ou primário Controlador da variável secundária: controlador escravo, servo, interno ou secundário
6 Controle em Cascata
7 Controle em Cascata Ao se projetar estratégias de controle em cascata, a consideração mais importante é que a malha interna (variável secundária) deve responder mais rapidamente à variações no distúrbio e na variável manipulada do que a malha externa (variável primária). Quanto mais rápido melhor. Todo sinal deve ter um significado físico. [Smith & Corripio, 2012]
8 Controle em Cascata Resposta de T R a uma mudança de -25oC na temperatura de alimentação do aquecedor.
9 Considerações sobre Estabilidade Equação característica: 1,2 G c1 1 + (0,2s + 1)(3s + 1)(s + 1)(4s + 1)(s + 1) = 0 Subst. Direta: impondo s = jw K cu = 4,33 % % e w cu = 0,507 rad s
10 Considerações sobre Estabilidade Equação característica : 1 + 1,2 G c1 G c2 (0,2s + 1)(3s + 1)(s + 1)(4s + 1)(s + 1) 1,5 G c2 1 + (0,2s + 1)(3s + 1)(s + 1) = 0
11 Considerações sobre Estabilidade Equação característica da malha secundária 1,5 G c2 (0,2s + 1)(3s + 1)(s + 1) = 0 Impondo s = jw K cu2 = 17,06 % % Considerando G c2 s = K c2 (controlador P), via Ziegler-Nichols K c2 = 0,5K cu2 = 8,53 % % Substituindo G c2 s = K c2 na equação característica para a estratégia em cascata: s = jw K cu1 = 7,2 % % e w u1 = 1,54 rad s Observa-se um ganho final (limite de estabilidade) e frequência final maior controle global mais rápido e maior ganho do controlador.
12 Sintonia dos Controladores Modos de operação do controlador interno: manual, automático, cascata Sintonia de dentro para fora: com todas as malhas em manual, sintoniza-se o controlador mais interno. Após, deixar em automático e sintonizar a próxima malha até que todos estejam em operação.
13 Sintonia dos Controladores Com TC-101 em manual, sintonizar TC-102 (tão rápido quanto possível) Verificado sintonia do TC- 102 através de degrau SP2 Com TC-102 no modo cascata, sintonizar TC-101 e colocá-lo em automático
14 Métodos de Sintonia do Controlador 1. (controlador primário) Método de MF de Ziegler- Nichols ou relé (obtenção de K cu1 e w u1 ) 2. (controlador primário e secundário) Métodos da resposta ao degrau na saída de G c2 (obtenção de K 2, τ 2, θ 2 ) e de G c1 (obtenção de K 1, τ 1, θ 1 ) 3. (controlador primário e secundário) Método de [Austin, 86] e [Lopez, 03] Aplicar degrau na válvula e obter K 2, τ 2, θ 2 e K 1, τ 1, θ 1. Sintonizar controlador secundário por métodos convencionais e o primário por tabela fornecida por [Lopez, 03]
15 Métodos de Sintonia do Controlador (2 níveis) [Lopez, 2003] Faixa de uso da tabela: τ 2 τ1 > 0.38
16 Métodos de Sintonia do Controlador (2 níveis) [Lopez, 2003]
17 Sistema em Cascata de 3 Níveis No controlador em cascata de 2 níveis, manipula-se a posição da válvula e não o fluxo de combustível, que depende da posição da válvula e da queda de pressão através da válvula. Se a variação da queda de pressão for significativa, poderá ser adicionado um nível de controle extra. A malha mais interna (fluxo) deve ser a mais rápida. Sintonia: 1. FC-103 (após, reduz-se a sintonia de cascata de 2 níveis) 2. TC TC-101
18 Sistema em Cascata de 3 Níveis
19 (Exemplo) TROCADOR DE CALOR
20 Trocador de Calor compensação de variações do fluxo de vapor? compensação de variações da pressão do vapor?
21 Trocador de Calor Malha para compensação de variações do fluxo de vapor. Malha para compensação de variações da pressão do vapor (prop. temp. e transf. calor).
22 Controle em Cascata Distúrbios rapidamente corrigidas antes de perturbar a malha mestre A malha escrava acelera a resposta do processo visto pela malha mestra (τ MF < τ MA ) Não-linearidades vista pela malha mestra é compensada pela malha escrava (ex. vazão da válvula) Desvantagens: custo e confiabilidade do sensor da malha escrava
23 Sintonia Controle em Cascata Controlador escravo deve ter ganho P alto e ação integral baixa, exceto se a malha escrava for sujeita a grandes perturbações Se a malha escrava for FIC, usar PI com T I da ordem de grandeza da τ valvula Se a malha escrava for TIC, usar PID com T D da ordem de grandeza da τ transmissor e ação derivativa atuando na PV
24 Balanço na transição Evitar balanço na transição manual/ automático/ cascata Escravo em manual: SP do escravo deve seguir PV escravo ( PV tracking ) evita balanço qdo escravo M/A Escravo em manual ou automático: saída do mestre seguir SP do escravo ( output tracking ) evita balanço qdo mestre A/C Mestre em manual: SP do mestre deve seguir PV mestre ( PV tracking ) evita balanço qdo mestre M/A
25 Saturação do Controlador Controlador escravo satura e o mestre continua integrando o erro até saturar O mestre deve ser informado quando o escravo saturar (rastreamento)
26 Resposta de um Sistema Cascata
27 Resposta de um Sistema Cascata Respostas à mudança no SP e distúrbio para: τ externo = 50s τ interno1 = 15s τ interno2 = 50s
28 Resposta de um Sistema Cascata
29 Resumo do Controle em Cascata Controle em cascata é usado para distúrbios significantes que afetam a entrada (o controle antecipatório é utilizado para distúrbios que afetam a saída) O processo principal tem uma variável controlada e uma manipulada u sujeito a distúrbios O controlador secundário regula u ajustando o elemento final de controle A saída do controlador primário é a referência para o controlador secundário A malha interna é muito mais rápida que a malha externa O distúrbio a ser regulado esta dentro da malha interna
30 Caso real: Indústria de papel
31 Acionamento Digital Software: Drive ES Starter, Siemens Acionamento: Sinamics S120, Siemens Controlador: PCS7, Siemens
32 Malha de Controle de Velocidade
33 Pré-Controle (torque)
34 Malha de Controle de Corrente
35 Bibliografia C. A. Smith e A. Corripio, Príncipios e Prática do Controle Automático de Processo, 3ª. Edição, Ed. LTC, 2012.
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