2 Modelagem Matemática do Problema
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- Maria das Dores Vilaverde
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1 2 Modelagem Matemática do Problema O escoamento de uma gota imersa em um fluido através de um capilar é um problema transiente, não linear, bifásico com superfície livre e descrito pela equação de Navier - Stokes e as condições de contorno apropriadas. 2.1 Descrição do problema Como já foi discutido, o interesse do trabalho é estudar o escoamento de uma gota imersa em um outro líquido imiscível através de um capilar reto e com garganta. Deseja-se determinar o efeito da geometria, da razão de viscosidades das duas fases, da tensão interfacial, do tamanho de gota. Uma representação esquemática é apresentada na figura (2.1). Figura 2.1: Gota em um capilar Adota-se as seguintes considerações na solução do problema: Escoamento axisimétrico, por isso não considera-se a diferença de massas específicas nem os efeitos da gravidade. Como consequência o problema 3D converte-se em 2D. Escoamento desenvolvido na seção de entrada. Fluidos incompressíveis e imiscíveis. Processo isotérmico, assim as propriedades como a massa específica e a viscosidade são constantes em cada fase.
2 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema Formulação matemática Equações de conservação da quantidade de movimento linear e massa Em cada uma das fases (l=w ou o), o campo de velocidade e pressão devem satisfazer as equações de conservação da quantidade de movimento linear e massa: ū l ρ l t + ρ lū l. ū l =. Tl + f l B (2-1) ρ l t +.ρ l ū l =0 (2-2) onde ρ l, ū l, Tl e f l B representam a massa específica, campo de velocidade, tensor de tensões e força de corpo de cada uma das fases (óleo e água) respectivamente. Assumindo que os dois líquidos são Newtonianos, o tensor das tensões é escrito como: T l = p l Ī + μ l [ ū l + ū l T ] (2-3) onde p l e μ l representam a pressão e a viscosidade de cada uma das fases respectivamente. Na interface entre os fluidos, deve-se aplicar as condições cinemáticas e de balanço de forças. Considerando as forças capilares, o balanço de forças é escrito como: n ( Tw To )=σ d t (2-4) ds onde n é o vetor unitário normal à interface, σ éatensão interfacial e d t ds é a curvatura da interface. Embora tem-se mencionado as equações em forma dimensional, o problema poderia ter sido apresentado usando a formulação adimensional. Os números adimensionais que governam o escoamento são os seguintes: Razão de viscosidades: μo μ w
3 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 23 Razão de diâmetros: d gota D capilar e Dgarganta D capilar Número de Reynolds: Re = ρv D capilar μ w Número de capilaridade: Ca = μwv σ Para o problema tratado o número de Reynolds é pequeno (Re 10 4 ), uma indicação que as forças viscosas dominam o escoamento em comparação com a forças inerciais. Por outro lado, o número de capilaridade Ca é utilizado para caracterizar a maioria dos casos rodados (σ 0), os valores dele indicam se as forças viscosas são mais dominantes que as forças devido à tensão interfacial no escoamento. Aposição da interface entre os fluidos é desconhecida a priori e faz parte da solução do problema, caracterizando este escoamento como um escoamento de superfície livre. Neste trabalho, o problema de superfície é resolvido numericamente utilizando o métododecurvasdenível (Level Set) descrito a seguir Método de Level Set No método de Level Set, cadafluído é marcado por um campo escalar c. O sinal do valor de c define que fluido ocupa cada ponto de domínio. c<0 = fase óleo(ω 1 ); c =0 = interface( Ω); c>0 = fase água(ω 2 ). (2-5) Desta forma, a viscosidade de cada ponto é escrita em função do campo escalar c: μ(c) =μ 1 +(μ 2 μ 1 )H ε (c) (2-6) onde μ 1 e μ 2 são as viscosidades de óleo e de água, respectivamente e H ε (c) é conhecida como função Heaviside suavizada e dada por, H ε (c) = c + ε 2ε + 1 2π sin(πc ε ) (2-7)
4 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 24 H ε (c) é uma função contínua da função degrau que ajuda a melhorar a estabilidade numérica quando a viscosidade é interpolada ao longo da interface eé mostrada na figura (2.2). H ε 0.5 ε ε c Figura 2.2: Função Heaviside suavizada A isolinha c = 0 representa a interface entre os fluidos. O movimento da interface é descrito por uma equação de transporte do escalar c sem termos difusivos: c t +ū. c =0 (2-8) Comoaequação carece do termo difusivo, o campo c ésó convectado pelo campo de velocidade ū. Tradicionalmente, o campo inicial c é definido como uma função distância com sinal, isto é, além de considerar a distância entre qualquer ponto no domínio Ω e a interface Ω, considera-se a relação de pertinência do ponto aos domínios para definir o sinal. Se os erros numéricos forem desprezíveis, a equação de transporte de c irá preservar a isolinha c = 0 como sendo a interface entre as duas fases.
5 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 25 Como a equação (2-8) é puramente hiperbólica, as condições de contorno do campo c devem ser especificadas ao longo das fronteiras do domínio onde ocorre um fluxo entrando. Nos trabalhos relacionados com o método Level Set, como no trabalho de Sussman[12], as fronteiras do domínio são paredes e as condições de contorno não são necessárias. No problema analisado neste trabalho, claramente existe uma fronteira com fluxo de entrada, onde a função c deve ser especificada a cada instante de tempo. Isto inviabiliza a utilização usual da função c como a distância de qualquer ponto até a interface do domínio. A alternativa adotada neste trabalho foi definir a função c de forma que longe o suficiente da interface ela assuma um valor constante +1 ou 1, de acordo com a fase. A transição entre estes dois valores extremos ocorre de forma suave. A função c( x) emt = 0 foi definida como: +1 se d( x) >ε c ; d( x) c( x) = ε c + 1 πd( x) sin( π ε c ) se ε c d( x) ε c ; (2-9) 1 se d( x) < ε c. onde ε c éumparâmetro que define a faixa de transição entre os valores extremos c(x) =±1 e tem unidade de comprimento (não deve-se confundir com o ε já definido). Além disso, d( x) é a distância euclidiana entre o ponto x e o ponto mais perto dele pertencendo à interface Ω entre as fases. d( x) =min( x x c ), x c Ω (2-10) A figura (2.3) apresenta a função c( x) definida pela equação (2-9) em função da distância d à interface. O campo de c( x) para uma interface circular é mostrado na figura (2.4). Em ambas figuras, pode-se observar claramente a transição suave entre as duas fases, o que minimiza erros numéricos na solução da equação de transporte (2-8). Aforça capilar que aparece na condição de contorno entre as fases é incluída na solução pelo método de Level Set através de uma força de corpo, como foi descrito por Brackbill[16] e é definida como: σk ndγ = lim σk Ω hi 0 Ω cδ(c) dω (2-11) onde h i é a espessura da interface, σ foi definida como a tensão interfacial entre as fases, k é a curvatura da interface e δ(c) é a função delta de Dirac
6 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 26 c ε ε d Ω 1 Ω 2 Figura 2.3: Definição de c em função de d Figura 2.4: Campo escalar c no domínio do capilar suavizada, isto é, a derivada da função Heaviside suavizada H ε (c) eé mostrada na figura (2.5). δ(c) = dh ε(c) dc = 1 2ε [1 + cos(πc)] (2-12) ε Como a isolinha c( x) = 0 representa a interface entre as fases, segundo Osher[17], a curvatura pode ser calculada em função do campo escalar c( x):
7 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 27 dh ε dc ε ε c Figura 2.5: Função Delta k =. c c (2-13) No sistema de coordenas cilíndricas a curvatura é dada por: k(c r,c z )= c z 2 c rr 2c z c r c zr + c 2 r c zz + 1 c r (2-14) (c r2 + c z2 ) 3/2 r (c r2 + c z2 ) 1/ Aplicação das condições de contorno Para resolver o problema define-se as condições de contorno. De acordo com a figura (2.6), na entrada impõe-se um perfil de velocidade parabólico com uma vazão Q prescrita. v r (r, z = L 2 ) = 0 v z (r, z = L 2 ) = 2Q πr 2 [1 ( r R )2 ] (2-15)
8 Capítulo 2. Modelagem Matemática do Problema 28 onde R éoraioel é o comprimento do capilar. Figura 2.6: Condições de contorno para malha gerada Na saída o perfil de velocidade é desenvolvido e a pressão conhecida, n. ū = 0,p= P n. T = P n + μ n.( ū) T (2-16) onde P é a pressão na saída. Na linha de simetria impõe-se as condiçõesdesimetria, t.( n. T ) = 0 n.ū = 0 (2-17) onde t e n são os vetores unitários tangencial e normal à linha de simetria. Ao longo das paredes define-se condição de não deslizamento. Finalmente, também se estabelece a condição de contorno para o campo c igual a +1 só naentrada,jáaequação é hiperbólica.
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