Macroeconomia Alex Mendes

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1 Macroeconomia Alex Mendes

2 Introdução Impacto da Política Fiscal Impacto da Politica Monetária

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4 Objetivos de Política Econômica Objetivos de equilíbrio doméstico: renda-real emprego inflação Objetivos de equilíbrio externo: relacionados a fluxos de bens, serviços, renda e ações ou relacionados aos valores relativos de suas moedas nacionais. o interesse de exportadores e importadores podem tornar os objetivos das políticas cambiais parte do mix de objetivos externos de equilíbrio. Por exemplo, se as indústrias exportadoras são um grupo predominante politicamente no país, este sofre pressão para reduzir o valor de sua moeda (desvalorização cambial pela taxa de câmbio indireta). fatores internacionais são determinantes para a renda doméstica em economias abertas, afetando a forma como podem atingir seus objetivos de equilíbrio doméstico

5 Instrumentos de políticas Políticas de mudanças de gastos: modificam o nível da demanda agregada para bens domésticos e importados política fiscal e política monetária Políticas de desvio dos gastos: alteram o sentido da demanda, deslocando-a entre produção interna e externa política de valorização/desvalorização cambial (sist.câmbio fixo) ou aquisição de moedas estrangeiras pelo governo no mercado (câmbio flutuante) Controles diretos: restrições impostas pelo governo sobre economia de mercado, com objetivo de controlar itens específicos do BP tarifas, cotas, subsídios à exportação, controles sobre fluxos de capital.

6 Estrutura lógica do modelo IS x LM Incorpora o mercado de ativos e a determinação da taxa de juros à análise, sendo que esta passa a influenciar na determinação da renda através do investimento: a demanda determinando o produto. Mercado de Ativos Oferta e demanda de moeda Taxa de juros Mercado de bens e serviços Produto Demanda Agregada Renda Política Monetária Política Fiscal Modelo IS-LM- BP: Esse modelo origina-se do trabalho de Hicks (1937), no qual o autor tenta sintetizar as contribuições de Keynes.

7 Curva IS (do inglês Investment-Saving) Equilíbrio do mercado de bens. A curva IS mostra as condições de equilíbrio no mercado de bens, isto é, em que a oferta agregada iguala a demanda agregada dos bens e serviços. A taxa de juros variável explicativa do investimento. Y = C [Y-t(Y)] + I(r) +G + X(P,ρ) M(Y,P,ρ) Onde: C= Consumo; I= Investimento; G = gasto do governo; P = preços internos, ρ=taxa de câmbio e Y = renda doméstica r = taxa de juros

8 LM (Liquidity money) Equilíbrio no Mercado Monetário Representa o equilíbrio no mercado de ativos. Considerando dois tipos de ativos pelos quais os indivíduos alocam sua riqueza: moeda e títulos. As moedas possuem liquidez absoluta mas não rendem qualquer juros. Os títulos possuem menor liquidez mas rendem juros. A oferta da moeda é uma variável determinada exogenamente, por decisão das autoridades monetárias, assim: M = M (r,y) = L(r) + K(Y) P L(r) = demanda por razões de portfólio K(y)= demanda para transação

9 Equilíbrio no Balanço de Pagamentos Considera-se uma terceira curva que representa o equilíbrio do Balanço de Pagamentos. BP = TC + MC Quando BP=0 (transações correntes) TC= - MC (movimento de capitais) BP = X(P,ρ) M(Y,P, ρ) + MC(r) Elevações nos juros reduzem a saída de capital e impulsionam a entrada de capital no país.

10 O PAPEL DA MOBILIDADE DE CAPITAL A forma como a política fiscal e monetária afeta os objetivos de equilíbrio internos ou externos depende consideravelmente da extensão da mobilidade de capital. Mobilidade de capital = extensão pela qual os recursos (ativos financeiras) podem ser transferidos entre nações um país com alta mobilidade de capital experimenta considerável fluxo fronteiriço de recursos financeiros. Controle de capitais = impedimentos legais que restringem a habilidade de seus residentes manterem ou trocarem ações denominadas em moedas de outros países. Além do efeito de reduzir a mobilidade de capital muitos países menos desenvolvidos não apresentam um sistema bancário bem desenvolvido ou os mercados financeiros bem desenvolvidos, o que frequentemente contribui para manter a mobilidade de capital baixa. O grau de mobilidade afeta a inclinação da curva BP.

11 Política Monetária no Modelo Mundell-Fleming Mobilidade Zero de Capitais i BP BP E 1 E 2 E 3 y 1 IS LM LM IS` Y Sob câmbio flutuante, o balanço de pagamentos tem que estar em equilíbrio. Então, partimos do ponto E 1. A expansão monetária desloca a LM para a direita. Se o câmbio fosse fixo, E 2 seria o novo equilíbrio. No curto prazo teríamos um déficit comercial. Ao longo do tempo, porém, este déficit implicaria em uma perda de reservas e a contração monetária faria com que voltássemos ao equilíbrio inicial. Com câmbio flutuante, em E 2 há déficit em BP, o que não pode ser sustentado, então o câmbio deprecia, o que desloca a IS e a BP para a direita para o ponto E 3.

12 Mobilidade Imperfeita de Capitais i E 1 y 1 E 2 E 3 LM IS LM BP BP IS` Y Com mobilidade imperfeita de capitais, a LM se desloca para a direita. Na interseção de IS e LM há déficit em BP. Sob câmbio flutuante, a taxa de cambio deprecia o que desloca a IS e a BP para a direita até atingir o novo equilíbrio onde tem-se IS - LM -BP (ponto E 3 ). Sob câmbio fixo, o equilíbrio IS- LM seria sustentado, no curto prazo, em E 2, mas, no longo prazo, a LM retornaria até a curva inicial.

13 i Mobilidade Perfeita de Capitais E 1 E 2 Y 1 LM LM BP IS` IS Y Sob mobilidade perfeita de capitais, a LM se desloca para a direita. No ponto de encontro de IS-LM, o BP está em déficit. Sob câmbio flutuante, o déficit causa uma depreciação da taxa de câmbio e desloca a IS (e a BP) para a direita, levando ao novo equilíbrio IS -LM -BP, no ponto E 2. Sob câmbio fixo, a taxa de juros interna não pode variar (e deve ser igual a externa). Assim, o deslocamento da LM para LM é revertido, mantendo o equilíbrio no ponto inicial, E 1.

14 Política Fiscal no Modelo Mundell-Fleming Mobilidade Zero de Capitais i BP BP LM Partimos do ponto E 1. Uma expansão fiscal desloca a IS para a direita. No ponto E 2, temos um déficit comercial. E 1 E 2 E 3 IS IS` IS`` Se o câmbio fosse fixo, E 2 seria sustentado, até que a perda de reservas fizesse com que a LM contraísse e voltaríamos para o mesmo nível de produto mas com juros mais altos. y 2 Y Sob câmbio flutuante, O ponto E 2 não é sustentável no curto prazo, e o déficit em BP provoca uma depreciação que desloca IS e BP para E 3 no novo equilíbrio.

15 Mobilidade Imperfeita de Capitais i E 3 E 2 LM BP BP Sob mobilidade imperfeita, partindo do ponto E 1, a IS desloca para IS e agora, no encontro entre IS -LM, E 2, temos um superávit em BP. Sob câmbio fixo, este ponto E 2, é equilíbrio, mas no longo prazo, a entrada de reservas deslocaria a LM para a direita (expansão monetária). E 1 Y 2 IS IS`` IS` Y Sob câmbio flutuante, o ponto E 2 não poder ser equilíbrio. O superávit em BP gera uma apreciação da taxa de câmbio, o que desloca a IS e a BP para a esquerda, fazendo com que o equilíbrio seja em IS -LM-BP, no ponto E 3.

16 Mobilidade Perfeita de Capitais i LM LM Sob mobilidade perfeita, a IS se desloca para a direita e o encontro entre IS -LM representa um superávit em BP. E 1 E 2 E 3 IS BP IS` Com câmbio fixo, a taxa de juros acima da taxa internacional provoca uma entrada de capitais e o Banco Central acomoda o deslocamento da IS. A LM se deslocaria até termos IS -LM -BP, no ponto E 3. Y 2 Y Com câmbio flutuante, o superávit em BP faz com que a taxa de câmbio aprecie, e a IS retorna para IS.

17 Regime Cambial Perfeita Mobilidade de Capital Sem Mobilidade de Capital Câmbio Fixo Câmbio Flutuante Política fiscal eficaz Política monetária ineficaz Política fiscal ineficaz Política monetária eficaz Política fiscal ineficaz Política monetária eficaz Política fiscal eficaz Política monetária ineficaz

18 Modelo IS-LM Caiu na prova! 1. Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: Prefeitura de Teresina - PI Prova: Técnico de Nível Superior - Economista Em um modelo IS-LM-BP com alta, mas não perfeita, mobilidade de capital e com regime de câmbio fixo, uma desvalorização cambial provoca a)uma redução da renda. b)aumento da base monetária, como consequência do aumento de reservas. c)movimento da IS para a esquerda. d)a permanência da curva LM no estado original. e)movimento da curva BP para a esquerda.

19 Modelo IS-LM 2. Ano: 2014 Banca: CESGRANRIO Órgão: CEFET-RJ Prova: Economista A Figura abaixo mostra o modelo IS/LM/BP, representando uma economia que adota o regime de taxa de câmbio fixa. A economia se encontra em equilíbrio no mercado de bens e no mercado monetário.

20 Modelo IS-LM Examinando a Figura, deduz-se que a economia. a)está perdendo reservas em divisas internacionais. b)está produzindo abaixo do pleno emprego. c)tem um percentual de desemprego acima da taxa natural de desemprego. d)apresenta um superavit no seu balanço de pagamentos. e)precisa de uma política monetária expansiva para equilibrar seu balanço de pagamentos.

21 Modelo IS-LM 3. Ano: 2013 Banca: CESGRANRIO Órgão: IBGE Prova: Tecnologista - Análise Socioeconômica Uma economia pequena se encontra imersa numa situação de grande mobilidade financeira internacional. A curva BP, que mostra as combinações de taxas de juros (r) e de renda (y) que levam ao equilíbrio do balanço de pagamentos dessa economia, é adequadamente representada na Figura. a)

22 Modelo IS-LM b) c) d) e)

23 Modelo IS-LM 4. Ano: 2012 Banca: CESGRANRIO Órgão: LIQUIGÁS Prova: Profissional Júnior - Ciências Econômicas A figura mostra, em linha cheia, a curva BP para a economia de um país X, em regime cambial de taxa fixa. Essa curva expressa as combinações de renda (Y) e juros (r) que asseguram o equilíbrio do balanço de pagamentos. Se houver um deslocamento de BP para uma posição como BP 1, tracejada na figura, várias causas podem ter levado a essa mudança, entre as quais NÃO se encontra

24 Modelo IS-LM a)elevação das taxas de juros internacionais b)valorização cambial da moeda de X c)política monetária expansiva no resto do mundo d)aumento da percepção do risco de investir em X e)aumento da expectativa de desvalorização cambial da moeda de X

25 Modelo IS-LM 5. Ano: 2010 Banca: CESGRANRIO Órgão: Petrobras Prova: Economista O gráfico IS/LM/BP abaixo mostra a situação inicial de equilíbrio (E) de uma economia aberta com taxa de câmbio fixa. Se o governo adotasse uma política fiscal expansiva, o efeito de curto prazo seria a)reduzir a taxa de juros. b)reduzir o nível de renda. c)provocar déficit no balanço de pagamentos. d)provocar ganhos de reservas internacionais. e)tornar o balanço comercial superavitário.

26 Modelo IS-LM Gabarito 1. B 2. A 3. A 4. C 5. C

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