Palavras-chave: antropologia das relações humano-animais; proteção animal; animais comunitários.

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1 Resgatando afetos: uma etnografia sobre o papel da rede solidária de proteção animal no contexto urbano de Porto Alegre/RS Leandra Pinto 1 Resumo O presente estudo visa analisar novas moralidades e sensibilidades envolvendo relações interespecíficas, partindo de um caso etnográfico particular: a rede de apoio aos animais que residem na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob proteção de três organizações sociais. A partir disso, pretende-se com essa investigação responder ao seguinte questionamento: em que medida uma etnografia sobre animais comunitários pode contribuir para compreender o lugar dos animais no universo social? A problemática norteadora permite refletir sobre as controvérsias em torno do estatuto dos animais domésticos, especificamente a população de cães e gatos abandonados que vivem nas ruas, um dos principais focos dos movimentos sociais de defesa animal urbana. Logo, o presente estudo sugere que as comunidades de animais, como exemplo de novos arranjos sociais, revelam a necessidade de pensar a família e a sociedade para além dos coletivos humanos. Bem como, indica a crescente valorização de uma ética em relação aos animais domésticos promovida pela rede de proteção animal urbana, cujo empenho representa um resgate não apenas dos animais em situação de abandono, mas sobretudo, da sociedade para a questão animal. Palavras-chave: antropologia das relações humano-animais; proteção animal; animais comunitários. Introdução A questão animal não tem se caracterizado apenas pela mobilização e representatividade no campo do ativismo político, mas também configura um tema de estudo emergente na antropologia. A temática tem recebido atenção, visto que desestabiliza noções centrais do paradigma científico moderno, desafiando o pesquisador a enfrentar o dilema da centralidade do homem na investigação social, que distancia 1 Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

2 natureza e cultura, e por consequência, aparta das ciências sociais a interação do homem com outras espécies vivas. Assim, sob influência do estruturalismo, bem como da fenomenologia, a antropologia contemporânea tem expressado a necessidade de rever algumas premissas da prática científica, tendo em vista produzir conhecimento para além das divisões conceituais consagradas pela epistemologia naturalista. Essas abordagens expressam a motivação de novas sínteses teóricas que ao mesmo tempo em que desequilibram as fronteiras ontológicas, também possibilitam o diálogo entre áreas do conhecimento localizadas em polos distantes da hierarquia disciplinar. No caso dos estudos humano-animais esse movimento é aparente, devido ao aspecto multidisciplinar da temática. Além do debate com outras áreas, a revisão da literatura aponta a dimensão que as etnografias multiespécies (Kirksey,Hilmreich, 2010) têm assumido em diversas linhas de pesquisa antropológica. A metodologia segue como norte uma visão pós-humanista e pós-doméstica interessada em compreender o homem em relação ao ambiente em que está inserido, assim como, o lugar do animal no âmbito social, considerando os coletivos implicados por agenciamentos humanos e não-humanos (Lestel, 2008). Assim, com o objetivo de contribuir para o debate, em um primeiro momento pretendo com esse artigo visitar as críticas e contribuições da antropologia das relações humano-animais, na tentativa de compreender como as relações interespecíficas tem sido pensadas na atualidade. Partindo disso, tratarei de um caso particular de interação entre humanos e animais de estimação, a partir da análise do trabalho desenvolvido por uma rede de proteção animal de Porto Alegre. Trata-se da rede solidária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que pode ser considerada como um exemplo específico de arranjo social envolvendo coletivos de animais em ambientes urbanos, sob proteção de entidades e/ou de protetores independentes, motivados pela sensibilidade ao problema social do abandono de animais. O campo foi escolhido levando-se em consideração que o resgate e manutenção de animais promovido por protetores independentes ou grupos de defesa animal que atuam em comunidades tanto públicas, quanto privadas, origina-se do fato de serem espaços propícios para o descarte de animais. Em algumas situações, esses locais acabam desenvolvendo estruturas de apoio, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que abriga três entidades de proteção animal, além de um número indefinido de

3 voluntários independentes engajados no cuidado com os cães e gatos que foram descartados nas imediações da Universidade. Logo, tendo delineado o campo etnográfico, o material de análise deste artigo resultou da observação participante realizada a partir de 2014 nas comunidades de apoio aos cães e gatos residentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especificamente no Campus do Vale, assistidos pelos projetos sociais atuantes. Assim como, cabe ressaltar que a motivação para a pesquisa é fruto de minha participação como ativista da rede de proteção animal de Porto Alegre desde Assim, esse estudo também pode ser considerado como uma abordagem auto-etnográfica, tema que tem sido debatido na antropologia desde o interpretativismo de Geertz (1979), e mais recentemente, a partir das abordagens pós-coloniais dos estudos feministas como o de Lila Abu-Lughod (1991) e Marilyn Strathern (1988). Assim como, de antropólogos nativos como Epeli Hau ofa (1993), em torno da necessidade de produzir um texto polivocal, que leve em consideração não apenas a perspectiva nativa, mas sua escrita etnográfica, ou auto-etnográfica, como proponho nesse estudo, a partir da noção definida por Danahay (1997): As a form of self-narrative that places the self within a social context. It is both a method and a text, as in the case of ethnografy. Autoethnography can be done by either an anthropologist who is doing home or native ethnography or by a non-anthropologist/ ethnographer. It can also be done by an autobriographer who places the story of his or her life within a story of the social context in whitch it occurs. (Reed-Danahay, 1997, p. 9) Nesse sentido, tendo em vista considerar aqueles aspectos que vivenciados na prática, tornam-se fundamentais para o tema desse estudo e que não necessariamente foram problematizados a partir da etnografia, além da observação participante, entrevistas não-diretivas e produção do diário de campo realizado durante o levantamento dos dados etnográficos, esse estudo também se sustenta no meu conhecimento como membro da rede em defesa animal de Porto Alegre. Com esse intuito, esse artigo visa compreender o debate em torno do estatuto atual dos animais de rua. Assim, procurou-se refletir sobre as práticas no âmbito da rede em defesa dos animais, bem como, suas negociações com as comunidades onde os animais residem. Portanto, trata-se de considerar o papel das organizações animalistas na construção do fenômeno pet, como também passa por reconhecer a posição da

4 Universidade Federal do Rio Grande do Sul face à realidade de ser um local de descarte de animais, foco do abandono de tutores irresponsáveis, e sua relação com os projetos sociais que atuam no resgate e manutenção desses animais. Por fim, esse estudo também intencionou mapear o processo pelo qual os animais de rua tornam-se pets, tendo em vista o trabalho de transformação corporal e moral proporcionado pelos projetos sociais, que preparam os animais resgatados, com a finalidade de remover seus aspectos "selvagens", produzindo uma nova condição, na qual o animal seja visto como um pet pelos candidatos à adoção. Assim, identifico como desdobramento desse estudo a transformação que se evidencia na passagem do animal de rua para o pet, tendo como foco o papel da rede de proteção animal como etapa intermediária e fundamental no processo de passagem de um estatuto a outro. Nesse sentido, destaca-se a teia de relações e negociações presentes nesse processo, que inicia com o abandono de animais nas imediações da universidade, vistos como objetos que podem ser descartados, para em seguida ser intermediada pela responsabilidade e ética pública (Varner, 2000) das redes sociotécnicas envolvidas com a manutenção e fortalecimento dessas comunidades, nas quais os animais são vistos como sujeitos morais que precisam ser respeitados e assistidos pelos cuidados e afeto humano. Para enfim ser concluído, em caso do processo ter sido bem-sucedido, através da adoção do animal comunitário por uma família responsável, que deverá oferecer e garantir os cuidados com o animal, que continuará sob proteção do projeto, por meio do contrato de adoção assinado em comum acordo entre o adotante e o projeto social, ambos responsáveis pela proteção permanente do animal adotado. Os animais na antropologia O interesse pelas interações entre humanos e outras espécies de animais sempre esteve presente no pensamento científico. No entanto, as considerações modificaram-se muito, de acordo com a época e corrente que dedicou-se ao tema. Tendo em vista a humanidade como bem-maior, tanto a filosofia clássica quanto as correntes científicas modernas trataram os animais a partir de um olhar utilitarista, ao considerar que exercem determinadas funções em benefício dos humanos.

5 Adotada por grande parte dos intelectuais modernos, a visão utilitarista considera que os animais são recursos naturais disponíveis e passíveis de controle nas mais diversas atividades, expostos às condições de vida e finalidade que escolhemos, que por sua vez, responde à demanda do contexto em que estamos inseridos. O enfoque funcionalista é característico da ontologia naturalista, visto que considera a primazia da agência humana frente outras espécies animais. O restante do reino animal é definido por sua falta de intencionalidade, destinado à uma vida subordinada aos instintos naturais, em oposição à humanidade marcada por sua essência dual, formada simultaneamente por processos orgânicos e culturais. Entre as principais considerações sobre esse debate, destaca-se a análise de Descola (2002) ao considerar o dilema entre natureza e cultura como tema central do estruturalismo francês. A tensão em torno dos dois domínios permanece durante toda a obra de Levi-Strauss, podendo ser encontrada nos estudos sobre o parentesco, como as considerações sobre o tabu do incesto e o problema do totemismo. Assim, como crítica ao modelo utilitarista, a antropologia estrutural de Levi- Strauss considerou a questão animal sob o ponto de vista de sua qualidade representacional. Logo, em Le Totémisme Aujourd'hui (1962), o autor conclui que os animais não são necessários apenas à produção da vida material como a tese utilitarista supunha, mas também servem de modelo para classificação, refletindo na criação das categorias simbólicas do pensamento humano. A partir do momento em que desmistificou a crença no pensamento selvagem, demonstrando que a ciência é fruto das mesmas estruturas mentais que permite o desenvolvimento do pensamento mítico, Levi-Strauss abriu caminho para refletir sobre outras alteridades. Ao reconhecer a natureza orgânica dos processos sociais, o autor demonstrou as contradições da ciência moderna, apontando o caráter etnocêntrico de suas proposições. Assim, como decorrência de uma crise do paradigma moderno, surge na antropologia contemporânea uma geração de intelectuais interessados em reagregar as tradicionais oposições. Um bom exemplo desse movimento pode ser verificado na contestação por parte da etnologia no que diz respeito à universalidade da classificação que diferencia humanos de outras espécies de animais e vegetais. Essa proposta pode ser encontrada no perspectivismo ameríndio de Viveiros de Castro (2004). Uma abordagem semelhante é

6 encontrada nos estudos de Descola (2004) sobre os modos de relação com os animais em sociedades animistas. As concepções apresentadas atentam para o fato de que muitas sociedades não compactuam com a divisão ontológica entre humanos e animais. Por isso, o empenho em compreender como outras culturas pensam e se relacionam com as espécies vivas de seu meio, e a partir disso significam suas cosmo-ontologias, acabam por revelar as antíteses da visão naturalista, caracterizada pelo ponto de vista da excepcionalidade da espécie humana, como observou Schafer (2009). Considerando que a paisagem social não pode ser separada do ambiente orgânico, o olhar se direciona para os limites entre humanidade e animalidade, colocando em pauta se a noção de agência pode ser considerada como natureza intrínseca de nossa espécie, ou então uma condição passível de ser acessada por outras formas de vida. Assim, partindo das contribuições da antropologia fenomenológica na compreensão de que o social é construído a partir da experiência de vida, pela percepção e interação com o meio ambiente (Merleau-Ponty, 1969), Ingold propõe pensarmos em um Ambiente Sem Objetos (ASO). Na tentativa de desconstruir as noções clássicas, o autor prioriza o termo "coisas" em lugar de "objetos", partindo da premissa que a agência não é atributo exclusivo da nossa espécie. Além disso, levando em consideração o caráter fluido do processo vital (2012, p. 39), Ingold sustenta a necessidade de reaproximar a investigação social dos processos naturais, por meio de uma educação da atenção (2010, p. 19). Sob outro ângulo, a partir da etnografia com os Runa no Equador, o antropólogo Eduardo Kohn (2007) sugere realizar uma antropologia da vida. Nesse sentido, reconhecer a vida como categoria central de pensamento desvia o dilema entre animalidade e humanidade. Uma tentativa de superar as dicotomias humano/não-humano mente/corpo, forma/substância, pode ser conferida na proposta de Descola (1996) que mantem a lógica dualista, mas numa nova configuração, assumindo a preferência pelos conceitos de fisicalidade e interioridade, que de acordo com o autor seriam noções universais. Para Latour (2004, 2012), superar o congelamento dos domínios constitui o principal desafio da antropologia contemporânea. Esse parece ser o objetivo da Teoria do Ator-rede, que sugere pensarmos num projeto científico capaz de dar conta da dimensão híbrida dos fenômenos sociais, compreendidos a partir da síntese entre agenciamentos humanos e não-humanos. Também cabe ressaltar a crítica de Latour (2011) à epistemologia que considera o desenvolvimento científico apartado da política e a ciência

7 como processo de purificação, visto que o conhecimento científico não está isento de relações de poder. Nesse caso, trata-se de compreender que as fronteiras disciplinares são construções sociais, e que as categorias analíticas não refletem essências puras, mas são ferramentas conceituais à serviço dos modelos cognitivos. Quando definimos taxonomias e isolamos disciplinas para desenvolvermos conhecimento especializado, muitas vezes perdemos de vista a interlocução com outras áreas, e com isso, a possibilidade de acessar novas perspectivas de análise. No entanto, não se trata de afirmar que não devam existir disciplinas ou categorias, mas a proposta de uma antropologia simétrica busca investir no aspecto multidisciplinar e híbrido das configurações sociais. Para Latour, ao invés de partir de um social coerente para explicar sua manifestação, o que importa é seguir as redes de controvérsias e encontrar as associações que configuram essas redes. Assim, considerando que a questão animal suscita questionamentos no campo da teoria antropológica, visto que tensiona o paradigma moderno que instaura a humanidade como valor excepcional da nossa espécie, frente às evidências da crescente incorporação dos animais no cotidiano social, o estado da arte em estudos humano-animais remete à necessidade de pensar a sociedade e a investigação antropológica para além dos coletivos humanos. A questão animal como problema social Alguns estudos tem destacado o impacto que vem ocorrendo na paisagem urbana das sociedades contemporâneas devido à inclusão de animais de estimação no convívio social. Entre as principais transformações evidenciadas está a crescente familiarização de animais de companhia, considerada por alguns antropólogos como uma espécie de "filhotização. A crescente incorporação de animais de estimação em ambientes de sociabilidade, tem despertado o interesse das ciências sociais, motivando a produção e divulgação de pesquisas sobre o universo pet. Essas investigações tem enfatizado o desenvolvimento da indústria pet, que já assume uma posição de destaque no mercado de bens de consumo. Donna Haraway (2007) analisa a dimensão do fenômeno nos Estados Unidos, enquanto Jean-Pierre Digard (2009) indica a mesma situação na França. Isso pode ser percebido pelo crescimento da

8 demanda por especializações veterinárias e pet shops, assim como, pelo aumento de locais que aderiram ao conceito pet friendly. 2 Essas abordagens demonstram que a tendência em antropomorfizar animais de estimação tem resultado em um amplo sistema de procedimentos médicos e estéticos, que define a diversidade de intervenções às quais esses animais, em sua maioria cães e gatos, são submetidos cotidianamente, como bem apontado por Segata (2012), em pesquisa sobre cães com depressão. Nessa mesma direção, encontramos o estudo de Kulick (2009) que analisou as estratégias do mercado das grandes marcas de ração do mercado industrial e as ações de penalização por parte do poder público frente à obesidade de cães de companhia, vista como doença desencadeada pela negligência de seus tutores. Para o autor, o que está em jogo são novas moralidades envolvendo relações interespecíficas capazes de dissolver as fronteiras entre as espécies. Isso pode ser notado pela visibilidade que a questão animal tem assumido na esfera político-midiática, demonstrando uma crescente simpatia da opinião pública pela causa animal. Em comparação com as sociedades complexas, a antropologia também tem produzido investigações pertinentes sobre relações humano-animais em populações indígenas. Levando em consideração o ponto de vista relacional da interação homem/meio, Philippe Erikson (2012) analisa os xerimbabos, a partir da etnografia com os Matis que vivem no sudoeste do Estado do Amazonas. Outra abordagem pode ser conferida na proposta de Felipe Vander Velden (2010) sobre o processo de familiarização de animais, principalmente de cães pelos Karitiana, grupo indígena que habita o Estado de Rondônia. Ambos analisam o processo de adoção dos filhotes de presas capturadas na caça, ou de animais abandonados no âmbito das aldeias que são incorporados pelos grupos indígenas, que assumem uma relação de adoção com os animais resgatados. O problema que surge quando pensamos em animais abandonados é compreender onde se localizam na classificação habitual sobre animais domésticos. Assim, vemos que o quesito proximidade/distância em relação aos seres humanos tem sido o ponto de vista adotado. De acordo com isso, são denominados selvagens ou silvestres aqueles animais com quem mantemos uma significativa distância, enquanto que os animais domésticos se caracterizam pela sua proximidade e inclusão no cotidiano social. A partir dessa 2 São considerados Pet Friendly, os estabelecimentos comerciais ou espaços públicos que permitem a entrada e permanência de animais de estimação no interior do local.

9 classificação preliminar, encontramos ainda mais duas subdivisões: uma que diz respeito à fauna selvagem como aquela composta por animais nativos e animais exóticos, e a segunda diferenciação ocorre no grupo doméstico pela distinção entre animais de criação e animais de estimação. Se reconhecemos que os animais de criação se denominam dessa forma pois de fato são criados pela indústria pecuária e de experimentação animal, a categoria dos animais de estimação não se sustenta, visto que supõe que todos os animais sejam realmente estimados, algo que de fato não se confirma na realidade. Se pensarmos que essa expressão é muitas vezes substituída por animais de companhia, a questão se mantém, pois sugere que todos os animais sejam acompanhados, fato que pode ser igualmente contestado. O problema dessa classificação remete ao problema em torno da noção de domesticidade, que por consequência estipula que selvagens são aquelas espécies de animais que vivem independentemente dos cuidados humanos, enquanto que os domesticados são vistos como nossa responsabilidade, pela qual temos o dever de provêlos com os devidos cuidados. Assim, a questão em torno dos animais abandonados reflete a dificuldade de pensar aqueles indivíduos considerados domésticos que não se encontram em relações de proteção. Essa realidade pode ser observada nos centros urbanos, onde cães e gatos sobrevivem independentes dos cuidados de tutores humanos, despertando indagações éticas sobre o bem-estar desses animais. Considerando isso, os estudos sobre relações humano-animais tem demonstrado um olhar diferenciado para os processos de domesticação. Nesse intuito, cabe ressaltar a visão pós-doméstica de Bulliet (2005) que aponta para uma incoerência na relação das sociedades contemporâneas com seus animais domésticos. Em uma outra abordagem, Digard (2012) atenta que a domesticação trata-se de um processo diverso e contínuo, que pode ser interrompido a qualquer instante, acarretando o retorno dos animais à vida selvagem. Assim como, trata-se de um processo de mão dupla, por meio do qual humanos e animais estão sendo igualmente domesticados. Em diálogo com esses autores, as pesquisas do grupo de pesquisa Espelho Animal tem demonstrado a necessidade de pensar o dilema humano da relação com outras espécies, apontando o contraste entre a domesticação para o consumo e a domesticação para o afeto. Podemos observar esse conflito nos estudos de Lewgoy e Sordi (2012) sobre

10 a disputa entre defensores e críticos do consumo de carne no Brasil. Assim como, parece propício pensar nas novas sensibilidades que estão sendo incorporadas na agenda política por meio da articulação de organizações sociais, órgãos governamentais e opinião pública em favor da causa animal, seja pela perspectiva abolicionista da abordagem de Sordi (2011), ou pelo cunho bem-estarista como dissertou Pastori (2012). No caso dos cães, a questão é ainda mais complexa, ao constatarmos sua longa história de convivência com seres humanos em processos de domesticação, que remonta a anos (Piette, 2002). Em primeiro lugar vemos que representa a maior proximidade dos seres humanos entre as espécies animais, sendo reconhecido como o animal de estimação por excelência, com algumas exceções onde não são condicionados ao convívio íntimo com humanos. Assim como, trata-se da espécie que atrai uma mobilização maior por parte da proteção animal urbana. No entanto, cães abandonados, também são foco de preocupação, sendo considerados como um problema crônico dos centros urbanos. Em comparação com outros indivíduos ou espécies de animais que representam ameaça ao equilíbrio ecológico e/ou social, os animais de rua não ocupam o mesmo status dos pets, integrando a lista sob vigília constante dos órgãos de vigilância sanitária. Visto que na mesma espécie podemos encontrar animais que estão sendo constantemente domesticados, ao passo que outros estão sobrevivendo sem proteção humana, precisamos considerar uma outra dimensão no interior da classificação, que represente a distinção entre animais de estimação e animais de rua. Essa diferenciação é bem perceptível e se define pelo estatuto do animal. A primeira identifica uma tutoria, na qual o animal se encontra sob responsabilidade de seres humanos, enquanto que a segunda indica aqueles animais que vivem sem cuidados permanentes. Como consequência da ausência de proteção, os animais que se encontram nas ruas podem representar um retorno ao comportamento selvagem, suscitando reações de indiferença, descaso, rejeição, crueldade, e inclusive ações de extermínio. Nesse sentido, percebe-se que o estatuto do animal não está automaticamente determinado de acordo com sua espécie. Assim, cães e gatos, vistos como animais domésticos, podem ou não assumir o estatuto pet. Como também, pode ocorrer o oposto quando se encontram em situação de rua e assumem outra posição, mais próxima de espécies vistas como pragas, como é o caso de animais indesejados em ambientes urbanos e animais exóticos invasores.

11 Além disso, compreende-se que os animais de rua transitam entre um polo negativo e um polo positivo dependendo do contexto analisado. De um lado mobilizam a categoria de vítima do abandono, provocando o mal-estar por termos responsabilidade no processo de domesticação da espécie e estarmos rompendo um compromisso que deveríamos honrar. No entanto, a realidade é que não há humanos suficientes interessados em se responsabilizar pelos animais que vivem nas ruas, que considerados como vetores de zoonoses, assumem o status de animal-risco, sobrevivendo com a ajuda das entidades protetoras, empenhadas em políticas de esterilização, abrigagem e guarda responsável via adoção. Visto que são domésticos, porém não se encontram no âmbito da casa como pets, os animais de rua parecem expressar um bom exemplo do problema verificado em casos onde as definições tradicionais não se aplicam. Assim, independente da diversidade de casos verificados em campo onde atuam redes de apoio aos animais abandonados, aquilo que une todas as formas nas quais o fenômeno se manifesta é o fato de serem alvo de relações de proteção, cujo foco é a inserção do animal no cotidiano familiar. Tendo isso em vista, Osório (2011) e Mattos (2012) guiaram suas etnografias para a relevância das ações de grupos de proteção animal em contextos urbanos, com o intuito de compreender práticas que refletem a sensibilidade frente ao abandono e maus-tratos de animais. A relevância desses estudos se confirmam pelo destaque que a questão animal tem expressado na atualidade, integrando de forma expressiva a agenda social das sociedades contemporâneas. Isso pode ser compreendido como fruto de novas sensibilidades em relação aos animais, que tem contribuído para a construção de marcos legislativos, cujos princípios servem de base para o planejamento e execução de políticas públicas e ações da sociedade civil voltadas à proteção animal. Um exemplo disso são as redes solidárias de apoio aos animais abandonados, que podem ser pensadas como uma nova forma de moralidade, na qual os animais começam a ser inseridos nas reflexões sobre normatização do espaço público. Assim como, iniciativas em benefício dos animais tornam-se cada vez mais organizadas, expressando uma economia moral (Fassin, 2009) específica da proteção animal urbana, cujo principal objetivo é o resgate da sociedade para a questão animal.

12 O caso da rede de proteção animal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Situando-se em uma grande área na divisa de Porto Alegre e Viamão, com acesso liberado pela entrada principal e caracterizado pela existência de várias estradas internas que servem para o tráfego entre as unidades, o Campus do Vale é visto como um lugar atrativo para o descarte de animais. Por outro lado, também representa um local privilegiado para observar a dinâmica de uma rede de proteção aos animais domésticos em contextos urbanos, visto que que mobiliza três entidades protecionistas: Bichos do Campus, com atuação desde 1996, Patas Dadas, com início em 2008, e Animal é Tri, a partir de Os três grupos são formados por alunos, funcionários, professores e terceirizados conveniados com a universidade, assim como, de voluntários externos que participam esporadicamente, em diversas funções relacionadas tanto no cuidado direto com os animais, quanto na manutenção dos projetos. Entre as principais ações desenvolvidas pelos projetos sociais estão o resgate e cuidado por meio de assistência veterinária, esterilização, alimentação, adestramento e adoção dos animais que são mantidos pelos integrantes dos projetos locais. O grupo Bichos do Campus é o mais antigo com atuação no Campus do vale desde Quando a questão animal ainda não tinha a visibilidade atual, teve origem a Associação Dos Animais do Campus. Os animais mantidos pelo Bichos do Campus vivem soltos no Campus do Vale, identificados pelo nome do animal e do projeto na coleira, e com pontos fixos para alimentação e abrigo, com exceção daqueles que estão em clínicas veterinárias, casas de passagem ou lares temporários para tratamento, esterilização ou aguardando adoção. O Projeto Patas Dadas foi criado em 2008 e é responsável pelo canil que está localizado no Campus do Vale, onde vivem em torno de 70 cães que são assistidos pelos voluntários em duas escalas diárias, nos sete dias da semana. O projeto destaca-se pela mobilização de mais de 90 voluntários que atuam tanto no cuidado com os animais, quanto nas campanhas para adoção nas mídias e redes sociais, eventos e brechós em benefício dos animais mantidos pelo projeto. Alguns animais do Patas Dadas também vivem soltos no Campus do Vale, e, portanto não há como identificar de qual projeto é o animal, até verificar sua identificação.

13 Durante o trabalho de campo, ainda foram identificados outros pontos onde residem animais comunitários no Campus do Vale, como é o caso dos cães que vivem na Casa do Estudante do Campus do Vale, que são atendidos pelos estudantes moradores da casa e que recebem apoio esporádico do Projeto Animal é Tri. Como também há cães residentes no Colégio de aplicação da UFRGS que estão sob responsabilidade do Bichos do Campus e que desenvolve um projeto permanente de educação para a questão animal na escola. Além desses casos, ainda é preciso considerar a permissão para que moradores que residem no interior do campus tenham animais de estimação, assim como, pela existência de animais que circulam em uma ampla dimensão territorial do campus, tendo em vista que, com exceção do canil, onde estão a maioria dos animais mantidos pelo projeto Patas Dadas, o restante dos animais vivem soltos no espaço acadêmico. Contudo, como estes casos estão relacionados com os projetos já citados, serão considerados como parte da rede de manutenção de animais da UFRGS, coordenada e mantida pelos projetos de proteção animal que atuam no local. O Projeto Animal é Tri teve origem em 2011, e atua na manutenção da comunidade de gatos residente do Campus Central da UFRGS. Porém, o fato de ser integrante do projeto resultou na decisão de focar a pesquisa nos grupos que atuam no Campus do Vale, deixando fora do estudo o caso da comunidade de gatos residente do Campus Central sob responsabilidade do projeto do qual faço parte. No entanto, ressalto que minha experiência pessoal desenvolvida com a proteção animal foi fundamental para o depertar de questões centrais sobre o tema de pesquisa proponho, cujo empenho investigativo tem se caracterizado por um contínuo exercício de transformar o familiar em exótico. O primeiro passo para entender o fenômeno das redes de apoio aos animais consiste em identificar que a origem desse processo está no abandono dos animais. Antes mesmo de traçar o percurso que leva um animal de rua a ser visto como um pet, é preciso destacar que esse animal foi vítima de abandono. Isso se faz necessário, visto que muitas pessoas acreditam que os animais que vivem nas ruas são animais independentes, e por esse motivo sabem sobreviver sozinhos, não dependendo da ajuda humana, ou então que não são passíveis de domesticação. Essa constatação contribui para o abandono de animais, que muitas vezes por problemas comportamentais, e pelo alto custo de um tratamento com especialistas, são abandonados à sua própria sorte.

14 Esse fato é ainda mais evidente, quando pensamos que muitos animais que vivem em cativeiro classificados como selvagens, precisam de um longo período de adaptação para poderem ser introduzidos novamente em seu habitat natural. Assim, a maioria dos animais que são abandonados nas grandes cidades, não sobrevivem, pois acostumados com suas necessidades atendidas pelos humanos, não conseguem se alimentar sozinhos e acabam padecendo por causa da fome, sede e frio. Após a consideração de que os animais que estão nas ruas são vítimas do abandono humano, em seguida é preciso compreender o processo pelo qual um animal de rua torna-se um animal de estimação. O corpo de um cão ou de um gato, animais de companhia mais comuns, expressa quais as condições em que esse animal se encontra. Assim como os indivíduos excluídos socialmente, que vivem nas ruas, e levam sua história de vida marcada no corpo, pelos sinais evidentes da marginalidade, que sensibilizam alguns, no entanto, afastam a grande maioria de pessoas que consideram perigoso o contato com moradores de rua, os cães e gatos residentes das ruas de nossas cidades, também carregam no corpo os sinais do abandono e dos maus-tratos. Por esse motivo, logo percebemos quando estamos na presença de um animal de rua, ele é imediatamente identificado devido à sua aparência física. De acordo com os interlocutores desse estudo, quando um animal desconhecido surge e se estabelece em algum local específico, a primeira reação é observar se está bem cuidado ou não. O primeiro indício é o uso de coleiras que demonstram imediatamente que o animal já recebeu alguma assistência, porém não comprova se ele possui um responsável. O fato de estar com coleira pode ter diversas causas. Ele pode ter fugido do local onde era mantido e acabou se perdendo, ou ainda, pode ter sido abandonado com a coleira para que não seja confundido com um animal de rua, aumentando suas chances de ser resgatado e adotado. Mesmo com a ajuda de grupos nas redes sociais destinados à divulgação de animais perdidos, muitas vezes não há como descobrir às origens do animal perambulante. Um exame mais detalhado de sua aparência talvez possa indicar algumas evidências sobre sua história. Se o animal está magro e com aspecto de fraqueza é sinal que já faz algum tempo que vive nas ruas e sua aproximação e permanência em uma comunidade pode estar relacionado ao fato de não estar em condições de continuar sua rotina de sobrevivência. Nesse caso, vai depender da comunidade aceitá-lo e oferecer os cuidados necessários para que se recupere e possa continuar na rua, ou com sorte, ser

15 adotado. Essa é uma das origens das redes de apoio aos animais, que muitas vezes surge por uma iniciativa de assistência oferecida à um animal de rua, que torna-se membro dessa comunidade, e passa a receber frequentemente os cuidados necessários por parte de pessoas sensíveis à situação de abandono dos animais. Por outro lado, caso o animal esteja bem cuidado, pode ocorrer de ser adotado rapidamente, principalmente se for de raça, ou então o animal após o resgate passa a ser divulgado para adoção. Atualmente com as redes sociais, o processo de adoção de animais resgatados das ruas ficou mais fácil e acessível. Na rede social facebook existem milhares de grupos e páginas destinados à adoção de animais, cujos membros em sua maioria, são protetores independentes, integrantes de organizações sociais de defesa animal, simpatizantes da causa animal, ou então candidatos que buscam adoção de um animal de estimação. Após o resgate, em muitos casos os animais precisam ser isolados dos demais, por motivo de feralidade, ou então por apresentar alguma patologia contagiosa, que demanda um cuidado individualizado ao animal, assim como, uma adoção especial consciente de suas futuras necessidades. No primeiro caso, constatamos que longe de serem animais domésticos por uma natureza inata, a domesticação é fruto de um contínuo sistema domesticatório (Digard, 2012) que pode ser rompida, caso os animais sigam livres da interação com os humanos. Nesse sentido, destaca-se o fato da domesticação ser um fato social, que classifica a relação de distanciamento e proximidade que estabelecemos com as espécies no meio em que vivemos. O segundo caso retoma à questão em torno da correspondência dos diagnósticos humanos em animais, como por exemplo o caso da Aids felina, que tem recebido atenção não apenas da medicina veterinária, mas de toda a rede em defesa dos animais, que vem buscando orientações sobre como detectar e tratar as principais patologias causadoras de óbitos em animais de estimação. Em sequência do resgate, para evitar que os animais sejam vistos como animais de rua, a primeira medida tomada pelos projetos que atuam com os animais comunitários da UFRGS quando resgatam ou encontram um animal abandonado é identificá-lo com um nome e coleira, para que seja incorporado ao grupo e registrado como integrante de um dos projetos. A partir de então esse animal será acompanhado até o fim de sua vida. Essa medida demonstra a necessidade de dar uma identidade ao animal, que muitas vezes também recebe algumas características para compor seu perfil nos anúncios de adoção publicados nas redes sociais. O fato de receber uma identidade, confere ao animal o

16 estatuto pet, que a partir de então possui uma rotina e um status definidos pelos projeto até sua adoção ser concretizada, quando sua responsabilidade passa ao tutor adotante, onde receberá uma nova posição no seio familiar. Logo, observamos a importância do processo de construção do animal como sujeito pessoalizado, para que configure como um pet em potencial. O processo de passagem do animal de rua ao animal de estimação é realizado seguindo todas as etapas necessárias, no sentido de garantir que os animais resgatados passem pelo período de transformação do corpo, e muitas vezes também do comportamento, para então serem vistos como animais de companhia pelos candidatos à adoção. Essa transformação é altamente ritualizada, a partir de diversos procedimentos estéticos, como banho e tosa, assim como pela medicalização de anti-parasitários que são administrados imediatamente após o resgate dos animais. Esses procedimentos são seguidos de tratamento clínico quando há necessidade, vacinação e esterilização obrigatória, respeitando-se a idade permitida que depende da espécie animal. A esterilização e vacinação pode ser realizada pelo projeto responsável ou negociado como condição para confirmar uma adoção, caso o adotante se comprometa. Por último, esses animais serão fotografados e incluídos em anúncios de adoção em diversos meios virtuais, e a partir daí, iniciará seu processo de adoção resposável, por meio de questionário de adoção para conhecer melhor a rotina do candidato à adoção, e, caso a adoção seja confirmada, o animal será levado em sua casa mediante contrato de adoção que garante a proteção permanente do animal adotado. Esses critérios são flexíveis, de acordo com o grupo e situação específica, mas em geral, é seguido um protocolo de adoção para garantir a guarda responsável do animal adotado. Logo, podemos considerar que a transformação do animal de rua em pet, que muitas vezes passa pela condição como animais comunitários é um processo complexo e gradual, que não garante que o animal consiga ser adotado, porém é etapa fundamental para que o sucesso da adoção ocorra. Esse processo pode resultar em dois fins diferentes para os animais assistidos pelos projetos sociais que foram analisados. O fim esperado e comemorado é quando a adoção é concretizada, tendo em vista que o trabalho desenvolvido com os animais abandonados é visto inicialmente pelos protetores como um meio para atingir o fim que se efetiva na adoção. Caso esse fim não se realize, ainda resta a possibilidade de pensar na comunidade de animais como um ambiente onde os animais resgatados e incorporados

17 na coletividade local, possam permanecer vivendo suas vidas da melhor forma possível, livres de fome, sede e frio, assim como de sofrimento ou descaso, enquanto viverem. A etnografia sobre comunidades de animais demonstra que o acesso ao estatuto de animais de estimação realizado através da adoção, é promovido principalmente por protetores independentes ou entidades protecionistas. No caso dos animais que estão sendo mantidos individualmente em ações esporádicas, como muitas vezes não há estrutura previamente negociada para a manutenção, pode ocasionar resistência e desconfiança na comunidade. Além disso, em muitos casos os animais são integrados de tal forma que a adoção não é um objetivo a ser perseguido e os animais continuam a viver na rua permanentemente mantidos por seus cuidadores. 3 Por fim, o caso analisado sugere que para acessar o estatuto de animal de estimação não basta receber os devidos cuidados, mas é preciso estar inserido em um ambiente familiar, recebendo o afeto necessário à condição do animal como membro da família. E isso, para os interlocutores desse estudo, só é possível quando o animal se encontra na segurança de uma adoção responsável. Logo, as redes de apoio não se empenham apenas na manutenção dos animais sob sua responsabilidade, mas também se esforçam para que os animais que tiveram a chance de serem adotados, permaneçam sob proteção permanente, utilizando-se para isso de ferramentas de controle como o contrato de adoção, que é assinado pelo adotante e protetor responsável, tendo em vista garantir o bem-estar do animal. Isso demonstra que essas ações não significam apenas uma proteção para o animal de rua, mas também configuram mecanismos de regulação das moralidades envolvendo animais domésticos em contextos urbanos, constituindo-se ao mesmo tempo como um resgate dos animais para a vida no ambiente íntimo do lar, assim como dos humanos, visto que sensibilizam a sociedade para a responsabilidade com a população de animais desamparados. No que diz respeito às relações estabelecidas com as redes sociotécnicas protecionistas que atuam no Campus do Vale da UFRGS, constatou-se que a atual condição dos projetos sociais precisam ser constantemente negociada, tendo em vista que 3 Isso ocorre na Casa do Estudante do Campus do Vale, na qual alguns estudantes mantém cerca de 8 cães que não possuem responsável definido, no entanto também não se encontram para adoção.

18 muitos indivíduos não gostam de animais, e fazem questão de evitar a convivência com eles. Assim, foi possível detectar consideráveis disputas no campo biopolítico (Foucault, 2008) entre os integrantes do projeto e os funcionários e representantes das instituições envolvidas com o problema do abandono dos animais de rua nas vias públicas, como é o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por ser o locus dessa problemática, assim como, pelo apoio da Secretaria Especial dos Direitos Animais, no que concerne às negociações e alianças pela permanência e manutenção das comunidades de animais no espaço universitário. Isso demonstra que apesar dos animais estarem sendo abandonados no âmbito da universidade, toda a responsabilidade por sua manutenção tem sido da rede atuante no Campus do Vale. Apesar dos dois projetos foco deste estudo configurarem ações de extensão vinculadas à universidade, as negociações em torno do bem-estar desse animais parte sempre da iniciativa dos grupos protetores, que com muito empenho conseguiram desenvolver suas ações no interior da universidade, demonstrando o conflito e o jogo de forças necessário para estabelecer a normatividade do espaço público quando se relaciona com a questão animal. (Blanc, 2003) Quanto à relação dos projetos sociais com a comunidade acadêmica geral, a questão é mais sutil. Os animais não são bem-vindos nas imediações dos estabelecimentos comerciais alimentícios e também são foco de muitas reclamações devido ao fato do canil do Patas Dadas estar instalado atrás do prédio de salas de aulas, representando muito barulho por causa dos latidos dos cães, o que perturba muitas pessoas, e que por esse motivo, posicionam-se contrárias aos projetos sociais que atuam no Campus do Vale. No entanto, também observamos que os animais são constantemente vistos nas salas de aula, e considerados por muitos como mascotes, mesmo que seja ignorado pela maioria, a existência dos projetos de proteção animal que atuam no local, tendo em vista que não há nenhuma placa ou banner informando que existem comunidades de animais incorporadas e assistidas por esses projetos no Campus do Vale. Desse modo, nesse momento da pesquisa, não há como indicar a dimensão das relações entre os animais e a comunidade acadêmica ampliada, porém, é um aspecto considerado e que, por isso, será foco de um empenho etnográfico posterior. Considerações Finais

19 Ao mesmo tempo em que observamos, por um lado, que existe todo um esforço concentrado no convívio desejável com os animais de estimação, no entanto, por outro lado, ainda há muito preconceito na adoção e na interação com os animais abandonados nas ruas, que vistos como pragas, e por esse motivo, desamparados à sua própria sorte, acabam tornando-se vítimas da crueldade humana. A conotação que os animais de rua carregam é de serem animais indesejados, visto que perturbam a ordem pública, levando em consideração que deveriam estar no âmbito privado, sob responsabilidade de um tutor humano. Assim, verifica-se que o drama social característico do dilema brasileiro apontado por Da Matta (1997) entre mundo da casa e mundo da rua, também é evidenciado nas relações com os animais que vivem nas ruas dos centros urbanos, a partir das práticas de maus-tratos cometidos contra os cães, gatos e cavalos, que desmoralizados por sua condição, acabam sendo vistos como verdadeiros estigmas das sociedades contemporâneas. Devido à isso, muitos defendem a proibição da alimentação de animais de rua, ou então, aqueles mais radicais se empenham no extermínio desses animais, como uma tentativa de higienização urbana. Nesse sentido, destaca-se a iniciativa da rede em defesa dos animais de Porto alegre, que apesar de sua diversidade, congrega os mesmos objetivos, que é garantir os direitos e bem-estar dos animais vítimas das mais surpreendentes formas de opressão, exploração e violência que são perpetuadas diariamente contra os animais abandonados. A partir do trabalho muitas vezes voluntário durante o tempo livre, ou então assumido em jornada exclusiva no cuidado e defesa dos animais de rua, os protetores de animais, engajados em políticas de solidariedade, tem mobilizado diversos atores sociais em uma rede sociotécnica complexa que, tem despertado a atenção de outros setores sociais para a cidadania dos animais domésticos, concretizando uma ampla rede de pessoas que trabalham para que os animais resgatados das ruas possam ter a oportunidade de um dia serem adotados. Assim, o caso analisado demonstra que a tendência à familiarização de animais de estimação extrapolou o limite do pet como animal de raça, objeto de consumo da classe média urbana, mas tem se manifestado como uma nova relação entre humanos e seus pets, marcada pela ênfase nos processos de proteção e adoção de animais abandonados, incorporados ao cotidiano da cidade por intermediação de protetores independentes e organizações de defesa animal.

20 Tendo em vista que a condição para ser um animal de estimação não é dada, e sim, construída socialmente, o caso analisado sugere pensar que as redes de apoio aos animais abandonados operam um verdadeiro resgate de afetos, desde o momento que assumem a iniciativa de integrar o animal na comunidade, passando pelo processo de criação de um perfil que será divulgado nas redes sociais, até chegar ao objetivo principal que está na adoção. Assim, podemos concluir que essas relações não tem sido significativas apenas por oferecer os cuidados necessários aos animais de rua, mas principalmente por reestabelecer a responsabilidade dos humanos pelos animais abandonados, visando sua inserção no meio social. Além disso, a análise também sugere que ações de proteção animal, como observado no caso da rede de apoio examinada, podem ser pensadas como reação ao sofrimento social causado pelos inúmeros abandonos que são frequentemente efetuados em locais de descarte, apresentando-se como realidade insuportável para alguns dos interlocutores desse estudo, que resolveram transformar a compaixão pelos animais de rua, em ações concretas em defesa desses animais. Isso pode ser evidenciado a partir do relato de origem do projeto Patas Dadas, que ganhou força após a ocorrência de um massacre de mascotes que viviam no campus, sob os cuidados de alguns estudantes e professores. Por isso, pensar que o cuidado do outro, é um cuidado de si parece pertinente quando se trata de protetores de animais. Isso se evidencia quando percebemos que as ações protecionistas não são fruto apenas da compaixão com o sofrimento vivenciado pelos animais, mas porque a empatia faz com que alguns de nós ao vê-los em sofrimento, sofra na mesma proporção. Por outro lado, vemos que o antropocentrismo não está apenas nos alicerces da ciência moderna, mas também se manifesta no discurso dos movimentos ecológicos (Hurn, 2012), que culpabilizam a espécie humana pelo sofrimento dos animais e ao defender uma posição ética nas relações interespecíficas, inevitavelmente confirmam a centralidade da condição humana. Assim, o enfoque na espécie humana talvez não se expressa apenas na visão daqueles que defendem que a vida dos seres humanos vale mais que a vida de outros seres vivos, como no caso do paradigma moderno, mas de pensar que o valor atribuído à vida das outras espécies parte do reconhecimento da vida humana como condição única, e a partir da qual a própria reflexão se faz possível.

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