PALAVRAS-CHAVE: Questão Social, proteção social, políticas sociais, famílias e redes sociais.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PALAVRAS-CHAVE: Questão Social, proteção social, políticas sociais, famílias e redes sociais."

Transcrição

1 AS NOVAS EXPRESSÕES DA QUESTÃO SOCIAL E AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS: REFLEXÕES PARA O SERVIÇO SOCIAL Rita de Cássia Santos Freitas 1 e Adriana de Andrade Mesquita 2 RESUMO: O presente artigo tem como objetivo problematizar as novas expressões da questão social e o papel das famílias na gestão e superação da crise de (mal) bemestar social que se vive hoje, no Brasil, refletindo sobre as práticas cotidianas desenvolvidas pelos assistentes sociais na garantia dos direitos cidadãos. Assim, temos como eixos: em primeiro lugar, problematizar acerca das múltiplas expressões da questão social no Brasil contemporâneo; em segundo, discorrer sobre proteção social, políticas sociais e as famílias brasileiras; e, por fim, realizar considerações sobre as construções de redes sociais como estratégia de enfretamento da questão social por parte das famílias brasileiras. PALAVRAS-CHAVE: Questão Social, proteção social, políticas sociais, famílias e redes sociais. ABSTRACT: This article aims to discuss the new expressions of "social issue" and the role of families in managing and overcoming the crisis of (bad) social welfare who now lives in Brazil, reflecting on the daily practices of social workers in ensuring citizens' rights. Thus, we have as priorities: first, questioning about the multiple expressions of "social issue" in contemporary Brazil, second, to discuss social protection, social policies and the Brazilian families, and, finally, to considerations about the construction of social networks as a coping strategy of social issues on the part of Brazilian families. KEYWORDS: Social Question, social protection, social policy, families and social networks. 1 Professora Adjunta da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenadora do Núcleo de Pesquisa Histórica sobre Proteção Social/Centro de Referência Documental (NPHPS/CRD-UFF). Graduada em Serviço Social Mestre e Doutora em Serviço Social. 2 Professora substituta da Escola de Serviço Social da UFF. Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Política Social pela UFF e Doutoranda do curso de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo Instituto de Economia da UFRJ.

2 Introdução O presente artigo tem como objetivo problematizar as novas expressões da questão social e o papel das famílias na gestão e superação da crise de (mal) bemestar social que se vive hoje no Brasil, buscando refletir sobre as práticas cotidianas desenvolvidas pelos assistentes sociais em sua luta na garantia dos direitos democráticos e universais dos cidadãos. Nos últimos anos, as crises dos padrões produtivos, da gestão do trabalho e as recentes transformações societárias têm repercutido diretamente nas políticas públicas de proteção social. E, nesse quadro a família é redescoberta como agente de proteção social privado de proteção. Para Pereira-Pereira (2004),... a antiga conjunção de circunstâncias favoráveis às conquistas sociais pelas classes não possuidoras, especialmente após a Segunda Grande Guerra, deixou de existir desde meados dos anos A expansão do consumo de massa com a ajuda da industrialização, do crescimento das atividades produtivas e da distribuição de bens e serviços, realizada por um Estado garantidor de direitos sociais e trabalhistas entrou em declínio. Da mesma forma, o compromisso estatal com o pleno emprego (fortalecedor dos sindicatos), com a segurança no trabalho, com a oferta de políticas sociais universais e com a garantia geral de estabelecimento de um patamar mínimo de bem-estar, vem se desfazendo a passos largos (p.30-31). No período pós década de 1990, em especial, as crises dos sistemas estatais de bem-estar social afetam e ameaçam mais radicalmente as garantias de níveis mínimos de emprego e seus sistemas protetivos, acesso aos direitos assistenciais, a qualidade de saúde pública, educação gratuita como direitos universais. O projeto neoliberal ganhou força e priorizou ações como as de privatização do Estado, internacionalização da economia, desproteção social, sucateamento dos serviços públicos, concentração da riqueza e aumento da pobreza e indigência. Nas palavras de Netto (2006), isso acontece em nome da racionalização, da modernidade, dos valores do Primeiro Mundo etc., vem promovendo (ao arrepio da Constituição de 1988), a liquidação de direitos sociais (denunciados como privilégios ), a privatização do Estado, o sucateamento dos serviços públicos e a implementação sistemática de uma política macro-econômica que penaliza a massa da população (p.18-19).

3 Vivenciamos, assim, um quadro de retração e liquidação dos direitos sociais dos cidadãos, ocasionando no aumento do número de indivíduos, famílias e comunidades que vivem em condições precárias por causa da grande desigualdade social e da redução da qualidade de vida. Com isso, temos o crescimento das desigualdades dos direitos básicos civis, políticas e sociais de massa significativa da sociedade brasileira. Deste modo, no atual contexto de retração dos direitos cidadãos, principalmente dos direitos sociais, outros atores dentre eles, indivíduos, a família e a comunidade são chamados a intervir e são responsabilizados por todos os problemas que estão fora da ação do estado. Segundo Iamamoto, a contrapartida tem sido a difusão da idéia liberal de que o bem-estar social pertence ao foro dos indivíduos, famílias e comunidades (2006, p.3). Assim, a privatização dos sistemas de proteção social e a responsabilização das famílias tornam-se fato. E é neste cenário, que a família é (e sempre esteve) compreendida como instância de gestão e superação da crise de (mal) bem-estar social que se vive hoje nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento. A família, além de assumir suas tradicionais atribuições na sociedade, torna-se responsável por promover cuidados e serviços que deveriam ser ofertados pelo estado de bem estar social. Em suma, na conjuntura atual, a família brasileira retorna a cena enquanto agente importante e central das políticas públicas sociais, haja vista a proliferação dos programas e projetos assistenciais de combate a fome e miséria que tem como alvo a família. Exemplos nesse sentido é o caso dos programas Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada BPC, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, entre outros. Programas esses que são alvos da intervenção dos assistentes sociais. É nesse contexto que floresce o debate sobre as novas expressões da questão social e a centralidade das famílias nas políticas sociais vigentes entre políticos, estudiosos e organizações sociais; emergindo, no contexto internacional, novas formas de sociabilidade via programas sociais marcados pelas idéias da centralização, privatização e focalização, como é o caso dos Programas de Transferência de Renda 3. Assim, temos como eixos: em primeiro lugar, problematizar acerca das múltiplas expressões da questão social no Brasil contemporâneo; em segundo, discorrer sobre proteção social, políticas sociais e as famílias brasileiras; e, por fim, realizar 3 Não será possível aprofundar nos marcos desse artigo uma discussão mais ampla acerca dos programas de transferência de renda.

4 considerações sobre as construções de redes sociais como estratégia de enfretamento da questão social por parte das famílias brasileiras. As novas expressões da questão social e as famílias brasileiras O assistente social tem na questão social a base de sua fundação enquanto especialização do trabalho; ou seja, tem nela o elemento central da relação profissional e realidade. Nesta interface, os assistentes sociais são chamados a intervir nas relações sociais cotidianas, visando à ampliação e consolidação da cidadania na garantia dos direitos civis, políticos e sociais aos segmentos menos favorecidos e mais vulnerabilizados socialmente (trabalhadores, crianças, adolescentes, idosos, portadores de necessidades especiais, mulheres, negros, homossexuais e suas respectivas famílias). É importante salientar que esta questão por muito tempo esteve relacionada à disfunção ou ameaça de alguns indivíduos à ordem social. Seu reconhecimento deuse na segunda metade do século XIX, a partir da emergência da classe operária e seu ingresso no cenário político, na luta em prol dos direitos relacionados ao trabalho e na busca pelo reconhecimento de seus direitos pelos poderes vigentes, em especial pelo Estado. Segundo Iamamoto a expressão questão social diz respeito ao conjunto das expressões das desigualdades sociais engendradas na sociedade capitalista madura, impensáveis sem a intermediação do Estado. Tem sua gênese no caráter coletivo da produção, contraposto à apropriação privada da própria atividade humana o trabalho, das condições necessárias à sua realização, assim como de seus frutos (2001, p.10). Mas, como falamos anteriormente, as crises dos padrões produtivos, da gestão do trabalho e as recentes transformações societárias têm repercutido diretamente nas políticas públicas de proteção social e no surgimento de novas configurações da questão social no cenário brasileiro, em especial, a partir da década de Diante desse quadro, a questão social é redimensionada, sofre alterações e apresenta particularidades e especificidades para a sociedade brasileira no cenário contemporâneo. As profundas alterações do sistema capitalista, que intensifica o processo de exploração e expropriação das classes trabalhadoras, reduzem o papel do Estado na garantia de direitos e promoção de políticas públicas sociais que atendam às

5 necessidades básicas de maior parte da população. Para Iamamoto (2008), esse tipo de ação conduz à banalização do humano, à descartabilidade e indiferença perante o outro, a questão social passa a condensar... a banalização do humano, que atesta a radicalidade da alienação e a invisibilidade do trabalho social e dos sujeitos que o realizam na era do capital fetiche 4. A subordinação da sociabilidade humana às coisas ao capital-dinheiro e ao capital mercadoria, retrata, na contemporaneidade, um desenvolvimento econômico que se traduz como barbárie social (2008, p.125 grifos nosso). Assim, a preferência ao econômico em detrimento ao social das políticas governamentais, tanto nos países centrais como periféricos, tem levado a banalização do humano e radicalização das necessidades sociais. Ou seja, o aumento do desemprego, a instabilidade do trabalho, perda dos direitos trabalhistas, aumento da pobreza, empobrecimento da classe média, privatização dos serviços sociais, inserção das mulheres no setor de serviços, novas 5 configurações familiares (famílias chefiadas por mulheres, aumento da monoparentalidade feminina, etc.) colocam muitos em situação de extrema vulnerabilidade social de pobreza, exclusão e subalternidade que se agrava ante o momento atual de regressão dos direitos sociais. Conforme Mesquita et ali (2010), é nesse quadro, que ganham destaque as famílias pobres e suas questões. Essas famílias aparecem necessariamente como um problema social, principalmente diante da ausência de serviços públicos, como: creches, escolas, saúde, saneamento básico, habitação entre outros. Desse modo, temos a crescente vulnerabilização social das classes trabalhadoras frente ao aumento das desigualdades socioeconômicas que podem levar ao processo de criminalização das famílias pobres, tornando-as num perigo para a sociedade que precisaria ser evitado. Destarte, da mesma forma que crescem as desigualdades, temos o aumento das lutas cotidianas por trabalho digno, acesso a direitos e serviços no atendimento às 4 Capital fetiche se refere ao capital financeiro no atual contexto de mundialização da economia que se apresenta em sua forma plena de desenvolvimento e alienação. O capital fetiche apresenta as finanças como potências autônomas diante das sociedades nacionais, esconde o funcionamento e a dominação operada pelo capital transnacional e investidores financeiros, que atuam mediante o efetivo respaldo dos Estados nacionais sob a orientação dos organismos internacionais, porta-vozes do grande capital financeiro e das grandes potências internacionais. A esfera das finanças, por si mesma, nada cria. Nutre-se da riqueza criada pelo investimento capitalista produtivo e pela mobilização da força de trabalho em no âmbito, ainda que apareça de uma forma fetichizada... (p.109). 5 Vale salientar que colocamos entre aspas NOVAS configurações porque estas não são exatamente novas. O que há de novo é, primeiro, o seu reconhecimento seja legal, seja acadêmico embora, esses diferentes modelos historicamente tenham convivido no Brasil. E segundo, a outra novidade seria o aumento desses perfis.

6 necessidades básicas dos cidadãos, questionamento das diferenças étnico-raciais, gênero, diversidade sexual e religiosa. Questões essas que dão origem aos chamados novos sujeitos, novos usuários, novas necessidades que transformam a sociedade após a década de 1970 (PASTORINI, 2007). Desse modo, diante das mutações ocorridas no sistema capitalista atual, haveria o surgimento de uma nova questão social. Nova por romper com o período capitalista industrial e por metamorfosear, parafraseando Castel (2008), a velha questão social que surgiu para dar conta do fenômeno do pauperismo mais evidente na história da Europa Ocidental, que experimentava os impactos da primeira onda industrializante, no século XIX (NETTO; 2001). Nesse cenário, emerge o debate sobre a nova questão social que passa a ser redescoberta e debatida entre os cientistas sociais, em especial por pensadores da Escola Francesa. Destaque deve ser dado aos principais pensadores sobre o tema, como Pierre Rosavallon (1995) e Robert Castel (1998). Conforme Pastorini, a discussão sobre a existência de uma nova questão social irrompe na Europa e nos Estados Unidos no final da década de 70 e início dos anos 80, quando alguns dos grandes problemas inerentes à acumulação capitalista (como desemprego, pobreza, exclusão), vistos como residuais e conjunturais, durante os Trinta Anos Gloriosos nos países centrais e em alguns periféricos, passam a ser percebidos como problemas que atingem um número não negligenciável de pessoas de forma permanente (2007, p.49-50) Portanto, na obra de Rosavallon (1995), La nueva cuestion social repensando el Estado providencia, o autor enfatiza que existe diferença entre a nova questão social e a velha questão social. As novidades da época pós-industrial implicariam numa ruptura e superação da antiga sociedade capitalista e os principais problemas que dela decorrem (PASTORINI, 2007 e IAMAMOTO, 2008). Indo nessa mesma direção, Castel (1998), em Metamorfoses da Questão Social: uma crônica do salário, coloca que a questão social foi se metamorfoseando e sendo transformada com o passar do tempo, resultado da reestruturação internacional do capitalismo. Logo, isso gerou um grande número de problemas (como o desemprego estrutural de longa duração), que marcam uma ruptura na trajetória do salariado e servem de fundamento para o que o autor coloca como a existência de uma nova questão social (PASTORINI, 2007 e IAMAMOTO, 2008).

7 Esse discurso gerou um acirrado debate no meio acadêmico ao redor do mundo, inclusive no Brasil a partir da década de 1990; quando se deu visibilidade e importância à temática entre os acadêmicos das ciências sociais, em especial entre os profissionais do Serviço Social, que tem a questão social como fundamento e justificação do trabalho profissional especializado. Autores como Marilda Iamamoto (2001), José Paulo Netto (2001), Maria Carmelita Yazbek (2001), Potyara Pereira (2001), Alejandra Pastorini (2007), Marilda Iamamoto (2008) são categóricos em afirmar que não há uma nova questão social, já que se mantêm os traços essenciais da questão social, surgidos no século XIX, cujo fundamento é o trabalho. Eles não foram superados e permanecem até os dias atuais, só que em sua forma mais radical e alienada: na banalização do humano e invisibilidade do trabalho social. Pois, a questão social assume expressões particulares dependendo das peculiaridades de cada formação social e da forma de inserção de cada país na ordem capitalista. Para Netto, inexiste qualquer nova questão social e sim a emergência de novas expressões da questão social que é insuprimível sem a supressão da ordem do capital. A dinâmica societária específica dessa ordem não só põe e repõe os corolários da exploração que a constitui medularmente: a cada novo estágio de seu desenvolvimento, ela instaura expressões sócio-humanas diferenciadas e mais complexas, correspondentes à intensificação da exploração que é a sua razão de ser (2001, p.48). O real problema, na conjuntura atual, está em identificar as expressões emergentes da questão social e sua relação com as modalidades de exploração e expropriação dos direitos cidadãos os direitos civis, políticos, sociais existentes em nossa sociedade e, até então, garantidos em nossa constituição. De acordo com Iamamoto (2006), a atual desregulamentação das políticas públicas e dos direitos sociais desloca a atenção à pobreza para a iniciativa privada ou individual, impulsionada por motivações solidárias e benemerentes, submetidas ao arbítrio do indivíduo isolado, e não à responsabilidade pública do Estado (p.3). Isso resulta na privatização das ações de cuidado e proteção social dos indivíduos. E, falar em privatização de cuidado e proteção social é tocar na esfera do privado, do doméstico, e da família. Esse tipo de ação pode ser caracterizado como uma volta ao passado,

8 uma vez que estabelece um retorno a formas de proteção social articuladas ao mundo privado, a esfera primária das relações. Historicamente, a análise dos sistemas de proteção social que tiveram maior destaque foram aquelas que se voltaram para as sociedades capitalistas européias, a partir de meados do século XX que ocasionou a criação dos sistemas de seguridade social da atualidade cujo traço marcante é a presença do Estado na implantação e gestão desses sistemas. Contudo, acreditamos que ações de proteção social davam sinal de vida muito antes desse período; ampliando o conceito, dessa forma. Antes do processo de institucionalização da proteção social, sempre existiu, nas diversas sociedades (primitivas, feudais e modernas), algum tipo de proteção social entre os homens e mulheres, especialmente na família e nela o papel da mulher é essencial e na comunidade. Sendo ela um dos principais mecanismos de sobrevivência de muitas pessoas: doentes, inválidos, famílias com filhos pequenos, idosos, viúvas, desempregados e pobres 6. Costa aponta que o sistema de proteção social é reconhecido como uma regularidade histórica de longa duração, de diferentes formações sociais, tempos e lugares diversos... Tal orientação permite verificar que diferentes grupos humanos, dentro de suas especificidades culturais, manifestem, nos modos os mais variados de vida, mecanismos de defesa grupal de seus membros, diante da ameaça ou de perda eventual ou permanente de sua autonomia quanto à sobrevivência (1995, p. 99). Este tipo de definição abre espaço para pensar a proteção social não apenas enquanto constituição dos sistemas protecionistas, mas também como uma regularidade histórica de longa duração que dá visibilidade às práticas de proteção existentes no âmbito das famílias e grupos de convívio, na esfera privada. Acerca desta definição, Mesquita et all (2010) reforçam que é justamente este entendimento que abre espaço para pensarmos no papel das famílias e das mulheres na construção de estratégias de sobrevivência. Com isso, estamos falando da obrigatoriedade de se pensar nas ações do mundo privado enquanto esfera de garantia dos mínimos básicos de sobrevivência. Desta forma, problematizar as novas expressões da questão social e o papel das famílias, particularmente das famílias pobres, na gestão e superação da crise de (mal) bem-estar social que se vive hoje no Brasil torna-se basilar para o Serviço Social, 6 Acerca da definição de proteção social ver as obras de Di Giovanni (2008), Castel (1998) e Costa (2002).

9 já que se trata de um profissional que contribui para a ampliação e a consolidação dos direitos cidadãos em sua plenitude. Políticas sociais, famílias brasileiras e o Serviço Social Dentre as diversas literaturas sobre política social no Serviço Social, verificamos que diante das crises nos países capitalistas avançados e em desenvolvimento, a família sempre esteve presente como instância de gestão e superação da crise de (mal) bemestar social em que se vive. Segundo Pereira-Pereira (2004), desde a crise econômica mundial dos anos 1970, a família vem sendo redescoberta como um importante agente privado de proteção social (p.26). Fenômeno também existente mesmo nos países em que o Estado de Bem Estar Social esteva a pleno vigor e possibilitou a saída dessas mulheres para a esfera pública, para inserção no mercado de trabalho e universidades 7. Segundo Mioto, nesses países, a família, especialmente por meio do trabalho não pago da mulher, constitui-se em um dos pilares estruturantes do bem-estar social (2010, p.04). Além disso, pensando a realidade brasileira, vemos que a precariedade dos mecanismos de proteção social e um cotidiano de gênero fazem com que essas famílias sejam as que mais acionem aos benefícios dos programas de transferência de renda (como o Programa Bolsa Família) e também estratégias baseadas na construção de redes sociais (DESSEN e BRAZ, 2000; FONSECA, 2000; COSTA, 2002; FREITAS, 2002). No contexto atual, a discussão acerca da matricialidade sociofamiliar nas políticas sociais dá visibilidade às famílias e o seu papel enquanto promotora da proteção e do bem estar social. Todavia, sabemos que trabalhar com a família é um desafio, por se tratar de um tema extremamente complexo e que se transforma com o passar do tempo e da história; além de ser um tema muito próximo e que nos traz dificuldades metodológicas 8. Nas palavras de Mioto (2010), a família 7 Ver obra de Nadine Lefaucher (1991) e Gisela Bock (1991). 8 Essa intimidade do conceito de família pode causar confusão entre a família com a qual trabalhamos e nossos próprios modelos de relação familiar. Acercamo-nos da família do outro a partir de nossas próprias referências, de nossa história singular. O resultado disso é que tendemos a trabalhar com as famílias desconhecendo as diferenças ou, pior, em muitas situações transformamos essas diferenças em desigualdade ou incompletude (FALLER-VITALE; 2002, p. 46).

10 se constrói e se reconstrói histórica e cotidianamente por meio das relações e negociações que se estabelecem entre seus membros, entre seus membros e outras esferas da sociedade e entre ela e outras esferas da sociedade, tais como Estado, trabalho e mercado. Reconhece-se que, além de sua capacidade de produção de subjetividades, ela também é uma unidade de cuidado e de redistribuição interna de recursos. Tem um papel importante na estruturação da sociedade em seus aspectos sociais, políticos e econômicos e, portanto, não é apenas uma construção privada, mas também pública (p.3) E, falar em família é tocar num tema latente da esfera privada, no papel que as mulheres desempenham dentro dela; sendo ela um dos principais mecanismos de sobrevivência e proteção de muitas pessoas 9 (doentes, inválidos, famílias com filhos pequenos, idosos, viúvas, desempregados e pobres). E como sabemos, por séculos, a história das mulheres foi naturalizada na família por causa de um cotidiano de gênero. Só recentemente, é que a história do cotidiano ganhou espaço de discussão e deu visibilidade a história da esfera privada e dos indivíduos e, nesse processo, à história das mulheres e a dimensão de gênero 10. A função social da família depende em grande parte do lugar que ocupa na organização social e das propostas econômicas, políticas e sociais de cada país. No Brasil, a família sempre ocupou um lugar de destaque, seja como de socializadora de seus membros, aportes psicológico, afetivos e emocionais, onde são absorvidos os valores éticos, humanitários, solidários e culturais, suporte material e financeiro, proteção diante das situações de violência e vulnerabilidade social, saúde. Durante os anos finais do século XIX, a sociedade brasileira passou por grandes transformações: a consolidação do capitalismo; o surgimento dos centros urbanos que ofereciam novas alternativas de convivência social; a ascensão da sociedade burguesa e o surgimento de uma nova mentalidade a da classe burguesa reorganizadora das 9 Embora não possamos nos esquecer que a família, o espaço privado, pode ser também a arena de conflitos e violências, sendo um espaço de disputas de poder. 10 Para Joan Scott, a categoria analítica gênero surge como substituto de mulheres, é igualmente utilizado para sugerir que a informação a respeito das mulheres é necessariamente informação sobre os homens, que implica no estudo do outro. Este uso insiste na idéia de que o mundo das mulheres faz parte do mundo dos homens, que ele é criado dentro e por esse mundo. Esse uso rejeita a validade interpretativa da idéia das esferas separadas e defende que estudar as mulheres de forma separada perpetua o mito de que uma esfera, a experiência de um sexo, tem muito pouco ou nada a ver com o outro sexo. Ademais, o gênero é igualmente utilizado para designar as relações sociais entre os sexos. O seu uso rejeita explicitamente as justificativas biológicas, como aquelas que encontram um denominador comum para várias formas de subordinação no fato de que as mulheres têm filhos e que os homens têm uma força muscular superior. O gênero se torna, aliás, uma maneira de indicar as construções sociais a criação inteiramente social das idéias sobre os papéis próprios aos homens e às mulheres. É uma maneira de se referir às origens exclusivamente sociais das identidades subjetivas dos homens e das mulheres. O gênero é, segundo essa definição, uma categoria social imposta sobre um corpo sexuado (1990, p.4).

11 vivências familiares e domésticas; as modificações do espaço urbano e do estilo de vida; e a efetivação de um novo modelo de família, a nuclear burguesa (D INCAO, 1997). Com isso, a nova sociedade deixou claros os limites de convívio e as distâncias sociais entre a nova classe a burguesa e o povo. A partir do Estado Novo, o governo assumiu uma feição mais humanizada e preocupada com o povo, principalmente com o trabalhador e sua família. É importante enfatizar que os anos quarenta foram anos de grande movimentação na área social. O final do Primeiro Governo Vargas vê emergir um grande número de instituições nesta área (o SENAI, o SESI e a LBA são grandes exemplos). A criação da LBA, em 1942, demarca uma redefinição no Estado brasileiro com a incorporação da pobreza e da miséria ao discurso oficial (FREITAS, 1994). Esse é o mote que gera a necessidade de profissionais preparados para atuar na área social. Assim, a família é ressignificada e torna-se a base e alvo principal das ações do Estado, na tentativa de modificação de seus hábitos e costumes. Assim, o Estado criou medidas que interviesse nas condutas, normas e valores das classes populares, as quais eram vistas como uma patologia social. Conforme Backx, colocava-se no âmbito de ação dos reformadores sociais da República Velha, que tinham em mira a construção de uma nação para o futuro, o padrão de família higiênica em oposição a famílias populares que eram postergadas ao âmbito da patologia social, à medida que o procedimento adotado era o de reconhecer como civilizado os padrões de comportamento das classes dominantes. A conduta manifestada pelas classes populares era vista, por esses atores, como anômica, patológica, promíscua e imoral, contribuindo para a desagregação da família e para a impossibilidade do progresso do país (1994, p.56) As classes populares eram tratadas como promíscua e imoral e que contribuía para a desagregação familiar e atraso do país. Dentro desta lógica, algumas medidas foram fundamentais como as políticas criadas pelo Estado e os discursos dos médicos higiênicos e da religião. Eles contribuíram para a nova face da vida social urbana brasileira e construção de novos conceitos de vida familiar e higiene em geral. Nas expressões de Backx, Tentava-se impor o modelo de família estável como sendo o modelo normativo da moralidade e condição de civilidade. Para impor-se como única e exclusiva forma legítima e reconhecida de organização da vida em sociedade, exigiu-se o sufocamento e a repressão das

12 formas anteriores de sociabilidade e de organização da vida familiar por parte das camadas populares urbanas (1994, p.56 grifos nosso). Nesse quadro, normatizar a família e ressocializá-la seria de suma importância ao país, pois ela era reconhecida como uma célula política básica. Aqui não só os problemas que se referiam ao trabalho interessavam ao Estado, mas tudo o que fazia menção ao cotidiano do trabalhador era uma questão de interesse nacional. E, é nessa ocasião que o serviço social é chamado para intervir junto ao trabalhador e sua família com ações que reafirmavam um padrão extremamente funcional ao sistema capitalista e ao sistema político, econômico e social da época. Isso acontecia ao defender um modelo de família no qual ao homem competia desempenhar o papel de provedor e à mulher a função de alma do lar (BACKX; 1994, p.66). Mas é importante destacar também a necessidade de ver esse momento de forma dialética e perceber o modo como, contraditoriamente, essa inserção no mundo público por parte das mulheres traz alterações para seu cotidiano de gênero. Trata-se de uma história de mulheres que, com todas as limitações (de gênero, de classe, raça) conseguiram criar uma profissão. Destacamos esse comentário por entendermos que muitas vezes estas mulheres são olhadas com o olhar do presente e condenadas por um conservadorismo que, na verdade, não as caracterizou necessariamente 11. Nos dias atuais, a família, parafraseando Pereira-Pereira (2004), retorna a cena política como lócus privilegiado de promoção dos programas e políticas sociais na sociedade capitalista neoliberal. A matricialidade sociofamiliar está presente nas ações, programas e projetos das políticas sociais governamentais. Com isso, tem-se enfatizado o papel da família enquanto promotora do bem estar e proteção social de seus membros. A família volta à cena política, enquanto estratégia de intervenção; e, nela as mulheres continuam sendo as maiores responsáveis pelo cuidado dos filhos e afazeres domésticos. A grande questão dessa centralidade na família é que uma gama de responsabilidade é deixada a cargo das famílias sem que seja levado em consideração e debatido a viabilidade das propostas e os novos arranjos familiares no contexto contemporâneo. Falar em família implica entender o que ela significa e representa na sociedade brasileira e, com isso, atentar para os padrões culturais onde essas famílias se 11 FREITAS, Rita de Cássia Santos et all. "Construindo uma profissão: o caso da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense", Revista Serviço Social e Sociedade, n. 97, São Paulo: Cortez, 2009.

13 inserem. Freitas coloca que definir famílias significa pensar uma realidade em constante transformação e que qualquer análise acerca da família tem de se ater às condições que essas famílias vivem. Não existe a Mãe, assim como não existe a Mulher ou a Família. A construção desses papéis é rasgada a todo instante pelo tecido social em que vivemos. Pensar em família sem ater para as diferenças de classe implica conhecer bem pouco desse objeto de estudo (2002, p. 81). Ou seja, devem-se conhecer os modelos de famílias existentes na sociedade brasileira sob os diversos prismas disciplinares. Estudos sobre a história da família apresentam estruturas e organizações familiares diferentes, a saber: famílias matrilineares ; famílias patrilineares ; famílias poligâmicas ; família patriarcal rural ; família dos escravos ; família dos homens livres ; famílias extensas ; família rural ; família nuclear burguesa ; família conjugal (ALMEIDA 1987; NEDER 1988; COSTA 1989; NUNES 1991). Ainda convém frisar que essas tipologias não se esgotam aqui, sendo difícil pensar a família sem atentar para as questões das redes sociais no Brasil. Conforme Fougeyroullas-Schewebel (1994), a família brasileira, após os anos 60, foi marcada por grandes transformações, ocasionando na diversificação de suas formas e na geração de modelos de famílias 12. Essas transformações das práticas familiares têm relação direta com o aumento da atividade feminina no mercado de trabalho e de sua maior autonomia e inserção na sociedade. Logo, faz-se necessário que se conheçam e levem em consideração as especificidades desses grupos de estudo; e que não sejam estabelecidas generalizações, com a criação de um modelo padrão de família. Pelo contrário, é necessário entendê-las de forma plural, numa multiplicidade de tipos étnico-cultural, que se baseiam em construções que acontecem de forma diferenciada entre os indivíduos de um mesmo grupo. Em vista do que foi mencionado anteriormente, e para fins desse trabalho, entendemos famílias enquanto um processo de articulação de diferentes trajetórias de vida, que possuem um caminhar conjunto e a vivência de relações íntimas, um processo que se constrói a partir de várias relações, como classe, gênero, etnia e idade 12 Famílias monoparentais, famílias conviventes, famílias entre pares homossexuais, entre outros modelos.

14 (FREITAS; 2000, p.8). Diante disso, ao tratar da família contemporânea é essencial refletir sobre questões complexas e realidades que estão em constante transformação. É importante salientar, que historicamente, o Estado brasileiro tem se apropriado e atribuído às famílias co-responsabilidades pelo desenvolvimento dos cidadãos. Por mais que essa relação não fique explícita, isso revela a importância da família esfera privada de proteção como estratégia de proteção social, ao longo da história do país. Em especial, no momento atual em que o debate circula em torno do binômio político universal versos focal. Segundo Pereira-Pereira, No Brasil, país onde se costuma dizer que nunca existiu um Estado de Bem-Estar, por comparação a um suposto esquema coerente, consistente e generoso de bem-estar primeiro-mundista, a afirmação de que não há política de família cai como uma luva. Mas tal afirmação só teria cabimento se, de fato, houvesse uma verdadeira política de família nos países desenvolvidos. Como tal política está impregnada de particularidades culturais, é lícito falar de uma política de família à brasileira e identificar os seus traços principais até porque a não-ação governamental não deixa de ser uma atitude política (2004, p.28). A família é o ponto de partida das reflexões e intervenções sociais entre pesquisadores e gestores públicos. Quadro esse que ganha fôlego, na década de 1990, quando os estados de bem-estar social, especialmente nos países de capitalismo periférico, apontam para dificuldades presentes em sua manutenção diante das atuais crises do capitalismo na atualidade. Retornando à cena a família como ator coresponsável pelo desenvolvimento dos cidadãos. Ou seja, a família volta ao cenário político de discussão, debate e intervenção e torna-se o centro das políticas de proteção social, especialmente das políticas sociais. Para Brant de Carvalho, A família está no centro das políticas de proteção social. Há 20 anos, apostávamos no chamado modelo de Bem-Estar Social, capaz de atender a todas as demandas de proteção. Hoje, nas sociedades em que vivemos, um conjunto de fatores derrubou nossas expectativas e vem exigir soluções compulsoriamente partilhadas entre Estado e sociedade (2003, p.269). De tal modo, de acordo com a autora, a família e as políticas públicas apresentam funções correspondentes e essenciais ao desenvolvimento e proteção social dos indivíduos. Fatores sociais, políticos, culturais e econômicos contribuíram para isso e tem levado a situação de vulnerabilidade social segmentos representativo da

15 sociedade. Percebemos, do mesmo modo, que a família e suas novas configurações, mesmo diante das situações de vulnerabilidade social, continuam a ser o principal eixo de inclusão e proteção social de muitos. E, nesse quadro de transformações, a década de 1990 é emblemática e marca um contexto de Brasil em contra-reforma 13, que obstaculiza e reduz muitos dos direitos e políticas conquistados na Constituição Federal de Essa contra-reforma que atinge, principalmente, as políticas sociais e suprimem os direitos sociais adquiridos. Conforme Yasbek (2001), esse processo se traduz numa refilantropização das políticas sociais, que implica numa precipitada volta ao passado sem esgotar as possibilidades da política pública, na sua formatação constitucional. Transferindo as responsabilidades para a sociedade sob a justificativa do voluntariado da solidariedade e da cooperação e trazendo outros agentes como as famílias e as Organizações Não Governamentais como alternativas eficientes e eficazes na produção do bem-estar social. E, é com essas novas expressões da questão social e configurações estratégicas familiares que os assistentes sociais tem que lidar. Considerações Finais: A construção de redes sociais como estratégias de enfrentamento da questão social Diante do que foi exposto, verificamos que a família tem papel importante diante das novas expressões da questão social no contexto atual. A família e políticas sociais de proteção social apresentam funções correspondentes e essenciais frente a situação de vulnerabilidade social segmentos representativo da sociedade. Mas, além da sua importância nas políticas não podemos esquecer das estratégias que são criadas, como as redes sociais. Com sinalizamos antes, não se pode pensar na questão das políticas sociais de proteção social e família sem atentar para as construções das redes sociais no Brasil. As redes sociais são constitutivas dos processos históricos e culturais do país e perpassa todas as classes sociais, particularmente as famílias empobrecidas, se constituindo enquanto estratégias fundamentais de proteção e sobrevivência. 13 Termo usado por Elaine Behring (2008).

16 Em texto clássico Elizabeth Bott (1976) estudava a realidade de camadas médias norte-americanas e definia por redes sociais a constituição de redes de relações construídas socialmente em diversos graus de conexidade, estabelecidas entre indivíduos ou grupos situados dentro ou fora da família para apoios tanto instrumental (ajuda financeira, divisão de responsabilidades) quanto emocional (afeição, aprovação, simpatia e preocupação com o outro). Também no Brasil, há séculos as mulheres, de classe média e popular, em proporções diferenciadas, criam estratégias, tecidas por trás dos panos, que variam de contexto e independem do poder do Estado. Podem ser citadas a maternidade transferida (COSTA, 2002), as redes de solidariedade e reciprocidade (FREITAS, 2002), a circulação de crianças (FONSECA, 2002). Pensando o caso brasileiro, Sueli Costa (2002) coloca que essas redes são de longa duração e, de certa forma, tardaram a construção de padrões de proteção social que garantisse igualdade de direitos sociais entre homens e mulheres. Para que as mulheres saíssem para a esfera pública, seja para trabalhar ou estudar, tiveram que construir redes sociais, de troca e partilha, com outras mulheres. Desta forma, houve a conformação do que esta autora chama de maternidade transferida que é a forma em que as mulheres atribuírem-se mútuas responsabilidades e delegam as tarefas administrativas de suas casas a outras mulheres. Assim, essas mulheres podem reprogramar o tempo que gastavam com o cuidado com a prole e afazeres domésticos e sair para o espaço público em busca da realização pessoal e profissional (COSTA; 2002). Isso impacta diretamente a configuração das políticas sociais. Rita de Cássia Freitas (2002), ao analisar o caso das mães Acari, aponta para o processo de construção de redes de solidariedade e reciprocidade entre pessoas que apresentam questões em comum. No episódio Acari, a experiência das redes sociais se deu diante da dor de muitas mulheres que se uniram na construção de uma identidade e objetivo comum, a perda de seus filhos que foram chacinados na década de Para a autora, redes de solidariedade e reciprocidade revelam a formação de uma agenda de valores comuns valores que determinam um padrão de sociabilidade e de costumes que tem como substrato idéias e referências acerca da solidariedade e dos direitos humanos, ainda que tais valores não sejam muitas vezes verbalizados com toda força argumentativa por todas elas. Uma existência (de longa duração) levam-nas a ver com extrema naturalidade a

17 socialização dessas formas de redes de proteção social aos seus (p.93). A noção de solidariedade é uma representação social arquitetada por essas mulheres, que em nome dos filhos conquistam a esfera pública para dar visibilidade a sua causa, como também politizar a sua luta como forma de manifestação de sua dor. Do mesmo modo, Claudia Fonseca (2002) coloca que a compreensão da vida familiar no Brasil contemporâneo exige considerar a existência de modelos para além da norma hegemônica, do modelo de família nuclear burguesa, como composições alternativas que se aparecem nos grupos populares, como é o caso da circulação de crianças. A circulação de crianças é um conceito analítico que denomina a permuta e/ou partilha de cuidados e atenção de uma criança entre um adulto e outro. Revelando, assim, que existem outras normalidades que sucedem entre as práticas familiares na sociedade complexa atual. Esse é um exemplo típico de praticas realizadas por toda parte do mundo, sendo adaptada a cada realidade sócio-cultural. Em relação a essa afirmação Freitas coloca que a coletivização seja na troca de favores ou nos cuidados com as crianças (bem como os velhos ou doentes) faz parte das estratégias de sobrevivência elaboradas pela população pobre (2002, p.94). Pois, essas famílias são marcadas por grande instabilidade e vulnerabilidade social que podem ser ocasionadas por situações de separação, morte, dificuldades econômicas; situação essa que pode ser agravada pela ausência ou precariedade de instituições públicas que promovam a proteção social do grupo em questão, a partir da criação de mecanismos de proteção social. Verificamos, assim, que as desigualdades sócio-políticas e econômicas em que vivem muitas famílias restringem o acesso a uma cidadania formal plena. Sendo constituída um outro tipo de cidadania que rege suas relações, que se dá na esfera do informal, fora do alcance do poder público. E, que se torna possível nas relações de proximidade familiar. Pois é esta o principal lócus de sociabilidade e sobrevivência para muitas pessoas. Segundo Brant de Carvalho (2000) é na família que as camadas populares encontram sua condição de resistência e sobrevivência. E nela a mulher se torna basilar para a produção do cuidado e promoção de direitos. Muitas vezes, esta mulher se torna a única responsável pelo lar e pelo cuidado da prole, vivendo em condições de monoparentalidade.

18 As construções de redes sociais, como aspectos culturais e históricos, fazem parte da realidade brasileira. Além disso, evidenciam que a hegemonia do modelo de família nuclear moderno não se exerce da mesma forma em todas as camadas sociais e que outras alternativas familiares insurgem e devem ser reconhecidas e pensadas como estratégias de sobrevivência importante entre as camadas pobres da sociedade brasileira. É importante ressaltar que é na esfera do informal na família, fora do alcance do poder público que elas passaram a ter acesso a possibilidades de garantia do direito à vida e ao direito de ir e vir. Segundo Brant de Carvalho (2000), é na família que as camadas populares encontram sua condição de resistência e sobrevivência. Desta forma, estas mulheres vivem uma cidadania que difere da cidadania formal. Segundo Manzini-Covre (2000) será uma nova cidadania baseada na família enquanto produtora de proteção social, e nesta, a presença feminina é marcante para o acesso a algum tipo de direito. Por fim, acreditamos que os assistentes sociais profissionais qualificados e que tem como pressuposto o compromisso ético de responder com competência às novas exigências das questões surgidas em nosso trabalho cotidiano devem problematizar tais expressões das questões sociais visando uma intervenção qualificada e comprometida com as camadas menos favorecidas de nossa sociedade. Não podemos esquecer que somos profissionais que atuam nas manifestações mais contundentes da questão social, tal como se expressam na vida dos indivíduos sociais de distintos segmentos das classes subalternas em suas relações com o bloco do poder e nas iniciativas coletivas pela conquista, efetivação e ampliação dos direitos de cidadania e nas correspondentes políticas públicas (IAMAMOTO, 2009, p.19). Tomando como referência nosso Código de Ética e o projeto ético político construído pela categoria, entendemos que em relação a essa temática deve ser um de dever ético para nós a superação das contradições e a constituição de novos valores. Para com isso, deixar de banalizar a vida das classes subalternas e não culpabilizá-las pelos infortúnios cotidianos gerados pela situação de pobreza e miséria em que vivem, tão característicos do sistema capitalista. Tal postura possibilita evitar deixar a cargo do privado, da esfera doméstica, da família principalmente das mulheres a responsabilidade e a promoção de cuidados e bem-estar de seus membros, bem como teremos condições de buscar a efetivação da universalidade dos direitos por meio do Estado.

19 Referência Bibliográfica: ALMEIDA, Ângela Maria (org). Pensando a família no Brasil: da Colônia à Modernidade, Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, BACKX, Sheila de Souza. Capítulo II: a família e a construção de um novo povo. In: ---. Serviço Social: Reexaminando sua história. Rio de Janeiro: Editora S.A., 1994 (p ). BEHRING, Elaine Rossetti. Brasil em Contra-Reforma: desestruturação do Estado e perda de direitos. In: ed. São Paulo: Cortez, BOCK, Gisela. Pobreza feminina, maternidade e direitos das mães na ascensão dos Estados Providência ( ). In: FRAISSE, G.; PERROT, M. A história das mulheres no Ocidente. O século XIX. Trad. De M. H. da C. Coelho, I.M. Vaquinhas, L. Ventura, G. Mota. Porto: Afrontamento; São Paulo: EBRADIL, (p ). BOTT, Elizabeth. Família e rede social, Rio de Janeiro: Francisco Alves, BRANT DE CARVALHO, Maria do Carmo. Famílias e Políticas Públicas. In: Famílias: redes, laços e políticas públicas (org.: Ana Rojas Acosta e Maria Amália Faller Vitale), São Paulo: IEE/PUC, BRANT DE CARVALHO, Maria do Carmo. O lugar da família na política social. In: --- (org.). A família contemporânea em debate. São Paulo: EDUC/Cortez, (p.13-22). CASTEL, Robert. As Metamorfoses da Questão Social. Tradução de Iraci D. Peleti. Petrópolis, RJ: Vozes, COSTA, Suely Gomes. Proteção Social, maternidade transferida e lutas pela saúde reprodutiva, Revista Estudos Feministas, v. 10, n. 2, Florianópolis, COSTA, Suely Gomes. Um (ainda) Obscuro Signo da Cultura Profissional: a Proteção Social. In: COSTA, Suely Gomes. Signos em Transformação: a dialética de uma cultura profissional. São Paulo: Cortez, (p ) D INCAO, Maria Angela. Mulher e família burguesa no Brasil, História das mulheres no Brasil, (org.: Mary Del Priore), São Paulo: Contexto, DESSEN, Maria Auxiliadora e BRAZ, Marcela Pereira. Rede social de apoio durante transições familiares decorrentes do nascimento de filhos, Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa, vol. 16 n º 3, Brasília, FALLER VITALE, Maria Amália. Famílias monoparentais: indagações, Revista Serviço Social e Sociedade, n. 71, São Paulo: Cortez, FONSECA, Cláudia. Mãe é uma só? Reflexões em torno de alguns casos brasileiros, Revista Psicologia USP, nº. 2, vol. 13, São Paulo: USP-IP, FOUGEYROLLAS-SCHOWEBEL, Dominique. As relações sociais de sexo: novas pesquisas ou renovação da pesquisa? Revista Estudos Feministas, Florianópolis/SC: CFH/CCE/EFSC, ano 2, nº 1, 1º semestre, 1994, p FREITAS, Rita de Cássia Santos et all. "Construindo uma profissão: o caso da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense", Revista Serviço Social e Sociedade, n. 97, São Paulo: Cortez, 2009.

20 FREITAS, Rita de Cássia Santos. Em nome dos filhos, a formação de redes de solidariedade algumas reflexões a partir do Caso Acari, Revista Serviço Social e Sociedade, n. 71, São Paulo: Cortez, FREITAS, Rita de Cássia Santos. Famílias em transformação: uma realidade atual, Texto Didático, FREITAS, Rita de Cássia Santos. Do Canto da Cigarra ao Trabalho da Formiga a formação do ethos do trabalho no Rio de Janeiro dos anos 30. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Serviço Social/UFRJ, março de IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na cena contemporânea. In : Serviço Social : direitos sociais e competências profissionais. Brasília : CFESS/ABEPSS, IAMAMOTO, Marilda Villela. Serviço Social em tempo de capital fetiche: capital financeiro, trabalho e questão social. In: ed. São Paulo: Cortez, IAMAMOTO, Marilda Villela. As dimensões ético-políticas e teórico-metodológicas no Serviço Social. In: MOTA, Ana Elizabete et ali (orgs.). Revista Serviço Social e Saúde: Formação e Trabalho Profissional; ABEPSS, Organização Pan Americana de Saúde/OMS Brasil; julho de IAMAMOTO, Marilda Villela. A Questão Social no capitalismo. In: Temporalis/ABEPSS. Ano 2, n.3 (jan./jun. 2001). Brasília: ABEPSS, Grafline, LEFAUCHER, N. Maternidade, Família, Estado. In: PERROT, M. e DUBY, G. (org.:) História das Mulheres no Ocidente. Porto: Ed. Afrontamento; São Paulo: Ebradil, 1994 ( ). MANZINI-COUVRE, Maria de Lourdes. A família, o feminino, a cidadania, e a subjetividade (um finale com Clarice Lispector), A família contemporânea em debate (org.: Maria do Carmo Brant), São Paulo: Cortez/EDUC, MESQUITA, Adriana ett all. Famílias negligentes ou negligenciadas? Reflexões sobre proteção social, Ações socioeducativas: municipalização das medidas em meio aberto do Estado do Rio de Janeiro (org.: ABADALLA, Janaina ett all), Rio de Janeiro: DEGASE, MIOTO, Regina Célia Tamaso Família e Assistência Social: subsídios para o debate do trabalho dos assistentes sociais. In: DUARTE, Marco José de Oliveira; ALENCAR, Mônica Maria Torres (orgs.). Família & Famílias: práticas sociais e conversações contemporâneas. Lumen Juris editora; NEDER, Gizlene. Ajustando o Foco das Lentes: um novo olhar sobre a organização das famílias no Brasil,Família Brasileira: a base de tudo. Silvio Manoug Kaloustian (Org.). 3 ed. São Paulo: Cortez, Brasília: UNICEF, NETTO, José Paulo. A construção do projeto ético-político do serviço social. In: MOTA, Ana Elizabete et ali (orgs.). Revista Serviço Social e Saúde: Formação e Trabalho Profissional; ABEPSS, Organização Pan Americana de Saúde/OMS Brasil; julho de NETO, José Paulo. Cinco Notas a propósio da Questão Social. In: Temporalis/ABEPSS. Ano 2, n.3 (jan./jun. 2001). Brasília: ABEPSS, Grafline, NUNES, Silvia Alexim. A medicina social e a questão feminina. Physis, n º 1, vol. 1, Rio de Janeiro: IMS/UERJ; Relume-Dumará, 1991 YAZBEK, Maria Carmelita. Pobreza e exclusão social: expresses da questão social no

Proteção social na alta vulnerabilidade: o caso das famílias monoparentais femininas em análise

Proteção social na alta vulnerabilidade: o caso das famílias monoparentais femininas em análise Anais do I Simpósio sobre Estudos de Gênero e Políticas Públicas, ISSN 2177-8248 Universidade Estadual de Londrina, 24 e 25 de junho de 2010 GT 4. Gênero e programas de combate à pobreza Coord. Cássia

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Serviço Social/Londrina, PR Ciências Sociais Aplicadas Ética e Serviço Social

Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Serviço Social/Londrina, PR Ciências Sociais Aplicadas Ética e Serviço Social O materialismo-histórico dialético e o projeto ético-político do Serviço Social: algumas aproximações Emelin Caroline Tarantini Cremasco (PIBIC/CNPq-UEL), Olegna Souza Guedes (Orientadora), e-mail: olegnasg@gmail.com

Leia mais

POLÍTICA SOCIAL, FAMÍLIAS E GÊNERO TEMAS EM DISCUSSÃO

POLÍTICA SOCIAL, FAMÍLIAS E GÊNERO TEMAS EM DISCUSSÃO POLÍTICA SOCIAL, FAMÍLIAS E GÊNERO TEMAS EM DISCUSSÃO Rita de Cássia Santos Freitas 1 Nívia Valença Barros 2 Cenira Duarte Braga 3 Adriana de Andrade Mesquita 4 Lia Canejo 5 Eixo Temático: Eje III: Intelectualidad

Leia mais

PALAVRAS-CHAVES: PROTEÇÃO SOCIAL, FAMÍLIAS E REDES SOCIAIS

PALAVRAS-CHAVES: PROTEÇÃO SOCIAL, FAMÍLIAS E REDES SOCIAIS PROTEÇÃO SOCIAL À INFANCIA E ADOLESCENCIA POBRE NO BRASIL Pensando redes sociais AUTORAS: Rita de Cássia Santos Freitas, Cenira Duarte Braga, Nívia Valença Barros, Lia Canejo Diniz Barros, Adriana de Andrade

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A CENTRALIDADE NA FAMÍLIA

O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A CENTRALIDADE NA FAMÍLIA O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A CENTRALIDADE NA FAMÍLIA Antonia Alves Vanzetto RESUMO A Assistência Social reconhecida como Política Pública na Constituição Federal/1988, através dos artigos

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1

Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Contribuição sobre Economia solidária para o Grupo de Alternativas econômicas Latino-Americano da Marcha Mundial das Mulheres Isolda Dantas 1 Economia solidária: Uma ferramenta para construção do feminismo

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A 9 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cód. 19/A QUESTÃO 16 O Capítulo II das Entidades de Atendimento ao Idoso, da Lei nº 10.741, de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, coloca no Parágrafo Único

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Serviço Social e o Trabalho Social em Habitação de Interesse Social. Tânia Maria Ramos de Godoi Diniz Novembro de 2015

Serviço Social e o Trabalho Social em Habitação de Interesse Social. Tânia Maria Ramos de Godoi Diniz Novembro de 2015 Serviço Social e o Trabalho Social em Habitação de Interesse Social Tânia Maria Ramos de Godoi Diniz Novembro de 2015 Sobre o trabalho social O trabalho social nos programas de, exercido pelo (a) assistente

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO.

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. Resumo Paula Lopes Gomes - Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: paulagomes20@msn.com

Leia mais

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995)

Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) Declaração de Pequim adotada pela Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres: Ação para Igualdade, Desenvolvimento e Paz (1995) 1. Nós, os Governos, participante da Quarta Conferência Mundial sobre as

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007).

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). Anexo 1. Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). I. Disciplinas Obrigatórias SOCIOLOGIA CLÁSSICA Os paradigmas sociológicos clássicos (Marx, Weber, Durkheim).

Leia mais

AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO.

AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO. AS CONDICIONALIDADES DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOB UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO. Lina Penati Ferreira 1 - li.penati@hotmail.com Universidade Estadual de Londrina GT 8- As interface entre teoria democrática,

Leia mais

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias

O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias O Envelhecimento Populacional e as Repercussões na Política de Saúde e nas Famílias Daiana de Aquino Hilario Machado * RESUMO: Neste artigo estaremos discutindo sobre as repercussões do envelhecimento

Leia mais

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos.

Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Avanços na Assistência Social brasileira: o trabalho multidisciplinar e a prática com grupos. Autores Aline Xavier Melo alinexaviermelo@yahoo.com.br Juliana Roman dos Santos Oliveira ju_roman@hotmail.com

Leia mais

6 Considerações finais

6 Considerações finais 6 Considerações finais Este pesquisa objetivou investigar como vem se caracterizando o processo de reforma psiquiátrica em Juiz de Fora e suas repercussões no trabalho dos assistentes sociais no campo

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000

Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Terceiro Setor - fator de confluência na ação social do ano 2000 Alceu Terra Nascimento O terceiro setor no Brasil, como categoria social, é uma "invenção" recente. Ele surge para identificar um conjunto

Leia mais

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV

SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SERVIÇOS DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SCFV SOCIOASSISTENCIAL X SOCIOEDUCATIVO SOCIOASSISTENCIAL apoio efetivo prestado a família, através da inclusão em programas de transferência de renda

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS

EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS Círculo de Cultura: Eixo 1 - A educação que emancipa frente às injustiças, desigualdades e vulnerabilidades. EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS Cezar Luiz De Mari

Leia mais

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL

Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL Portfólio Easy to Learn SERVIÇO SOCIAL ÍNDICE Pensamento Social...2 Movimentos Sociais e Serviço Social...2 Fundamentos do Serviço Social I...2 Leitura e Interpretação de Textos...3 Metodologia Científica...3

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO 1.ª SÉRIE MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: BACHARELADO SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 07 (SETE)

Leia mais

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes Plano Decenal dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Diretriz 01 - Promoção da cultura do respeito e da garantia dos direitos humanos de

Leia mais

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES O DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES Josefa Adelaide Clementino Leite 1 Maria de Fátima Melo do Nascimento 2 Waleska Ramalho Ribeiro 3 RESUMO O direito à proteção social

Leia mais

PROTEÇÃO SOCIAL: notas críticas sobre a interface entre Estado e família na contemporaneidade. Palavras-Chave: proteção social, família, Estado.

PROTEÇÃO SOCIAL: notas críticas sobre a interface entre Estado e família na contemporaneidade. Palavras-Chave: proteção social, família, Estado. UFMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS III JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍCAS PÚBLICAS QUESTÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO NO SÉCULO XXI 1 PROTEÇÃO SOCIAL: notas

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

SEMINÁRIO NACIONAL DE SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA SOCIAL

SEMINÁRIO NACIONAL DE SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA SOCIAL SEMINÁRIO NACIONAL DE SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA SOCIAL SERVIÇO SOCIAL E A SAÚDE DO TRABALHADOR: ATUAÇÃO NO BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE Profª Drª: Jussara Maria Rosa Mendes Professora do Curso de Serviço

Leia mais

PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL

PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL PROJETOS DE GERAÇÃO DE TRABALHO E RENDA, UMA INSERÇÃO INFORMAL NO MERCADO, SOBRE POSSIBILIDADES DE INCLUSÃO SOCIAL Luana Vianna dos Santos Maia Tatiane da Fonseca Cesar Resumo: O artigo apresentou uma

Leia mais

Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas. Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail.

Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas. Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail. Os direitos das crianças e adolescentes no contexto das famílias contemporâneas Ana Paula Motta Costa anapaulamottacosta@gmail.com Pressuposto: Direito à Convivência Familiar, um direito fundamental de

Leia mais

Incubadoras Sociais: O Assistente Social contribuído na viabilização de uma nova economia.

Incubadoras Sociais: O Assistente Social contribuído na viabilização de uma nova economia. Incubadoras Sociais: O Assistente Social contribuído na viabilização de uma nova economia. Autores: Ana Claudia Carlos 1 Raquel Aparecida Celso 1 Autores e Orientadores: Caroline Goerck 2 Fabio Jardel

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE

SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE SECRETARIA MUNICIPAL ADJUNTA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-SUAS TRABALHANDO EM REDE CONCEITO DE REDE Para as Ciências Sociais: conjunto de relações sociais entre um conjunto

Leia mais

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 SOUZA, M. A. 2 ZAMPAULO, J. 3 BARROS, D. R. B. Resumo: Com esse breve estudo buscou se refletir sobre as mudanças que a família tem vivenciado no contexto social. Procura

Leia mais

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social PAPÉIS COMPETÊNCIAS PAPÉIS E COMPETÊNCIAS O SERVIÇO PSICOSSOCIAL NO CREAS... O atendimento psicossocial no serviço é efetuar e garantir o atendimento especializado (brasil,2006). Os profissionais envolvidos no atendimento

Leia mais

TRABALHO COMO DIREITO

TRABALHO COMO DIREITO Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 CEP: 05403-000 São Paulo SP Brasil TRABALHO COMO DIREITO () 04/12/2013 1 O direito ao trabalho no campo da Saúde Mental: desafio para a Reforma Psiquiátrica brasileira

Leia mais

HELENA NAVARRO GIMENEZ

HELENA NAVARRO GIMENEZ HELENA NAVARRO GIMENEZ O ASSISTENTE SOCIAL NA GESTÃO ESTADUAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL NESSE ESPAÇO DE ATUAÇÃO O presente artigo tem por objetivo

Leia mais

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR NA ASSISTENCIA SOCIAL: UMA PROPOSTA DE METODOLOGIA PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO Subsecretaria de Assistência Social e Descentralização da Gestão O PAIF NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS

PAIF. Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Secretaria Nacional de Assistência Social Programa de Atenção Integral à Família - PAIF CRAS PAIF IMPORTANTE INTERRELAÇÃO ENTRE PAIF E CRAS CRAS O

Leia mais

OS FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL NO SÉCULO XXI

OS FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL NO SÉCULO XXI OS FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL NO SÉCULO XXI Ariana Célis Leite Lívia Hernandes de Carvalho Lívia Moura Marinho Thiago Agenor dos Santos de Lima RESUMO: O presente artigo tem como

Leia mais

MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE

MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE MÁRCIO FLORENTINO PEREIRA DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL EM SAÚDE BRASÍLIA 2013 1 1. CAPITALISMO E A BAIXA INTENSIDADE DEMOCRÁTICA: Igualdade apenas Jurídica e Formal (DUSSEL, 2007), Forma

Leia mais

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior

Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL. Prof. José Junior Unidade II FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL Prof. José Junior O surgimento do Serviço Social O serviço social surgiu da divisão social e técnica do trabalho, afirmando-se

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE FACULDADE ATENAS MARANHESE DIRETORIA ACADÊMICA NÚCLEO DE ASSESSORAMENTO E DE DESENVOLVIMENTO PEDAGÓGICO - NADEP PROGRAMA INSTITUCIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÃO

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais. III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Ações Inclusivas de Sucesso Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Anais III Seminário Internacional Sociedade Inclusiva Ações Inclusivas de Sucesso Belo Horizonte 24 a 28 de maio de 2004 Realização: Pró-reitoria de Extensão

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E OS REBATIMENTOS DAS TRANSFORMAÇÕES CONTEMPORÂNEAS: A DIMENSÃO POLÍTICA DA PROFISSÃO

O SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E OS REBATIMENTOS DAS TRANSFORMAÇÕES CONTEMPORÂNEAS: A DIMENSÃO POLÍTICA DA PROFISSÃO O SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E OS REBATIMENTOS DAS TRANSFORMAÇÕES CONTEMPORÂNEAS: A DIMENSÃO POLÍTICA DA PROFISSÃO Evelyn Secco Faquin Resumo: O presente trabalho tem como objeto o Serviço Social brasileiro,

Leia mais

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

Currículo nº2 DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº2 Reconhecido pelo Decreto Federal n 82.413, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 1064, de 13.04.11 DOE

Leia mais

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE SERVIÇO SOCIAL Turno: INTEGRAL Currículo nº Reconhecido pelo Decreto Federal n 8.1, de 16.10.78, D.O.U. nº198 de 17.10.78. Renovação de Reconhecimento Decreto Est. nº. 106, de 1.0.11 DOE nº 85

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO

O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO O PROGRAMA ASSISTÊNCIA SÓCIO-JURÍDICA E OS DIREITOS DO IDOSO Maria Salete da Silva Josiane dos Santos O Programa Assistência Sócio-Jurídica, extensão do Departamento de Serviço Social, funciona no Núcleo

Leia mais

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades 1 Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades A Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT existe desde 1986. Neste período houve muitos avanços na organização das

Leia mais

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL

TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO SUAS IRACI DE ANDRADE DRA. SERVIÇO SOCIAL OBJETIVO DO CURSO Capacitar trabalhadores da assistência social para a utilização dos instrumentos técnico-operativos trabalho

Leia mais

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2 O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF), NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) E SUA INTERFACE COM O PROGRAMA DE ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA (PAIF) DO SISTEMA ÚNICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUS) Elaine

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS

A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS A Política Nacional de Assistência Social na Perspectiva do Sistema Único - SUAS Deliberação da IV Conferência Nacional; Garantia de acesso aos direitos socioassistenciais; Modelo democrático e descentralizado

Leia mais

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL

PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL PRÁTICAS E PERSPECTIVAS DE DEMOCRACIA NA GESTÃO EDUCACIONAL Coleção EDUCAÇÃO SUPERIOR Coordenação editorial: Claudenir Módolo Alves Metodologia Científica Desafios e caminhos, Osvaldo Dalberio / Maria

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO DE REFERÊNCIA TÉCNICA EM PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA E POLITICAS PÚBLICAS: UMA APROXIMAÇÃO DO CRPRS COM O MEIO ACADÊMICO

Leia mais

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia

Atuação do psicólogo na Assistência Social. Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Atuação do psicólogo na Assistência Social Iolete Ribeiro da Silva Conselho Federal de Psicologia Concepção de Assistência Social Assistência social direito social e dever estatal Marco legal: Constituição

Leia mais

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO PONTAGROSSENSE DE REABILITAÇÃO AUDITIVA E DA FALA (CEPRAF) TRENTINI, Fabiana Vosgerau 1

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que:

CARTA DE BRASÍLIA. Com base nas apresentações e debates, os representantes das instituições e organizações presentes no encontro constatam que: CARTA DE BRASÍLIA Contribuições do I Seminário Internacional sobre Políticas de Cuidados de Longa Duração para Pessoas Idosas para subsidiar a construção de uma Política Nacional de Cuidados de Longa Duração

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: DIREÇÃO SOCIAL. Rafael TEIXEIRA DO NASCIMENTO. 1 Valderes MARIA ROMERA 2

SERVIÇO SOCIAL NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: DIREÇÃO SOCIAL. Rafael TEIXEIRA DO NASCIMENTO. 1 Valderes MARIA ROMERA 2 SERVIÇO SOCIAL NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: DIREÇÃO SOCIAL. Rafael TEIXEIRA DO NASCIMENTO. 1 Valderes MARIA ROMERA 2 RESUMO: O capitalismo financeiro está fortemente projetado na sociedade contemporânea,

Leia mais

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO

A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO A QUESTÃO DA POBREZA NA SOCIEDADE DE CLASSES E SEU ACIRRAMENTO NO NEOLIBERALISMO Maria Cristina de Souza ¹ Possui graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas -PUCCAMP(1988),

Leia mais

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES TERCEIRA AÇÃO INTERNACIONAL Autonomia econômica das mulheres Autonomia econômica das mulheres se refere à capacidade das mulheres de serem provedoras de seu próprio sustento,

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL

FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL Jéssica Caroline Medeiros SILVA 1 RESUMO: O presente estudo traz à discussão a família, visualizando-a na perspectiva critica como uma construção histórica. Analisamos

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

LIDERANÇA NO AMBIENTE EDUCACIONAL E IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL:

LIDERANÇA NO AMBIENTE EDUCACIONAL E IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL: LIDERANÇA NO AMBIENTE EDUCACIONAL E IDENTIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL: A Primeira Etapa da Educação Básica CÉLIA REGINA B. SERRÃO EXERCÍCIO UM OLHAR UMA DADA COMPREENSÃO lócus específico trajetória profissional

Leia mais

Solidariedade versus interesses nacionais no contexto de comunidades de países

Solidariedade versus interesses nacionais no contexto de comunidades de países Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Solidariedade versus interesses nacionais no contexto de comunidades de países Samira Santana de Almeida 1. Apresentação RELATÓRIO O presente

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL Proposta I Fomentar a criação de grêmios estudantis, fóruns de juventude, diretórios centrais de estudantes,

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80

SERVIÇO SOCIAL. Disciplina: Metodologia Científica. Número de créditos: 04. Carga horária: 80 Disciplina: Metodologia Científica SERVIÇO SOCIAL Ementa: Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia Número âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O conhecimento e suas formas.

Leia mais

A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA.

A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA. A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE NA APAM-ASSOCIAÇÃO DE PROMOÇÃO A MENINA DE PONTA GROSSA. SILVA, Jessica Da¹. NADAL, Isabela Martins². GOMES, R.C. Ana³. RESUMO: O presente trabalho é referente à prática

Leia mais

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte PPCAAM Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente Secretaria de Direitos Humanos Presidência

Leia mais

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB (ASFORA, R. V. S.) - Raphaella Viana Silva Asfora/Autora ¹ Escola Superior da Magistratura

Leia mais

ENSINO E PESQUISA: EDUCAÇÃO, TRABALHO E CIDADANIA 1

ENSINO E PESQUISA: EDUCAÇÃO, TRABALHO E CIDADANIA 1 1 ENSINO E PESQUISA: EDUCAÇÃO, TRABALHO E CIDADANIA 1 Cristiano Pinheiro Corra 2 Lorena Carolina Fabri 3 Lucas Garcia 4 Cibélia Aparecida Pereira 5 RESUMO: O presente artigo tem como objetivo suscitar

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes. Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SUAS e legislações pertinentes Profa. Ma. Izabel Scheidt Pires REFERÊNCIAS LEGAIS CF 88 LOAS PNAS/04 - SUAS LOAS A partir da Constituição Federal de 1988, regulamentada

Leia mais

2. Projeto Ético-Político do Serviço Social

2. Projeto Ético-Político do Serviço Social Projeto Ético-político do Serviço Social: a passagem do âmbito da possibilidade ao âmbito da efetividade Cláudia Mônica dos Santos Discente: Janaina Menegueli Início: agosto de 2013. Objeto: Projeto Ético-político

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR Irma Martins Moroni da Silveira FALAR DA CONTEMPORANEIDADE É REFLETIR SOBRE O TEMPO PRESENTE Falar do hoje da Assistência Social; Como

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

Rosimeire Ap. Mantovan rosimantovan@uol.com.br. Escola de Governo Novembro/15

Rosimeire Ap. Mantovan rosimantovan@uol.com.br. Escola de Governo Novembro/15 Rosimeire Ap. Mantovan rosimantovan@uol.com.br Escola de Governo Novembro/15 AÇÃO SOCIAL COM FORTE ATUAÇÃO DA IGREJA ENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL AUSÊNCIA DO ESTADO AÇÕES FOCALIZADAS E FRAGMENTADAS

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Cozinha Escola Borda Viva

Mostra de Projetos 2011. Cozinha Escola Borda Viva Mostra de Projetos 2011 Cozinha Escola Borda Viva Mostra Local de: São José dos Pinhais Categoria do projeto: I - Projetos em implantação, com resultados parciais Nome da Instituição/Empresa: Associação

Leia mais

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social: instrumentais técnico-operativos no Serviço Social. CRAS CONSULESA HELENA VAN DEN BERG - CASTRO/ PARANÁ

VIII Jornada de Estágio de Serviço Social: instrumentais técnico-operativos no Serviço Social. CRAS CONSULESA HELENA VAN DEN BERG - CASTRO/ PARANÁ VIII Jornada de Estágio de Serviço Social: instrumentais técnico-operativos no Serviço Social. CRAS CONSULESA HELENA VAN DEN BERG - CASTRO/ PARANÁ DUCHEIKO, Angelina do Rocio 1 RODRIGUES, Camila Moreira

Leia mais

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição.

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição. A FAMÍLIA E ESCOLA Profa.Dra.Claudia Dechichi Instituto de Psicologia Universidade Federal de Uberlândia Contatos: (34) 9123-3090 (34)9679-9601 cdechichi@umnuarama.ufu.br A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO

Leia mais

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO

O BRASIL SEM MISÉRIA APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO O BRASIL SEM MISÉRIA O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome decidiu organizar este livro por vários motivos. Um deles é evitar que o histórico da construção do Plano Brasil

Leia mais

O trabalho social com famílias. no âmbito do Serviço de Proteção e. Atendimento Integral à Família - PAIF

O trabalho social com famílias. no âmbito do Serviço de Proteção e. Atendimento Integral à Família - PAIF O trabalho social com famílias no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF Contexto Social: Acesso diferencial às informações Uso e abuso de substâncias psicoativas Nulo ou

Leia mais