Monsaraz recebe visitantes com livros e aguarelas

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1 Ciência & Tecnologia Afonso de Almeida escreve sobre saúde ambiental ~ páginas 16 e 17 Reguengos de Monsaraz Iniciados do Atlético chegam à fase final de basquetebol, a realizar em Faro. Participam: FC Porto, Galitos de Aveiro, Queluz, CAB Madeira, Angra Basquetebol (Açores) e Atlético Sport Clube/BVRM - Terras d'el Rei ~ página 3 1 Ano II Nº 14 Junho Alentejo encerra 42 escolas do 1.º ciclo do ensino básico ~ página 3 Monsaraz recebe visitantes com livros e aguarelas Portel A entrevista com o cineasta Lauro António ~ páginas 22 e 23 PCP Évora quase desapareceu do mapa dos eventos culturais DP ~ página 6 Gonçalo M. Tavares, Luís Carmelo, António Almeida, Ana Pagará e Jorge Serafim animam a iniciativa Monsaraz com Livros'07. De 1 a 10 de Junho, a vila medieval conta com várias actividades de promoção da leitura, numa organização conjunta da Livraria Sítio das Letras e Junta de Freguesia de Monsaraz Monsaraz com Livros'07 arranca no dia 1 de Junho com a inauguração da Feira do Livro e da exposição de aguarelas de Luís Ançã - «Teus olhos são peixes verdes», na Igreja de Santiago. A inauguração, prevista para o final da tarde, marca o arranque de dez dias que serão preenchidos com encontros com os leitores, mas também com um debate sobre a reforma do sector do vinho e com uma conferência sobre cidadania e desenvolvimento das comunidades. A iniciativa, que os organizadores pretendem fixar como anual, conta com o apoio de três órgãos de comunicação social (Diário do Sul, RC Alentejo e Notícias Alentejo) e de várias instituições com ligações à região - Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo, Amieira Marina, Restaurante Casa do Forno e Casa D. Antónia, entre outros. ~ páginas centrais Universidade» Portugueses procuram cursos de medicina em Badajoz ~ página 10

2 2 e ntrada~ Maria Horta Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra. - Mas qual é a pedra que sustém a ponte? Pergunta Kublai Kan. - A ponte não é sustida por esta ou por aquela pedra - responde Marco -, mas sim pela linha do arco que elas formam. - Kublai Kan permanece silencioso, reflectindo. Depois acrescenta: - Por que me falas das pedras? É só o arco que me importa. Pólo responde: - Sem pedras não há arco. In As cidades invisíveis de Italo Calvino Digo não ao sentido único Sumário Notícias Alentejo on-line desde 9 de Junho de alentejo.pt Ficha Técnica Imagine o leitor que qualquer faças o que ele faz / na terra onde terá o telex sido substituído pelo tar-me e ir para frente, mudar de palavra tinha um e um único sig- viveres faz o que vires fazer / correio electrónico? Por que será rumo, para a esquerda ou para a nificado. Imagine que a cidade a galinha da minha vizinha é sem- o telefone de banda larga? Porque direita, arrepiar caminho e andar que escolheu ou na qual lhe pre mais gorda que a minha.... se teimará na liberdade de para trás ou, se me der na real calhou habitar tinha ruas de um Ditados... que aprendi com a expressão? Por que motivo é o gana, fazer o pino, para ter uma único sentido, pelo qual só era minha avó materna, que nasceu mundo uma grande aldeia global? perspectiva diferente das estrepossível ir... como era único não e viveu boa parte da sua vida Por que motivo até o vestuário ou las. Tal como a forma da cidade era permitido sequer voltar. Ou durante a monarquia, que era o calçado deverá ser interactivo? depende do humor de quem a até que tinha uma única rua que analfabeta, que palmilhava Por que deverão as casas ser inte- olha, o sentido da palavra depenlabirinticamente percorria toda a léguas e léguas a pé, que conhecia ligentes? Por que deverão as de do olhar de quem a lê, assim cidade. Imagine que os habitantes todas (ou quase todas) as ervas empresas trabalhar em rede? Por como a beleza depende dos olhos eram todos iguais, sem tirar nem e as suas capacidades medicinais que deveremos repudiar a postu- de quem a vê. pôr. Imagine que era sempre dia e que, nos seus quase 70 anos, ra do orgulhosamente só? Uma ou sempre noite, ou sempre verão quando dela, efectivamente me minha amiga, muito curiosa, usa E como diz Italo Calvino, referinou sempre Inverno, ou sempre apercebi, foi, a pouco a pouco, e abusa do termo conectar para do-se à cidade de Zemrude, se o manhã, ou sempre tarde, ou sem- sábia e pacientemente, como só explicar estes porquês. Para ser fizermos de nariz no ar a assobipre terra ou sempre mar, ou sem- os avós sabem fazer, adubando mais precisa ela diz: há que ligar ar, conhecê-la-emos de baixo pre ar, ou sempre tecto ou sem- o talvez já inato gosto que, desde todas as pontas para perceber os para cima, com sacadas, tendas pre chão...não se assuste... é um sempre, descobri pela palavra. porquês. Em bom português, a a ondular e repuxos, se o fizerexercício de imaginação (terreno Foi ela que me mostrou que qual- palavra conectar é um verbo tran- mos de queixo contra o peito, fértil este) reduzido ao absurdo, quer ditado tem um outro que sitivo que significa unir vários com as unhas espetadas nas palpropositadamente, para concluir o contraria. Por exemplo, ao pala- agentes para o mesmo fim. A pala- mas da mão, o nosso olhar prenque só o medo nos inculca a ideia vra puxa palavra, opõe-se o cala- vra fim é um substantivo mascu- der-se-á ao chão, aos esgotos, ás de que só pode haver um cami- do é o melhor, ao quem não se lino que significa termo, conclu- tripas de peixe e ao papel velho. nho ou que apenas um é seguro. sente não é filho de boa gente, são, limite, remate, cabo, final, São necessárias muitas pedras opõe-se os cães ladram e a cara- intenção, alvo, plano, motivo, É verdade que a palavra leva-a para fazer um arco. Por isso, digo vana passa e por aí adiante... e morte. Com uma língua destas o vento (...) e também que não há não à unicidade, de pensamento, por aqui me fico para não ir mais quem é que não se confunde? Fim morte para o vento. de discurso, de pontos de vista, além e não enredar o leitor nesta é ao mesmo tempo o remate e o de caminhos...sim, porque a sin- cega-rega. Além de que, confesso: ponto de partida, o alvo, o moti- Por mais palavras que use não dical e a política...essa foi chão quando, domingo de manhã, acor- vo. A palavra é ela própria e o consigo descrever a poesia que há que não deu uvas... do cedo e, como habitual e religi- seu contrário. Não trago aqui à no vento que ondula sobre a erva osamente, sujo as mãos na tinta, colação as antónimas, essas assu- fresca e macia de Abril ou sobre Palavra puxa palavra / não há a ler, a seleccionar, a recortar e a midamente iguais e diferentes. o trigo amarelo de Maio maduro duas sem três / diz tu direi eu / arquivar palavras, satisfazendo A minha avó dir-me-ia: a ocasião nos arredores da minha cidade. à terceira é de vez / a conversa é uma curiosidade que foi também faz o ladrão. A língua, como as Mas continuarei a tentar até que como as cerejas / cá se fazem cá sendo adubada ao longo dos anos, cidades e a vida, coloca-nos, a voz me doa! se pagam / o sol quando nasce é não deixo de pensar que esta tare- assim, a todos, perante dilemas, para todos / somos todos iguais fa de escrever em jornais, além necessidades e, simultaneamente, mas uns mais que outros / faz de efémera (mal acaba de ser possibilidades de escolha. A escobem não olhes a quem / não faças estreada já saiu de moda, quase lha do sentido, porque significamal à espera que te venha bem / como a pescada que antes de ser dos e sentidos, tal como os chaquem não deve não teme / quem já era) é ingrata (não se pode agra- péus, há muitos. E, como diria não se sente não é filho de boa dar a gregos e a troianos), e ainda a minha avó, que desconhecia as gente/ os cães ladram e a carava- por cima, tem custos, alguém terá doutrinas filosóficas e nunca ouvina passa / quem semeia ventos que suar as estopinhas para que a ra falar do livre arbítrio, graças colhe tempestades / quem não palavra apareça limpa, escorreita a Deus que assim é, porque cada pede não ouve Deus, a união faz e seja periodicamente dada a um de nós é senhor do seu nariz, a força / todos os caminhos vão todos. Se a coisa é assim, pergun- com o que quero eu dizer que dar a Roma / bem prega frei to-me: por que terá Guttenberg ainda bem que depende de mim Tomás faz o que ele diz mas não inventado a imprensa? Por que ficar sentada a descansar, levan- O debate a três ~ Página 9 A opinião que marca a diferença ~ Páginas 14 e 15 A crónica de Luís Carmelo ~ Página 20! A edição do "Notícias Alentejo" é da responsabilidade da sociedade "Notícias Alentejo Produção de Conteúdos Lda.", contribuinte , com sede na Rua António Janeiro, 13, Reguengos de Monsaraz, capital social de Depósito Legal: /06 Impressão: CORAZE, A Folha Cultural, CRL - Oliveira de Azeméis. Direcção-Geral: Carlos Trigo Direcção Editorial: Luís Rego Direcção Gráfica: David Prazeres Fotografia: Susana Rodrigues Colaboradores: Benjamim Formigo, José Frota, Jorge Reis (www.lusomotores.com), Mara Alves e Rute Marques Opinião: Afonso de Almeida, Alberto Magalhães, Antonio Sáez Delgado, Manuel Ferreira Patrício, João Espinho, Joaquina Margalha, José Gabriel Calixto, Luís Carmelo e Rui Namorado Rosa Contacto & Publicidade Música & Letra, por José A. Ferreira ~ Página 21 Telefone: Fax: Telemóvel: Morada: Rua S. João de Deus, Reguengos de Monsaraz

3 notícias alentejo~ Junho ~destaque ~no fecho Iniciados de Reguengos na fase final do basquetebol A equipa de iniciados do Atlético de Reguengos de Monsaraz apurou-se para o Fase Final do Nacional de Basquetebol, beneficiando, na classificação final do seu grupo de apuramento, da melhor diferença de pontos nos jogos entre as equipas empatadas. A Fase Final realiza-se em Faro e conta com as seguintes equipas: FC Porto, Galitos de Aveiro, Queluz, CAB Madeira, Angra Basquetebol (Açores) e Atlético Sport Clube/BVRM - Terras d'el Rei. Na segunda fase de apuramento, a formação de Reguengos de Monsaraz terminou com dez pontos, em igualdade pontual (10) com o CR Feijó e o EBC - A. Valeu, no desempate, a melhor diferença de pontos nos jogos entre as equipas empatadas. João Quadrilheiro, Pedro Futebol com Jorge últimos dias, a contratação, mantendo-se no clube 12 dos Fernandes, Henrique Duarte, Vicente no banco para a temporada 2007/08, jogadores que terminaram Guilherme Correia, Luís Caeiro, do treinador Jorge Vicente a actual temporada. Tiago Fernandes, André (ex-desportivo de Beja), que «Atacar a subida» é o objec- Martins, Eduardo Araújo, João No futebol, a direcção do terá como adjunto José Rui. tivo, assegurou um elemento Pires, David Santos, João Atlético de Reguengos já assu- Fonte do clube, disse ao da direcção do clube, quando Mancha, são treinados por miu como objectivo o regresso Notícias Alentejo que o plantel contactado pelo Notícias Carlos Janes e Paulo Leitão. à III Divisão e assegurou, nos também sofrerá alterações, Alentejo. Alentejo perde 42 escolas do 1º ciclo do ensino básico Ministério da Educação vai encerrar 900 escolas do 1º ciclo do ensino básico no Opróximo ano lectivo, segundo os números oficiais. No Alentejo, fonte da Direcção Regional de Educação, aponta para o encerramento de 42 estabelecimentos de ensino na região. O número avançado pelo ME surge depois de o Jornal de Notícias, citando um relatório do Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo (GIASE) do Ministério, ter noticiado o encerramento previsto para mais de 1323 escolas. No caso do Alentejo, inicialmente os estudos apontavam para o fecho de cerca de 90 estabelecimentos mas o número baixou no final do processo negocial com as autarquias. Segundo ME, as escolas com poucos alunos estão normalmente associadas a taxas elevadas de insucesso escolar e já em Março a ministra Maria de Lurdes Rodrigues tinha avançado com a necessidade de encerramento de escolas, apontando para 900 casos. Em 2006/2007, o ME encerrou quase escolas do primeiro ciclo, com base em critérios como a taxa de aproveitamento inferior à média nacional ou número reduzido de alunos. Skylander no Verão O processo de instalação da fábrica que irá construir o avião bimotor Skylander em Évora vai estar concluído este Verão, garantiu o promotor do projecto, orçado em 125 milhões de euros. Segundo o DN, que cita Serge Bitboul, responsável do grupo aeronáutico francês GECI International, o bimotor tem já mais de 180 encomendas praticamente fechadas. Bitboul disse ainda que está a decorrer a última ronda de negociações com investidores, mas acrescentou que tudo ficará pronto no Verão. O plano de negócios da Sky Aircraft prevê a construção de 1100 aviões Skylander, em 15 anos, só com recurso à linha de montagem de Évora, que ficará instalada num hangar de mil metros quadrados. Processos lentos Lentidão nos licenciamentos e insensibilidade dos decisores públicos às necessidades dos investidores, são dois dos maiores problemas para quem quer investir no Alentejo, segundo Jaime Antunes, responsável pelo projecto Évora Resort. Citado pela Rádio Diana, o empresário deu como exemplo a revisão do PDM de Évora. E acrescenta Jaime Antunes: Um hotel de 200 quartos, estruturado num só piso, obriga-nos a andar de carro dentro do hotel para levar uma sanduíche ao quarto do cliente. Finanças controlam O ministro das Finanças confirmou que todas as ofertas em dinheiro entre pais, filhos, avós e netos têm de ser declarados ao Fisco, caso ultrapassem os 500 euros. Segundo o Jornal de Negócios, se os donativos forem feitos entre irmãos, tios e sobrinhos ou pessoas de fora do agregado familiar, além de declarados, ficam obrigados a imposto de selo à taxa de 10%. Legislação burocrática Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, defendeu em Évora uma maior responsabilidade social das empresas portuguesas, no sentido do cumprimento das normas europeias, em questões como saúde, segurança no trabalho e respeito pelos direitos sociais. O governante, citado pelo Rádio Diana, falava à margem da sua participação num encontro de Rotários realizado em Évora e admitiu que a legislação em vigor é «burocrática», sendo necessário tornar os processos mais simples.

4 4 notícias alentejo~ Junho 2007 publicidade~

5 notícias alentejo~ Junho 2007 «Vera Cruz de Marmelar. História, Arquitectura e Arte» A Câmara de Portel dá con- dora. Vera Cruz de Marmelar tinuidade ao Ciclo de en el marco de un nuevo Conferências sobre «Vera modelo explicativo de las igle- Cruz de Marmelar: História, sias altomedievales ; Arte e Arquitectura, que ~ dia 25 de Agosto, Ana decorrerá até ao final de Pagará (Câmara Municipal de 2007, com o apoio da Portel): Espaço e Poder. Paróquia de Vera Cruz, Junta A Arquitectura da Igreja hosde Freguesia da mesma locali- pitalária de Vera Cruz de dade, Associação Museu de Marmelar ; Aldeia de Vera Cruz e Museu ~ dia 15 de Setembro, Vítor Regional de Beja - Núcleo Serrão (Faculdade de Letras Visigótico de Santo Amaro. da Universidade de Lisboa): Esta iniciativa, cuja prime- As pinturas do Santuário de ira parte se realizou entre Vera Cruz de Marmelar ; Março e Abril passados, no ~ dia 13 de Outubro, Julia âmbito da realização da Fes- Montenegro Valentín (Univerta com Livros, levada a cabo sidade de Valladolid): Los pela Autarquia de Portel, tem Visigodos en la Península como principal objectivo pro- Ibérica y su influencia en los mover junto do público em reinos cristianos medievales ; geral a divulgação deste ~ dia 24 de Novembro, monumento ímpar, a Igreja Rafael Alfenim (ex-direcção de Vera Cruz de Marmelar, Regional de Évora do IPPAR): classificado Imóvel de Igrejas Tardo-Antigas e Alto Interesse Público desde 1939 Medievais do Alentejo. e bem conhecido por nele se Conservação e Valorização ; cultuar, há séculos, a Relíquia ~ dia 8 de Dezembro, Rafael do Santo Lenho, a mesma a Cómez (Universidade de que se deveu, segundo as cró- Sevilha): Arte, liturgia y nicas, a vitória dos cristãos arquitectura: la Vera Cruz na Batalha do Salado, ocorridentro del contexto histórico da em Outro aspecto de los reinos hispânicos en la pelo qual tem sido bastante Batalla del Salado. mencionado este monumento As conferências terão lugar é o facto de preservar parte no Auditório Municipal de da cabeceira do templo primi- Portel, às 16 horas e a entrativo, cuja fundação remonta da é livre. ao período visigótico. Este ciclo de conferências Para o cumprimento deste insere-se no âmbito do objectivo, a Câmara Projecto para o Estudo, Municipal de Portel convidou Conservação e Divulgação da reputados especialistas nacio- Igreja de Vera Cruz de nais e estrangeiros nas áreas da História, da Arqueologia e Marmelar, que está a ser leva- da História da Arte e da do a cabo pela Câmara Arquitectura para a apresen- Municipal de Portel desde tação de estudos científicos 2004, com a colaboração da relacionados com o monuqual já resultaram a publica- Paróquia de Vera Cruz e do mento de Vera Cruz, quer numa perspectiva específica, ção de um ensaio monográfi- quer numa perspectiva de co sobre esta igreja (2006), da contextualização, procuran- autoria de Ana Pagará, Nuno do-se chamar a atenção para Vassallo e Silva e Vítor Serrão a sua importância histórica e e várias operações de restauartística, tanto no panorama ro e conservação de patrimó- português como no panorama nio móvel pertencente à internacional. mesma paróquia. Associados A primeira conferência da a este projecto, a autarquia segunda parte deste ciclo encontra-se a desenvolver teve lugar no dia 26 de Maio dois projectos paralelos: a e foi proferida por Margarida implantação do projecto Garcez Ventura, da Faculdade Itinerários do Visigótico. de Letras da Universidade de Arquitectura Paleocristã Lisboa, sob o título Para uma e Alto-medieva Cristã no geografia de jurisdições: o relira interligar os sítios do Alentejo, projecto que procu- gioso e o militar na região de Portel. Seguir-se-ão as Alentejo onde sobrevivem tesseguintes conferências: temunhos materiais deste ~ dia 9 de Junho, Paula Pinto período histórico, contando Costa (Faculdade de Letras da com a colaboração de várias Universidade do Porto): instituições e a constituição Uma experiência de gestão de um núcleo museológico no Portugal Medieval: sobre a persistência de vestí- a constituição das comendas gios do mesmo período no hospitalárias ; município de Portel, com par- ~ dia 30 de Junho; Luís ticular destaque para a Igreja Caballero Zoreda (Centro de de Vera Cruz de Marmelar Estudos Históricos. CSIC. e a Basílica do sítio dos Madrid): «Arqueologia de la Mosteiros (São Bartolomeu Arquitectura», análisis cientí- do Outeiro), núcleo esse fico e intervención restaura- a instalar em Vera Cruz. ~portel ~no fecho Bandeira azul A Praia Vasco da Gama, da jurisdição da Administração do Porto de Sines, recebeu pela primeira vez a Bandeira Azul. A praia foi também escolhida como praia costeira nacional para a cerimónia do hastear da bandeira no dia 1 de Junho, início da época balnear. Este foi o primeiro ano em que a APS apresentou a candidatura já que tem vindo a realizar, nos últimos anos, um conjunto de melhorias na praia e na zona envolvente, as quais permitiram que fosse possível concretizar a candidatura. BD em Moura O Moura BD 2007 apresentou em exclusivo mundial 30 pranchas inéditas de Tex Willer, o mais famoso personagem da banda desenhada europeia. Também em exclusivo, está patente ao público uma história inédita de Tex Willer, da autoria de Fábio Civitelli, um dos novos autores de Tex e que este ano será um dos homenageados no 16º Salão Internacional de Banda Desenhada de Moura. O Moura BD º Salão de Banda Desenhada de Moura, arrancou no dia 26 de Maio e prolonga-se até ao dia 3 de Junho. Novo gratuito 5 O grupo Cofina anunciou um novo diário gratuito. O objectivo da empresa liderada por Paulo Fernandes é combater o "Público" e o "Diário de Notícias". O jornal, que assumirá o título "Meia Hora" visa ser um gratuito de referência que se pretende posicionar no segmento de leitores do "Público" e do "Diário de Notícias". Com 24 páginas, o diário começa a ser distribuído no dia 6 de Junho, com uma tiragem de 100 mil exemplares. Sérgio Coimbra, ex-director da revista "National Geographic" é o director de uma equipa de 15 jornalistas. Arte na Mina A ACEA - Associação Cultural Erica Andevalensis inaugurou, no Cine-teatro da Mina de S. Domingos, a Mina'Arte, uma exposição colectiva de artes plásticas, dos alunos do Curso Superior de Artes Plásticas e Multimédia da Escola Superior de Beja. A exposição pode ser visitada até dia 24 de Junho, aos sábados e domingos, das 15 às 20 horas, e conta com obras dos artistas Amandine Simone, André Boto, Fabiana Silva, Hazel Lima, Hugo Fernandes, Pedro Carvão, Valentina, José Dias, José Francisco, Rossana Torres, Teresa Maltez, Catarina Poupa e Cristiana.

6 6 notícias alentejo~ Junho 2007 évora~ 3 Perguntas a... Eduardo Luciano (D.O.R. de Évora do PCP) Bienal de Marionetas está de regresso A 10.ª edição da BIME que, além de anfitriões, são 1997, em parceria com a também a sua imagem de Universidade de Évora, e que decorre, em Évora, marca. resulta do trabalho de investide 5 a 10 de Junho. Do programa desta edição, gação e estudo em torno do O CENDREV destaca a realiza- mundo das marionetas feito a A magia dos «bonecos» ção de 78 espectáculos em dife- partir deste importante espólio rentes espaços da cidade e que de bonecos alentejanos. volta a espalhar-se envolvem 31 companhias ori- A Bienal de Évora ocupa um pela cidade Património undas de diferentes cantos do espaço muito importante no mundo (Argentina, República panorama teatral português e, da Humanidade Checa, Itália, Inglaterra, Brasil, a par de outros eventos da espe- Espanha, França, Japão, cialidade, ganhou um relevo A realização da Bienal de Alemanha e Portugal). incontornável no panorama O percurso internacional dos dos festivais internacionais em Évora é uma consequência Bonecos de Santo Aleixo cons- todo o mundo. natural do trabalho realizado titui um contributo absoluta- A primeira edição da Bienal pelo CENDREV com os Bonecos mente determinante para a aconteceu em 1987, hoje aprede Santo Aleixo, não sendo, organização da Bienal de senta-se a sua décima edição dizem os organizadores, imagi- Marionetas, tal como a motiva- que celebra os 20 anos deste nável um festival desta nature- ção para a realização do evento organizado pelo za sem a presença dos Bonecos Seminário, que acontece desde CENDREV na cidade de Évora. pub Opinião que marca diferença. ~ páginas 14 e As opções da Câmara de do com esta gestão autárquica. Évora no que se refere ao Por outro lado a retirada de serviços trânsito na cidade têm merecidade, públicos do centro da cido críticas. Que medidas a aposta em novos espacido defende o PCP em termos de ços comerciais nos limites do estacionamento e de mobilita perímetro urbano sem que exisdade dentro do centro história uma política que, em parce- rico de Évora? com os agentes do comércio As características peculiares do local, promova a actividade centro histórico de Évora comercial no centro histórico, impõem medidas que tendencideste são opções fatais para a vida almente reduzam o tráfego de núcleo urbano. transporte privado no seu interior. 3. Como avalia o desempenho No nosso entender, a conju- do autarca José E. Oliveira? gação da existência de parques A nossa avaliação não é do de estacionamento gratuitos no autarca José E. Oliveira, mas perímetro da Évora monumenpelo das políticas protagonizadas tal, servidos por serviços pendo PS à frente dos destinos dulares de transportes públicos município. de grande frequência e regulação Em política a primeira avalia- ridade é o caminho para o graentre a fazer é a comparação dual descongestionamento do o prometido em e o efecdual trânsito nas principais artérias tivamente concretizado. da cidade. Todos nos lembramos das pro- É necessário e urgente a criapodemos messas feitas em 2001 e todos ção de mais estacionamento conferir o que foi rea- que substitua aquele que foi lizado durante o primeiro mansendo eliminado nos últimos 5 dato do PS. Nenhuma promes- anos. sa ou proposta das que foram Por outro lado, os horários e propagandeadas em outdoor os itinerários dos transportes viu a luz do dia. Na campanha públicos que servem os bairros de 2005, o PS repetiu as mes- e freguesias da cidade devem mas promessas com uma ou ser fortemente desincentivadomandato outra nuance. A meio deste res da utilização do transporte as expectativas são as particular dentro do centro hismetido mesmas. Pouco ou nada do pro- tórico, devendo a organização foi realizado. das carreiras ter como objecti- A gestão PS na Câmara de vo primordial servir as populaproposta Évora recebeu em 2002 uma ções e suprir as suas necessipraticamente de alteração do PDM dades, coisa que não aconteceu concluída e só 5 com a última reestruturação anos depois, com várias equi- das carreiras que, centrandoapresenta pas constituídas e dissolvidas, se nas questões de rentabilidafoi uma proposta que de económica, acabou por criar construindo sem a mínima situações em que os utentes saíconsensos preocupação de discutir e criar ram prejudicados. com as outras forças políticas, para que o principal 2. Tendo em conta que o cenpara instrumento de planificação tro histórico de Évora tem a próxima década pudesse perdido população, o que ser o mais abrangente possível. poderá ser feito pela Câmara A proposta que se encontra em para contrariar a tendência discussão pública não pode ser das últimas décadas? considerada a proposta de um O primeiro desafio que se colo- órgão que nunca a discutiu. ca é estancar a saída de popuhoje A oferta cultural da cidade é lação. Um centro histórico aniverdadeiro mais pobre, existindo um mado é certamente um local desinvestimento na mais apetecível para viver e cultura como se pode verificar habitar. É necessária, e urgendiversos pelas verbas inscritas nos te, uma política de animação orçamentos municipa- daquele espaço, que traga mais is. gente de fora do concelho e que Évora, que até 2001 era reco- incentive os eborenses a usucultura, nhecida como uma cidade de fruírem da jóia da sua coroa. quase desapareceu do A fixação de população no mapa dos eventos culturais de centro histórico de Évora passa interesse nacional. em nosso entender por uma A nossa avaliação da gestão PS verdadeira política de reabiliser no município de Évora só pode tação urbana, que permita disponibilizar negativa. Évora está pior. fogos para habitação de população essencialmente jovem. Só com o rejuvenescimento da população residente é possível pensar em inverter a tendência de desertificação das últimas décadas. Sendo um problema comum aos centros históricos das cidades não é uma inevitabilidade perante a qual a autarquia se limite a cruzar os braços e a reconhecer a dificuldade do problema, como tem aconteci-

7 notícias alentejo~ Junho 2007 ~reguengos de monsaraz ~no fecho 7 Barros para todos os gostos Os dois maiores centros oleiros da Península Ibérica, S. Pedro do Corval, no concelho de Reguengos de Monsaraz, e Salvatierra de los Barros, na Extremadura espanhola, juntaram-se mais uma vez na XIII Festa Ibérica da Olaria e do Barro, certame que este ano decorreu no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições. A Festa Ibérica da Olaria e do Barro é um evento de promoção cultural e turística de uma importante manifestação artística e artesanal: a olaria. Com esta iniciativa, diz a Câmara de Reguengos de Monsaraz, «pretende-se valorizar a olaria, chamar a atenção para a sua importância e existência, para o seu interesse artesanal e artístico e para o seu valor e significado na economia da região». O certame transforma o município que o acolhe na Barros (Espanha), três de Coimbra, Coruche, Golegã, Vila Nova de Milfontes, Vila capital ibérica da olaria e do Reguengos de Monsaraz, Fernão Ferro, Foz do Arelho, Nova de Santo André e barro - em exposição o que de duas de Albufeira, Évora e Le ir ia, Ma fr a, Mo ur ão, Zamora (Espanha). melhor se faz em 52 olarias Caldas da Rainha, e uma das Porto, Pó vo a de Sa nt o Em paralelo, decorreram de Portugal e 21 de Espanha. seguintes localidades: Adrião, Queluz, Ramada, as Jor nadas Ibéricas de Na Festa Ibérica da Olaria e Alcabideche, Alcobaça, Redondo, Rio de Mouro, S. Ol ar ia e Ce râ mi ca, no do Barro foi possível apreciar Azaruja, Barcelos, Beringel, João das Lapas, S. Teotónio, Auditório, tendo contado trabalhos realizados em 12 Bicesse, Bico Amares, Santo António da Charneca, com comunicações de especiolarias de S. Pedro do Corval, Cáceres (Espanha), Campo Toledo (Espanha), Tondela, al is ta s, in ve st ig ad or es, 18 de Salvatierra de los M a i o r, C a s t r o Ve r d e, Torres Vedras, Vila Boim, arqueólogos e artesãos. Um exemplo a ter em conta Patrícia Araújo, 23 anos, é decoradora de cerâmica e participou no certame pela primeira vez, expondo o produto de um ano de trabalho por conta própria. «Pretendi dar a conhecer a minha pintura, é deste tipo de artesanato que gosto. A minha paixão é este tipo de pintura», confessou ao Noticias Alentejo. Patrícia Araújo assumiu a decoração de cerâmica como forma de vida há um ano. Pinta a olaria que compra em S. Pedro do Corval, tentando impor-se num mercado em constante renovação. Depois de concluído o 12.º ano, Patrícia frequentou um curso do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), tendo sido, até ver, a única inscrita a seguir a decoração cerâmica como profissão. Universidade com medicina chinesa A Universidade de Évora e a Escola Superior de Medicina Chinesa Dr. Pedro Choy - Pólo da Universidade de Chengdu, com sede em Lisboa, celebraram um acordo de cooperação que prevê a realização, em Évora, de um curso de Pós-Graduação em Medicina Chinesa. A Pós- Graduação, a iniciar em Outubro deste ano, funcionará durante o fim-de-semana, na Universidade de Évora, terá a duração de três anos lectivos e destina-se a titulares de formação superior na área da saúde, conferindo competências em Fitoterapia e Acupunctura. O acordo tem em conta o interesse crescente por parte dos técnicos de saúde nas técnicas de medicina chinesa, o interesse na associação entre técnicas de medicina chinesa e de medicina ocidental e as recomendações da Organização Mundial de Saúde para que a medicina chinesa seja integrada nos sistemas nacionais de saúde. Ciências da Terra e da Atmosfera Dois departamentos (Geociências e Física), um centro de investigação classificado como Excelente (Centro de Geofísica de Évora), um laboratório de investigação em rochas industriais e ornamentais (LIRIO) e um Centro Ciência Viva (o de Estremoz) todos ligados à Universidade de Évora juntam-se no desenvolvimento e promoção de uma licenciatura diferente CIÊNCIAS DA TERRA E DA ATMOSFERA. Uma licenciatura única no panorama universitário nacional, mas que segue de perto as tendências que estão a ser seguidas nalgumas das principais universidades europeias e americanas. Vendas Novas defende SAP Mais de 350 pessoas do concelho de Vendas Novas participaram na entrega de um abaixo-assinado, na ARS Alentejo e no Governo Civil de Évora. Foi, segundo a Rádio Diana mais uma forma de protesto contra o encerramento das urgências no centro de saúde local. Citada pela rádio, Anabela Vagarinho falou da reivindicação da «construção de uma Serviço de Urgência Básico em Vendas Novas». «Se não for possível, pedimos o não encerramento do nosso Serviço de Atendimento Permanente», disse.

8 8 região~ notícias alentejo~ Junho 2007 Granja promove cante Oito grupos corais prometem animar a Granja (concelho de Mourão) no dia 9 de Junho. Trata-se do II Encontro de Grupo Corais (9 de Junho, a partir das 16.00). Participam: Grupo Coral da Granja; Grupo Coral Flores de Abril; Grupo Coral de Mourão; Grupo Coral de Montoito; Grupo Coral «Os Populares do Cacém»; Grupo Coral da AURPIF; Grupo Coral da Soc. Recreativa Amarelejense; Grupo Coral «Gente Nova». A rádio em Desde o passado mês de Maio, as rádios regionais podem ser sintonizadas na web em O Portal pretende reunir toda a informação relacionada com rádio e com o sector de radiodifusão em Portugal. Deverá funcionar como um guia das rádios que podem ser ouvidas no ROLI, disponibilizando informação sobre a rádio, sua localização e contactos, permitindo ainda aceder ao site que essa rádio possa ter na Internet. Encontros de Monsaraz A ADIM (Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz) promove mais uma edição dos Encontros de Monsaraz. Trata-se de um espaço de debate que este ano aborda o tema O Desenvolvimento do Alentejo Rural - o último quadro comunitário de apoio ( ) e em que se pretende apresentar cada novo programa do QREN e o PDR, dando principal relevo ao que cada eixo e medida desses mesmos programas têm destinados para o Desenvolvimento Rural a Agricultura e o Turismo no Alentejo e principalmente para a zona envolvente do regolfo do Alqueva. CGD lança crédito fixo A CGD lançou um novo produto de crédito à habitação, o "T-Fixo". Os clientes que contratarem este produto vão usufruir de uma prestação fixa, indexada à Euribor. Para acomodar a subida ou descida dos juros, o prazo do contrato vai variando. O director do segmento de financiamento imobiliárioda Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Alexandre de Sousa, explicou, em conferência de imprensa, que "as alterações na taxa de juro são acomodadas pelo ajustamento do prazo do crédito", ou seja, se as taxas de juro subirem, o prazo do contrato aumenta, se os juros descerem, o prazo diminui. A CGD alargou, para este produto, a idade máximo do cliente no fim do contrato, que passa dos 75 anos para os 80 anos, bem como o prazo máximo que passa a ser de 50 anos. pub O tapete volta à rua «O Tapete está na Rua» volta às ruas do centro histórico da vila de Arraiolos. Com organização da Câmara local, de 1 a 10 de Junho, a tapeçaria de Arraiolos volta a estar em destaque, através de uma singular exposição deste tipo de peças ao longo das ruas desta Vila alentejana que pretende dar a conhecer a tapeçaria de Arraiolos. Segundo a informação disponibilizada pela autarquia, durante dez dias será possível admirar Tapetes de Arraiolos, concebidos e executados por de treze empresas e ateliers de bordadeiras de Arraiolos que aderiram a esta iniciativa. Paralelamente e sendo um dos mais importantes eventos levados a cabo por esta Autarquia, decorrem também ao longo deste dias, várias iniciativas de carácter cultural como espectáculos de música, canto e dança, exposições de escultura, espectáculos de teatro e animação circense, apresentações de livros, entre outras inúmeras actividades. leia opinião, tenha uma ~ páginas 14 e 15

9 notícias alentejo~ Junho ~ debat e Mega-eventos promocionais? O Programa de Intervenção Turística (PIT) prevê um investimento de 100 milhões de euros durante três anos para a melhoria da oferta turística nacional. As verbas destinam-se a melhorar as infra-estruturas existentes mas também à realização de megaeventos, que ajudem a projectar a imagem de Portugal. Concorda com a aposta nos grandes eventos para promover o país? dp PIT penaliza fortemente o Alentejo Diamantino Dias PCP Norberto Patinho PS Condição necessária para a atracção de outros grandes eventos Importantes mas sem exageros Palma Rita PSD A questão do Turismo é sem duvida uma vertente importante na área da nossa economia e uma alavanca valiosa para desenvolvimento nacional e regional, logo deve ser tratado com elevado sentido de responsabilidade, para que não se destrua aquilo que alguns chamam a galinha dos ovos de ouro. Para compreendermos a vertente do Turismo existe na minha opinião uma coisa básica a ter em conta, um País como Portugal ou uma região como o Alentejo, o desenvolvimento turístico passa pelas pequenas e medias empresas e não pelos projectos megalómanos que alguns nos querem impor, designadamente o actual governo do Partido Socialista. O Plano de Intervenção Turística (PIT) de facto é um instrumento que penaliza fortemente a Região do Alentejo, por duas razões, primeiro porque não se enquadra com outros instrumentos de planeamento já aprovados (PNOPT) ou em curso (PROT) em segundo lugar porque privilegia apenas algumas zonas ou grandes concentrações turísticas, uma região ou um País também na área turística vale pelo seu todo e não apenas por partes. Não estando em causa, a promoção turística no exterior, prevendo-se para o efeito cerca de um milhão de Euros para tal objectivo, é preciso considerar e saber a que eventos se destinam e que mais valias poderão ficar no País ou na Região desse investimento? Quando falamos de mega-eventos estamos a falar mais uma vez de iniciativas que ficarão situados no litoral, logo mais uma vez o interior é penalizado, num País como Portugal a massificação do turismo será prejudicial, esse investimento na promoção turística deveria ser canalizada para a valorização da actividade turística no seu todo e não apenas para os grandes eventos. A meu ver PIT ilustra que o Governo do PS não tem uma política de Turismo, nem defende aqueles que tem contribuído para o crescimento da economia do Turismo as pequenas e medias empresas, nesse sentido não poderei estar de acordo com a aposta apenas nos grandes eventos. Os Países são hoje Produtos / Marcas no Mercado Global do Turismo. A competição turística nunca foi tão forte como é hoje, sendo necessários grandes investimentos para alavancar uma Marca/País. Os mega-eventos são pois apostas incontornáveis para a promoção e divulgação de Portugal. Ninguém poderá negar o contributo positivo que representaram para a promoção do nosso país eventos como a Expo 98, o Euro 2004, o Rali de Portugal ou o Lisboa/Dakar. Para além de contribuírem para uma maior visibilidade de Portugal no mercado global do turismo e para a atracção e fixação de turistas e visitantes, os mega-eventos, quando bem sucedidos nos seus aspectos organizativos, são condição necessária para a atracção de outros grandes eventos. O Plano Estratégico Nacional do Turismo que visa assegurar um aumento da contribuição do Turismo para o PIB nacional, incentivar o emprego e acelerar o crescimento do sector, define Alqueva como um dos pólos de desenvolvimento turístico. As verbas agora anunciadas devem pois contribuir para a promoção da nossa região e não será difícil, no maior lago artificial da Europa, encontrar as condições necessárias para a realização de um grande evento internacional. O Programa de Intervenção Turística (PIT) visa melhorar a oferta turística nacional e prevê um investimento de 100 milhões de euros. Ao apoio à realização de mega-eventos está reservado cerca de um sexto dessa verba. A parte mais significativa dos 100 milhões de euros destina-se a apoiar os investimentos públicos de interesse turístico, ou seja a valorização e requalificação dos destinos. Entre os destinos a apoiar o PIT coloca o pólo turístico de Alqueva. O bom momento que Portugal atravessa em termos de crescimento turístico, a aposta do Governo em Alqueva e no Alentejo Litoral, a afectação de meios à operacionalização do Plano Estratégico Nacional do Turismo, tornam evidente a necessidade de uma urgente reformulação das Regiões de Turismo, da qual resulte uma Região de Turismo para o Alentejo, representativa do sector, das autarquias e empresários, com condições para liderar uma actividade estratégica e de vital importância para o projecto de desenvolvimento sócioeconómico da nossa região. Os mega-eventos são importantes mas não devem ser exagerados relativamente à dimensão ou à capacidade do país, correndo o risco de funcionarem em sentido contrário. Espanha optou por estratégias diferentes de afirmação da imagem do país no mercado turístico, com mais sucesso do que Portugal, que já desenvolveu mais mega-eventos do que aquela: Exposição Internacional, Campeonato Europeu de Futebol,.... A par e a seguir aos mega-eventos, há que desenvolver uma estratégia interna de consolidação da oferta turística, de forma a fidelizar o cliente, que deve regressar no ano seguinte, há que melhorar as infraestruturas de apoio e acolhimento em termos de ordenamento dessa mesma oferta e do território em geral. De pouco serve realizar um mega-evento afirmando a imagem de um país supostamente moderno e desenvolvido, quando o ordenamento do território no Algarve revela aos turistas situações pouco dignas para um país europeu. Tendo em conta que a procura turística cada vez mais é influenciada pela imagem global que constrói da sociedade que procura como destino turístico, mais importante do que a realização de mega-eventos pode ser a divulgação da aposta feita nas maiores centrais solares do mundo, colando a imagem de Portugal ao respeito pelos valores de preservação ambiental, enquanto destino amigo do ambiente e ecologicamente saudável.

10 10 notícias alentejo~ Junho 2007 agenda~ Évora XIX Torneio Futebol Juvenil / II Internacional Cidade de Reguengos de Monsaraz 8 e 9 de Junho Juniores B equipas partici- pantes: Atlético Sport Clube; Clube Desportivo Badajoz; Sporting Clube de Portugal; União Desportiva de Leiria Companhia de Dança Contemporânea de Évora 15,16, 18 e 19 de Junho «Life», de Nélia Pinheiro, no Teatro Garcia de Resende Portel Conferências de Portel Ciclo Vera Cruz de Marmelar. História, Arquitectura e Arte 9 de Junho Exposição de Artes Plásticas ÁGUA - de Dulce Fialho até 10 de Junho FESTAS DE SANTO ANTÓNIO a 13 de Junho Dia 9 22:00 ~ VOZES DA TERRA 23:00 ~ ROUXINOL FADUN- CHO, com Marco Horácio Dia 10 CINEMA IV Jornada da Taça Portugal de Ensino Picadeiro do Parque de Feiras 4 Junho e Exposições Letra e Música 10:15 ~ XII Grande Prémio de Atletismo de Reguengos de Monsaraz 2ª Corrida em 11 Junho Família Mr. Bean 18:00 ~ Corrida de Touros de beneficiência, a favor dos 18 Junho Bombeiros Voluntários de Reguengos de Monsaraz Homem Aranha 3 Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Sónia Matias, Victor 25 Junho Ribeiro Sunshine - Missão Solar 21:30 ~ VOZES DA TERRA 22:30 ~ Festival de folclore Portugueses procuram cursos de Medicina em Badajoz Meia centena de jovens dedicarem em exclusivo portugueses estão neste à preparação do exame, momento a frequentar aca- já que em Espanha não demias da cidade de são exigidas notas tão Badajoz e a preparar-se altas a quem deseja vir para entrar numa univer- a ser médico», acrescenta sidade espanhola, noticiou o periódico, revelando que o diário Hoy. os exames irão realizar-se O mesmo jornal adianta dias 31 de Maio e 1 de que, na maior parte dos Junho. casos, o «grande objectivo dos estudantes portugueestrangeiros às universi- O acesso dos estudantes ses que pretendem fredades espanholas é feito mais baixas do que em quentar universidades Portugal. espanholas é ingressar no «Perante esta situação através de um exame especurso de Medicina, refelizado em espanhol. O que são cada vez mais os por- cífico, que tem de ser rea- rindo que em Espanha os tugueses que se mudam cursos relacionados com a para o país vizinho duran- obriga a uma preparação Saúde têm notas de acesso te um ano lectivo para se específica. Reguengos Dia 11 22:00 ~ VOZES DA TERRA Roadshow 7 Maravilhas Dia de Maio, 1 a 3 de Junho 21:30 ~ VOZES DA TERRA Piscinas Municipais de Reguengos de Monsaraz 23:00 ~ MIKAEL CARREIRA Maratona da Natação Dia horas a nadar 21:30 ~ VOZES DA TERRA 1 Junho Piscinas Municipais 23:00 ~ SANTAMARIA 14º Torneio Interfreguesias de Futebol 7 2 a 13 de Junho Monsaraz A primeira fase decorre aos Sábados nos campos de fute- Monsaraz com Livros '07 bol das Freguesias Rurais. 1 a 10 de Junho A fase final decorrerá durante as Festas de Santo António Feira do Livro, na Igreja de em Reguengos de Monsaraz. Santiago, Encontro com Leitores, conferências, debates Férias Divertidas 2007 inscrições a partir de 04 de Junho O Município de Reguengos de Monsaraz e o Centro de Granja Ocupação de Tempos Livres voltam a promover durante o II Encontro de mês de Julho mais uma edi- Grupos Corais ção da Ferias Divertidas. À semelhança do que ocorreu 9 de Junho 16:00 anteriormente, é pretensão Grupo Coral da Granja; dos responsáveis pelo projec- Grupo Coral Flores de Abril; to apresentar diversas activi- Grupo Coral de Mourão; dades, quer as relacionadas Grupo Coral de Montoito; com a actividade física, quer Grupo Coral «Os Populares as relacionadas com a criati- do Cacém»; vidade e o lúdico, com a fina- Grupo Coral da AURPIF; lidade de ocupar os tempos Grupo Coral da Soc. livres das crianças dos 06 aos Recreativa Amarelejense; 12 anos. Grupo Coral «Gente Nova»

11 notícias alentejo~ Junho ~universidade Cátedra Marie Curie apresenta projectos no Japão Quatro jovens cientistas da No Japão, Hélia Cardoso zando a técnica de DNA finger- res no Japão com os quais pos- Cátedra Marie Curie, apresentará um poster com o printing, assim como encontrar sam discutir os seus resultados Laboratório de Biologia título "A novel pattern of AOX diferenças ao nível das sequên- e aprender outros assuntos. Molecular/ICAM da sequences reveals an increase cias da família multigénica Esta será sem dúvida uma opor- Universidade de Évora, apre- in gene number diversity in the AOX específicas dessa espécie. tunidade única para compreensentam pela primeira vez os genome of Daucus carota L.". No Japão ele apresentará ape- der melhor a complexidade celuseus resultados numa confe- Este trabalho mostra os primei- nas parte do seu trabalho num lar, as interacções entre os orgarência de elevado nível científi- ros resultados na identificação poster intitulado "Isolation of nelos celulares e a bioquímica co que decorre no Japão, em de um potencial marcador fun- AOX gene sequences of na base da nossa pesquisa. Junho, na cidade de Nara na cional que caracteriza o cresci- Hypericum perforatum L. reve- Defender os nossos resultados é Women's University. Este even- mento eficiente em cenoura. als intron polymorphism". Zélia sem dúvida um excelente métoto ocorre bianualmente e tem António Miguel Frederico tra- Gouveia estuda as diferenças do para aprender como melhor como objectivo reunir a comu- balha com a mesma planta ao nível dos genes da oxidase nidade científica que desenvol- conduzir os nossos trabalhos. modelo, mas a sua linha de tra- alternativa em Vitis vinifera L.. ve trabalho em mitocôndrias balho está relacionada com a Esta é a razão pela qual o grupo A AOX como potencial marcatenta apresentar os seus resulvegetais. análise do processo de indução dor funcional para a reprogratados o mais cedo possível à Os cientistas da Marie Curie da embriogénese somática. Os mação celular encontra-se, ao Chair trabalham em diferentes embriões somáticos permitem mesmo tempo, relacionada com comunidade científica. linhas de pesquisa, as quais a formação de novas plantas as reacções a diferentes condiincluem estudos em diferentes num processo similar à embrio- ções de stress descritas em vári- espécies vegetais e diferentes génese zigótica. O título do seu os organismos, nomeadamente sistemas experimentais. A ques- poster é "Cell differentiation plantas e fungos. O título do seu tão de estudo na Marie Curie and reprogramming in Daucus poster é "Studies on AOX Chair é comum a todos os tra- carota L. - Studies on the role of sequence polymorphism in balhos e consiste na pergunta al te rn at iv e oxid as e (AOX) Vitis vinifera L. - A functional "como identificar genes impor- expression". Num outro estudo marker approach for plant breetantes que possam servir como Alexandre Ferreira tenta perce- ding on stress behavior". Do pro- chave na indução de alterações ber o papel da oxidase alterna- jecto Marie Curie Chair fazem ao nível celular e morfológico tiva na regulação do crescimen- ainda parte outras linhas de em vários sistemas vegetais". O to na planta medicinal investigação, relacionadas com desenvolvimento de marcadoreferem-se Hypericum perforatum L. sob questões de interesse prático e res funcionais não é só uma técra diferentes condições ambientanica a estudos em olivei- mas sim uma estratégia na is. Este cientista recolheu plan- (Olea europaea L.) e pinheiro investigação que precisa ser tas selvagens desta espécie em (Pinus pinea L.). desenvolvida tendo em conta a diferentes áreas do Alentejo e Todos os cientistas estão Birgit Arnholdt-Schmitt, questão específica do sistema tenta agora caracterizar a bio- mu it o en tu si as ma do s em EU Marie Curie Chair, ICAM escolhido. diversidade dessa espécie utili- encontrar outros investigado- Fonte: pub UE em Vila Nova de Foz Côa Está patente do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa a exposição Evolução; resposta a um planeta em mudança, exposição concebida pelo Laboratório de Investigação de Rochas Industriais e Ornamentais da Universidade de Évora (LIRIO), coordenada cientificamente por Rui Dias e Isabel Leal Machado e produzida pelo Centro Ciência Viva de Estremoz (CCVEstremoz). A exposição Evolução; resposta a um planeta em mudança está patente no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa até 20 de Novembro de 2007, altura em que passará a ser exibida no Museu de Geologia da Universidade de Trásos-Montes e Alto Douro. U.E. oferece bolsas a dois estudantes Os Departamentos de Física e de Geociências da Universidade de Évora e o Centro de Geofísica de Évora, Centro de Excelência da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, oferecem para o próximo ano lectivo 2007/2008 duas bolsas aos dois melhores estudantes do Ensino Secundário, que concluam em 2007 o 12º ano nos agrupamentos científico-naturais e que pretendam ingressar no Ensino Superior na Universidade de Évora, nos cursos de Física ou de Ciências da Terra e da Atmosfera. O anúncio vem publicado na edição número 5 do «Geoboletim», folha informativa do Centro de Geofísica de Évora (http://www.cge.uevora. pt/geoboletim/geoboleti mmai2007.pdf). De acordo com a informação publicada no «Geoboletim», a bolsa a atribuir a cada estudante consiste no pagamento da propina anual do 1º ano e poderá ser renovada para os anos subsequentes (2º e 3º anos) se o aluno concluir o 1º ano com média igual ou superior a 14.

12 12 notícias alentejo~ Junho 2007 Gonçalo M. Tavares, Monsaraz com Livros '07 Com todas as letras e meia dúzia de aguarelas experiência de marketing na Internet para promover o seu Luís Carmelo, António mais recente romance. O autor Almeida, Ana Pagará utilizou um blogue, o «freelance» (http://freelance.weblog. e Jorge Serafim animam com.pt), para, utilizando o nome a iniciativa Monsaraz de Olavo Aragão, referenciado como jornalista independente, com Livros 07 lançar uma campanha sobre uma jornalista portuguesa que teria sido raptada no Líbano. De 1 a 10 de Junho, Chegou mesmo a colocar no a vila medieval conta YouTube um vídeo com imagens com várias actividades de Rute, a jornalista sequestra- da, para dar força à notícia. de promoção da leitura, Tudo ficção, desde o jornalista numa organização Olavo à sequestrada Rute, mas uma ficção que, partindo da conjunta da Livraria rede de cumplicidades que Sítio das Letras caracteriza a blogosfera, se pode tornar numa nova forma e Junta de Freguesia de (ousada e polémica) de promover um produto. De acordo com Monsaraz o autor, o enredo deste romance cruza a actualidade (o rapto de uma jornalista portuguesa após No Dia Mundial da Criança, a guerra do Líbano de dia 1 de Junho, a iniciativa Julho/Agosto passados) com Monsaraz com Livros 07 inauuma radiografia retrospectiva gura, na Igreja de Santiago, a de Portugal, desde a revolução Feira do Livro e a exposição de de 1974 ao 09/11. «O romance aguarelas de Luís Ançã - «Teus articula a vertigem de se narrar olhos são peixes verdes». em tempo real com a nossa his- A inauguração, prevista para tória mais recente», diz o autor o final da tarde, marca o arrandeste romance, cujo enredo que de dez dias que serão preenvolve uma teia de interesses enchidos com encontros com os num cenário de guerra mas tamleitores, mas também com um e Alvim. Hoje, entre outros pré- Parnassus, Poetry International jornalista em cenário de guerra. bém nos meios políticos e diplodebate sobre a reforma do sec- mios, conta com o Prémio 2002») e na Bélgica («Het laatste A promoção do livro provocou máticos de países como tor do vinho e com uma confe- LER/Millennium BCP (2004) e anker» - «O último refúgio alarido na blogosfera, quando se Portugal, Itália e Líbano. Para rência sobre cidadania e desen- com o Prémio Literário José poemas de todo o mundo sobre espalhou a notícia do sequesvolvimento das comunidades. Saramago (2005). Na Caminho, a morte». Na Caminho publicou tro de uma jornalista portugue- tado ao cinema, Carmelo confes- quem já tem um romance adap- A iniciativa, que os organiza- a nota biográfica, refere ainda ainda os romances: O Senhor sa no Líbano. Tratava-se, contudores pretendem fixar como anu- o prémio Branquinho da Kraus, Jerusalém e O Senhor do, de uma operação de marke- pre o «bichinho do cinema». sa que no que escreve há semal, conta com o apoio de três Fonseca da Fundação Calouste Walser. Marca presença em ting que baralhou narrativa ficórgãos de comunicação social Gulbenkian e do jornal Monsaraz, na Igreja de Por isso, admite a ideia de ver cional e realidade. Editor do blo- «E Deus Pegou-me Pela Cintura» (Diário do Sul, RC Alentejo e Expresso, com a obra O Senhor Santiago, no dia 2 de Junho, gue «Miniscente» (http://wp. luis- em formato cinematográfico. Notícias Alentejo) e de várias ins- Valéry (publicado na Editorial às carmelo.net), professor Marca presença em Monsaraz tituições com ligações à região - Caminho em 2002) e o Prémio Universitário, escritor, colaborano dia 3 de Junho, às Caixa Geral de Depósitos, Banco Revelação de Poesia da horas. Espírito Santo, Amieira Marina, dor de jornais, entre os quais o Associação Portuguesa de Restaurante Casa do Forno e Luís Carmelo Expresso e o Notícias Alentejo, Escritores, com Investigações Casa D. Antónia, entre outros. Luís Carmelo é uma referência Novalis (Difel). Publicou Apresentou recentemente na blogosfera portuguesa, com António Almeida O homem ou é tonto ou é «E Deus Pegou-me Pela experiências como a novela intemulher e A colher de Samuel Cintura», editado pela Guerra e ractiva «Um Amor Catalão»» Licenciado em Geologia pela Gonçalo M. Tavares Beckett e outros textos, ambos Paz. Trata-se do décimo roman- (em Faculdade de Ciências da na Campo das Letras e adaptace de um dos mais produtivos blogspot.com ou em Universidade de Lisboa e doutodos para teatro. Está represen- autores da nova geração de theminion. blogspot. com). Não rado em Ciências da Educação Nasceu em Em Dezembro de 2001 publicou a sua primeira tado em antologias de poesia escritores portugueses e o enre- será, por isso, de estranhar esta pela Universidade Aberta, obra: Livro da dança, na Assírio publicadas na Holanda («Hotel do centra-se no rapto de uma A vila medieval é um dos mais antigos conce- castro fortificado, foi mais mas actuais do Jerez castelhalhos administrativamente cons- tarde romanizado e ocupado no ou Xerez português. Neste Monsaraz liderou o concelho tituídos no sul de Portugal. A sucessivamente por visigodos, sentido, Monsaraz pode signifiaté 1838, data a partir da qual vila de Monsaraz é seguramen- árabes, moçárabes e judeus. A car portanto MONTE XAREZ tem início um processo comconcelho e uma das mais anti- Monsaraz não está suficiente- monte erguido no coração de te a povoação mais antiga do origem toponímica do termo ou MONTE XARAZ, isto é, plexo de transferência da sede do mesmo para a povoação de gas do país. A sua ocupação mente estudada embora se uma terra nas margens do Reguengos, o qual teve o seu data dos tempos pré-históricos, possa colocar a possibilidade Guadiana, antigamente povoaepílogo em 1851 com a fixação estando registados na região da decomposição do termo em da por um impenetrável bre- definitiva da sede de concelho várias centenas de sítios arque- Mon Saraz. A palavra Saraz nhal de estevas (ou xaras) e na então já vila de Reguengos. ológicos dos períodos paleolíti- pode derivar de Xarez ou Xerez que, pela excelência de condi- Esta é a versão que consta no co, neolítico (megalitismo), cal- que equivalia, durante o domí- ções estratégicas - posição de sítio oficial da Câmara de colítico, Idade do Bronze e nio muçulmano à forma arábi- altura com cobertura defensiva Reguengos. O concelho existe Idade do Ferro. Na própria cida- ca Saris ou Sharish. O equiva- de um grande e importante rio com os mesmos limites geográde de de Monsaraz existe uma lente em castelhano do vocábu- - recomendava, naquele sítio ficos desde o século XIII, quanum vasta rupestre pré-romana, de lo português Xara é Jara. difícil acesso, a fundação de do no ano de 1270 o rei Afonso sepulturas antropomórficas Assim Xarez ou Xerez corres- povoado, quase natural- III atribui a carta de foral à escavadas na rocha. A primiti- ponde aos equivalentes arcai- mente defendido. vila de Monsaraz, estabelecen- va ocupação humana de cos castelhanos Jaraez ou Fonte: do assim as bases daquele que Monsaraz, provavelmente um Jarás que conduziram às for-

13 notícias alentejo~ Junho 2007 ~cultura 13 ao período visigótico. No livro, Ana Pagará refere que «as cir- cunstâncias da fundação do Mosteiro da Ordem de São João de Jerusalém ou do Hospital de Marmelar, do qual subsiste o conjunto arquitectónico forma- do pela igreja, dedicada a São Pedro e Paroquial da aldeia de Vera Cruz, e ruínas do paço dos comendadores desta importante comenda hospitalária, encontram-se documentadas numa inscrição de grande importância histórica». A ini- ciativa de construção do moste- iro é atribuída a Afonso Pires Farinha ( ), da Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém. Contudo, muitos his- toriadores, incluindo os autores deste livro, apontam para o período visigótico a origem do conjunto arquitectónico de Vera cruz. Imóvel de Interesse Público desde 1939, a Igreja de Vera Cruz de Marmelar ficou ainda na história por guardar uma importante relíquia - uma parcela da cruz na qual Jesus Cristo foi crucificado. Segundo a tradição, conforme salientam os autores do livro agora editado pela CM Portel, a relíquia do Santo Lenho terá sido trazida da Palestina por Afonso Pires Farinha, depois de uma viagem à Terra Santa. Os historiadores admitem que Afonso Pires Farinha terá participado em várias cruzadas antes de entrar na Ordem de São João de Jerusalém, mais tarde designada por Ordem de Malta. António Almeida tem publicado vários títulos em áreas relacionadas com o Ambiente e a Educação. Em Monsaraz, no dia 4, pelas horas, vai apresentar a sua mais recente obra - Educação Ambiental - a importância da dimensão ética. Co-autor de outra obra recente, O Dono de Tudo, António Almeida é membro do Centro Interdisciplinar de Estudos Educacionais (CIED) da Escola Superior de Educação de Lisboa, onde desenvolve actualmente projectos de investigação que visam uma articulação entre o ensino das Ciências e a Ética Ambiental. A obra que vem apresentar a Monsaraz é considerada como referência para professores e educadores e também para técnicos da administração pública num momento em que o Ambiente é tema na agenda mediática e em que importa assegurar o equilíbrio entre natureza e investimento turístico. Ana Pagará Ana Pagará, Nuno Vassalo e Silva e Vítor Serrão lançaram em 2006 o livro «Igreja de Vera Cruz de Marmelar». Editada pela Câmara Municipal de Portel, a obra mostra a importância de um dos mais significativos monumentos da arquitectura religiosa do Alentejo, cuja origem remonta «Teus olhos são peixes verdes» Tendo a poesia de Eugénio um encontro dos peixes, dos mente em Reguengos de de Andrade como ponto de riscos e das cores com um Monsaraz. Concluiu a licenpartida, Luís Ançã desenvol- excerto do poema «Adeus» de ciatura em Artes Plásticas / veu o seu mais recente traba- Eugénio de Andrade: Pintura na Escola Superior lho. Parte dele ficará em expo- «Às vezes tu dizias: os teus de Belas Artes de Lisboa, em sição, também de 1 a 10 de olhos são peixes verdes. / E Junho, na Igreja de Santiago, eu acreditava. / Acreditava, / 1980, foi professor de deseintegrando a iniciativa porque ao teu lado / todas as nho no AR.CO - Centro de Monsaraz com Livros 07. coisas eram possíveis.» Arte e Comunicação, de 1987 Estas aguarelas são os Luis Ançã é natural de a 1991, e é professor de seus primeiros registos de Lisboa (1955) e vive actual- Educação Visual desde Abertos das 12h00 às 15h30 e das 18h00 às 22h00 Encerram à Segunda-Feira pub Restaurante Aloendro Estrada de Évora, 3 B Telef Reguengos de Monsaraz Fax Tlm Restaurante Adega do Cachete Rua do Grave, 9 Telef S. Pedro do Corval Fax Tlm

14 14 notícias alentejo~ Junho 2007 Joaquina Margalha notasdaaldeia Estudar é nada? (2) Alberto Magalhães Regresso à escola Nos últimos anos da minha carreira profissional, embora tenha estado vinculada à educação, trabalhei num outro sector, com actores, contextos e projectos distintos do ensino regular. Foi um trabalho gratificante, tanto pela diversidade das experiências, como pela possibilidade de poder abordar o ensino numa perspectiva diferente. No entanto, durante estes anos de afastamento, foi subsistindo uma certa nostalgia da actividade lectiva que acabou por me levar a regressar à escola. Voltei cheia de expectativas e questões por responder pois o contacto que procurei manter com o sistema regular de ensino foi-me suscitando interrogações acerca das formas actuais de organização da escola, das relações entre os seus actores e, sobretudo, alimentei durante este tempo uma imensa curiosidade acerca dos alunos, das suas formas de estar e de aprender. Passado um ano, abalanço-me a fazer um exercício de reflexão. A escola está diferente. Era uma instituição fechada, virada para o seu interior, a detentora de grande parte do saber; a sua acção dizia respeito aos que se movimentavam no interior das suas fronteiras. Agora, abriu as portas à comunidade e, esta abertura, trouxe consigo um novo paradigma de escola: uma estrutura na qual todos podem participar, opinar, decidir. São valores democráticos que convém estimular, desde que estejam associados a outros como responsabilização, realismo e sentido de justiça porque, senão, corremos o risco de banalizar mos a acção educativa e transformar - mos a escola num palco de jogos de interesses que podem subverter a sua finalidade social. Nos alunos e nas famílias também identifiquei alterações. Não nas suas finalidades individuais, nos seus projectos de vida, mas nas relações que desenvolvem com a escola e entre si. As for mas de estar são diferentes e acompanharam a evolução da sociedade: são mais participativos, mais críticos, mais reivindicativos. Estes comportamentos, exercidos de uma forma responsável, são positivos. No entanto, identifico uma certa tendência familiar para a complacência em relação aos mais novos. Afigura-se-me que os novos modelos de organização das famílias tendem a sobrevalorizar o papel dos filhos, criando neles um conceito errado de cidadania: valorizam-se excessivamente os direitos, esquecendo, muitas vezes, o sentido do dever que tão necessário será na sua vida adulta, quando não for possível recorrer à protecção familiar. Esta nova realidade é, naturalmente, indissociável da vida escolar. Os pais procuram encontrar na escola um aliado que contribua para o sucesso das suas crianças e jovens. E têm razão. Não podem é perder a noção de que esta não os substitui, o trabalho terá que ser partilhado. Uma campanha de publi- da ao seu percurso. licenciados desempregados um dos principais factores cidade institucional, divul- Mas também é verdade é porque as universidades negativos, geradores de gando o programa Novas que o coro de críticas tinha lhes ofereceram cursos sem pobreza, é difícil aceitar Oportunidades, onde se fundamentos completa- saídas e eles embarcaram. a atitude de sistemática pode ver, entre outras figu- mente diferentes. Os críti- Mas, para mim, os críti- desvalorização dos esforços ras públicas, o treinador cos a puxar ao cepticismo, cos mais irritantes são mobilizadores. Mas, sobre- Carlos Queirós como jardi- apresentam logo vários mesmo os que, numa onda tudo, incomoda-me que neiro, enquanto nos diz exemplos de celebridades - avassaladora de protesto, tanta gente, toda ela forque se tivesse estudado sobretudo do futebol, mas se insurgiram contra a cam- mada e mais que formada, poderia ter sido treinador não só - que se tornaram panha, por esta desvalori- se compraza em atacar os de futebol, tem sido alvo de multimilionários precisa- zar indevidamente profisesforços feitos para incitar inúmeras críticas e de mente por terem abando- sões tão dignas como as de as pessoas a serem mais muito sarcasmo. nado os estudos, para daí costureira ou jardineiro. ambiciosas, a procurarem De facto, não deixa de inferirem que qualquer Não que eu considere a sua valorização profissioser verdade que a primeira campanha deste tipo, desti- indignas estas e outras ocunal, com a desculpa de que fase da campanha era mais nada a convencer os portu- pações, tão úteis ao funcionão há profissões inferiores linear e mais compreensí- gueses a seguirem modelos namento social como as de vel. Dizia-se claramente bem sucedidos e melhora- coveiro, calceteiro, profese de que todas são precisas. o que se pretendia: que pes- rem a sua formação, é ingé- sor ou engenheiro informáempregada doméstica são Sim, um coveiro ou uma soas com experiências pro- nua e ineficaz. tico. Não se trata disso, fissionais e de vida enri- Esta crítica é incorrecta evidentemente. tão dignos e socialmente quecedoras, mas sem o 12º e facilmente desmentida A minha irritação tem úteis como um professor ano, podiam ter uma nova pelos números. Quem tem duas fontes principais. Por ou uma jornalista. Mas oportunidade de adquirir mais formação académica um lado, num país em que conhecem alguma jornalis- esse diploma, através da e profissional safa-se, na a falta de formação adeserviço ta que queira formar-se em certificação das competên- maioria das vezes, melhor quada, académica e profisprofessor doméstico e algum cias adquiridas e de forma- que quem tem menos. Se sional, da maioria da popução que aspire a ser complementar adequa- há, em Portugal, muitos lação, se constitui como coveiro? A. Sáez Delgado A recompensa diária da vida emoutrapátria Excertos de En Otra Pátria, escrito entre 1998 e 2002, traduzidos em exclusivo para este jornal por David Prazeres Às vezes a vida oferece a sua donde apresente um livro, leia partamos sempre arrastando Espanha. Imaginamo-nos recompensa diária nas estantes uma conferência, modere uma connosco tudo o que somos. fazendo com prazer aquilo que de uma livraria. Depois de um mesa redonda ou presida a um Talvez ao chegar a casa, pelo antes se chamava traficar: par de semanas sem visitar os jurado literário ou a uma reu- menos no caso do meu amigo, levar de um lado para outro escaparates desta velha casa de nião de política cultural, em nos reencontremos com algo o melhor de cada sítio. As livros e de papelaria portugue- sua própria e legítima defesa. que somos também nós mes- recordações são também outra sa, a secção de novidades ofere- mos, e que acalma a nossa sede forma de tráfico. De cada lado ce algo mais que livros sobre ~ tanto quanto a viagem. Prova- levamos, sem passaporte nem apocalipses outonais e sobre velmente é necessário reconhe- explicações, aquilo de que mais filosofias de vida que arrastam Dom Sebastião voltará numa cer o campo de batalha antes gostamos. Posso trazer para sacas cheias de morte. Alguns manhã de neblina, velada pelos de qualquer sacrifício, e saber minha casa um perfume do dos últimos poetas portugueses restos dessa noite escura da de antemão por onde correrá outro lado da fronteira encerraque prefiro (Fernandes Jorge, alma em que parece viver este um sangue que é sempre nosso. do no meu carro, ou uma Júdice, Manuel Gusmão, Portugal que espera ansioso o Algo há no regresso de terna laranja amarga e cheirosa das Magalhães...) acabam de sair seu regresso. Fá-lo-á ao lombo crueldade, e algo de saber que árvores da Faculdade, ou alguem livro. Alguns deles havia de um cavalo branco, no que nos estamos enganando a nós ma mosca viajeira e monterrovários anos que não publica- alguns querem ver a figura sim- mesmos na calma felicidade siana que entra no meu carro vam poesia, com o que a avidez bólica de Sagitário, que é, de que proporciona. Porque é evi- ao sentar-me em Évora e que por lê-los é ainda maior. Espero forma algo quixotesca, o signo dente que a ninguém agrada conduzo com cuidado até que me proporcionem uma do Zodíaco que corresponde uma sala de espera. Badajoz, para dar-lhe liberdade tarde de felicidade, ainda que à Espanha. nada mais que parar o veículo a espessura do de Júdice (um Será por isso que é branco ~ e abrir a janela... Traficamos dos poetas portugueses de o cavalo branco de Santiago? com recordações, com a memóquem mais gostava faz poucos Passar meia semana em ria. É verdade que se acaba por anos) me faça pressagiar mais ~ Espanha e a outra meia em sentir-se bem em qualquer um dos seus últimos poemári- Portugal tem as suas vanta- sítio, porém só tão certo como os, com quase mais poemas que Diz-me um amigo que regressa gens. Também as tem atraves- é que se termina sentindo-se dias existem desde a publicação com agrado a casa após muitos sar cada dia a fronteira para mal em todas as partes. do seu último livro. Má-sorte dias de viagem, após demasia- regressar a dormir ao país onde Quando menos esperamos, atede quem vive muito, gosto de dos dias fora, e dou por mim nasceram os teus pais. Compro naza-nos a angústia: espanhol imaginar que diria o seu autor, a pensar que esse sentimento o pão, as frutas, o café e as ver- em Portugal, meio português desde Paris ou desde Lisboa, é o melhor diagnóstico de que, duras em Portugal. O leite, os em Espanha. O medo é o polícia desde qualquer parte do mundo afinal, tampouco é certo que frutos secos e os caramelos em da consciência.

15 notícias alentejo~ Junho 2007 ~opinião 15 José Calixto Festas de Santo António António Saias As Festas Populares em Já em meados da década de devemos fazer um grande ~ As Cerimónias Religiosas honra do Santo Padroeiro de 80, teve a Autarquia que esforço para preservar estes terão certamente uma Reguengos de Monsaraz - assumir a organização das fragmentos da nossa memó- dimensão e um envolvimen- Santo António - são momen- Festas, criando cada vez ria colectiva. to de toda a comunidade tos de alegria e reencontro melhores condições para ainda maior que em anos que unem, ano após ano, a sua realização. Um forte contributo nesse todos os Reguenguenses. sentido vai ser dado na edi- anteriores; No entanto, existem detalhes ção de 2007 das Festas As primeiras referências his- que recordo com muita Populares em honra de Santo ~ Iremos ainda ter oportunitóricas a alguns festejos, rea- saudade: António: dade para homenagear lizados em Reguengos de todos os 'Reguenguenses Monsaraz, em honra de ~ O esforço e a capacidade ~ Iremos assistir ao ressurgi- Ausentes' da sua terra Santo António remontam à de improviso dos 'festeiros'; mento das Marchas natal; última década do século XIX. Populares de Santo António, No entanto, é a partir do iní- ~ As 'majorettes' da ponto alto da tradição desta cio da década de 70 do século Artística; manifestação cultural da ~ Será um momento de passado que as nossas Festas nossa comunidade; valorização e promoção dos Populares ganham a regulari- ~ Os 'encerados', pedidos de artistas da nossa terra; dade conhecida nos nossos urgência ao Senhor Zé Rosa, ~ Poderemos apreciar uma dias. para tentar cobrir o palco, exposição de Artes e Ofícios ~ Ressurgirá um Festival permitindo assim a realiza- Tradicionais do nosso de Folclore e teremos oportu- A sua história encerra uma ção dos esperados espectácu- Concelho (a vinha e o vinho, nidade de assistir a uma granboa parte da memória colec- los, nos dias de inesperadas o barro e seus oleiros, os de Corrida de Toiros em benetiva da nossa Comunidade, trovoadas; diversos tipos de 'carros de da qual muito nos devemos burro', o azeite, as mantas, fício dos nossos orgulhar e tudo devemos ~ As bancadas de madeira os cobres,...); valorosos Bombeiros fazer para preservar. e ferro, instaladas todos os Voluntários. anos, e as duras cadeiras de ~ Mostraremos o nosso Recordo com saudade madeira que faziam as património ambiental A preservação da nossa culo esforço das 'Comissões de plateias; e paisagístico através da tura e das nossas tradições Festas' para levar a cabo exposição 'As Nossas torna-nos numa Comunidade aquele que sempre conheci, ~ Os 'saltos' dos paraquedistas; Paisagens...', uma verdadeira ainda mais humanizada. na minha infância e adoles- porta aberta para o Turismo cência, como o grande ~... de Excelência que consideraalgum tempo da nossa vida É muito gratificante dedicar momento recreativo mos fundamental para o e cultural, com uma forte São memórias como estas desenvolvimento e modernicomponente religiosa. que me fazem acreditar que dade do nosso Concelho; seja cada vez mais para que esse objectivo atingido. Instruções primárias De Faulkner - quando não lhe agradavam conversas sobre Literatura: I am a farmer Entre o Código das Estradas, o tratar da roupa e da cozinha, esfregonar o chão de vez em quando, dar a ração ao cão e aos gatos com regularidade, roçar a erva - que cresce na razão inversa dos meus rendimentos ao fim de cada mês - dar uma espreitadela pelos noticiários da televisão, tomar as refeições e lavar a loiça ao fim de cada uma - nos intervalos disso tudo vou cuidando das batatas, das nabiças e dos grelos. É nesta ocasião que melhor funcionam as ideias, que trato de inscrever no meu, que você conhece quanto eu, chamado guardafactos: uma folha de papel A4 dobrada em oito partes, no bolso da camisa, com pouco esforço enodoado por via da transpiração. Eis então os apontamentos do guarda-factos desta maviosa tarde de Primavera envergonhada: 1 - Quadra (dita) p`ra Pular : se a morte um dia poupasse os que não têm vintém talvez o rico acordasse em dar o excesso que tem 2 - Filosofia: Minúsculo capricho. Pisca o pirilampo para dizer o quê? : que é bicho 3- Sobre um artigo que defende a produção de licenciaturas: Não confundir produzir licenciados com fabricar licenciosos 4 - (de novo) Filosofia: Legitimação dos bêbedos: se os fins justificam os meios, os cheios não os justificariam muito mais? 5 - Ministro dos Aeroportos explica bem as causas da desertificação: Na margem Sul? Sem população; sem escolas; sem Hospitais; sem Hotéis... É preciso ter lata! Como se Escolas, Hospitais, Hotéis... não se construíssem muito mais rapidamente do que o próprio mastodôntico Aeroporto. È com esta megafilosofia que um território mais vasto do que a Holanda caminha para ter menos população do que qualquer uma das suas, muitas, cidades de média dimensão. Ainda não cabemos num Táxi! Mas, por este andar, e com cérebros desta qualidade, não tarda que caibamos, os alentejanos todos, em qualquer modesto Transatlântico. Assim, senhor ministro... jamais, jamais Faulkner teria tido pensamentos muito mais elevados do que estes. Só, suponho, não terá chegado à minha conclusão de Farmer: os gladíolos devem crescer dentro de água - como as Atabuas. Abraços e beijinhos

16 16 notícias alentejo~ Junho 2007 emdia Respostas de Estudantes 'A aula vale a pena porque preciso dela para obter o meu diploma' ~ 'Já alguma vez adormeceu numa aula e acordou noutra? Pois é como eu me sinto em todas as aulas' ~ 'A dissertação foi excelente. Foi tão confusa que me esqueci de quem eu era, onde estava e o que estava ali a fazer - foi um grande momento anti-stresse' ~ 'Qual a qualidade do texto? O texto foi impresso em papel de elevada qualidade' ~ 'O programa da disciplina foi muito extenso. O que não foi abordado nas aulas foi abordado no exame final' ~ 'A técnica dele no powerpoint envergonha o Rembrandt perguntámos ao físico O que é a escala de Richter? A magnitude Richter foi desenvolvida por Charles Richter do Califórnia Institute of Technology em Foi uma das primeiras medidas da dimensão de um tremor de terra para utilizar instrumentos sísmicos que registam movimentos da terra. A magnitude Richter é medida a partir da amplitude máxima registada do movimento do solo. O movimento do solo é registado por um sismógrafo - quanto maior for o tremor de terra, maior é o movimento do solo. O movimento do solo é tanto menor quanto mais afastado estiver o sismógrafo da origem do tremor de terra, por isso a distância do sismógrafo até à origem do tremor também tem de ser considerada. Para a mesma distância, o aumento de uma unidade na magnitude corresponde a um factor 10 no aumento da movimentação do solo. Por exemplo, um tremor de terra de magnitude 6 produzirá um movimento do solo dez vezes maior do que um tremor de magnitude 5, mas um movimento do solo dez vezes menor do que o de um tremor de magnitude 7. A quantidade de energia libertada por um tremor de terra varia 30 vezes por cada unidade de aumento de magnitude - um tremor de terra de magnitude 6 produzirá 30 vezes a energia de um tremor de magnitude 5 e 30 vezes menos energia do que um tremor de magnitude 7. Incidentalmente, um tremor de terra de magnitude 5 produz aproximadamente tanta energia como a libertada pelas bombas nucleares lançadas sobre o Japão durante a II Grande Guerra. Afonso de Almeida O nosso legado Nos últimos 50 anos, is estão a alterar o clima no planeos humanos alteraram os ta e as consequências podem por em causa a nossa própria sobreviecossistemas mais rápida vência. O nosso futuro não será e extensamente do que apenas determinado por índices em qualquer período Dow Jones. No futuro, o nosso comparável na história da sucesso será determinado, não pelos índices das bolsas de valores humanidade. Tal resultou actuais nem pelo número de painuma perda substancial néis de plasma ou de carros que e largamente irreversível temos, mas pelas leis da natureza da diversidade no e pelo que teremos de alterar nos nossos comportamentos para nos planeta Terra. acomodarmos aquelas leis. Os nossos 2005 Millennium Assessment Report pais investiram no futuro eco- nómico do seu mundo com enorme sucesso. Agora é a nossa vez: tere- As actividades humanas evoluí- mos de investir no futuro do nosso ram durante um longo período mundo natural. Teremos de valoricomo se o mundo natural fosse zar a nossa herança natural, se quiinesgotável. No nosso passado his- semos deixar algum legado e tórico recente centrámo-nos na mesmo garantir a continuação da apologia e gestão da Revolução nossa civilização. É este o nosso Industrial quase ignorando o nosso desafio. Teremos de nos centrar ambiente natural. em novos índices que meçam tam- A revolução industrial construiu bém a saúde ambiental. O desafio as máquinas que libertaram a que se coloca aos investigadores é humanidade, permitiu a produção o de se porem de acordo relativae armazenamento de grandes quanmente a um conjunto central de tidades de alimentos e a população indicadores que orientem as decihumana cresceu dramaticamente: sões relativas ao ambiente. Tem 200 anos atrás éramos mil havido grande e justificada ênfase milhões; hoje somos seis mil milhões e o número continua a no carbono na atmosfera que está crescer. a provocar mudanças climáticas. Desde os princípios do século Mas a nossa consciência colectiva XIX até hoje o poder de compra de tem que estar igualmente desperta um europeu cresceu quase 20 para os fluxos ambientais que vezes, e continua a aumentar. garantam a saúde dos rios, dos Somos, sem dúvida, a geração mais estuários e do mar; para a saúde rica, mais saudável e melhor eduque possam garantir a preservação dos ecossistemas e dos habitats cada de toda a nossa história. Mas este sucesso foi conseguido à custa da diversidade vegetal e animal. do nosso mundo natural. Limpárecursos naturais para maximiza- Todos os seres vivos exploram os mos metade das florestas e estarem a sobrevivência das espécies. mos a caminho de eliminar mais de metade de todas as espécies de Mas o Homem, ao desafiar e vida do planeta. Se a população mesmo ignorar as leis da natureza humana crescer até aos previstos está não só a comprometer a nove mil milhões, e as nações ecotambém sobrevivência das outras, como nomicamente menos desenvolviprópria a sobrevivência da sua das atingirem os padrões de consucapaz espécie. Será o homem mo europeus actuais, precisaremos de sair do seu chauvinismo de qualquer coisa como quatro antropocêntrico e avaliar de outra Terras para suportarem a nossa forma o seu lugar no concerto da civilização. Os combustíveis fósse- vida na Terra? dp jornal on-line da universidade de évora pub perguntámos ao matemático Qual o significado de estatisticamente significativo? Boa pergunta! Vou tentar explicar através de um exemplo. Vamos supor que temos uma substância que julgada potencialmente útil no tratamento de uma doença mortal. Após alguma investigação promissora no laboratório, decidimos experimentar a substância em ratinhos e verificar se ela funciona neste tipo de animais. Administramos a substância a 100 ratinhos doentes e no final verificamos que 20 ficaram curados. A pergunta que se coloca é: a substância funciona? Você responderá: claro que sim, curou 20 ratinhos. Outro dirá: não, não necessariamente, porque dos 100 ratinhos 20 poderiam recuperar da doença mesmo sem a administração da substância! OK, o método utilizado não serve. Utilizemos então outro método. Pegamos ao acaso em 200 ratinhos doentes. Dividimos os animais em dois grupos de 100, escolhidos também ao acaso. Aos animais de um grupo administramos comprimidos contendo a substância que queremos testar e aos animais do outro grupo administramos comprimidos iguais mas contendo uma substância que sabemos à partida não ter qualquer efeito (testemunha). A pessoa encarregada de dar os comprimidos e de cuidar dos animais não sabe quais os comprimidos reais e quais os falsos. No final da experiência, contamos o número de animais que sobreviveu em cada um dos grupos. Se do grupo que tomou os comprimidos com a substância em teste sobreviveram 20 ratinhos, e do grupo que tomou os comprimidos falsos sobreviveram 5 ratinhos, então poderemos dizer que um número estatisticamente significativo de ratinhos beneficiou com a substância testada. Se, pelo contrário, também sobreviveram 18 ratinhos do grupo que tomou os comprimidos falsos, então temos um problema: não sabemos com certeza, se a substância teve efeito, porque a diferença entre ratos sobreviventes (20 versus 18) não é estatisticamente significativa. Esta pequena diferença pode ser resultante das variações normais devidas ao acaso ou a factores não controlados. Como é fácil de imaginar, estatisticamente significativo é um conceito muito importante e é utilizado sempre que queiramos saber se em média algo funciona ou não. Funciona se os resultados forem estatisticamente (quer dizer, em média, tudo o resto considerado) significativos.

17 notícias alentejo~ Junho 2007 ~ciência&tecnologia 17 Imagiologia cerebral e marketing Ditos & Provérbios O cérebro das pessoas responde mais facilmente a marcas bem conhecidas, e tem uma reacção mais lenta a marcas menos famosas. Imagens obtidas com MRI funcional (Functional Magnetic Resonance Imaging), que mede a quantidade de energia que o cérebro está a utilizar, revelaram que os cérebros de voluntários (20 homens e 20 mulheres) trabalhavam mais arduamente quando avaliavam a chamada marca fraca, e que a activação ocorria em áreas do cérebro ligadas a emoções negativas. Contrariamente, as marcas fortes desencadeavam menor activação e a actividade cerebral ocorria em áreas envolvidas na auto-identificação, recompensa e emoção positiva. De acordo com Christine Born, que conduziu esta experiência na Universidade Ludwig- Maximilian (Munique - Alemanha), esta técnica poderia ser útil para comercializar com mais eficácia ao nível de grupos de pessoas que são tradicionalmente ignorados pelos profissionais de marketing, tais como os idosos que têm bastante dinheiro para gastar (alemães, claro...). Aquela equipa planeia investigação adicional em grupos mais diversificados para determinar como é que a percepção das marcas pode variar em função da idade, género e outros factores. Perplexidade O poder político transformou o docente (investigador) universitário público português num trabalhador deveras singular, ao qual se exige contratualmente que faça investigação, mas sem que o empregador esteja obrigado a fornecer os meios mínimos para que possa cumprir tal missão. Ou seja, o Estado pode despedir um docente universitário que não faça investigação científica invocando incumprimento contratual ou, na hipótese mais benigna, negar-lhe qualquer progressão na carreira, numa situação em que o Estado não lhe fornece os meios para que possa cumprir tal desiderato. Imagine o leitor que um trabalhador contratado por uma fábrica de automóveis é despedido por não montar automóveis, numa situação em que a fábrica não fornece as peças para o efeito. Incrível? Pois é verdade no caso do docente universitário. Como se não bastasse eis, caro leitor, que o poder político se prepara agora para brindar trabalhadores altamente especializados, que cumprem, no mínimo, 22 anos de escolaridade obrigatória - até à conclusão do doutoramento -, e que têm uma vida inteira de formação contínua ao mais alto grau de exigência, com concomitante sujeição a provas e concursos públicos abertos para ascensão na carreira, com contratações em regime de precariedade que podem assumir a forma de contratos temporários que podem cessar a meio, sem aviso nem indemnização (projecto de Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior). Basta que a instituição universitária invoque ter deixado de ter dinheiro!!! Como salientado num comunicado recente do SNESup, Nem sequer no direito privado se admite esta causa de cessação de contratos. Trata-se de um modelo contratual que não fica a dever nada ao da exploração da imigração clandestina, para não fazer outras comparações. Mas há mais: este pária da sociedade uma vez despedido não tem direito a subsídio de emprego! O segredo da criatividade reside em saber esconder as suas fontes de informação Albert Einstein ~ Nenhuma investigação humana pode ser chamada verdadeira ciência se não puder ser demonstrada matematicamente Leonardo da Vinci ( ), pintor, arquitecto e escultor do Renascimento Italiano ~ Biologicamente falando, se algo o morder é provavelmente uma fêmea Desmond Morris (1928-), zoólogo e etologista britânico ~ Indignação moral é inveja com uma auréola Herbert George Wells ( ), escritor britânico ~ Nunca interrompa o seu inimigo quando ele está a cometer um erro Napoleon Bonaparte ( ) ~ Não vou desperdiçar os meus dias a tentar prolongá-los Ian Lancaster Fleming ( ), jornalista e escritor britânico ~ Uma vez eliminado o impossível, o que quer que seja que fique, mesmo que improvável, deve ser a verdade Sherlock Holmes (by Sir Arthur Conan Doyle, ) ~ Mudanças climáticas e extinção de animais As conexões entre as mudanças climáticas globais e a extinção de espécies animais é muito complexa, e nem todos os investigadores estão de acordo sobre o que pode acontecer. No entanto, a maioria concorda que o aquecimento global provocará a destruição de habitats em muitas áreas do nosso planeta. As alterações nos habitats podem determinar o crescimento ou o declínio de populações de várias espécies de animais, incluindo a extinção. Mas podem também permitir a emergência de novas espécies. A extinção (e a emergência) de espécies faz parte do ciclo da vida. O aquecimento global pode acelerar esta dinâmica. Prefira os alimentos naturais Você é daqueles que tomam complementos antioxidantes para prevenir certas doenças? Pois bem, de acordo com os resultados de vários estudos de investigadores do Hospital Universitário de Copenhague (Dinamarca), o betacaroteno, e as vitaminas A e E, tomados separadamente ou combinados com outros antioxidantes, aumentam significativamente (em média, 5%) os riscos de mortalidade. Estes resultados resultam da análise dos resultados de 47 ensaios clínicos com pessoas. Para fácil identificação Face a uma queda iminente do avião, ajuda de facto colocar a cabeça entre as mãos e apoiá-las nas pernas? Resposta do perito da seguradora: Ajuda, mas apenas a identificar os cadáveres após a queda. Naquela posição há mais possibilidade de encontrar dentições intactas para confrontar com registos dentários. E no que se refere aos coletes salva-vidas? Vale mesmo a pena colocá-los quando um avião mergulha nas águas geladas? Resposta: Claro que sim!: torna- -se muito mais fácil encontrar, contar, e identificar os cadáveres.

18 18 figuras&factos~ notícias alentejo~ Junho 2007 faça chuva ou faça sol Morrer na cama à espera de... Aconteceu em Ourique e foi relatado pelo 24 Horas. Sentado na cama, um homem de 94 anos morreu num lar, em Ourique, à espera da chegada da ambulância. O 24 Horas relata ainda que técnicos da instituição e bombeiros nada puderam fazer para evitar a tragédia. Disse o jornal que José Manuel, 94 anos, morreu numa terça-feira à noite, sentado na cama, enquanto esperava a chegada da ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estacionada em Beja, a cerca de 60 quilómetros de distância. O homem sentiu-se mal por volta das onze da noite, queixando-se de uma forte indisposição e de falta de ar. Alarmadas, as funcionárias do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Ourique, onde o homem se encontrava internado, ligaram de imediato o 112 e pediram auxílio. Eram 23h15. A directora do lar, Susana Quintino, explicou que o INEM disse à funcionária para sentar o senhor na cama e esperar a chegada da ambulância, o que só aconteceria passados 30 minutos. Dois minutos depois de alertado o 112, os bombeiros da terra estavam no local. Mas o centro de saúde estava fechado há mais de três horas e nem sequer tiveram autorização para levar o doente. As instruções foram para aguardar a chegada da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), estacionada no Hospital de Beja. Chegou pelas 23h45. Por volta da meia-noite foi confirmado o óbito, por paragem cardiorrespiratória. Contactada pelo 24horas, uma fonte da Administração Regional de Saúde do Alentejo assegurou que a resposta da emergência médica em Ourique será melhorada dentro em breve através da instalação de um helicóptero. Além do helicóptero para Ourique, esperase por um Simplex para a assistência médica. Mais papista que o papa De acordo com os jornais, um fessor agradeceu «a compreen- No JN, Francisco José professor de inglês que traba- são, simpatia e amizade» dos Viegas, sobre este mesmo lhava há quase 20 anos na profissionais com quem lidou assunto, escreveu: «Sei que Direcção Regional de Educação ao longo de 19 anos de serviço o senhor primeiro-ministro do Norte (DREN) foi suspenso na DREN (interrompidos ape- não concorda com este tipo de de funções por ter feito um nas por um mandato de depu- perseguições. Não deixe que comentário jocoso ao polémico tado do PSD na Assembleia da isso aconteça no seu, e meu, caso da licenciatura de José República). Naturalmente que país. De contrário, o senhor Sócrates na Universidade o professor, independentemen- será responsável pelo reapare- Independente. A directora regi- te do resultado do inquérito cimento de milhares de pequeonal justificou, em declarações que lhe foi instaurado, não esta- nos ditadores e papistas, um ao jornal Público, a medida rá pelos ajustes de continuar pouco por todo o lado. Eles punitiva por considerar que se a aturar uma chefe tão zelosa detestam-no a si porque tratou de um «insulto» proferi- dos interesses e da imagem de o senhor é de uma nova gerado nas instalações da DREN e um chefe ainda mais chefe. ção de políticos que nasceu durante o horário de trabalho. Afinal de contas, a ameaça de para a política já em liberdade; Mais papista que o papa, sanção não se deve a utilização mas aproveitarão a boleia que a senhora directora mostra os indevida do telefone, do com- este caso pode dar-lhes para «tiques» normais de quem sente putador ou do agrafador para satisfazer a pequena tentação necessidade de agradar ao che- «biscates» privados, deve- portuguesa da intolerância». fe. Talvez, quem sabe, seja ela -se apenas a um delito de É, acrescente-se, frustrante também um dia promovida anedota. que num Governo que se tem a um lugarzinho elegível na As três décadas de democra- esforçado por propagandear lista de deputados, ou mesmo cia estão, infelizmente, cheias o Simplex ninguém tenha surao cargo de directora-geral de de episódios destes, em que gido, de imediato, a contrariar uma daquelas inutilidades da pequenos ditadores defendem os tiques autoritários. Não é só administração pública. a sua (deles) moral e bons cos- a burocracia desnecessária que Em carta dirigida aos cole- tumes, num sistema que só está a mais na administração gas, relatou o Público, o pro- admite via única. pública... o debate ficou na página 9 Assine o jornal na página 23 É por ali» pub ~ notícias alentejo Susana Rodrigues entre aspas «Os Estados Unidos têm sido de modo geral considerados um modelo de democracia e de respeito pelos Direitos Humanos. Desde o final da Segunda Guerra Mundial que o país, sobretudo os Presidentes democratas, menos propensos a compromissos, colocou os Direitos Humanos à frente dos negócios» Benjamim Formigo «O debate que vem decorrendo desde o 11 de Setembro, quando as torres gémeas foram atingidas pela Al Qaeda, tornou-se imoral. Em primeiro lugar a Casa Branca assumiu a atitude cínica de continuar a não permitir a prisão sem culpa formada e garantir todos os direitos de defesa no território dos Estados Unidos mas não se coibiu de instalar uma prisão de excepção em Guantanamo, a base militar americana em Cuba, onde um número indeterminado de cidadãos está detido sem culpa formada, apenas por mera suspeita e onde a CIA pode usar "métodos especiais de interrogatório". Não vamos entrar pelas suspeitas existentes quanto a prisões privadas e trânsito de prisioneiros pela Europa, designadamente pela União Europeia» Benjamim Formigo «A admissibilidade da tortura não é uma questão de cor da pele ou convicções religiosas mas uma manifestação de desenvolvimento, de justiça e de respeito. Discutir a tortura é simplesmente imoral» Benjamim Formigo «O endossar para António Costa a grave responsabilidade de reconquistar Lisboa, José Sócrates faz um jogo perigoso. Pretende afastar um émulo na corrida para a chefia do PS. Ao mesmo tempo, se Costa perder, os efeitos colaterais atingi-lo-ão de forma escassa. O primeiro-ministro é hábil nestes malabarismos "políticos". Casos ilustrativos: as manobras que conduziram à derrota de Mário Soares, a última pessoa que desejava ver em Belém; e a inesperada votação em Manuel Alegre, que lhe serviu para dividir os votos socialistas» Baptista Bastos

19 notícias alentejo~ Junho ~publicidade

20 20 crónica~ notícias alentejo~ Junho 2007 tópicos Luís Carmelo Pode ser que a voz de Barreto se venha a tornar num ícone do Portugal do início do século XXI. Mas eu desconfio, desconfio profundamente. Apostaria bem mais nas ravinas incontroláveis que ressoam nas vozes de A Bela e o Mestre. Essas ravinas não nos dão a forma do nosso país, eu sei. Mas era sobre elas que Eça voltaria a escrever, se fosse vivo As vozes do século Daqui a cinquenta anos, que Rubem Fonseca. Até porque que dá conta. Como se os con- pára de enumerar dados óbvivozes reflectirão de modo con- a voz é sempre uma arma que trastes do mundo enunciado os, senso comum, alguns desavincente o início do século ninguém controla. Uma voz se tivessem apeado do analista bafos de snack, encadeamen- XXI português? A voz de diz mais de si - e do mundo que, quase funéreo, lhes enu- tos argumentativos mudos, Sócrates? As vozes de "A Bela que a escuta - do que dirá mera virtudes e uma mão generalidades. Não é sempre e o Mestre"? A voz de Marcelo, sobre aquilo que conta. cheia de desaires. assim, é evidente. Mas a serieou o tom analítico das vozes A prova mais evidente desta Uma voz é sempre uma voz dade e o caos coabitam em de "A Quadratura do Círculo"? realidade é a radiografia por- que julga. O testemunho das todo o lado. Mesmo nos dis- Não consigo conjecturar. tuguesa que António Barreto "angústias" e da "pouca sorte" cursos brilhantes. Até mesmo Não faço a mais pequena ide- tem apresentado, às Terças- reflecte-se na voz de Barreto no universo cristalino de ia. Mas parece-me que o tom -feiras no Canal 1 da RTP com a luminosidade com que António Barreto. de análise é sempre o tom ("Portugal - Um Retrato o pico da montanha terá Pode ser que a voz de mais agastado, mais sujeito Social"). observado Sísifo. O pathos, ou Barreto se venha a tornar num a erosão, mais mortificado. A voz de Barreto não se limi- a paixão soterrada na expe- ícone do Portugal do início do E também me parece que o ta aí, naturalmente, a relatar riência que já foi, sobressai século XXI. Mas eu desconfio, tom do discurso político é sem- ou a narrar. Ela também deno- ainda mais quando a cascata desconfio profundamente. pre uma ferida aberta pela con- ta outros dons e não é nunca do presente excede a capacida- Apostaria bem mais nas ravitingência e pelo imediato. neutral (a prosódica tem facul- de do comentário. Por outro nas incontroláveis que resso- Sobrarão, talvez, as pastilhas dades parecidas com as que lado, no verso da ciência soci- am nas vozes de "A Bela elásticas de Mourinho, os luzem na imagem). A voz de ológica, e, porventura, com e o Mestre". Essas ravinas não tiques espontâneos de Pedro Barreto, profunda e um tanto a legitimidade que ela empres- nos dão a forma do nosso país, Tochas ou as loucuras de melosa, aparece como dissoci- ta à abordagem, não é raro eu sei. Mas era sobre elas que Jardim. ada da realidade que evoca. apercebermo-nos - nós, espec- Eça voltaria a escrever, se As certezas, nestes casos, Como se já não pertencesse tadores - de que aquela voz fosse vivo. são charadas puras como diria à festa ou ao desencanto de tão excessivamente off não Expresso Online pub RÁDIO CORVAL, C.R.L. RUA DE S. PEDRO, 25 - S. PEDRO DO CORVAL CORVAL Telefone: Fax: RC ALENTEJO 96.2 FM A sua sintonia 24 horas por dia EMISSÃO ON LINE Há 20 anos uma referência porque o Alentejo merece bilhete postal Nos bastidores da Rádio, as vozes esperam ser convocadas para a emissão. Foto David Prazeres bilhete postal

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