Histórias de uma. cidade que cresce. Passo Fundo 154 anos

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1 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Suplemento Especial - Não pode ser vendido separadamente Passo Fundo 154 anos Histórias de uma cidade que cresce

2 Uma cidade de influência Passo Fundo é o município gaúcho com os melhores índices de desempenho econômico dos últimos anos. Medido pela Fundação de Economia e Estatística e IBGE, se consolida na 9ª posição do PIB entre os 496 municípios. Na área de serviços, seu desempenho é ainda melhor: 6ª posição. Além disso, por meio do estudo do IBGE (2008), Passo Fundo foi classificado como Capital Regional A ou de primeiro nível, que faz alusão a municípios com capacidade de gestão em nível imediatamente inferior àquele das metrópoles e que possuem área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino para um conjunto de atividades por grande número de municípios (Anuário Passo Fundo Gigante do Norte 2011, Cleide Moretto). Isso representa dizer que o desempenho econômico da cidade está num patamar de influência só perdendo para cidades pólos de regiões metropolitanas. Como capital regional de primeiro nível, segundo o IBGE, o município tem uma população sob sua influência direta de habitantes, distribuída em uma área de ,22 Km² e municípios brasileiros. PIB GERAL Passo Fundo está na 9ª posição geral e em 6ª colocação na área de serviços A melhor para fazer carreira O município é a 28ª melhor cidade brasileira para construir uma vida profissional. No Estado, o município só fica atrás de Porto Alegre (6º lugar) e Caxias do Sul (26º lugar) e na região sul do país, ele está na sétima posição, segundo pesquisa da Revista Você S/A. Em 2007, quando passou a integrar a lista, a cidade aparecia na 54ª posição. No ano seguinte, subiu dois postos e em 2009 figurava em 44º na lista. No ano passado, trocou de posto com Santa Maria, assumindo a 42ª colocação e neste ano subiu 14 posições ficando a frente de cidades gaúchas como Santa Maria e Canoas. Arrecadação do ICMS Ano Valor (R$) Evolução (%) ,44% ,19% ,77% ,43% ,42% Retorno do ICMS Ano ICMS (em R$) Evolução (%) , ,81 6, ,61-6, ,65 9, ,97 2, ,08 21,82% Orçamento Municipal Ano Receita Total (em R$) Evolução (%) ,76 14,69% ,50 8, ,05 12, ,98 13, ,62 6, ,45 17,36% Fonte: Anuário Passo Fundo Gigante do Norte 2011 Diretor Presidente: Múcio de Castro Filho Diretor Executivo: Múcio de Castro Neto Editora Chefe: Zulmara Colussi MC- Rede Passo Fundo de Jornalismo Ltda Rua Silva Jardim, 325 A - Bairro Annes CEP Caixa postal 651 Fone: Passo Fundo RS Sucursal em Porto Alegre: GRUPO DE DIÁRIOS - Rua Garibaldi, 659, conj. 102 Porto Alegre-RS. Representante para Brasília: CENTRAL COMUNICAÇÃO. Representante para São Paulo e Rio de Janeiro: TRÁFEGO PUBLICIDADE E MARKETING LTDA Avenida treze de maio, sala Rio de Janeiro RJ. Conselho Editorial Múcio de Castro Filho Clarice Martins da Fonseca de Castro Milton Valdomiro Roos Fones Múcio de Castro Antero Camisa Junior Contatos Geral: (54) Circulação: Redação: (54) Não nos responsabilizamos pelos Filiado à Dárcio Vieira Marques Paulo Sérgio Osório Valentina de Los Angeles Baigorria Múcio de Castro Neto Comercial: Redação: Administrativo: Assinaturas: (54) Classificados: (54) Circulação: (54) conceitos e opiniões emitidos em colunas e notas assinadas ou matérias pagas. Não devolvemos originais, publicados ou não.

3 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Passo Fundo 154 Anos 3 Nomes peculiares, surgidos a partir da vontade popular marcaram época nas vilas e bairros do município Histórias que fazem parte da nossa história Redação ON Há pelo menos duas décadas a organização urbana de Passo Fundo se transformou. Novas regras a partir do Plano Diretor foram determinantes para definir a ocupação geográfica do município. Mas, nem sempre foi assim. Na data em que o município comemora os seus 154 anos de emancipação o Jornal O Nacional dedica o especial de aniversário a contar a histórica de vilas e bairros da cidade que surgiram a partir de histórias e nomes peculiares e nada convencionais. Brasílias que nada se pareceram com a Capital Federal, Vila Pipoca, Cachorro Sentado, Sovaco da Cobra. Nomes que vieram da imaginação popular, que foram dados a partir de realidades de épocas ou que surgiram de brincadeiras. Ao longo do tempo tornaram-se folclóricos, alguns odiados e até estigmatizados pela comparação especialmente com a violência ou prostituição. Mas, a cidade cresceu. A totalidade destes bairros e vilas mudou de nome. As comunidades locais também passaram por transformações. Os dados do último censo revelam, pela primeira vez, a realidade dos nossos bairros e vilas. Quais são as áreas mais populosas, onde estão as de menor densidade demográfica e que demandas podem ser apontadas a partir destes números. A área central de Passo Fundo continua sendo a mais populosa com um total de habitantes. A região da grande Vera Cruz, que compreende os bairros Nonoai, Dona Eliza, Parque Leão XIII, Loteamento São Bento e Vila Hípica, ficou na segunda posição totalizando mil habitantes. Logo atrás, vem a região do bairro Boqueirão com mil. O levantamento demonstra uma redução significativa em relação ao número de habitantes por residência em Passo Fundo. Desde o último censo realizado em 2000, o dado que era de 3,5 caiu para 2,99, seguindo tendência da região Sul do País. O levantamento do IBGE aponta para a redução da população em alguns bairros de Passo Fundo. Na Victor Issler, o número caiu de para No Záchia, a redução foi de para A construção do PAR na vila Vera Cruz, com capacidade para 800 apartamentos, atraiu parte dos moradores do Záchia e contribuiu para esta migração de moradores de uma região para outra.

4 4 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Brasílias Há cerca de 50 anos, formaram-se alguns corredores às margens das estradas do município com casas simples habitadas por trabalhadores rurais desempregados ou por pessoas em situação de subemprego. Esses corredores ficaram conhecidos como brasílias As brasílias de Passo Fundo Texto e fotos: Natália Fávero/ON Brasílias Dezenas de vilas de Passo Fundo são chamadas de brasílias. Uma alusão a construção da capital do país na década de Mas, ao contrário da bela arquitetura projetada por Oscar Niemeyer, as brasílias passo-fundenses eram ranchos construídos com madeira velha, costaneira, zinco e lonas às margens das estradas nos chamados corredores. As vilas Bom Jesus, Ipiranga, Santa Marta, Jardim e a Beira Trilho são alguns desses lugares. Atualmente, apenas a Beira Trilho e parte da Vila Jardim conservam os padrões daquela época. O processo de desintegração da propriedade pastoril levou muitas famílias, idosos e pessoas doentes que não tinham mais capacidade produtiva no campo a habitarem na beira das estradas próximas as cidades. Segundo o historiador e membro da Academia Passo-Fundense de Letras, Paulo Monteiro, eles eram acomodados nos corredores pelos próprios proprietários rurais que, na maioria das vezes, forneciam as madeiras ou construíam os ranchos. Essas pessoas ganhavam uma indenização miserável e acabavam sendo despejadas nos corredores, diz. Essa situação também teve grande influência do êxodo rural. Naquela época, grande parte da população começou a deixar o campo em busca de melhores condições nos centros urbanos. No entanto, com a dificuldade de encontrar emprego, as famílias acabavam instalando-se nas estradas. Geralmente habitavam ruas estreitas. Viviam do subemprego formando um grupo chamado sociologicamente de lumpemproletariado, ou seja, pessoas sem formação profissional em situação miserável, explica o historiador.

5 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Brasílias Passo Fundo 154 Anos 5 A brasília da Bom Jesus A vila Bom Jesus é ainda chamada por muitos moradores de brasília, porque as primeiras moradias se formaram nos corredores. Hoje as características estão camufladas. Os casebres viraram casas de alvenaria e as moradias feitas de madeira foram reformadas. Em alguns lugares, como nas margens das ruas do Rosário e Brigada Militar dá para perceber algumas características devido a proximidade das casas com a rua. Aqui na Vila Ivo Ferreira entre a Bom Jesus e São Cristóvão há uma área da Brigada Militar ocupada por antigas casas que fizeram parte das brasílias. Essa característica fica ainda mais evidente porque de um lado tem uma área urbanizada com casas novas e do outro há casas antigas de madeira no meio rural, diz Monteiro. Lembrança Roselaine Chaves Lemes mora em uma das casas antigas localizadas na área da Brigada Militar, na vila Ivo Ferreira, na divisa com a Bom Jesus. Ela vive neste local há cerca de 20 anos. O marido dela é militar e tem quase 30 anos de carreira. Quando era criança morava no bairro Planaltina, que fica ao lado da Bom Jesus. Eu lembro que um dia estava passando e chamei a Bom Jesus de brasília e a minha mãe ficou brava. Ela disse que as pessoas que moravam ali não gostavam que a gente chamasse o lugar assim, relembra Roselaine. Uma das casas de madeira foi construída pelo avô do morador Cristiano da Silva, de 19 anos. Ele conta que o avô, hoje com quase 70 anos, levantou a casa há cerca de cinco décadas. Naquela época não havia concurso para a Brigada Militar. Então, as pessoas começavam como carpinteiro e iam subindo de cargo. Foi o que aconteceu com o meu avô. Também havia muitos militares que vinham de fora e que acabavam construindo casas simples, porque não tinham onde morar, conta o rapaz. Hoje, a vila oferece toda a infraestrutura necessária como escolas, creches, supermercados, farmácias, ambulatório de saúde e dezenas de estabelecimentos. Mas, nem sempre foi assim. Lembro que antigamente tínhamos que amarrar sacolas plásticas nos pés para andar na rua que não tinha asfalto e as condições não eram boas, revela um dos moradores. Na entrada da vila Donária as casas foram retiradas pelo governo das margens da rua, mas as árvores frutíferas mostram que o local já foi habitado Cristiano da Silva e Roselaine Chaves relembram algumas histórias contadas pelos antepassados

6 6 Passo Fundo 154 Anos Brasílias Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 O historiador Paulo Monteiro explicou que a Beira Trilhos tem características típicas dos corredores chamados de brasílias Típicas brasílias Parte da vila Jardim, às margens da ERS 324, retrata perfeitamente as antigas brasílias. Segundo o historiador, Paulo Monteiro, o cenário atual mostra o que eram os corredores. As casas são construídas com madeira velha, costaneira, zinco e lonas. As pessoas vivem do subemprego, catando papel. A gaiota, a criação de galinhas e cavalos e o pátio rural expõem características típicas dos corredores, diz Monteiro. A Beira Trilho, que vai da Victor Issler ao Bairro Valinhos, também guarda cenários de brasílias. As casinhas construídas próximo aos trilhos do trem ilustram os corredores. Monteiro revela que hoje é difícil encontrar moradores daquela época, mas que os casebres foram passando de geração em geração. No Loteamento Ipiranga, às margens da rua Luiz Lângaro também havia uma brasília Movimento comunitário muda o perfil das brasílias A partir dos anos 1970, começa a crescer o movimento comunitário e as associações de moradores começam a se desenvolver. Essa organização comunitária passa a reivindicar melhores condições de moradia, de trabalho e de educação e solicitam também áreas para as pessoas que moram em condições de vulnerabilidade social. Foi o que aconteceu na vila Donária. O pessoal que morava na brasília foi colocado dentro da vila Santa Marta. A prefeitura criou o projeto Fundo para Habitação de Populações de Baixa Renda (Fubar). A ideia era vender terrenos a fundo perdido para abrigar essas pessoas, explica Monteiro. Dessa forma, surgiram, por exemplo, os loteamentos Jaboticabal e Alvorada. Esses locais se formaram com pessoas vindas das brasílias. Com os projetos habitacionais que surgiram os corredores diminuíram. Mesmo tendo alguns resquícios de brasílias no município, as pessoas aumentaram a sua renda e através de financiamento conseguiram melhorar as condições de vida. Das brasílias restam ainda alguns idosos. Mas, aquela geração desapareceu. Atualmente, são os filhos ou netos que moram nestas casas e já estão inseridos na realizada urbana. Muitos conseguiram melhorar as condições das moradias, diz o historiador.

7 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Passo Fundo 154 Anos 7 Buraco Quente A baixada da vila Lucas Araújo ficou conhecida em meados da década de 1970 como Buraco Quente. A união da comunidade mudou a realidade A transformação através da amizade e solidariedade Texto e fotos: Natália Fávero/ON Buraco Quente Buraco Quente está localizado entre as ruas Minas Gerais, São Lázaro, Pio VI e Guia Lopes Literalmente um buraco quente. Assim era chamada há cerca de 40 anos a parte baixa da vila Lucas Araújo, no quarteirão entre as ruas Minas Gerais e Pio VI. O local era covil de criminosos, como Jorge Cabeludo, e também registrava brigas frequentes entre vizinhos e no próprio ambiente familiar. As pinguelas do riacho Pinheirinho chegaram a ganhar nomes de ponte do tiroteio e da facada. A fama foi desaparecendo e hoje o apelido de Buraco Quente só serve como ponto de referência para localização no bairro. Na época, era impossível construir imóveis e boa parte dos terrenos pertencia a prefeitura. A região do Buraco Quente abrangia terrenos irregulares e muitos banhados. Mas, algumas pessoas que não tinham onde morar não se importavam com a situação e passaram a ocupar a área que também compreende o riacho Pinheirinho da Lucas Araújo. O historiador Paulo Monteiro conta que o lugar era famoso pelas confusões. As pessoas não podiam realizar festas ou encontros porque sempre aconteciam cenas de violência. Havia muita bebedeira e brigas de casais. Daí o nome Buraco Quente, conta Monteiro. O historiador relembra que quando a antiga Associação da Baixada da Lucas foi criada, na década de 1980, foi realizada uma festa no salão comunitário. Algumas figuras conhecidas do local quiseram arrumar confusão e os moradores puxaram facões e garruchas e deram uma surra nos intrusos. A própria comunidade se uniu para esfriar os ânimos dos bandidos que aqueciam o buraco, relembra. O trabalho dos Vicentinos, com atos de solidariedade e projetos sociais, também foi essencial. Monteiro esclarece que o local deixou de ser chamado de Buraco Quente há aproximadamente duas décadas.

8 Buraco Quente 8 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Infraestrutura O estabelecimento do comerciante Ildo Benedetti completa 20 anos nas dependências do Buraco Quente. Ele foi presidente da Associação da Baixada da Lucas durante cinco anos naquela época. Logo que vim morar aqui era muito perigoso. As pessoas eram difíceis e era uma violência só. As pinguelas receberam apelidos como a ponte da facada e a ponte do tiroteio por causa da violência, afirma o morador. Nos últimos anos, a infraestrutura melhorou e a violência foi substituída pela amizade. Conheço todos e todos me conhecem. Buraco quente ainda é referência para a população, principalmente nas rádios. Tenho orgulho de morar aqui pela amizade que tenho por esse povo. Têm pessoas que saem e acabam voltando pra cá, comemora Benedetti. O empresário Sérgio Luiz da Silva Xarão presidiu cinco anos a Associação Amigos da Lucas Araújo que representava a parte alta da vila. A entidade foi criada em Uma das lembranças mais fortes do morador são os campeonatos de futebol de campo da época. Com orgulho, ele até hoje pendura na parede do escritório as fotos dos times. As novas gerações nem sabem que existiu o Buraco Quente. O local era muito descriminado pela população. A história da vila está muito ligada a baixada. A Lucas Araújo meio que se formou a partir dali, relembra o ex-presidente da associação. O comerciante Ildo Benedetti conta que as pinguelas do riacho Pinheirinho receberam apelidos como Ponte do Tiroteio devido a violência da época no Buraco Quente O empresário Sérgio Luiz da Silva Xarão exibe os retratos dos saudosos campeonatos de futebol de campo da Lucas Araújo

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10 Buraco Quente 10 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Um pouco de história O morador Renato Carlassara cresceu no bairro e revela que a vila se originou a partir das doações de terras feita pelo tenente coronel Lucas José de Araújo. A área começava na Brigada Militar e terminava na Sete de Setembro até a Perimetral Sul. Foi criada então a Fundação Lucas Araújo e os terrenos comercializados fizeram surgir a vila. O criminoso Jorge Cabeludo que era notícia frequente nas páginas policiais morou na baixada da Lucas O covil de Jorge Cabeludo Os moradores revelam que um dos mais temidos criminosos da década de 1970 morou no Buraco Quente. Jorge Cabeludo era líder de uma quadrilha formada por jovens que aterrorizou a cidade e o Estado. As ações violentas da gangue deram a Passo Fundo a fama de Chicago dos Pampas. A gangue era formada por outros comparsas famosos como Jorge Borracha, Jorge Tripa, Arroz, Rasga Diabo e Ringo, que por muitas vezes se esconderam da polícia na baixada da Lucas. Reivindicação No buraco quente também existe um problema histórico. O presidente da Associação dos Moradores, Clédio Patias explica que o bairro teve uma evolução significativa. Foram conquistadas a capela mortuária, a cobertura do colégio, a canalização de parte da sanga e hoje a principal reivindicação da comunidade é a drenagem da outra parte do riacho. A prefeitura fez a topografia e o cadastro das 31 famílias lindeiras do Rio Pinheirinho e agora esperamos que o problema seja solucionado de uma vez por todas. Antigamente crianças e jovens se divertiam nesse riacho no verão. Era uma espécie de prainha. Mas, hoje todo o esgoto cloacal é largado na sanga e se tornou um problema de saúde pública, explica Patias.

11 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Passo Fundo 154 Anos 11 Cachorro Sentado e Sovaco da Cobra Há aproximadamente 30 anos, dois bairros localizados na grande São Cristóvão foram apelidados de Sovaco da Cobra e Cachorro Sentado Os apelidos não condizem mais com a realidade Texto e fotos: Natália Fávero/ON Cachorro Sentado e Sovaco da Cobra Ex-vereador Bolívar Doro não está mais no cenário político. Mora em uma casa na Avenida Tristão de Almeida, próximo ao Cachorro Sentado Ao contrário dos demais lugares já citados nesta série, o Sovaco da Cobra e o Cachorro Sentado não se destacavam pela criminalidade, mas pelo fato de serem pontos de prostitutas. Casas comandadas por mulheres da vida eram alugadas pelas empresas para oferecer hospitalidade aos funcionários que vinham de outras cidades. A fama era tanta que outras moradoras acabavam sendo confundidas com garotas de programa. O caso gerou polêmica na época e a comunidade promoveu uma campanha para expulsar as meretrizes do local. O Sovaco da Cobra está localizado na baixada do Loteamento Santo Antonio da Pedreira e o Cachorro Sentado fica nos fundos do bairro Copacabana. Esses lugares foram batizados pelo ex-vereador Bolívar Doro, parlamentar mais votado na época com 1,6 mil votos, que legislou entre 1989 e Ele popularizou os apelidos em seus discursos na Tribuna da Câmara de Vereadores e na imprensa. Doro revela que os moradores não gostam muito dos codinomes, mas ele se orgulha em dizer que vive no Cachorro Sentado. Tenho orgulho do lugar que vivo há 40 anos e só parto daqui quando me levarem para o cemitério. Eu gosto desse lugar e tenho a maior parte dos amigos morando aqui, diz orgulhoso. Uma das testemunhas do auge do Sovaco da Cobra e do Cachorro Sentado é o comunicador Júlio Rosa. Os prefeitos de outras cidades que não tinham assistência social colocavam os habitantes em caminhões e desovavam em terrenos baldios aqui em Passo Fundo, revela o comunicador. Rosa relembra que esses bairros nunca se destacaram pela criminalidade, mas pelas casas de prostituição que já foram extintas há décadas. Lá existiam as maiores zonas de meretrizes de Passo Fundo. Eram casas de prostituição modernas, finas e bem organizadas, relembra o radialista.

12 Cachorro Sentado 12 Passo Fundo 154 Anos e Sovaco da Cobra Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Cachorro Sentado Bolivar Doro conta que há cerca de 30 anos, a vila era empobrecida e os funcionários que coletavam o registro da água e da energia elétrica reclamavam dos inúmeros cães que ficavam soltos nas ruas. Como vereador recém eleito levantou a bandeira em busca de uma solução. Propôs alguns projetos, mas disse que não obteve apoio dos demais vereadores. O pessoal me procurou e disse que não aguentava mais a cachorrada. Tentei reverter a situação através de alguma lei, mas uma andorinha sozinha não faz verão. A população achou sugestivo o nome de Cachorro Sentado e ele pegou, confessa. Revoltado com a política, ele desabafa: Fui diversas vezes contestado. Fui o vereador mais votado de todos os partidos. Fiz votos só com uma motoquinha, sem dinheiro e um filho pequeno para criar. Prova de que não precisa de posição e dinheiro para se eleger vereador. Por mais que a comunidade diga que foi o ex-vereador quem colocou o apelido, Doro afirma que apenas popularizou o nome. O comerciante Antonio Trindade que mora há 30 anos nas imediações revela a origem do apelido. Um vizinho que veio do interior tinha um cachorro bem grande que ficava atado na corrente e passava o dia sentado. Um dia o Bolívar passou, viu a cena e apelidou o local, conta. Trindade assegura que a vila faz jus ao apelido. Aqui tem cachorro sentado, deitado, de pé..., brinca o comerciante. Outro morador, Irmélio Cartelli esclarece que o Cachorro Sentado era uma área verde e foi ocupada aos poucos pela população. Antigamente não tinha água e nem luz. Hoje as casas são de material e as ruas estão asfaltadas. O pessoal acha graça, mas o apelido ainda é ponto de referência, declara o morador. Já o comunicador Júlio Rosa conta que no mês de agosto, quando as cadelas entravam no cio causavam um alvoroço na vila incomodando os moradores. Eram tantos cachorros disputando as fêmeas que alguns ficavam correndo atrás e outros sentavam para esperar a sua vez, conta Rosa. O morador Irmélio Cartelli e o comerciante Antonio Trindade ajudaram a recuperar histórias do local A área apelidada de Cachorro Sentado está localizada nos fundos do bairro Copacabana, divisa com a São Cristóvão II

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14 Cachorro Sentado 14 Passo Fundo 154 Anos e Sovaco da Cobra Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Sovaco da Cobra? Mas, cobra não tem sovaco! Segundo os moradores mais antigos, o apelido virou uma espécie de lenda. Até hoje, não se sabe ao certo o motivo do codinome Sovaco da Cobra. Casas simples, ruas sem asfalto e famílias de baixa renda compõem o cenário. A moradora Vergelina Amer Ribeiro, de 78 anos, vive no Sovaco da Cobra há mais de 30 anos. Ela é natural de Campo do Meio e veio com o marido que havia conseguido um emprego em Passo Fundo. O marido dela, Dorneles Alves Ribeiro, já falecido, foi quem apelidou o local. Cobra não tem sovaco e esse apelido é sem fundamento. Mas meu esposo era muito brincalhão. Havia só mato e cobras aqui naquela época e ele colocou esse nome, revela Vergelina. A moradora relembra que havia muitas brigas no passado e a polícia estava sempre no bairro. Uma realidade que não pertence mais ao local. Hoje as coisas mudaram. Os vizinhos são amigos e as condições melhoraram muito, diz. Quando Antonia Lima da Rosa, de 72 anos foi morar no Sovaco da Cobra, ela não sabia do apelido, mas não se incomoda com o nome. Perdeu o marido em um acidente há 25 anos e teve que criar os cinco filhos, sozinha. Não tinha água, luz e estrada. Tinha que buscar a água em um poço na casa de uma amiga para dar para as crianças. Cansei de trazer tábuas nas costas para levantar a minha casa. Ela caiu muitas vezes até que meus filhos cresceram e me ajudaram a construir uma de material, conta a moradora. Atualmente, as condições melhoraram. O único problema é quando chove demais e a água invade a casa. Alguns móveis estão deteriorados e um buraco teve que ser aberto na parede da cozinha para a água escoar. Vergelina Amer Ribeiro e Antonia Lima da Rosa viram o Sovaco da Cobra nascer Desenvolvimento é a palavra de ordem A presidente da Associação dos Moradores do Loteamento Santo Antonio, Maria de Fátima Ferreira explica que hoje o bairro é tranquilo e está em desenvolvimento. Cerca de três mil pessoas vivem no loteamento. Há muitas empresas se instalando aqui. Temos escola e acabamos de ser contemplados com um PSF que deverá ser instalado no próximo ano. Vamos lutar agora por uma escola de Educação Infantil, garante Maria. Ela diz que a juventude do bairro ainda escuta muito as histórias do Sovaco da Cobra. Os pais e os mais antigos sempre comentam. Elas até brincam com os outros dizendo que moram no Sovaco da Cobra, brinca a presidente da associação dos moradores. O Sovaco da Cobra fica na baixada do Loteamento Santo Antonio da Pedreira, no final da Avenida Clemente Tarasconi, em direção a Perimetral Sul A presidente da Associação de Moradores, Maria de Fátima diz que o Sovaco da Cobra é quase uma lenda

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16 16 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Vila Pipoca Antes de transformar-se em loteamento Alvorada o local foi apelidado de vila Pipoca. As casas eram construídas de um dia para o outro de forma disseminada Pipocando moradias Texto e fotos: Natália Fávero/ON Vila Pipoca Todo dia pipocava uma casinha. Esse é o relato dos moradores do loteamento Alvorada, chamado carinhosamente de vila Pipoca. Na década de 1990, a área de propriedade privada foi ocupada rapidamente pelas pessoas que não tinham onde morar ou pagavam aluguéis em outras regiões da cidade. O lugar foi alvo de conflito entre o proprietário e os ocupantes e o caso acabou na Justiça. Devido ao impasse, o juiz aconselhou o município a tornar a área de utilidade pública para fins de moradia. Atualmente, restam poucos terrenos livres para a construção de casas e muitas histórias para contar. A antiga vila Pipoca faz divisa com o loteamento Jaboticabal e com o Parque Recreio. O historiador Paulo Monteiro, que naquele tempo integrava o movimento comunitário, relembra que a área do Jaboticabal que fica na região mais alta pertencia a uma imobiliária que faliu e foi desapropriada pela prefeitura. No entanto, a parte baixa, onde se formou o loteamento Alvorada era particular. O dono pediu a reintegração de posse e os ocupantes estiveram a beira de serem despejados. O movimento comunitário prestou assistência aos ocupantes e conseguiu com o depositário da área uma autorização de proposta de cedência. Como naquela época não havia programas de financiamentos para habitação entramos em contato com um banco da Holanda que financiava moradias. Acabamos criando uma confusão jurídica, relembra Monteiro. A Justiça aconselhou a prefeitura que declarasse o local como área de utilidade pública para habitação. Por meio do Fundo para Habitação de Populações de Baixa Renda (Fubar), os terrenos começaram a ser vendido e a situação dos ocupantes passou a ser regularizada.

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18 Vila Pipoca 18 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 A comerciante Vânia exibe com orgulho a foto com o primeiro nome do estabelecimento comercial da família Pipocando os negócios Vânia Teresinha dos Santos mora há cerca de 20 anos no local. Ela conta que as casas surgiam que nem pipoca. Dormíamos a noite e ao amanhecer já tinha mais uma casinha. Os moradores diziam que as casas estouravam que nem pipoca, explica a moradora. Ela trocou o centro da cidade e o aluguel por um pedacinho de terra na vila Pipoca. O difícil acesso até a cidade e a existência dos filhos pequenos influenciaram Vânia a largar o emprego. Com a ajuda do marido construiu uma casa com duas peças e montou um bar. A vila Pipoca foi tão marcante que o apelido deu nome ao negócio da família. Quando cheguei, o loteamento era campo e tinha pouquíssimas moradias. Coloquei a bodega, mas não tinha rua. Preguei uma plaquinha com o nome Mini Mercado Pipoca na esquina da rua principal para os vendedores acharem o bar. Com o tempo fomos queimando o capim e abrimos um acesso até a casa, conta Vânia. A moradora revela que nos dois primeiros anos não havia energia elétrica. A caixa de isopor com gelo era o refrigerador que mantinha a carne de um dia para o outro e a água era puxada de outra rua por meio de canos e a TV era a bateria.

19 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Vila Pipoca Passo Fundo 154 Anos 19 A felicidade de morar na Vila Pipoca Dona Vânia declara ainda que tem orgulho de morar na vila Pipoca. Neste lugar criou os cinco filhos e todos escolheram viver no mesmo bairro dos pais. Aqui eles conseguem casa barata e ainda ficam pertinho de mim, declara a moradora. Ela revela que não vive sem o celular e internet. Para evitar que os netos e os filhos mais novos entrem no vício das drogas ela usa a tática do amor e da tecnologia. Faço ir na Igreja. A fé é o único caminho para evitar essas drogas. Ninguém tá livre, mas procuro dar amor e fazer com que eles realizem atividades dentro de casa. O computador e os joguinhos são nossos aliados, revela. Outra moradora, Teresinha de Jesus Melo Chaves conta que o marido já falecido praticamente fundou a vila Pipoca e lutou para permanecer nas terras. Há alguns anos veio a polícia e tratores para derrubar as casinhas. Meu marido dizia que se tentassem nos tirar eles iriam ver a pipoca estourar. Faz 29 anos que moro aqui. Só saio daqui pro cemitério, conta Teresinha. O comerciante Benhur Tibola, que vive há 18 anos na vila, relembra a falta de infraestrutura no início da formação do bairro. Não havia acesso adequado para os ônibus e aqui na frente era estrada de chão. Hoje podemos dizer que estamos no céu, comemora o comerciante. Essa era a vila Pipoca na década de 1990 Essa é a atual vila Pipoca, agora chamada de Loteamento Alvorada

20 20 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Vila Sapo Na década de 1960 formou-se uma comunidade em meio a um banhado. O lugar era de difícil acesso e já foi esconderijo de ladrões. Nem a polícia conseguia chegar Urbanização a partir do banhado Texto e fotos: Natália Fávero/ON Vila Sapo Quem passa pelas ruas da vila União não imagina que o seu primeiro nome foi Vila Sapo. O banhado pertencente a vila Operária, na divisa com o loteamento Independente parecia um Pântano. O historiador Paulo Monteiro ajuda a relembrar alguns episódios da época. Pessoas que frequentavam o local contam que também receberam apelidos nada agradáveis, mas que permanecem na memória das pessoas até hoje. Uma das nossas personagens é a Dona Sapatinho. Uma senhora muito alegre e querida pelas pessoas do bairro. O local também era covil de ladrões devido ao difícil acesso. O historiador explica que há 50 anos, a prefeitura fornecia áreas para empreendedores fazerem loteamentos na cidade. Conforme o acordo, parte do local era destinada ao poder público. Geralmente, os lugares mais nobres os loteadores vendiam e a outra parcela que não servia para a construção, como as áreas verdes, eram destinadas a prefeitura para construção de equipamentos comunitários (creches, escolas, áreas de lazer). Uma dessas áreas que não servia para a edificação foi a vila Sapo. Não havia fiscalização naquela época. Os loteadores deixavam para o município áreas de menor valor como banhados de difícil edificação. A vila Sapo era um verdadeiro pântano, relembra Monteiro. Mas, algumas pessoas que não tinham onde morar levantaram as moradias em cima do banhado. As casas eram construídas apoiadas em estacas de madeira e o acesso era através de pinguelas. Para chegar até as casas em meio aos corredores, foram instaladas tábuas em falso. De fato, essa estrutura dificultava o acesso de desconhecidos, principalmente o da polícia. Muitos criminosos se ocultavam no local e durante a noite era comum os maus elementos tirarem as pinguelas para evitar que a polícia entrasse. Era um banhado e só quem conhecia entrava. Entrava quem queria e saia quem podia, revela o historiador.

21 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Vila Sapo Passo Fundo 154 Anos 21 A vila Sapo transformou-se em vila União A antiga vila Sapo cresceu em função do movimento comunitário. Ganhou um nome que representa a força da comunidade: União. Os banhados foram drenados e a Sapo desapareceu. O local ganhou infraestrutura como asfalto, canalização, creche, ambulatório e outras melhorias. A área fica próxima do centro e quase todos os terrenos foram ocupados. A maioria dos moradores não gosta que se refira ao local como vila Sapo, mas o historiador afirma que apesar dessa marca ser considerada negativa pelos habitantes daquela região, esse passado é real no ponto de vista histórico. A vila Sapo está localizada na baixada da Operária e hoje chama-se vila União Dona Maria viu a vila Sapo nascer. Ela é uma pessoa muito querida pela comunidade e conhecida por todos na região da Vila União Não gosto que me chamem de Maria Sapatinho Maria Alves dos Santos, de 68 anos, mora há mais de 50 anos nas proximidades da vila Sapo. Presenciou de perto o desenvolvimento do lugar que hoje tem escola, ônibus, comércio e vários armazéns. Ela sabe bem os motivos que levaram o local a ser chamado de Sapo. Tinha 14 anos quando conheci a vila Sapo. Não tinha rua, havia apenas trilhos em meio a capoeira e tinha poucas casas. Tinha muitos sapos e eles gritavam no banhado a noite, esclarece a moradora. Um dos fatos que Maria não gosta nem de lembrar é do apelido que um conhecido amigo botou nela. O meu apelido começou na vila Sapo. Eu comprei um sapatinho novo e um conhecido me apelidou, porque o calçado era muito bonito, diz Maria. Todos sabem quem é a dona Maria, mas muitos só relacionam o nome a pessoa quando é mencionado o apelido. Eu não gosto que me chamem assim. Sei que foi apenas uma brincadeira, mas meu nome é Maria, afirma a moradora.

22 Vila Sapo 22 Passo Fundo 154 Anos Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Orgulho de viver na Vila Sapo Leni Teresinha Ribeiro conta com alegria e orgulho a sua história de carinho com a vila Sapo. A moradora vive há 33 anos em uma casa de dois andares entre as ruas Coronel Mostardeiro e Diogo de Oliveira. Esse foi o lugar que ela escolheu para construir a sua família. Os primeiros anos na vila não foram fáceis. Não tinha água e nem luz. O mato dominava a paisagem e existiam poucas residências. O sofrimento foi necessário para o casal sair do aluguel. Morávamos na vila Luiza e quando se mudamos para cá, ficamos quase um ano usando água do poço e lampião, diz Leni. A moradora relembra o passado de insegurança da vila Sapo e comemorou os dias de tranquilidade de hoje. Aqui era igual ao Rio de Janeiro, tinha polícia e tiro pra tudo que é lado. A violência era diária. Mas, graças a Deus, aquele tempo terminou. A barra pesada não existe mais, comemora. Leni também conta que depois que ela e o marido terminaram a casa uma desgraça aconteceu. Meu filho estava hospitalizado e eu vim buscar umas roupas. Acho que deixei o ferro ligado e a casa pegou fogo. Perdemos tudo e tivemos que reconstruir tudo de novo. Não desistimos e acho que vamos viver os restos dos anos aqui, conta a moradora. Leni criou os três filhos na Vila Sapo e agora se dedica a cuidar do marido, dos nove netos e de um bisneto

23 Passo Fundo, 6 e 7 de agosto de 2011 Vila Sapo Passo Fundo 154 Anos 23 (Foto: Leonardo Andreoli/ON) Para onde cresce Passo Fundo? Leonardo Andreoli/ON Passo Fundo é uma cidade de crescimento planejado desde a década de Áreas específicas dentro do perímetro urbano são destinadas a instalação de investimentos residenciais e industriais. Apesar de pipocar a construção de edifícios no Centro, um crescimento horizontal é observado. Áreas que antes eram consideradas distantes do Centro, hoje já possuem uma população densa, atendimento a saúde, escolas e transporte coletivo. Bairros às margens da ERS-153 na direção de Ernestina são determinados pelo Plano Diretor do município como áreas para ocupação residencial (segue)

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25 Construindo Passo Fundo Plano Diretor Municipal prevê expansão da área urbana residencial na direção da Santa Marta, Donária, Jardim América e Jaboticabal (Fotos: Leonardo Andreoli/ON) Partes da Donária e do Jabuticabal tiveram um adensamento residencial nos últimos anos Passo Fundo possui Plano Diretor desde o final da década de Desde lá foram feitas duas novas legislações municipais que determinam o uso de cada parte da cidade, conforme as necessidades da população. O plano em vigor foi elaborado em 2006 e é constantemente atualizado para acompanhar a dinâmica da cidade. As determinações atuais definem a região da Santa Marta, Donária, Jardim América e Jaboticabal para a expansão residencial urbana. Crescimento urbano Conforme o secretário de Planejamento Rene Cecconello investimentos estão sendo realizados nessas áreas. Do ponto de vista macro, o Plano Diretor determina que o processo do nosso crescimento urbano, em termos de construção de moradia tradicional com terreno e casa, vai se dar efetivamente para o lado de Ernestina, nas duas grandes regiões ao lado da ERS-153, completa. Segundo ele essas regiões que pareciam ser muito distantes do centro hoje estão completamente povoadas. As pessoas não têm nenhum problema de estar morando naquelas regiões. O desafio é poder proporcionar equipamentos públicos para atender a essas comunidades, pontua. Na região a tendência é que a expansão dos domicílios seja mais horizontal em relação ao centro que concentra os prédios mais altos. Adensamento populacional A liberação para a construção de condomínios verticais depende do adensamento populacional. O secretário de Planejamento Rene Cecconello explica que na cidade existe a chamada zona de ocupação intensiva que é onde se permite um adensamento urbano maior. Nestas áreas também é permitida a construção de prédios e edificações verticais. Há uns 15 anos atrás não era permitida a construção de prédios em algumas partes da Rua Moron no sentido Boqueirão, e depois isso foi permitido porque já estava bem adensado de prédios na Avenida Brasil e já tinha vários prédios sendo construídos na Rua Paissandu, exemplifica. Recentemente também foi liberada a construção de prédios com mais de quatro andares na Avenida Presidente Vargas a partir da Escola Cecy Leite Costa até o Estádio Vermelhão da Serra. Planejamento A definição do uso de cada parte da cidade facilita a tomada de decisão para a instalação de escolas, unidades de saúde e projetos em determinadas regiões. Em Passo Fundo, por exemplo, é necessária uma equipe da saúde da família para cada 4,8 mil habitantes. O último Censo do IBGE estratifica a população por regiões e nos ajuda muito a fazer o planejamento, acrescenta o secretário. Região industrial A região do município próxima às saídas para Carazinho e Pontão - no entorno do entroncamento da ERS-324 com a BR-285 é uma área determinada para a ampliação da questão industrial e de empresas logísticas e não de moradias. Plano Diretor O Plano Diretor dá as diretrizes para o ordenamento urbano de um município. O primeiro Plano Diretor de Passo Fundo foi aprovado em 1957, o segundo em 1984 e o terceiro, que está em vigência, é de Neste ano ele deverá passar por alguns ajustes para acompanhar a dinamicidade da cidade. Ele delimita o perímetro urbano e faz o zoneamento que orienta qual tipo de edificação é possível ser feito em cada lugar e ao mesmo tempo que tipo de uso é possível de se fazer em determinada área. O Plano Diretor em vigor já foi aprovado de acordo com o que prevê o Estatuto da Cidade de Até então não tínhamos uma legislação Federal que orientasse esse tema da questão urbana, então cada município fazia a própria dinâmica, finaliza Cecconello. Plano Diretor Municipal prevê expansão da área urbana residencial na direção da Santa Marta, Donária, Jardim América e Jabuticabal Definição das áreas destinadas à ocupação residencial é fundamental para a implantação de serviços públicos e transporte coletivo

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