DO DUPLO AO MÚLTIPLO, OU UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DO DUPLO AO MÚLTIPLO, OU UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI"

Transcrição

1 REVISTA DE CRÍTICA LITERARIA LATINOAMERICANA Año XXXI, Nº 61. Lima-Hanover, 1er. Semestre de 2005, pp DO DUPLO AO MÚLTIPLO, OU UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI Marisa Lajolo Unicamp Lutar com palavras Parece sem fruto. Não tem carne e sangue Entretanto, luto 1. Os doze ensaios que constituem Enigmas da modernidademundo 2 foram compostos em diferentes situações, para diferentes eventos, tendo alguns sido publicados isoladamente. Todos manifestam, no entanto, marcas comuns, que os unificam para além da articulação de cada qual com a problemática sugerida pelo título: Enigmas da modernidade-mundo, que anuncia perplexidade face ao contemporâneo, impasses e propostas para entendê-lo. Isto é, para decifrá-lo, para ficarmos na metáfora de Ianni. A palavra enigma sobretudo em seu plural enigmas é bastante sugestiva: carrega um sotaque que para leitores da cultura grega evoca a mitológica esfinge. No imaginário destes leitores delineia-se a criatura feminina e monstruosa que, à entrada da cidade de Tebas, devorava todos que não decifrassem o que ela perguntava. Aprendemos com esta história que não é impunemente que se contemplam enigmas: eles podem ser mortais; e sobreviver a eles como sobreviveu o Édipo de Sófocles pede engenho e arte, sabedoria e prudência, qualidades que sobram no ensaísta Ianni, que ainda as tempera com finíssimo humor. É de reflexões em torno de enigmas que se ocupam as trezentas e quatro páginas do livro. Na última destas, confirmando a sabedoria do autor que enfrenta com malícia e galhardia a esfinge da modernidade-mundo, uma afirmação definitiva: É assim que se elucida o Caos, arremata Ianni de forma categórica, encerrando com um CQD o derradeiro capítulo do último livro que publicou em vida. É, pois, entre o enigma proposto na capa e um Caos de alguma forma elucidado na última página, que navegamos pelos doze en-

2 208 MARISA LAJOLO saios que compõem esta obra. Ao longo de todos eles, o fino pensamento de Ianni gira em torno do mundo que vivemos hoje, dos sentidos que podemos construir para ele, para suas histórias, para nós que o habitamos e para nossas histórias. Enigmas todos do mais alto calibre, para os quais categorias epistemológicas mais tradicionais parecem nem sempre dar conta. Vinda de outras praias não me arrisco a mergulhar no mundo da sociologia que o inspira e alicerça. É da área da linguagem que percorro o livro, valendo-me para começar a viagem da denominação de alguns dos ensaios, tomando-as como porta de entrada para a leitura que faço do livro. É um exercício de leitura fascinante antecipar, a propósito de cada título, os sentidos possíveis que ele sugere para cada leitor. Sentidos que se constroem, como sempre, a partir da experiência de mundo do leitor, incluindo-se nesta experiência o que ele conhece do autor, do livro que lê e dos assuntos ali tratados. Em vários casos, o título se compõe de dois núcleos semânticos, dois substantivos justapostos: Ocidente e oriente, Cidade e modernidade, Razão e imaginação, Desencantamento e danação, Tipos e tipologias, e Mitos e mitologias. São inúmeras as reflexões que inspiram os duplos que dão nome a estes textos. Um deles em particular, o que aproxima sem mediação razão e imaginação, talvez represente uma das antíteses mais sugestivas do conjunto. Também fecundo parece o par ocidente oriente, no qual substantivos justapostos sem apoio de nenhuma conjunção talvez dissolvam na proximidade sintática assim construída, a distância semântica que a geografia cartografa na relação de ambos. São desta ordem os duplos que nomeiam os ensaios, sugerindo antíteses, dicotomias, recorrências, progressões. E uma das primeiras lições do livro pode ser, assim, este convite a um exercício intelectual que se inicia pela enunciação (sem medo) do duplo. Este princípio da duplicidade, no entanto, não preside a todos os títulos. Transculturação [cap. IV], A palavra mágica [cap. IX], A metáfora da viagem [cap. I], Metamorfoses do Novo Mundo [cap. II] se compõem de apenas um núcleo, ainda que modificado por um adjetivo ou uma locução. Transculturação e palavra mágica referem-se, respectivamente, a uma operação e a um conceito que podem fornecer um código de passagem de um termo para o outro dos títulos duplos acima destacados. Metáfora (A metáfora da viagem [cap. I]) e metamorfose (Metamorfoses do Novo Mundo [cap. II]) são conceitos que insinuam o movimento de trânsito e de fluidez com que se dissipa toda e qualquer rigidez de sentido. Assim, transculturação, palavra mágica, metáfora e metamorfose parecem sugerir operações e procedimentos pelos quais se superam antíteses representadas, exemplarmente, pela dicotomia Razão e imaginação sobre a qual

3 UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI 209 se debruça Ianni no capítulo VII. Transculturação é um conceito que nasce nos estudos literários latino-americanos, formulado primeiramente pelo cubano Fernando Ortiz e retomado depois pelo uruguaio Ángel Rama. Indica latu sensu as necessárias operações a que recorrem escritores latinoamericanos para poderem se apossar dos modelos e formatações literárias que chegaram nas caravelas dos colonizadores e por aqui se estabeleceram. Trabalhando especificamente com literatura, o ponto de Ortiz e de Rama é que a literatura (particularmente o romance) que aqui se desenvolve a partir de matrizes espanholas ou portuguesas é simultaneamente semelhante e distinta do modelo europeu que chegou. Nas palavras de Ortiz citadas por Octávio (...) toda transculturação é um processo no qual sempre se dá algo em troca do que se recebe; é um tomar e dar... É um processo no qual ambas as partes da equação resultam modificadas. Um processo do qual resulta uma nova realidade, composta e complexa. (p.106) A expressão palavra mágica tanto se representa pela fórmula Abre-te Sésamo com que Aladim abria a caverna dos tesouros, quanto pelo verso E agora, José? com que Drummond nos expressa a todos, em momentos de inquietação. Penso que para Ianni palavra mágica é a palavra em estado de literatura. Chamando Kafka e Shakespeare para discutir Weber e Maquiavel, Ianni está transculturando campos do conhecimento. E esse gesto é talvez uma das grandes teses deste livro: a transculturação como instrumento metodológico para lidar com o duplo. É como o Édipo vitorioso da Esfinge, atribuindo significados novos a palavras antigas, que Ianni encaminha respostas ao enigma anunciado no título do livro. Os escritores Camões e Drummond, ao lado de Joseph Conrad e do sul-africano André Brink enunciam a palavra mágica na qual se cifram, ao longo do tempo e ao redor do globo, os enigmas da modernidade-mundo. Na lição deste livro, a modernidade-mundo começa a se constituir na esteira de viagens. Nasce tanto quando o Ocidente descobre o Oriente como quando a Europa coloniza a América, simultaneamente ao início da formação do Capitalismo, à gênese do Estado Nação e à organização das monarquias universais, inicia-se a modernidade, como modo de ser, pensar, sentir, agir, compreender, explicar, imaginar e fabular (p. 39/40). Minha hipótese é que a estratégia de Ianni para discutir o enigma modernidade-mundo de novo, um substantivo composto onde o hífen aproxima tempo/espaço tem duplo recorte: ao mesmo tempo em que subverte modelos e formatações da epistemologia tradicional das ciências humanas, também recorre à alta voltagem da literatura palavra mágica cujos textos se derramam por todos os capítulos do livro. A esta linguagem fundadora, para Ianni, contrapõem-se o si-

4 210 MARISA LAJOLO lêncio e a Babel. Assim procedendo, Ianni transforma em episteme a percepção de que é na materialidade e na polifonia das linguagens nas quais se compõem formulações e interpretações do mundo que se encontram acessos para os enigmas da modernidade mundo. Com toda a importância que ele dá a isto, não se estranha que ele conceba a língua como simultaneamente produto e condição das formas de sociabilidade e dos jogos das forças sociais (p. 211). E, com efeito, ao longo da obra reinam, soberanas, questões de linguagem. Numa das mais belas passagens do livro, Ianni recorre ao registro de antigas tradições americanas, o Popol Vuh. Retoma o livro para, frisando o silêncio primordial, estabelecer a importância da linguagem humana, já que é imprescindível saber o nome das coisas (p. 214). Este ato de nomear, a partir do qual o globo terrestre se torna morada do homem e da história, é fundamental: é por ele, pela linguagem e na linguagem que se constituem indivíduos e povos. Acompanhando formulações de ponta de estudos lingüísticos e literários, Ianni assinala o grande desenvolvimento contemporâneo deles e neles encontra duas formulações que repontam como tese e como prática em todos os ensaios do livro. A primeira postula que os significados são sempre parciais e inconclusos; a segunda dá destaque ao lugar do ouvinte/leitor (o interlocutor, o Outro) na construção dos significados. No capítulo A palavra mágica Ianni diz que Sejam quais forem as palavras, metáforas e conceitos, ou figuras e figurações, em narrativas literárias, científicas e filosóficas, seu mistério sempre carece de alguma referência (p. 217). Esta exigência de uma constante renovação de referências como requisito para decifração de seu mistério (leia-se atribuição de significado) avizinha o pensamento de Ianni da obra aberta discutida por Umberto Eco: obra de sentidos múltiplos, que se refazem ininterruptamente. Mas a novidade da formulação de Ianni é que para ele a noção também se aplica a textos de ciência e de filosofia, e não apenas aos de literatura. Um pouco mais adiante, ele retoma e elabora mais a idéia: inclui nela a figura do interlocutor (leitor/ouvinte), atribuindo a ele posição importante na elaboração desta pluralidade de sentidos. É o fortalecimento desta posição do outro do autor que permite a Ianni afirmar que A palavra pode ser, simultaneamente, erma e plena de sentidos, dependendo do modo pelo qual é escrita ou falada, bem como lida ou ouvida (p. 218, grifo meu). Ou seja, para Ianni, não só o sentido é flutuante, mas também autor e leitor têm direitos iguais na construção dos significados do que dizem, escrevem, lêem e ouvem. A dissolução da imanência de um significado único e a destituição do autor dos privilégios da construção de sentidos são movimentos radicais no interior de estudos contemporâneos da lingua-

5 UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI 211 gem, que trazem conseqüências fascinantes para estudos culturais, dentre os quais os literários. Desde 1993, quando publica os Ensaios sobre a sociologia da cultura parece progressivo o fascínio de Ianni por questões culturais. Inclusive e talvez sobretudo pelas literárias. Este interesse não surge, entretanto, como substituição de suas preocupações políticas, mas como expressão mais sofisticada e complexa delas. Pode-se ler nas 304 páginas deste livro que questões de linguagem não representam apenas uma questão teórica sobre a qual o intelectual Ianni se debruça. Elas representam também uma escolha, que o autor Ianni sujeito de sua escritura tem de fazer e efetivamente faz. Torna-se com isso fascinante ler na linguagem do Ianni deste Enigmas da modernidade-mundo sua também radical conversão a usos da linguagem que solapam e corroem sem alarde em linhas e entrelinhas o modelo cartesiano da linguagem da ciência. No texto científico inclusive no das ciências humanas o autor, ainda quando recoberto por um nós de modéstia, não esconde que se sente a cavaleiro da linguagem, senhor das palavras, à vontade com elas e sozinho em cena, relegando seus (eventuais) leitores a um além da página impressa. Ao contrário desta onipotência solitária resultante deste formato tradicional do texto acadêmico, Ianni parece sempre desconfiado da linguagem e consciente de seu interlocutor. Seu leitor é trazido para dentro do seu texto através da presença freqüente do advérbio sim que abre várias sentenças ao longo de todo o livro: Sim, há acontecimentos que podem ser tomados como emblemas de rupturas históricas excepcionais. (Metamorfoses do novo Mundo, 38) Sim, na era do globalismo surgem outras, novas e surpreendentes manifestações de ocidentalismo. (Ocidente Oriente, 81) Sim, nos anos trinta já se percebiam algumas das influências decisivas que as novas tecnologias de comunicação começavam a provocar nas diferentes esferas da sociedade e na política em especial. (O príncipe eletrônico, 157) Sim, a palavra não existe em si, como se fora um signo auto-suficiente, que subsiste independente. (A palavra mágica, 218) Sim, também nas artes está presente, ativo e problemático, o indivíduo moderno em suas figurações e transfigurações. (Mitos e mitologias, 28.) [Grifos meus] Trata-se de um recurso retórico bem conhecido e desde Aristóteles sabe-se que procedimentos retóricos expressam e trabalham crenças e práticas relativas ao funcionamento da linguagem num dado ambiente social. E é improvável para leitores familiarizados com a norma culta e com o discurso acadêmico que passe desapercebido o estatuto de diálogo que o sim confere às sentenças que abre. O sim que abre todas as frases acima pode soar como contraface do não com que a afirmação poderia ser recebida por al-

6 212 MARISA LAJOLO guns leitores/interlocutores. Percebem-se os efeitos deste recurso tão fartamente utilizado por Ianni re-lendo as sentenças amputando-as do sim de abertura: sem o advérbio, as afirmações perdem tanto em força argumentativa quanto em diálogo. Ianni instaura o diálogo ao prever com seu sim objeções de seu interlocutor-leitor/ouvinte; e com o reforço do advérbio que duplica a afirmação enfatiza o que afirma. As posições assim radicalizadas inscrevem-se, pois, na figura do diálogo que pode inclusive ser entendido como um diálogo do autor consigo mesmo, exercício maior de dialética, onde o eu e o outro se entrelaçam, esbatendo fronteiras e limites. Outro procedimento também muito freqüente neste livro é a construção de seqüências, em passagens onde se poderia esperar apenas uma palavra. O procedimento rompe o estilo tradicional do texto ensaístico de recorte acadêmico, que busca rigor e precisão. E talvez seja exatamente este modo de construir a precisão e o rigor através da exclusão que Ianni queira evitar em formulações como as seguintes: Sempre há viajantes, caminhantes, viandantes, negociantes, traficantes, conquistadores, descobridores, turistas, missionários, peregrinos, pesquisadores ou fugitivos atravessando fronteiras, buscando o desconhecido, desvendando o exótico, inventando o outro, recriando o eu. (A metáfora da viagem, 14) (...) há sempre algo de deslocado, desfocado, reflexo, exótico, anacrônico, eclético, bovarista, mimético, inautêntico ou carente de autoconsciência em muito do que podem ser os indivíduos e as coletividades (...). (Metamorfoses do Novo Mundo, 36) São muitos os estudos sobre o mundo moderno e contemporâneo nos quais predomina o empenho de esclarecer a formação e o desenvolvimento de tribos, nações, nacionalidades, colônias, metrópoles e impérios. (Transculturação, 93) Este pode ser o espaço da pós modernidade, onde parecem dissolver-se o espaço e o tempo, a história e a memória, a lembrança e o esquecimento, as façanhas e as derrotas, as ideologias e as utopias. (O príncipe eletrônico, 160) Estes são momentos nos quais a linguagem vive situações extremas, tensas, dilacerantes, misteriosas, mágicas, reveladoras, heurísticas. (A palavra mágica, 215) Esse o Atlas no qual se situam as coisas, as pessoas e as idéias, o céu e a terra, deus e o diabo, o dominante e o subalterno, o presente, o passado e o futuro, o permitido e o proibido, o dito e a desdita. (Estilos de pensamento, 250) Enquanto elemento principal da modernidade, o indivíduo é cantado em prosa e verso, em ensaios e monografias. Em comédia e tragédia, como criador e criatura. Há referências à população, massa, multidão, povo, classe social, grupo social, mas o que predomina é o indivíduo, a individuação, o individualismo. (Tipos e tipologias, 269) A extensão da citação se justifica pela necessidade de ilustrar que o procedimento ocorre ao longo de todo o livro e a propósito de diferentes tópicos.

7 UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI 213 No emprego de expressões de significado polêmico ou plural, manda a praxe do ensaio acadêmico que a palavra seja seguida de parêntesis ou de rodapé que retifiquem ou especifiquem o sentido com que ela ali comparece. E não ocorrem tais parêntesis e rodapés neste livro. A possível pluralidade de significados fica aqui intocada. A precisão construída pela retificação que se faz em rodapés e em parêntesis talvez, mais do que impossível, seja contrária ao pensamento deste Ianni de Enigmas da modernidade-mundo. Assim, sucedem-se como se vê ao longo de todos os ensaios, longas enumerações, seqüências de termos cujos campos semânticos ora convergem, ora conflitam, apontando convivência pacífica de crenças contraditórias. Como se de acréscimos sucessivos, num estilo que se aproxima do Barroco latino-americano, se fosse construindo simultaneamente adesão e distanciamento em relação a diferentes matrizes teóricas. A linguagem que estas seqüências revelam é uma linguagem musical, fluida, que se impõe inicialmente pelo ritmo. É como se o autor, ainda desatento de significados, se deixasse levar por sonoridades. Os exemplos são diversos: os sons das letras t e d em extremas, tensas, dilacerantes, misteriosas; o equilíbrio binário que se aproxima da rima em o permitido e o proibido, o dito e a desdita ; a rima ostensiva de viajantes, caminhantes, viandantes, negociantes, traficantes; a reiteração de indivíduo, individuação e individualismo. São todos torneios de linguagem pouco freqüentes no ensaísmo, ainda que das ciências humanas. Penso então que neste livro, Ianni não apenas argumenta em favor de uma compreensão mais ampla do papel das linguagens na produção da compreensão do mundo contemporâneo, mas inventa uma linguagem capaz de responder às necessidades de um pensador que desconfia das certezas e nela cifra seus argumentos. Já a reflexão sobre os significados que as enumerações constroem parece confirmar a desconfiança na transparência e na precisão dos significados, e a busca de nuances. É como se o texto apostasse que precisão e rigor não se encontram na imobilidade do uno mas na vertigem do múltiplo. Para um mundo em constante mutação, uma linguagem também em mutação, que se move em cena aberta. Fica para o leitor, por exemplo, o desafio de descobrir/inventar critérios para a vizinhança que aproxima, entre outras categorias, caminhantes, conquistadores, turistas, pesquisadores e fugitivos. Se todas estas classes de indivíduos efetivamente se movem de um lugar para o outro (e por isso a vizinhança que Ianni estabelece entre eles se sustenta), as imagens sociais de seus respectivos deslocamentos são muito distintas (e por isso a proximidade de uns e outros causa estranheza). Da mesma forma e de uma maneira talvez mais radical surpreende a vizinhança/equivalência sugerida entre tribos, nações, nacionalidades, colônias, metrópoles e im-

8 214 MARISA LAJOLO périos. No texto de um intelectual cuja formação se fez em disciplinas que se esforçam por cunhar, nos diferentes conceitos recobertos por cada um dos termos, categorias para explicar o mundo social, a presença de uma tal enumeração é muito sugestiva. Fico então tentada a ler, neste procedimento, um último significado deste livro: o uso constante de seqüências parece sugerir que só por aproximações sucessivas se pode chegar perto dos significados, sempre plurais, e sempre residualmente enigmáticos. O efeito de desestabilização epistemológica que isso provoca é muito forte e muito fecundo. Um desdobramento conceitual deste procedimento se manifesta na magnífica aula inaugural com que em três de março de 2004, Ianni abriu os cursos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. O texto Variações sobre ciência e arte está publicado e retoma, de forma magistral, várias vertentes de Enigmas. Uma das retomadas consiste em discorrer sobre os diferentes estilos e linguagens específicas das narrativas dos cientistas da natureza, dos da sociedade e dos artistas. Embora os estilos sejam diferentes, o diálogo entre eles se dá por serem todos produtores de discursos. Ianni, então, assinala a simultaneidade entre a convergência das várias narrativas e a multiplicação pulverizada de áreas de conhecimento e de disciplinas. E, com efeito, não deixa de ser curioso que tal pulverização seja contemporânea de tendências de globalização que afetam inúmeros aspectos da vida humana, e que se reflita em recortes institucionais universitários e de agências de Ciência e Tecnologia. O sintoma de que tal pulverização é insatisfatória é talvez a reiterada busca de um episteme que supere o talvez inevitável empobrecimento de um saber construído como um mosaico, o que gerou as expressões interdisciplinaridade, multidisciplinariedade, transdisciplinaridade. Em todas as três, o prefixo talvez expresse mais um desejo ou uma intenção do que, propriamente, uma metodologia ou uma epistemologia. É por este caminho que Ianni nos leva de volta à noção de transculturação. Sob este signo podemos ler este mestre que soube com tanto engenho e arte inovar em seus derradeiros textos. Ao convidar o leitor a refletir sobre os enigmas da linguagem mundo sua lição contribui de forma decisiva para a necessária virada epistemológica das ciências humanas que têm nas linguagens, mais do que simples instrumento de comunicação, um enigmático constituinte do próprio objeto de que se ocupam.ou como diz Gramsci, citado por Ianni: A língua deveria ser tratada como uma concepção do mundo, como a expressão de uma concepção do mundo. O aperfeiçoamento técnico da expressão, seja quantitativo (aquisição de novos meios de expressão), seja

9 UMA CARTA PARA UM MESTRE AUSENTE: OCTAVIO IANNI 215 qualitativo (aquisição dos matizes de significado e de uma ordem sintática e estilística mais complexa), significa uma ampliação e um aprofundamento das concepções de mundo e da sua história 3. E é para seguindo a lição de Ianni entrelaçar ciência e arte, que confio o encerramento destas maltraçadas a uma poeta Cecília Meireles cuja voz reafirma, em outra dicção, a centralidade das linguagens na máquina do mundo: Ai palavras, ai palavras que estranha potência a vossa Ai palavras, ai, palavras, sois de vento, ides no vento, No vento que não retorna, e, em tão rápida existência, tudo se forma e transforma (...) A liberdade das almas ai! Com letras se elabora... E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil, frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis, impérios, povos, tempo, pelo vosso impulso rolam 4 NOTAS: 1. Andrade, Carlos Drummond de. O lutador in Poesia completa e prosa ( José ). Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p Ianni, Octavio. Enigmas da modernidade-mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, (A versão em espanhol sai no mesmo ano da edição em português: Enigmas de la modernidad-mundo. Trad. Claudio Tavares Mastrángelo. México: Siglo Veintiuno, 2000.) 3. Gramsci, Antonio. La formazione dell uomo. Apud Octavio Ianni Enigmas da modernidade mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p Meireles, Cecília. Romanceiro da Inconfidência in Obra poética (Vol. Único) Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, pp

10 216 MARISA LAJOLO

Pós-Modernismo (Poesia)

Pós-Modernismo (Poesia) Pós-Modernismo (Poesia) 1. (ENEM) Meu povo, meu poema Meu povo e meu poema crescem juntos Como cresce no fruto A árvore nova No povo meu poema vai nascendo Como no canavial Nasce verde o açúcar No povo

Leia mais

Quanto aos textos de estrutura narrativa, identificam personagem, cenário e tempo.

Quanto aos textos de estrutura narrativa, identificam personagem, cenário e tempo. Língua Portuguesa - Ensino Médio SISPAE 2013 01 Abaixo do Básico 1º e 2º ano até 200 pontos Neste Padrão de Desempenho, os estudantes se limitam a realizar operações básicas de leitura, interagindo apenas

Leia mais

1º ano LINGUAGEM E INTERAÇÃO

1º ano LINGUAGEM E INTERAÇÃO A escrita com instrumento de interação social Opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem verbal Unidade 4 - capítulo 12, 13 e 14 Palavras: emprego e valor semânticodiscursivo;

Leia mais

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 1º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 1º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA Processo de Admissão de Novos Estudantes 2016 Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no 1º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA CONTEÚDOS Efetuar cálculos com números reais envolvendo as operações

Leia mais

Erro de Português. Oswald de Andrade

Erro de Português. Oswald de Andrade SEÇÃO RESENHAS Erro de Português Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. Oswald de Andrade Sola, F. Desenvolvimento

Leia mais

Brasil. Abreu FUNARI, Pedro Paulo Reseña de "Édipo Rei de Sófocles" de VIEIRA, Trajano. História (São Paulo), vol. 27, núm. 1, 2008, pp.

Brasil. Abreu FUNARI, Pedro Paulo Reseña de Édipo Rei de Sófocles de VIEIRA, Trajano. História (São Paulo), vol. 27, núm. 1, 2008, pp. História (São Paulo) ISSN: 0101-9074 revistahistoria@unesp.br Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho Brasil Abreu FUNARI, Pedro Paulo Reseña de "Édipo Rei de Sófocles" de VIEIRA, Trajano.

Leia mais

PROPOSTA CURSO DE LETRAS HORÁRIO 2017

PROPOSTA CURSO DE LETRAS HORÁRIO 2017 CURSO DE LETRAS 1 ANO - 1º SEMESTRE - PERÍODO DIURNO E NOTURNO Estudos Literários I LTE5028 Variação e Mudança Linguísticas LNG5027 Língua Alemã I *LEM5108 Introdução à Língua Italiana: noções gerais *LEM5152

Leia mais

PARA QUEM A ESCOLA GAGUEJA?

PARA QUEM A ESCOLA GAGUEJA? Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai - IDEAU Vol. 5 Nº 12 - Julho - Dezembro 2010 Semestral Artigo: PARA QUEM A ESCOLA GAGUEJA? Autora: Daniela Medeiros 1 1 Licenciada em Educação Especial;

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL

CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL MATRIZ CURRICULAR NOTURNO Fase Nº. Ordem Código COMPONENTE CURRICULAR Créditos Horas 1. Leitura e produção textual I 4 60 2. Introdução a informática 4

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Ítaca 27. Defesas Doutorado Doutorado

Ítaca 27. Defesas Doutorado Doutorado Defesas Doutorado 2013 Doutorado 2013 242 Imaginação e Ideologia na Política de Spinoza Alexandre Arbex Valadares Esta tese propõe uma leitura da política de Spinoza a partir dos conceitos de corpo e imaginação.

Leia mais

HORÁRIO DO CURSO DE LETRAS PERÍODOS DIURNO E NOTURNO ANO LETIVO DE º ANO/1º SEMESTRE

HORÁRIO DO CURSO DE LETRAS PERÍODOS DIURNO E NOTURNO ANO LETIVO DE º ANO/1º SEMESTRE HORÁRIO DO CURSO DE LETRAS PERÍODOS DIURNO E NOTURNO ANO LETIVO DE 2014 1º ANO/1º SEMESTRE 2 aulas) Observação: Leitura e Produção de Textos I * * (LNG1050) Habilidades Básicas Integradas do Inglês: Produção

Leia mais

MATRIZ DE REFERÊNCIA LÍNGUA PORTUGUESA SADEAM 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

MATRIZ DE REFERÊNCIA LÍNGUA PORTUGUESA SADEAM 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL MATRIZ DE REFERÊNCIA LÍNGUA PORTUGUESA SADEAM 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DOMÍNIOS COMPETÊNCIAS DESCRITORES D01 Distinguir letras de outros sinais gráficos. Reconhecer as convenções da escrita. D02 Reconhecer

Leia mais

PERÍODO 83.1 / 87.2 PROGRAMA EMENTA:

PERÍODO 83.1 / 87.2 PROGRAMA EMENTA: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PERÍODO 83.1 / 87.2 EMENTA: Os gêneros literários: divisão e evolução. Caracterização segundo critérios intrínsecos e / ou extrínsecos. A teoria clássica e as teorias modernas

Leia mais

Planejamento. 2º trimestre º ano Profª Karine Peters

Planejamento. 2º trimestre º ano Profª Karine Peters Planejamento 2º trimestre 2014 4º ano Profª Karine Peters Disciplina: Língua Portuguesa *Construção do jogo imaginário a partir da leitura do mini conto; *Reconhecer elementos estruturantes do mini conto;

Leia mais

Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem

Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem Linguagem como Interlocução em Portos de Passagem (Anotações de leitura por Eliana Gagliardi) Geraldi, em seu livro Portos de Passagem, São Paulo, Martins Fontes, 1991, coloca-nos que o ensino de Português

Leia mais

Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 5 º Ano

Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 5 º Ano Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 5 º Ano Período Dias de aulas previstos 2.ª 3.ª 4.ª 5.ª 6.ª 1.º período 13 12 12 12 14 2.º período 10 11 11 12 12 3.º período 9 9 9 9 10 (As Aulas

Leia mais

Artigo 2 - O Curso de Letras habilitará o aluno em Português e uma Língua Estrangeira e suas respectivas literaturas.

Artigo 2 - O Curso de Letras habilitará o aluno em Português e uma Língua Estrangeira e suas respectivas literaturas. Resolução Unesp-41, de 12-7-2007 Publicada no D.O.E. de 13/07/2007 - Seção I pag 53 (Alterada pela Resolução UNESP 20 de 31-3-2009 Publicada no D.O.E. de 01/04/2009, Seção I, página 42 e Resolução UNESP

Leia mais

CONTEÚDO ESPECÍFICO DA PROVA DA ÁREA DE LETRAS GERAL PORTARIA Nº 258, DE 2 DE JUNHO DE 2014

CONTEÚDO ESPECÍFICO DA PROVA DA ÁREA DE LETRAS GERAL PORTARIA Nº 258, DE 2 DE JUNHO DE 2014 CONTEÚDO ESPECÍFICO DA PROVA DA ÁREA DE LETRAS GERAL PORTARIA Nº 258, DE 2 DE JUNHO DE 2014 O Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no uso de suas

Leia mais

GENEROS TEXTUAIS E O LIVRO DIDÁTICO: DESAFIOS DO TRABALHO

GENEROS TEXTUAIS E O LIVRO DIDÁTICO: DESAFIOS DO TRABALHO GENEROS TEXTUAIS E O LIVRO DIDÁTICO: DESAFIOS DO TRABALHO Fernanda Félix da Costa Batista 1 INTRODUÇÃO O trabalho com gêneros textuais é um grande desafio que a escola tenta vencer, para isso os livros

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA Campus de Chapecó Turno Noturno Fase Nº. Ordem Código COMPONENTE CURRICULAR Créditos Horas Pré Requisito 1. GLA001

Leia mais

TEXTOS SAGRADOS. Noções introdutórias

TEXTOS SAGRADOS. Noções introdutórias TEXTOS SAGRADOS Noções introdutórias A ORIGEM Os Textos Sagrados, via de regra, tiveram uma origem comum: Experiência do sagrado. Oralidade. Pequenos textos. Primeiras redações. Redação definitiva. Organização

Leia mais

Linguagem em (Dis)curso LemD, v. 9, n. 1, p , jan./abr. 2009

Linguagem em (Dis)curso LemD, v. 9, n. 1, p , jan./abr. 2009 Linguagem em (Dis)curso LemD, v. 9, n. 1, p. 187-191, jan./abr. 2009 RESENHA DE INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS DA LINGUAGEM: DISCURSO E TEXTUALIDADE [ORLANDI, E.P.; LAGAZZI- RODRIGUES, S. (ORGS.) CAMPINAS, SP:

Leia mais

MATRIZ DE TRANSIÇÃO LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS FRANCÊS

MATRIZ DE TRANSIÇÃO LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS FRANCÊS MATRIZ DE TRANSIÇÃO LICENCIATURA EM LETRAS PORTUGUÊS FRANCÊS Para integralizar a Matriz de Transição do Licenciatura em Letras Português Francês, o aluno terá que atender às oito categorias abaixo, considerando,

Leia mais

Curso Técnico Subsequente em Tradução e Interpretação de Libras Nome do Curso

Curso Técnico Subsequente em Tradução e Interpretação de Libras Nome do Curso Curso Técnico Subsequente em Tradução e Interpretação de Libras Nome do Curso CÂMPUS PALHOÇA BILÍNGUE MATRIZ CURRICULAR Módulo/Semestre 1 Carga horária total: 400h Libras I 160h Não há Sujeito Surdo, Diferença,

Leia mais

Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR)

Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (POSJOR) Ementário - Doutorado Eixo de Disciplinas Comuns Metodologia de Pesquisa em Jornalismo M e D Obrigatória 60 horas 04 Conhecimento e campo científico. Campo

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA

MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA MATRIZ CURRICULAR DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS E ESPANHOL - LICENCIATURA Campus de Realeza Turno Noturno Fase Nº. Ordem Código COMPONENTE CURRICULAR Créditos Horas Pré Requisito 1. GLA001

Leia mais

O livro na sociedade, a sociedade no livro: pensando sociologicamente a literatura

O livro na sociedade, a sociedade no livro: pensando sociologicamente a literatura O livro na sociedade, a sociedade no livro: pensando sociologicamente a literatura Laura Garbini Both Mestre em Antropologia Social UFPR Profa. da UNIBRASIL laura.both@unibrasil.com.br No nosso dia-a-dia

Leia mais

MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA AVALIA BH 1º, 2º E 3º CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA AVALIA BH 1º, 2º E 3º CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA AVALIA BH 1º, 2º E 3º CICLOS DO ENSINO FUNDAMENTAL Na realização de uma avaliação educacional em larga escala, é necessário que os objetivos da

Leia mais

PÊCHEUX E A PLURIVOCIDADE DOS SENTIDOS 1

PÊCHEUX E A PLURIVOCIDADE DOS SENTIDOS 1 1 PÊCHEUX E A PLURIVOCIDADE DOS SENTIDOS 1 Silmara Cristina DELA-SILVA Universidade Estadual Paulista (Unesp)... as palavras, expressões, proposições etc., mudam de sentido segundo as posições sustentadas

Leia mais

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 4

COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 4 COMUNICAÇÃO APLICADA MÓDULO 4 Índice 1. Significado...3 1.1. Contexto... 3 1.2. Intertextualidade... 3 1.2.1. Tipos de intertextualidade... 3 1.3. Sentido... 4 1.4. Tipos de Significado... 4 1.4.1. Significado

Leia mais

Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 6 º Ano

Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 6 º Ano Síntese da Planificação da Disciplina de Língua Portuguesa 6 º Ano Período Dias de aulas previstos 2.ª 3.ª 4.ª 5.ª 6.ª 1.º período 13 12 12 12 14 2.º período 10 11 11 12 12 3.º período 8 8 8 8 9 (As Aulas

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA RESOLUÇÃO N.º 3.588, DE 04 DE SETEMBRO DE 2007

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA RESOLUÇÃO N.º 3.588, DE 04 DE SETEMBRO DE 2007 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA RESOLUÇÃO N.º 3.588, DE 04 DE SETEMBRO DE 2007 Homologa o Parecer nº 034/07-CEG, que aprova o Projeto Político

Leia mais

Letras Língua Portuguesa SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA I LE0007, 45H ESTUDOS FILOSÓFICOS GRUPO DE ESTUDOS CI0001, 30H

Letras Língua Portuguesa SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA I LE0007, 45H ESTUDOS FILOSÓFICOS GRUPO DE ESTUDOS CI0001, 30H Letras Língua Portuguesa 1º SEMESTRE SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA I LE0007, 45H ESTUDOS FILOSÓFICOS GRUPO DE ESTUDOS CI0001, 30H EMENTA: Reflete sobre o desenvolvimento das correntes filosóficas

Leia mais

ENEM 2012 Questões 108, 109, 110, 111, 112 e 113

ENEM 2012 Questões 108, 109, 110, 111, 112 e 113 Questões 108, 109, 110, 111, 112 e 113 108. Na leitura do fragmento do texto Antigamente constata-se, pelo emprego de palavras obsoletas, que itens lexicais outrora produtivos não mais o são no português

Leia mais

Literatura Brasileira Código HL ª: 10h30-12h30

Literatura Brasileira Código HL ª: 10h30-12h30 Código HL 012 Nome da disciplina VI Turma A 3ª: 07h30-09h30 6ª: 10h30-12h30 Pedro Dolabela Programa resumido Falaremos do romance no Brasil entre 1964 e 1980 sob uma série de perspectivas simultâneas:

Leia mais

Metodologia da Pesquisa Científica. Profa. Ms. Daniela Cartoni

Metodologia da Pesquisa Científica. Profa. Ms. Daniela Cartoni Metodologia da Pesquisa Científica Profa. Ms. Daniela Cartoni Aula 3 As etapas da pesquisa Fontes de pesquisa Técnicas de leitura Interpretação de dados Técnicas de documentação Redação científica Planejamento

Leia mais

HABILIDADES DO 1 o TRIMESTRE DE os ANOS

HABILIDADES DO 1 o TRIMESTRE DE os ANOS HABILIDADES DO 1 o TRIMESTRE DE 2015 6 os ANOS LÍNGUA PORTUGUESA 1 Analisar a norma padrão em funcionamento no texto. 2 Distinguir os diferentes recursos da linguagem, utilizados em variados sistemas de

Leia mais

FILOSOFIA EDIEL NASCIMENTO

FILOSOFIA EDIEL NASCIMENTO FILOSOFIA EDIEL NASCIMENTO A mente que se abre para uma nova ideia, jamais retorna ao seu tamanho original. A. Einstein Ementa A disciplina de Filosofia aborda fundamentos filosóficos como instrumentais

Leia mais

1ª Série do ensino médio

1ª Série do ensino médio 1ª Série do ensino médio Texto I O VIAJANTE (Compositor Desconhecido) Eu me sinto um tolo Como um viajante Pela sua casa Pássaro sem asa Rei da covardia E se guardo tanto Essas emoções Nessa caldeira fria

Leia mais

Palavras-chave: historiografia, crise da história, história contemporânea Keywords: historiography, crisis in history, contemporary history

Palavras-chave: historiografia, crise da história, história contemporânea Keywords: historiography, crisis in history, contemporary history Resenha do livro - A história ou a leitura do tempo de Roger Chartier. Tradução de Cristina Antunes. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. Rodrigo Gomes de Araújo 1. Palavras-chave: historiografia,

Leia mais

Filosofia tensa: o conceito: fragmentos, aforismos, frases curtas, insight

Filosofia tensa: o conceito: fragmentos, aforismos, frases curtas, insight Filosofia tensa: o conceito: fragmentos, aforismos, frases curtas, insight Antigo sistema de escrita usado em Creta (por volta do século IV A.C.) Abraão Carvalho 1 O conceito do que se convencionou pela

Leia mais

ANÁLISE DE TEXTO: UM OLHAR DE SEMANTICISTA. Sheila Elias de Oliveira 1

ANÁLISE DE TEXTO: UM OLHAR DE SEMANTICISTA. Sheila Elias de Oliveira 1 ANÁLISE DE TEXTO: UM OLHAR DE SEMANTICISTA Sheila Elias de Oliveira 1 Eduardo Guimarães 2 tem se dedicado desde a década de 1980 à reflexão sobre o sentido na linguagem e nas línguas de um ponto de vista

Leia mais

DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso. Profa. Dr. Carolina Mandaji

DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso. Profa. Dr. Carolina Mandaji DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso cfernandes@utfpr.edu.br Profa. Dr. Carolina Mandaji Formação discursiva, Formação ideológica Formações ideológicas Conjunto de valores e crenças a partir dos

Leia mais

Álvaro de Campos. Ricardo Reis. Alberto Caeiro

Álvaro de Campos. Ricardo Reis. Alberto Caeiro Entre pseudónimos, heterónimos, personagens fictícias e poetas mediúnicos contam-se 72 nomes, destes destacam-se 3 heterónimos Álvaro de Campos Ricardo Reis Alberto Caeiro Álvaro de Campos De entre todos

Leia mais

Gêneros Literários OBRAS LITERÁRIAS: QUANTO À FORMA = VERSO & PROSA QUANTO AO CONTEÚDO = GÊNEROS LITERÁRIOS

Gêneros Literários OBRAS LITERÁRIAS: QUANTO À FORMA = VERSO & PROSA QUANTO AO CONTEÚDO = GÊNEROS LITERÁRIOS GÊNEROS LITERÁRIOS Gêneros Literários OBRAS LITERÁRIAS: QUANTO À FORMA = VERSO & PROSA QUANTO AO CONTEÚDO = GÊNEROS LITERÁRIOS Gêneros Literários GÊNERO ÉPICO (NARRATIVO) = Quando é contada uma história.

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS - DIURNO (CURRÍCULO EM IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA A PARTIR DE ) PORTARIA DE APROVAÇÃO Nº 240/PREG/2006 DE 7/11/06

CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS - DIURNO (CURRÍCULO EM IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA A PARTIR DE ) PORTARIA DE APROVAÇÃO Nº 240/PREG/2006 DE 7/11/06 CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS - DIURNO (CURRÍCULO EM IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA A PARTIR DE 2007-1) PORTARIA DE APROVAÇÃO Nº 240/PREG/2006 DE 7/11/06 CRIAÇÃO DO CURSO : DECRETO Nº 36658/54 RECONHECIMENTO DO

Leia mais

Capacidades de leitura e aprendizagem nas diversas disciplinas

Capacidades de leitura e aprendizagem nas diversas disciplinas Capacidades de leitura e aprendizagem nas diversas disciplinas A leitura, como comentamos em outro artigo, é instrumento indispensável para toda e qualquer aprendizagem. Ao usar esse instrumento, é preciso

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL 2016

PLANEJAMENTO ANUAL 2016 PLANEJAMENTO ANUAL 2016 Professor Joabe Bernardo dos Santos Língua Portuguesa 9º ano Colégio Nossa Senhora da Piedade Referências: -SAE, 9º ano: Língua Portuguesa. Livro do professor: livro 1 / IESDE BRASIL

Leia mais

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas 1 Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas Os seres humanos sempre buscaram formas de compreender os fenômenos que ocorrem em seu dia a dia, de modo a procurar soluções para

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM

CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICO SALESIANO AUXILIUM CURSO DE DIREITO 1º BIMESTRE 2º SEMESTRE A/B LINGUAGEM JURÍDICA II - PROF. OSVALDO O TEXTO JURÍDICO E SUAS PRINCIPAIS PROPRIEDADES COESÃO REFERENCIAL, RECORRENCIAL

Leia mais

Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes DISCIPLINA: PORTUGUÊS ANO: 8º ANO LETIVO 2013/2014

Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes DISCIPLINA: PORTUGUÊS ANO: 8º ANO LETIVO 2013/2014 ENSINO BÁSICO Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes DISCIPLINA: PORTUGUÊS ANO: 8º ANO LETIVO 2013/2014 Oralidade Interpretar discursos orais com diferentes graus

Leia mais

As Humanidades em face das Ciências; as Poéticas em face dos Métodos: provocações e desafios

As Humanidades em face das Ciências; as Poéticas em face dos Métodos: provocações e desafios As Humanidades em face das Ciências; as Poéticas em face dos Métodos: provocações e desafios Ludmila Brandão Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea ECCO/UFMT ludbran@terra.com.br

Leia mais

Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas

Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas Interpretação de Textos a Partir de Análises Isoladas Análise Estética (formal) Análise Estilística (figuras de linguagem) Análise Gramatical (morfossintática) Análise Semântica (de significado) Análise

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN 1ª série Ens. Médio ATIVIDADES MONITORIA MAIO 2014 GRAMÁTICA 1. Observe o anúncio. a) Transcreva o neologismo nele presente. b) Sabendo que agro é um radical e significa campo, qual é o processo de formação

Leia mais

Revisão para Específicas

Revisão para Específicas Revisão para Específicas 1. Os verbetes apresentados em (II) a seguir trazem significados possíveis para algumas palavras que ocorrem no texto intitulado Bicho Gramático, apresentado em (I). Descreva o

Leia mais

LITERATURA: UM INSTRUMENTO PARA O LETRAMENTO E PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS

LITERATURA: UM INSTRUMENTO PARA O LETRAMENTO E PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS LITERATURA: UM INSTRUMENTO PARA O LETRAMENTO E PARA A FORMAÇÃO DE LEITORES CRÍTICOS Mariana Jantsch de Souza (UFPel) Gabriela Rocha Rodrigues (UFPel) Resumo: A presente comunicação aborda a literatura

Leia mais

PLANO DE CURSO. 1. Apresentar a emergência da teoria social de Marx e da tradição sociológica, discutindo os traços pertinentes destas duas vertentes.

PLANO DE CURSO. 1. Apresentar a emergência da teoria social de Marx e da tradição sociológica, discutindo os traços pertinentes destas duas vertentes. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL CURSO DE MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL Disciplina: Teorias Sociais

Leia mais

22/08/2014. Tema 6: Ciência e Filosofia. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes. Ciência e Filosofia

22/08/2014. Tema 6: Ciência e Filosofia. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes. Ciência e Filosofia Tema 6: Ciência e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Ciência e Filosofia Ciência: vem do latim scientia. Significa sabedoria, conhecimento. Objetivos: Conhecimento sistemático. Tornar o mundo compreensível.

Leia mais

NOTAS DE AULA CONSTRUÇÃO DO MARCO TEÓRICO CONCEITUAL 1

NOTAS DE AULA CONSTRUÇÃO DO MARCO TEÓRICO CONCEITUAL 1 NOTAS DE AULA CONSTRUÇÃO DO MARCO TEÓRICO CONCEITUAL 1 Profa. Gláucia Russo Um projeto de pesquisa pode se organizar de diversas formas, naquela que estamos trabalhando aqui, a problematização estaria

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV Questão: 02 O candidato alega que, na questão 02, tanto a alternativa E como a alternativa A apresentam-se corretas, visto que as linhas 12 e 13 mostram que os violinistas mais relaxados também tinham

Leia mais

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h

INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA Disciplina: INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Turma I - 3as e 5as feiras, às 8 h Professor: Prof. Dr. Sergio B. F. Tavolaro sergiotavolaro@unb.br

Leia mais

Exposição Almandrade INSTALAÇÃO E POEMAS VISUAIS

Exposição Almandrade INSTALAÇÃO E POEMAS VISUAIS Exposição Almandrade INSTALAÇÃO E POEMAS VISUAIS CASA DAS ROSAS Av. Paulista, 37 São Paulo / Sp. (até 27 de abril de 2014) De terça feira a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 10h às 18h.

Leia mais

O MEMORÁVEL NA RELAÇÃO ENTRE LÍNGUAS

O MEMORÁVEL NA RELAÇÃO ENTRE LÍNGUAS Artigo recebido até 15/01/2012 Aprovado até 15/02/2012 O MEMORÁVEL NA RELAÇÃO ENTRE LÍNGUAS Soeli Maria Schreiber da Silva 1 (UFSCar) xoila@terra.com.br Estudar o sentido significa estudá-lo na relação

Leia mais

2013/2014 CONTEÚDOS TEMÁTICOS CONTEÚDOS GRAMATICAIS CALENDARIZAÇÃO

2013/2014 CONTEÚDOS TEMÁTICOS CONTEÚDOS GRAMATICAIS CALENDARIZAÇÃO Escolas João de Araújo Correia EB 2.3PESO DA RÉGUA Disciplina de Português 5º Ano Ano Letivo 2013/2014 CONTEÚDOS TEMÁTICOS CONTEÚDOS GRAMATICAIS CALENDARIZAÇÃO UNIDADE 0 UM, DOIS, TRÊS COMEÇAR! UNIDADE

Leia mais

Competências globais a serem adquiridas na série

Competências globais a serem adquiridas na série PLANO DE ENSINO - 2016 Disciplina: Língua Portuguesa 9º ANO Professor: Ricardo Andrade Competências globais a serem adquiridas na série.fundamentar uma aprendizagem significativa, desenvolvendo múltiplas

Leia mais

Documento curricular. 2º Trimestre

Documento curricular. 2º Trimestre Documento curricular 9º ano 2º Trimestre - 2017 Língua Portuguesa Caros pais, Relacionamos no quadro abaixo os conteúdos que serão trabalhados com os alunos neste 2º trimestre. Entenda-se por conteúdos

Leia mais

Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de Avaliação 5º Ano Disciplina: Português Metas Curriculares: Domínios/Objetivos

Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de Avaliação 5º Ano Disciplina: Português Metas Curriculares: Domínios/Objetivos Currículo das Áreas Disciplinares/Critérios de 5º Ano Disciplina: Português Metas Curriculares: Domínios/Objetivos Conteúdos Programáticos Critérios de Instrumentos de Comunicação oral Observação direta

Leia mais

Questão 01 Ortografia

Questão 01 Ortografia COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DE NÍVEL SUPERIOR PARA CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DO CONCURSO DA FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PROTEÇÃO E PESQUISA EM SAÚDE FEPS PROVA REALIZADA NO DIA 7 DE

Leia mais

III. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

III. OBJETIVOS ESPECÍFICOS CURSO: Licenciatura em Matemática MODALIDADE: Presencial DISCIPLINA: Leitura e Produção de Textos CÓDIGO: PROFESSOR: Hugo dos Santos Konkel CARGA HORÁRIA MANAL/MESTRAL: 0 ou - 80h/a ou 60h/r MESTRE/ANO:

Leia mais

TRABALHAR COM GÊNEROS TEXTUAIS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO. Maria da Graça Costa Val Faculdade de Letras/UFMG CEALE FAE/UFMG

TRABALHAR COM GÊNEROS TEXTUAIS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO. Maria da Graça Costa Val Faculdade de Letras/UFMG CEALE FAE/UFMG TRABALHAR COM GÊNEROS TEXTUAIS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO Maria da Graça Costa Val Faculdade de Letras/UFMG CEALE FAE/UFMG De onde vem a proposta de trabalhar com gêneros textuais? PCN de 1ª a 4ª séries

Leia mais

Revista Metalinguagens, ISSN , n. 5, Maio 2016, pp Entrevista com Norma Seltzer Goldstein, por Eliana Roda Pessoa Ferreira.

Revista Metalinguagens, ISSN , n. 5, Maio 2016, pp Entrevista com Norma Seltzer Goldstein, por Eliana Roda Pessoa Ferreira. ENTREVISTA Por: Eliana Roda Pessoa Ferreira 1 NORMA SELTZER GOLDSTEIN 2 Doutora em Letras FFLCH USP Docente do Programa de Pós-graduação em Filologia e Língua Portuguesa FFLCH USP São Paulo SP Brasil Professora

Leia mais

Unidade 2: História da Filosofia. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes

Unidade 2: História da Filosofia. Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Unidade 2: História da Filosofia Filosofia Serviço Social Igor Assaf Mendes Períodos Históricos da Filosofia Filosofia Grega ou Antiga (Séc. VI a.c. ao VI d.c.) Filosofia Patrística (Séc. I ao VII) Filosofia

Leia mais

PLANEJAMENTO Julho. Professor (a): Janete Neusa Perin NOME DO LIVRO: Objetivo geral:

PLANEJAMENTO Julho. Professor (a): Janete Neusa Perin NOME DO LIVRO: Objetivo geral: PLANEJAMENTO Julho NOME DO LIVRO: Estratégias de outras áreas do conhecimento A BRUXA SALOMÉ Leitura e escrita; Oralidade; Dias da Semana; Rimas. -Desenvolver o gosto pela leitura, valorizando a como fonte

Leia mais

Revista Pandora Brasil Número 57, Agosto de 2013 ISSN Alisson Flores Caires VIDA ENQUANTO VONTADE DE POTÊNCIA

Revista Pandora Brasil Número 57, Agosto de 2013 ISSN Alisson Flores Caires VIDA ENQUANTO VONTADE DE POTÊNCIA VIDA ENQUANTO VONTADE DE POTÊNCIA RESUMO: O presente artigo pretende investigar a concepção Nietzscheana de Vida e natureza, buscando esclarecer a relação que há entre essas duas forças contrárias e únicas.

Leia mais

Do lugar de cada um, o saber de todos nós 5 a - edição COMISSÃO JULGADORA orientações para o participante

Do lugar de cada um, o saber de todos nós 5 a - edição COMISSÃO JULGADORA orientações para o participante Do lugar de cada um, o saber de todos nós 5 a - edição - 2016 COMISSÃO JULGADORA orientações para o participante Caro(a) participante da Comissão Julgadora da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo

Leia mais

Material de divulgação da Editora Moderna

Material de divulgação da Editora Moderna Material de divulgação da Editora Moderna Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

3º Período 55 x 45 minutos

3º Período 55 x 45 minutos Direção Regional de Educação do Centro Agrupamento de Escolas Figueira Mar Código 161366 Contribuinte nº 600 074 978 Escola Secundária Dr. Bernardino Machado DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA 8º ANO DE ESCOLARIDADE

Leia mais

2014/ º Período Unidades. Domínios / Conteúdos. Unidade 3 Narrativas juvenis. Unidade 0 Uma nova viagem

2014/ º Período Unidades. Domínios / Conteúdos. Unidade 3 Narrativas juvenis. Unidade 0 Uma nova viagem Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio Escola E.B. 2, 3 professor Gonçalo Sampaio Departamento de línguas Português - 8ºano Planificação anual simplificada 2014/2015 1º Período Unidade 0 Uma nova viagem

Leia mais

Metodologia Científica

Metodologia Científica Metodologia Científica O PROCESSO DE LEITURA E DA PRODUÇÃO DE TEXTOS Profª Ma. Fabiana Rocha O PROCESSO DE LEITURA Importância da Leitura Aprendizagem do ser humano; Enriquecer o vocabulário; Obter conhecimento;

Leia mais

ANÁLISE DE DISCURSO de origem francesa. Circulação e textualização do conhecimento científico PPGECT maio 2015 Henrique César da Silva

ANÁLISE DE DISCURSO de origem francesa. Circulação e textualização do conhecimento científico PPGECT maio 2015 Henrique César da Silva ANÁLISE DE DISCURSO de origem francesa Circulação e textualização do conhecimento científico PPGECT maio 2015 Henrique César da Silva Por que análise de discurso no campo da educação científica? Análise

Leia mais

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 3º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 3º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA Processo de Admissão de Novos Estudantes 2017 Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no 3º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA HABILIDADES CONTEÚDOS Identificar padrões numéricos ou princípios

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA GABINETE DO REITOR RETIFICAÇÃO Nº 04

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA GABINETE DO REITOR RETIFICAÇÃO Nº 04 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA GABINETE DO REITOR RETIFICAÇÃO Nº 04 A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA), no uso de suas atribuições estatutárias, tendo em vista o disposto

Leia mais

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 2º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA

Processo de Admissão de Novos Estudantes Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no. 2º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA Processo de Admissão de Novos Estudantes 2017 Conteúdos programáticos para candidatos que ingressarão no 2º ano do Ensino Médio MATEMÁTICA HABILIDADES CONTEÚDOS Reconhecer, no contexto social, diferentes

Leia mais

Análise de discursos textuais: questões

Análise de discursos textuais: questões Análise de discursos textuais: questões Com base no texto a seguir, responda às questões (1) e (2): Os Poemas Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas

Leia mais

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2009.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2009. SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 3. ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2009. 1º TEXTO: PRODUZIDO PARA LEITOR- PROFESSOR COM O OBJETIVO DE ESCLARECER O SIGNIFICADO DE LETRAMENTO. Letramento

Leia mais

1 de 6 15/02/ :44

1 de 6 15/02/ :44 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE S ACADÊMICAS Portal do Discente EMITIDO EM 15/02/2013 13:44 DADOS DA ESTRUTURA CURRICULAR Código: 01A LETRAS - NATAL - Presencial

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PAISAGEM NO ENSINO DA GEOGRAFIA

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PAISAGEM NO ENSINO DA GEOGRAFIA A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PAISAGEM NO ENSINO DA GEOGRAFIA Autora: Alcione Pereira da Silva Universidade Federal do Maranhão Alcione.1980@hotmail.com.br Co-autora: Aldaene Ferreira Silva Universidade Federal

Leia mais

A construção do conhecimento e do objeto nas Ciências Sociais. Métodos e Técnicas de Pesquisa I 2015 Márcia Lima

A construção do conhecimento e do objeto nas Ciências Sociais. Métodos e Técnicas de Pesquisa I 2015 Márcia Lima A construção do conhecimento e do objeto nas Ciências Sociais Métodos e Técnicas de Pesquisa I 2015 Márcia Lima Roteiro da aula Ressalvas importantes: dificuldades na leitura textos; captar o básico; argumentos

Leia mais

Metodologia Científica CONCEITOS BÁSICOSB

Metodologia Científica CONCEITOS BÁSICOSB Metodologia Científica CONCEITOS BÁSICOSB CURSO DE TECNOLOGIA Metodologia Científica A Atitude Científica As Concepções de Ciência A Ciência na História Classificações de Ciência Tipos de Conhecimentos

Leia mais

ARISTÓTELES I) TEORIA DO CONHECIMENTO DE ARISTÓTELES

ARISTÓTELES I) TEORIA DO CONHECIMENTO DE ARISTÓTELES AVISO: O conteúdo e o contexto das aulas referem-se aos pensamentos emitidos pelos próprios autores que foram interpretados por estudiosos dos temas expostos. Todo exemplo citado em aula é, meramente,

Leia mais

IRRADIAÇÕES LÍRICAS EM CLARICE LISPECTOR

IRRADIAÇÕES LÍRICAS EM CLARICE LISPECTOR ALONSO, Mariângela. Instantes Líricos de revelação: a narrativa poética em Clarice Lispector. São Paulo: Annablume. 2013. 154 p. IRRADIAÇÕES LÍRICAS EM CLARICE LISPECTOR Rodrigo da Costa Araujo 1 Todo

Leia mais

LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves

LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves LITERATURA: GÊNEROS E MODOS DE LEITURA - EM PROSA E VERSOS; - GÊNEROS LITERÁRIOS; -ELEMENTOS DA NARRATIVA. 1º ano OPVEST Mauricio Neves EM VERSO E EM PROSA Prosa e Poesia: qual a diferença? A diferença

Leia mais

Teoria Realista das Relações Internacionais (I)

Teoria Realista das Relações Internacionais (I) Teoria Realista das Relações Internacionais (I) Janina Onuki janonuki@usp.br BRI 009 Teorias Clássicas das Relações Internacionais 25 de agosto de 2016 Realismo nas RI Pressuposto central visão pessimista

Leia mais

Reflexões críticas: na cama com Madonna. Thierry de Duve

Reflexões críticas: na cama com Madonna. Thierry de Duve Reflexões críticas: na cama com Madonna. Thierry de Duve O que, então, me incita a escrever sobre uma dada obra ou um conjunto de obras? Preciso gostar dela, eis o primeiro ponto. Ou, talvez, não. Gostar

Leia mais

Proposta de Redação Tema: Conto fantástico

Proposta de Redação Tema: Conto fantástico Proposta de Redação Tema: Conto fantástico Tema central: Criação de um conto fantástico Produção de texto Introdução: O conto fantástico é um gênero que tem como característica o fato de apresentar ou

Leia mais

OS TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

OS TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS OS TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Peculiaridades e formas de conduzir seus estudos Thaisa Bueno Uma breve diferenciação antes de começarmos Divulgação científica Jornalismo científico Disseminação científica

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA LEIA COM MUITA ATENÇÃO

INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA LEIA COM MUITA ATENÇÃO 6º História Rafael Av. Trimestral 04/11/14 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA LEIA COM MUITA ATENÇÃO 1. Verifique, no cabeçalho desta prova, se seu nome, número e turma estão corretos. 2. Esta prova

Leia mais

Letras Língua Inglesa

Letras Língua Inglesa Letras Língua Inglesa 1 semestre Núcleo de estudos interdisciplinares I 45h Ementa: Estuda os procedimentos envolvidos na realização de uma pesquisa cientifica. Desenvolve habilidade de produção de fichamento,

Leia mais