DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso. Profa. Dr. Carolina Mandaji

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1 DACEX CTCOM Disciplina: Análise do Discurso Profa. Dr. Carolina Mandaji

2 Formação discursiva, Formação ideológica

3 Formações ideológicas Conjunto de valores e crenças a partir dos quais julgamos a realidade na qual estamos inseridos; Identificar nos textos as ideias que podem estar associadas aos valores, aos princípios, às crenças de determinado grupo social.

4 Signos e signos compreender um signo consiste em aproximar o signo apreendido de outros signos já conhecidos [...] a compreensão é uma resposta a um signo por meio de signos. (Volochinov, 1929, p. 34). um signo pode encarnar um material ideológico, incorporando consigo uma realidade outra; Um signo sempre diz alguma coisa e vive sob fronteiras, no limiar de outras possíveis significações. entendê-lo requer uma investigação minuciosa sobre o texto cultural de signos da comunidade.

5 Os enunciados não são indiferentes entre si nem se bastam cada um a si mesmo; uns conhecem os outros e se refletem mutuamente uns nos outros.[...] Cada enunciado é pleno de ecos e ressonâncias de outros enunciados com os quais está ligado pela identidade da esfera da comunicação discursiva. Cada enunciado deve ser visto antes de tudo como uma resposta aos enunciados precedentes de um determinado campo (concebemos a palavra resposta no sentido mais amplo): ela os rejeita, confirma, completa, baseia-se neles, subentende-os como conhecidos, de certo modo os leva em conta. (BAKHTIN, 2010, p. 297).

6 Discurso, enunciado objeto linguístico: deve ser inserido na comunicação verbal para se tornar discurso se liga ao enunciado: realiza-se por meio dele O enunciado só pode existir de fato na forma de enunciações concretas de determinados falantes, sujeitos do discurso. O discurso sempre está fundido em forma de enunciado pertencente a um determinado sujeito do discurso (Ibid., p. 274).

7 Enunciado, Discurso o enunciado é a unidade de análise discursiva através da qual é possível vislumbrar as diferentes vozes que estabelecem entre si relações dialógicas.

8 Literatura de cordel (CONTEXTO DE PRODUÇÃO) Condições sociais e culturais: -organização da sociedade patriarcal; -aparecimento de cangaceiros; -secas periódicas (desequilíbrios econômicos e sociais). Surgimento de grupos de cantadores INSTRUMENTO DE PENSAMENTO COLETIVO MANIFESTAÇÕES DE MEMÓRIA POPULAR

9 Folheto de cordel (DESCRIÇÃO) Publicado em novembro de 2005; temática social e política; crítica de acontecimentos políticos; Mesmo período do escândalo político conhecido como Mensalão ; Escrito por Vicente Campos Filho, xilogravura de Abraão Batista.

10 Descrição capa

11 Vestimenta do personagem: referência à solenidade e à importância do cargo ocupado pelos deputados (paletó e gravata), como às estratégias utilizadas para o transporte do dinheiro destinado ao pagamento das propinas (a cueca e sacola). Já indica tratar de uma crítica política (humor e agressividade).

12 Texto verbal

13 Como identificar Associação do humor e agressividade; Efeitos: provocação, ridicularização, desqualificação do oponente; Através de palavras ofensivas, emprego do negrito;

14 Cont.

15 Cont. Voz que relata e interpreta os acontecimentos Formação discursiva: políticos da época Formação discursiva: pensamento da coletividade/ indignação do povo brasileiro.

16

17 Descrição Pai e filho (interlocutores) conversam sobre o mensalão (texto-contexto); Hierarquização da sociedade brasileira: políticos (que vivem da política); instância cidadã (os de fora do palanque ); Políticos e cidadãos que o elegeram.

18 Cont.

19 Formação ideológica Procedimentos: heterogeneidade ( mamando nos peitos da Mãe Gentil ); emprego de locução adverbial ( como aqui sempre de viu ). Porta-voz que dá o parecer sobre os políticos corruptos brasileiros e a situação política do país determinado sentido cristalizado historicamente sobre a identidade do político brasileiro.

20 Referências: BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à análise do discurso. 2. ed. rev., Campinas: Editora Unicamp, 2004 BAKHTIN, Mikhail M. Estética da Criação Verbal. Trad. do russo por Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003., Problemas da Poética de Dostoiévski. Trad. do russo por Paulo Bezerra. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. São Paulo: Unesp, FARACO, Carlos Alberto. Linguagem e diálogo: as ideias linguísticas do Círculo de Bakhtin. Curitiba, Paraná: Criar, LOUZADA, Maria Sílvia Olivi, LOUZADA, Roberto. Identidade política, literatura de cordel e interdiscurso. Disponível em VOLOCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem. 9ª ed. Trad. Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Editora Hucitec, 1929 (1999).

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