CONTOS AFRO-BRASILEIROS NA CULTURA ESCOLAR: memória da tradição oral africana

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1 CONTOS AFRO-BRASILEIROS NA CULTURA ESCOLAR: memória da tradição oral africana Larissa de Souza Reis 1 * (Pedagoga Universidade do Estado da Bahia) RESUMO O presente trabalho tece considerações a respeito da relevância dos contos afrobrasileiros como parte da preservação das memórias africanas que, com a tradição oral transmitida pelos ancestrais, resistiram à dominação europeizante e patriarcal dos processos civilizatórios ocorridos Brasil. Para isso, apresenta-se um recorte da proposta do projeto de mestrado Museu Virtual de Contos e Mitos Afro-Brasileiros: contribuições à Implementação da Lei /08 2, cujo objetivo é analisar como a utilização pedagógica de um museu virtual de contos e mitos desta natureza, no ensino fundamental I, pode contribuir para a implementação da Lei /08. O projeto será aplicado em uma escola municipal de Salvador e tem como viés metodológico a pesquisa aplicada DBR, tendo em vista a sua proposta intervencionista e colaborativa, considerando a parceria com a comunidade escolar envolvida. Destaque-se que o trabalho aproxima-se da história oral, considerando o resgate às fontes orais relacionadas aos contos e mitos que foram transmitidos às gerações. Os resultados esperados direcionam-se ao acesso e compartilhamento de saberes pedagógicos na cultura escolar, de modo a valorizar aprendizagens pautadas na transmissão do legado cultural africano. Daí a relevância do projeto na difusão do conhecimento à esfera socioeducativa e no campo acadêmico dos estudos e pesquisas sobre esta temática no viés da tecnologia digital. Palavras-chave: Contos afro-brasileiros.cultura escolar.tradição oral 1 *Especialista em Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas - Universidade de Brasília (UnB); mestranda em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) e membro do grupo de pesquisa "Sociedade em Rede, Pluralidade Cultural e Conteúdos Digitais Educacionais. 2 Orientador Prof. Dr. Alfredo Eurico Rodrigues Matta

2 1. INTRODUÇÃO As interações e tensões ocorridas no universo da cultura escolar possuem algumas relações com as discussões em torno das diversidades étnico-raciais, trazidas com o processo civilizatório ocorrido no Brasil. Diante destas questões, a instituição escolar tem se confrontado com obstáculos no processo de mediação das relações de convivência entre sujeitos de diferentes identidades. Neste contexto, a representatividade dos descendentes de africanos tem sido afetadas por estereótipos perversos e segregadores que tem interferido na autoestima das crianças negras. As Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais apresentam propostas de atividades relacionadas aos níveis e às modalidades de ensino, tendo em vista a importância da valorização das identidades culturais presentes na escola. Em relação ao ensino fundamental, o presente documento referencia os contos na literatura infanto-juvenil e os mitos como indicações de atividades de reconhecimento e valorização das contribuições do povo negro (BRASIL, 2006, p. 180). A este respeito, o sistema educacional tem na legislação uma forte aliada que, com as Leis /03 e /08 resultado de muita luta dos educadores interessados na proposta, há um reforço em torno da obrigatoriedade das ações educativas relacionadas à temática da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na educação básica. Contudo, o cumprimento das leis não agrada a todos os agentes que compõem o sistema de ensino, devido a existência de uma institucionalização que ainda privilegia uma educação pautada na cultura eurocêntrica que não reconhece o viés africano-brasileiro. Nesta perspectiva, sugere-se a adesão de práticas pedagógicas direcionadas ao tratamento dos entraves ainda existentes nas relações étnico-raciais, frente a diversidade cultural brasileira. Os contos afro-brasileiros representam uma das 2

3 inúmeras possibilidades educativas para tratar do reconhecimento e da valorização da cultura africano-brasileira nas escolas. Na oportunidade, defende-se a escolha dos contos desta natureza devido ao fato de que os mesmos trazem ensinamentos e valores que são relevantes para aprendizagem dos sujeitos em sociedade, em especial, às crianças que, muitas vezes, reproduzem preconceitos porque convivem com ideologias enraizadas em seus contextos socioculturais. A proposta pedagógica indicada visa o movimento de contramão ao sistema de ensino ainda eurocêntrico que persiste em trabalhar com livros e demais referências didáticas, apontando o negro como escravo e sem perspectivas futuras, além de expôr a representatividade do cidadão brasileiro tendo como único modelo o europeu civilizado. Enfim, salienta-se a existência de uma cultura escolar que afirma valorizar a cultura negra, mas que investe nisto apenas no Dia da Consciência Negra. O projeto de mestrado intitulado Museu Virtual de Contos e Mitos Afro- Brasileiros: contribuições à implementação da Lei /08 tem sua relevância socioeducativa na difusão do conhecimento da história e cultura afro-brasileira, por meio de práticas educativas embasadas na literatura desta natureza, existente devido a tradição oral africana. A história oral, neste recorte, terá um papel fundamental no resgate aos antepassados pelas fontes orais e que precisam do registro da memória para preservação cultural às gerações futuras. Com este intuito, este artigo traz apreciações sobre a abordagem pedagógica de contos afro-brasileiros na cultura da escola, a fim de: reconhecer, resgatar e valorizar a memória resultante da tradição oral africana. O presente trabalho está dividido em quatro partes: inicialmente, indica-se perspectivas conceituais do universo dos contos afro-brasileiros e suas aproximações com a tradição oral; seguidamente, o texto propõe abordagens pedagógicas descolonizadoras em prol do fortalecimento da temática étnico-racial nas escolas; a terceira parte, por sua vez, expõe um recorte da proposta do museu virtual que está sendo desenvolvido como projeto de mestrado e por fim, apresenta-se as considerações finais deste trabalho. 3

4 2. CONTOS AFRO-BRASILEIROS E APROXIMAÇÕES COM A TRADIÇÃO ORAL As literaturas africanas são chaves para penetrar os muitos mundos que o continente guarda, desvendando alguns de seus mistérios pelas palavras (CHAVES, 2010, p. 8). Convida-se o(a) leitor(a) para dialogar sobre a importância educativa da literatura dos contos africano-brasileiros e seus encantos, resultantes de um legado de encontros e desencontros com as Áfricas ancestrais que chegaram ao território brasileiro durante as diásporas africanas, mas que não se perderam no tempo. Isto foi possível devido a força da diversidade de culturas identitárias de um continente que hoje é uma das referências da escrita e que além disso, possui algumas sociedades tradicionais que utilizam da comunicação por meio da tradição oral. Neste âmbito, a palavra possui forte relevância nestas comunidades e o [...] seu valor moral, fundamental, possui caráter sagrado, que a associa com uma origem divina e as forças ocultas nela depositadas (SERRANO e WALDMAN, 2007, p. 146). Sinaliza-se que os contos afro-brasileiros referidos tem na tradição oral a sua fonte de transmissão de ensinamentos que foram tecidos e contextualizados à realidade brasileira. A este respeito, Braga (1980) argumenta que os contos afrobrasileiros representam a transmissão de ensinamentos da herança africana, originada com a tradição oral do sistema divinatório conhecido como ifá (p.7) que é conduzido tradicionalmente pelos mestres babalaôs. Deste modo, o autor defende 4

5 que a tradição escrita destes contos tem pertinência por contribuir para a memorização das narrativas pelo contador de histórias e além disso, pela possibilidade do registro da memória africano-brasileira às novas gerações. Tratando-se do sujeito que narra estes contos, na tradição africana existem os gritos que, de acordo com Serrano e Waldman (2007) são: [...] homens de memória prodigiosa que armazenavam na mente milhares de contos, histórias e provérbios, além das genealogias e dos feitos dos reis e de imperadores famosos (SERRANO e WALDMAN, 2007, p. 145). Em relação ao contexto africano-brasileiro, Luz (2013) discute que o akpalô, (p. 19) palavra iorubá que refere-se ao protagonista que conta as histórias possui papel fundamental na comunidade, tendo em vista que as narrativas são embasadas de teatralidade e poesia, despertando e preservando a memória do povo e de sua família ancestral. Nesta conjuntura, a autora lança uma ponte dialógica entre os akpalôs e o universo das comunalidades africano-brasileiras existentes na Bahia. A este entendimento, acredita-se que as narrativas desta categoria identitária podem contribuir para a preservação da cultura negra, ao tempo em que as experimentações pedagógicas com a arte de contar histórias traz na memória a possibilidade de apresentar [...] os fundamentos da existência, fazendo com que a experiência existencial, através da narrativa, integre-se ao cotidiano, fornecendo-lhe significados (DELGADO, 2006, p. 38). Com o intuito de relatar uma experiência pedagógica ocorrida em 2014, expor-se-á o conto afro-brasileiro intitulado A Vitória do Papagaio, indicado por Braga (1980): Descreve a antiga história que o sol, a lua, o fogo e o papagaio estavam todos reunidos em luta pelo poder, um querendo ser mais do que o outro. O papagaio foi o único que fez o ebó 3 determinado. Os outros disseram que não havia coisa nenhuma que lhes pudessem modificar as feições. Tendo o papagaio feito o ebó os outros imediatamente mudaram de lugar. Houve muita chuva, a tal 3 Palavra de origem iorubá que refere-se a uma comida de origem africana, utilizada como oferenda aos orixás. 5

6 ponto, que a chuva apagou o fogo e a tempestade, com todos os seus horrores, fez escurecer as nuvens. O grande vencedor foi o papagaio que, embora tenha se molhado muito, não perdeu a cor encarnada que existe em sua cauda (BRAGA, 1980, p. 20). Este conto foi utilizado na oficina Do Conto ao Encanto: teatro e literatura infantil, desenvolvido com crianças da educação infantil, durante a III Unebrinque, evento organizado pela Brinquedoteca Paulo Freire, do Departamento de Educação do campus I da UNEB. Durante a experimentação narrativa, utilizou-se da memorização e da arte do conto por meio de um varal imagético que foi sustentado a partir da mediação pedagógica e da imaginação criativa dos educandos que, durante os momentos de interação provocados pela narradora, deram vozes interpretativas e improvisacionais durante o conto. A exposição do enredo por meio de imagens dos fenômenos da natureza atraiu a atenção dos educandos, o que facilitou no processo de compartilhamento dos ensinamentos presentes na mensagem transmitida. Com este propósito, estes contos podem ser utilizados com diversos recursos, a exemplo do museu virtual a ser detalhado mais adiante. 3.TECENDO ABORDAGENS PEDAGÓGICAS DESCOLONIZADORAS NO UNIVERSO DA CULTURA ESCOLAR [...] o idioma e a norma linguística que a escola exige é a dos grupos sociais dominantes, a literatura daqueles autores e autoras que esses mesmos grupos valorizam, a geografia e a história dos vencedores (SANTOMÉ, 1995, p. 166). Reflete-se que a proposta de trabalhar com a literatura afro-brasileira no espaço escolar representa uma posição ideológica, enquanto uma reação combativa de enfrentamento às abordagens curriculares que não representam alguns grupos da diversidade cultural brasileira. A este sentido, enfatiza-se que as referências 6

7 utilizadas pela cultura escolar têm provocado a descontextualização das aprendizagens dos alunos com suas realidades socioculturais e ao mesmo tempo, interferido nos espaços para diálogos e convivências. A este contexto, considera-se que a aproximação da cultura escolar com a cultura popular é fundamental para ampliar as possibilidades pedagógicas pautadas na descolonização de práticas que tem sido institucionalizadas no ensino. Deste modo é importante descolonizar ações voltadas a desvalorização de povos que foram colonizados no cenário histórico do país e que, conforme Luz (2013), torna-se: [...] uma iniciativa que procura restituir aos descendentes das populações aborígenes e africanas a compreensão e dignidade de seu sistema de pensamento, de sua alteridade civilizatória, superando as relações de prolongação colonial (LUZ, 2013, p. 22). Ressalta-se que a escola, enquanto espaço socioeducativo deve possibilitar o compartilhamento de aprendizagens e vias para que os sujeitos nela envolvidos possam conviver e respeitar as diferenças existentes no contexto de diversidade sociocultural existente. Neste cenário, os aprendizes reproduzem ensinamentos relacionados a processos educativos ocorridos na escola e na vida. Diante disto, por que não respeitar a bagagem identitária dos educandos para valorização da(s) cultura(s) que os representam? O cotidiano social tem revelado a ocorrência de microcenas de discriminação racial, intencionalizadas à segregação e inferiorização do povo afrodescendente nas esferas socioeducativas, políticas e econômicas. Os estudos culturais têm investido em pesquisas relacionadas às diversidades culturais enraizadas no âmbito popular, mas têm se confrontado com o poder que é reproduzido e controlado na sociedade, a exemplo da cultura escolar. Contudo, destaque-se a pertinência destes estudos à esfera educativa, considerando que, de acordo com Costa, Silveira e Somer (1994): [...] constituem uma ressignificação e/ou uma forma de abordagem do campo pedagógico em que questões como cultura, identidade, discurso e representação passam a ocupar, de forma articulada, o 7

8 primeiro plano da cena pedagógica (COSTA, SILVEIRA e SOMER, 1994, p. 54). Machado (2002) denuncia que o fortalecimento da cultura elitista na escola acarreta no processo formativo de sujeitos idênticos, a fim de reforçar o domínio e a permanência de uma classe social que preserva a posição socioeconômica a partir do controle ideológico da massa. Neste cenário, a escola tem ignorado os aspectos culturais afro-brasileiros, ao passo que, com base na autora: [...] o conhecimento é transmitido em pacotes pré-programados sem muita relação com as vivências das crianças negras (MACHADO, 2002, p. 55). Nesta perspectiva, a proposta de dialogar sobre práticas pedagógicas descolonizadoras requer iniciativa por parte do sistema de ensino e da comunidade escolar no sentido de alcançar o cotidiano da sala de aula, dos corredores e do processo educativo que o aprendiz compartilha ao mundo social. Este olhar favorece a ampliação das aprendizagens dos alunos e reforça enfrentamentos em relação ao tratamento perverso que é divulgado nas mídias sociais e que são reproduzidos no campo de ensino. 4. DISCUTINDO A PROPOSTA DO MUSEU VIRTUAL DE CONTOS E MITOS AFRO-BRASILEIROS O projeto de mestrado, intitulado Museu Virtual de Contos e Mitos Afro- Brasileiros: contribuições à Implementação da Lei /08 está enraizado com as propostas apresentadas neste artigo, de modo a desenvolver uma pesquisa aplicada em uma escola municipal de Salvador. Com este intuito, esta investigação tem como objetivo analisar como a utilização pedagógica de um museu virtual de contos e mitos desta natureza, em uma turma do ensino fundamental I, pode contribuir para a implementação da Lei /08. 8

9 A esta intencionalidade, o trabalho está direcionado às leituras da literatura africano-brasileira, trazida com as linguagens africanas de tradição oral que foram contextualizadas ao Brasil com a diáspora negra. Sublinha-se que a construção do museu virtual propõe a seleção de contos e mitos, em parceria com a comunidade de aprendizagem envolvida, valorizando a aproximação com a realidade do bairro onde a escola está localizada em Tancredo Neves, em proximidade com o Cabula, possuindo assim um cenário histórico com relação a escravização negra ocorrida no território baiano. A respeito da natureza da pesquisa, Matta, Silva e Boaventura (2014) argumentam que a Design-Based Research (DBR) ou Pesquisa de Desenvolvimento (p.1) tem uma proposta intervencionista e colaborativa, o que amplia a sua importância nas investigações em educação e além disso, destacam que a mesma: considera o saber comunitário com a última instância, e isso contribui para que a comunidade não seja invadida ou tolhida, muito menos invalidada ou ainda abduzida de seus valores e saberes, frequentemente, até hoje, desapropriados e distorcidos (MATTA, SILVA e BOAVENTURA, 2014, p. 34). Reflete-se que os debates em torno da cultura escolar requer criticidade em relação ao retorno que deve-se possibilitar à comunidade de aprendizagem, de modo a colaborar com os enfrentamentos atuais, a partir de intervenções pedagógicas que auxiliem na melhoria das relações de convivência entre sujeitos, considerando as diversidades étnico-culturais existentes no cenário da vida e ao mesmo tempo, capacitando os educadores para desafios futuros. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 9

10 Sabe-se que a proposta apresentada possui um aspecto complexo, tendo em vista a realidade de intolerância cultural que emana nas esferas sociais atuais. Contudo, defende-se que o museu virtual proposto tem sua importância social e acadêmica, por contribuir no combate ao racismo nas escolas e traçando possibilidades de disseminação destes saberes. Assim, defende-se que este direcionamento pode ampliar diálogos e debates nos espaços socioeducativos, a partir da intervenção pedagógica frente a práticas discriminatórias que são experienciadas cotidianamente. REFERÊNCIAS BRAGA, Júlio Santana. Contos afro-brasileiros. Salvador: Fundação Cultural do Estado da Bahia, BRASIL. Lei n , de 9 de janeiro de Altera a Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Lex: Brasília, Disponível 10

11 em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l htm#art1>. Acesso em 15 set. 2014, às 11h. BRASIL. Lei n /08, de 10 de março de Altera a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei n o , de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena. Lex: Brasília, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2008/lei/l11645.htm>. Acesso em 06 ago. 2015, às 12 h. BRASIL, Ministério da Educação. Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: SECAD, Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_etnicoraciais.pdf >. CHAVES, Rita. Por um mar navegam as mesmas palavras. IN: BRAGANÇA, Albertino [et. al.]. Contos africanos dos países de língua portuguesa. São Paulo: Ática, COSTA, M. V.; SILVEIRA, R. Hesell; SOMER, L. H. Estudos Culturais, Educação e Pedagogia. Revista Brasileira de Educação. São Paulo: Autores Associados. N. 23, mai./ago, DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. História Oral: memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, LUZ, Narcimária Correia do Patrocínio. Descolonização e Educação por uma Epistemologia Africano-Brasileira. IN: LUZ, Narcimária Correia do Patrocínio (org.). Descolonização e educação: diálogos e proposições metodológicas. Curitiba, PR: CRV, MACHADO, Vanda. Ilê Axé: vivências e invenção pedagógica as crianças do Opô Afonjá. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia,

12 MATTA, Alfredo Eurico Rodrigues; SILVA, Francisca de Paula Rodrigues da; BOAVENTURA, Edivaldo Machado. Design-Based Research ou Pesquisa de Desenvolvimento: metodologia para pesquisa aplicada de inovação em educação do século XXI. Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade. Salvador: UNEB. V. 23, n.42, jul./dez SANTOMÉ, Jurjo Torres. As culturas negadas e silenciadas no currículo. SILVA, Tomaz Tadeu da. (org.). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis, RJ: Vozes, SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória D África: a temática africana em sala de aula. São Paulo, Cortez,

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