Moore Stephens ÍNDICE. 27 de maio de Auditores e Consultores. Página 1

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1 27 de maio de 2015 Moore Stephens Auditores e Consultores ÍNDICE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA... 2 STJ amplia uso de créditos de PIS e Cofins por empresa (Valor Econômico)... 2 Entidades de autogestão (fundação, sindicato ou associação de planos de saúde) podem ser constituídas como filial (IOB Online)... 3 Associação cultural deve ser considerada entidade educacional para fins de isenção (IOB Online)... 4 Alterada a lista brasileira de exceções à TEC (IOB Online)... 5 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA... 6 Senado restringe acesso a abono salarial e seguro-desemprego (Fenacom)... 6 OAB autoriza advogados em tribunal gaúcho (Valor Econômico)... 9 CONTABILIDADE / AUDITORIA CRCSP prestigia relançamento da Frente Parlamentar em apoio aos micro e pequenos empreendedores (CRCSP) Curitiba recebe a 9ª edição do Congresso Anpcont (Comunicação CFC) OUTROS ASSUNTOS Comissão rejeita declaração de origem de recursos para abertura de empresas (Fenacon) Fusão sem aval prévio entra na mira do Cade (Fenacon) Diga não à corrupção (Ibracon) BID pode emitir papéis em reais para financiar infraestrutura, diz presidente (Ibracon) SOBRE A MOORE STEPHENS AUDITORES E CONSULTORES A Moore Stephens é uma das maiores redes de auditoria, consultoria e outsourcing contábil do mundo (Top 10). Está presente em 105 países, com mais de 660 escritórios e cerca de colaboradores. No Brasil, em expansão, há mais de 300 profissionais e 40 sócios nas firmas-membro sediadas em: Belo Horizonte - Cuiabá - Curitiba - Florianópolis - Fortaleza - Joinville - Porto Alegre - Ribeirão Preto - Rio de Janeiro - Santa Maria - Campinas - São Paulo - São Luís - (correspondente) Página 1

2 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA STJ amplia uso de créditos de PIS e Cofins por empresa A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu nova decisão favorável aos contribuintes para reconhecer como insumo produtos de limpeza e dedetização. Com o entendimento, a Domingos Costa Indústrias Alimentícias poderá usar os créditos da aquisição desses materiais e serviço para reduzir o valor final a ser pago de PIS e Cofins. A análise do recurso, do qual a Fazenda Nacional pretende recorrer, levou quatro anos para ser finalizada e foi retomada na ultima semana pelo ministro Herman Benjamin, que havia pedido vista. O tema deve agora ser avaliado pela 1ª Seção, em um recurso repetitivo, que está pendente de julgamento. O julgamento foi iniciado em 2011 com o voto do relator, ministro Mauro Campbell Marques. Ele foi favorável à companhia por considerar que materiais de limpeza e dedetização são essenciais à atividade industrial. Campbell foi acompanhado, na época, por dois ministros: Castro Meira (hoje aposentado) e Humberto Martins. Com a decisão, o STJ reformou acórdão da segunda instância. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, considerou que produtos de limpeza, desinfecção e dedetização não integravam o processo de produção e o produto final, sendo aplicados a qualquer atividade que necessite de higienização. Por esse motivo, portanto, estariam fora do conceito de insumo. O ministro Campbell, ao contrário, entendeu que são insumos todos os bens e serviços que viabilizem o processo produtivo e a prestação de serviços, que possam ser direta ou indiretamente empregados neles e cuja ausência poderia causar perda de qualidade. Nesse caso, para ser considerado insumo bastaria que o bem ou serviço tenha alguma utilidade no processo produtivo ou na prestação de serviço. Campbell afirmou ainda que a conceituação de insumo não se identifica com aquela adotada pela legislação do IPI, nem com os conceitos de custos e despesas adotados pela legislação do Imposto de Renda, que seriam mais restritivos. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que recorrerá da decisão, pois entende que a interpretação amplia o benefício concedido pelas leis , de 2002, e , de 2003 que tratam do PIS e da Cofins não cumulativos. Segundo a Fazenda Nacional, não é possível admitir que despesas não relacionadas diretamente ao objeto social da empresa possam ser usadas para desonerar as contribuições sociais, sob pena desses tributos passarem a incidir não mais sobre o faturamento, mas sobre o lucro das empresas, equiparando-se ao IRPJ e à CSLL. O advogado Janssen Murayama, do Murayama Advogados, avalia que o entendimento do STJ é importante porque é contrário à interpretação da Receita Federal. "O insumo não integra o produto final, mas é um serviço considerado essencial para a atividade dessa indústria", afirma. Para Fábio Pallaretti Calcini, do escritório Brasil Salomão & Matthes Advocacia, o julgamento da Domingos dá indícios de como será o julgamento do recurso repetitivo no STJ sobre o tema. "Mesmo não se aplicando a todos os casos, esse julgamento dita uma tendência", afirma. A matéria também deve ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de recurso com repercussão geral. Atualmente, há diversas ações no Judiciário que discutem o conceito de insumo. Contribuintes defendem uma interpretação mais ampla, enquanto o Fisco restringe o termo ao custo com matérias primas consumidas na produção. O assunto é acompanhado de perto pelos empresários, pois os créditos gerados pelos insumos podem reduzir significativamente o valor a ser recolhido dessas contribuições, que incidem diretamente sobre o faturamento das companhias. O primeiro julgamento em que a 2ª Turma considerou o tipo de atividade da empresa para autorizar o uso de créditos de PIS e Cofins ocorreu em dezembro. Os ministros permitiram que a Johann Alimentos tivesse direito a créditos pelas aquisições de combustíveis, lubrificantes e peças de reposição de veículos, necessários para a entrega de produtos pela companhia. O STJ considerou que a empresa, além de comercializar alimentos e distribuí-los, tem em seu objeto social o transporte rodoviário de cargas. O advogado da Domingos Costa Indústrias Alimentícias não foi localizado e a companhia não retornou até o fechamento. Fonte: Valor Econômico (27/05/2015) Página 2

3 Entidades de autogestão (fundação, sindicato ou associação de planos de saúde) podem ser constituídas como filial A norma em referência alterou a Lei nº 9.656/1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. Com a mudança dessa Lei, se pretende eximir as entidades de autogestão, constituídas sob a forma de fundação, de sindicato ou de associação, da obrigação de constituir pessoa jurídica independente, especificamente para operar planos privados de assistência à saúde. (Lei nº / DOU 1 de ) Fonte: IOB Online (27/05/2015) Página 3

4 Associação cultural deve ser considerada entidade educacional para fins de isenção Não se pode dissociar cultura de educação, razão pela qual as entidades com finalidade eminentemente cultural têm direito à isenção prevista nos artigos 2º e 3º da Lei 8.032/90. Com esse entendimento, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento a recurso especial da Fazenda Nacional. A Associação de Amigos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro impetrou mandado de segurança para obter isenção do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados relativos a equipamentos que adquiriu no exterior, com patrocínio de grandes empresas, para reaparelhar a sala de projeção da cinemateca do museu. Entidades educacionais O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) atendeu ao pedido por considerar que o artigo 2º da Lei inclui a associação cultural no âmbito das entidades educacionais. No STJ, a Fazenda Nacional defendeu que, por tratar de isenção, o dispositivo da lei deveria ser interpretado de forma restritiva, não se admitindo que entidade cultural seja alcançada pelo conceito de instituição de educação. O relator, ministro Sérgio Kukina, afirmou que o acórdão do TRF2 está de acordo com a jurisprudência do STJ, segundo a qual não se pode dissociar cultura de educação, estando inseridas na expressão entidades educacionais as instituições culturais. Em decisão unânime, a Turma negou provimento ao recurso especial. REsp Fonte: Superior Tribunal de Justiça Fonte: IOB Online (27/05/2015) Página 4

5 Alterada a lista brasileira de exceções à TEC Foi baixada resolução que altera a lista brasileira de exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), mediante a concessão da quota de toneladas para o código NCM , limitada às importações com declarações de importação (DI) registradas de a (Resolução Camex nº 50/ DOU 1 de ) Fonte: IOB Online (27/05/2015) Página 5

6 RECURSOS HUMANOS / TRABALHISTA Senado restringe acesso a abono salarial e segurodesemprego O Senado aprovou nesta terça (26) a medida provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas com o objetivo de cortar gastos públicos obrigatórios. A proposta foi aprovada em votação apertada 39 votos a favor e 32 contra, numa semana decisiva para o governo Dilma Rousseff, que tem enfrentado resistência de sua própria base de apoio no Congresso ao ajuste fiscal. O texto, que segue para sanção da presidente, dificulta a concessão de seguro-desemprego, abono salarial e seguro-defeso (destinado a pescadores na entressafra). A medida foi aprovada pelo Congresso com alterações bem mais amenas do que as originalmente propostas pelo Executivo (veja quadro). Em relação ao abono salarial (benefício de um salário mínimo para quem recebe até dois salários mínimos), o Congresso aprovou a necessidade de se ter trabalhado no mínimo três meses, mas há o compromisso do governo de vetar esse trecho, o que manteria a exigência atual, de um mês. Não há previsão oficial de quantos trabalhadores serão afetados pelo acesso mais restrito aos benefícios. Em janeiro, quando ainda se discutia a proposta original do governo, estudo do Dieese previa que cerca de 4,8 milhões de beneficiários não teriam acesso ao seguro-desemprego (a estimativa considera a Rais de 2013). O Ministério do Trabalho, por sua vez, estimou que, se as novas regras fossem aplicadas em 2014, 2,27 milhões de trabalhadores não receberiam seguro-desemprego. No ano passado, 8,5 milhões de brasileiros pediram o benefício. Após a votação desta terça, Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirmou que, se a regra estivesse valendo em 2014, os atingidos seriam 6 milhões. MAIS DUAS PROVAS Além da medida aprovada nesta terça (26), o governo tem duas outras dentro do pacote de ajuste fiscal encaminhado ao Congresso. Hoje, o Senado deverá votar a que altera as regras para concessão da pensão por morte e auxílio doença (veja quadro). A outra MP eleva a tributação de produtos importados e a previsão é que seja apreciada nesta quinta (28). Com as medidas trabalhista e previdenciária, o governo espera reduzir seus gastos com esses benefícios em R$ 5 bilhões neste ano. A expectativa inicial era promover uma redução de gastos de R$ 18 bilhões. O número, logo depois de anunciado, foi revisto para R$ 11 bilhões porque as alterações nas regras do abono salarial só teriam impacto fiscal a partir do ano que vem. Com as várias concessões feitas pelo Executivo para vencer as resistências às propostas no Congresso, a economia caiu para R$ 5 bilhões, segundo o ministro Nelson Barbosa (Planejamento). Para compensar, o governo anunciou na semana passada aumento na tributação dos bancos. Já a MP dos importados deverá gerar um aumento de arrecadação de R$ 700 milhões por ano. folha de pagamento Além das medidas provisórias, o governo ainda precisa ver aprovado no Legislativo o projeto de lei que revê o programa de desoneração da folha de pagamento das empresas. Isso só deve acontecer em junho. Página 6

7 O texto enviado pelo Executivo eleva, já neste ano, a alíquota da contribuição previdenciária sobre o faturamento das empresas de 1% para 2,5% para o setor industrial e de 2% para 4,5% para a área de serviços. O relator do projeto na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), pretende atenuar a proposta e até excluir setores do aumento imediato, garantindo gradualismo na elevação. O ministro Joaquim Levy (Fazenda) tem se mostrado inflexível em aceitar os ajustes e diz que a exclusão de setores poderá levar outros a reivindicarem o mesmo benefício. Pela proposta original do governo, o projeto reduziria a renúncia fiscal com a desoneração de R$ 25 bilhões para R$ 12 bilhões ao ano. Para este ano, a economia estimada era de R$ 5,35 bilhões se a taxação maior entrasse em vigor em junho. Os senadores começaram a discussão sobre a medida da pensão por morte, mas a votação deve ficar para esta quarta-feira (27). Página 7

8 Folha de S.Paulo Fonte: Fenacon (27/05/2015) Página 8

9 OAB autoriza advogados em tribunal gaúcho O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) definiu que julgadores do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais do Estado do Rio Grande do Sul podem advogar e não precisam abrir mão do exercício profissional para atuar no órgão. A decisão, unânime, foi proferida no dia 16 de abril e publicada no dia 6 de maio. O julgado pode servir de parâmetro para os demais tribunais administrativos do país estaduais ou municipais que não remuneram seus julgadores, mas apenas fornecem uma ajuda de custo. Em 19 de maio, a OAB federal determinou que integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) não podem advogar. A principal motivação é o Decreto nº 8.441, publicado recentemente, que estabeleceu uma remuneração de R$ 1.872,50 por sessão aos conselheiros. A proibição foi baseada também em restrições previstas no próprio Estatuto da Advocacia. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial. No julgamento que envolve o Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais do Estado do Rio Grande do Sul, a Federação das Indústrias do Estado promoveu uma consulta à OAB. O motivo foi o fato de Fazenda estadual ter solicitado à federação a indicação de bacharéis para compor as turmas de julgamento do tribunal, mas com a exigência de que os indicados se licenciassem e não exercessem a advocacia. No voto, a relatora Elisa Helena Lesqueves Galante, citou precedentes como o caso já analisado pelo Conselho que envolve a situação dos juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) de São Paulo, em Na ocasião, os julgadores entenderam que o artigo 28 do Estatuto da Advocacia (Lei n o 8.906, de 1994) que lista motivos de impedimento para o exercício da advocacia, como a função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta não se aplicaria ao caso. Isso porque não os conselheiros não recebem remuneração fixa pela atuação no colegiado. Segundo a decisão, "a exigência da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul, extrapola os limites de sua competência ao impor licenciamento do exercício profissional aos advogados a serem indicados para compor o Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais, criado pela Lei Estadual nº 6537, de 1973, não existindo tal exigência, nem mesmo na lei estadual que criou o tribunal administrativo, ainda que o Estado ousasse legislar sobre a advocacia, o que lhe foge a competência". O advogado Adolpho Bergamini, do Bergamini Collucci Advogados, afirma que a decisão traz mais tranquilidade porque os advogados poderão atuar em tribunais administrativos estaduais sem que haja impedimento para isso. "Apesar de a consulta valer apenas para as partes envolvidas, a decisão é recente e segue o mesmo sentido do que já tinha sido decidido com relação ao TIT". Nos dois casos, segundo Bergamini, o Conselho relativizou o artigo 28 do Estatuto da Advocacia que prevê a incompatibilidade das duas funções. A flexibilização, porém, de acordo com ele, não ocorreu na análise da consulta sobre o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). De acordo com a decisão publicada ontem, "atuar alguém profissionalmente como advogado e, ao mesmo tempo, compor, com ou sem remuneração, órgão julgador integrante da administração pública, significaria exercer, simultaneamente, atividades essencialmente incompatíveis entre si. Disto resulta, induvidosamente, a incompatibilidade a que se reporta o preceito legal já referido". Segundo Bergamini, contudo, a consulta se limita ao Carf e não deve ter impacto sobre outros tribunais, caso hajam novas consultas sobre o tema. O advogado Marcelo Knopfelmacher, presidente do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA), também concorda. "A decisão do Carf aconteceu em resposta à consulta do ministro da Fazenda e se limita exclusivamente a esse Conselho e no contexto do Decreto nº 8.441, que estabeleceu remuneração aos conselheiros", diz. Fonte: Valor Econômico (27/05/2015) Página 9

10 CONTABILIDADE / AUDITORIA CRCSP prestigia relançamento da Frente Parlamentar em apoio aos micro e pequenos empreendedores No dia 25 de maio de 2015, representantes do CRCSP participaram do relançamento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e Combate à Guerra Fiscal (Frepem) e do Seminário Regional de Discussão do PLP 025/2007 Supersimples, eventos realizados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A Frente tem como objetivo buscar melhorias para os micro e pequenos empreendedores do estado de São Paulo e o Conselho é um dos apoiadores dessa iniciativa. O presidente do CRCSP, Claudio Filippi, participou da mesa solene com autoridades e representantes de grandes órgãos e entidades envolvidas no projeto. As presenças de destaque ficaram por conta do ministro de Estado da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos; presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Paulo Skaf; deputados estaduais Itamar Borges (PMDB) e Caio França (PSB), presidente e vice-presidente, respectivamente, da Frepem; deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa do Congresso Nacional, Walter Ihoshi (PSD-SP); deputado federal e relator do PLP 025/2007, João Arruda (PMDB-SP), e presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto. Também participou da mesa o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP), Sérgio Approbato Machado Júnior. Para levar apoio à iniciativa estavam presentes também o vice-presidente de Administração e Finanças do CRCSP, Gildo Freire de Araújo; a vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina, Marcia Ruiz Alcazar; o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, José Donizete Valentina, conselheiros e o diretor executivo do CRCSP, Cláudio Rafael Bifi. De acordo com o deputado Itamar Borges, esse apoio dos profissionais da Contabilidade nos projetos da Frente é fundamental. É com eles que nós temos debatido e buscado orientações para apresentar sugestões de melhorias tributárias, de simplificação e desburocratização. É o profissional contábil que conhece e convive com a burocracia que as empresas enfrentam na hora de prestar contas e planejar. Itamar explicou que a Frepem precisa dessa experiência que as entidades congraçadas têm. Os profissionais da Contabilidade contribuem com os projetos da Frente nos dizendo com eles enxergam as situações e em que direção devemos caminhar. O presidente do CRCSP comemorou o relançamento da Frepem neste momento de crise no País. O brasileiro vive hoje um período financeira e economicamente muito atribulado. Por isso, ver uma ação como esta, no rumo certo, com os líderes certos, nos dá esperança. A Frente valoriza as pequenas e médias empresas e são elas que mais geram emprego. São muitas as pessoas que tentam abrir um empreendimento. Então, é muito importante que esses projetos deem certo, que possam ter tributações mais justas e que os micro e pequenos empresários sejam um dos grandes condutores para a recuperação do Brasil. Vamos soltar esse País, disse o ministro Afif sobre o receio que os pequenos empresários têm de sair da faixa de faturamento do Simples Nacional. Atravessamos um momento complexo, mas acredito na citação crise é oportunidade. Acredito que esta seja a grande oportunidade da pequena empresa mostrar seu valor e as estatísticas de crescimento comprovam isso. Temos excelentes resultados que o Simples Nacional trouxe a partir de 2006/2007 e que MEI trouxe a partir de 2009/2010. No entanto, temos também a comprovação de que muita coisa ainda precisa ser feita para mitigar fatores que desestimulam o crescimento e a competitividade das micro e pequenas empresas, como os saltos das cargas tributárias entre as faixas de faturamento. Página 10

11 Números De acordo com a Frepem, os pequenos negócios representam 98% milhões das empresas paulistas. São mais de 1,9 milhões de micro e pequenas empresas, 1,3 milhão de empreendedores individuais (MEI) e cerca de 200 mil estabelecimentos de micro e pequeno porte na agropecuária. Fonte: CRCSP (25/05/2015) Página 11

12 Curitiba recebe a 9ª edição do Congresso Anpcont Com o tema Formação de Professores e Pesquisadores em Contabilidade, a 9ª Edição do Congresso da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (Anpcont) será realizada de 31 de maio a 3 de junho de 2015, no Pestana Curitiba Hotel, Curitiba (PR). O evento tem como objetivo, debater temas relevantes das Ciências Contábeis, abordando aspectos referentes aos temas do evento, divulgar a produção técnico-científica da área; fortalecer a produção científica e o intercâmbio dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis do País. A abertura oficial do evento ocorrerá na noite do dia 31 de maio com a palestra Perspectives on the relative importance of developing research and teaching skills in doctoral education (Perspectivas sobre a importância relativa de desenvolvimento de pesquisa e competências pedagógicas na educação de doutorado). O Congresso Anpcont é um evento de importante significado acadêmico-científico que proporciona a interação da comunidade acadêmica, pesquisadores, professores e estudantes, representando um meio de divulgação da produção técnico-científica na área das Ciências Contábeis. O púbico esperado para o encontro é de 300 pessoas. As informações sobre inscrição, programação e apresentação dos trabalhos estão disponíveis no site Fonte: Comunicação CFC (26/05/2015) Página 12

13 OUTROS ASSUNTOS Comissão rejeita declaração de origem de recursos para abertura de empresas A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados rejeitou, no último dia 13, o Projeto de Lei 148/15, do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que obriga empresários a declarar e comprovar a origem dos recursos destinados à integralização ou elevação do capital, fundo ou patrimônio social, e também do capital empregado na constituição de empresas. O objetivo do autor é diminuir a burocracia e conter a lavagem de dinheiro. Para o relator na comissão, deputado Helder Salomão (PT-ES), entretanto, a proposta vai dificultar a abertura de firmas no País, em especial quando as verbas se originarem de diversas fontes. Por essa razão, ele recomendou a rejeição do texto. Ao levantar o capital para abrir seu negócio, um indivíduo pode estar contando com múltiplas fontes. Um número maior de pessoas envolvidas na abertura da empresa multiplica ainda mais essas fontes e, por conseguinte, amplia, exponencialmente, a necessidade de coleta dos mais diversos comprovantes, argumentou o parlamentar. Prejuízo à competitividade O relator alertou para o prejuízo do projeto à competitividade das empresas nacionais diante do aumento de exigências para a abertura de empresas. Salomão ressaltou que o Banco Mundial, em seu relatório Doing Business no Brasil, de 2006, revelou que o País está no 119ª posição no ranking sobre a facilidade de fazer negócios, em um universo de 155 países. Já quanto ao custo, a pesquisa estima que, no Brasil, esse percentual é de 11,7% da renda per capita (chegando a 49% no estado do Maranhão), em contraste com Austrália (2,1%), Áustria (6%), Dinamarca (0%), Finlândia (1,2%), por exemplo. De acordo com a proposta rejeitada, a declaração da origem dos recursos, a declaração poderá ser feita por sócio-gerente, diretor estatutário, administrador, empresário ou pessoa responsável pela entidade, ficando por ela responsável, civil e penalmente. É também previsto que o órgão público competente tenha o poder de pedir informações adicionais, a fim de comunicá-las ao Ministério Público e à autoridade policial judicialmente autorizada. As microempresas seriam isentadas do procedimento. Tramitação A matéria, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Íntegra da proposta: PL-148/2015 Agência Câmara Notícias Fonte: Fenacon (27/05/2015) Página 13

14 Fusão sem aval prévio entra na mira do Cade O órgão de defesa à concorrência lançou guia sobre gun jumping, caso de empresas que se unem antes de ter autorização. Para especialistas, regras claras podem implicar em multas mais severas São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve passar a ser mais rigoroso em relação à consumação antecipada de acordos entre empresas, dizem especialistas. Desde 2012 é obrigatória a aprovação prévia das grandes operações de fusão e aquisição. Mas o tema ganhou destaque na semana passada, quando o Cade lançou um manual para definir a prática do chamado gun jumping (queima de largada). Esse tipo de infração envolve, por exemplo, o caso de duas empresas que irão se unir, mas começam a compartilhar informações, estruturas ou até patentes antes de o órgão antitruste aprovar a operação. No entanto, nem sempre a definição é clara. "A intenção [do guia lançado pelo Cade] foi responder a alguns questionamentos e incertezas do mercado sobre o que o Cade consideraria gun jumping", afirma o sócio do Mattos Filho, Lauro Celidonio. Segundo ele, a jurisprudência do Cade já dava alguns sinais do que pode ser considerado uma infração. Contudo, como o órgão tratou de apenas cinco casos de gun jumping até hoje, havia uma demanda por melhores esclarecimentos. "Por isso foi feito o guia", diz. Especificamente, o manual mostra, por exemplo, como as empresas devem tratar informações concorrencialmente sensíveis, destaca a sócia do Grinberg e Cordovil Advogados, Patricia Avigni, que contribuiu para a elaboração do guia. O protocolo de relacionamento entre concorrentes é outro tema do guia, diz ela. Apesar de o guia ter fins pedagógicos, o material também dá o Cade condições para a aplicação de punições mais severas, avalia a sócia do VPBG Advogados, Priscila Gonçalves. Ela também entende que o fato de o Cade ter punido só cinco empresas até hoje pode estar ligado à falta de informações sobre o tema. "Talvez pela falta de orientação [ao mercado] o Cade acabou não aplicando multas em mais casos desse tipo", comenta ela. Com o cenário mais claro, ela entende que o órgão também passa a ter condições de aplicar multas mais elevadas. Um exemplo de situação que ficou mais clara envolve o aporte financeiro que uma empresa faz na fase inicial de uma aquisição. Priscila diz que havia controvérsia sobre o que o Cade aceitaria nesse sentido. Mas agora, há a orientação de que o órgão não aceita que a empresa faça o pagamento parcial ou integral antes da aprovação da operação. "Ficou claro que só o que pode é o pagamento de um sinal", diz ela. Para Patricia, esse tipo de parâmetro mostra que o órgão está preocupado em fazer com que a sociedade entenda os mecanismos adotados na aplicação da lei. "Isso vai dar um norte, é uma bússola", afirma. Segundo ela, o Cade está com outros dois guias "no forno". Um é sobre compliance, termo que se refere às políticas para maior cumprimento de regras, e outro é sobre remédios antitruste, que são as medidas tomadas para compensar vícios presentes nas operações. Dúvidas Celidonio, do Mattos Filho, aponta que os casos julgados até hoje pelo Cade envolve as atividades das empresas no intervalo entre a assinatura do contrato e a aprovação do negócio. Mas o guia indica que a troca de dados sensíveis e os próprios contratos podem implicar em gun jumping. Para ele, a "zona nebulosa" diz respeito ao que seria considerado "abusivo" na troca de informações, especialmente durante o processo de negociação. "Existem situações que precisam ser tratadas caso a caso. A chance de generalização me deixa um pouco preocupado", destaca ele. Página 14

15 DCI Fonte: Fenacon (27/05/2015) Página 15

16 Diga não à corrupção Na disputa para a prefeitura de São Paulo em 1985, o ex-presidente Jânio Quadros fez uma campanha na TV diferente de tudo, bem ao seu estilo histriônico. Aparecia sempre em companhia de sua mulher, com quem dialogava sobre os mais variados assuntos da vida da cidade. Na verdade, tratava-se de um monólogo aprovado por dona Eloá com sorrisos ou gestos. Uma das gravações tornouse antológica. Ao falar sobre o aumento dos índices de violência, Jânio arregalou os olhos, contorceu o rosto e afirmou: É impressionante o que está acontecendo, querida Eloá. Não há mais limites para a ação dos marginais. Em São Paulo, roubam-se até dentaduras dos mortos nos cemitérios. É verdade. Não estou exagerando. Até dentaduras!. O ex-presidente, que foi eleito prefeito, morreu em 1992, mas o que diria ele se soubesse que a Controladoria Geral da União identificou 47 beneficiários mortos, entre os bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni)? Como reagiria dona Eloá? Além dos bolsistas defuntos, a CGU, em suas investigações, descobriu 83 casos de universitários com renda superior ao limite exigido para se habilitar ao benefício. Também foram identificados benefícios concedidos a estrangeiros, o que contraria as normas do ProUni. Em suas conclusões sobre as irregularidades, a CGU afirma que houve problemas na alimentação dos dados do SisProUni pelas instituições de ensino, bolsistas com desempenho acadêmico inferior ao estipulado, inconsistência no que a instituição informava sobre bolsas do ProUni e as vagas efetivamente oferecidas no vestibular, entre outros. E pede providências ao Ministério da Educação. Nestes dias de corte de R$ 9 bilhões no orçamento da Educação, é lamentável saber que verbas do ProUni são desviadas com tanta facilidade. Trata-se, porém, de café pequeno diante da coleção de escândalos que envergonha o país. Os desvios se multiplicam e não há mais distinção entre os partidos políticos envolvidos. Tucanos e petistas trocam acusações, mas não conseguem escapar da vala comum. Para quem vive do trabalho honesto, é espantosa a facilidade com que corruptos se comprometem a devolver bilhões de reais aos cofres da União para se habilitar à delação premiada. Na semana passada, um empreiteiro pego pela Operação Lava Jato dispôs-se a devolver R$ 55 bilhões. Assumiu essa cifra como quem fala de pagar uma conta de restaurante. Como nos cemitérios de São Paulo, não houve limites no propinoduto da Petrobras. É bom saber, porém, que o Ministério Público Federal tem feito o possível, em sua órbita, para coibir os abusos. Agora mesmo, em parceria com a Associação Ibero-Americana de Ministérios Públicos, o MPF está lançando uma campanha com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o papel dos procuradores. A ideia é atingir os jovens com o uso das hashtags #CORRUPÇÃONÃO e #CORRUPCIÓNNO. A procuradora da República, Anna Carolina Resende, ressalta que é preciso dizer 'não' à corrupção, por menor que seja, em todos os lugares: em família, nas ruas e nas conversas informais. Ela adverte que objetivo maior da campanha é mostrar que a mudança ética em favor da sociedade começa nas atitudes de cada um. É importante destacar que comportamentos simples como furar fila, falsificar carteirinhas de estudante, ou subornar um agente de trânsito, por exemplo, também são atos de corrupção. Só há, portanto, uma atitude a tomar: Diga não à corrupção. Fonte: Jornal Brasil Econômico-26/05/2015 Fonte: Ibracon (26/05/2015) Página 16

17 BID pode emitir papéis em reais para financiar infraestrutura, diz presidente O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), organismo de crédito multilateral, poderá emitir títulos em reais no mercado brasileiro para, posteriormente, emprestar esses recursos para empresas realizarem projetos de infraestrutura no Brasil, informou o presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, após reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta segunda-feira (25). Esse tipo de operação está autorizado desde o ano passado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - formado pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. O vice-presidente de países do BID, Alexandre Meira da Rosa, que participou do encontro co mo ministro da Fazenda, explicou que essas emissões seriam destinadas sobretudo ao setor privado. "São projetos de longa maturação onde o risco de câmbio é um problema. Emitir e captar em moedas locais e emprestar. Como se fossem títulos públicos. Emitimos em vários países e moedas, como Ásia, Europa, Estados Unidos e Colômbia. Deve ser um custo um pouquinho mais alto do que o título público", disse Rosa a jornalistas. O anúncio de que o BID poderá emitir títulos para financiar projetos de infraestrutura no Brasil acontece pouco antes do lançamento do plano de concessões, previsto para o dia 9 de junho. Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reiterou que a estratégia do governo contempla fontes alternativas de financiamento, uma vez que o governo abandonou a estratégia de conceder empréstimos do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) com juros subsidiados - que repassava os valores com custos menores ao setor privado. "Vamos ver como é que a gente reorganiza o financiamento de longo prazo, agora que acabou o dinheiro via aquele modelo mais baseado em recursos públicos. Agora que estes recursos acabaram", disse Levy mais cedo. As emissões do Tesouro para o BNDES somaram mais de R$ 400 bilhões nos últimos anos e, além de aumentarem a dívida pública bruta, também geraram renúncia fiscal com subsídios. Também nesta segunda-feira (25), o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou que o governo está promovendo "mudanças importantes" na composição do financiamento dos projetos de investimento. "Até o momento, tivemos o financiamento da infraestrutura no Brasil baseado nos bancos públicos. Nesta nova fase, queremos incentivar uma participação maior e mais qualificada de fontes alternativas de financiamento, sejam elas nacionais privadas ou internacionais. E, neste sentido, queremos ouvir dos representantes das agências o papel que elas podem desempenhar nesse processo, disse ele na abertura do Seminário Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento. Fonte: G1.com-26/05/2015 Fonte: Ibracon (26/05/2015) ********************************* Página 17

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