Produção de Mudas de Pepino e Tomate Utilizando Diferentes Doses de Adubo Foliar Bioplus.

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1 Produção de Mudas de Pepino e Tomate Utilizando Diferentes de Adubo Foliar Bioplus. Luiz Antonio Augusto Gomes 1 ; Renata Rodrigues Silva 1 ; João Aguilar Massaroto 1. 1 Universidade Federal de Lavras - Departamento de Agricultura, Caixa Postal Lavras MG. RESUMO O presente trabalho teve como objetivo avaliar diferentes doses do produto comercial Bioplus, utilizado em pulverizações em mudas de tomate e pepino, produzidas em bandejas de isopor de 128 células, preenchidas como o substrato comercial Bioplant. Os resultados obtidos evidenciaram que para as dosagens utilizadas, de até 1,5 gramas por bandeja do Bioplus, não existe efeito significativo sobre o desenvolvimento da parte aérea ou raízes de mudas produzidas em substrato comercial Bioplant, podendo-se neste caso ser dispensada a utilização do produto em pulverização. Palavras chaves: Lycopersicon esculentum; Cucumis sativus; substrato, mudas. ABSTRACT Production of cucumber an tomato seedlings with different rates of Bioplus The present work had as objective evaluates different rates of the commercial product Bioplus, applied in tomato and cucumber seedlings, produced in trays with 128 cells. The obtained results evidenced that for the used rates, of until 1,5 grams for tray, significant effect doesn't exist on the development of the aerial part or roots of seedlings produced in commercial substrate Bioplant, being been able to in this case the use of the product to be released in application. Key Words: Lycopersicon esculentum; Cucumis sativus; substrate, seedlings. INTRODUÇÃO A produção de mudas em bandejas de isopor é uma tecnologia que se expandiu no Brasil a partir de 1984 (Minami, 1995). Este autor apresenta diversas vantagens do uso de recipientes na produção de mudas, entre as quais pode-se destacar a produção de mudas mais uniformes; a obtenção de um maior número de mudas por unidade de área; a utilização e o aproveitamento de áreas impróprias ao cultivo e um melhor controle fitossanitário, resultando em mudas de melhor qualidade.

2 A prática desta tecnologia gerou a necessidade de se obter substratos adequados ao bom desenvolvimento e formação das mudas. Surgiram daí diversos tipos de substratos, produzidos principalmente à base de vermiculita e resíduos do beneficiamento de madeira, existindo hoje diversas marcas comerciais disponíveis no mercado. Bunt (1976) comenta que, o manuseio e a utilização de misturas, requer cuidados especiais, pois elas são a base fundamental sobre a qual as plantas se desenvolvem. Assim, a utilização de substratos comerciais, testados para diversas culturas, deve ser uma garantia de qualidade na produção de mudas. Por outro lado, devido ao alto custo de sementes, principalmente híbridas, a busca por produção de mudas cada vez melhores tem sido uma constante. Neste caso, diferentes alternativas têm sido utilizadas visando a dar um maior suporte nutricional às plantas, ainda enquanto se encontram nas bandejas. O uso de fertilizantes foliares tem sido uma destas alternativas. O presente trabalho teve como objetivo, avaliar diferentes doses do produto comercial BIOPLUS, aplicado em pulverização em mudas de pepino e tomate. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido, em casa de vegetação, no Setor de Olericultura da Universidade Federal de Lavras UFLA, Lavras MG. Foram realizados dois experimentos simultâneos, sendo um com a cultura do pepino e outro com a cultura do tomate. Em ambos os casos utilizaram-se o delineamento de blocos casualizados, com 4 repetições e 32 plantas por parcela, sendo avaliadas as 16 plantas centrais de cada parcela. A semeadura foi feita em 28 de outubro de 2003, em bandejas de isopor de 128 células contendo substrato comercial BIOPLANT para as duas culturas. Os diferentes tratamentos constituíram-se da aplicação de diferentes doses do produto comercial Bioplus em pulverizações, sobre as mudas. Além da dose zero gramas do produto comercial por litro de água (testemunha), utilizaram-se pulverizações com a concentração de 1 grama do produto comercial por litro de água, em datas diferentes para cada tratamento e para cada cultura (Tabela 1 e 2), perfazendo quatro tratamentos correspondentes às doses de 0; 0,5; 1 e 1,5 gramas do produto comercial, por bandeja. As bandejas foram colocadas em casa de vegetação, onde permaneceram até a data de avaliação.

3 Tabela 1: Épocas de aplicação e doses do produto comercial Bioplus aplicado em mudas de pepino híbrido Ômega. UFLA Lavras, MG Tratamento Concentração Época de Aplicação (dias após a semeadura) 1 0 g.l g.l ,5 3 1 g.l g.l ,5 Tabela 2: Épocas de aplicação e doses do produto comercial Bioplus aplicado em mudas de tomate híbrido Bonus. UFLA Lavras, MG Tratamento Concentração Época de Aplicação (dias após a semeadura) 1 0 g.l g.l ,5 3 1 g.l g.l ,5 Na obtenção da solução a ser aplicada utilizou-se um grama do produto para cada litro de água, aplicando-se 500 ml da solução por bandeja. Assim, para cada parcela de 32 plantas, foram utilizados 125 ml da solução. As avaliações foram realizadas 20 dias após a semeadura para o pepino e 30 dias para o tomate. Utilizaram-se 16 plantas por parcela, as quais foram avaliadas para as seguintes características: Diâmetro Médio do Caule (DMC): mediu-se o diâmetro do caule de cada planta à altura média das mesmas, utilizando-se um paquímetro. Em seguida calculou-se a média das 16 plantas. O resultado foi dado em centímetros. Massa Fresca da Parte Aérea (MFPA): as mesmas plantas foram cortadas à altura do colo, separando-se a parte aérea da raiz. A parte aérea passou por uma présecagem em condições do ambiente. Utilizando-se uma balança digital obteve-se a massa fresca da parte aérea de todas as plantas da parcela. Dividindo-se o resultado pelo número de plantas da parcela obteve-se a massa média por planta da parcela, sendo o resultado obtido em gramas. Massa Seca da Parte Aérea (MSPA): depois de obtida a massa fresca, a parte aérea passou por uma secagem em estufa a 70 C. Cada amostra foi pesada diariamente, até o momento em que o valor se estabilizou. Dividindo-se o total obtido pelo número de plantas, obtendo-se a média por planta, em gramas.

4 Massa Fresca da Raiz (MFRZ.): as raízes foram lavadas retirando-se qualquer resíduo aderente às mesmas. Em seguida passaram por uma pré-secagem em condições do ambiente, sendo obtida a massa fresca semelhante ao que foi feito para a parte aérea Massa Seca da Raiz (MSRZ): depois de obtida a massa fresca, as raízes passaram por uma secagem em estufa a 70 C. Tomava-se diariamente o peso das mesmas até a estabilização dos valores, dda mesma forma que foi feita poara a massa seca d parte aérea. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise de variância efetuada para o experimento efetuado com as mudas de pepino (Tabela 3) mostram que não houve diferença significativa entre os tratamentos, para as características analisadas, sendo que qualquer dos tratamentos utilizados se comparam com a testemunha. Neste caso não houve efeito de qualquer das dose de Bioplus que viesse afetar as mudas de pepino Tabela 3: Resumo das análises de variância para as características de diâmetro médio do caule (DMC), massa fresca da parte aérea (MFPA), massa seca da parte aérea (MSPA), massa fresca da raiz (MFRZ) e massa seca da raiz (MSRZ), em mudas de pepino produzidas em bandejas de isopor de 128 células. Lavras, UFLA, CARACTERÍSTICA QM F M CV (%) DMC 0,0658 1,56 3,5750 mm 5,74 MFPA 0,1029 1,01 2,6729 g 11,91 MSPA 0,0007 2,00 0,2193 g 8,76 MFRZ 0,0433 1,09 1,2164 g 16,33 MSRZ 0,0001 0,12 0,0797 g 11,84 Quando se considera a cultura do tomate, verifica-se pela análise de variância que houve diferença significativa entre os tratamentos, para as características de massa fresca (MFRZ) e massa seca de raiz (MSRZ) (Tabela 4). Ao se fazer o teste Tukey (5%) para comparação entre as médias para estas características, verifica-se que em ambos os casos a dose de 1 g. bandeja -1 do produto comercial Bioplus (Tabela 5), foi a que apresentou maiores resultados, porém, em ambos os casos também, os resultados foram semelhantes ao da testemunha, na qual não se aplicou o produto. Tabela 4: Resumo das análises de variância para as características de diâmetro médio do caule (DMC), massa fresca da parte aérea (MFPA), massa seca da parte aérea

5 (MSPA), massa fresca da raiz (MFRZ) e massa seca da raiz (MSRZ), em mudas de tomate produzidas em bandejas de isopor de 128 células. Lavras, UFLA, CARACTERÍSTICA QM F M CV (%) DMC 0,0833 1,49 2,6100 mm 9,05 MFPA 0,0903 0,70 1,4440 g 24,84 MSPA ,14 0,1930 g 24,17 MFRZ 0,0143 3,86 * 0,6083 g 10,00 MSRZ 0,0005 4,47 * 0,0703 g 14,37 Tabela 5: Valores médios das características de massa fresca da raiz (MFRZ) e massa seca da raiz (MSRZ), em mudas de tomate produzidas em bandejas de isopor de 128 células. Lavras, UFLA, MFRZ (g) MSRZ (g) 0 0,5904 ab 0,0764 a 0,5 0,5434 b 0,0570 b 1 0,6672 a 0,0780 a 1,5 0,6324 ab 0,0698 ab Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si estatisticamente (Tukey 5%). Os resultados obtidos nestes experimentos levam a deduzir que a utilização de até a quantidade de 1,5 g. bandeja -1, do produto comercial Bioplus, pulverizado em mudas de tomate e pepino, não levam a incrementos significativos na produção de parte aérea ou raiz destas espécies, podendo-se neste caso produzir as mudas utilizando apenas o substrato comercial, não havendo necessidade de aplicação do produto comercial Bioplus. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BUNT, A.C. Modern Potting Composts. Londres. George Allen & Unwin. 1976, 277p. MINAMI, K. Produção de Mudas de Alta Qualidade em Horticultura. São Paulo. T. A. Editor p.

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