INVENTÁRIO FLORESTAL DA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA RELATÓRIO FINAL

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1 INVENTÁRIO FLORESTAL DA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA RELATÓRIO FINAL BELÉM-PA DEZEMBRO DE 2008 ECO FLORESTAL LTDA.

2 Relatório Final do Inventário Florestal Diagnóstico da FLONA de Saracá-Taquera, Estado do Pará Equipe Responsável pela Elaboração do Relatório: Coordenador Geral Tim van Eldik Engenheiro Florestal, MSc Coordenador Técnico João Paulo Lima Equipe Técnica Augusto César Pinto Técnico Florestal Daniel Estumano Engenheiro Florestal Quésia Reis Engenheira Florestal O presente documento apresenta o Relatório Final do Inventário Florestal Diagnóstico da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, elaborado pela empresa Eco Florestal Ltda., através de contrato 10/2007 estabelecido com o Serviço Florestal Brasileiro.

3 ÍNDICE GERAL 1. INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivos Gerais Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA TÉCNICA METODOLOGIA Descrição da Área Localização e Acesso Clima Hidrografia Geologia Geomorfologia Solos Vegetação Amostragem Processo de Amostragem Método de Amostragem Informações Coletadas Informações Gerais Informações Dendrométricas Qualidade do tronco Avaliação Qualitativa das Unidades Terciárias Recursos Utilizados Equipe Técnica Materiais e Equipamentos Identificação Botânica Coleta de Material Botânico Preparação do Material Botânico Coletado Identificação do material botânico coletado Montagem das exsicatas Processamento e Análise dos Dados Organização, entrada e checagem da consistência dos dados Estratégia de processamento Análise da Estrutura da Floresta Estatística de Variáveis Qualitativas Análise de Produtos Florestais Não-Madeireiros RESULTADOS Dados Gerais do Inventário Florestal Composição Florística Geral Análise Fitossociológica Estimativa dos Parâmetros Dendrométricos Estimativas Estatísticas para os Dados Gerais Produção Quantitativa por Espécie e por Hectare Dados do Inventário Florestal por Tipologia Florestal Floresta Ombrófila Densa Submontana Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas Avaliação Qualitativa da Área Amostrada Diagnóstico dos Recursos Florestais Não-Madeireiros CONCLUSÕES RECOMENDAÇÕES BIBLIOGRAFIA Página 3 de 50.

4 ÍNDICE DE QUADROS QUADRO 1- DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS POR TIPOLOGIA FLORESTAL QUADRO 2 - COORDENADAS DO CENTRO DAS UNIDADES PRIMÁRIAS INSTALADAS NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA QUADRO 3 - NÍVEIS DE MEDIÇÃO NAS UNIDADES TERCIÁRIAS (20 X 200M) E SUAS SUBPARCELAS QUADRO 4- MÉDIA DA ALTURA COMERCIAL POR TIPOLOGIA FLORESTAL E POR CLASSE DE DIÂMETRO QUADRO 5- ESTIMATIVAS PARA O NÚMERO DE ÁRVORES, VOLUME E ÁREA BASAL POR HECTARE, POR TIPOLOGIA FLORESTAL, PARA DIFERENTES INTERVALOS DIAMÉTRICOS QUADRO 6 - ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE PARA TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA QUADRO 7- ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE, CONSIDERANDO-SE TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 8- ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 9 ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 10 - RESUMO DA ESTIMATIVA DO VOLUME POR GRUPO DE ESPÉCIES COMERCIAIS (GRUPOS DE VALOR DA MADEIRA), PARA ÁRVORES COM DAP 50CM QUADRO 11 - ESPÉCIES QUE MAIS SE DESTACAM NA FORMAÇÃO DO ESTOQUE PRODUTIVO (ÁRVORES COM DAP 50CM) NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 12 - DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE DIÂMETRO, NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 13 - DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE QUALIDADE DE FUSTE, NA FLONA SARACÁ-TAQUERA QUADRO 14 - ESTIMATIVA DO VOLUME POR HECTARE PARA OS TIPO DE USO DA MADEIRA, APRESENTADO POR GRUPO DE VALOR DA MADEIRA, PARA ÁRVORES COM DAP 50CM, NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA QUADRO 15 - ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE PARA TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) PARA A FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 16 - ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE, CONSIDERANDO-SE TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 17 - ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 18 - ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 19 - ESPÉCIES QUE MAIS SE DESTACAM NA FORMAÇÃO DO ESTOQUE PRODUTIVO (ÁRVORES COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 20 - DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE DIÂMETRO, NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 21 - DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE QUALIDADE DE FUSTE, NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA QUADRO 22 - ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE PARA TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) PARA A FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 23 - ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME POR HECTARE, CONSIDERANDO-SE TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS (DAP 10CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS Página 4 de 50.

5 QUADRO 24 - ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA) PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 25 - ANÁLISES ESTATÍSTICAS, GERADAS A PARTIR DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA (ANOVA), PARA A VARIÁVEL VOLUME COMERCIAL POR HECTARE (ESPÉCIES COMERCIAIS COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 26 - ESPÉCIES QUE MAIS SE DESTACAM NA FORMAÇÃO DO ESTOQUE PRODUTIVO (ÁRVORES COM DAP 50CM) NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 27 - DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE DIÂMETRO, NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 28- DISTRIBUIÇÃO DO ESTOQUE VOLUMÉTRICO DAS ESPÉCIES COMERCIAIS NAS CLASSES DE QUALIDADE DE FUSTE, NA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS QUADRO 29 - AVALIAÇÃO QUALITATIVA DAS UNIDADES DE AMOSTRA LEVANTADAS NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA QUADRO 30 - ESPÉCIES, USO E NÚMERO DE INDIVÍDUOS POR HECTARE (Nº.HA -1 ), PARA PRODUTOS NÃO-MADEIREIROS NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA, PA ÍNDICE DE FIGURAS FIGURA 4.1- LOCALIZAÇÃO REGIONAL DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ TAQUERA FIGURA 4.2 HIDROGRAFIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA FIGURA 4.3- GEOLOGIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA FIGURA 4.4- GEOMORFOLOGIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA FIGURA 4.5- SOLOS DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA FIGURA 4.6- VEGETAÇÂO NA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA FIGURA 4.7 DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS NA FLONA COM O ESQUEMA DE SUB-AMOSTRAGEM. 16 FIGURA 4.8 ESQUEMA DE INSTALAÇÃO DAS UNIDADES TERCIÁRIAS FIGURA 4.9 CASOS QUE ILUSTRAM A POSIÇÃO DO OBSERVADOR EM RELAÇÃO A ÁRVORE ÍNDICE DE GRÁFICOS GRÁFICO 1- PRINCIPAIS FAMÍLIAS EM RELAÇÃO AO NÚMERO DE ESPÉCIES IDENTIFICADAS NO INVENTÁRIO (DAP 10CM) GRÁFICO 2 - COMPOSIÇÃO DO ÍNDICE DE VALOR DE IMPORTÂNCIA IVI PARA AS ESPÉCIES COM MAIORES VALORES DE IVI GRÁFICO 3 - DISTRIBUIÇÃO DO NÚMERO DE ÁRVORES POR HECTARE NAS CLASSES DE DIÂMETRO, PARA AS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS GRÁFICO 4 - DISTRIBUIÇÃO DO VOLUME COMERCIAL POR HECTARE NAS CLASSES DE DIÂMETRO, PARA AS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS GRÁFICO 5 - PRINCIPAIS FAMÍLIAS EM RELAÇÃO AO NÚMERO DE ESPÉCIES IDENTIFICADAS NO INVENTÁRIO FLORÍSTICO DA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA GRÁFICO 6 - PRINCIPAIS FAMÍLIAS EM RELAÇÃO AO NÚMERO DE ESPÉCIES IDENTIFICADAS NO INVENTÁRIO DA FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS GRÁFICO 7- INDICAÇÃO DE USO NÃO-MADEIREIRO DAS ESPÉCIES, NO DIAGNÓSTICO REALIZADO NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA, PA ANEXOS ANEXO 1a- LISTA DE ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ- TAQUERA, POR GRUPO DE VALOR DA MADEIRA (GVM). ANEXO 1b- LISTAGEM FLORÍSTICA GERAL, COM INDICAÇÃO DA FAMILÍA BOTÂNICA, NOME COMUM E TIPO FLORESTAL DE OCORRÊNCIA. Página 5 de 50.

6 ANEXO 2- RELAÇÃO DAS ESPÉCIES PRESENTES NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA, EM ORDEM DECRESCENTE DE IVI (ÍNDICE DE VALOR DE IMPORTÂNCIA) E DEMAIS PARÂMETROS FITOSSOCIOLÓGICOS: DR%= DENSIDADE RELATIVA; FR%= FREQÜÊNCIA RELATIVA; DOR%= DOMINÂNCIA RELATIVA; IVC= ÍNDICE DE VALOR DE COBERTURA. ANEXO 3a(i)- ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N.º 1 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha-1), ÁREA BASAL (G) (m2/ha-1) E VOLUME (V) (m3/ha-1). ANEXO 3a(ii)- RESUME DAS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N.º 1 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha-1), ÁREA BASAL (G) (m2/ha-1) E VOLUME (V) (m3/ha-1). ANEXO 3b(i)- ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA DE SARACÁ- TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N. º 2 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha -1 ), ÁREA BASAL (G) (m 2 /ha -1 ) E VOLUME (V) (m 3 /ha -1 ). ANEXO 3b(ii)- RESUME DAS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N.º 2 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha-1), ÁREA BASAL (G) (m2/ha-1) E VOLUME (V) (m3/ha-1). ANEXO 3c(i)- ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA DE SARACÁ- TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N. º 3 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha -1 ), ÁREA BASAL (G) (m 2 /ha -1 ) E VOLUME (V) (m 3 /ha -1 ). ANEXO 3c(ii)- RESUME DAS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N.º 3 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha-1), ÁREA BASAL (G) (m2/ha-1) E VOLUME (V) (m3/ha-1). ANEXO 3d(i)- ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA DE SARACÁ- TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N. º 4 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha -1 ), ÁREA BASAL (G) (m 2 /ha -1 ) E VOLUME (V) (m 3 /ha -1 ). ANEXO 3d(ii)- RESUME DAS ESPÉCIES FLORESTAIS COMERCIAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, PARA O GRUPO DE VALOR DA MADEIRA N.º 4 E RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha-1), ÁREA BASAL (G) (m2/ha-1) E VOLUME (V) (m3/ha-1). ANEXO 3e TODAS AS ESPÉCIES FLORESTAIS QUE OCORREM NA FLONA SARACÁ-TAQUERA, COM SEUS RESPECTIVOS RESULTADOS PARA AS VARIÁVEIS NÚMERO DE ÁRVORES (N) (n /ha -1 ), ÁREA BASAL (G) (m 2 /ha -1 ) E VOLUME (V) (m 3 /ha -1 ). ANEXO 4 - NÚMERO DE ÁRVORES E VOLUME COMERCIAL POR HECTARE, APRESENTADOS POR ESPÉCIE E POR GRUPO DE VALOR DA MADEIRA (DAP 50cm). ANEXO 5 (5a,5b e 5c) - VOLUME, NÚMERO DE INDIVIDUOS E ÁREA BASAL A PARTIR E 10cm DE DIÂMETRO. ANEXO 6 (6a,6b e 6c) - VOLUME, NÚMERO DE INDIVIDUOS E ÁREA BASAL A PARTIR E 50cm DE DIÂMETRO. ANEXO 7 (7a e 7b)- VOLUME COMERCIAL COM CASCA A PARTIR E 50cm DE DIÂMETRO DO ESTRATO FLORESTA OMBRÓFILA DENSA SUBMONTANA E FLORESTA OMBRÓFILA DENSA DAS TERRAS BAIXAS. Página 6 de 50.

7 1. INTRODUÇÃO Atualmente existe a crença no fato de que a proteção das espécies da fauna e flora nativas de um determinado país ou região somente poderá ser viabilizada com a preservação de grandes porções de seus ambientes naturais (SCHENINI et al., 2004). Por isso, no Brasil, foram criadas as Unidades de Conservação, visando à proteção dos recursos bióticos, a conservação dos recursos físicos e culturais de porções representativas dos espaços naturais. A Lei n.º (SNUC), publicada no Diário Oficial da União D.O.U. de 18 de julho de 2000, consolidou essas prerrogativas, estabelecendo critérios e normas para a criação, implantação e gestão das unidades de conservação. Outra importante política para a administração dos recursos naturais foi a criação da Lei n.º , de 2 de março de 2006 que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável, cria o Serviço Florestal Brasileiro e institui a concessão florestal como o instrumento legal adequado para propiciar o manejo de florestas públicas, que são florestas localizadas em bens sob o domínio da União, Estados, Distrito Federal e municípios, bem como de entidades sob Administração Indireta. A concepção da Lei de Gestão de Florestas Públicas decorre da necessidade de implementação de políticas efetivas que possibilitem a administração, regularização e controle da exploração dos recursos naturais presentes em áreas pertencentes ao Poder Público. Desta maneira, se espera contribuir para o desenvolvimento sustentável local e regional, beneficiando a economia e as populações tradicionais, ao mesmo tempo em que garante a manutenção dos recursos bióticos, bem como do patrimônio público. Com este propósito, o Serviço Florestal Brasileiro, órgão gestor das florestas públicas, por meio das concessões florestais, pretende estimular e fomentar a prática de atividades florestais sustentáveis com base na produção madeireira, não-madeireira e de serviços ambientais nas Florestas Públicas do País. Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICMBIO (2008), existem hoje no Brasil, em torno de 65 Florestas Nacionais (FLONAS), com aproximadamente 19 milhões de hectares (dezenove milhões de hectares) de áreas protegidas sob essa classificação. A Lei de Gestão de Florestas Públicas prevê a inclusão das FLONAS no programa de concessões florestais federais. Dentro desse processo, uma das etapas iniciais de preparação da área a ser submetida a concessão florestal, conforme Artigo 27, da Lei nº 9.985, de 2000, referese a elaboração de um plano de manejo para o uso sustentável de produtos e serviços florestais localizados nessas unidades e conservação. O Plano de Manejo é um documento básico à administração de uma área protegida, e toda área protegida deve elaborar e adotar este documento como guia para a sua administração. Entretanto, a maioria das unidades de conservação não possui Plano de Manejo, ocorrendo ainda conflitos fundiários que impedem a definição precisa de seus limites. Por isso, atualmente, estão sendo organizados estudos e levantamentos, fomentados através do Serviço Florestal Brasileiro, que auxiliarão na preparação destes Planos e de estudos para diagnosticar o potencial madeireiro de algumas Florestas Nacionais situadas na região amazônica. Nesse contexto, esta inserida a Floresta Nacional de Saracá-Taquera, criada pelo Decreto número de 27 de dezembro de 1989, publicado no D.O.U. de 27/12/89. Possuindo, oficialmente, ha (quatrocentos e vinte e nove mil e seiscentos hectares), e um grande potencial de recursos naturais renováveis (madeiros e não-madeireiros) e não renováveis. Esses fatos, aliados às características ambientais dessa área, transformaram-na em unidade de suma importância na proteção e conservação (uso racional e sustentável) de importantes ecossistemas do bioma floresta tropical existente na Região Norte do Brasil. Portanto, para que se sejam estabelecidas estratégias adequadas de manejo florestal sustentável na FLONA de Saracá-Taquera, são necessários estudos detalhados para conhecer Página 7 de 50.

8 todas as suas características, que constituirão a base para a elaboração de um planejamento cuja finalidade é o aproveitamento das suas potencialidades naturais, concomitantemente com a proteção do ambiente, visando o desenvolvimento socioeconômico da região e a melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais. Dentre as etapas fundamentais do ordenamento de atividades está a avaliação acerca da composição da floresta a ser manejada. Essa avaliação é feita por meio de inventários florestais, os quais qualificam e quantificam os recursos referentes às espécies vegetais ocorrentes, especialmente as árvores lenhosas, quanto aos seus dados dendrométricos. Os inventários florestais fornecem subsídios necessários para o planejamento das atividades de exploração e do manejo propriamente dito. Assim, através de contrato com o Serviço Florestal Brasileiro, a empresa Eco Florestal Ltda. executou um inventário florestal amostral, visando subsidiar informações que possibilitem a inserção da FLONA de Saracá-Taquera no programa de concessões florestais, dentro da estratégia de gestão de florestas públicas. 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivos Gerais O inventário florestal amostral da Floresta Nacional da Floresta Nacional de Saracá- Taquera tem como objetivo principal subsidiar a elaboração de um Plano de Manejo de Uso Múltiplo para a FLONA, visando futuramente o estabelecimento de contratos de concessão florestal nos seus limites, em consonância com o disposto na Lei de Gestão de Florestas Públicas Objetivos Específicos a) Determinar o potencial madeireiro (espécies comerciais) tanto qualitativo como quantitativo, por tipologia florestal, existentes na área da Floresta Nacional; b) Determinar o estoque de espécies não madeireiras existentes na Floresta Nacional; c) Levantar a composição florística e a estrutura fitossociológica para a área da Floresta Nacional; d) Determinar a estrutura diamétrica das espécies para a área da Floresta Nacional; 3. JUSTIFICATIVA TÉCNICA As Florestas Nacionais - FLONAS, classificadas como Unidades de Conservação de Uso Sustentável, estão previstas para serem incluídas no programa de concessões florestais federais, conforme o decreto n.º 6.063, de 20 de março de 2006, que regulamenta dispositivos da Lei /06. O processo de concessão florestal outorga o direito da prática do manejo florestal em florestas públicas. Entretanto, para que o processo de concessão se concretize, existe a necessidade de três prerrogativas, que são: a inclusão da área licitada no Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF), a realização de estudos de potencial e elaboração dos instrumentos de gestão das áreas de florestas publicas, a elaboração e o lançamento de editais para concessão e a elaboração dos contratos de concessões. No intuito de acelerar esse processo de concessões florestais, o Serviço Florestal Brasileiro, órgão gestor das florestas públicas, está apoiando a elaboração estudos para determinar o potencial dos recursos madeireiros e não-madeireiros em algumas Florestas Nacionais situadas na região amazônica. Entre as Unidades diagnosticadas está a Floresta Nacional de Saracá-Taquera, criada pelo Decreto número , de 27 de dezembro de Dentre os estudos preliminares que contribuirão para a gestão de recursos na unidade, é indispensável à elaboração do Inventário Florestal. Pois a partir da obtenção dos Página 8 de 50.

9 parâmetros dendrométricos, fitossociológicos e das estimativas de volumétricas é possível estabelecer o nível de intervenção a ser realizado na floresta e as medidas para manutenção da sua produção sustentável. Diante desse contexto, a estratégia prioritária de apoio do Serviço Florestal para a gestão das FLONAS localizadas na região amazônica, é o financiamento para a elaboração de inventários florestais diagnóstico nessas Unidades. Com este propósito foi contratada a Empresa Eco Florestal Ltda., no intuito de executar o inventário florestal e o levantamento florístico na Florestal Nacional de Saracá-Taquera, e posteriormente elaborar e apresentar um estudo sobre a composição, estrutura e diversidade da floresta e informações sobre o seu potencial madeireiro. 4. METODOLOGIA 4.1 Descrição da Área Localização e Acesso A Floresta Nacional de Saracá-Taquera está inserida na mesoregião do Baixo Amazonas Paraense entre os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa. Está situada entre as coordenadas geográficas e de latitude Sul e e de longitude Oeste, localizada na margem direita do rio Trombetas (FIGURA 4.1). O acesso à FLONA pode ser feito por via aérea, com vôos regulares a partir de Manaus, Belém ou Santarém ou por via fluvial, a partir do rio Amazonas, subindo pelo rio Trombetas até Porto Trombetas e Terra Santa. FIGURA 4.1- LOCALIZAÇÃO REGIONAL DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ TAQUERA. ESCALA 1: Página 9 de 50.

10 Clima O clima da região onde está localizada a Floresta Nacional de Saracá-Taquera é do tipo Af, segundo a classificação Köppen, em função da temperatura e pluviosidade. Na região ocorrem duas estações distintas: uma estação chuvosa (dezembro a maio) com uma media de precipitação pluviométrica de 268,8mm, sendo os meses de fevereiro a abril os mais chuvosos e a estação seca (julho a outubro) com uma média de 72,3mm. A temperatura média, a precipitação pluviométrica, a umidade relativa e a insolação anual para região são de respectivamente, 26 ºC, 2.197mm, 81% e horas (SALOMÃO & MATOS, 2002; IBAMA, 2001) Hidrografia A área da Floresta Nacional Saracá-Taquera é banhada pela bacia do rio Trombetas e rio Nhamundá com grande abundância de lagos. Está inserida no grande Sistema Hidrográfico do rio Amazonas. A rede de drenagem apresenta um padrão dendrítico com capturas fluviais (SALOMÃO & MATOS, 2002; IBAMA, 2001). (FIGURA 4.2). FIGURA 4.2 HIDROGRAFIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA (FONTE:IBAMA, 2001; ESCALA 1: ) Página 10 de 50.

11 Geologia A área da Floresta Nacional de Saracá-Taquera é composta geologicamente por sedimentos da Formação Barreiras, originada durante o Cretáceo-Terciário, e por sedimentos quaternários recentes. A litologia da Formação Barreiras é composta por intercalações de arenitos e argilitos de origem fluvial, lacustre e estuarina. (FIGURA 4.3) Os arenitos variam de finos a médios, tendo cores avermelhadas com estratificação cruzada, argilosos, cauliníticos, friáveis e seixos de quartzo esparsos. Os argilitos têm cores vermelhas, são maciços e laminados. Os sedimentos recentes da região são representados pelos aluviões dos rios e pelos sedimentos argilosos do fundo dos lagos e das planícies de inundação. (SALOMÃO & MATOS, 2002; IBAMA, 2001). FIGURA 4.3- GEOLOGIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA. (FONTE: IBAMA, 2001; ESCALA 1: ) Geomorfologia A geomorfologia local caracteriza-se pela presença de vários platôs de topo aplainado, de encostas geralmente íngremes e apresentando um desnível médio em relação ao rio Trombetas de 140 m. Estes platôs de até 40 km2 de extensão perfazem cerca de 10% da superfície da Floresta Nacional. A área restante é dominada pelas terras baixas, ao qual correspondem superfícies levemente onduladas, cortadas por inúmeros igarapés e margeados por vastos igapós inundados nas épocas de enchentes que constituem o vale do rio Trombetas. A região de Floresta Nacional Saracá-Taquera possui domínio estrutural classificado como Planalto Dissecado Rio Trombetas - Rio Negro. Onde nas proximidades do Rio Trombetas há unidades de relevos tabulares, cujos topos foram aplainados pela pediplanação pliopleistocênica. Pertence a uma vasta planície sedimentar que forma o assoalho da Bacia Página 11 de 50.

12 Amazônica, sendo que sua quase totalidade formada por terrenos terciários e em pequena proporção de depósitos quaternários e aliviões modernos (MRN, 2001). O relevo da Floresta Nacional de Saracá-Taquera pode ser compartimentado em quatro unidades geomorfológicas, cada qual apresentando características topográficas, morfológicas e pedológicas distintas e sujeitas às mesmas variações climáticas que são: topo de platôs, encostas e terras baixas e superfícies aluviais (IBAMA, 2001). (FIGURA 4.4) FIGURA 4.4- GEOMORFOLOGIA DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA (FONTE: IBAMA, 2001; ESCALA 1: ) Solos As classes de solos predominantes na Floresta Nacional de Saracá-Taquera são os argilosos, gleissolos, latossolos e neolossos, distribuídos nos seguintes grupos: o o o o Argilosos - ocorrência bastante abundante no interior da FLONA, distribuídos em argissolos vermelho-amarelos alumínicos típicos e argissolo vermelho-amarelo distrófico arênico; Gleissolos - mais encontrado em áreas mais baixas e alagáveis; Latossolos - o tipo de solo mais comum encontrado na região da FLONA é o latossolo amarelo distrófico, textura argilosa, que compreende solos minerais com horizonte b latossólico, isto é, em estágio avançado de intemperização, com predominância de argilas pouco reativas, quartzo e outros materiais resistentes. Destacam-se ainda latossolo amarelo alumínico e latossolo vermelho-amarelos; e Neossolos - apresentam maior expressão geográfica na FLONA, tendo sido identificados na área os seguintes subgrupos neossolo quartzarênico órtico gleico e neossolo quartzarênico órtico típico. (SALOMÃO & MATOS, 2002; IBAMA, 2001). (FIGURA 4.5) Página 12 de 50.

13 FIGURA 4.5- SOLOS DA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA (FONTE: IBAMA, 2001; ESCALA 1: ) Vegetação Na Floresta Nacional de Saracá-Taquera prevalecem as seguintes formações vegetais: Floresta Ombrófila Densa, Formações Pioneiras com influência fluvial e Campinarana, (IBAMA, 2001). A principal cobertura vegetal da região é a Floresta Ombrófila Densa, com variações geralmente associadas às feições geomorfológicas. Em função da sua posição no relevo a Floresta Ombrófila Densa foi subdividida nos seguintes tipos: platôs (Submontana de Platôs) e encostas (Submontana) e Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas, nas regiões mais baixas do relevo. (FIGURA. 4.6). Segundo o Manual Técnico da Vegetação Brasileira (1991) a Floresta Ombrófila Densa recobre, em geral, planícies fluviais ou costeiras, cobertas por formações tubuliformes de origem terciária. Apresenta estrutura uniforme, composta de árvores de grandes diâmetros (maiores que 80 cm de DAP), grande altura (acima de 40m) e elevada biomassa. Sua vegetação é dominada por fanerófitos (Macro e Mesofanerófitos), além de lianas lenhosas e epífitas. A característica principal desse tipo florestal são os ambientes ombrófilos, relacionados com fatores climáticos tropicais de elevadas temperaturas e altas precipitações pluviométricas. Por isso, sua vegetação é representada por árvores perenifólias, com brotos foliares sem proteção contra a seca. Segundo informações do Projeto RADAM (1978), a estrutura da floresta ombrófila densa é caracterizada por um estrato superior uniforme (dossel emergente), composta de indivíduos com grandes copas e troncos altos e retilíneos, e ainda um estrato secundário na camada abaixo do dossel emergente, constituído de espécies que podem se desenvolver em condições de forte sombra. Página 13 de 50.

14 Durante o inventário florestal realizado na FLONA de Saracá-Taquera foi observado forte semelhança na composição de espécies dominantes, tanto para a Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas quanto para a Floresta Ombrófila Densa Submontana. Assim, nas duas variações, constatou-se a ocorrência das seguintes espécies na camada superior ou dominante: Dinizia excelsa (Angelim-vermelho) da família Mimosaceae, Lecythis prancei (Jarana), Cariniana micrantha (Tauari), Eschweilera spp. (Matamatá) e Lecythis pisonis (Castanha-sapucaia) da Família Lecythidaceae, Manilkara spp. (Maçaranduba) da família Sapotaceae, Protium sp. (Breu) da família Burseraceae, Pouteria spp. (Abiu) da família Sapotaceae, Brosimum spp. (Amapá) da família Moraceae, e Goupia glabra (Cupiúba) da Família Celastraceae. O estrato intermediário ou co-dominante é marcado por árvores de porte menor como: Simarouba amara (Marupá) da família Simaroubaceae, Enterolobium schomburgkii (Sucupira-amarela) da família Leguminosae Mimosoideae, Licaria spp., Aniba spp., Nectranda spp. e Ocotea spp. (Louros) da Família Lauraceae, Brosimum rubescens (Muirapiranga) da família Moraceae, juntamente com muitas outras espécies. No estrato secundário ou dominado observou-se a presença de espécies como: Aspidosperma rigidium (Carapanaúba) da família Apocynaceae, Minquartia guianensis (Acariquara) da família Olacaceae, Swartzia spp. (Paracutaco) da família Leguminosae Papilionoideae, Ficus paraensis (Apuí) da família Moraceae e Licania spp. (Macucu) da família Chrysobalanaceae, juntamente com muitas outras espécies. As Formações Pioneiras com influência fluvial estão situadas ao longo dos cursos d água e em redor dos lagos sobre os terrenos aluviais, constituídas de vegetação de primeira ocupação. Na área da Floresta Nacional de Saracá-Taquera ocorrem duas formações do sistema de Formações Pioneiras Aluviais: Formação Pioneira Arbórea e Formação Pioneira Arbustiva. A Campinarana ocorre em manchas esparsas, sob as formas campestres, chegando a arbustivas, sobre os gleissolos existentes na planície aluvial do rio Amazonas, ao sul da Flona. FIGURA 4.6- VEGETAÇÂO NA FLORESTA NACIONAL DE SARACÁ-TAQUERA (FONTE: IBAMA, 2001; ESCALA - 1: ) Página 14 de 50.

15 4.2 Amostragem A floresta amostrada na FLONA de Saracá-Taquera possui uma área de ,06 hectares (87,3% de sua área total liquida), situada entre as coordenadas geográficas e de latitude Sul e e de longitude Oeste, com ocorrência de mais de 200 espécies florestais tropicais, constituindo a população amostrada. Nessa área, mais precisamente nos tipos florestais Floresta Ombrófila Densa Submontana ( ,49 ha hectares; 42,7% da cobertura florestal) e Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas ( ,57 hectares; 57,3% da cobertura florestal) foi estruturado o esquema (lay-out) de amostragem. O inventário florestal realizado na área pode ser definido quanto ao seu objetivo como convencional de reconhecimento, no intuito de caracterizar a vegetação e diagnosticar o estoque de volume de madeira, e executado através de procedimentos estatísticos de amostragem, planejada de forma a abranger as principais tipologias florestais Processo de Amostragem Segundo PÉLLICO NETTO e BRENA (1997), a abordagem da população sobre o conjunto de unidades amostrais pode ser aleatória, sistemática ou mista. Nesse levantamento utilizou-se a Amostragem em conglomerados que é uma variação da amostragem em dois estágios, em que o segundo estágio (sub-amostragem) foi sistematicamente organizado dentro do primeiro estágio de amostragem. Optou-se por essa técnica pelo fato da amostragem em conglomerados contribuir sensivelmente para um ganho em eficiência e uma redução de custo durante o processo de inventário conforme descrito por QUEIROZ (1998), pois a restrição das amostras a uma área especifica facilita e insere flexibilidade as operações de localização, instalação e medição das unidades, permitindo ainda a determinação do erro de amostragem real estipulado para o inventário Método de Amostragem De acordo com PÉLLICO NETTO e BRENA (1997) o método de amostragem nada mais é que a abordagem referente à unidade amostral. Neste inventário utilizou-se uma amostragem em conglomerados considerando as tipologias florestais identificadas na interpretação das imagens de satélite (pré-estratificação), realizando-se uma distribuição aleatória das unidades primarias em cada um dos estratos Tamanho e Forma das Unidades de Amostra. As Unidades Primárias tinham uma forma retangular de 5km x 5km. As unidades primárias foram compostas por cinco unidades conglomeradas (Unidades Secundárias) dispostas em cruz a partir do seu centro (500m x 500m) e eqüidistantes 200 metros entre si, totalizando uma área de 8 hectares. As unidades secundárias foram compostas de quatro subunidades de amostra (Unidades Terciárias) com a dimensão de 20m x 200m ou 0,4ha, dispostas em forma de cruz, distanciadas 50m do ponto central. (FIGURA 4.7). Página 15 de 50.

16 Disposição das Unidades Primárias na FLONA de Saracá-Taquera 500m US 2 5km 50m E N L S 200m US 5 US 1 US 3 500m Unidades Terciárias (Quatro) 5km 50m 200m m 50m 200m m 50m 5km 200m US 4 50m Unidades Secundárias (Cinco) 5km FIGURA 4.7 DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS NA FLONA COM O ESQUEMA DE SUB-AMOSTRAGEM Página 16 de 50.

17 Intensidade amostral e Distribuição espacial Foram instaladas seis unidades primárias nas duas tipologias florestais (Floresta Ombrófila Densa Submontana e Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas) totalizando uma amostragem de 48 hectares, o que determina uma intensidade amostral de 0,02% da área total dos dois tipos florestais analisados na FLONA. O Quadro 1 apresenta a quantidade e distribuição das amostras por tipo florestal. QUADRO 1- DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS POR TIPOLOGIA FLORESTAL Tipologia Florestal Floresta Ombrófila Densa Submontana Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas Sigla Número das Unidades primárias selecionadas Área Amostrada em hectares Área ocupada pela Tipologia em hectares % de Área amostrada em relação a área da Tipologia FOBSm ,5 0,01% FOBTB ,6 0,01% Total ,1 0,02% A localização dos centros das Unidades primárias foi determinada através de coordenadas geográficas planas, em projeção UTM, definidas previamente pelo Serviço Florestal Brasileiro - SFB. As coordenadas foram inseridas em um aparelho GPS modelo Garmin GPSMAP 60Csx para a indicação do rumo a ser tomado visando localização em campo dos pontos correspondentes ao centro de cada uma das unidades que foram inventariadas. Para este levantamento, as unidades primárias tiveram suas instalações coincidentes aos pontos informados pelo SFB. O Quadro 2 detalha as coordenadas geográficas dos centros das Unidades Primárias indicadas pelo Serviço Florestal Brasileiro para a Floresta Nacional de Saracá-Taquera. QUADRO 2 - COORDENADAS DO CENTRO DAS UNIDADES PRIMÁRIAS INSTALADAS NA FLONA DE SARACÁ-TAQUERA Tipologia Unidades Declinação Coordenadas Geográficas Coordenadas planas UTM florestal Primárias Magnética Longitude Latitude Este Norte FOBSm , , , ,532 FOBTB , , , ,888 FOBSm , , , ,874 FOBTB , , , ,532 FOBTB , , , ,699 FOBTB , , , ,812 DATUM WGS 84 SAD 69 - Brasil Instalação das Unidades Secundárias e Terciárias A localização das unidades secundárias e terciárias foi realizada utilizando-se bússola, para medição dos ângulos horizontais (Azimutes) que orientaram no terreno a delimitação dessas unidades, tendo como referencia o ponto central das unidades primárias, sendo este localizado a partir de coordenadas pré-estabelecidas. Para delimitação das Unidades Secundárias, foram abertas trilhas (picadas) principais tendo como origem o ponto central da unidade primária, com um comprimento total de 1900m x 1900m, na forma cruzada. Tendo como referência o eixo dessa trilha principal, foram abertas trilhas menores ou secundárias (500 x 500m; na forma cruzada) a partir do ponto central de cada unidade secundária, seguindo a orientação dos seguintes ângulos azimutais: Norte (azimute 0 ); Sul (azimute 180 ); Página 17 de 50.

18 Leste (azimute 90 ) e Oeste (azimute 270 ). Estes ângulos foram obtidos em referência ao norte geográfico (verdadeiro), e para isso foi determinada a declinação magnética para a Flona de Saracá-Taquera através do software GeoMag v 6.1 (FTP://ftp.ngdc.noaa.gov). As subunidades ou unidades terciárias foram delimitadas seguindo o eixo da trilha secundária, sendo instaladas entre o início e termino desse caminhamento de 500m, conforme indicado na Figura 3. Durante o desenvolvimento dessa atividade, foram fixados piquetes resistentes ao longo do eixo da trilha para delimitar a subunidade, onde foi executado o inventário. FIGURA 4.8 ESQUEMA DE INSTALAÇÃO DAS UNIDADES TERCIÁRIAS 4.3 Informações Coletadas A coleta de dados foi realizada segundo especificações de amostragem préestabelecidas pelo Serviço Florestal Brasileiro. Sendo planejada de uma forma a garantir a qualidade das informações e facilitar o processamento e a análise dos dados Informações Gerais As informações gerais foram coletadas pelas equipes de inventário, sendo registradas no na folha de rosto do formulário de inventário, conforme abaixo: i. Localização Local onde foi realizado o inventário ii. iii. iv. Estrato Tipologia florestal predominante na área. Técnico responsável Técnico Florestal responsável pela equipe Identificador botânico Responsável pela identificação das espécies v. Número da unidade de amostra Refere-se ao número da unidade primária vi. vii. Registrou-se ainda a data da medição e a hora do início e término do levantamento da unidade amostral, em cada dia de trabalho, quando necessário mais de um dia. Localização das Unidades Secundárias e Terciárias Marcado no lay-out de localização presente na folha de rosto da ficha de inventário Registrou-se também nos formulários o número em ordem seqüencial de medição das árvores, correspondente ao da etiqueta pregada no fuste. A etiqueta foi fixada no lado do tronco das árvores voltado para o eixo da trilha central da subunidade, na altura onde se mediu a circunferência. Além dessas informações, foi anotado o nome comum da árvore, quando conhecido, e coletada uma amostra para a sua identificação botânica. Página 18 de 50.

19 4.3.2 Informações Dendrométricas Refere-se aos dados coletados de cada árvore individualmente nas unidades de amostra (unidades terciárias) e preenchimento da ficha de campo. Dentro de cada subunidade de amostra, as medições das árvores foram feitas em três níveis de abordagem: nível I, todos os indivíduos com DAP 10cm; nível II, todos os indivíduos com DAP 20cm e; no nível III, todos os indivíduos com DAP 40cm (Quadro 3). QUADRO 3 - NÍVEIS DE MEDIÇÃO NAS UNIDADES TERCIÁRIAS (20 X 200m) E SUAS SUBPARCELAS. Nível Largura em metros Comprimento em metros Área Em hectares Limite de inclusão I (sub-parcela) x(0,01) DAP 10cm II (sub-parcela) ,2 DAP 20cm III (parcela) ,4 DAP 40cm Mediu-se a circunferência à altura do peito de todas as formas de vida (Árvores, Cipós e Plameiras), de acordo com o nível de abordagem, com trena de precisão em centímetros. A circunferência foi medida a uma altura padrão de 1,30 metros do solo. Em alguns casos, onde não foi possível medir a circunferência, devido à presença de deformidades no tronco e sapopemas, a medição foi realizada através de estimativa. A altura comercial e total da árvore média da população foi obtida com o uso do clinômetro Brunton Clino Master, que é um instrumento compacto que contém duas escalas (0 ± 90 e 0% ± 150%), neste trabalho foi utilizada a escala em graus. Tendo por referência uma linha imaginária de declividade zero, foram tomadas leituras na base e no topo das árvores. Além disso, foi medida da distância horizontal entre o operador do instrumento e a árvore. Desta forma, foram amostradas 30 árvores por classe de diâmetro com 10cm de amplitude, por tipologia florestal Qualidade do tronco A qualidade do tronco foi avaliada de acordo com a seguinte classificação: i. Qualidade de Fuste 1 (QF-01) - Fuste retilíneo, cilíndrico, sem defeitos aparentes, que permite obter um aproveito completo em toras com madeira de alta qualidade; ii. iii. Qualidade de Fuste 2 (QF-02) - Fuste retilíneo a levemente tortuoso, cilíndrico ou pequena excentricidade, sem defeitos aparentes, com possibilidade de aproveitamento de 60% em toras com madeira de boa qualidade; Qualidade de Fuste 3 (QF-03) - Fuste tortuoso, com sinais de defeitos, com possibilidade de aproveitamento de madeira com qualidade regular Avaliação Qualitativa das Unidades Terciárias Foram levantadas informações referentes aos seguintes temas: i. Existência de Vestígios de Exploração Madeireira Durante as medições, foi observado vestígios de atividades relacionados à exploração de madeira, tais como: toco de árvores que foram extraídas, trilhas de arraste, evidência do tráfego de máquinas pesadas, pátio de estocagem de toras, etc. ii. iii. Existência de Afloramentos Rochosos Foi observada a presença de afloramentos rochosos. As anotações foram realizadas utilizando-se os seguintes códigos para as classes observadas: 0 Inexistente, 1 Baixa (<25%), 2 Moderada (25 50%) e 3 Alta (>50%). Declividade do Terreno Foi observada a declividade predominante do terreno, independente de sua direção. As anotações foram realizadas utilizando-se os seguintes códigos para as classes observadas: 1 Plano (<5%), 2 Levemente Ondulado (6 15%), 3 Ondulado (16 30%) e Fortemente Ondulado (>30%). Página 19 de 50.

20 4.4 Recursos Utilizados Equipe Técnica A coleta de dados de campo no inventário florestal diagnóstico da FLONA de Saracá- Taquera foi realizada por duas equipes de inventário, uma equipe de coleta de material botânico e uma equipe de coordenação e controle. Cada equipe de inventário era composta por 8 pessoas: dois (02) Engenheiros Florestais, dois (02)Técnicos Florestais, dois (02) identificadores botânicos e dois (02) auxiliares de campo. A equipe de coleta de material botânico era composta por um (01) parataxônomo e um (01) escalador. A equipe de coordenação e controle era composta pelo engenheiro florestal (coordenador geral da execução do inventário) e um técnico florestal. Os engenheiros florestais foram encarregados da localização geográfica das unidades amostrais, através de GPS, medição das alturas (comercial e total), avaliação qualitativa e organização da coleta de material botânico. Além disso, foram responsáveis pelo gerenciamento das metas e recursos diários e orientação sobre segurança e saúde do trabalho. Os técnicos foram incumbidos pela qualidade da demarcação das unidades terciárias e mensuração dendrométricas, catalogação das amostras de material botânico, além da anotação de informações e construção de infra-estrutura. Os identificadores e auxiliares instalavam as unidades amostrais e coletavam todas as informações dendrométricas específicas de cada tipo de floresta. A equipe de coleta de material botânico ficou responsável por recolher amostras das espécies identificadas em campo, para posteriormente terem sua identificação botânica validada em herbário. A equipe de coordenação e controle mantinha a padronização na coleta de dados, fornecia suporte às equipes em campo e fazia a reavaliação de unidades levantadas para determinar o grau de acuracidade e a qualidade das informações coletadas Materiais e Equipamentos Equipamento de proteção individual EPI: botas sete léguas, calça, camisa de manga longa, luvas, boné e perneiras, para todos os componentes das equipes. As equipes de inventário utilizaram os seguintes equipamentos: i. Bússola; ii. Facão com bainha; iii. Trena centimetrada de 10m, para medição do CAP; iv. Corda de 25 metros, para medição de distância; v. Prancheta; vi. Caneta e Lápis; vii. Pochete para Transporte de etiquetas; viii. Martelo e pregos para fixação das etiquetas; ix. GPS modelo Garmin GPSMAP 60Csx; x. Mochila para acondicionamento das fichas de campo; xi. Fichário de plástico para organização das fichas de campo; xii. Notebook para manipulação de informações; Página 20 de 50.

21 4.5 Identificação Botânica No intuito de realizar a correta identificação botânica das espécies inventariadas, permitindo uma relação consistente entre os nomes vulgares utilizados por cada identificador com o seu respectivo nome científico, foram seguidos os seguintes procedimentos: Coleta de Material Botânico Durante o inventário, foram coletadas pelas equipes de campo material botânico nas unidades de amostra 99, 192, 194 e 76. A coleta foi baseada em procedimentos técnicos estabelecidos no manual Diretrizes para coleta, herborização, e identificação de material botânico nas parcelas permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira (Ferreira, 2006). Durante os procedimentos de campo, almejou-se obter amostras de material constituído de ramos com folhas, flores e frutos. Contudo, nem sempre foi possível encontrar esses elementos respectivamente, pois a sua presença depende do período de reprodução das espécies, que varia com a época do ano. O material coletado era feito de forma a subsidiar a confecção de até duas amostras por árvore, para evitar perdas de coleta ou para quando as condições de umidade prejudicassem a identificação do material, devido o aparecimento de fungos. A altura dos indivíduos de algumas espécies dificultou a obtenção de material botânico. Sendo necessário se escalar a árvore e utilizar podões com extensores para se obter o material. tais como: Na atividade de coleta, as equipes de campo utilizaram equipamentos adequados, i. Caderneta de campo utilizada para anotar todas as características do material coletado; ii. iii. iv. Corda de nylon serviram para amarrar o material prensado; Envelopes de jornal: usados para acondicionar folhas soltas, sementes e casca de árvores; Facão: usado para abertura de picadas e corte de cascas; v. Fita métrica: utilizadas para medir CAP (Circunferência à Altura do Peito); vi. vii. viii. ix. Papel Jornal: usado para acondicionamento das amostras; Caneta e Pincel Atômico: usado para anotar as informações na ficha de campo e no jornal; Podão: auxilio na coleta do material de espécimes de porte alto; Prensa de madeira: utilizada para prensar o material botânico; x. Saco plástico: utilizado para armazenar e transportar as amostras; xi. xii. Tesoura de poda: para coleta de ramos finos das amostras vegetativas de folhas, flores e frutos; Álcool puro: para conservar as amostras. Página 21 de 50.

22 4.5.2 Preparação do Material Botânico Coletado As equipes de coleta procuraram acondicionar adequadamente o material botânico durante as operações de campo. Para isso, o material foi colocado em prensas, entre papel jornal, tendo o cuidado para não se dobrar as folhas. Na medida do possível o material coletado recebeu identificação com pincel atômico diretamente na embalagem de papel jornal, no intuito de posteriormente relacioná-las com os nomes comuns presentes na lista de inventário. A identificação deveria conter: a numeração de coleta, nome comum, data de coleta, local de coleta (Número da Unidade Primária, Secundária e Terciária) e outras informações importantes. O material coletado foi enviado ao Herbário Felisberto Camargo da Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA, para terminar a fase de secagem em estufas apropriadas, além de ser identificado e serem preparadas exsicatas Identificação do material botânico coletado A identificação botânica das espécies amostradas no Inventário Florestal de Saracá- Taquera foi realizada pela professora Gracialda da Costa Ferreira, Engenheira Florestal, M.Sc. em Dendrologia e Doutoranda em Botânica, do Instituto de Ciências Agrárias do Pará ICA da Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA e pelo parataxônomo Manoel dos Reis Cordeiro. Quando necessário foi realizada consultas ao Herbário IAN da EMBRAPA Amazônia Oriental. Além disso, em virtude de ocorrerem problemas no processo de associação de nomes científicos aos nomes comuns, a lista de espécies final do inventário foi revisada pelo parataxônomo Delmo Fonseca, especialista em identificação botânica com ampla experiência na região da FLONA de Saracá-Taquera Montagem das exsicatas Em seguida a confirmação da identificação das espécies, foi realizado a elaboração das exsicatas, que foram incorporadas ao Herbário Felisberto Camargo UFRA. A elaboração das exsicatas seguiu os procedimentos técnicos estabelecidos no manual Diretrizes para coleta, herborização, e identificação de material botânico nas parcelas permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira (Ferreira, 2006). Onde as amostras secas foram fixadas em cartolina rígida de cor branca, com tamanho médio de 35 x 45 x 20cm. As informações de coleta foram repassadas as etiquetas. 4.6 Processamento e Análise dos Dados Organização, entrada e checagem da consistência dos dados Os dados dendrométricos coletados foram organizados e inseridos em sistema de banco de dados próprio para inventários amostrais. Este banco, modelado no sistema gerenciador de banco de dados (SGBD) FIREBIRD, foi desenvolvido pela Ecoflorestal para atender as demandas de seus clientes que necessitam de levantamentos diagnósticos de novas áreas a serem incorporadas aos seus planos de manejo florestal sustentado. O Sistema foi ajustado de modo a tornar-se flexível o bastante para adequar-se a metodologia a ser utilizada. Este banco é formado basicamente por tabelas individualizadas de cadastros de Unidades Amostrais e árvores inventariadas. Somando-se a estas, há tabelas auxiliares contendo codificações e descrições dos atributos referentes às unidades de amostra e das árvores inventariadas. A digitação dos atributos de cada árvore foi validada por filtros que impediram a inserção de valores fora do padrão aceitável, conforme a natureza de cada campo. Desta forma, não poderiam ser inseridos para diâmetros com valores fora do padrão amostrado. Página 22 de 50.

23 Estratégia de processamento Altura média por classe de diâmetro A coleta das estimativas de altura das árvores foi feita utilizando-se o clinômetro Brunton Clino Master, que é um instrumento compacto que contém duas escalas (0 ± 90 e 0% ± 150%), neste trabalho foi utilizada a escala em graus. Em virtude da construção desse aparelho estar baseada no principio trigonométrico, para sua utilização correta é necessário se obter a distância entre o observador e a árvore, para que as leituras no instrumento, uma na base e outra no topo, sejam feitas corretamente (SOARES et. al., 2006). Para o cálculo das alturas a seguinte expressão foi utilizada: H Altura da Árvore H = L (tgβ ± tgα) L Distância horizontal do observador até a árvore β Ângulo de leitura superior ou no topo α Ângulo de leitura inferior ou na base Entretanto, a equação foi modificada, obedecendo as três situações descritas na Figura 4.9. Assim, somou-se L tgβ e L tgα no caso (a) e subtraiu-se nos casos (b) e (c), resultando na altura da árvore em metros (CAMPOS e LEITE, 2006). FIGURA 4.9 CASOS QUE ILUSTRAM A POSIÇÃO DO OBSERVADOR EM RELAÇÃO A ÁRVORE (FONTE: CAMPOS e LEITE, 2006) Estimativa do volume individual Os volumes individuais das árvores de cada unidade amostral, a partir dos quais se estimou os volumes comerciais e totais de cada estrato e da população, foram obtidos através da equação volumétrica indicada no edital 10/2007 do Serviço Florestal Brasileiro, mostrada abaixo: Log Vcc= 0, ,04126log 10 DAP + 0, log 10 HC (QUEIROZ e BARROS, ) 1 QUEIROZ & BARROS, Inventário Florestal de 3.097ha da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, município de Oriximiná Pará. Belém: Mineração Rio Norte: Faculdade de ciências Agrárias do Pará. Departamento de Ciências Florestais, p. Página 23 de 50.

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