Família real portuguesa no Brasil

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1 Família real portuguesa no Brasil

2 Vinda da família real No início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França. Ele queria conquistar toda a Europa e para tanto derrotou os exércitos de vários países. Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa. Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os países europeus de comercializar com os inglês. Foi o chamado Bloqueio Continental. Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João. Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação muito difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio brasileiro; se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal. A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil.

3 Vinda da família real Em novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa. 15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que poderiam trazer. Quando o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só encontrou um reino abandonado e pobre. O príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de Ainda em Salvador Dom João abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros. Essa medida foi de grande importância para a economia brasileira.

4 Problemas enfrentados Em 29 de novembro, dia da partida de Lisboa, a esquadra portuguesa composta por 19 navios encontrou-se com a frota britânica que a escoltaria até o Brasil outras 13 embarcações. Essa deve ter sido uma cena monumental, de ficar gravada para o resto da vida na memória de quem a testemunhou: 32 barcos de guerra, mais 30 navios mercantes, preparando-se para a travessia oceânica. Às três horas da tarde, o comandante da Armada britânica, Sidney Smith, ordenou uma salva de 21 tiros de canhão. Estava marcado o início da penosa jornada da família real em direção à colônia.

5 Problemas enfrentados Algo entre 10 mil e 15 mil portugueses cerca de 5% da população do país estavam embarcados naqueles navios. Na maioria, era gente importante, muito afeiçoada aos luxos da nobreza. Mas as condições a bordo não eram nada agradáveis. A água era escassa, de má qualidade. E a comida não passava de carne salgada e biscoitos. Em pouco tempo, o mantimento já estava contaminado por vermes. Animais vivos também foram embarcados, para garantir um pouco de leite, ovos e alguma carne fresca que pudesse ser servida aos passageiros mais chiques. Portanto, dá para supor que as condições de higiene estavam longe do aceitável.

6 Problemas enfrentados No Afonso de Albuquerque, nau em que viajava Carlota Joaquina, uma infestação de piolhos obrigaria todas as mulheres incluindo a princesa a raspar o cabelo. Ratos eram abundantes nas embarcações, o que só aumentava o risco de uma epidemia. Por causa da alimentação precária, distúrbios intestinais tornaram-se comuns. Para os nobres portugueses em fuga, a situação não poderia ser mais constrangedora.

7 Brasil colônial Brasil Colônia ou Brasil colonial é como é chamado o período colonial brasileiro pela historiografia. Durante este, o território brasileiro constituía-se em uma colônia do império ultramarino português. Existiu entre o fim do período pré-colonial brasileiro, em 1530, e a sua elevação a reino unido com Portugal, em Inicialmente, o nome do território era ilha de Santa Cruz. Até então o território que viria a se tornar o Brasil era habitado por povos ameríndios. Tal período sucede ao Brasil pré-colonial, que se iniciou em 1501, um ano após a descoberta do território brasileiro por uma expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral, tendo a mesma sido autorizada pelo Rei D. Manuel I de Portugal, e que termina em 1530, após a chegada de alguns portugueses e o início da exploração e colonização do novo território, embora tenha sido mais presente a exploração.

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