LIVRAMENTO CONDICIONAL DA PENA

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1 LIVRAMENTO CONDICIONAL DA PENA DIREITO PENAL 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. MACAPÁ

2 EMENTA: 1. Conceito. 2. Natureza jurídica. 3. Distinção com o Sursis. 4. Requisitos Reincidente específico Condenado Primário, mas de maus antecedentes Requisitos Subjetivos Requisitos procedimentais. 5 Condições. 5.1 Obrigatória. 5.2 Facultativas. 5.3 Judiciais Legal Indireta Judiciais 1. Conceito: consiste em uma antecipação provisória da liberdade do condenado, satisfeitos certos requisitos e mediante determinadas condições. 2. Natureza jurídica: Damásio: trata-se de forma de execução da pena privativa de liberdade. Celso Delmanto: trata-se de direito público subjetivo do condenando de ter antecipada sua liberdade provisoriamente, desde que preenchidos certos requisitos legais. 3. Distinção com sursis : no livramento condicional, o sentenciado inicia o cumprimento da pena privativa de liberdade, obtendo, posteriormente, o direito de cumprir o restante em liberdade, sob certas condições, no sursis a execução da pena é suspensa mediante imposição de certas condições, e o condenado não chega a iniciar o cumprimento da pena imposta. Em outras palavras, o sursis suspende e o livramento pressupõe a execução da pena privativa de liberdade. Alem disso, 2 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ no livramento o período de prova corresponde ao restante da pena, enquanto na suspensão condicional esse período não corresponde à pena imposta. 4. Requisitos Objetivos: a) Qualidade da pena: deve ser pena privativa de liberdade; b) Quantidade da pena: deve ser igual ou superior a 2 anos. c) Reparação do dano (salvo impossibilidade): dispensa-se na hipótese de detento pobre, em estado de insolvência. A iniciativa de reparação do dano é do sentenciado, a ele cabe a satisfação do débito, não precisa que tenha sido proposta ação indenizatória. d) Cumprimento de parte da pena: Deve ser cumprido 1/3, se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. Deve ser cumprida a metade, se o condenado for reincidente em crime doloso. Se não for reincidente em crime doloso, mas tiver maus antecedentes, a solução é escolher uma fração entre 1/3 e 1/2, de acordo com os antecedentes. Devem ser cumpridos 2/3, no caso de condenação por crime previsto na lei dos crimes hediondos Reincidente específico: a) Lei n /90 acrescentou o inciso V ao art. 83 do CP, o qual vedou o livramento condicional para os reincidentes em qualquer crime previsto na Lei de Crimes Hediondos. Assim, o reincidente específico em crimes dessa natureza não terá direito algum ao benefício. Ou seja, em crimes previstos na mesma lei. Por exemplo: tortura e terrorismo, seqüestro e

3 latrocínio, etc. Convém mencionar que a Lei /2006 lei de Drogas, em seu art. 44, parágrafo único, trouxe mais uma vez a expressão reincidente específico. Com efeito, de acordo com esse dispositivo legal, nos crimes previstos no art. 33, caput e 1º, e 34 a 37 da referida lei, dar-se-á o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena, vedada sua concessão ao reincidente específico b) CP, art. 44, 3º, parte final o reincidente específico em crime culposo não tem direito a substituição por pena alternativa. Na hipótese de reincidência em crime doloso, pouco importa se a reincidência é específica ou não, não pode nunca (CP, art. 44, II). Na hipótese do crime culposo, porém, somente estará vedado o benefício da pena alternativa se o agente for reincidente específico, que, neste caso, quer dizer reincidente em crimes previstos no mesmo tipo penal (homicídio culposo e homicídio culposo, por exemplo). Pode-se concluir, com isso, que existem, atualmente, as seguintes definições para reincidência específica: 1. Lei de crimes hediondos (reincidente em crimes previstos nessa lei, estejam ou não no mesmo tipo penal); 2. Lei de drogas (reincidente em crimes previstos no art. 33, caput e 1º, e 34 a 37 dessa lei); 3. Código Penal e a Legislação em geral (reincidente em crimes previstos no mesmo tipo legal) Condenado Primário, mas de maus antecedentes: conforme orientação do Supremo Tribunal Federal é inadmissível que o condenado primário, mas portador de maus antecedentes obtenha o livramento condicional após o cumprimento de 1/3 da pena. Aplica-se a exigência do inciso II do art. 83 do CP (cumprimento de mais da metade) e não 3 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ do pressuposto temporal requerido no item I do mesmo dispositivo (mais de um terço). O Superior Tribunal de Justiça pensa em sentido contrário, que ao condenado primário, com maus antecedentes aplica-se o inciso I do art. 83 do CP alegando que não se pode equiparar o primário de maus antecedentes com o reincidente, com exigência de cumprimento de mais da metade da pena. Para Fernando Capez o mais correto seria que o não reincidente em crime doloso, portador de maus antecedentes, deve cumprir entre 1/3 e a metade para obtenção do livramento Requisitos Subjetivos: a) Comportamento satisfatório durante a execução da pena: exige-se comportamento carcerário satisfatório, ou seja, não se indisciplinado de modo a empreender fugas (falta grave) ou envolver-se em brigas com outros detentos. Contudo, se as sanções havidas no curso da execução já foram devidamente sancionadas administrativamente e o apenado demonstrar adequado comportamento carcerário, nada impede a concessão do livramento; b) Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído: a omissão do poder Público na atribuição de trabalho ao condenado não impede a concessão do benefício; c) Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto; d) Nos crimes dolosos cometidos mediante violência ou grave ameaça a pessoa, o beneficio fica sujeito a verificação da cessação da periculosidade do agente; e) Nos crimes previstos na Lei n /90, não ser reincidente específico.

4 4.4 - Requisitos procedimentais: a) Requerimento do sentenciado, de seu cônjuge ou parente em linha reta, ou, ainda, proposta do diretor do estabelecimento ou do Conselho Penitenciário (art. 712/CPP). b) Relatório minucioso do diretor do estabelecimento penal a respeito do caráter do sentenciado, seu procedimento durante a execução da pena, suas relações com familiares e estranhos e, ainda, sobre sua situação financeira, grau de instrução e aptidão para o trabalho (art. 714 do CPP). c) Manifestação do defensor e do Ministério Público (art. 112, 1º e 2º, da LEP, com a redação determinada pela Lei n /03); d) Parecer do Conselho Penitenciário: a nova redação do art. 70, I, da LEP exclui uma das atribuições do Conselho Penitenciário, qual seja, a de emitir parecer sobre a concessão do livramento condicional (redação determinada pela Lei /2003). Logo, deixa para trás a exigência da prévia oitiva do Conselho Penitenciário no art. 131 da LEP, para concessão do livramento condicional. 5 - Condições: São obrigatórias ou facultativas Obrigatórias art. 132, 1º, da LEP. 1. Comparecimento mensal obrigatório em Juízo. 2. Não sair da Comarca sem avisar o Juízo. 3. Obter ocupação lícita dentro de um prazo razoável Facultativas art. 132, 2º, da LEP. 1. São aquelas que o juiz pode impor, além das obrigatórias. 2. Não mudar de endereço sem avisar o juiz. 3. Recolher-se em sua residência após determinado horário. 4. Proibição de freqüentar determinados lugares Judiciais art. 85 do CP. Nada impede que o juiz fixe outras a seu critério Condição Legal Indireta são as causas de revogação do livramento. Assim são chamadas porque indiretamente acabam por se constituir em condições negativas (a não dar causa a revogação). 6. Revogação do Livramento: pode ser: a) Obrigatória: 1) Condenação irrecorrível a pena privativa de liberdade por crime praticado antes do benefício; 2) Condenação irrecorrível a pena privativa de liberdade por crime praticado durante o benefício; b) Facultativa: 1) Condenação irrecorrível, por crime ou contravenção, a pena não privativa de liberdade: trata-se de condenação apena de multa ou restritivas de direitos. Exclui-s, portanto, o perdão judicial, pois não há imposição de pena. Não importa se a infração foi cometida antes ou durante a vigência do benefício; 2) Descumprimento das condições impostas. Opções do juiz na revogação facultativa: poderá escolher entre qualquer destas: 4

5 a) Revogar o benefício; b) Advertir novamente o sentenciado; c) Exacerbar as condições impostas; 7- Causas de revogação judiciais: advindas pelo descumprimento das condições impostas pelo juiz. 8 - Causas de revogação legais: advindas da condenação irrecorrível (pode ser obrigatória ou facultativa). 9 - Efeitos da revogação do livramento: se o liberado pratica crime após a obtenção do benefício ou descumpre alguma condição imposta, considera-se que traiu a confiança do juízo, pois não cumpriu a promessa de comportar-se adequadamente. Neste caso, não merece nada, desconsiderando-se totalmente o tempo em que esteve solto (ficará preso todo esse tempo). Mais que isso: no caso de cometimento de crime, não poderá somar o tempo que terá de cumprir preso com a nova pena, resultante do outro delito. Por outro lado, se o benefício é revogado em razão de crime praticado antes do benefício, o liberado não é traidor, logo, computar-se-á o tempo em que esteve solto com o tempo de cumprimento de pena, permitindo-se a soma do tempo restante com a nova pena, para calculo de novo livramento. a) Por crime praticado durante o benefício: não se desconta o tempo em que o sentenciado esteve solto e deve cumprir integralmente a sua pena, só podendo obter novo livramento com relação à nova pena. 5 b) Por crime anterior ao benefício: é descontado o tempo em que o sentenciado esteve solto, devendo cumprir preso apenas o tempo que falta para completar o período de prova. Além disso, terá o direito de somar o que resta da pena com a nova condenação, calculando o livramento sobre esse total (CP, art. 84 e LEP, art. 141). c) Por descumprimento das condições impostas: não é descontado o tempo em que esteve solto e não pode obter novo livramento em relação a essa pena, uma vez que traiu a confiança do juízo Suspensão do Livramento: I. Na hipótese de crime durante a vigência do benefício (art. 86, I): praticado pelo liberado outra infração, o juiz poderá ordenar a sua prisão, ouvidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Público, suspendendo-se o curso do livramento condicional, cuja revogação, entretanto, ficará dependendo da decisão final (LEP, art. 145) II. Na hipótese de descumprimento das obrigações constantes da sentença (art. 87, 1ª parte): é inadmissível a suspensão neste caso, pois ela somente é admissível na hipótese do art. 145 da LEP, ou seja, quando o liberado pratica outra infração no curso do benefício, caso em que, a revogação dependerá do julgamento definitivo do processo. III. Na hipótese do art. 87, 2ª parte: permite-se a suspensão provisória do benefício ate o julgamento final do processo, tendo em vista que o art. 145 da LEP não distingue a espécie infração penal.

6 11 - Extinção da Pena Art. 89: o juiz não pode declarar extinta a pena enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde o liberado por crime cometido na vigência do benefício. Isso vale dizer que, no momento em que o sentenciado começa a ser processado, o período de prova se prorroga até o trânsito em julgado da decisão desse processo para que saiba se haverá ou não revogação do benefício. Isso só vale para crime cometido na vigência do livramento, para crime anterior ao benefício não invalida o tempo em que o sentenciado esteve em liberdade, logo seria inútil prorrogar o período de prova. Art. 90: se, até o término, o livramento não é revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade. Esse dispositivo deve ser interpretado em consonância com o art. 89, ou seja, após a prorrogação automática, ou quando esta não ocorrer, a pena será extinta se não houver motivo para a revogação do livramento Livramento Condicional antes do trânsito em julgado: a jurisprudência vem se firmando no sentido da possibilidade da concessão do livramento condicional ao preso provisório. No caso de paciente submetido à prisão processual, que perdura mais de 2/3 da pena fixada na condenação, dada a demora do julgamento de recursos de apelação, tem o direito a progressão do regime ou a concessão do livramento condicional, exigindo-se, contudo, o preenchimento de requisitos subjetivos para o deferimento dos benefícios Exame criminológico: o art. 112 da LEP com as modificações operadas pela Lei nº /2003, ao tratar da progressão de regime, não fez menção à necessidade do exame criminológico e, em seu 2º, determinou que igual procedimento seja adotado na tramitação do pedido de livramento condicional. Desta forma, o juiz da execução, se entender necessário para sua convicção, poderá exigir a realização do exame criminológico, como instrumento auxiliar capaz de respaldar o provimento jurisdicional concessivo ou denegatório do benefício Contraditório e ampla defesa: é imprescindível a prévia oitiva do condenado para a revogação do livramento, momento este de se defender Estrangeiro: nada impede que obtenha o benefício, desde que preencha os requisitos. No caso de turista, sem residência fixa, não terá direito Livramento condicional humanitário: é assim chamado o benefício concedido ao sentenciado que ainda não cumpriu o período de tempo necessário, mas é portador de moléstia grave e incurável. Não tem base legal, não podendo ser concedido quando não preenchidos os requisitos objetivos e subjetivos previstos em lei. 6

7 Referências: NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal Comentado. 8ª Edição. Revista dos Tribunais CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal parte geral. Volume 1. 14ª Edição. Editora Saraiva GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal parte geral. Volume 1. 12ª Edição. Editora Impetus ANDREUCCI. Ricardo Antonio. Manual de Direito Penal. 7ª. Ed. ver. e atual.- São Paulo: Saraiva,

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