Direito Processual Penal Prof. Pietro Chidichimo

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1 EXECUÇÃO PENAL 1. Conceito: É a relação jurídica que se inicia após a sentença penal condenatória transitada em julgado, podendo abarcar ainda a relação que se desenvolve caso o juiz decida prender provisoriamente o acusado. 2. Natureza Jurídica da execução penal: Administrativa: O juiz na execução penal desenvolve uma função mais de natureza administrativa e que não tem nesse momento da execução penal um caráter jurisdicional. Predomina a sua atuação administrativa, como de fiscalizar presídios. E os incidentes da execução como a progressão de regime, concessão de livramento condicional seriam meramente secundários. O nosso legislador não adotou essa posição. Jurisdicional: O juiz desenvolve uma atividade predominantemente jurisdicional na sua função de execução penal, porque predomina a sua total função de juiz no momento em que analisa as suas atribuições e quando verifica primordialmente os incidentes da execução penal. O juiz no momento da execução deverá primeiro estabelecer o devido processo legal, permitir ao réu o contraditório e fundamentar todas as decisões proferidas no curso da execução penal. A própria exposição de motivos da Lei de Execução Penal é clara ao afirmar que a execução penal tem natureza jurídica. Como consequência da natureza jurisdicional estão as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa, além do dever de fundamentar as decisões. Recurso penal das decisões no âmbito da execução penal: Agravo em execução penal. Duplo grau de jurisdição. Art. 118, LEP: regressão de regime carcerário porque o apenado praticou falta grave, o juiz permitirá ao réu o contraditório. O juiz toda vez que for decidir algo na execução penal, deverá fazê-lo de forma fundamentado. Art. 93, IX, CF c/c art. 381, III, CPP. 3. Espécies de Penas: Art. 32, CP. Privativas de liberdade: Reclusão: crimes. Detenção: crimes. Prisão simples: contravenções penais. Restritivas de direito: Prestação pecuniária: art. 45, 1º e 2º, CP. Praticada a infração penal, o réu deve indenizar a vítima. Se a prestação pecuniária tiver como beneficiaria a vítima ou seus representantes legais e se essa vítima entrar na esfera cível pedindo a reparação cível, aquele valor a título de prestação pecuniária será descontado. De 1 a 360 salário mínimos. Perda de bens e valores: art. 45, 3º, CP. Decretação do perdimento de bens ou valores lícitos ( art. 91, II, CP). Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas: Art. 46, CP. A prestação de serviços somente poderá ser aplicada a penas superiores a 6 meses. A pena restritiva de direitos dura o mesmo tempo da privativa de liberdade, salvo na hipótese do art. 46, 4º, CP: Quando o juiz fixar uma pena maior do que um ano, é lícito ao condenado cumprir a prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas em menor tempo, no entanto, nunca inferior a metade. Interdição temporária de direitos: Art. 47, CP. ü I e II: Diz respeito àquelas penas que são aplicadas aos casos em que a pratica do crime e a consequente condenação dele dizem respeito à violação de uma regra relativa a profissão do condenado.inobservância de regra técnica da profissão, cargo público, função pública ou mandato eletivo. ü III- Proibição de frequentar determinados lugares, Proibição de ir a determinados lugares, como no caso, das torcidas organizadas. ü IV- Suspensão para dirigir veículo automotor (revogado pelo código de transito). ü V- Não participar de certame público Ex: art. 311-A, CP. 1

2 Limitação de final de semana: Art. 48 e parágrafo único, CP. Cidadão será obrigado a se recolher por cinco horas aos sábados e cinco horas aos domingos. Durante esse período, poderão ser ministrados cursos. Multa: Se não for paga se converte em dívida de valor (a Fazenda Pública executa), não podendo, no entanto, ser convertida em pena privativa de liberdade. Art. 52, CP: Sobrevindo doença mental, a execução da pena de multa fica suspensa. 4. Regimes carcerários: Súmula nº 269, do STJ: A reincidência por si não implica a fixação do regime inicialmente fechado, mas do regime imediatamente mais grave do que a pena iria comportar. Somente será aplicada para os réus reincidentes cuja pena máxima não seja maior que 4 anos. Súmula nº 440, do STJ: Se o juiz quiser fixar à pena o regime mais grave do que a pena iria comportar, somente poderá fazê-lo com base na análise do artigo 59, CP. Súmulas nº 718 e 719, STF: A opinião do julgador sobre a gravidade da infração não são fundamentos suficientes para a fixação do regime mais grave do que a quantidade da pena iria permitir. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena mais grave do que a quantidade de pena permite exige fundamentação idônea. Art. 387, 2º, CPP: O juiz da sentença levará em conta o tempo de prisão processual do réu para fixar o regime inicial de cumprimento da pena mais benéfico para o acusado. Fechado: Acima de 8 anos. Detenção jamais começa no regime fechado. Semiaberto: Mais de 4 e menos de 8 anos. Reincidência pode começar no regime semiaberto (súmula nº 269, do STJ). HC /ES: O regime inicialmente fechado para os crimes hediondos é inconstitucional. Aberto:Até 4 anos. Reincidência jamais começa no regime aberto. 5. Princípios da execução da pena: Legalidade: É corolário do princípio nulla poena sine lege. As sanções deverão estar previstas em lei: ü Faltas graves, obrigatoriamente previstas nos artigos 50 (pena privativa de liberdade), 51 (pena restritiva de direitos) e 52 (crime doloso, dependendo do abalo da ordem interna e externa, poderá ser aplicado ao réu, preso provisório ou condenado o regime disciplinar diferenciado), da LEP; ü Faltas médias e leves, previstas em regulamentos estaduais. Igualdade: Não se descrimina salvo em relação à idade e ao sexo: art. 2º, parágrafo único e art. 3º, da LEP. Jurisdicionalidade:Art. 2º, da LEP: Escola alemã. Processo de execução. Necessidade de obedecer obrigatoriamente aos princípios que norteiam os atos jurisdicionais: Devido processo legal, duplo grau de jurisdição, ampla defesa, contraditório, humanização e individualização da pena. Duplo grau de jurisdição (art.197, LEP). 6. Presos provisórios e condenados na justiça federal: Tanto na justiça comum como na justiça especial (militar, eleitoral). 7. Individualização da pena e classificação dos condenados: Art. 5º, da LEP: Os presos são separados e são avaliados para que obtenham um melhor aproveitamento da execução penal. Art. 8º, LEP: Exame criminológico é obrigatório somente para presos condenados em regime fechado e é facultativo para presos em regime aberto Jamais poderá ser feito em relação aos presos provisórios, sob pena de violar o princípio da presunção de inocência. A lei nº /03 alterou a LEP e reformulou as prerrogativas dessas comissões que avaliavam psicologicamente os apenados. Os presos são avaliados quando ingressam no sistema carcerário, mas não haverá mais avaliação quando forem submetidos aos benefícios da execução penal. Somente se houver uma decisão fundamentada do juiz. Art. 112, LEP: Apenas prevê que o réu preencha os requisitos tempo e atestado de conduta carcerária. Art. 9-A, LEP: Obrigatoriedade para apenas condenados por crimes hediondos, mediante grave ameaça ou violência, que sejam submetidos a exame de DNA por método indolor. Esse exame ofende o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. 2

3 8. Assistência ao apenado: Arts. 10 a 30, LEP. Formas contempladas de assistência ao apenado. E essa assistência compreenderá- Art. 11: ü Material ü À saúde; ü Jurídica ü Educacional ü Social ü Religiosa. 9. O trabalho do apenado: 9.1 Trabalho interno: Desenvolvido de forma obrigatória ao preso condenado. Art. 31, caput, LEP. Trabalho interno é facultativo: Ao preso provisório (art. 31, parágrafo único, LEP), preso político (art. 200, LEP) e o condenado por uma prisão simples cujo prazo da pena não ultrapasse 15 dias (art. 6, LEP) o trabalho interno é facultativo. Jornada: Varia entre 6 a 8 horas. Com descanso aos domingos e feriados. O trabalho artesanal deve ser limitado ao máximo, salvo nas regiões de turismo. O preso não está regido pelas normas da CLT. 9.2 Trabalho externo: Art. 36, LEP: No caso de trabalho em obras públicas ou entidades consideradas públicas, a mãode-obra dos apenados deve se limitar em até 10 % do total. Quando se tratar de preso que preste serviço externo a entidade privada, a prestação desserviço dependerá de expresso consentimento do preso. Requisitos para o trabalho externo:o apenado tenha cumprido no mínimo 1/6 da pena privativa de liberdade (somente no regime fechado), que demonstre bom comportamento e que tem aptidão para exercer este trabalho externo. Quando o apenado já tiver iniciado o cumprimento da pena no regime semiaberto, ele segundo entendimento do STJ, já sai trabalhando. Art. 37, p. único, LEP:Se o preso não demonstrar que está se compatibilizando com o trabalho ou se praticar falta grave, o benefício será revogado. Art. 126, LEP: Abatimento da pena pelo trabalho e pelo estudo. 10. Remição da pena: Trabalho e estudo. Art. 126, da LEP: 1º, I e II: 12 horas divididas por 4 horas diárias. Pelo estudo ou pelo trabalho: A cada 3 diasde estudo ou trabalho, réu irá remir um dia de pena. A remissão também se aplica ao preso provisório. Contempla qualquer tipo de estudo: Fundamental, médio, superior e profissionalizante. Toda vez que concluir uma etapa de ensino, terá um acréscimo de 1/3 no seu tempo de remição. O apenado poderá cumular na sua remição horas de trabalho e de estudo. 8 horas máximas diárias: 4 horas de trabalho e 4 horas de estudo. O preso impossibilitado de continuar porque se acidentou, continuará se beneficiando da remição da pena. Art. 127, LEP: O preso que praticar falta grave perderá até o máximo de 1/3 do tempo já remido, observado o art. 57, da LEP (fundamento com base nos elementos deste artigo). Art. 128, LEP: A remição será computada para todos os fins como pena cumprida. Isso faz com que o réu alcance os benefícios de forma mais rápida. 11. Detração Penal: Arts. 42, CP e 387, 2º, CPP. Consiste no aproveitamento do tempo de prisão processual, tanto no brasil como no estrangeiro, para descontar do tempo que deverá cumprir a pena privativa de liberdade (e a pena restritiva de direitos, apesar de não estar prevista na lei. A pena de multa não se aplica, porque não pode ser convertida em pena privativa de liberdade). A detração é de competência tanto do juiz da sentença como do juiz da execução da pena. 3

4 Não se aplica a suspensão condicional da pena, porque é utilizada para suspendera xecução da pena privativa de liberdade. Se a execução da pena privativa de liberdade for suspensa, não haverá oque falar em detração penal. É possível detração em outros processos. Art. 113,CP: Em caso de evadir-se o condenado ou de revogado o livramento condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta de pena. A detração não se aplica para fins de prescrição. 12. Progressão de regime carcerário: Art. 112, da LEP: Requisitos tempo e atestado de conduta carcerário. Crime comum: prazo de 1/6 do cumprimento da pena privativa de liberdade. Crime hediondo: Lei nº 11464/07: Prazo de 2/5 da pena privativa de liberdade. Ou quando réu reincidente, 3/5 da pena privativa de liberdade. Para crimes anteriores à lei, o percentual necessário para a progressão de regime será de 1/6. Lei penal mais grave é irretroativa. Súmula nº 471, STJ. Requisito subjetivo: Atestado de conduta carcerária. É vedada a progressão de regime carcerário por salto: ou seja, o réu progride do fechado, para semiaberto e do semiaberto para o aberto. 13. Regressão de regime carcerário: Art. 118, LEP. Prática de fato como crime doloso; Falta grave; Não-observância das regras do regime aberto; Não pagamento da pena de multa quando réu for solvente; Superveniência de nova condenação, que somada com a pena que o réu estiver cumprindo, torne o regime incompatível. Art. 111, LEP: É o único caso em que não precisa haver contraditório e ampla defesa. O não-atendimento das condições do monitoramento eletrônico. É possível a regressão por salto/per saltum: O réu pode sair do regime aberto diretamente ao regime fechado. O réu tem direito constitucional de ser ouvido antes da regressão. 14. Autorizações de saída: 14.1 Permissão de saída: Presos que cumprem pena no regime fechado e semiaberto. Ex tratamento de saúde, falecimento de familiar, acompanhamento de doença grave de ascendente, cônjuge, poderão a- companhar essas situações, mediante escolta Saídas temporárias:art. 122, CP. Serão deferidas pelo prazo de 5 vezes e de 7dias por semana. Totalizando 35 dias ao ano. Ex: Efetivação pela monitoração eletrônica, nesse caso, a partir do artigo 146 e letras da LEP. O não-atendimento dos requisitos, é caso de regressão do regime carcerário. Somente ao preso do semiaberto. Serão totalmente revogadas em hipóteses de o apenado praticar crime doloso, praticar falta grave, não atender aos objetivos desse benefício e, portanto, não preencher esses requisitos. 15. Livramento condicional (art. 83, CP e 131, LEP): Em caso de crime comum, réu primário deverá cumprir mais de 1/3 da pena privativa de liberdade. Em caso de crime comum e reincidente deverá cumprir mais da metade da pena privativa de liberdade. Em caso de crime hediondo,deverá cumprir mais 2/3 da pena privativa de liberdade. Em caso de crime hediondo e reincidente em crime hediondo, não terá direito ao benefício do livramento condicional. Art. 112, LEP: O réu deverá ainda preencher o requisito subjetivo: atestado de conduta carcerária. Sumula nº 439, STJ: É possível que havendo fundamentação do juiz, se exija o chamado exame criminológico. Súmula nº 441,STJ: A prática de falta grave não interrompe o prazo para a obtenção de livramento condicional ou de indulto e comutação de pena. A prática de falta grave somente interrompe o prazo para obtenção de progressão de regime carcerário. As causas de revogação: Prática de fato definido como crime antes ou durante o tempo em que o réu está usufruindo desse benefício. Dependendo do momento em que foi praticada a infração penal e o réu foi condenado irrecorrivelmente, ter-se-ão as consequências advindas dessa condenação. 4

5 Quando tiver sido revogado em razão de crime praticado durante o benefício, o réu não tem direito em relação a esse crime um novo livramento condicional. Revogação do livramento condicional suspensão do livramento. Art. 145, LEP: Praticada pelo liberado outra infração penal, o Juiz poderá ordenar a sua prisão, ouvidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Público, suspendendo o curso do livramento condicional, cuja revogação, entretanto, ficará dependendo da decisão final 16. Recurso de agravo (art. 197, da LEP): Súmula nº 700, do STF:O agravo da LEP e o recurso em sentido estrito possuem a mesma forma de tramitação. Duplo grau de jurisdição. Não possui o efeito suspensivo, salvo: Na hipótese em que se terá a liberação do internado à medida de segurança. Ou seja, não se liberara o internado à medida de segurança enquanto esta decisão não transitar em julgado. Retratação: Art. 589, CPP. O juiz deverá exercer seu juízo de retratação, assim, permitirá que a parte contrária, por simples petição, possa levar a questão ao segundo grau. 17. Suspensão condicional da pena (Arts. 77 e seguintes CP): É residual em relação à pena restritiva de direitos. O Sursis é mais grave que a pena restritiva de direitos. Em caso de sursis simples ou até especial, a pena máxima deve ser de até 2 anos. Havendo um período de prova que varia entre 2 e 4 anos. Nesse caso, se o réu tiver o benefício revogado, o réu perde todo o tempo em que estava no período de prova. Devendo cumprir por inteiro aquela pena que estava suspensa mediante condições: Ao reincidente em crime doloso, é vedado o sursis da pena salvo se a condenação anterior tiver sido a pena de multa. Art. 77, 1º, CP. Para aquele que se beneficia do sursis simples, deverá cumprir no primeiro ano do período de prova ou prestação de serviços à comunidade ou limitação de final de semana. Sursis etário e Sursis humanitário: pena de até 4 anos. Prova de 4 a 6 anos. Causas de revogação obrigatórias: Art. 81,CP: Condenação irrecorrível por novo crime doloso; Não pagamento da multa quando o réu era solvente; Não adimplemento das condições do artigo 78, 1º, CP. Art. 161, da LEP: Início a partir da audiência admonitória (quando o réu é advertido sobre as condições que deverá cumprir a respeito desse benefício). No caso de não comparecimento do réu, não haverá sursis. Ou seja,o sursis é tornado sem efeito. Automaticamente, o réu deverá cumprir pena privativa de liberdade. 18. Medidas de segurança: A prática de um fato típico, ilícito e não culpável. Periculosidade. Pode ser aplicada durante o processo de conhecimento: Aos inimputáveis (art. 26, caput, CP); Aos semi-imputáveis (art. 26, parágrafo único, CP). Não tem prazo máximo. STF: Duração máxima de 30 anos simetricamente ao art. 75, CP. STJ:Limite máximo é o da pena privativa de liberdade cominada ao respectivo delito. Quando houver superveniência de doença mental iniciar, a medida de segurança não poderá ultrapassar o tempo da pena que foi imposta na sentença. Se a cura for provável, hospital de custódia (art. 41, CP) e art. 183, LEP: O juiz da execução converte a pena em medida de segurança. A perícia deve ser realizada periodicamente, para que se verifique a cessação da periculosidade. Antes, deve haver o incidente de insanidade mental, que pode ser feito durante a fase do inquérito policial. Só quem determina a sua realização é o juiz, pois representa um constrangimento ilegal ao acusado. Desinternação: Recurso de agravo em execução penal possui efeito suspensivo. 5

LIVRAMENTO CONDICIONAL

LIVRAMENTO CONDICIONAL LIVRAMENTO CONDICIONAL Arts. 83 a 90 do CP e 131 e s. da LEP. Consagrado no CP de 1890, mas com efetiva aplicação pelo Decreto 16.665 de 1924. É mais uma tentativa de diminuir os efeitos negativos da prisão.

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