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1 Disciplina ENGENHARIA DE TRÁFEGO FAMEBLU Engenharia Civil Aula 11: A Infraestrutura Professor: Eng. Daniel Funchal, Esp.

2 O Código de Transito Brasileiro CTB, define no Capítulo IX DOS VEÍCULOS, Seção I Disposições Gerais, Art. 96, a classificação dos veículos da seguinte forma: I - quanto à tração: a) automotor; b) elétrico; c) de propulsão humana; d) de tração animal; e) reboque ou semi-reboque;

3 II - quanto à espécie: a) de passageiros: 1 - bicicleta; 2 - ciclomotor; 3 - motoneta; 4 - motocicleta; 5 - triciclo; 6 - quadriciclo; 7 - automóvel; 8 - microônibus; 9 - ônibus; 10 - bonde; 11 - reboque ou semi-reboque; 12 - charrete;

4 b) de carga: 1 - motoneta; 2 - motocicleta; 3 - triciclo; 4 - quadriciclo; 5 - caminhonete; 6 - caminhão; 7 - reboque ou semi-reboque; 8 - carroça; 9 - carro-de-mão; c) misto: 1 - camioneta; 2 - utilitário; 3 - outros;

5 d) de competição; e) de tração: 1 - caminhão-trator; 2 - trator de rodas; 3 - trator de esteiras; 4 - trator misto; f) especial; g) de coleção; III - quanto à categoria: a) oficial; b) de representação diplomática, de repartições consulares de carreira ou organismos internacionais acreditados junto ao Governo brasileiro; c) particular; d) de aluguel; e) de aprendizagem.

6 Peso 1 - Peso bruto máximo para veículos de: a) Dois eixos: 19 t; b) Três eixos: 26 t; c) Quatro ou mais eixos: 32 t. 2 - Peso bruto máximo para conjunto veículo trator-semi-reboque de: a) Três eixos: 29 t; b) Quatro eixos: 38 t; c) Cinco ou mais eixos: 40 t; d)cinco ou mais eixos transportando dois containers de 20, ou um container de 40 : 44 t.

7 3 - Peso bruto máximo para automóvel pesado de passageiros articulado de: a) Três eixos: 28 t; b) Quatro ou mais eixos: 32 t. 4 - Peso bruto máximo para conjunto veículo motor-reboque de: a) Três eixos: 29 t; b) Quatro eixos: 37 t; c) Cinco ou mais eixos: 40 t; d) Cinco ou mais eixos transportando dois contentores ISO de 20b: 44 t 5-Peso bruto máximo para reboques de: a) Um eixo: 10 t; b) Dois eixos: 18 t; c) Três ou mais eixos: 24 t.

8 Distância de Reação É a distância que o veículo percorre desde que o condutor vê o perigo, até apoiar o pé sobre o freio. Distância de Frenagem É a distância que o veículo percorre desde que o condutor aciona o freio até a parada total do veículo. Distância de Parada É a distância que o veículo percorre desde que o condutor vê o perigo, até a parada total do veículo. Distância de Segmento ou Segurança É a distância que se mantém de um veículo a outro permitindo parar em segurança, ou agir em situações de perigo evitando colisões.

9 Manobrabilidade Engenharia de Tráfego O conhecimento do espaço que um determinado veículo ocupa quando realiza uma dada trajetória, o raio de giro que um veículo consegue descrever e a largura que ocupa quando descreve esse raio de giro, são elementos imprescindíveis a um dimensionamento correto da infraestrutura rodoviária.

10 A Infraestrutura Classificação das Vias 1. Vias urbanas De trânsito rápido - caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível. Arterial - caracterizada por interseções em nível, geralmente controladas por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade. Coletora - destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade. Local - caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinadas apenas ao acesso local ou a áreas restritas. 2. Vias rurais Rodovia - via rural pavimentada. Estrada - via rural não pavimentada.

11 A velocidade máxima para cada uma dessas vias: a. para vias urbanas: - trânsito rápido: 80 km/h; - arterial: 60 km/h; - coletora: 40 km/h; - local: 30 km/h; b. para vias rurais: - rodovia: automóveis e camionetas km/h; ônibus e micro-ônibus - 90 km/h; demais veículos 80 km/h; - estrada: 60 km/h. Engenharia de Tráfego A Infraestrutura

12 A Infraestrutura Classificação Longitudinais - rodovias que se orientam no sentido norte-sul. Transversais - rodovias que se orientam no sentido leste-oeste. Ligações - rodovias que ligam pontos importantes de duas ou mais rodovias encurtando o trajeto. Radiais - rodovias que partem de Brasília, ligando-a a outras capitais ou pontos periféricos do país. Diagonais - rodovias que se orientam na direção nordeste-sudoeste e noroestesudeste. Acessos - rodovias que dão acesso a instalações federais, como a estâncias hidrominerais, pontos de atração turística, terminais marítimos, fluviais, aeroviários ou ferroviários.

13 A Infraestrutura Identificação O símbolo BR é aplicado às rodovias federais. As estaduais são indicadas pela sigla correspondente a cada Estado. Junto ao símbolo, seguem três algarismos: - o primeiro indica a categoria da via (zero para as radiais; 1 para as longitudinais, 2 para as transversais; 3 para as diagonais; 4 para as ligações e acessos); - os outros dois números indicam a posição geográfica da rodovia em relação à Brasília e aos limites extremos do país. Exemplos BR116 e SP150

14 A Infraestrutura Projeto geométrico de uma estrada Processo de correlacionar os seus elementos físicos com as características de operação, frenagem, aceleração, condições de segurança, conforto, etc. Critérios para o projeto geométrico de estradas: Princípios de geometria, de física e as características de operação dos veículos. Cálculos teóricos e resultados empíricos deduzidos de numerosas observações e análises do comportamento dos motoristas, reações humanas, capacidades das estradas já existentes, entre outras. Possibilidade técnica, econômica e social viáveis. Após a escolha dos traçados possíveis, deve-se compará-los entre si, atendendo a critérios como raios mínimos de curvas horizontais, inclinações de rampas, curvas verticais, volumes de cortes e aterros, superelevação, superlargura, etc.

15 FAMEBLU Engenharia Civil

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